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sábado, 11 de abril de 2026

Astronauta Victor Glover da missão Artemis II é cristão e professor da Escola Dominical





Victor Glover, piloto da missão Artemis II da NASA glorifica a Jesus no espaço


O astronauta Victor Glover, piloto da missão Artemis II da NASA, tem chamado atenção não apenas por sua trajetória na exploração espacial, mas também por sua declaração pública de fé.

Em diversas ocasiões, ele destaca que "o maior mandamento é amar a Deus com tudo o que você é", princípio que afirma guiar sua vida pessoal e profissional.

Capitão da Marinha dos Estados Unidos e um dos astronautas mais experientes da atualidade, Glover levou consigo, em sua última viagem ao espaço, itens de valor pessoal e espiritual, como uma Bíblia e fotografias de sua família.

A atitude reforça a importância que a fé exerce em sua rotina, mesmo em ambientes altamente técnicos como o da exploração espacial.
Casado com Dionna e atuante como professor da Escola Bíblica Dominical em sua igreja, o astronauta também é conhecido por integrar sua espiritualidade à sua carreira. Segundo ele, seu objetivo é utilizar os dons e habilidades que possui para servir com excelência, inclusive no avanço das missões espaciais.
A trajetória de Victor Glover tem sido vista como um exemplo de que ciência e fé podem coexistir, inspirando pessoas a buscarem propósito e dedicação em suas áreas de atuação.








sexta-feira, 27 de março de 2026

Parlamentar finlandesa é considerada culpada de “discurso de ódio” por citar a Bíblia





Päivi Räsänen foi condenada por divulgar um panfleto religioso de 2004 com seu posicionamento sobre a homossexualidade à luz da Bíblia.


Na última quinta-feira (26), a parlamentar finlandesa Päivi Räsänen foi considerada culpada de “discurso de ódio” e multada pelo Supremo Tribunal da Finlândia por um panfleto religioso, publicado há mais de 20 anos, no qual expressa seu posicionamento sobre a homossexualidade à luz da Bíblia.

Räsänen, que liderou o Partido Democrata Cristão da Finlândia entre 2004 e 2015 e foi ministra do Interior do país de 2011 a 2015, foi considerada culpada por 3 votos a 2 por “tornar e manter disponível ao público um texto que insulta um grupo”, segundo comunicado da Alliance Defending Freedom (ADF) International. No mesmo julgamento, o bispo Juhana Pohjola também foi considerado culpado pelo mesmo motivo.

Em 2004, ela e Pohjola, da Diocese Evangélica Luterana da Finlândia, publicaram o panfleto intitulado “Homem e Mulher Ele os Criou: Relacionamentos homossexuais desafiam o conceito cristão de humanidade”.

Em determinado trecho, o panfleto afirma que a homossexualidade é um transtorno, o que o tribunal considerou uma opinião que poderia "insultar os homossexuais como grupo com base em sua orientação sexual".

A parlamentar foi condenada por "discurso de ódio" sob uma seção do código penal finlandês intitulada "crimes de guerra e crimes contra a humanidade". Além disso, foi obrigada a pagar uma multa de 1.800 euros, e o tribunal determinou a retirada e proibiu a distribuição de cópias físicas e digitais do panfleto.

Após receber a sentença, Räsänen afirmou: “Estou chocada e profundamente decepcionada com o fato de o tribunal não ter reconhecido meu direito humano fundamental à liberdade de expressão. Defendo os ensinamentos da minha fé cristã e continuarei a defender o meu direito e o de todas as pessoas de compartilhar as suas convicções na esfera pública”.

Estou consultando advogados sobre uma possível apelação ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Não se trata apenas da minha liberdade de expressão, mas da de todas as pessoas na Finlândia. Uma decisão favorável ajudaria a evitar que outras pessoas inocentes passassem pelo mesmo sofrimento simplesmente por compartilharem suas crenças”, acrescentou.

Absolvição por tweet com versículo bíblico

Apesar da condenação pelo panfleto, o Supremo Tribunal da Finlândia manteve, por unanimidade, a absolvição da parlamentar da acusação relacionada a um tweet publicado em 2019, que deu início ao processo, afirmando que ela “justificou sua opinião citando um texto bíblico”.

