Mostrando postagens com marcador Ideologia de Gênero. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ideologia de Gênero. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Médico cristão é proibido de exercer a profissão por expressar opinião sobre ideologia de gênero


O partido cristão Família Primeiro critica o governo por “impor uniformidade ideológica e esmagar a dissidência” em uma “grave injustiça, um ataque frontal à liberdade de expressão”


O Tribunal Civil e Administrativo de Victoria (VCAT) considerou o médico cristão Dr. Jereth Kok culpado de má conduta profissional por expressar publicamente suas opiniões . Especificamente, por suas postagens críticas ao aborto, à ideologia de gênero e às políticas da COVID-19 ao longo de um período de 12 anos nas redes sociais e na mídia.

O Dr. Kok, que atuava em uma clínica no subúrbio de Melbourne, foi suspenso pelo Conselho Médico da Austrália em agosto de 2019 após reclamações anônimas sobre sua atividade nas redes sociais desde 2010.

Mais de seis anos depois, na semana passada, o VCAT confirmou a suspensão do Dr. Kok, concluindo que 54 das 85 supostas violações constituíam má conduta segundo a Lei Nacional de Profissionais de Saúde (Victoria) de 2009.

O Tribunal determinou que essas 54 postagens constituíam má conduta, apesar de abordarem questões políticas e religiosas, muitas vezes em tom irônico ou satírico, e sem qualquer conexão ou impacto no atendimento ao paciente, o que eles reconheceram ser inquestionável.

A decisão estabelece um precedente preocupante para a liberdade de expressão na Austrália, especialmente para profissionais de fé cristã ou conservadora. O Tribunal considerou, mas deu pouca importância, às proteções constitucionais ou à liberdade de expressão.

Confirma ainda que órgãos reguladores como a AHPRA e o Conselho Médico têm o poder de disciplinar profissionais não apenas por sua prática clínica, mas também por expressarem visões sociais ou morais impopulares, mesmo em caráter privado. Para profissionais cristãos, e de fato para qualquer profissional que tenha opiniões fora da corrente principal progressista, as implicações são graves.

As ramificações dessa decisão se estendem a todos os australianos, especialmente aqueles que trabalham em uma profissão regulamentada, que veem sua liberdade de expressão de opiniões pessoais, políticas e religiosas ameaçada por instituições reguladoras e pelo governo.

O partido político cristão Family First condenou a decisão, descrevendo-a como uma "grave injustiça e um ataque assustador à liberdade de expressão. Isso não é justiça, isso não é australiano. Isso é o ‘ministério da verdade’ de Victoria impondo conformidade ideológica e reprimindo a dissidência".

A Family First disse que lutaria para revogar "leis semelhantes contra a liberdade de expressão" em todos os estados e apresentaria candidatos nas próximas eleições na Austrália do Sul, Victoria e Nova Gales do Sul.

Declarações do Dr. Kok

O Dr. Kok admitiu que parte da linguagem usada em suas publicações era "lamentável" e que, após reflexão, não a usaria novamente, mas nega que a expressão de suas opiniões constitua má conduta profissional.

O Dr. Kok disse ao tribunal que acreditava que "a Bíblia ensina muito claramente que a conduta homossexual, que inclui atividades e relacionamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, é imoral" e que "a Bíblia obriga os cristãos a se absterem de toda conduta imoral, incluindo a conduta homossexual".

Ele acrescentou: : "Prestei atendimento a muitos pacientes gays e lésbicas sem revelar minhas opiniões pessoais", disse ele em seu depoimento, e "isso não foi mais difícil para mim do que prestar atendimento sem julgamentos a pacientes heterossexuais que tinham casos extraconjugais (dos quais eu pessoalmente desaprovo) ou até mesmo a criminosos condenados".

Algumas das publicações condenadas

Uma publicação que colocou o Dr. Kok em maus lençóis foi um artigo satírico do site cristão conservador americano Babylon Bee, intitulado "Em vez da guerra tradicional, os militares chineses agora serão treinados para gritar pronomes incorretos para as tropas americanas". O VCAT considerou a publicação, compartilhada pelo Dr. Kok, "inconsistente" com o Código de Conduta do Conselho Médico, pois "não respeitava nem era sensível à diversidade de gênero".

