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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Putin convoca 300 mil homens e faz ameaça nuclear: “Isso não é um blefe”


O discurso de Putin alimenta especulações sobre o futuro da guerra, já que um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

O presidente russo Vladimir Putin, ordenou nesta quarta-feira (21) a primeira mobilização parcial da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial e alertou o Ocidente que está pronto para usar armas nucleares para defender seu país.

Indicando uma escalada da guerra na Ucrânia, Putin aprovou um plano para anexar partes da Ucrânia, convocou 300.000 militares da reserva e levantou a possibilidade de um conflito nuclear, caso a segurança da Rússia esteja em risco.

Gostaria de lembrar que o nosso país tem diferentes tipos de armas, e algumas delas são mais modernas do que as dos países da Otan. No caso de uma ameaça à integridade territorial do nosso país, sem dúvida usaremos todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e o nosso povo. Isso não é um blefe”, disse Putin em um discurso televisionado à nação.

Citando a expansão da Otan em direção às fronteiras da Rússia, Putin disse que o Ocidente está planejando destruir seu país e se envolvendo em uma “chantagem nuclear”.

Ele acusou os Estados Unidos, a União Europeia e a Grã-Bretanha de encorajar a Ucrânia a empurrar suas operações militares para a própria Rússia.

Em sua política agressiva anti-russa, o Ocidente cruzou todas as linhas”, disse Putin. “Aqueles que tentam nos chantagear com armas nucleares devem saber que o cata-vento pode virar e apontar para eles.”

O discurso alimenta especulações sobre o futuro da guerra e indica que Putin está expandindo sua “operação militar especial” na Ucrânia, que tem sido apoiada por países da Otan, que é liderada pelos EUA. 

Um confronto direto entre a Otan e a Rússia seria um passo em direção à Terceira Guerra Mundial.

Mobilização militar e anexação

A mobilização parcial das reservas da Rússia é a primeira desde que a União Soviética lutou contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial, e começa imediatamente.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, disse que o país irá recrutar cerca de 300.000 militares adicionais de cerca de 25 milhões de combatentes em potencial à disposição de Moscou.

Putin também apoiou os referendos que serão realizados nos próximos dias em áreas da Ucrânia que são controladas por tropas russas — indicando o primeiro passo para a anexação formal de cerca de 15% do território ucraniano.

As votações foram solicitadas pelas autodenominadas Repúblicas Populares de Donetsk (DPR) e Luhansk (LPR), que Putin reconheceu como independentes pouco antes da invasão.

O Ocidente e a Ucrânia condenaram o plano do referendo como uma “farsa ilegal” e prometeram nunca aceitar seus resultados.

Fonte: Guiame

domingo, 8 de maio de 2022

Putin pede desculpas a Israel após chanceler dizer que Hitler tinha ‘sangue judeu’


As palavras de Sergei Lavrov foram consideradas “imperdoáveis e ultrajantes” para o ministro das Relações Exteriores de Israel.

O presidente russo, Vladimir Putin, pediu desculpas ao primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennet, após comentários do ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov. 

No último fim de semana, Lavrov disse: “Acho que Hitler também tinha origens judaicas”, declarou durante uma entrevista a um programa de televisão na Itália.

O ministro russo comentava sobre a ideia de Moscou “desnazificar” a Ucrânia — o que é questionado também por Volodymyr Zelensky ser judeu, de acordo com informações do Yahoo. 

Depois disso, os dois países travaram uma “guerra de palavras” e o clima ficou tenso. Lavrov disse ainda que “Adolf Hitler tinha sangue judeu” e que “os antissemitas mais ardentes são geralmente judeus”. 

Para o ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, as indiretas foram “imperdoáveis ​​e ultrajantes”. 

Pedido de desculpas

Após a fala de Lavrov, o governo israelense convocou o embaixador da Rússia em Israel para dar explicações. Além disso, Dani Dayan, presidente do Yad Vashem — museu do Holocausto de Israel — afirmou que os comentários de Lavrov foram “infundados, delirantes e perigosos, e merecem ser condenados”.

Bennet comentou, nesta quinta-feira (05), que falou com Putin por telefone e o russo teria pedido desculpas, que foram aceitas pelo primeiro-ministro de Israel. 

