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domingo, 17 de maio de 2026

China reescreve a Bíblia alterando versículos e transforma Jesus em assassino




China reescreve a Bíblia - A motivação central do Partido Comunista Chinês é o controle.


O Partido Comunista da China está implementando uma revisão da Bíblia, que chamam de "atualização", introduzindo valores socialistas e removendo conteúdos que divergem das crenças do partido. A iniciativa visa confundir os cristãos e dificultar a conversão, de acordo com informações da Hardwired Global.

Tina Ramirez, fundadora da Hardwired Global, observa que as tentativas anteriores de forçar cristãos a negar sua fé levaram a um crescimento exponencial da igreja underground. Diante disso, o Partido Comunista Chinês intensificou seus esforços, focando na própria escritura sagrada.

Um exemplo notório de alteração aparece em um livro didático de ensino médio, onde uma revisão comunista do capítulo 8 de João, que narra a história da mulher adúltera, retrata Jesus apedrejando a mulher após dispensar a multidão. A nova versão afirma que Jesus disse “Eu também sou pecador”, após a ação.

O versículo agora diz:  Jesus disse certa vez à multidão enfurecida que tentava apedrejar uma mulher que havia pecado: "Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". Ao ouvirem suas palavras, pararam de avançar. Quando todos saíram, Jesus apedrejou a mulher ele mesmo e desse: "Eu também sou pecador".

Bob Fu, presidente da ChinaAid, relata a escalada dessa perseguição, com a proibição total de Bíblias para crianças e a remoção forçada de aplicativos bíblicos de todas as lojas de comércio eletrônico. Milhares de crianças cristãs chinesas foram obrigadas a assinar declarações renunciando à sua fé em público.

Segundo Todd Nettleton, da organização Voz dos Mártires, a motivação central do Partido Comunista Chinês é o controle. Eles percebem o Evangelho e a mensagem cristã como elementos que podem diminuir o poder do partido. A nova tradução bíblica com viés socialista é vista como mais um passo para controlar a igreja e cooptar o cristianismo, alinhando-o aos interesses do partido.

Apesar das ações governamentais, um pastor chinês anônimo teria declarado que os governantes escolheram um inimigo que não pode ser aprisionado, prevendo a derrota do regime. A perseguição, em vez de reprimir, tem impulsionado o crescimento da igreja na China, que já ultrapassa o número de membros do partido comunista.

Fonte: Folha Gospel com informações de CBN e Tribuna Gospe


quinta-feira, 18 de setembro de 2025

CHINA: Autoridades invadem igreja subterrânea e removem pastor do púlpito durante culto




A Igreja Bíblica Reformada foi invadida por mais de uma dúzia de representantes de agências governamentais do Partido Comunista.


Em uma operação surpresa, autoridades chinesas interromperam um culto de domingo na filial de Tianhe da Igreja Reformada Bíblica de Guangzhou.

A pregação, que estava sendo ministrada para cerca de 20 a 30 cristãos, foi abruptamente interrompida quando agentes invadiram o local e removeram à força o pastor do púlpito.

Segundo testemunhas, mais de uma dúzia de representantes de agências governamentais – incluindo assuntos religiosos, segurança pública e segurança nacional – cercaram o espaço.

Eles exigiram documentos de identidade de todos os presentes, proibiram qualquer tipo de filmagem e declararam que a reunião era ilegal por não estar registrada conforme as novas regulamentações impostas pelo Estado.

Segundo a ChinaAid – organização dedicada à promoção da liberdade religiosa e dos direitos humanos – a ação reflete a crescente pressão sobre igrejas domésticas independentes, que não se submetem ao controle oficial do Partido Comunista.

Perseguições diversas

A Igreja Reformada Bíblica de Guangzhou, liderada pelo influente pastor Huang Xiaoning, já havia enfrentado diversas restrições e perseguições desde 2018, sendo alvo de monitoramento constante.