Outra publicação ofensiva foi um artigo escrito pelo Dr. Kok que abordava a ideologia transgênero de uma perspectiva cristã, o que o Tribunal considerou "degradante, desrespeitoso e desdenhoso para com as pessoas LGBTQI+". Em várias publicações sobre o tema da disforia de gênero, Kok descreveu a cirurgia transgênero como "massacre médico" e "mutilação genital".

Em outras publicações, o Dr. Kok criticou o aborto , descrevendo-o como "matança de bebês" e "assassinato de bebês" e referindo-se aos médicos envolvidos na prática como "açougueiros" e "assassinos em série".

O Dr. Kok disse ao tribunal que "acredito que a vida e a personalidade começam na concepção" e "abomino a maneira como nossa sociedade obscurece a verdade sobre o aborto por meio do uso de eufemismos enganosos". Mas o VCAT concluiu que eles denegriram, degradaram e difamaram médicos que oferecem tratamento abortivo a pacientes.

O VCAT descobriu que o Dr. Kok também "expressou sentimentos violentos e fez declarações depreciativas" em relação a grupos raciais e religiosos, apesar de reconhecer que vários deles podem ter sido "interpretados pelo Dr. Kok de maneira humorística".


Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

quarta-feira, 6 de março de 2024

Papa afirma que “ideologia de gênero” ameaça humanidade



Francisco participou de reunião sobre a antropologia cristã, o pluralismo, o diálogo entre culturas e o futuro do cristianismo


Durante a conferência “Homem-Mulher: imagem de Deus”, na última sexta-feira (1), o papa Francisco se referiu à “ideologia de gênero” como uma ameaça para a humanidade, afirmando que ela “anula as diferenças” entre homens e mulheres.

Hoje, o perigo mais feio é a ‘ideologia de gênero’, que anula as diferenças. Pedi para fazer estudos sobre essa ideologia ruim do nosso tempo, que apaga as diferenças e torna tudo igual. Cancelar a diferença é cancelar a humanidade“, declarou o pontífice.

O encontro internacional reuniu estudiosos, filósofos, teólogos e pedagogos, afim de refletir sobre a antropologia cristã, o pluralismo, o diálogo entre culturas e o futuro do cristianismo.


Com informações Poder 360 via CPAD News


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Lei que proíbe uso de linguagem neutra passa a valer em BH




A nova legislação foi proposta pelo então vereador e atual deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).


O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (sem partido), promulgou uma lei que proíbe o uso de linguagem neutra nas escolas da capital de Minas Gerais. A legislação foi publicada na edição deste sábado (19) do Diário Oficial do Município (DOM) e, portanto, já está em vigor.

A linguagem neutra propõe o uso do "e" ou "u" como gênero neutro em substituição aos masculinos e femininos "o" e "a", numa tentativa de tornar a língua, de acordo com movimentos LGBTQIA+, mais "inclusiva". Alguns dos exemplos dessa utilização são as palavras "menine" (em vez de menino ou menina), "todes" (em vez de todos ou todas) e "elu" (em vez de ela ou ele).

Segundo o texto publicado, a violação da nova lei poderá acarretar sanções administrativas às instituições de ensino público e privado de Belo Horizonte. Detalhes de como será feita essa punição, contudo, ainda deverão ser definidos por meio de decreto.

A nova legislação foi proposta pelo então vereador e atual deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Depois de aprovada pelo Legislativo municipal em abril deste ano, o texto chegou a ser vetado pelo prefeito Fuad Noman (PSD). A Câmara Municipal, porém, derrubou o veto ao projeto no início de agosto.

"Em BH, não tem mais Elu e Todes. A Língua Portuguesa será respeitada. Que a minha lei seja exemplo pra todo Brasil", escreveu Nikolas Ferreira no Twitter.

Rondônia também teve uma lei que proibia a linguagem neutra em instituições de ensino e editais de concursos públicos. A legislação foi promulgada em 2021, mas foi suspensa logo em seguida pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em fevereiro deste ano, o Plenário da Corte declarou inconstitucional o texto ao entender que a norma viola a competência legislativa da União.