Segundo Bennet, ele aproveitou a ocasião para pedir que a Rússia permitisse a criação de um corredor humanitário para tirar civis da cidade de Mariupol, em especial do complexo de Azovstal.

De acordo com informações de O Globo, Putin prometeu permitir a retirada de civis, incluindo os feridos, através do corredor humanitário da ONU e da Cruz Vermelha”, informou o governo em comunicado, acrescentando que o presidente russo também parabenizou Israel por ocasião do 74º aniversário da independência do país, ocorrida em 1948.

Sobre as tensões entre Rússia e Israel

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro, Israel tenta manter um delicado equilíbrio entre Kiev e Moscou. 

Apesar de expressar seu apoio à Ucrânia, o governo inicialmente evitou criticar diretamente Moscou, um ator importante na Síria, e também adotar sanções formais contra oligarcas russos, bilionários que têm laços com o Kremlin.

Porém, todas as vezes que o Holocausto é citado, isso fere o coração dos judeus, pois minimiza os horrores vividos pelo povo. 

Durante o Holocausto, na Segunda Guerra, o regime nazista foi responsável pelo extermínio de seis milhões de judeus.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Franklin Graham escreve a Putin para pedir cessar-fogo durante a Semana Santa


Graham foi criticado quando pediu às pessoas que orassem por Putin pouco antes da guerra

Recém-chegado de uma visita de dois dias à Ucrânia, o reverendo Franklin Graham disse que escreveu ao presidente russo Vladimir V. Putin e ao presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy para pedir um cessar-fogo na guerra em observância da Semana Santa no Ocidente e no Oriente de 10 a 24 de abril.

"Se eles podem parar de lutar por uma semana ou 10 dias, talvez possam parar de lutar por duas semanas", disse Graham, falando por telefone de sua casa na Carolina do Norte. "Se pararem por duas semanas, talvez possam parar por um mês. Se pararem por um mês, talvez possam parar de vez. Você tem que começar em algum lugar."

A Semana Santa, que começa com o Domingo de Ramos e termina com o Domingo de Páscoa, começa em 10 de abril no calendário gregoriano observado entre as igrejas ocidentais. As igrejas ortodoxas orientais seguem o calendário juliano e celebram a Semana Santa a partir de 17 de abril. A grande maioria dos russos e ucranianos são cristãos ortodoxos.

Graham, um evangélico conservador que se encontrou com Putin em 2015, elogiou o presidente russo no passado, principalmente por sua promoção do que alguns cristãos veem como "valores familiares tradicionais".

Graham atraiu críticas generalizadas quando pediu às pessoas que orassem por Putin pouco antes da guerra, porém, mais recentemente ele disse que não apoia a guerra e concorda que os EUA e o Ocidente devem sancionar a Rússia.

No início do mês de março, a Samaritan’s Purse montou um hospital de campanha de emergência em uma garagem subterrânea na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia. Desde então, expandiu seu trabalho para incluir três clínicas médicas – duas em Lviv, uma na estação de trem e outra na rodoviária, e uma terceira em Chernivtsi, no sudoeste da Ucrânia.

Agora, a organização, indo mais para o leste, planeja abrir um segundo hospital de campanha de emergência até este fim de semana. Graham disse que não queria identificar o local enquanto as equipes estavam se preparando, mas o tornará público assim que o hospital estiver funcionando.

A maioria das pessoas que procuram atendimento médico no hospital de Lviv são ucranianos que fogem de suas casas e precisam de medicamentos e tratamento para doenças comuns, disse Graham.

Lviv, a cerca de 70 quilômetros da fronteira com a Polônia, fica a cerca de 500 quilômetros a oeste de Kiev, capital da Ucrânia. O novo hospital mais próximo das hostilidades russas poderá ajudar soldados e outros feridos em batalhas.

"Temos médicos ortopedistas, cirurgiões gerais e todos os suprimentos, então queremos estar mais perto de onde estão os feridos", disse Graham.

Perguntado se ele se preocupava com a segurança de sua equipe, ele disse: "Você está sempre preocupado, mas isso não vai nos impedir de fazer o que precisamos fazer".