Médica e avó de 12 netos, Räsänen foi julgada no início de 2022 e novamente em 2023 por expressar suas crenças em um tweet de 2019, que incluía um versículo bíblico, além de um debate em uma rádio no mesmo ano e o panfleto publicado em 2004.  

Após o Ministério Público recorrer pela segunda vez, o Supremo Tribunal, que analisou o caso em outubro de 2025, decidiu sobre duas das três acusações originais: as relacionadas ao tweet e ao panfleto da igreja.

Segundo a ADF International, o Supremo Tribunal não analisou o debate na rádio, pois o Ministério Público não recorreu, mantendo a absolvição nesse caso.

‘Exemplo ultrajante de censura estatal’

O julgamento de Räsänen recebeu grande repercussão global, especialmente depois que a acusação questionou princípios cristãos e interrogou a parlamentar e o bispo sobre sua teologia.

Perante o Tribunal de Apelação, a procuradora-geral finlandesa, Anu Mantila, declarou: "Pode-se citar a Bíblia, mas é a interpretação e a opinião de Räsänen sobre os versículos bíblicos que são criminosas".

No entanto, a defesa jurídica de Räsänen, coordenada pela ADF International, destacou que a liberdade de expressão é amplamente protegida pelo direito internacional e é um dos pilares da democracia finlandesa.

A liberdade de expressão é um pilar da democracia. É correto que o Tribunal tenha absolvido Päivi Räsänen por seu tweet de 2019 com um versículo bíblico. No entanto, a condenação por um simples panfleto religioso publicado décadas atrás – antes mesmo da lei sob a qual ela foi condenada ser promulgada – é um exemplo ultrajante de censura estatal. Esta decisão terá um efeito inibidor severo sobre o direito de todos à liberdade de expressão”, afirmou Paul Coleman, Diretor Executivo da ADF International.

E Kristen Waggoner, CEO, Presidente e Conselheira Jurídica da Alliance Defending Freedom, acrescentou: “Esta decisão é um forte lembrete de que nenhuma democracia está imune à erosão das liberdades fundamentais. Punir a expressão pacífica, especialmente quando baseada em convicções religiosas profundas, mina o próprio fundamento das sociedades livres”.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Barista abre cafeteria para evangelizar clientes no Japão: “A igreja está viva”



Após conhecer Jesus, um japonês abriu a cafeteria para pregar o Evangelho à sua nação.


Durante uma viagem missionária ao Japão, o evangelista brasileiro Luca Martini compartilhou que conheceu uma cafeteria cristã e refletiu sobre a abertura do Evangelho no país.

Em Nagoya, Luca e uma equipe de brasileiros saíram às ruas para pregar Jesus em parceria com uma igreja. Durante a ação, muitas pessoas aceitaram orações e os cristãos tiveram a oportunidade de evangelizar muitos japoneses.

Luca, acompanhado dos evangelistas Davide Grosso e Josué Arcanjo, conheceu a cafeteria "Adam Coffee", que foi fundada por um cristão japonês com o objetivo de pregar o Evangelho aos clientes.

"No meio de uma cidade no Japão, esse irmão encontrou Jesus e abriu um café para torná-Lo conhecido", disse Luca no Instagram.

"Que coisa incrível! Um lugar que ninguém imagina que pode ter alguém pregando o Evangelho, um japonês abriu um café para isso", acrescentou.

Durante uma oração no local, Davide entregou uma palavra de conhecimento para o cristão, confirmando os sonhos missionários que Deus tinha para ele sobre uma escola de baristas para pregar o Evangelho no país: 

"É exatamente o que ele está passando, o que ele está vivendo. Só que não estava conseguindo começar: 'Pode começar, vai dar certo'".

'Façam tudo para a glória de Deus'

Em seguida, Luca encorajou: "Desde o início, sabíamos que essa missão também seria sobre encorajar os nossos irmãos a não desistirem, e aqui vimos isso acontecer diante dos nossos olhos. Um café. Um missionário para este tempo. Jesus ama o Japão!".