Em meio ao caos, os membros tentaram manter a calma, clamando por serenidade e oração, informou a ChinaAid.

Para muitos, o incidente simboliza não apenas a repressão estatal, mas também a resiliência de comunidades cristãs que insistem em se reunir livremente, apesar do risco de sanções.

Especialistas destacam que esse tipo de operação revela o endurecimento das autoridades diante do crescimento de grupos cristãos independentes, que optam por permanecer fora das estruturas controladas pelo governo.

Essa postura desafia a narrativa oficial de “liberdade religiosa com características chinesas”, promovida pelo regime.

O episódio em Guangzhou expõe, mais uma vez, as tensões entre fé e política na China contemporânea, opina a ChinaAid.

Enquanto o Estado reforça seu controle sobre práticas religiosas, cristãos não registrados continuam a buscar alternativas para viver e expressar sua fé, mesmo sob crescente vigilância e intimidação, afirma a organização cristã fundada pelo pastor Bob Fu.

Fonte: Guiame


quarta-feira, 5 de março de 2025

Vinte e seis mil cristãos recebem treinamento para evangelizar na Etiópia



Segundo a Portas Abertas, o país é o 33º na Lista Mundial da Perseguição 2025


Há pouco tempo, cerca de 26 mil cristãos participaram do "Curso de Vida e Testemunho Cristão" (CLWC), cujo objetivo foi treinar os alunos para evangelizar na Etiópia. O programa é oferecido pela Associação Evangelística Billy Graham (BGEA).


Dentre os que completaram o treinamento, 12 mil estão prontos para atuar como discipuladores e ajudarão os novos convertidos a Cristo durante o "Encontro com Deus".


Outros quatro mil voluntários servirão no evento, que acontecerá em Addis Ababa, capital da Etiópia, nos dias 8 e 9 de março, na Meskel Square, um enorme espaço público ao ar livre.


Segundo a Portas Abertas, o país é o 33º na Lista Mundial da Perseguição 2025.


 

Com informações: Billy Graham Evangelistic Association, Portas Abertas e Comunhão - via CPAD NEWS

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Cristãos no Brasil celebram o Dia do Pastor



No Brasil, os cristãos escolheram o segundo domingo de junho para celebrar o Dia do Pastor.


Em todo segundo domingo de junho, comemora-se o Dia do Pastor Evangélico no Brasil. O líder cristão tem um grande desafio nas mãos, que é discipular, ensinar, aconselhar e até mesmo advertir os fiéis que estão sob a responsabilidade espiritual dele. No salmo 23, Davi compara-se a uma ovelha e Deus a um pastor, função que ele desempenhou desde jovem. O futuro rei de Israel sabia que, assim como as ovelhas, ele também era indefeso, tinha medo de muitas coisas, vivia melhor coletivamente e precisava de uma direção para viver.

Qual é a origem do Dia do Pastor?

Em 5 de maio de 1955, o Jornal Batista publicou um artigo falando sobre o assunto, no qual também pedia uma oferta para líderes cristãos aposentados que precisavam da complementação da renda. Porém, o pedido de auxílio aconteceu para celebrar o Dia da Junta da Beneficência e não foi bem atendido. Então surgiu a mudança do nome da data para Dia do Pastor, já que a maioria dos que receberiam a assistência era ministro do evangelho. No entando, no segundo domingo de maio já acontecia o Dia das Mães, logo entenderam a necessidade de alterar também o mês da celebração, e por isso ficou decidido que no segundo domingo de junho seria comemorado o Dia do Pastor Evangélico.

Como é o trabalho de um pastor da Igreja Perseguida?

O trabalho de um pastor na Igreja Perseguida é repleto de desafios e riscos. Em Efésios 4.11, a Bíblia afirma que Deus deu dom aos homens e um dos listados é o de pastorear. Por isso, ser pastor não é um atributo conquistado por esforços humanos, mas sim um chamado para edificar a igreja de Jesus por meio do serviço e da liderança.