Franklin Graham (E) visita o hospital de campanha Samaritan’s Purse em Lyiv, Ucrânia.

Cerca de 160 funcionários e voluntários da Samaritan’s Purse estão na Ucrânia agora, de acordo com Graham. Ele disse que a organização também distribuiu cerca de 90 toneladas de alimentos. A Samaritan’s Purse não fez parceria com nenhuma outra organização de ajuda, embora tenha conhecimento de um hospital de campanha israelense, também em Lviv.

A Samaritan’s Purse também está financiando os esforços de resgate e socorro de igrejas batistas e pentecostais locais com US$ 16 milhões em doações. Graham disse que pode dobrar se a necessidade continuar.

Ele disse que planeja voltar à Ucrânia durante a Semana Santa para mostrar solidariedade aos cristãos de lá e encorajá-los.

Questionado se viu algum sinal de que Putin estava planejando reduzir sua ofensiva militar em Kiev, a capital, conforme relatado, ele disse que não sabia.

"Independentemente de ele diminuir ou se intensificar, estamos lá para ajudar as pessoas. A Samaritan’s Purse pode estar lá por vários anos. A necessidade é enorme."

Folha Gospel com informações de Charisma News

quinta-feira, 3 de março de 2022

‘O espírito do anticristo opera em Putin’, diz primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia

Enquanto o mundo assiste assustado o desenrolar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia no Leste europeu, lideranças religiosas no mundo inteiro especulam de que forma esses acontecimentos estariam relacionados ao cumprimento das profecias bíblicas, especialmente no que envolve à figura do "anticristo".

Para o líder religioso Epifânio I, primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, não há dúvida de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, estaria sendo influenciado pelo "espírito do anticristo".

Em uma declaração feita no último domingo (27), Epifânio I, cujo nome de nascimento é Sergei Petrovich Dumenko, argumentou que Putin estaria enquadrado em algumas características descritas pela Bíblia Sagrada acerca do anticristo.

Ele citou, por exemplo, elementos como "orgulho, devoção ao mal, crueldade, falsa religiosidade", fazendo inclusive uma associação do atual presidente russo com o genocida alemão Adolf Hitler, que ordenou o assassinato de pelo menos seis milhões de judeus durante o seu governo.

"O espírito do Anticristo opera no líder da Rússia, cujos sinais as Escrituras nos revelam: orgulho, devoção ao mal, crueldade, falsa religiosidade. Este foi Hitler durante a Segunda Guerra Mundial. Isso é o que Putin se tornou hoje", declarou Epifânio em um comunicado feito pelo próprio site da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

A visão de Epifânio I, no entanto, confronta a perspectiva do líder da Igreja Católica Ortodoxa Russa, conhecido como Cirilo I de Moscou, ou simplesmente "Kirill" no idioma local.

Nesse aspecto, é importante o leitor entender que a ortodoxia católica (que é diferente da tradição romana, adotada pelo Vaticano) se dividiu em duas correntes em 2018, formando a vertente russa e ucraniana, cada qual com os seus respectivos líderes.

O líder da Igreja russa, por exemplo, classificou os adversários ucranianos como  "forças do mal" em um discurso proferido no último domingo, segundo a Religion News Service.

"Que Deus nos livre que a atual situação política na fraternal Ucrânia, tão próxima de nós, tenha como objetivo fazer com que as forças do mal, que sempre lutaram contra a unidade da Rússia e da Igreja Russa, ganhem vantagem", disse Kirill, segundo uma publicação feita pelo site oficial ligado à ortodoxia russa.

Como é possível notar, o conflito russo-ucraniano não é algo simples de ser interpretado pela perspectiva bíblico-escatológica, de modo que independentemente do curso e desfecho dos atuais acontecimentos, cabe aos cristãos bíblicos o compromisso com a oração para que Deus cumpra os seus desígnios proféticos.

Fonte: Gospel+

quarta-feira, 2 de março de 2022

Conselho de Igrejas da Ucrânia envia carta para Vladimir Putin pedindo fim da guerra




O Conselho Ucraniano de Igrejas afirma a sua disponibilidade para contribuir para o diálogo


O líder das Igrejas e organizações religiosas da Ucrânia apelou a Vladimir Putin que pare o "fogo crescente da guerra" e indicou o "diálogo pacificador" como o caminho para "corrigir as dificuldades e contradições mútuas".