Para os cristãos no Brasil, ele disse: "Sua profissão em uma outra cultura, em uma outra cidade, pode ser usada para a glória de Deus. Isso a gente está vendo acontecer. São os missionários modernos que estão dentro da sociedade para pregar o Evangelho por meio do café, ensinando o povo".

O vídeo publicado na última sexta-feira (17) viralizou nas redes sociais. Deltan Dalagnol, ex-coordenador da Operação Lava Jato e deputado Federal mais votado do Paraná, também compartilhou o vídeo e refletiu na passagem bíblica em Colossenses 3:17, que diz:

"E tudo o que fizerem, seja em palavra ou ação, façam em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai"

Em seguida, ele afirmou: "Há quem pregue do púlpito e há quem pregue no hospital, no escritório, na sala de aula, nas redes sociais ou atrás de um balcão. Que nosso trabalho possa ser o nosso ministério, nossa profissão, o nosso púlpito".

'A igreja está viva no Japão'

Luca é o fundador do ministério Overmission e congrega na Imprint Church em Londres, Inglaterra.

No Japão, ele e sua equipe testemunharam milagres, pessoas abertas a ouvir sobre Jesus e a manifestação do poder de Deus por meio de diferentes estratégias de evangelização.

Em um culto, uma mulher foi curada e os nódulos do seu corpo sumiram após uma oração. Um jovem chamado Davi de 16 anos que luta jiu jitsu no país machucou o pulso direito em um campeonato e também foi curado. 

Nas ruas, uma mulher que vinha de um quadro depressivo contou que voltou a sentir paz em seu coração após ouvir o Evangelho e receber uma oração.

O Japão possui uma cultura muito fechada e sofre com alto índice de suicídio devido a uma cultura de não expressar afeto, nem mesmo entre a própria família.

"Sempre ouvimos por aí que qualquer país de primeiro mundo é frio, difícil de pregar. Mas, por experiência própria, o mundo é frio. O problema nunca foi o mundo ser frio, o problema é quando a igreja se esfria", declarou Luca.

E continuou: "É verdade, em lugares como a Europa, o Japão e tantos outros, no passado a igreja parece ter perdido o fogo. Os números mostram isso, com o declínio de cristãos. Mas, deixa eu te dizer uma coisa: há vida! Temos encontrado cristãos vivos nesses lugares".

Luca contou que os jovens da igreja no Japão também saíram às ruas para evangelizar. E para ele, esse é "o maior sinal de uma igreja viva: uma igreja que evangeliza". 

Durante a semana, parte do prédio desta igreja funciona como um café para alcançar a população: "Sim, existe um mundo frio. Mas eu acredito que não por muito tempo. Porque a igreja no Japão está viva. E Jesus é o Cabeça da Igreja que vive".

"Uma igreja brasileira pode, sim, impactar as nações. O que estamos testemunhando no Japão é o cumprimento das promessas que Deus derramou sobre o Brasil, de que seríamos uma nação missionária. Mesmo longe de casa, podemos tocar gerações, transformar comunidades e trabalhar pela unidade do corpo de Cristo. Se você faz parte de uma igreja brasileira em outra nação, saiba: Deus te plantou aí por um propósito. Você foi chamado para impactar essa terra. E sim, você pode! Deus é conosco", concluiu Luca.

Fonte: Guiame

Criança viraliza ao pregar sobre a salvação: ‘O inferno é pago, o Céu é de graça’



Em uma conversa com a tia, Antony falou sobre o Céu e emocionou ao lembrar que a salvação é gratuita.


Um menino emocionou as redes sociais ao conversar com a tia sobre o Evangelho. Na ocasião, ele explicou sobre a salvação em Cristo e afirmou que o acesso ao Céu está disponível gratuitamente para todos.

Luana Ferreira compartilhou um vídeo do momento em que visitou o sobrinho Antony e foi recebida com a pergunta: 

"Tia, é mais fácil ir para o Céu ou pro inferno?". E ela respondeu: "Eu acho que é ir para o inferno".

Nesse momento, o menino a leva a refletir: "Para ir para a balada, precisa de dinheiro ou não? Para beber, precisa de dinheiro ou não?".

