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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Médico cristão é proibido de exercer a profissão por expressar opinião sobre ideologia de gênero


O partido cristão Família Primeiro critica o governo por “impor uniformidade ideológica e esmagar a dissidência” em uma “grave injustiça, um ataque frontal à liberdade de expressão”


O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (VCAT) considerou o médico cristão Dr. Jereth Kok culpado de má conduta profissional por expressar publicamente suas opiniões . Especificamente, por suas postagens críticas ao aborto, à ideologia de gênero e às políticas da COVID-19 ao longo de um período de 12 anos nas redes sociais e na mídia.

O Dr. Kok, que atuava em uma clínica no subúrbio de Melbourne, foi suspenso pelo Conselho Médico da Austrália em agosto de 2019 após reclamações anônimas sobre sua atividade nas redes sociais desde 2010.

Mais de seis anos depois, na semana passada, o VCAT confirmou a suspensão do Dr. Kok, concluindo que 54 das 85 supostas violações constituíam má conduta segundo a Lei Nacional de Profissionais de Saúde (Victoria) de 2009.

O Tribunal determinou que essas 54 postagens constituíam má conduta, apesar de abordarem questões políticas e religiosas, muitas vezes em tom irônico ou satírico, e sem qualquer conexão ou impacto no atendimento ao paciente, o que eles reconheceram ser inquestionável.

A decisão estabelece um precedente preocupante para a liberdade de expressão na Austrália, especialmente para profissionais de fé cristã ou conservadora. O Tribunal considerou, mas deu pouca importância, às proteções constitucionais ou à liberdade de expressão.

Confirma ainda que órgãos reguladores como a AHPRA e o Conselho Médico têm o poder de disciplinar profissionais não apenas por sua prática clínica, mas também por expressarem visões sociais ou morais impopulares, mesmo em caráter privado. Para profissionais cristãos, e de fato para qualquer profissional que tenha opiniões fora da corrente principal progressista, as implicações são graves.

As ramificações dessa decisão se estendem a todos os australianos, especialmente aqueles que trabalham em uma profissão regulamentada, que veem sua liberdade de expressão de opiniões pessoais, políticas e religiosas ameaçada por instituições reguladoras e pelo governo.

O partido político cristão Family First condenou a decisão, descrevendo-a como uma "grave injustiça e um ataque assustador à liberdade de expressão. Isso não é justiça, isso não é australiano. Isso é o ‘ministério da verdade’ de Victoria impondo conformidade ideológica e reprimindo a dissidência".

A Family First disse que lutaria para revogar "leis semelhantes contra a liberdade de expressão" em todos os estados e apresentaria candidatos nas próximas eleições na Austrália do Sul, Victoria e Nova Gales do Sul.

Declarações do Dr. Kok

O Dr. Kok admitiu que parte da linguagem usada em suas publicações era "lamentável" e que, após reflexão, não a usaria novamente, mas nega que a expressão de suas opiniões constitua má conduta profissional.

O Dr. Kok disse ao tribunal que acreditava que "a Bíblia ensina muito claramente que a conduta homossexual, que inclui atividades e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, é imoral" e que "a Bíblia obriga os cristãos a se absterem de toda conduta imoral, incluindo a conduta homossexual".

Ele acrescentou: : "Prestei atendimento a muitos pacientes gays e lésbicas sem revelar minhas opiniões pessoais", disse ele em seu depoimento, e "isso não foi mais difícil para mim do que prestar atendimento sem julgamentos a pacientes heterossexuais que tinham casos extraconjugais (dos quais eu pessoalmente desaprovo) ou até mesmo a criminosos condenados".

Algumas das publicações condenadas

Uma publicação que colocou o Dr. Kok em maus lençóis foi um artigo satírico do site cristão conservador americano Babylon Bee, intitulado "Em vez da guerra tradicional, os militares chineses agora serão treinados para gritar pronomes incorretos para as tropas americanas". O VCAT considerou a publicação, compartilhada pelo Dr. Kok, "inconsistente" com o Código de Conduta do Conselho Médico, pois "não respeitava nem era sensível à diversidade de gênero".