O pastor sírio George Moushi, da Alliance Church, em Qamishli, sabe que o lugar dele é onde as ovelhas estão. Por isso, apesar da guerra na Síria e os bombardeios na cidade onde mora, ele permaneceu no local apoiando os cristãos nas mais diversas necessidades. "Nós vemos pessoas remexendo lixeiras em busca de algo para comer. Coisa que nunca tínhamos visto antes", contou em entrevista à Portas Abertas.

Diante de tanta necessidade, a igreja do pastor George tem funcionado como um Centro de Esperança. Não importa se a pessoa é cristã ou não, ela recebe comida, roupas, combustível e até moradia, e isso tem servido como testemunho do amor de Deus por ela. Nem mesmo a pandemia de COVID-19 impediu que o líder cristão e a igreja continuassem a amparar as pessoas que mais precisavam de socorro.

Quais os riscos de ser um pastor da Igreja Perseguida?

Os riscos enfrentados pelos pastores incluem pressão, violência e podem até perder a própria vida por amor a Jesus. É comum que muitos deles sejam presos e torturados até que prometam não falar mais do amor de Cristo e nem se reunir com outros cristãos.

Inthy* é um pastor do Laos que ficou isolado em uma cela escura com as mãos e os pés algemados por 49 dias. O "crime" cometido por ele foi "interromper a unidade da comunidade e reunir pessoas para adoração sem permissão prévia".

A devoção dele a Jesus já o levou para a cadeia três vezes, mas a vida do pastor Inthy é testemunho para todos. "Para mim, meu pai é meu herói. Ele trabalhava arduamente todos os dias para garantir que fôssemos alimentados física e espiritualmente. Ele também é como o apóstolo Paulo da Bíblia. Está sempre preocupado em satisfazer a vontade e agradar a Deus, independentemente da perseguição que enfrentará", afirma o filho do pastor, Kikeo*.

Quais as consequências de ser um pastor da Igreja Perseguida?

As consequências para os pastores muitas vezes afetam suas famílias e comunidades. O pastor Leopoldo do México sabe quanto custa ser líder de uma igreja em uma região onde há perseguição. Ele e a família foram expulsos da comunidade onde viviam porque decidiram compartilhar o evangelho com amigos e vizinhos e deixar de seguir os rituais e costumes religiosos do vilarejo.

Antes de serem expulsos, os cristãos foram proibidos de comprar alimentos e remédios nos comércios locais. Também tinham os cultos interrompidos frequentemente e os filhos do pastor Leopoldo eram hostilizados na escola. Além disso, o líder cristão foi agredido por uma multidão e ficou quatro dias preso.

Em 2017, ele veio ao Brasil e contou o testemunho dele em diversas igrejas espalhadas pelo país. "Estou grato ao Senhor, porque esse testemunho nos mostrou a vontade dele e hoje podemos dizer que há gratidão em nós, porque Deus nos permitiu viver tal situação para que o nome dele fosse glorificado e proclamado por cada um daqueles que passam pela perseguição", reconhece o pastor.

Quais desafios os pastores da Igreja Perseguida enfrentam?

Os pastores da Igreja Perseguida enfrentam uma variedade de desafios, como risco de ser preso e até perder a vida por causa da fé em Jesus. Por exemplo, o pastor Zachariah teve sua fé abalada após perder esposa e filho em um ataque de extremistas fulanis a seu vilarejo na Nigéria. Mas, após receber cuidados pós-trauma, ele continua a liderar e encorajar sua congregação, lembrando que Deus não abandona aqueles que confiam nele. O Domingo da Igreja Perseguida (DIP 2024) uniu mais de 17 mil igrejas em oração pela África Subsaariana, destacando a importância de apoio espiritual para esses líderes.

Qual o privilégio de ser um pastor da Igreja Perseguida?