A tia concordou que, para ter acesso a essas coisas, é preciso pagar algum valor.

Então, Antony perguntou: "E para ir para o Céu, para a igreja, precisa de dinheiro ou não?".

"Não, é só ir", disse a tia. E ele continuou: "A salvação de Jesus, precisa de dinheiro ou não?".

"Não, Ele já nos deu de graça", declarou Luana. "Então, para quê ir para o inferno pagando, se para o Céu é de graça?", concluiu o menino.

Segundo Luana, Antony vem refletindo sobre o acesso ao Céu há dias. O menino, que é criado em um lar cristão, emocionou milhares de internautas nas redes sociais com sua reflexão.

"Deus abençoe, ilumine e continue assim servindo a Jesus", disse uma mulher.

E outra acrescentou: "Que lindo! Deus continue abençoando você pequeno, grande pregador".

Encorajamento aos pais

Recentemente, a missionária Lívia Bember alertou os pais sobre investirem na vida espiritual dos filhos após seu filho mais velho, Sun, orar por uma idosa que foi curada: "Nós acreditamos no que ele carrega. E, mais do que isso, somos intencionais em cultivar o que ele carrega. Porque dons não amadurecem sozinhos, e a sensibilidade espiritual de uma criança precisa ser guiada com amor, verdade e presença. Eu tive isso, e mudou a forma como enxergo tudo até hoje". 

"Como pais, entendemos que não queremos apenas filhos comportados, mas queremos filhos cheios de Deus. Queremos ser guardiões do fogo que o Espírito acende neles, ajudando a discernir, compreender e principalmente, a permanecer".

E continuou: "O Espírito Santo não tem tamanho nem idade. O mesmo Espírito que cura, consola e transforma em nós é o mesmo que habita neles". 

"Creio que se nos movermos e abrirmos os nossos olhos, veremos o Espírito Santo se mover entre as crianças, despertando nelas uma sensibilidade e uma autoridade espiritual que não vem da idade, mas da presença. A fé de uma criança desarma o céu. Enquanto nós tentamos entender, elas simplesmente acreditam. E é nesse lugar que os milagres acontecem. Ver meu filho orar não é apenas ver uma criança falando com Deus, é ver o Reino florescendo dentro de casa. Não existe Espírito Santo mirim", concluiu.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Pastor perseguido no Paquistão encoraja cristãos do Brasil: ‘Usem sua liberdade para Deus’



Shamshad Masih sobreviveu a diversas tentativas de assassinatos no Paquistão. Em meio à perseguição, ele segue pregando o Evangelho.


Espancado nas ruas de Karachi, ameaçado de ter as pernas amputadas e preso por pregar o Evangelho, um pastor e missionário paquistanês testemunha como a mão de Deus o livrou da morte e o manteve firme em seu chamado, mesmo sob intensa perseguição religiosa.

Shamshad Masih* nasceu na década de 1980 em uma vila no Paquistão. Apesar de se considerarem cristãos, seus pais ainda seguiam muitos costumes e tradições islâmicas. Por isso, aos cinco anos, ele foi enviado a uma mesquita para começar a educação religiosa. 

"À medida que fui crescendo, comecei a buscar a verdade e o amor genuíno. Durante essa busca, um pastor visitou nossa vila e compartilhou a Palavra de Deus, com foco em João 3:16. Sua mensagem me tocou profundamente. Eu desejava intensamente receber Jesus Cristo como meu Salvador pessoal, mas não sabia como — não havia igreja em nossa vila, apenas mesquitas", disse ele ao Guiame.

Nessa época ele permaneceu orando em segredo e ansiando por conhecer Jesus. Então, no dia 14 de outubro de 1992, ele testemunhou:

"Aceitei Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador pessoal e fui batizado. Iniciei minha jornada compartilhando o Evangelho com minha família e depois estendi minha missão para a comunidade em geral", contou ele.

Em 1996, Shamshad se juntou à equipe da Operação Mobilização (OM), se dedicando a pregar o Evangelho por todo o país. 

Livramentos

No ano seguinte, enquanto seguia seu chamado evangelístico, Shamshad testemunhou que a decisão de seguir a Cristo no país quase lhe custou a vida. 

