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quarta-feira, 13 de julho de 2022

Incêndio destrói igreja histórica em SP: ‘Sobrou só o altar’

Um incêndio que tomou conta de um prédio de dez andares na Rua Comendador Abdo Schahin, 80, no Centro de São Paulo, também acabou destruindo a Paróquia Ortodoxa Antioquina da Anunciação a Nossa Senhora, fundada em 1904 e, portanto, sendo a primeira igreja católica ortodoxa do Brasil.

Segundo o pároco Paisios Dias, "sobrou só o altar" da igreja, enquanto 80% do templo foi completamente destruído pelas chamas. Símbolo material da migração libanesa para o Brasil durante o século XX, o fogo levou consigo um patrimônio histórico de altíssimo valor.

"A igreja está totalmente danificada. Ela foi totalmente queimada. Perda quase total. O teto desabou, e o forro caiu com o fogo. Conseguimos salvar e retirar alguns ícones religiosos, mas além do valor material, o que se perde é o valor histórico", disse disse Paisios.

"Ela é a primeira igreja ortodoxa do Brasil", destacou. "80% dela ficou destruída. Sobrou o altar. A pia batismal foi destruída por uma parede que caiu sobre ela e destruiu os bancos também."

Horas de incêndio

O alcance do incêndio que tomou conta do prédio de dez andares foi de grande proporção e se alastrou para outros edifícios. Os bombeiros precisaram de mais de 33 horas de trabalho para controlar e apagar as chamas. A origem do incidente, porém, ainda é investigada.

Ao o portal G1, o padre Dimitrius Attarian, secretário do bispo da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa de Antioquia no Brasil, lembrou que a destruição causada pelo fogo afeta diretamente a memória dos libaneses no país, uma vez que a igreja está diretamente entrelaçada ao desenvolvimento e conquistas libanesas em solo brasileiro.

"A igreja tem um valor histórico de memória da comunidade sírio-libanesa porque toda comunidade nasce ali na igreja. Os primeiros casamentos, batizados, festas… Naquele salão da igreja nasceu o hospital Sírio-Libanês, o Clube Monte Líbano… nasceram em reuniões da comunidade naquele lugar", lamentou o padre.

Fonte: Gospel+

segunda-feira, 14 de março de 2022

Líder ortodoxo é preso na Rússia por condenar invasão da Ucrânia em sermão


Mensagens anti-guerra e protestos são expressamente proibidos na Rússia e foram classificados como “ofensa criminal”.

O líder ortodoxo russo, Ioann Burdin, foi preso na semana passada depois de condenar a invasão russa à Ucrânia durante um sermão, na pequena congregação que fica na aldeia de Karabanovo, no oeste da Rússia. 

De acordo com a BBC News, grupos ativistas afirmaram que ele deve enfrentar o tribunal por pregar contra a guerra. O padre falou aos moradores locais sobre os bombardeios e a destruição em curso nas cidades ucranianas.

A polícia o acusou de “desacreditar o uso das Forças Armadas” — uma ofensa criminal estabelecida pelas autoridades russas na semana passada. Desde o início da guerra, houve uma repressão brutal aos protestos dos russos. 

Mas, apesar dos riscos, milhares de pessoas ainda estão tomando as ruas em dezenas de cidades para protestar contra as ações coordenadas pelo presidente Vladimir Putin. Mais de 13 mil pessoas já foram presas, segundo rastreadores de ONG´s locais. 

Mensagens anti-guerra são censuradas

O nome do líder ortodoxo também apareceu numa carta pública que foi assinada por 285 padres e diáconos, aproximadamente, na semana passada, pedindo a "cessação da guerra fratricida” contra a Ucrânia.

O termo “fratricida” se refere à morte de seus próprios irmãos ou pessoas que correspondem ao seu próprio povo. Na carta, os líderes religiosos lamentam “o julgamento a que nossos irmãos e irmãs na Ucrânia foram imerecidamente submetidos”. 

Outro padre ortodoxo russo, Andrey Kordochkin, disse que ajudou a redigir a carta e confirmou que o padre preso na semana passada é o mesmo. “Sim, é ele”, disse ao mencionar que Burdin cometeu uma “ofensa criminal” por pedir a paz e que a prisão dele é um aviso para todos os outros líderes.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 3 de março de 2022

‘O espírito do anticristo opera em Putin’, diz primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Enquanto o mundo assiste assustado o desenrolar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia no Leste europeu, lideranças religiosas no mundo inteiro especulam de que forma esses acontecimentos estariam relacionados ao cumprimento das profecias bíblicas, especialmente no que envolve à figura do "anticristo".

Para o líder religioso Epifânio I, primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, não há dúvida de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria sendo influenciado pelo "espírito do anticristo".

Em uma declaração feita no último domingo (27), Epifânio I, cujo nome de nascimento é Sergei Petrovich Dumenko, argumentou que Putin estaria enquadrado em algumas características descritas pela Bíblia Sagrada acerca do anticristo.

Ele citou, por exemplo, elementos como "orgulho, devoção ao mal, crueldade, falsa religiosidade", fazendo inclusive uma associação do atual presidente russo com o genocida alemão Adolf Hitler, que ordenou o assassinato de pelo menos seis milhões de judeus durante o seu governo.

"O espírito do Anticristo opera no líder da Rússia, cujos sinais as Escrituras nos revelam: orgulho, devoção ao mal, crueldade, falsa religiosidade. Este foi Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Isso é o que Putin se tornou hoje", declarou Epifânio em um comunicado feito pelo próprio site da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

A visão de Epifânio I, no entanto, confronta a perspectiva do líder da Igreja Católica Ortodoxa Russa, conhecido como Cirilo I de Moscou, ou simplesmente "Kirill" no idioma local.

Nesse aspecto, é importante o leitor entender que a ortodoxia católica (que é diferente da tradição romana, adotada pelo Vaticano) se dividiu em duas correntes em 2018, formando a vertente russa e ucraniana, cada qual com os seus respectivos líderes.

O líder da Igreja russa, por exemplo, classificou os adversários ucranianos como  "forças do mal" em um discurso proferido no último domingo, segundo a Religion News Service.

"Que Deus nos livre que a atual situação política na fraternal Ucrânia, tão próxima de nós, tenha como objetivo fazer com que as forças do mal, que sempre lutaram contra a unidade da Rússia e da Igreja Russa, ganhem vantagem", disse Kirill, segundo uma publicação feita pelo site oficial ligado à ortodoxia russa.

Como é possível notar, o conflito russo-ucraniano não é algo simples de ser interpretado pela perspectiva bíblico-escatológica, de modo que independentemente do curso e desfecho dos atuais acontecimentos, cabe aos cristãos bíblicos o compromisso com a oração para que Deus cumpra os seus desígnios proféticos.

Fonte: Gospel+

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