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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

“Fui na igreja amaldiçoar o pastor, mas conheci Jesus”, diz sobrevivente de culto satânico




Esther foi vítima de uma seita na Holanda, onde era prostituída para pornografia infantil desde criança.


Esther* cresceu em uma família disfuncional na Holanda. Seus pais viviam uma vida dupla: eles iam à igreja aos domingos, mas faziam parte de um culto satânico.

Eu cresci em um lar cristão que também honrava Satanás. Essa, em poucas palavras, é a vida dupla que levei na minha infância”, disse ela, em entrevista à Revive

Desde criança, Esther foi levada à seita pelos próprios familiares. O grupo, formado por cerca de 24 pessoas, praticava rituais, sacrifícios, adoração de demônios, orgias e estupros.

Além disso, o culto estava envolvido em crimes como prostituição, tráfico de pessoas e pornografia infantil sádica. 

A vida no culto vai de geração em geração, até que alguém cometa erros ou se afaste do grupo”, explicou ela.

Engravidei aos 9 anos, e a partir daí engravidei uma ou duas vezes por ano. As crianças eram frequentemente ‘buscadas’ por volta dos cinco meses de gravidez e, em muitos casos, mortas imediatamente. Algumas crianças cresceram dentro do culto, com uma mãe diferente”, acrescentou.

Vítima de pornografia infantil

Esther foi uma das vítimas dos diversos tipos de abusos dentro do culto satânico. Desde cedo, a menina foi manipulada psicologicamente pelos membros para “aguentar” os sofrimentos que passaria.

Parte de mim foi treinada como escrava sexual na indústria da pornografia infantil e outra parte participou das cerimônias em homenagem a Satanás”, revelou Esther.

Para suportar o ambiente abusivo que vivia, a menina acabou desenvolvendo Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI).

Quando as crianças pequenas experimentam coisas que são muito avassaladoras e das quais seus pais não o protegem ou são a causa, as crianças ‘fogem’ em suas mentes. É necessário sobreviver em um mundo completamente inseguro e não confiável. Pessoas com esse Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) têm problemas de memória o tempo todo”, explicou ela.

Esther nunca experimentou afeto e cuidado em sua casa. Quando visitava a família de suas colegas, ficava impressionada com a forma amorosa em que eram cuidadas por suas mães.

O culto também exigia que as crianças fossem “perfeitas”, sem cometer erros e ter um rendimento excelente na escola.

"No culto você aprende muito a fazer o seu melhor. Se você cometer um erro, será punido, por exemplo, torturado ou estuprado”, comentou ela.

Encontrando Jesus

Até que, durante sua juventude, membros do culto mandaram Esther ir a uma igreja para amaldiçoar o pastor.

Porém, ao ouvir o apelo para aceitar a Cristo como seu Salvador, a jovem foi poderosamente tocada por Deus. "Se você ainda não conhece Jesus e quer saber quem Ele é, apresente-se", disse o pregador.

Tudo desapareceu naquela sala, acabei de ouvir essas palavras e sabia que tinha que fazer isso. Fui para a frente e parecia ter caído no chão, mas não me lembro de nada sobre isso. O pastor nem orou por mim, mas eu tive um toque muito forte. Lá conheci Yeshua e parecia que estava em algum tipo de Céu. Em retrospecto, sei que foi o Espírito Santo que experimentei”, contou.

Lutando por liberdade

Apesar de ter aceitado Jesus, a jovem lutou para sair do culto satânico. Sair era proibido e ela sofreria ameaça e punição se abandonasse o grupo.

Logo depois, Esther começou a fazer terapia e conhecer uma outra realidade, fora da que foi doutrinada no culto.

Comecei a descobrir que as pessoas podem ser reais, que existem pessoas que não mentem e não torturam, e que você não é morto se estiver um minuto atrasado”, disse ela.

Se você não vai para o culto, então você é um apóstata, a pior coisa que pode haver. Além disso, existem laços de lealdade que vocês têm com os quais eles me chantagearam. Havia muita pressão”, explicou.

Com a ajuda de seu psicólogo, Esther começou a formar uma rede de apoio com pessoas fora do culto, para lhe ajudar a sair em segurança.

Ela também contou com a ajuda da fé para sair da situação abusiva que viveu por toda a sua vida. 

Cheguei a ter a profunda convicção de que tinha que escolher fazer apenas o que Deus quer que eu faça. Foi assim que aprendi a fazer boas escolhas, mesmo quando tinha medo das consequências”, comentou.

Esther conseguiu se libertar do culto e viver uma vida sem abuso e tormento. Porém, até hoje ela enfrenta ameaças e já sofreu tentativas de assassinato do grupo satânico.

Ajudando outros sobreviventes

Depois de anos, a cristã ainda está se recuperando emocionalmente dos traumas. “Todo ser humano está em um processo, há muitas batalhas para se livrar das trevas, isso vale para todo cristão”, refletiu.

Ela criou a Fundação Friends of Esthers, que tem ajudado outros sobreviventes de abuso ritual satânico. 