Ele se tornou alvo de extremistas religiosos e sobreviveu a diversas tentativas de assassinato:

"Enquanto pregava nas ruas de Karachi, fui violentamente atacado por uma multidão. Fui severamente espancado e colocado em uma tábua de madeira, enquanto se preparavam para amputar minhas pernas. Naquele momento, testemunhei a mão milagrosa de Deus me livrar. Apesar da intensa perseguição, permaneci firme em meu chamado".

Em outra ocasião, ele contou: "Enquanto ministrava em Faisalabad, fui trancado dentro de uma loja por extremistas locais. Mais uma vez, Deus interveio e me resgatou".

"Em todas as provações, Deus tem sido fiel. Continuo a servi-lo com paixão e compromisso, lutando para levar a mensagem da salvação a todas as pessoas que posso alcançar", acrescentou.

Em 1998, enquanto ministrava em Abbottabad, Shamshad foi abordado por um grupo de pessoas que pareciam curiosas e acolhedoras. Porém, era uma armadilha:

"Eles me entregaram às autoridades e fui jogado na prisão, onde permaneci por vários dias sem comida, nem água. Foi um tempo escuro e doloroso, mas a presença de Deus nunca me deixou. Esse incidente foi apenas uma das muitas perseguições que sofri por causa do Evangelho — tantas que seria impossível contar todas aqui".

'Continuamos a servi-Lo com ousadia'

Em 2002, Shamshad se casou com Rubina* e juntos, abraçaram o chamado evangelístico no Paquistão. O casal tem três filhos e uma filha, que também ajudam no ministério enquanto continuam seus estudos.

"Viver neste país traz desafios diários. Não é fácil seguir a Cristo aqui. Ataques a igrejas cristãs, lojas e casas não são novidade — são uma realidade diária", destacou ele. 

E continuou: "Vivemos em um ambiente onde simplesmente falar ou escrever sobre nossa fé pode colocar nossas vidas em risco. E, mesmo assim, pela graça de Deus, continuamos a servi-Lo com ousadia".

Em 2010, a família começou a servir em parceria com a Missão Doulos, fortalecendo ainda mais seu ministério e ampliando o alcance do Evangelho no país.

"Hoje, alcançamos quase 1.000 crianças todos os meses por meio de nossos programas de evangelismo — levando esperança, amor e a verdade de Cristo. Também atuamos ativamente no plantio de igrejas (plantamos 10 igrejas nos últimos anos) e formação de discípulos, viajando para diferentes cidades para espalhar o Evangelho", contou o pastor.

Crianças na escola fundada pela missão.

(Foto: Arquivo pessoal cedido ao Guiame)

Inspirado pela rejeição que enfrentou na infância, ele teve a ideia de fundar uma escola onde crianças da comunidade pudessem aprender em um ambiente seguro, amoroso e centrado em Cristo. 

"Esse sonho se tornou realidade em 2005, quando registramos nossa própria escola. Hoje, mais de 300 crianças carentes recebem uma educação de qualidade lá. Nos últimos 20 anos, mais de 3.000 crianças pobres se formaram na escola", afirmou ele.

'Essa é a realidade de inúmeras famílias'

Apesar do avanço do ministério, o pastor destacou: "Ainda há inúmeras vidas esperando para serem tocadas pelo Evangelho e estamos comprometidos em alcançá-las. Todos os dias enfrentamos incertezas, mas seguimos em frente, porque fomos chamados, porque fomos escolhidos e porque a graça de Deus nos basta".

Segundo Shamshad, no Paquistão, a grande maioria dos cristãos trabalha em condições extremamente difíceis — servindo como faxineiros de clínicas, trabalhadores de olarias, operários de fábricas e trabalhadores braçais. 

"Pouquíssimos têm oportunidade ou recursos para abrir seus próprios negócios. E para os que conseguem, seus esforços estão constantemente sob ameaça. Multidões frequentemente atacam lojas de cristãos e até vender comida se torna impossível. Muitas pessoas se recusam a comprar deles apenas por serem cristãos, considerados ‘impuros’ pelo preconceito social. Essa é a realidade diária de inúmeras famílias em nossa comunidade", explicou ele.

