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terça-feira, 19 de maio de 2020

Pandemia: igreja fabrica 5 mil máscaras e doa 18 toneladas de alimentos


A iniciativa de uma igreja tem feito a diferença para a vida de centenas de famílias no estado de São Paulo, especialmente no contexto de luta contra a pandemia do novo coronavírus, onde produtos como máscaras de proteção e alimentos são necessidades básicas.
Pensando nisso, a igreja localizada no interior paulista resolveu se mover para ajudar os mais necessitados da sua comunidade. Se trata da Igreja Batista Independente de Sorocaba (IBIS).
A denominação chegou a produzir cerca de 5 mil máscaras de proteção, além de arrecadar 18 toneladas de alimentos para doação aos mais vulneráveis da região.
O pastor Eduardo Bortolossi, líder da instituição, comentou o feito com alegria, destacando que é papel da Igreja de Cristo, também, abraçar causas dessa natureza, uma vez que o Evangelho é refletido através das ações de solidariedade ao próximo.
Numa crise como esta, quem é grande se manifesta com grandeza, quem é medíocre se manifesta com mediocridade”, afirmou o líder religioso durante uma entrevista ao Guiame.
Nós entendemos que a igreja teria que enfrentar isso com grandeza e ser um canal de ajuda para a cidade”, completou Bortolossi.

Recolhimento das doações

Para conseguir arrecadar os alimentos, a Igreja Batista Independente de Sorocaba montou um "Drive-thru da Família" na porta do seu templo, onde a população solidária pode se encontrar para fazer às doações.
"A Bíblia diz que Jesus é uma boa notícia para nós. O governo já está dando os dados sobre saúde, a mídia já está atualizando os números, não podemos ser mais um dando notícias ruins", afirma o pastor Eduardo.
O ponto de doação dos alimentos opera de segunda a sábado, das 9h às 17h. Quem vai até o local também recebe orientações espirituais, além de um momento de comunhão com Deus.
"Todos recebem uma oração e uma palavra dos pastores", explica o pastor Eduardo.

Fonte: Guiame
ASSISTA ABAIXO:

sábado, 16 de maio de 2020

Voluntárias da igreja costuram e doam máscaras transparentes adaptadas para surdos

A utilização de máscaras transparentes é uma alternativa de comunicação que vem sendo elogiada neste tempo de pandemia.


Os deficientes auditivos dependem da interpretação dos lábios e das feições dos interlocutores para se comunicar, por isso as máscaras podem significar uma barreira na comunicação com esse grupo. Pensando nisso, alguns voluntários de Brasília decidiram criar um modelo adaptado para interagir e seguir a orientação de prevenção contra o coronavírus.

Para amenizar a barreira de comunicação entre surdos e ouvintes, Renata Sabbat, 46 anos, pensou em costurar e doar máscaras personalizadas na igreja que frequenta.

"A ideia surgiu quando eu li uma reportagem sobre uma moça no exterior que tinha feito máscaras para surdos com a parte da boca transparente. Como na nossa igreja tem o grupo de surdos, eu também me preocupei com eles."

A servidora pública colocou a ideia no papel com a ajuda da tia. "Como ela é costureira, pedi para que fizesse as medidas corretas e me ensinasse como fazer", relata.

Para a confecção, foi utilizado TNT, arame e plástico transparente. "O arame ajudou a acomodar melhor a máscara no nariz", diz Renata. Na primeira doação, foram entregues 30 máscaras. "A resposta dos surdos foi ótima. Eles pegaram não só para si, como também para os intérpretes", conta.

O retorno positivo fez com que Renata e a tia continuassem as confecções. "Tenho feito de noite, assim que acaba o expediente, e fico até as 23h. A meta é fazer até 30 máscaras por semana", afirma a servidora.

"A gente também precisa que mais gente produza, porque os surdos precisam de muitas máscaras dessas, já que depois de uma quantidade de lavagens ela precisa ser descartada", aponta a voluntária.

A coordenadora dos ministérios com os surdos da igreja, Darlene Contaifer, 53, ficou emocionada com o gesto. "O surdo precisa de algo próprio dele. Ele está dentro da comunidade e precisa de visibilidade", define.

Para a intérprete, o isolamento social prejudica a interação deles com o meio externo. "Por isso, reforçamos esse contato deles com a associação da igreja. A gente tenta se reunir online e conversar com eles pelas redes sociais", diz.

No local, há 25 surdos, entre eles, Rodrigo Gonçalves Lima, 40. O teólogo gostou do projeto. "Se todos os ouvintes utilizassem a máscara transparente, nos ajudariam bastante. Com ela, a gente consegue ver a marcação da boca e as expressões da pessoa", explica.

Apesar do benefício, ainda há algumas questões para se pensar. "À medida que a pessoa fala, vai dando um vapor na máscara. Também acontece de a luz bater e dar um reflexo. Esses fatores dificultam a visualização", observa Rodrigo.