"No âmbito da competência concorrente, cabe à União estabelecer regras minimamente homogêneas em todo território nacional", ressaltou Fachin, o relator.

Fonte: Pleno News via Folha Gospel

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Líder pró-família é condenado por chamar congressista “trans” de “homem”, no México



Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família, deve pagar uma quantia em dinheiro e publicar diariamente um pedido de desculpas durante um mês.


A Câmara Superior do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) do México ratificou a sentença contra Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família (FNF), por dizer que Salma Luévano, deputada pelo partido governista Morena, é "um homem que se identifica como mulher".

Esta é a última instância judicial mexicana a que pode recorrer Cortés, que no passado avisou que levaria seu caso perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com assistência jurídica da organização ADF International.

A sentença inclui multa de 19.244 pesos mexicanos (cerca de US$ 1.135 ) e a obrigatoriedade de Cortés publicar diariamente, por 30 dias, a decisão e o pedido de desculpas que vem sendo elaborado pelo TEPJF.

O líder da defesa da vida, família e liberdades fundamentais no México também é obrigado a fazer um curso sobre "violência política de gênero" e seu nome será registrado no Registro Nacional de Pessoas Sancionadas em Matéria Política contra Mulheres por Razão de Gênero.

Salma Luévano, de 55 anos, ingressou na Câmara dos Deputados do Congresso da União, órgão legislativo federal do México, pelas mãos do partido Morena, liderado pelo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, após as eleições de meio de mandato de 2021.

Luévano promoveu a denúncia contra Rodrigo Iván Cortés e a FNF após receber críticas por comparecer, em 21 de setembro de 2022, com trajes semelhantes aos de um bispo na Câmara dos Deputados, para apresentar um projeto legislativo que, segundo indicou, busca fazer com que líderes religiosos, incluindo bispos e padres, "vejam a razão" para conter o que chamou de "discurso de ódio".

Em resposta, a Frente Nacional pela Família e a plataforma Iniciativa Ciudadana denunciaram através das redes sociais que "a deputada transexual Salma Luévano" com seu ato "insulta não só os crentes de uma religião, mas insulta todo o cristianismo".

Por sua vez, Rodrigo Iván Cortés afirmou, em um vídeo, que Luévano é "um homem que se descreve como mulher, que exige respeito, mas exatamente o que pede, não dá; pede o que não dá, com tremendo desrespeito".

Não é a primeira vez que a Câmara Superior do TEPJF falha dessa forma. Em meses anteriores, sentença semelhante recaiu sobre o deputado federal Gabriel Quadri, do opositor Partido Ação Nacional (PAN), que criticou em suas redes sociais que pessoas "trans" ocupam os espaços reservados às mulheres no Congresso da União, o órgão federal legislativo do México.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Arrependidas, jovens processam médicos por induzi-las à ‘mudar de sexo’


Não é mais novidade que o número de jovens arrependidos pela decisão de "mudar de sexo" tem crescido exponencialmente, conforme o GospelMais vem relatando nos últimos anos. Alguns deles, agora, resolveram buscar na Justiça a responsabilização das pessoas envolvidas nisso.

É o caso, por exemplo, de Michelle Zacchigna, que assim como muitos, sofria com problemas de ordem emocional, o que envolvia insegurança, ansiedade e depressão ainda na infância.

Ao procurar ajuda médica, em vez de ter sido direcionada corretamente para tratamento psicológico, onde profissionais sérios e cientificamente comprometidos poderiam lhe ajudar, ela acabou sendo induzida a se enxergar como uma pessoa "trans".

Segundo o processo aberto por Michelle, ela começou a ingerir hormônios masculinos em 2010, após fazer uma consulta de 1 hora com um psiquiatra. Em 2012, a jovem já havia feito mastectomia, retirando os dois seios.

Em 2018, mesmo já sofrendo com os danos colaterais físicos e emocionais do "tratamento" hormonal, como por exemplo o ganho de 35kg de peso, Michelle também retirou o seu útero, achando que quanto mais mudasse a estética do seu corpo, mais poderia se sentir melhor.