Contraste com a Igreja Brasileira

Sobre os cristãos no Brasil, Shamshad disse: "Vocês, por outro lado, são incrivelmente privilegiados por viverem em um lugar onde podem adorar livremente, servir a Deus abertamente e ajudar os necessitados sem medo. Vocês estão posicionados não apenas para desfrutar dessas liberdades, mas para usá-las para a glória de Deus — e para o bem daqueles que sofrem em silêncio".

E continuou: "Suas orações, sua compaixão e seu apoio financeiro podem trazer luz e esperança àqueles que vivem nas trevas. Vocês podem ajudar a transformar vidas, elevar comunidades e avançar o Reino de Deus em lugares onde é mais difícil fazê-lo".

O pastor destacou que tem orgulho de que o Brasil é uma das nações que mais envia missionários no mundo: 

Igreja no Paquistão. (Foto: Arquivo pessoal cedido ao Guiame)

"De seu solo, Deus levantou inúmeros homens e mulheres que têm levado o Evangelho até os confins da terra — muitas vezes aos lugares mais difíceis e sombrios. O coração missionário de vocês, sua ousadia na fé e sua disposição para ir onde outros não vão, são um testemunho do poder vivo de Cristo em seu meio".

"Estar com vocês, compartilhar comunhão com vocês e caminhar juntos na obra de Deus não é apenas uma honra — é um momento sagrado para nossa igreja. A presença de vocês entre nós não é algo comum. É um lembrete de que a igreja global é um só corpo, unida por um só Espírito, com um só propósito: glorificar a Jesus e alcançar os perdidos. Vocês não são apenas visitantes. São vasos — enviados por Deus, ungidos para um tempo como este", acrescentou. 

Por fim, ele encorajou a Igreja brasileira e os abençoou: "Sejam encorajados, amados irmãos e irmãs. Sua obediência está dando frutos, mesmo em lugares que talvez nunca vejam com seus olhos. E seu sacrifício não é esquecido pelo céu. Continuem firmes, pois grande é a sua recompensa — e grande é o impacto de uma igreja que escolhe ir".

*Nomes alterados por motivo de segurança.

Fonte: Guiame


quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Israel e Hamas assinam acordo de paz; presidente israelense cita profecia de Jeremias



Após 2 anos de conflito, Israel e Hamas firmam a 1ª fase do acordo de paz que cessar-fogo prevê libertação de reféns.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (8) que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do acordo de paz para a Faixa de Gaza, que pode representar um passo decisivo rumo ao fim do conflito na região.

Segundo Trump, após intensas negociações no Egito, Israel e o Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz proposto pelos EUA.

"Isso significa que todos os reféns serão libertados muito em breve, e Israel vai retirar suas tropas até uma linha acordada", informou Trump ao anunciar o acordo nas redes sociais.

Ele também destacou que "todas as partes" seriam tratadas de forma justa e descreveu o pacto como "os primeiros passos rumo à paz duradoura".

Para Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, o momento foi "um grande dia para Israel". Ele observou que seu governo se reunirá nesta quinta-feira (9) para aprovar o acordo e "trazer todos os nossos queridos reféns de volta para casa".

Já o Hamas, ao confirmar o anúncio, afirmou que o pacto "encerra a guerra em Gaza, garante a retirada completa das forças de ocupação, permite a entrada de ajuda humanitária e estabelece uma troca de prisioneiros".

Após a divulgação da notícia, Isaac Herzog, presidente de Israel, compartilhou no X: “Neste momento, o coração de Israel bate em uníssono com o dos reféns e suas famílias”.

Em seguida, o presidente citou a passagem bíblica descrita no livro de ‭‭Jeremias‬ ‭31‬:‭16‬-‭17‬, que diz: “Assim diz o Senhor: ‘Reprima a sua voz de choro e enxugue as lágrimas de seus olhos, porque o seu trabalho será recompensado’, diz o Senhor; ‘pois os seus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o seu futuro’, diz o Senhor, ‘porque os seus filhos voltarão para a sua própria terra.’”