Outras iniciativas
As máscaras transparentes são uma alternativa funcional, pois protegem contra o vírus sem dificultar a compreensão de quem tem algum tipo de deficiência auditiva, como explica a fonoaudióloga Erica Bacchetti.

"Sempre faço um paralelo com quem diz que tira os óculos e não ouve bem. Muitas vezes não ouvimos o que a pessoa diz, mas sabemos que ela está reclamando ou fazendo uma pergunta pela expressão, pelos movimentos dos lábios. Quando alguém fala com a boca completamente coberta pela máscara, traz uma dificuldade ainda maior para quem tem comprometimento da audição", detalha a especialista em audiologia.

Erica percebe essas barreiras no trabalho e dentro de casa. "Tenho uma filha com deficiência auditiva que, assim que compramos máscaras, perguntou como ia entender a professora na escola se ela também usasse", diz.

Por conta dessa necessidade, a clínica Para Ouvir começou um projeto de doações de equipamentos de proteção transparentes. A empresa produziu 2 mil máscaras em modelos que deixam os lábios visíveis e doa para familiares de pessoas com dificuldade para ouvir e profissionais que atendem surdos, principalmente.

"Estamos vivendo um momento tão difícil de isolamento das pessoas, e ter ainda mais uma barreira, não poder se comunicar, é muito ruim para eles", afirma Erica.

Preconceito
Outra barreira a ser enfrentada é o preconceito. "A gente sai na rua e fica com vergonha, porque as pessoas fazem piada. Ainda existe muita falta de conhecimento e respeito", lamenta Rodrigo.

Como somente uma parcela pequena da população conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), novas estratégias começam a ser pensadas, com solidariedade e empatia.

"Acaba que o surdo está isolado duas vezes, porque tem dificuldade em se comunicar dentro e fora de casa", desabafa Pammelleye Katherinne Françoise, 24 anos.

De acordo com o último levantamento da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), feito em 2018, existiam 4.069 pessoas surdas e 92.587 com algum tipo de dificuldade de audição na capital.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Erros mais comuns na hora de usar as máscaras - Saiba aqui


Uso inadequado da máscara pode aumentar risco de infecção. Cobrir completamente a boca e o nariz é essencial para a proteção.


O Ministério da Saúde passou a recomendar, no início de abril, o uso de máscaras para diminuir o risco de contaminação pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Podem ser as de tecido, costuradas em casa, ou as descartáveis. Já as cirúrgicas, em falta nos hospitais, devem ficar restritas a médicos e profissionais de enfermagem.

É importante que todos usem a máscara da forma correta: cobrindo completamente o nariz e a boca, sem vãos laterais. Segundo infectologistas ouvidos pelo G1, manusear ou descartar o equipamento da forma errada pode aumentar o risco de contaminação.

O G1 separou quais são os cuidados necessários. Veja abaixo:

Não deixe o nariz ou a boca expostos
A máscara funciona como uma barreira: quem já estiver contaminado não vai espalhar gotículas com o vírus ao falar, tossir ou espirrar, por exemplo. E aqueles que estiverem saudáveis também terão uma proteção no rosto para que as mucosas da boca e do nariz não entrem em contato com partículas contaminadas.

Em resumo, portanto, a função da máscara é cobrir as "portas de entrada e de saída" do vírus no organismo. Daí vem a importância de jamais deixar os lábios e as narinas expostos.

Para que a proteção seja efetiva, o ideal é que a máscara cubra o nariz inteiro e desça até o queixo, de modo que não sejam formados vãos por onde gotículas possam entrar. O equipamento não vai se mover pelo rosto — vai moldar-se a ele.

"Quem usa óculos sabe que é incômodo, porque as lentes embaçam. Mas não tem jeito. Se descermos o tecido para o meio do nariz, a fixação não vai ser perfeita", afirma Celso Granato, infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury.
Ele menciona que alguns modelos têm um arame flexível por dentro, que deve ficar abaixo da região entre as sobrancelhas. É mais uma forma de moldar a máscara ao rosto.

Não use máscaras largas para o seu rosto
No caso das máscaras de tecido, artesãos costumam perguntar se elas serão usadas por adultos ou crianças, justamente para fabricá-las no tamanho adequado.

Mesmo assim, é possível que o equipamento fique largo nas laterais do rosto. O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Emílio Ribas, recomenda que seja feito um nó nos elásticos ou na cordinha.

"A vedação precisa ficar completa. Mas é importante que o ajuste seja feito ainda em casa, com as mãos limpas. Não adianta fazer a adaptação no transporte público. Além de a pessoa ficar exposta ao vírus enquanto mexe na máscara, vai manuseá-la sem a higienização correta", diz.