"A disforia de gênero não foi realmente abordada em minha avaliação. Como tal, continuei a me identificar como transgênero – embora como não binário naquela época. Em minha mente, como já havia feito mudanças permanentes em meu corpo e percebi que sempre seria vista como 'estranha', pensei que eu poderia muito bem continuar", disse ela.

Engano e prejuízos

Michelle, contudo, entendeu que havia cometido um erro ao acreditar que é possível "mudar de sexo", algo que é biologicamente impossível, apesar de propagado como narrativa pelos defensores da ideologia de gênero.

"Não é tão fácil admitir para si mesma que você passou uma década de sua vida cometendo um erro. É ainda mais difícil admitir isso para todos os outros", disse ela, segundo o Christian Post.

Outras jovens arrependidas pela ideia de "mudar de sexo", como Chloe Cole e Soren Aldaco, também entraram na Justiça para processar os profissionais de saúde que as atenderam.

O caso Aldaco, hoje com 21 anos, não é muito diferente do anterior, pois ela relata que também foi induzida a se enxergar como "trans", quando na verdade passava por problemas de ordem emocional quanto à própria imagem e autoestima, por volta dos 15 anos.

A jovem também ingeriu hormônios masculinos e fez alterações estéticas em seu corpo. "Quando suas complicações pós-cirúrgicas de emergência surgiram, Soren imediatamente procurou o Dr. Santucci, que minimizou suas horríveis complicações e insistiu com ela que as complicações eram 'normais'", diz o processo.

Este são alguns casos de jovens arrependidos pela decisão de "mudar de sexo", os quais servem de alerta aos pais, especialmente agora, no Brasil, quando o Ministério da Saúde aprova uma Resolução que recomenda a ingestão hormonal para jovens "trans":  de apenas 14 anos.

Fonte: Gospel+

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Ministério da Saúde tem como prioridades a legalização do aborto e da maconha e a redução da idade para mudança de gênero



Deputados da oposição assinaram projeto de decreto legislativo (PDL) para sustar a resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde.


"Legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil", garantir os direitos sexuais e os direitos reprodutivos das mulheres e meninas; caderneta de gestante, pré-natal com foco não binário; início do uso de hormônios em jovens LGBTIA+ de 14 anos e enfrentar o patriarcado são as prioridades para as ações e serviços públicos do país para os próximos quatro anos, aprovadas pelo Ministério da Saúde, chefiado pela socióloga Nísia Trindade, na 17ª Conferência Nacional de Saúde.

Essas políticas foram definidas nos dias 19 e 20 de julho, no plenário do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Ao todo são relatadas 59 prioridades na Resolução nº 715/2023.

A orientação para os anos 2024 a 2027 é "enfrentar o racismo, a intolerância religiosa, o patriarcado, a LGBTIA+fobia, o capacitismo, a aporofobia, a violência aos povos indígenas e todas as formas de violência e aniquilação do/a outro/a”".

A pasta estabelece a necessidade de “atualizar a Política Nacional de Saúde Integral LGBT para LGBTIA+ e definir as linhas de cuidado, em todos os ciclos de vida, contemplando os diversos corpos, práticas, existências, as questões de raça, etnia, classe, identidade de gênero, orientação sexual, deficiência, pessoas intersexo, assexuais, pansexuais e não binárias, população em restrição de liberdade, em situação de rua, de forma transversal, e integração da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais; revisão da cartilha de pessoas trans, caderneta de gestante, pré-natal, com foco não binário; com a garantia de acesso e acompanhamento da hormonioterapia em populações de pessoas travestis e transgêneras, pesquisas, atualização dos protocolos e redução da idade de início de hormonização para 14 anos”.

Quanto as mulheres e meninas, o governo também quer “garantir” seus "direitos sexuais" e “reprodutivos” baseados na “justiça reprodutiva e atenção à saúde segundo os princípios do SUS, considerando os direitos das pessoas que menstruam e daquelas que estão na menopausa e em transição de gênero, tendo em conta, no sistema de saúde, a equidade, igualdade com interseccionalidade de gênero, raça/etnia, deficiência, lugar social e outras".

