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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

ANSIEDADE - Uma abordagem cristã para lidar com a situação

Ansiedade

Uma abordagem cristã para lidar com a ansiedade

Palpitação, suor excessivo, tremor, sensação de falta de ar, náusea, tontura, dor no peito, calafrio e medo de morrer... Esses são alguns dos sintomas de quem está tendo uma crise aguda de ansiedade.

Por que falar sobre esse assunto? No relatório da Organização Mundial da Saúde de 2015, o Brasil ficou em primeiro lugar com a maior parcela da população que sofre de distúrbios de ansiedade: 9,3%. São quase 19 milhões de pessoas.

Segundo o dicionário Houassis, “ansiedade” é “estreitar, oprimir, apertar”. É como se alguma coisa ficasse na nossa garganta nos sufocando. É diferente daquela sensação que um jovem pode ter no peito no momento em que vai à casa dos pais da moça para pedi-la em namoro. Uma vez que passou, ela cessa. Não, estamos falando de algo diferente, de algo que gera angústia. Da sensação de que tudo sempre pode dar errado, da necessidade de estar no controle de toda e qualquer situação, de estar constantemente se preparando para receber uma notícia ruim. De sentir que tudo é uma ameaça, e que precisa se proteger o tempo todo dos ataques (mesmo que eles sejam puramente irreais). Isso é sufocante. Isso é ansiedade!

O ritmo de vida que levamos diariamente tem nos conduzido a pensar que é normal vivermos ansiosos. Mas isso não é verdade. Deus não pensa assim e Ele não nos criou para sermos ansiosos, principalmente porque “o coração ansioso deprime o homem” (Pv. 12.25). Se trata de ser simples, e não complicado. Mas, muitas vezes, complicamos porque seguimos nossa emoção e não somos simples como a Palavra diz.ansiedadeNOV18

Vejamos no início de tudo. Quando criou Adão e Eva, Deus deu a eles uma instrução simples: “Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá” (Gn. 2.16-17). Eles viviam livremente no Jardim do Éden e tinham um relacionamento profundo com o Senhor.

Mas, então, a serpente foi até a mulher com um argumento complicado: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” Respondeu a mulher à serpente: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’”. Disse a serpente à mulher: “Certamente não morrerão! Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal”” (Gn. 3.1-5). A partir daí toda a simplicidade se perdeu. E junto com ela, o relacionamento com Deus. O homem e a mulher perceberam que estavam nus e passaram a sentir vergonha, medo e ansiedade (Gn. 3.6-10).

A complicação sempre vai nos trazer ansiedade. Mateus 7.13-14 fala sobre algo simples e algo complicado: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela. Como é estreita a porta, e apertado o caminho que leva à vida! São poucos os que a encontram”.

Muitas vezes, pensamos que é muito difícil seguir a Deus e a Sua vontade. Mas, na verdade, é o mais simples. O caminho largo é como um deserto ou uma floresta fechada, sem sinalização. Não tem um destino claro e nem senso de direção. Já o caminho estreito não tem desvio, leva a um destino final, foca na eternidade.

Como filhos e filhas de Deus, precisamos nos lembrar de três coisas simples que nos ajudam a compreender melhor essa era de ansiedade em que o mundo está inserido:

• Criação: Deus nos criou com um propósito, para termos um relacionamento com Ele, sermos uma família com muitos filhos semelhantes a Jesus e deixar o Espírito Santo habitando em nós para que possamos transformar o mundo.

• Queda: O pecado rompe esse relacionamento criado por Deus, e através disso entram a vergonha, o medo e a ansiedade. O Senhor deixa de ser a nossa salvação, e agora nós mesmos somos nossos próprios salvadores. Nos afastamos de Deus, e o resultado disso é quebra de relacionamento.

• Redenção: Jesus nos reconecta com Deus (a primeira parte do grande plano de redenção). Ele está realinhando os corações, transformando nosso caráter. Ele começa a obra de dentro para fora.

O resultado da conversa da serpente mencionada no começo foi o de complicar a vida de Adão e Eva, e, consequentemente, a nossa. Quando acreditamos que a desconexão com Deus que eles experimentaram após o pecado é o padrão de hoje em dia – o “normal” –, começamos a viver uma vida seriamente afetada por pensamentos e conclusões defeituosas. Aí fica difícil confessar e acreditar que “o amor lança fora todo medo” (1Jo. 4.18), não é mesmo?

Por isso, não podemos aceitar que somos ansiosos, porque isso é fruto do pecado. Precisamos voltar a ter o relacionamento com Deus que foi quebrado, mas foi restaurado em Jesus Cristo. Quando voltamos a nos relacionar com nosso Criador, nosso Pai, nossa identidade original volta a ser nossa realidade, e podemos acessar uma vida sem ansiedade, sem medo e sem vergonha.