O maior privilégio de ser um pastor da Igreja Perseguida é poder ver e participar ativamente da obra de Deus em todo o mundo. Na Nigéria, o pastor Jeremiah viu a vila onde mora ser atacada por militantes fulanis. A igreja onde ele e outros cristãos se reuniam também foi incendiada, mas pela graça de Deus não ficou completamente destruída.

Apesar das mortes e da destruição, o pastor Jeremiah crê no poder do Deus que livrou outras pessoas e ele no incidente. Por isso crê na conversão dos agressores: "Oramos para que os extremistas entre os fulanis mudem os maus caminhos, porque alguns deles foram forçados a isso, enquanto outros endureceram os corações para fazer isso, mas nada é difícil para Deus".

O pastor Jeremiah continua liderando os cristãos locais em direção à esperança. Ele lembra cada sobrevivente da graça de Deus e de que o Senhor tem planos para a vida deles. "Devemos dar glória a Deus. Ele está vivo e nos ajudará", completa.

Assim como há o Dia do Pastor, muitas igrejas comemoram o Dia da Esposa do Pastor. Boa parte do trabalho do líder cristão é influenciada pelo relacionamento que ele tem com a família. Junto com os problemas familiares há os desafios de ser esposa de pastor.

  • Nomes alteados por segurança.

Fonte: Portas Abertas via Folha Gospel

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

“Não há mais um lugar seguro para ser cristão na China”, denuncia relatório


O governo chinês não permite a religião, exceto na medida em que pode manipular

O governo chinês está reprimindo cada vez mais as igrejas sancionadas pelo Estado, bem como as igrejas clandestinas, não deixando nenhum "lugar seguro" para os cristãos, de acordo com a International Christian Concern (ICC).

Um novo relatório da ICC rastreia a perseguição de cristãos na China desde julho de 2021 e registra 32 casos de prisões e detenções, cinco batidas em escolas cristãs e 20 casos de sinicização de igrejas – onde as igrejas são forçadas a alinhar sua fé com o social e mensagens políticas do Partido Comunista Chinês (PCC).

O ICC disse que os números exatos provavelmente serão muito maiores devido aos desafios de receber informações da China.

"O escrutínio dos cristãos pelo governo é parte de um esforço mais amplo para sinicizar o país, coagindo grupos religiosos a se submeterem à ideologia comunista do PCC", disse o relatório.

"O Escritório de Assuntos Religiosos e o PCC têm um único objetivo em relação à religião: impedir que a influência religiosa ameace seu controle comunista".

Igrejas sancionadas pelo Estado são especialmente suscetíveis aos esforços de Sinicização do governo chinês.

"Todas as igrejas aprovadas pelo Estado são obrigadas a levantar a bandeira nacional, colocar regulamentos sobre o culto, incorporar valores socialistas centrais aos sermões e manter a cultura tradicional chinesa", disse o relatório.

O relatório da ICC diz que uma nova medida implementada pelo governo chinês em junho, chamada de 'Iniciativa Comum das Organizações Religiosas Nacionais para Cultivar a Frugalidade e Abster-se da Extravagância', permitiu "apertar seu controle" sobre as principais religiões na China.

"As igrejas sancionadas pelo Estado hoje estão cada vez mais à mercê de leis e regulamentos não legislativos introduzidos pelo governo", disse a ICC.

"As igrejas controladas pelo Estado decidiram seguir os regulamentos, pressionando assim as igrejas não registradas a seguir o exemplo."

"As igrejas Three-Self fazem parte da estrutura legal que o PCCh usa para restringir sistematicamente o cristianismo. Se uma igreja não for registrada como uma igreja sancionada pelo estado, ela está violando a lei e o PCC pode intervir a qualquer momento para fechar, processar indivíduos e colocar enorme pressão social sobre os participantes."

"Com a intensificação da repressão contra as igrejas – tanto controladas pelo Estado quanto clandestinas – não há mais um lugar seguro para ser cristão na China."