"Testemunhamos com autoridade e unanimidade que o povo ucraniano não procura a guerra, e consideramos um dever comum dos crentes pará-la antes que seja tarde demais", pediu Hryhorii Komendant, presidente do Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas e presidente da Sociedade Bíblica Ucraniana, numa carta enviada ao presidente russo.

A Rússia declarou guerra à Ucrânia há uma semana, na quinta-feira, 24 de fevereiro, de madrugada, alegando a proteção das zonas separatistas.

O Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas, em representação de 16 associações religiosas de várias denominações e religiões, "que unem mais de 95% das comunidades religiosas" apelou ao Presidente russo que pare o "fogo crescente da guerra", uma decisão que "está em seu poder".

O Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas afirma a sua disponibilidade para contribuir para o diálogo e "para fazer todos os esforços necessários para encontrar maneiras que possam reduzir as tensões entre nossos Estados", para que a paz regresse, e evite a "possibilidade de novos grandes conflitos de escala", desejando também "preservar a compreensão mútua e a cooperação entre as pessoas do mundo".

Leia a íntegra da carta abaixo:

"Vladimir Putin, Presidente da Federação Russa

Sr. presidente!

Nós, os religiosos, que fazemos parte do Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas, que representa dezesseis sociedades religiosas de diferentes credos e religiões, unindo mais de 95% das comunidades religiosas em nosso país: Em nome do Todo-Poderoso, recorrer a você com um apelo de parar o fogo crescente porque está em seu poder.

Testemunhamos com autoridade e unanimidade que o povo ucraniano não está buscando a guerra, e consideramos um dever conjunto dos fiéis detê-la antes que seja tarde demais.

O mandamento todo-poderoso "Não matarás" define o valor absoluto da vida humana e a punição severa de Deus para o assassino. A guerra agressiva é um grande crime contra o Deus Todo-Poderoso. Em nome da preservação das vidas dos soldados ucranianos e russos, civis ucranianos, os verdadeiros crentes devem fazer tudo para impedir o derramamento de sangue.

A única maneira piedosa de remediar as dificuldades e contradições mútuas é através do diálogo. Convidamos você para um diálogo tão pacífico. O Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas está pronto para contribuir tanto quanto possível para esse diálogo e está pronto para fazer todos os esforços necessários para encontrar maneiras que possam reduzir as tensões entre nossos Estados e ajudar a restaurar a paz, impedir a possibilidade de novos grandes conflitos de escala, manter a compreensão mútua e cooperação entre as pessoas ao redor do mundo.

Em todas as nossas tradições religiosas, saudamos uns aos outros com desejo de paz – "A paz esteja convosco!". Que esta saudação não seja apenas um chamado, mas a base para andar nos olhos de Deus!

Hoje oramos ao Criador do universo com um pedido especial de sabedoria para aqueles que têm o direito de tomar decisões tão importantes para o mundo inteiro, em cujas mãos o destino da humanidade se provou. Isto aplica-se em particular a si, Senhor Presidente da Federação Russa. Esta nossa oração está cheia da esperança da generosidade de Deus Todo-Poderoso e da abertura do coração que recebe a graça.

Em nome do Conselho Ucraniano de Igrejas e Organizações Religiosas

Com respeito,

Hryhorij Komendant"

Fonte: Folha Gospel com informações de Agência Ecclesia e Aliança Evangélica Checa

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

“Putin é cercado por pessoas demoníacas”, diz missionário que vive na Ucrânia


Após fugir para o interior e encontrar um local seguro, o missionário brasileiro fez uma transmissão ao vivo para dar detalhes sobre a invasão russa.


O missionário e pastor batista brasileiro que vive na Ucrânia, Anatoliy Shmilikhovskyy, continua dando notícias sobre a guerra que acontece por lá e disse, no sábado (26), numa transmissão ao vivo em seu Facebook, que “as orações da Igreja fazem a diferença”. 

