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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Líder pró-família é condenado por chamar congressista “trans” de “homem”, no México



Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família, deve pagar uma quantia em dinheiro e publicar diariamente um pedido de desculpas durante um mês.


A Câmara Superior do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) do México ratificou a sentença contra Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família (FNF), por dizer que Salma Luévano, deputada pelo partido governista Morena, é "um homem que se identifica como mulher".

Esta é a última instância judicial mexicana a que pode recorrer Cortés, que no passado avisou que levaria seu caso perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com assistência jurídica da organização ADF International.

A sentença inclui multa de 19.244 pesos mexicanos (cerca de US$ 1.135 ) e a obrigatoriedade de Cortés publicar diariamente, por 30 dias, a decisão e o pedido de desculpas que vem sendo elaborado pelo TEPJF.

O líder da defesa da vida, família e liberdades fundamentais no México também é obrigado a fazer um curso sobre "violência política de gênero" e seu nome será registrado no Registro Nacional de Pessoas Sancionadas em Matéria Política contra Mulheres por Razão de Gênero.

Salma Luévano, de 55 anos, ingressou na Câmara dos Deputados do Congresso da União, órgão legislativo federal do México, pelas mãos do partido Morena, liderado pelo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, após as eleições de meio de mandato de 2021.

Luévano promoveu a denúncia contra Rodrigo Iván Cortés e a FNF após receber críticas por comparecer, em 21 de setembro de 2022, com trajes semelhantes aos de um bispo na Câmara dos Deputados, para apresentar um projeto legislativo que, segundo indicou, busca fazer com que líderes religiosos, incluindo bispos e padres, "vejam a razão" para conter o que chamou de "discurso de ódio".

Em resposta, a Frente Nacional pela Família e a plataforma Iniciativa Ciudadana denunciaram através das redes sociais que "a deputada transexual Salma Luévano" com seu ato "insulta não só os crentes de uma religião, mas insulta todo o cristianismo".

Por sua vez, Rodrigo Iván Cortés afirmou, em um vídeo, que Luévano é "um homem que se descreve como mulher, que exige respeito, mas exatamente o que pede, não dá; pede o que não dá, com tremendo desrespeito".

Não é a primeira vez que a Câmara Superior do TEPJF falha dessa forma. Em meses anteriores, sentença semelhante recaiu sobre o deputado federal Gabriel Quadri, do opositor Partido Ação Nacional (PAN), que criticou em suas redes sociais que pessoas "trans" ocupam os espaços reservados às mulheres no Congresso da União, o órgão federal legislativo do México.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

segunda-feira, 14 de março de 2022

Líder ortodoxo é preso na Rússia por condenar invasão da Ucrânia em sermão


Mensagens anti-guerra e protestos são expressamente proibidos na Rússia e foram classificados como “ofensa criminal”.

O líder ortodoxo russo, Ioann Burdin, foi preso na semana passada depois de condenar a invasão russa à Ucrânia durante um sermão, na pequena congregação que fica na aldeia de Karabanovo, no oeste da Rússia. 

De acordo com a BBC News, grupos ativistas afirmaram que ele deve enfrentar o tribunal por pregar contra a guerra. O padre falou aos moradores locais sobre os bombardeios e a destruição em curso nas cidades ucranianas.

A polícia o acusou de “desacreditar o uso das Forças Armadas” — uma ofensa criminal estabelecida pelas autoridades russas na semana passada. Desde o início da guerra, houve uma repressão brutal aos protestos dos russos. 

Mas, apesar dos riscos, milhares de pessoas ainda estão tomando as ruas em dezenas de cidades para protestar contra as ações coordenadas pelo presidente Vladimir Putin. Mais de 13 mil pessoas já foram presas, segundo rastreadores de ONG´s locais. 

Mensagens anti-guerra são censuradas

O nome do líder ortodoxo também apareceu numa carta pública que foi assinada por 285 padres e diáconos, aproximadamente, na semana passada, pedindo a "cessação da guerra fratricida” contra a Ucrânia.

O termo “fratricida” se refere à morte de seus próprios irmãos ou pessoas que correspondem ao seu próprio povo. Na carta, os líderes religiosos lamentam “o julgamento a que nossos irmãos e irmãs na Ucrânia foram imerecidamente submetidos”. 

Outro padre ortodoxo russo, Andrey Kordochkin, disse que ajudou a redigir a carta e confirmou que o padre preso na semana passada é o mesmo. “Sim, é ele”, disse ao mencionar que Burdin cometeu uma “ofensa criminal” por pedir a paz e que a prisão dele é um aviso para todos os outros líderes.

Fonte: Guiame

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