Além disso, o governo Lula que garantir que sejam implementadas "ações de saúde para o combate às desigualdades estruturais e históricas, com a ampliação de políticas sociais e de transferência de renda, com a legalização do aborto e a legalização da maconha no Brasil".

Oposição apresenta projeto contra a resolução

A deputada federal Chris Tonietto (PL-RJ), afirmou à ACI Digital que "esses planos são um flagrante retrocesso e, principalmente, um desserviço à população brasileira".

Sobre a legalização do aborto e da maconha previstos na Resolução nº 715/2023, Tonietto disse que "a norma em questão se presta a fomentar ideologias, em vez de promover políticas públicas relacionadas à saúde da população, que vem a ser a função do Conselho Nacional de Saúde".

"Por esse motivo, elaborei, junto a outros parlamentares, um Projeto de Decreto Legislativo (PDL 198/2023) que visa a sustação dessa Resolução em seu inteiro teor. A medida teve excelente adesão e até o momento conta com o apoio de mais de quarenta parlamentares", contou.

Aos planos do governo Lula, a deputada ressaltou que fará "uma oposição justa e madura, que vai sempre buscar agir com estratégia em prol dos interesses reais da população".

Outros deputados da oposição assinaram o PDL 198/2023 alegando que, o fato do CNS fazer parte do Ministério da Saúde, ele tem vínculo com o governo federal e pode ter seus efeitos suspensos pelo Congresso Nacional.

No texto, os deputados afirmam que o CNS, além de promover ideologias em vez de políticas públicas para a área da saúde, a resolução traz assuntos alheios às competências do órgão.

O PDL vai explicar que o Conselho e a Conferência Nacional de Saúde têm por função avaliar e controlar a execução das políticas públicas relativas à área de saúde, mas não estão autorizados a "incitar atividade criminosa, como é o caso do aborto e do uso de drogas ilícitas, havendo, aí, grave afronta aos princípios da legalidade, da moralidade e da finalidade dos atos da Administração Pública".

O documento foca em sustar as orientações de números 44 e 49 que tratam sobre o tratamento hormonal para pessoas transgêneros, sobre o aborto e sobre a maconha.

Cinquenta e três deputados assinaram o PDL, entre eles Priscila Costa (PL-CE), Nikolas Ferreira (PL-MG), Marcel van Hattem (NOVO-RS), Gilson Marques (NOVO-SC), Rosângela Moro (União Brasil-SP), André Fernandes (PL-CE), Zucco (Republicanos-RS), Carla Zambelli (PL-SP), Reinhold Stephanes (PSD-PR), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Pr. Marco Feliciano (PL-SP).

Fonte: ACI Digital e Pleno News via Folha Gospel

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Adolescentes transgêneros, os pronomes e os nomes que preferem: pastores de jovens lidam com novas perguntas




Nas igrejas evangélicas, a Geração Z está forçando uma discussão sobre a hospitalidade aos LGBT.



Com a identidade transgênero em constante ascensão nos Estados Unidos, os pastores evangélicos são desafiados a pensar em como eles podem acolher uma pessoa trans que frequenta a sua igreja. Para muitos pastores conservadores, esse cenário ainda pode ser hipotético. Mas é bem provável que, para os jovens de sua congregação, a questão de como se relacionar com seus colegas transgêneros já seja uma realidade.

Quase 20% dos que se identificam como transgêneros nos Estados Unidos têm entre 13 e 17 anos, o que significa que a maioria dos adolescentes hoje vai à escola junto com alunos que se identificam como trans.

Alunos do ensino médio e da faculdade deram início a um fluxo de perguntas e cenários que os líderes e os mentores de suas igrejas não enfrentaram no tempo em que eram jovens. Eles estão refletindo sobre seu testemunho em contextos nos quais alguns podem ver como abominável ou discriminatório acreditar que o gênero permanece ligado ao sexo biológico.