O Covid-19 também teve um impacto duradouro na liberdade religiosa na China, pois a pandemia foi usada como pretexto para introduzir mais restrições à atividade religiosa.

"As restrições à atividade religiosa se espalharam como resultado da pandemia de Covid-19. Enquanto locais públicos e comerciais, como shoppings, mercados, restaurantes e bibliotecas, foram autorizados a abrir, as atividades da igreja foram proibidas pelo governo."

Um relatório revelou que o estado usou a prevenção da epidemia como pretexto para impedir que as igrejas se reunissem para celebrar o Natal nas províncias de Shandong, Anhui e Guangdong”, disse o relatório.

Até mesmo o encontro online se tornou difícil depois que o governo chinês anunciou em março que estava proibindo atividades religiosas online.

Sob a proibição, as igrejas e organizações religiosas chinesas devem se registrar no estado e receber permissão para postar conteúdo religioso online.

"O regulamento foi estabelecido para garantir que todas as atividades religiosas estejam alinhadas com a agenda do Partido Comunista", disse o ICC.

Os dados do relatório foram extraídos principalmente do ICC, ChinaAid, Union of Catholic Asia News e Radio Free Asia.

"O relatório do incidente do ICC continua a ser um testemunho da intensificação da repressão da China contra os cristãos e igrejas chinesas, apesar da repetida afirmação de Pequim de que 'respeitar e proteger a liberdade de crença religiosa é a política básica do PCC e do governo chinês ao lidar com a religião'", disse Gina Goh, gerente regional da ICC para o Sudeste Asiático.

"Em todos os aspectos da vida religiosa de um cristão, o PCC quer interferir e inserir sua ideologia, um controle que é prejudicial à liberdade religiosa da China".

Jay Church, gerente de advocacia da ICC para o Sudeste Asiático e coautor do relatório, disse que a comunidade internacional "deve prestar atenção à campanha em andamento da China contra a religião".

"Não há desculpa para a inação contínua", disse Church.

"O governo chinês não permite a religião, exceto na medida em que pode manipular a religião em uma ferramenta para aumentar o poder do PCC".

"Esperamos que este relatório sirva para aumentar o volume de uma questão que é muitas vezes ignorada silenciosamente nos salões do poder ao redor do mundo."

Folha Gospel com informações de The Christian Today

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Nova modalidade de perseguição na China: governo força despejo de cristãos

Vários membros da Igreja do Pacto da Chuva Temporã, na China, receberam avisos de despejo sem motivo declarado de seus proprietários que parecem estar sob pressão do governo comunista. Esse é um novo capítulo de perseguição religiosa no país.

A Early Rain Covenant Church (ERCC, na sigla em inglês, ou Igreja do Pacto da Chuva Temporã) vem sofrendo forte perseguição do Partido Comunista Chinês (PCCh) nos últimos anos.

Um dos casos de despejo é o de Shu Qiong e seu marido, casal que frequenta a ERCC com sede em Chengdu. Eles receberam avisos de despejo, de acordo com informações obtidas pela International Christian Concern (ICC).

Quando o casal cristão recebeu um telefonema do proprietário sobre o despejo, eles perguntaram se ele estava sendo ameaçado pelo governo para forçá-los a sair, mas ele negou, oferecendo o reembolso da multa e do aluguel.

De acordo com informações do portal The Christian Post, Shu disse ao proprietário que entendia que ele também estava sob pressão: "Só peço a Deus que se lembre de suas queixas. Eu posso entender a pressão que você está sofrendo", teria dito a fiel ao proprietário.

"Eu sou cristã e, embora seja pobre, tão pobre que precise alugar uma casa […] ainda sei que não é agradável a Deus cobiçar dinheiro injusto dessa maneira", acrescentou Shu ao recusar sair até que o contrato terminasse, pois não haviam infringido nenhuma lei.