A razão pela qual perseverei em sair e escolhi o caminho de Yeshua foi porque queria ajudar os outros a se libertarem. Começamos a ajudar outros sobreviventes com um grande grupo de pessoas dedicadas. Nós os ajudamos com um tratamento muito intensivo, no processamento de traumas. Também os apoiamos com uma rede segura que os rodeia, para que se atrevam a abandonar sua rede insegura com um pouco mais de facilidade”, afirmou.

E concluiu: “A luta não é apenas para mim, mas também para muitos outros. Isso só pode ser feito através do poder e com a ajuda de Yeshua”.

Nome alterado por razões de segurança*.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 14 de junho de 2017

“Meu Deus vai tocar na sua vida”, diz Valdemiro Santiago a Marcelo Rezende


Após dizer que câncer do apresentador era maldição, Valdemiro Santiago, líder neopentecostal adota discurso brando


Valdemiro Santiago diz que Deus irá curar Marcelo Rezende


Valdomiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD), foi alvo de críticas após comentar, de forma negativa, a situação do apresentador Marcelo Rezende, da TV Record.
Depois das polêmicas, Santiago resolveu abordar novamente o assunto, enquanto, durante um culto, ouvia a história de uma membro da igreja, que afirmou ter sido curada mesmo desenganada pelos médicos.
Em seguida, Valdomiro utilizou o caso para mencionar Rezende:
"Tá vendo Gil [Gomes], meu Deus vai tocar em sua vida…Tá vendo Marcelo Rezende, meu Deus vai tocar na sua vida… Leva pra ele a cura", disse.


Entenda o caso

Em um vídeo que repercutiu neste mês de junho, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus causou polêmica ao comentar sobre Marcelo Rezende, afastado das telas desde que iniciou tratamento contra um câncer.
"Uma vez um malfeitor me maltratou tanto, que me deixou tão transtornado, tão triste. Toda hora chegava uma notícia: 'Olha tão falando mal de você. Põe lá'. Eu botava lá e ele tava falando", disse o pastor, em referência às matérias veiculadas sobre escândalos envolvendo Valdomiro em 2012.

"Ele tava falando: 'Corta pra mim, o Valdemiro e pá pá pá, e pé pé pé e pi pi pi'. Valdemiro perdeu a paciência e falou: 'A mão de Deus te pesa hoje'. Vocês sabiam o que está acontecendo com ele hoje?”, perguntou. "Deixa o malfeitor que ele vai murchar como uma erva verde", concluiu.
Fonte: Gospel Prime

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terça-feira, 21 de abril de 2015

Maldição Apostólica: Agenor Duque roga praga em desafeto


O apóstolo Agenor Duque, da Igreja Plenitude do Trono de Deus, voltou a ser destaque nas redes sociais por conta de um vídeo antigo onde ele amaldiçoa quem o chama de falso profeta.
Visivelmente nervoso com alguém que havia lhe ofendido, o apóstolo resolveu fazer um desafio: “Você diz que verá minha queda… Então, se eu sou um profeta de Baal, é três dias: ou Deus me abate e abate a minha casa, ou a ira do Senhor virá contra ti”, diz.
O religioso pede para que Deus pese a sua vida com a de seu opositor para saber quem está ou não mentindo e ainda amaldiçoa que tem “blasfemado contra o ungido de Deus”. “Se eu sou um falso profeta, você saberá […] Diz o Senhor: você está amaldiçoado agora”.

O vídeo é de 2014, mas foi compartilhado por muitas pessoas nos últimos dias, evangélicos e teólogos que entendem a falta de base bíblica para esta comparação e para a maldição.
Muitos internautas resolveram aceitar o “desafio” e afirmaram que Agenor Duque é falso profeta para verem se morreriam em três dias ou se continuariam vivos, como de fato aconteceu.
Se ao gravar o vídeo o apóstolo queria “amedrontar” seus desafetos, ele acabou ampliando a lista de quem não acredita na sua pregação recheada de simbolismos e ligações com o Velho Testamento.
O teólogo Gutierres Fernandes Siqueira comentou a maldição liberada pelo líder da Igreja Plenitude do Trono de Deus. “Alguém que amaldiçoa outros só prova mais uma vez ser um falso profeta. Esse cara nunca ouviu falar da cruz de Cristo? Absolutamente não! Sabe o pior? O apóstolo Duque não é um excêntrico isolado, pelo contrário, ele possui muitos amigos no mundo evangélico.”
O pastor Renato Vargens comentou sobre o caso dizendo que estava surpreso por ver “pragas evangélicas” e diz que amaldiçoar quem não concorda com suas pregações é uma ação comum entre alguns líderes evangélicos.
“Em nome de Deus, tais pessoas rogam ‘pragas e desgraças’ para aqueles que em algum momento da vida se contrapuseram a seus desejos e vontades”, disse Vargens.
O líder da Igreja Cristã da Aliança lembra que esse tipo de retórica é comum entre os pastores que não aceitam ser confrontados. “Em certas igrejas discordar do ensino do pastor significa "tocar no ungido do Senhor" e quem o faz, comete rebeldia. Aliás, a palavra "rebeldia" tem sido usada para todo aquele que foge dos caprichos fúteis de uma liderança enfatuada”, escreveu.

Fonte: Gospel Prime
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