A Northview Church, em Carmel, Indiana, tem uma visão biblicamente ortodoxa sobre gênero e sexualidade, e Jude Wright, pastor de jovens do ensino médio, sabe o quão delicado esse assunto pode ser. Ele incentiva os estudantes a começarem a se relacionar com seus amigos e colegas de classe, citando o exemplo de Jesus, que encontrava as pessoas onde quer que elas estivessem.

"Houve uma geração que apenas tentava socar a verdade e a Bíblia [nas pessoas] sem ter relacionamento", disse Wright. "E essa não é a cultura em que vivemos hoje em dia."

Entre o grupo de cerca de 150 jovens , os estudantes regularmente fazem perguntas sobre sexualidade e gênero. Em resposta, Wright primeiro aponta para o amor e a compaixão no caráter de Deus, enfatizando sua bondade em meio a lutas e confusão relativas à identidade.

"Eles estão perguntando [...] se Deus é bom, você pode me provar? Como posso experimentar isso em minha vida?", diz Wright. Ele acredita que as igrejas podem refletir a benignidade de Deus respondendo essas perguntas com empatia, amor e sensibilidade.

À medida que a identidade transgênero se torna mais prevalecente, mais pesquisas e testemunhos refletem os desafios enfrentados por quem é transgênero, entre os quais estão o assédio verbal, ataques físicos e agressão sexual.

Pesquisa Nacional de Saúde Mental da Juventude LGBTQ de 2022 relatou que a maioria dos adolescentes LGBT teve depressão e que os indivíduos trans cogitaram especificamente o suicídio a uma taxa mais alta do que os demais.

Muitos jovens transexuais são criados em famílias cristãs e se identificam como cristãos. Os dados de pesquisa mais abrangentes vêm do Centro Nacional pela Igualdade Transgênero, um grupo de defesa de direitos que descobriu que 19% dos transgêneros que já haviam feito parte de uma comunidade religiosa saíram "devido à rejeição". Os pastores evangélicos defendem os ensinamentos cristãos sobre gênero e sexualidade, e se esforçam para serem sensíveis àqueles que lutam contra a disforia de gênero.

"Quando comecei no ministério de jovens, há seis anos, estudantes ainda perguntavam sobre evolução, milagres e o problema do mal", disse Cris O’Brien, pastor de jovens da Primeira Igreja Batista Eau Gallie, em Melbourne, na Flórida. "Essas questões foram […] amplamente substituídas por questões sobre sexualidade e gênero."

Como é sobre isso que os estudantes de hoje tanto pensam e falam, a igreja "não pode se dar ao luxo de ficar à margem dessa conversa", disse ele. Aqueles que lutam para entender a identidade de gênero são "ovelhas sem pastor" e precisam ouvir a verdade em amor.

Shane Pruitt, diretor da Gen Send, tem observado a mesma tendência.

"Eu costumava receber perguntas o tempo todo sobre 'Como posso evangelizar meu amigo muçulmano — ou adepto de alguma outra religião mundial?" disse Pruitt. "Agora estou recebendo mais perguntas sobre 'Como posso evangelizar pessoas que se identificam como LGBTQIA?'"

Políticas da igreja

Mesmo as igrejas que acreditam que as pessoas são criadas por Deus como homens e mulheres adotam abordagens e políticas variadas em relação aos jovens transgêneros. Em um grupo privado do Facebook, que tem mais de 11 mil líderes de jovens com os mais variados backgrounds, uma postagem sobre pronomes de gênero gerou uma enxurrada de comentários.

Usar os pronomes que o jovem prefere pode ser uma "parte essencial de sua saúde mental", disse uma pessoa. Outra pessoa escreveu que usar pronomes que não refletem a biologia vai contra "a Verdade da palavra de Deus”, colocando "almas em jogo".

"Eles precisam da verdade, e não de uma continuação da agenda distorcida que está tentando abrir caminho para dentro da igreja", escreveu outro pastor. Um membro do grupo disse que sua igreja se dirige a todos como "amigos", para evitar problemas de comunicação com pronomes.