Ela e o marido se disseram preparados para enfrentar as consequências legais de sua decisão: "A repressão contínua da China contra a ERCC é o principal exemplo de como Pequim continua a desconsiderar a liberdade religiosa para seu povo, mesmo que a Constituição garanta esse direito", disse anteriormente Gina Goh, gerente regional da ICC para o Sudeste Asiático.

"Desde o encarceramento do pastor Wang Yi, da ERCC, e do ancião Qing Derfu em 2018, o governo não cessou seu assédio e perseguição à igreja doméstica. O objetivo do governo é ver todas as igrejas domésticas extintas para que possam controlar totalmente o cristianismo na China", recapitulou, ecoando uma queixa recorrente dos cristãos chineses.

A Missão Portas Abertas, que monitora a perseguição de cristãos em mais de 60 países, estima que a China tenha mais de 97 milhões de cristãos, muitos dos quais cultuam em igrejas clandestinas não registradas ou “ilegais”.

Os cinco grupos religiosos sancionados pelo Estado na China são a Associação Budista da China, a Associação Taoísta Chinesa, a Associação Islâmica da China, o Movimento Patriótico das Três Autonomias Protestante e a Associação Católica Patriótica Chinesa. Mesmo as organizações afiliadas às cinco religiões autorizadas podem estar sujeitas a vigilância e limitações.

A ICC documentou mais de 100 incidentes de perseguição cristã na China entre julho de 2020 e junho de 2021, quando o regime comunista do país procurou converter à força grupos religiosos independentes em mecanismos do Partido Comunista Chinês.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 30 de agosto de 2022

China: igreja histórica é fechada por se recusar a ser controlada pelo Estado


O governo chinês quer impor que todas as igrejas façam parte do movimento patriótico conhecido como “Igreja das Três Autonomias”.

Na China, os líderes cristãos estão se preparando para enfrentar uma pressão cada vez maior por parte do governo.

Em meio à evidente perseguição religiosa, as autoridades fecharam mais uma igreja por discordar de suas políticas.

No dia 19 de agosto, a igreja histórica conhecida como "Igreja da Abundância", em Xian, província de Shaanxi, foi fechada porque se negou a fazer parte da "Igreja das Três Autonomias" — um movimento patriótico chinês.

A conhecida igreja já funcionava há 30 anos, mas agora foi apontada pelas autoridades como uma seita e também foi acusada de supostamente recolher doações ilegais.

As autoridades chinesas consideram qualquer igreja livre como uma ameaça ao Estado. Quando uma organização cristã se nega a fazer parte do Partido Comunista Chinês, ela é considerada "ilegal".

Conforme explica a organização de direitos religiosos Bitter Winter, com sede na Itália, o fechamento da Igreja da Abundância parece fazer parte do apelo do presidente Xi Jinping contra os grupos religiosos.

Desde dezembro de 2021, o líder ditador passou a obrigar todos os cristãos protestantes a fazer parte do sistema conhecido como "Igreja das Três Autonomias" como forma de "legalização da religião".

Na verdade, a "legalização" é só uma forma de controle e manipulação por parte do governo e também um disfarce para a perseguição religiosa que acontece no país de forma cada vez mais descarada.

Infelizmente, a Igreja da Abundância foi condenada a cessar suas atividades, caso contrário os pastores e membros estariam sujeitos à prisão, de acordo com informações do Morning Star News.

O pastor Lian Changnian e seu filho Lian Xuliang — que também é pastor — foram colocados sob "vigilância doméstica", num local que as autoridades determinaram.

O grupo de direitos cristãos, China Aid, informou que o Escritório de Assuntos Civis e o Escritório de Assuntos Religiosos anunciaram que as acusações contra os cristãos da Igreja da Abundância foram registradas como "arrecadação ilegal de fundos e registro ilegal".

Há notícias também que as autoridades chinesas têm como alvo de perseguição a China Gospel Association, que faz parte de uma rede de igrejas domésticas no país.