Outra publicação ofensiva foi um artigo escrito pelo Dr. Kok que abordava a ideologia transgênero de uma perspectiva cristã, o que o Tribunal considerou "degradante, desrespeitoso e desdenhoso para com as pessoas LGBTQI+". Em várias publicações sobre o tema da disforia de gênero, Kok descreveu a cirurgia transgênero como "massacre médico" e "mutilação genital".

Em outras publicações, o Dr. Kok criticou o aborto , descrevendo-o como "matança de bebês" e "assassinato de bebês" e referindo-se aos médicos envolvidos na prática como "açougueiros" e "assassinos em série".

O Dr. Kok disse ao tribunal que "acredito que a vida e a personalidade começam na concepção" e "abomino a maneira como nossa sociedade obscurece a verdade sobre o aborto por meio do uso de eufemismos enganosos". Mas o VCAT concluiu que eles denegriram, degradaram e difamaram médicos que oferecem tratamento abortivo a pacientes.

O VCAT descobriu que o Dr. Kok também "expressou sentimentos violentos e fez declarações depreciativas" em relação a grupos raciais e religiosos, apesar de reconhecer que vários deles podem ter sido "interpretados pelo Dr. Kok de maneira humorística".


Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

quarta-feira, 6 de março de 2024

Papa afirma que “ideologia de gênero” ameaça humanidade



Francisco participou de reunião sobre a antropologia cristã, o pluralismo, o diálogo entre culturas e o futuro do cristianismo


Durante a conferência “Homem-Mulher: imagem de Deus”, na última sexta-feira (1), o papa Francisco se referiu à “ideologia de gênero” como uma ameaça para a humanidade, afirmando que ela “anula as diferenças” entre homens e mulheres.

Hoje, o perigo mais feio é a ‘ideologia de gênero’, que anula as diferenças. Pedi para fazer estudos sobre essa ideologia ruim do nosso tempo, que apaga as diferenças e torna tudo igual. Cancelar a diferença é cancelar a humanidade“, declarou o pontífice.

O encontro internacional reuniu estudiosos, filósofos, teólogos e pedagogos, afim de refletir sobre a antropologia cristã, o pluralismo, o diálogo entre culturas e o futuro do cristianismo.


Com informações Poder 360 via CPAD News


segunda-feira, 10 de julho de 2023

Arcebispo anglicano diz que “Pai Nosso” pode ser “problemático” por ser patriarcal



“O arcebispo de Iorque está dizendo que Jesus estava errado?", atacou um cônego tradicionalista.


O arcebispo anglicano de Iorque, no Reino Unido, considera que as palavras iniciais do Pai Nosso — a mais conhecida das orações cristãs — podem ser "problemáticas" por terem uma conotação patriarcal, noticia o jornal britânico The Guardian.

Retirada dos textos dos evangelhos segundo São Mateus e São Lucas, o Pai Nosso é desde as origens do Cristianismo a mais clássica oração cristã, recitada por praticamente todas as denominações, incluindo católicos, protestantes e ortodoxos.

Dentro do Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra, o órgão máximo daquela denominação no epicentro da Comunhão Anglicana (com origem na Reforma Anglicana, no século XVI, contexto da Reforma Protestante, no continente europeu), dividem-se as opiniões sobre a adequação da expressão patriarcal aos tempos modernos.

"Eu sei que a palavra 'pai' é problemática para aqueles cuja experiência de pais terrenos é destrutiva e abusiva, e para todos que têm enfrentado um controle opressivo e patriarcal na vida", disse recentemente o arcebispo de Iorque, Stephen Cottrell, durante uma reunião do Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra.

A Igreja de Inglaterra — que admite mulheres como presbíteras e, mais recentemente, bispas — tem sido palco de profundos debates, bastante divisivos, em torno de vários tópicos fraturantes no contexto do Cristianismo. Em fevereiro, o Sínodo Geral da Igreja de Inglaterra aprovou a bênção de uniões entre pessoas do mesmo sexo e, de modo especialmente controverso, ponderou passar a usar pronomes neutros para se referir a Deus.