No site da 9Marks, no ano passado, o pastor Zach Carter escreveu que sua igreja anterior oferecia uma política por escrito, que incluía o que fazer se um estudante transgênero participasse das atividades do grupo de jovens. A política exigia que os estudantes que participassem dessas atividades "vivessem e se apresentassem de acordo com seu sexo biológico". Isso incluía o uso biologicamente correto de pronomes, roupas, banheiros adequados, vestiários, bem como da designação de locais para dormir, de grupos e de salas de aula.

Algumas igrejas que não têm uma orientação ou políticas específicas sobre o assunto incorporaram diálogos sobre a identidade de gênero em séries de sermões, o que pode influenciar conversas no grupo de jovens.

Aaron Swain, pastor de jovens estudantes e atividades da Freedom Church, em Lincolnton, Carolina do Norte, disse que a igreja abordou a questão da identidade transgênero em um sermão intitulado "Beleza, queda e o gênero binário" que "retratou o plano de Deus para a sexualidade humana como algo bom e belo."

"Não era nosso objetivo reclamar de pessoas com as quais discordamos", disse ele. "Incentivamos nossos membros a verem seus próximos e colegas de trabalho que são transgêneros com cuidado e simpatia genuínos — não com desdém, piadas ou zombaria."

Swain frequentemente se aprofunda nos sermões durante as reuniões com os jovens, tendo-os recentemente conduzido pelo estudo de 1Coríntios, abordando questões como a natureza do casamento, a sexualidade, o divórcio e os papéis de gênero.

"Também organizo uma noite de perguntas e respostas, uma vez por semestre, na qual os jovens estudantes podem me perguntar qualquer coisa. Recebo regularmente perguntas sobre questões LGBTQIA+", disse Swain. "O objetivo é sempre o mesmo: manter o desígnio de Deus como algo bom e belo, amar seu próximo LGBTQIA+ com afeto genuíno e apontar a todos o evangelho de Jesus Cristo."

Pruitt disse que os jovens estão ansiosos para falar abertamente sobre essas questões.

"São os líderes que ficam nervosos com essas discussões", disse Pruitt à CT. "O silêncio não é uma opção, se quisermos alcançar uma geração com o evangelho."

Seth Stewart, ex-líder de ministério estudantil, escreveu sobre a vez em que um estudante o abordou e anunciou que ele era transgênero. Stewart disse que orou em silêncio, enquanto o estudante falava, e depois agradeceu o jovem por sua vulnerabilidade.

"Então, eu disse a ele que sua história merecia ser ouvida em toda a sua complexidade, porque ele é uma pessoa única, criada à imagem de Deus", escreveu Stewart. "Eu disse a ele que seria uma injustiça ter uma conversa como essa nos últimos 20 minutos restantes do grupo de jovens, quando ele merecia muito mais."

Stewart disse que fez mais algumas perguntas e depois perguntou ao jovem se eles poderiam se encontrar em outro momento, para conversarem com mais profundidade.

"Antes de irmos embora, eu disse a ele que acreditava em uma ética sexual bíblica tradicional, que não queria que ele se surpreendesse em nossas futuras conversas, quando eu não apoiasse a atração pelo mesmo sexo ou a transição de gênero", acrescentou Stewart. "Mesmo assim, eu estava interessado em ouvir sua história completa."

A igreja de Stewart decidiu acrescentar detalhes aos seus estatutos sobre a identidade transgênero, entre os quais estavam detalhes sobre como comunicar a verdade a jovens estudantes e como compartilhar informações sobre eles e suas dúvidas dentro da igreja.

O debate sobre pronomes

Entre os cristãos, os pronomes são um dos elementos mais discutidos e controversos dessa questão da hospitalidade em relação a pessoas trans.

"Devemos respeitar a consciência do crente que não consegue usar os pronomes preferidos por alguém e as convicções do crente que sente que usar esses pronomes é uma mentira e é falta de amor", disse David Sanchez, que trabalha com questões de gênero e sexualidade como diretor de ética e justiça para a Comissão de Vida Cristã dos Batistas do Texas.

"Também podemos admirar os esforços dos crentes que usam os pronomes preferidos por alguém, com a intenção de querer construir um relacionamento duradouro, no qual possam demonstrar o amor de Cristo".