E destacou: “Eles retornarão da terra do inimigo e os filhos retornarão às suas fronteiras”.

O anúncio ocorre dois anos e dois dias após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar contra o grupo na Faixa de Gaza.

Entenda o acordado

Conforme a BBC News, o que foi firmado corresponde à primeira fase de um plano de paz anunciado pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, na última semana, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Desta vez, Trump teria demonstrado forte determinação em avançar com o acordo, utilizando a influência dos Estados Unidos para impulsionar o processo e garantir o envolvimento de todas as partes.

O Hamas também enfrentou intensa pressão internacional. Países árabes e muçulmanos manifestaram apoio à proposta americana, e as negociações contaram com a participação ativa do Egito, Catar e Turquia.

Como Israel e o Hamas não mantêm contato direto, as tratativas foram mediadas pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, pelo genro de Trump, Jared Kushner, e por representantes dos países envolvidos.

Próximos passos

Nesta quinta-feira (9), o governo de Israel deve votar o acordo. Caso seja aprovado, Israel iniciará a retirada gradual de suas tropas da Faixa de Gaza até a área definida no entendimento, segundo informou um alto funcionário da Casa Branca à emissora CBS News.

Ainda conforme a fonte, a retirada militar deve ocorrer em até 24 horas. Após essa etapa, começará uma contagem de 72 horas para que os terroristas do Hamas liberte os reféns que permanecem em cativeiro.

A expectativa é que a libertação dos primeiros reféns comece já na próxima segunda-feira (13).

Segundo o Canal 12 de Israel, em publicação no X (antigo Twitter), o presidente Donald Trump deve desembarcar em Israel no próximo domingo (12), a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para realizar um discurso no Parlamento israelense (Knesset).

A reação do público a primeira fase do acordo de paz

Parentes de reféns israelenses receberam o anúncio do acordo com esperança e aprovação. Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos no conflito e ainda aguarda a devolução do corpo de seu irmão, Yossi, retido pelo Hamas, compartilhou: “Alegria imensa, mal posso esperar para ver todos em casa”.

A mãe do refém Nimrod Cohen também expressou emoção nas redes sociais: “Meu filho, você está voltando para casa”.

Na Faixa de Gaza, houve comemorações após o anúncio. "Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes", disse Abdul Majeed abd Rabbo, morador da cidade de Khan Younis, no sul do território, à agência de notícias Reuters.

E acrescentou: “Não sou o único feliz; toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue”.

Líderes internacionais também manifestaram apoio. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o acordo como “um passo muito necessário rumo à paz” e pediu que todas as partes “respeitem os termos do plano”.

No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares demonstraram cauteloso otimismo. “O primeiro passo foi dado, e todas as partes precisam garantir que isso leve a um fim duradouro da guerra”, declarou o senador Chris Coons, do Partido Democrata, em publicação no X.

O senador James Risch, do Partido Republicano e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, considerou o acordo bem-vindo e afirmou que aguarda conhecer os detalhes do plano.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Médico cristão é proibido de exercer a profissão por expressar opinião sobre ideologia de gênero


O partido cristão Família Primeiro critica o governo por “impor uniformidade ideológica e esmagar a dissidência” em uma “grave injustiça, um ataque frontal à liberdade de expressão”


O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (VCAT) considerou o médico cristão Dr. Jereth Kok culpado de má conduta profissional por expressar publicamente suas opiniões . Especificamente, por suas postagens críticas ao aborto, à ideologia de gênero e às políticas da COVID-19 ao longo de um período de 12 anos nas redes sociais e na mídia.

O Dr. Kok, que atuava em uma clínica no subúrbio de Melbourne, foi suspenso pelo Conselho Médico da Austrália em agosto de 2019 após reclamações anônimas sobre sua atividade nas redes sociais desde 2010.

Mais de seis anos depois, na semana passada, o VCAT confirmou a suspensão do Dr. Kok, concluindo que 54 das 85 supostas violações constituíam má conduta segundo a Lei Nacional de Profissionais de Saúde (Victoria) de 2009.