Eu trago notícias boas e ruins. A notícia boa é que estamos vivos e estamos bem”, disse e logo após começou a relatar sobre tudo o que os ucranianos estão enfrentando desde o início da invasão russa.

Putin é cercado por pessoas demoníacas. Ao redor dele há shamãs, como costumamos chamar essas pessoas por aqui. Eles gostam muito de números”, disse. 

A guerra na Geórgia começou em 08.08.08 e na Ucrânia em 22.02.22. Para eles, isso significa muita coisa. Então, entendemos que para Mr. Putin é uma coisa espiritual. O que está no coração dele é algo espiritual”, revelou.

“Devemos batalhar com armas espirituais”

Mas, nós crentes sabemos que, contra as armas espirituais do maligno, também devemos batalhar com armas espirituais. Por isso, a oração é um dos momentos mais poderosos”, explicou.

Ele contou que sua filha mais nova está orando pelo Putin. “Ela está pedindo para que o coração dele seja bom. Nós entendemos a oração da criança. Para nós, isso parece impossível, mas o que é impossível para Deus?”, questionou.

Sobre a guerra, Anatoliy disse que ninguém é preparado para isso no seminário. “Guerra é guerra e nós estamos numa guerra aqui, bem no meio da Europa. O exército ucraniano está batalhando e defendendo o seu país. A Ucrânia não ataca, a Ucrânia se defende”, disse ainda.

Sobre as mortes de soldados e civis

Ouvimos uma informação oficial de que, somente hoje, o exército russo perdeu mil soldados. Por um lado, eu devo confessar que até fico contente, mas eu sei que mil famílias perderam seus filhos, mil mães terão sofrimento dentro de sua casa”, ponderou. 

Há mortes também aqui na Ucrânia. Pela manhã, um míssil caiu num orfanato perto de Kiev, onde havia 50 crianças. Aí, eu acho que já passou de todos os limites”, disse ao se referir ao absurdo de colocar crianças em risco em meio à guerra.

O nosso presidente Zelensky está pedindo à OTAN que nos dê cobertura contra os mísseis e eles estão decidindo ainda se vão ou não dar. Porque, se for uma batalha somente por terra, sem mísseis, a Ucrânia vai ganhar”, ele acredita.

“Nunca vi tantos ucranianos orando como agora”

Às vezes, não entendemos por que Deus nos permite passar por esses momentos, mas, eu nunca vi tantos ucranianos orando como estão orando agora. Nunca vi na minha vida”, compartilhou.

Depois citou o apoio recebido do Brasil, Estados Unidos, Europa, Polônia, Alemanha, Chile, e muitos outros lugares. O missionário agradeceu e pediu para que todos continuem orando

Nós não queríamos falar de guerra e batalha, pois nosso papel é propagar o Reino de Deus”, lamentou, mas mostrou que esse é o contexto que a Igreja na Ucrânia está vivendo. 

No momento em que gravou o vídeo, ele disse que estava num lugar seguro, no interior, após conseguir fugir da cidade de Lviv, uma das primeiras a ser atacada por soldados russos. 

A gente não quer mortes e não quer que o exército russo também sofra. A gente quer paz. Por favor, irmãos, orem por nós. Estamos vendo que quando a Igreja se mobiliza faz a diferença”, concluiu.

Assista aqui:

Fonte:
Guiame

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Bruxas apoiam presidente da Rússia com rituais e feitiços em cerimônia pública


No mesmo dia, autoridades russas condenaram a seis anos de prisão um dinamarquês que é Testemunha de Jeová.

Um grupo de mulheres bruxas, considerado o "maior grupo de feiticeiras do país", realizou um encontro na terça-feira (12), na região central da capital russa, Moscou. Na cerimônia pública elas fizeram invocações patrióticas e a favor do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O evento e sua divulgação na imprensa geraram críticas de setores da oposição, porque, no mesmo dia, autoridades do país condenaram a seis anos de prisão um dinamarquês que é Testemunha de Jeová, denominação religiosa considerada uma organização "extremista" e proibida na Rússia desde 2017.

Analistas russos destacam que, diante das restrições a outras denominações e cultos religiosos na Rússia, esse tipo de seita demonstra seu apoio ao governo como forma de manter seus ritos na legalidade, além do marketing.