Apoio e críticas ao bispo

Christina Rees, uma presbítera que esteve envolvida na campanha pelo direito à ordenação episcopal das mulheres, defendeu a posição do arcebispo de Iorque, sublinhando que o prelado "pôs o dedo num assunto que é realmente um assunto vivo para os cristãos e tem sido desde há muitos anos".

"A grande questão é: acreditamos realmente que Deus acredita que os seres humanos masculinos testemunham a sua imagem de modo mais completo e rigoroso do que as mulheres? A resposta é que decididamente não", salientou Christina Rees.

Segundo o jornal The Guardian, o discurso do arcebispo Cottrell causou fortes divisões na assembleia. O conservador Chris Sugden, cónego que lidera a ala mais tradicionalista, questionou: "O arcebispo de Iorque está dizendo que Jesus estava errado? Ou que Jesus não tinha consciência pastoral? Parece emblemático da abordagem de alguns líderes eclesiásticos buscar inspiração na cultura em vez da escritura."


Fonte: Observador via Folha Gospel

quarta-feira, 5 de julho de 2023

O casamento tornou-se descartável na ‘cultura do sexo’, diz atriz cristã



“A reconciliação e o amor sacrificial simplesmente não são bem modelados na cultura atual”, disse Ashley Bratcher.

atriz Ashley Bratcher, que se tornou popular para muitos cristãos quando interpretou uma ex-executiva da Planned Parenthood e passou a ser uma defensora pró-vida no filme “Unplanned”, disse que “o amor se tornou descartável na cultura do sexo”.

Ashley tem 36 anos e agora está trabalhando em “Finding Faith”, seu sétimo projeto com a plataforma de streaming Pure Flix, baseada na fé. O filme, previsto para estrear em novembro, é centrado na história de Victoria, uma colunista cristã cuja vida pessoal virou de cabeça para baixo após a morte de sua mãe, um trauma que coloca sua fé em parafuso.

A personagem de Ashley também lida com dificuldades no casamento que está em ruínas. A atriz diz que essa dura realidade não é bem retratada em muitos filmes da atualidade, conforme disse em entrevista à Faithwire.

Muitas vezes, relacionamentos rompidos causam crises de fé na vida das pessoas. Parte do problema é que a reconciliação e o amor sacrificial simplesmente não são bem modelados na cultura atual”, mencionou a atriz. 

‘O casamento tornou-se algo descartável’

Acho que este é um filme com o qual muitas pessoas serão capazes de se identificar, porque, às vezes, acho que as pessoas esperam, como cristãs, que tudo seja perfeito e não é o caso. Como cristãos, enfrentamos muitas provações em nossas vidas, e é bom ver alguém lutar e redescobrir sua fé”, disse em entrevista. 

Depois de ler o roteiro, a atriz disse que pensou na moderna “cultura do sexo” que denegriu o valor do casamento como Deus o projetou: uma união vitalícia entre um homem e uma mulher.

O casamento tornou-se algo descartável e ver as pessoas aprendendo a lutar é algo que eu queria divulgar, porque não há muitos filmes sobre como reconciliar o casamento”, comentou. 

‘Os filmes impactam a cultura’

A atriz enfatiza que, hoje em dia, é muito seletiva sobre os papéis que assume, já que a indústria cinematográfica não é apenas um veículo de entretenimento, mas uma ferramenta para aumentar a conscientização e até provocar mudanças sociais.

Os filmes, segundo Ashley, “impactam a cultura e atingem as pessoas de uma forma que outras coisas não conseguem atingir”.

Pense nos filmes que você lembra da sua infância e como eles influenciam quem você é hoje”, relacionou. 

Quero ter certeza de que estou divulgando o bem no mundo, e este é um filme sobre casamento que mostra às pessoas a santidade da vida e ajuda a expor a corrupção. Esse é o tipo de filme que eu quero fazer”, concluiu.

Fonte: Guiame

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