Abuso físico

A esposa de um dos pastores presos afirmou, de acordo com a China Aid, que o pastor Lian Xuliang tinha uma grande contusão na cabeça, proveniente de uma pancada que levou.

"Seus olhos estavam vermelhos e havia sangue seco no canto dos olhos. Sua máscara facial também tinha manchas de sangue. Seus braços e mãos estavam machucados e inchados. Houve, sem dúvida, abuso físico por esses chamados agentes da lei", ela relatou.

As esposas dos pastores e alguns membros da igreja também foram presos no mesmo dia, mas somente os pastores permaneceram na prisão. Os demais foram liberados no mesmo dia.

O paradeiro do pregador Fu Juan é desconhecido e sua esposa ainda não recebeu nenhuma notificação oficial de detenção.

Enquanto isso, as autoridades continuam invadindo as igrejas que se recusam a ingressar na "Igreja das Três Autonomias", desde dezembro de 2021, quando Xi Jinping impôs essa ordem na Conferência Nacional do PCC sobre Trabalho Relacionado a Assuntos Religiosos.

Outros casos de perseguição a cristãos

No mesmo dia em que a Igreja da Abundância foi invadida e fechada por policiais chineses, cerca de 100 policiais armados em Linfen, província de Shanxi, cercaram 70 membros da "Covenant Home Church" que participavam de um acampamento entre pais e filhos. Na ocasião, vários adultos foram presos.

Os policiais também vasculharam as casas dos membros da igreja Han Xiaodong. Li Jie e sua esposa Li Shanshan tiveram livros e documentos cristãos apreendidos.

No domingo seguinte, dia 21 de agosto, na cidade de Changchun, província de Jilin, a polícia também invadiu um culto de uma igreja doméstica conhecida como Igreja Reformada Changchun Sunshine.

"Como demonstrado pelos vídeos divulgados pelos crentes, aqueles que compareceram ao culto foram espancados pelos agentes", disse um representante do Bitter Winter.

"Duas mulheres tiveram ataques cardíacos e tiveram que ser hospitalizadas", continuou. Além disso, os oficiais também prenderam 9 cristãos, incluindo o pastor Guo Muyun, o pastor Qu Hongliang e o irmão Zhang Liangliang, que foram acusados ​​de administrar uma organização religiosa ilegal.

No dia 14 de agosto, em Pequim, uma igreja conhecida como "Igreja de Sião" foi invadida. "Os computadores foram confiscados e o pastor, Yang Jun, junto de 9 membros da igreja foram detidos, embora tenham sido liberados posteriormente", relatou o Bitter Winter.

A China ocupa o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição de 2022, conforme a Portas Abertas. Vale lembrar que, no dia 1º de janeiro deste ano, entrou em vigor o novo "Regulamento sobre a Construção de Segurança Pública", em Xinjiang. Este é um alerta de que, por pior que seja a situação, ela ainda pode piorar.

Fonte: Guia-me com informações de Mornig Star News e Bitter Winter via Folha Gospel

domingo, 28 de agosto de 2022

Nicarágua: Igreja cristã foi uma das instituições classificadas como “inimigos do Estado”


Governo de esquerda tem fechado rádios, invadido igrejas e prendido padres

Através do partido político FSLN, os governantes têm permanecido no poder na Nicarágua por meios ilegítimos.

As autoridades controlam todos os sistemas produtivos da sociedade, a mídia e a justiça, e não permitem as manifestações da igreja contra a violência do governo.

Em 2018, a população marchou contra os atos violentos da gestão Ortega, pedindo novas eleições. As manifestações foram duramente reprimidas pelos militares e todos que mostraram insatisfação com o governo vivem sob intensa perseguição.

A Igreja cristã foi uma das instituições classificadas como “inimigos do Estado” e tem sido atacada pelo governo desde então. Houve 239 incidentes na Nicarágua entre 2019 e 2022 afetando cristãos.

