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sábado, 13 de maio de 2017

Maior Museu da Bíblia do mundo inaugura este ano


Maior Museu da Bíblia do mundo  tem Prédio de oito andares que custou R$ 1,5 bilhão

O maior Museu da Bíblia do mundo será inaugurado este ano em Washington, capital dos EUA. Com oito andares, o prédio está localizado na principal avenida da cidade, distando três quarteirões do Congresso. Terá como vizinhos alguns dos museus mais importantes do mundo, como o Smithsonian e o Museu Espacial.
Construído por iniciativa do bilionário Steve Green, dono da rede de lojas Hobby Lobby, inicialmente iria hospedar apenas a coleção de relíquias bíblicos pertencente à família. Mas a ideia ganhou o apoio de grupos cristãos e agora será lar para  cerca de  40 mil artefatos bíblicos e religiosos de todo o mundo, incluindo desde partes dos Pergaminhos do Mar Morto  até a “Bíblia Lunar” – a primeira Bíblia a viajar no espaço.
Em construção desde 2015, será concluído no segundo semestre deste ano.
"O objetivo é mostrar para as pessoas as muitas maneiras como a Bíblia afetou nossa sociedade, não apenas a história, mas também os direitos civis, a justiça social e até a moda", enfatiza Steve Bickley, vice-presidente de marketing do museu, em entrevista à Fox News.
Ao longo de cerca de 150 mil metros quadrados, o local pretende oferecer uma "experiência de imersão para pessoas de todas as fés, ou mesmo nenhuma fé, e aqueles que nunca sequer pegaram uma Bíblia", reitera Bickley.
A família de Steve Green possuía a maior coleção privada de textos e artefatos bíblicos do mundo. Mas diante dos sucessivos ataques à liberdade religiosa durante o governo de Barack Obama, eles decidiram expor tudo que possuíam como forma de defender a sua fé. Isso também influenciou a escolha do local, já que ela fica nas proximidades da Casa Branca.
Para os críticos que vem dizendo que o Museu da Bíblia defende apenas o ponto de vista de uma religião, Bickley lembra que eles estabeleceram uma parceria com a Autoridade de Antiguidades de Israel, que anualmente cederá objetos pertencentes ao Tesouro Nacional de Israel. Isso deverá atrair judeus e outras minorias.
Outro aspecto que será desenvolvido no Museu envolve estudos de arqueologia e história. Chamado de Iniciativa Acadêmicos, jovens estudiosos de mais de 60 universidades em todo o mundo estão inscritos para projetos que envolvem estudos dos artefatos exibidos no local.
Fonte: CPAD News

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Era igreja, virou “museu do ateísmo” e agora voltará a ser igreja


A catedral de São Isaque, na cidade de São Petesburgo, foi transformada em um “museu do ateísmo” durante o período soviético. Construída entre 1818 e 1858, o local abriga até 14 mil pessoas e foi um dos principais templos da Igreja Ortodoxa na Rússia.

Em 1924, o regime comunista mudou o nome de São Petesburgo, segunda maior cidade da Rússia, para Leningrado, numa homenagem a Lênin, líder da revolução. Poucos anos depois, todas as igrejas da cidade foram fechadas e a catedral passou a ser um museu que glorificava a “vitória” do ateísmo sobre a religiosidade.

Com o fim do comunismo no país, durante a década de 1990, o local foi transformado em museu, já que possuía um grande acervo, reunindo esculturas, ícones, afrescos e mosaicos.

Eventualmente o local é usado para apresentações musicais, já que possui boa acústica. Patrimônio Mundial da Unesco, o prédio é um dos cartões-postais da cidade. Foi visitada por cerca de 3,5 milhões de turistas no ano passado.

O governo decidiu no final de 2016 pelo retorno das atividades da Catedral de São Isaque. O prédio voltará a ser uma igreja ortodoxa, com missas realizadas regularmente a partir deste ano. A Igreja Ortodoxa Russa, que tem forte ligação com o governo do presidente Vladimir Putin, já havia pedido de volta o edifício em outras ocasiões, mas a ideia foi rejeitada pelas autoridades.

No entanto, a decisão anunciada nessa terça-feira (10) também incluiu o anúncio de que ela passará por uma restauração. O governo russo afirmou ainda que pretende restaurar e devolver todas as igrejas e mosteiros que foram expropriados durante o regime comunista, que impunha o ateísmo.

O outro Museu do Ateísmo da cidade, a antiga Catedral de Nossa Senhora de Kazan, voltou a ser um local de culto religioso em 2000.

