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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Cidade bíblica onde Davi se escondeu de Saul é descoberta em Israel


Depois de anos de busca, os pesquisadores dizem finalmente ter localizado a cidade filistéia onde Davi se escondeu do rei Saul antes de ascender à monarquia de Israel

Apontando a historicidade do rei bíblico Davi, uma equipe internacional de arqueólogos informou nesta segunda-feira (8) a descoberta da cidade filistéia de Ziclague, que ainda não tinha sua localização identificada.
Ziclague é mencionada na Bíblia como a cidade filistéia na qual Davi se refugiou do rei Saul, com a permissão de Aquis, rei de Gate. Depois de derrotar os incursores e receber a notícia da morte de Saul em Ziclague, Davi deixou a cidade e partiu para Hebrom, onde foi ungido rei de Israel.
Mais tarde, Ziclague é mencionada no Livro de Neemias como um centro para os judeus que retornaram do exílio babilônico.
De acordo com a Autoridade de Antiguidades de Israel, a Universidade Hebraica de Jerusalém e a Universidade Macquarie de Sydney, na Austrália, o verdadeiro local de Ziclague é Khirbet a-Ra'i, no sopé da Judéia, entre Qiryat Gat e Laquis, no sul de Israel.
Ao longo dos anos de pesquisas arqueológicas em busca da cidade, vários locais alternativos foram propostos, mas nenhum atendeu a todos os critérios exigidos. As escavações em Khirbet a-Ra'i começaram em 2015 e apresentaram indícios de assentamentos contínuos.
De acordo com os pesquisadores, o local mostra sinais de uma comunidade filistéia e um assentamento judaico da era do rei Davi, atendendo aos critérios exigidos por Ziclague. Além disso, o sítio arqueológico mostra evidências de ter sido destruído por um incêndio maciço — a Ziclague judaica foi derrubada nas mãos dos amalequitas.
Após sete escavações que revelaram cerca de 1.000 metros quadrados, a equipe arqueológica encontrou estruturas maciças de pedra, estruturas típicas e artefatos culturais dos filisteus, incluindo 100 vasos de cerâmica para armazenamento de óleo e vinho.

Vasos de cerâmica encontrados em Khirbet a-Ra'i,
identificada por arqueólogos como Ziclague bíblica.
(Foto: Expedição de Escavação para Khirbet a-Ra'i)
Jarros e tigelas decoradas com um acabamento "vermelho escorregadio e polido a mão" são típicos do período do rei Davi, de acordo com o professor Yosef Garfinkel, chefe do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, que liderou escavações na cidade fortificada contemporânea de Sha'arayim (Khirbet Qeiyafa).
Esses artefatos, juntamente com ferramentas de pedra e metal, são semelhantes aos encontrados em outras cidades filistéias, incluindo Asdode, Ascalão, Ecrom e Gate.
As descobertas foram possíveis graças ao financiamento de Joey Silver, de Jerusalém, Aron Levy, de Nova Jersey e da Família Roth e Isaac Wakil, ambos de Sydney.
Fonte: CPAD News

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Incêndio destrói túmulo do filho do Rei Davi durante ataque em Jerusalém


Para Assaf Avraham, administrador do Parque de Israel, as chamas causaram danos aos patrimônios históricos

Dois túmulos antigos ficaram bastante danificados após um ataque em Jerusalém. Os incêndios foram causados na última sexta-feira (11). Os investigadores de Israel não sabem quem ateou fogo no túmulo de Absalão (filho do Rei Davi) no Vale do Cédron, em frente ao Monte do Templo. Outro túmulo atingido foi o de Jeosafá , o quarto rei de Judá que governou durante 25 anos.
Os túmulos estão entre um conjunto de outros túmulos antigos, na base do Monte das Oliveiras. O túmulo de Absalão é identificado tradicionalmente como um monumento à figura bíblica do mesmo nome, embora os arqueólogos acreditam que o local seja do século I antes de Cristo.
Segundo a “Times” de Israel, os incêndios começaram às 16h15 da última sexta-feira (11) e causaram danos consideráveis às estruturas de mais de 2 mil anos.
Assaf Avraham, administrador do Parque de Israel, responsável pelo parque nacional que circunda as muralhas da Cidade Antiga, disse em um comunicado que as chamas "causaram danos aos valores do patrimônio histórico e das gemas arqueológicas de grande valor".
Ele acrescentou: "Vamos agir na medida das nossas capacidades, com a aplicação da lei, incluindo a polícia, para encontrar os responsáveis e trazê-los à justiça", ressaltou. Um porta-voz da polícia se recusou a comentar o caso.
A “Times” de Israel informou que três outros suspeitos de ataques incendiários dirigidos a caminhões municipais de esgoto, também ocorreram em Jerusalém, na noite de sexta-feira. Apesar disso, eles afirmaram que ainda não havia indicação de que houvesse qualquer relação entre os incêndios e o suspeito do ataque aos túmulos antigos.
Fonte: CPAD News

sábado, 27 de agosto de 2016

Descendentes do rei Davi vão à Justiça para reaver posse do Monte do Templo, em Jerusalém


A iniciativa que convoca os judeus de todo o mundo para colaborar com a reconstrução do Templo em Jerusalém não é a única envolvendo o Monte da cidade mais importante para as três principais religiões do planeta: um grupo descendente de Davi moveu uma ação na Justiça para reaver a propriedade do terreno.
Os professores Boruch Fishman e Israel Aurbach fizeram um trabalho de pesquisa sobre a genealogia do rei Davi e listou todos os seus descendentes do sexo masculino. Com esse trabalho documentado, Fischman criou uma entidade legal para representar todos esses descendentes, chamada Canfei Nesharim L’Maan Hakahal (“Asas de Águia para a Assembleia”, em tradução livre), segundo informações do Israel Breaking News.
Atendo-se a um fato histórico, os professores argumentam que Davi comprou o terreno onde o Templo original seria erguido, e diante disso, o Monte deveria ser transferido a seus descendentes como herança.
A lógica é aprofundada com uma explicação sociocultural a respeito das propriedades de terra em Israel. O advogado da entidade, Baruch Ben Yosef, explica que o Monte do Templo não foi registrado pela Autoridade da Terra de Israel, abrindo uma brecha jurídica: “O fato de hoje o Monte do Templo estar sob a autoridade do Waqf [islâmicos] ou da Jordânia não dá um direito legal à propriedade”, pontuou.
Yosef destaca que menos de 10% do território de Israel são formados por propriedades privadas. Pouco mais de 90% é propriedade do governo, tendo seus registros no Fundo Nacional Judaico e na Administração das Terras de Israel.
Dessa forma, quando uma propriedade é comprada em Israel, ela deve ser registrada nessas autoridades. O Monte do Templo não consta como uma propriedade listada nessas entidades, o que reforça o argumento de que é uma herança dos descendentes de Davi.
“Uma vez sendo propriedade privada, as pessoas que são da linhagem do rei Davi têm uma reivindicação legal. Entretanto, a Autoridade da Terra de Israel não vai fazer nada sem uma ordem judicial do Supremo Tribunal”, prevê o advogado.
Atualmente, o Monte do Templo em Jerusalém é ocupado pela mesquita Al-Aqsa (foto), conhecida por seu domo dourado. O controle da área está com as Forças Armadas da Jordânia, que regulam o acesso ao local.
O Instituto do Templo, uma entidade formada por judeus ultra ortodoxos têm planos para reerguer o templo construído pelo rei Salomão e destruído em 586 a. C. O segundo, construído 51 anos depois, foi destruído no ano 70 d. C. pelos romanos.
Fonte: Gospel+
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