Mike McGarry, fundador e pastor do Youth Pastor Theologian, disse que sua visão sobre os pronomes mudou com o tempo.

"Pelo bem do evangelismo, eu simplesmente uso o gênero e o nome que o visitante me pede para usar", disse McGarry à CT. "Mas para os jovens estudantes que cresceram na igreja ou que eu já conheço […] confesso a eles que usar o pronome que preferem é muito difícil para mim."

McGarry disse que tenta usar os nomes que eles escolheram na maior parte do tempo, o que pode permitir que ele assuma uma postura mais graciosa em relação a um jovem descrente.

Quando orienta líderes de jovens envolvidos no ministério, McGarry recomenda manter grupos mistos, a fim de ajudar a evitar dificuldades para aqueles que lutam com a identidade de gênero. Pedir a eles que não se juntem a um grupo com pessoas do gênero que preferem pareceria "dissimulação", disse ele.

McGarry disse que não permite que discussões sobre sexualidade ou gênero dominem as prioridades do ministério.

"Trato a questão LGBTQ de maneira semelhante à crise de saúde mental: ambas são frequentemente mencionadas de maneiras sutis, como pontos de aplicação, quando o texto bíblico aborda isso", disse ele. "Mas, em geral, a equipe de liderança de jovens trabalha para cultivar uma atmosfera para o ministério em que os jovens estudantes que enfrentam dificuldades sejam bem-vindos e saibam que queremos apoiá-los, à medida que os lideramos de acordo com as Escrituras."

Entidades mais conservadoras, como a Focus on the Family, também disponibilizaram recursos para pais e líderes de jovens. Embora não defendam o uso de pronomes que não reflitam a biologia, direcionam as pessoas para respostas baseadas na compaixão, que reconhecem os muitos fatores que cercam a disforia de gênero, entre eles o "espiritual, psicológico, social e possivelmente biológico".

Pelo país afora

Líderes de igrejas em áreas urbanas e mais liberais do país, como a cidade de Nova York e o estado de Washington, que têm uma das populações mais densas de indivíduos LGBT, enfrentam regularmente essa questão, especialmente entre os jovens.

Em Seattle, Katy Faust, pastora de jovens, dá as boas-vindas a crianças que chama de "pré-cristãs" em um grupo de jovens. Acompanhada por uma mescla composta por frequentadores da igreja e recém-chegados, Faust disse que fundamenta seu ensino na compaixão e na realidade do corpo.

"Sempre voltamos à realidade de que somos uma unidade formada de corpo e alma e que nossos corpos não são um obstáculo para nosso verdadeiro eu", disse Faust. "Nossos corpos nos dizem algo verdadeiro sobre como devemos viver."

Faust disse que, pelo fato de ela "carregar" seus ensinamentos com uma "apologética robusta da pessoa humana" e uma visão de mundo cristã, tópicos como pronomes, gênero e sexualidade já estão ancorados na ideologia estabelecida a partir da qual ensina.

A ênfase na empatia e na compaixão foi unânime entre aqueles com quem a CT falou para escrever este artigo. Em um sermão transmitido online, o pastor Josh Howerton disse ao público que falaria sobre questões transgênero, solicitando que ninguém batesse palmas ou dissesse "amém", durante sua pregação naquele dia, porque isso poderia ser "muito doloroso", além de mal interpretado como "algo contra" esses indivíduos.

Dado o rápido aumento da identificação transgênero nos Estados Unidos, não é de surpreender que as igrejas estejam tentando recuperar o atraso no assunto. Vários pastores evangélicos que trabalham com jovens disseram à CT que acreditam que é possível manter os padrões cristãos ortodoxos, enquanto amam jovens transgêneros com compaixão e verdade, no contexto de um relacionamento.

"A razão pela qual [Jesus] é capaz de abordar as pessoas, e não concordar com tudo o que elas fazem, e ainda assim levar a uma transformação", disse Wright, um pastor de Northview, "é porque ele sempre constrói igualdade de relacionamento no início de seus encontros."

ERICKA ANDERSEN

Traduzido por Mariana Albuquerque

Editado por Marisa Lopes


Fonte: Cristianismo Hoje

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...