A ansiedade só pode ser combatida quando temos um relacionamento constante com Jesus. É mais simples obedecer aos mandamentos do que tentar complicar nossa vida justificando nosso pecado com outras saídas ou erros. Não fomos criados para ter medo, para andar ansiosos, mas para vivermos protegidos pelo amor incondicional do Senhor e descansar nele.

 

Fonte: Cristianismo Hoje

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Leitura da Bíblia reduz depressão e ansiedade, comprova pesquisa

Uma pesquisa da Sociedade Bíblica Americana (ABS, na sigla em inglês) revelou que a leitura da Bíblia reduz a depressão e a ansiedade. Agora, os pesquisadores da ABS querem auxiliar as igrejas a lidarem com o impacto emocional da pandemia através de um estudo bíblico sobre trauma.

De acordo com o Centro de Prevenção e Doenças dos EUA, a porcentagem de americanos adultos com algum tipo de transtornos depressivos e sintomas de ansiedade aumentou durante a pandemia, entre o verão de 2020 e a primavera de 2021.

A diretora executiva de cura de traumas da Sociedade Bíblica Americana, Nicole Martin, afirma que os impactos da pandemia na saúde emocional das pessoas irão perdurar mesmo com o fim da pandemia. “Veremos esse nível de trauma por muitos anos. Não vai simplesmente passar quando todos forem vacinados e todos tiverem permissão para sair”, alertou.

É por isso, que a ABS pretende capacitar as igrejas para ajudar pessoas traumatizadas pelo isolamento social, luto e estresse financeiro da pandemia, através dos resultados de sua pesquisa realizada com homens e mulheres encarcerados da Cadeia Regional de Riverside, na Virgínia.

“À medida que os Estados Unidos passam por uma crise de saúde mental, este estudo mostra os benefícios potenciais do cuidado sensível à fé para pessoas traumatizadas. A Bíblia tem se mostrado uma fonte vital para a cura emocional, espiritual, física e mental”, afirmou disse Robert L. Briggs, presidente da ABS.

O estudo avaliou a eficácia do programa de estudo bíblico “Curando as feridas do trauma”, aplicado na Cadeia de Riverside. 210 homens e mulheres participantes do programa e outros 139 presos não participantes responderam a pesquisa da ABS.

Os resultados apontaram que o grupo que passou pelo programa teve queda nos sentimentos de ansiedade, depressão e raiva e tinham menos pensamentos suicidas. Os participantes do estudo bíblico também experimentaram um aumento nos sentimentos de perdão, resiliência e compaixão.

Os pesquisadores do estudo disseram que se surpreenderam com os resultados imediatos após o programa, porque esperavam que os resultados surgiriam com maior intervalo de tempo.

“Vimos uma redução nos sintomas de estresse pós-traumático, um aumento no bem-estar emocional e uma melhora nas atitudes em relação a Deus e à Bíblia”, disse Johnson, um dos pesquisadores.

Johnson observa que os resultados da pesquisa pode não ser tão clara na população em geral, já que os presos passam por mais traumas e estão em contextos diferentes. Porém, o pesquisador pondera que o programa não foi projetado especificamente para as prisões, e assim, ele espera ver o estudo bíblico sobre o trauma ter impactos semelhantes em todas as pessoas.

Fonte: Guia-me com informações de The Christian Today via Folha Gospel

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

STRESS - Um antigo mal que continua na moda



A palavra STRESS, hoje muito conhecida e usada de forma globalizada, pertence ao idioma inglês, porém absorvida pelo nosso português como ESTRESSE, do verbo estressar, e de acordo com o Dicionário Aurélio significa:

ESTRESSE
Substantivo Masculino
[Do inglês: Stress]
Conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase (tendência à estabilidade do meio interno do organismo); estricção (Propriedade que têm certos materiais de apresentar grandes deformações plásticas antes de se romperem).

A grande realidade é que, a vida agitada dos dias atuais, contribui em muito para o aumento do número de pessoas que apresentam tal diagnóstico. Tudo tem que ser muito prático, ágil e nada pode mais esperar. O dia é curto para as atividades.

Desde cedo a pressão é grande para que as crianças cursem o ensino fundamental, informática, inglês ou espanhol, academia, natação, música, encontrem tempo para brincar, dormir pelo menos oito horas, etc...