O Patriarca Kirill, maior líder dos ortodoxos e amigo do presidente, afirmou que desde que Putin assumiu o poder, cerca de 5.000 igrejas foram construídas ou devolvidas pelo Estado, 122 mosteiros foram fundados e mais de 10.000 padres, formados.

Comunistas protestam

Insatisfeito com o anúncio, o partido Comunistas da Rússia anunciou que fará protestos em São Petersburgo e do lado de fora do Ministério da Cultura, em Moscou.

“Respeitamos os sentimentos dos fiéis, mas não podemos concordar com a perigosa tendência de entregar à igreja um número cada vez maior de monumentos de arquitetura, museus e propriedades”, reclamou o presidente do partido, Maksim Suraikin.

Com informações de Christian Today

sábado, 7 de janeiro de 2017

Exposição sobre Jesus em museu de Israel gera críticas

Estátuas, pinturas e fotografias mostram como Jesus Cristo é visto pelos judeus

No centro da mais nova exposição do Museu de arte de Israel está uma imponente estátua de Jesus em tamanho natural, feita de mármore. A escultura, que tem o nome de “Cristo perante o Tribunal Popular” parece muito com as imagens clássicas das igrejas europeias. Contudo, é vista com estranheza na terra onde muitos judeus se sentem desconfortáveis com a ideia de chamar Jesus de messias.
O salvador usa um kipá, mostrando sua identidade judaica. Esse detalhe revela que ela foi esculpida por um artista judeu. No caso, o russo Mark Antokolsky.
Ela é parte de uma coleção de mais de 150 obras de arte, criadas por 40 artistas judeus, que retratam imagens cristãs. O tema da exposição é justamente a maneira como artistas judeus, sionistas e israelenses veem a figura histórica do judeu mais conhecido do mundo.
Mas isso está gerando críticas ao museu de Israel.
Ao longo da história, os judeus tradicionalmente evitam falar sobre Jesus e seu evangelho. Embora reconheçam que ela nasceu em sua Terra Santa, os judeus do moderno Estado de Israel mantém a resistência ao cristianismo.
Isso é consequência, principalmente, de séculos de antissemitismo, especialmente na Europa, onde a crucificação de Jesus sempre foi usada como uma desculpa para perseguir judeus.
“Estamos falando de uma tensão de 2000 anos de idade, entre judaísmo e cristianismo, além de o fato de o antissemitismo ter florescido no pensamento e na teologia cristã”, explica o curador da exposição Amitai Mendelsohn.
Ele reconhece que esse é “um assunto delicado” para os judeus em toda parte, especialmente em Israel, mas acrescenta que os artistas “por natureza são atraídos para algo que é proibido”.
Ziva Amishai-Maisels, professora da Universidade Hebraica de Jerusalém, especializado no estudo das imagens cristãs na arte judaica, disse os judeus mais religiosos estão se opondo à exposição.
Algumas das obras, também poderiam ofender os cristãos piedosos, acrescenta. “Eles podem interpretar as imagens como um sacrilégio, mas os textos que as acompanham explicando seu objetivo devem ser o suficiente para acalmá-los”, ressalta.
Para Ronit Steinberg, um historiador de arte da Academia Bezalel de Artes e Design de Jerusalém, acredita que a maneira como os judeus percebam a figura de Jesus mudou ao longo dos anos, mas todas possuem uma linha comum.
Tome, por exemplo, a “Crucificação Amarela”, pintada em 1943 por Marc Chagall. A pintura mostra Jesus representando todos os judeus perseguidos pelos nazismo. O tom de amarelo de sua pele reproduz o amarelo das estrelas que os nazistas forçavam os judeus a usar. Além disso, Jesus está na cruz envolto por um xale de oração e filactérios usados pelos judeus nas sinagogas.
O quadro “Seis milhões e 1” do artista Moshe Hoffman, um judeu húngaro que sobreviveu ao Holocausto, questiona o silêncio dos cristãos durante o genocídio. A peça mostra um guarda nazista tentando tirar Jesus da cruz para se juntar à fila de prisioneiros, ele seria então o judeus número 6.000.001.
Como a exposição é organizada em ordem cronológica, as obras criadas nas últimas décadas revelam que os judeus israelenses usam a iconografia cristã para questionar a sua identidade política e nacional.
Talvez a obra de arte contemporânea mais conhecida é a versão da “A Última Ceia”, de Adi Nes. Ela substitui a imagem clássica de Leonardo da Vinci colocando soldados israelenses no lugar de Jesus e seus apóstolos.
Segundo o Washington Post, apesar das polêmicas, a imagem de Jesus, pelo menos na arte, parece ter ficado cada vez mais popular e aceitável para os judeus.
Fonte: Gospel Prime
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