A Rússia entrou na Lista Mundial da Perseguição aos cristãos apresentada pelo Portas Abertas. Pela primeira vez o país está entre os 50 países que mais perseguem cristãos no mundo, saindo da 54ª posição em 2018 e indo para a 41ª em 2019. A pequena comunidade cristã não tradicional, que representa 2% da população russa, é considerada pelo governo como espiões ocidentais que roubam membros da Igreja Ortodoxa "estatal".

Após a queda do regime soviético, o cristianismo ortodoxo voltou a ser a principal religião da Rússia: estima-se que 75% da população o pratiquem. Mas isso não impediu que outros cultos mais próximos do folclore nacional também florescessem.

Putin mantém-se próximo de líderes da Igreja ortodoxa, o que, em certa medida, fez com que, no ano passado, a Ucrânia se separasse formalmente desta corrente cristã.

Jüri Maloverjan, correspondente do serviço russo da BBC, explica que Putin nunca demonstrou inclinações a práticas ocultistas, ainda que o apoio de grupos assim ao presidente garanta sua legalidade.

O presidente russo já foi premiê do país no início deste século e venceu sua mais recente eleição em março de 2018, com mais de 76,69% dos votos, segundo dados oficiais. Está em seu quarto mandato presidencial, que vai até 2024.

Putin é próximo de líderes da Igreja ortodoxa. (Foto: Reprodução/Reuters)

Rituais

Reunidas em círculo, mulheres de capuzes e túnicas pretos, com um símbolo místico vermelho nas costas, baixam a cabeça e fazem um momento de silêncio. Sua líder vai ao centro e começa a entoar orações misturadas com slogans políticos. "Que venha com grandeza, o poder da Rússia, que guie o caminho de Vladimir Putin de forma correta por meio de minha reza. Respire, Mãe Terra, abraçando a Rússia por todos os lados", diz a auto proclamada chefe do grupo, Alyona Polyn.

Enquanto isso, as outras mulheres do grupo fazem gestos de concordância. Elas fazem parte do "Império das Bruxas Mais Poderosas", um grupo ocultista de feiticeiras russas que realiza com frequência "círculos mágicos de poder" para demonstrar seu apoio ao país e seu presidente.

"Uma pessoa deve apoiar o governo e a Vladimir Putin antes e acima de tudo", disse uma das bruxas, chamada Yulia.

Outra integrante do grupo disse à agência de notícias Reuters: "Nosso país enfrenta tempos difíceis, e gostaríamos de apoiar o presidente com a ajuda dos nossos poderes. Queremos que os vilões [que atacam Putin] fiquem em silêncio".

Sua líder, Polyn, se autodefine como a bruxa principal do grupo, fundadora do Império e herdeira de uma sabedoria ancestral. Ela contou a veículos russos que suas cerimônias sempre têm manifestações de apoio ao país e ao presidente, "já que ele é o rosto da Rússia". Também afirmou que uma bruxa nunca deve falar mal de Putin.

As bruxas do Império
Mas quem são as mulheres do Império, que, com rituais e feitiços, manifestam seu apoio incondicional ao Kremlin?

Maloverjan explica que o grupo é formado por dezenas de integrantes, em sua maioria mulheres, que compartilham a crença nos rituais criados por Polyn, considerada por meios de comunicação do país como a "bruxa mais proeminente de Moscou".

Segundo ela própria, seus conhecimentos foram herdados de sua família e usados como base para a criação do "maior grupo de feiticeiros do país". Seus membros costumam se apresentar com outros nomes ou usam apelidos que fazem alusão a elementos mágicos ou ingredientes tradicionais de magia, como Christina Mandrágora.

Ainda que seja incerto o número total de membros, o grupo se autodefine em seu site como a "única organização pra todos os envolvidos com magia e feitiçaria" a nível mundial e oferece serviços que vão de leitura de cartas de tarô a remédios contra maldições ou feitiços para atrair o amor. Os preços giram em torno de US$ 80 (R$ 300) e chegam a passar de US$ 150 (R$ 560) em alguns casos.