O Tribunal determinou que essas 54 postagens constituíam má conduta, apesar de abordarem questões políticas e religiosas, muitas vezes em tom irônico ou satírico, e sem qualquer conexão ou impacto no atendimento ao paciente, o que eles reconheceram ser inquestionável.

A decisão estabelece um precedente preocupante para a liberdade de expressão na Austrália, especialmente para profissionais de fé cristã ou conservadora. O Tribunal considerou, mas deu pouca importância, às proteções constitucionais ou à liberdade de expressão.

Confirma ainda que órgãos reguladores como a AHPRA e o Conselho Médico têm o poder de disciplinar profissionais não apenas por sua prática clínica, mas também por expressarem visões sociais ou morais impopulares, mesmo em caráter privado. Para profissionais cristãos, e de fato para qualquer profissional que tenha opiniões fora da corrente principal progressista, as implicações são graves.

As ramificações dessa decisão se estendem a todos os australianos, especialmente aqueles que trabalham em uma profissão regulamentada, que veem sua liberdade de expressão de opiniões pessoais, políticas e religiosas ameaçada por instituições reguladoras e pelo governo.

O partido político cristão Family First condenou a decisão, descrevendo-a como uma "grave injustiça e um ataque assustador à liberdade de expressão. Isso não é justiça, isso não é australiano. Isso é o ‘ministério da verdade’ de Victoria impondo conformidade ideológica e reprimindo a dissidência".

A Family First disse que lutaria para revogar "leis semelhantes contra a liberdade de expressão" em todos os estados e apresentaria candidatos nas próximas eleições na Austrália do Sul, Victoria e Nova Gales do Sul.

Declarações do Dr. Kok

O Dr. Kok admitiu que parte da linguagem usada em suas publicações era "lamentável" e que, após reflexão, não a usaria novamente, mas nega que a expressão de suas opiniões constitua má conduta profissional.

O Dr. Kok disse ao tribunal que acreditava que "a Bíblia ensina muito claramente que a conduta homossexual, que inclui atividades e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, é imoral" e que "a Bíblia obriga os cristãos a se absterem de toda conduta imoral, incluindo a conduta homossexual".

Ele acrescentou: : "Prestei atendimento a muitos pacientes gays e lésbicas sem revelar minhas opiniões pessoais", disse ele em seu depoimento, e "isso não foi mais difícil para mim do que prestar atendimento sem julgamentos a pacientes heterossexuais que tinham casos extraconjugais (dos quais eu pessoalmente desaprovo) ou até mesmo a criminosos condenados".

Algumas das publicações condenadas

Uma publicação que colocou o Dr. Kok em maus lençóis foi um artigo satírico do site cristão conservador americano Babylon Bee, intitulado "Em vez da guerra tradicional, os militares chineses agora serão treinados para gritar pronomes incorretos para as tropas americanas". O VCAT considerou a publicação, compartilhada pelo Dr. Kok, "inconsistente" com o Código de Conduta do Conselho Médico, pois "não respeitava nem era sensível à diversidade de gênero".

Outra publicação ofensiva foi um artigo escrito pelo Dr. Kok que abordava a ideologia transgênero de uma perspectiva cristã, o que o Tribunal considerou "degradante, desrespeitoso e desdenhoso para com as pessoas LGBTQI+". Em várias publicações sobre o tema da disforia de gênero, Kok descreveu a cirurgia transgênero como "massacre médico" e "mutilação genital".

Em outras publicações, o Dr. Kok criticou o aborto , descrevendo-o como "matança de bebês" e "assassinato de bebês" e referindo-se aos médicos envolvidos na prática como "açougueiros" e "assassinos em série".

O Dr. Kok disse ao tribunal que "acredito que a vida e a personalidade começam na concepção" e "abomino a maneira como nossa sociedade obscurece a verdade sobre o aborto por meio do uso de eufemismos enganosos". Mas o VCAT concluiu que eles denegriram, degradaram e difamaram médicos que oferecem tratamento abortivo a pacientes.

O VCAT descobriu que o Dr. Kok também "expressou sentimentos violentos e fez declarações depreciativas" em relação a grupos raciais e religiosos, apesar de reconhecer que vários deles podem ter sido "interpretados pelo Dr. Kok de maneira humorística".


Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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