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sexta-feira, 5 de julho de 2024

Pra. Sarah Hayashi, fundadora da Zion Church, morre aos 81 anos



"Seu legado permanecerá vivo", anunciou a igreja


A doutora e pastora Sarah Hayashi, fundadora da Zion Church, morreu na manhã desta sexta-feira (5). O anúncio foi dado pelo perfil oficial da igreja no Instagram. Mãe do pastor Téo Hayashi, a pastora tinha 81 anos. A causa da morte não foi divulgada.

 
De acordo com a publicação, Sarah foi a óbito às 8h da manhã, “rodeada por seus filhos e familiares”.

Somos gratos a Deus por termos tido o privilégio de ter como exemplo uma serva do Senhor íntegra, comprometida com a Palavra, apaixonada por Jesus e tão desejosa em fazer discípulos de Cristo e manifestar o Reino de Deus na Terra – diz a publicação.

Seu legado permanecerá vivo através de nossas vidas e de tantos que foram impactados por seu exemplo de fidelidade ao Senhor em todo o mundo – finaliza.

Além do pastor Téo, Sarah Hayashi também deixa a filha Zoe e seus quatro netos, Zach, Koa, Beni e Kaila.

A dra. Sarah fundou a Igreja Monte Sião, atual Zion Church, em 1977 e liderou como pastora sênior até 2012. Formada em Línguas e Literaturas Brasileira, Portuguesa, Americana e Inglesa, tornou-se doutora em Ministério Prático pelo Wagner Leadership Institute, no Colorado, Estados Unidos, em 2003.

 

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Uma publicação compartilhada por Zion São Paulo (@zionsaopaulo)

PIONEIRA NA LIDERANÇA FEMININA NA IGREJA NOS ANOS 60

Enquanto cursava a Universidade de São Paulo nos anos 60, Sarah Hayashi liderou o movimento estudantil Aliança Bíblica Universitária (ABU) ao lado da dra. Neuza Itioka, sua grande amiga por toda vida e que também se consolidou como uma grande referência para o meio evangélico brasileiro.

Ordenada ao ministério pastoral em 1976, Sarah fundou a Igreja Evangélica Monte Sião no dia 7 de julho de 1977, tornando-se uma das primeiras mulheres a fundarem uma igreja no país. No seu livro autobiográfico, Uma História da Fidelidade de Deus, ela compartilha os desafios, a perseguição que sofreu por ser uma líder mulher à frente de uma igreja, e a sua busca por estar sempre obediente, atenta à voz e ao mover de Deus.

Por 36 anos, esteve à frente da igreja como pastora sênior até conduzir a sucessão pastoral em 2013 para seu filho, o pr. Teófilo Hayashi e sua esposa Junia. No entanto, Sarah permaneceu ativa no conselho e liderança da igreja.

As características mais marcantes de seu ministério foram o mover do Espírito Santo, o ministério feminino e o zelo pelo embasamento bíblico em todos os aspectos da fé e vida cristã. Esses pilares são também valores fundamentais para a construção do ministério da Zion Church, que hoje está presente em diversas localidades no Brasil como também nos Estados Unidos, Equador, Chile e Portugal.

RECONHECIMENTOS E PRÊMIOS

Por sua excelência no ofício ministerial e compromisso com a educação e liderança em projetos sociais, dra. Sarah Hayashi recebeu diversos prêmios e homenagens como a medalha de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo, entregue em cerimônia solene na Assembleia Legislativa. Foi condecorada com o Mérito Princesa Isabel, do Ministério da Família e Direitos Humanos do Governo Federal em Brasília.

Recebeu também a Medalha José de Anchieta e Diploma de Gratidão da cidade de São Paulo, a mais alta honraria concedida pela cidade de São Paulo a um cidadão paulistano.

O velório acontecerá às 17h desta sexta (5), na Zion Church São Paulo, na Rua Liberato Carvalho Leite, 86 – Vila Andrade.

Fonte: Pleno News

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Morre Elmira Pasquini, fundadora da Portas Abertas no Brasil


A "guerreira de oração pela Igreja Perseguida", como era conhecida, fundou o escritório em 1978.


Aos 95 anos, completados no dia 1º de janeiro, Elmira Pasquini entrou para o descanso do Senhor neste dia 25 de fevereiro. Foi por iniciativa e grande empenho dessa guerreira de oração que o escritório da Portas Abertas foi fundado no Brasil em 1978.

O primeiro contato dela com a realidade da Igreja Perseguida foi com a leitura do livro "O Contrabandista de Deus", best-seller do Irmão André, que havia fundado a Open Doors em 1955 na Holanda.

Em uma conferência da International Hospital Christian Fellowship (Aliança Cristã Hospitalar Internacional, IHCF), na Áustria, em 1972, ela conheceu o Irmão André pessoalmente. Quando teve oportunidade de conversar com ele, perguntou: "Quando você irá para o Brasil?", e a resposta imediata foi: "Ore".

Em 1977, Elmira recebeu a informação de que o Irmão André passaria pelo Brasil e falaria no Maracanã. Ela foi para o Rio de Janeiro para participar do evento e conseguiu marcar uma reunião com o Irmão André em São Paulo. Ela também organizou uma reunião de oração pelos cristãos perseguidos com a presença do Irmão André na Igreja Batista da Liberdade. O encontro, que contou com mais de mil pessoas, foi um marco de oração pela Igreja Perseguida.

As ofertas levantadas nas visitas do Irmão André foram destinadas ao estabelecimento do ministério da Portas Abertas no Brasil, que se deu oficialmente em 1º de maio de 1978. Durante um bom tempo, a organização funcionou na casa da Irmã Elmira.

Apoio constante

Elmira fez parte da diretoria da Portas Abertas Brasil por pelo menos mais três anos. Mas mesmo depois de se desligar da diretoria, sempre fez questão de acompanhar o trabalho de perto. Era leitora assídua da Revista Portas Abertas.

Ao longo dos anos, ela ligava para o escritório da Portas Abertas regularmente. Mesmo já com as limitações devido à idade avançada, ela via os nomes de quem participou na produção da revista e pedia pra falar com cada um. Ela queria saber como os colaboradores estavam e se preocupava com o bem-estar do secretário-geral.

"Sou grato a Deus pela vida e o legado da irmã Elmira. Sentirei saudades dela. Nossas conversas por telefone, no escritório da Portas Abertas e em sua casa em Atibaia me farão falta. Ela sempre tinha uma palavra de encorajamento. Fazia questão de saber como estava a família, o trabalho da Portas Abertas e a equipe. Lembrava-se de alguns nomes e compartilhava comigo como ainda falava sobre a Igreja Perseguida em sua igreja e sempre que tinha uma oportunidade", testemunha Marco Cruz, secretário-geral da Portas Abertas.

Ela acompanhava o andamento do ministério e se importava com o número de parceiros no Brasil, pois era uma intercessora ativa e fazia todo o possível para que a causa dos cristãos perseguidos fosse conhecida por mais pessoas. Certa vez, ela disse: "Conhecer a Portas Abertas foi o maior privilégio que eu tive".

Com certeza, nós podemos dizer: conhecer a irmã Elmira foi o maior privilégio para a causa da Igreja Perseguida no Brasil. "Sou grato a Deus pela vida e legado da irmã Elmira. Fará falta neste mundo. Oramos e pedimos o consolo do Espírito Santo para a família, amigos e para nós todos", completa o líder.

Fonte: Portas Abertas via Folha Gospel

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