No dia 4 de maio deste ano, a Assembleia Nacional, controlada pelo presidente Daniel Ortega, ameaçou processar líderes cristãos e confiscar as propriedades deles porque ajudaram os manifestantes nos protestos de 2018. Desde então, abusos das forças de segurança contra as igrejas intensificaram-se, atingindo não apenas os líderes, mas toda a comunidade cristã.

Os cultos e pregações são constantemente monitorados e o acesso à saúde pública foi tirado dos cristãos. Na escola, o currículo educacional público oferece conteúdo político alinhado com o regime que nega ou deprecia outras ideologias, como a cristã. Templos foram destruídos e líderes cristãos relatam danos psicológicos devido às contínuas ameaças.

O papel da igreja

O governo alega que os protestos de 2018 foram uma tentativa de golpe de Estado e que considera a igreja como cúmplice das manifestações por acolher e ajudar os feridos nas passeatas. Segundo o advogado do Coletivo de Defesa dos Direitos Humanos, Carlos Guadamuz,  “a igreja tem o suporte da população. Em nível nacional, a igreja foi a última instituição sólida que restou. Não há outros grupos civis que tenham escapado da perseguição”.

O conflito entre o governo e a igreja nicaraguense existe há décadas e perdura sob a administração de Ortega. Patrícia Montenegro, Membro do Observatório Pró-transparência e anticorrupção, afirma: “As igrejas têm sido fundamentais na crise de direitos humanos na Nicarágua e, por isso, tornou-se alvo da perseguição indiscriminada de Ortega e seus aliados”.

Sete rádios cristãs foram fechadas

Outro incidente demonstra a tensão no país. No dia 1º de agosto a polícia invadiu a igreja Divina Misericórdia, localizada em Sébaco, e exigiu que as estações de rádio e os canais de televisão da igreja fossem fechados. Os policiais também confiscaram os equipamentos de transmissão. Alguns cristãos tentaram intervir, mas a polícia atirou para o alto a fim de dispersá-los.

Essa medida foi coordenada pela Telecor, órgão regulador das comunicações da Nicarágua, que fechou outras emissoras também. Eles alegaram “irregularidades” na licença das rádios, apesar da garantia e esforços dos diretores em manter os documentos atualizados.

Censuras

Esse cenário levou igrejas e cristãos a pedirem às autoridades que respeitem a liberdade de expressão e de religião. Organizações internacionais apoiam o mesmo. “A União Europeia condena a interdição arbitrária das sete estações de rádio cristãs e de outras mídias cristãs pelas autoridades na Nicarágua no dia 1º de agosto”, foi a declaração da organização ao portal de notícias BBC.

No dia 4 de agosto, a polícia tentou proibir o líder cristão Rolando Álvares de realizar o culto agendado para essa data, dizendo que Rolando “incita a violência das multidões e apoia movimentos para desestabilizar a nação”. Sob a mesma alegação, muitos líderes foram presos enquanto estavam realizando cultos.

Organizações cristãs também foram proibidas de se reunir em julho e recentemente foram obrigadas a sair do país por causa da perseguição. Em junho, um abrigo para garotas vulneráveis, abusadas ou abandonadas, foi fechado sob acusação de falta de detalhes na declaração das doações. O lugar também abrigava idosos e está fechado até agora.

Socorro para cristãos latino americanos

Um dos vizinhos latino-americanos com intensa perseguição intensa é a Colômbia. Assim como na Nicarágua, o governo e movimentos políticos não enxergam com bons olhos a presença dos cristãos. Os indígenas que decidem seguir Jesus são os mais pressionados no país. Através de uma campanha lançada pela Portas Abertas, os cristãos podem receber apoio e socorro que precisam.

Acesse o link e saiba mais sobre a perseguição na América Latina. Com sua ajuda, esses irmãos na fé receberão o apoio e socorro de que precisam.

Fonte: JM Notícia

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