Os adultos precisam da mesma forma trabalhar, cuidar dos deveres domésticos, dar atenção ao cônjuge, aos filhos, se reciclarem profissionalmente, cumprir com os deveres da vida espiritual, cuidar da saúde, manter sob controle o colesterol, a pressão arterial, a obesidade, encontrar tempo para exercícios físicos e por aí vai. Isto sem contar com as filas, os apagões aéreos, os problemas financeiros e as injustiças relacionais que encontramos pelo caminho.

Não há quem agüente tanta pressão! Primeiro a mente entra em parafuso, é o lado psíquico, depois o físico sente e seguem-se os reflexos negativos que todos bem conhecemos.

Vejamos que a despeito da vida moderna agitada, o problema do stress, normalmente começa afligindo o espírito do ser humano, e é um mal muito antigo.
Na Bíblia Sagrada, encontramos grandes homens de Deus que sofreram desse mal e suas reações foram diferentes.
Alguns no pico do problema se alteraram e tomaram decisões precipitadas, como foi o caso de MOISÉS quando quebrou as tábuas da Lei: “E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte”. Êxodo 32:19. Depois mais à frente teve que pagar o preço da sua precipitação, tendo que fazer, agora com suas próprias mãos, o que Deus anteriormente havia lhe entregue pronto: “Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste”. Êxodo 34:1

O grande profeta ELIAS, depois de ter orado e fazer descer fogo do céu, teve força para matar sozinho todos os profetas de Baal à espada, no entanto, ficou estressado quando soube que Jezabel queria sua cabeça. A reação de Elias foi totalmente diferente de Moisés. Com medo de uma mulher, entrou em depressão, e foi acometido de profunda crise existencial, pois não sabia se queria viver ou morrer.

A Bíblia diz que: “O que vendo ele, se levantou, e, para escapar com vida, se foi, e veio a Berseba, que é de Judá, e deixou ali o seu moço. E ele se foi ao deserto, caminho de um dia, e veio, e se assentou debaixo de um zimbro; e pediu em seu ânimo a morte e disse: Já basta, ó SENHOR; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais”. I Reis 19:3-4 (os grifos são meus).

Foi preciso Deus tratar com Elias de maneira singular, fazendo afagos extraordinários e sobrenaturais, como lhe preparar alimentação no deserto e convidá-lo a sair de dentro de uma caverna. O que me interessa nessa passagem bíblica foi o interesse de Deus em não desistir de Elias.

ASAFE, o extraordinário Ministro de Música na casa de Deus, no livro dos Salmos nº 73, chega a confessar que sabia que Deus era bom para com Israel, mas ele mesmo sentia-se praticamente desviado, por causa das injustiças que via ao seu redor.

Na cabeça dele não adiantava viver na presença de Deus e se esforçar para fazer a sua obra. Ele estava tão mal que confessou ter inveja dos soberbos e dos ímpios, pois eles faziam o que queriam e agiam contrariamente aos mandamentos do Senhor, mas eles é que estavam numa boa, e não lhes faltava nada.

Será que você nunca passou por isso? Talvez não tenha falado propriamente com a boca, mas pensou.

ASAFE só foi curado do seu stress a partir do verso 17, quando entrou no santuário de Deus:

“até que entrei no santuário de Deus; então, entendi eu o fim deles”. Salmos 73:17.

O restante deste salmo é reconhecimento, arrependimento e paz no coração, senão vejamos como termina essa história:

“Pois eis que os que se alongam de ti perecerão; tu tens destruído todos aqueles que, apostatando, se desviam de ti. Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no SENHOR Deus, para anunciar todas as tuas obras”. Salmos 73:27-28

HABACUQUE o profeta, descreve em seu livro, a história exclusiva de um grande stress emocional. Declara sua decepção com as injustiças, com a miséria, com as leis frouxas, com o pecado do seu povo e inclusive questiona com Deus a forma de tratá-los, no entanto, à medida que vai orando e também Deus falando com ele, percebemos que vai mudando completamente, o que faz com que o princípio e o final do livro, sejam totalmente antagônicos.

No princípio, um profeta estressado, decepcionado e rebelde. No final, um homem que canta, louvando ao Senhor, cheio de fé e esperança, capaz de escrever uma das mais belas poesias bíblicas de confiança no Senhor:

“Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação. JEOVÁ, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, me fará andar sobre as minhas alturas”. (Para o cantor-mor sobre os meus instrumentos de música.) - Habacuque 3:17-19. Ainda orientou que fossem efetuados os devidos arranjos musicais, para se cantasse acompanhado de orquestra.

O segredo espiritual contra o stress é entrar na presença de Deus, e seguir o conselho do Apóstolo Pedro quando diz:

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. 1 Pedro 5:7
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