Maloverjan diz que o ocultismo e tudo que é vinculado a horóscopos e bruxaria são práticas bastante populares na Rússia e muito presente em seu folclore, ainda que fossem mal vistos e até mesmo proibidos durante a era soviética. Estima-se que esse movimento muito mais popular na Rússia do que em qualquer outro lugar da Europa Ocidental.

Por isso, avalia ele, muitos encontraram nisso uma forma de ganhar dinheiro nos últimos anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde russo, citadas pelo jornal The Moscow Times, mais de 800 mil russos prestavam serviços como curandeiros, médiums, videntes, entre outras atividades do tipo, em 2017.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

ISRAEL - Sinédrio pede a Trump e Putin ajuda para construção do Terceiro Templo

"Isso vai compensar as vergonhosas resoluções da UNESCO, que só aumentarão o terror e a violência", afirma rabino

O Sinédrio, grupo que reúne alguns dos principais rabinos de Israel, está fazendo um apelo aos maiores líderes políticos do mundo para que ajudem na construção do Terceiro Templo. Eles enviaram uma mensagem ao novo presidente dos EUA Donald Trump e ao presidente russo Vladimir Putin.

Segundo o Beaking Israel News, o rabino Hillel Weiss, porta-voz do Sinédrio, está confiante que ambos possam ser como o rei Ciro, mencionado na Bíblia. Apesar de não ser judeu, ele reconheceu a importância de Israel e do Templo e deu todo o apoio para a restauração do local sagrado em seus dias.
Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu que reconheceria Jerusalém como a capital de Israel. Agora que foi eleito, espera-se que ele também cumpra a promessa de transferir para lá a embaixada dos EUA, atualmente em Tel Aviv.
Ao Jerusalem Post, o conselheiro de Trump para Israel e o Oriente Médio, David Friedman, garantiu nesta quarta-feira (10): “Foi uma promessa de campanha e ele tem toda a intenção de cumpri-la. Vamos ver uma relação muito diferente entre os EUA e Israel.” O novo mandatário americano também avisou que será “o melhor amigo que Israel já teve”.
Durante sua terceira viagem oficial a Jerusalém em 2012, Putin visitou o Kotel (Muro das Lamentações). Quando chegou ao local sagrado, o líder russo ficou em silêncio por alguns minutos, fazendo uma oração pessoal. Depois, leu alguns Salmos de um livro de oração russo-hebraico.
Na ocasião, ele conversou com judeus ortodoxos sobre a importância do Monte do Templo e o Templo dos judeus. Chadrei Charedim, um site de notícias da comunidade judaica ortodoxa, informou na época que a resposta de Putin foi: “Vim aqui orar para que o Templo seja construído novamente”.

Baseado nessas “promessas”, explica o rabino Weiss, o Sinédrio enviou uma comunicação oficial em forma de carta, onde pede que tanto Putin quanto Trump auxiliem o povo judeu em sua missão sagrada.
“Estamos preparados para reconstruir o Templo. A situação política de hoje, onde os dois líderes políticos mais importantes do mundo apoiam o direito dos judeus a Jerusalém como sua herança espiritual, é historicamente sem precedentes”, comemora o rabino.
Até agora nenhum dos dois presidentes respondeu ao pedido dos rabinos que constituem o Sinédrio.

Templo levará à paz mundial

O Sinédrio também acredita que as intenções de Putin sobre o local nunca foram discutidas abertamente por que ele sabia da posição do governo Obama, que não tinha boas relações com Israel e defendia a entrega de Jerusalém Oriental para os palestinos.
Além de seus pedidos relativos ao Templo, os rabinos enfatizaram que apoiar a reivindicação judaica a Jerusalém traria benefícios ao mundo inteiro. “Os líderes da Rússia e dos EUA podem levar as nações do mundo à paz global através da construção do Templo, a fonte da paz”, reitera o Weiss. “Isso vai compensar as vergonhosas resoluções da UNESCO, que só aumentarão o terror e a violência”.
No mês passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Organização Científica (UNESCO) aprovou duas resoluções que negam qualquer ligação entre a cidade de Jerusalém e o povo judeu, entregando aos muçulmanos um monopólio religioso sobre o monte do Templo e o Muro das Lamentações, que constituem a área mais sagrada do mundo para os judeus praticantes.
Fonte: Gospel Prime
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