Não tire a máscara e deixe-a no queixo
Para tirar a máscara por pouco tempo — ao beber água, por exemplo —, não a puxe para o queixo. Primeiramente, porque, ao fazer isso, você terá de encostar na parte do tecido, que pode estar contaminada. O ideal é só tocar nas cordinhas ou no elástico.

Além disso, há o risco de a máscara se inverter, ao ser tirada do queixo e posicionada novamente no rosto. “A parte externa, que talvez esteja com o vírus, pode virar para dentro e ficar em contato com a pele, justamente na área das mucosas. Ocorreria a contaminação”, explica Jean.

Não apoie a máscara em mesas
Quando for fazer uma pausa para a refeição, por exemplo, jamais coloque a máscara sobre a mesa: a superfície pode estar contaminada. "Ainda mais em ambientes de uso comum, como cafeterias das empresas, há o risco de contágio. O ideal é guardar a máscara em um saquinho limpo", explica Granato.
Caso seja um intervalo rápido, tire a máscara de trás para frente, tocando apenas nos elásticos, e segure-a (sempre evitando encostar na parte do tecido). Depois, recoloque-a, também pelos elásticos.

Não encoste na máscara, só nos elásticos
Conforme explicado acima, devemos evitar tocar na parte de tecido da máscara. Suponha que você esteja em um transporte público e que alguém contaminado, sem usar o equipamento de proteção, tussa a uma curta distância. A face externa da sua máscara ficará com gotículas que contêm o vírus.

Se você tocar nessa parte, seja para ajeitar o tecido ou tirar/colocar a máscara, contaminará suas mãos. Ao levá-las aos olhos, pode contrair a doença. Ou, se encostar em outros objetos, espalhará o vírus e poderá infectar outras pessoas.

Lave bem as mãos antes e depois de colocar e de tirar a máscara.
Use água e sabão ou álcool gel para higienizar as mãos sempre que colocar ou tirar a máscara.

Ao descartar a máscara, coloque-a em um saco
Se a sua máscara for descartável, coloque-a sempre dentro de um saco (de papel ou de plástico) antes de jogá-la na lixeira. Isso evita que alguém, ao recolher o lixo, encoste na máscara contaminada e se infecte.

Troque a máscara de 2 em 2 horas
As máscaras devem ser trocadas com frequência: de duas em duas horas ou sempre que ficarem úmidas. Se você tossir ou espirrar, por exemplo, lave bem as mãos, tire o equipamento da forma correta e descarte-o em um saco (se for a de tecido, lave-a). Higienize as mãos novamente e coloque uma nova máscara.

Lave a máscara com água e sabão
As máscaras de tecido devem ser higienizadas com água e sabão. Outra opção é deixá-las de molho por cerca de 20 minutos, em uma solução com 10 ml de água sanitária e meio litro de água. Se quiser, pode usar um ferro quente para reforçar a esterilização.

E atenção: não misture a máscara com as demais peças de roupa. Lave-a individualmente.

Fonte: Guiame



terça-feira, 28 de abril de 2020

Pastores espalham o evangelho com suas máscaras


Pastores cubanos tiveram a idéia de colocar versículos da Bíblia em suas máscaras faciais. 


Enquanto Cuba enfrenta a pandemia de coronavírus, um grupo de pastores se une para ajudar a salvar vidas e compartilhar a mensagem do evangelho.
Vernon Brewer, diretor executivo e fundador da World Help, uma organização cristã de ajuda humanitária, compartilhou sobre a idéia criativa na nação insular que depende muito do turismo. Um homem disse ao grupo que esperou duas horas na fila de uma loja para comprar comida, mas saiu com uma lata de sardinha.
"Não queremos perder a oportunidade de continuar testemunhando sobre o Senhor", disseram os pastores a Brewer enquanto escreviam Filipenses 4:13 e Atos 16:31 em diferentes máscaras.
"Eles pediram 1.000 máscaras impressas com versículos da Bíblia para usar e distribuir", explica Brewer. "Agora, toda pessoa que os usar compartilhará o evangelho com aqueles que buscam ajuda espiritual, sem sequer dizer uma palavra!"
Ele acrescenta: "Que testemunho incrível. Sua fé nos lembra que, mesmo quando tudo parece dar errado, Deus ainda está trabalhando e podemos depositar nossa esperança nele."
Isso ocorre quando os defensores da liberdade religiosa comemoram depois que as autoridades cubanas libertaram uma mãe cristã, Ayda Expósito Leyva, da prisão, depois que ela e seu marido, o pastor Ramón Rigal, foram presos em abril passado por se recusarem. enviar seus filhos para uma escola administrada pelo governo.
O casal, que escolheu educar seus filhos em casa, foi acusado de "atos contra o desenvolvimento normal de um menor", conforme denunciado pela Comissão Americana de Liberdade Religiosa Internacional.
Cuba é uma nação com mais de 11 milhões de habitantes e, até hoje, registrou oficialmente mais de 1.000 casos de COVID-19, com pelo menos 34 mortes.


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