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segunda-feira, 20 de março de 2023

REVERENDO QUEM?



REVERENDO QUEM? - Por Pr. Prof. Izaldil Tavares


A palavra Reverendo, do latim, "Reverendus", significa "digno de destacado respeito". A palavra alude a padres e a pastores evangélicos.

As igrejas reformadas, muitas pelo desprezo que devotam a pastores pentecostais, procuram manter o termo para si; porém, indevidamente, porque pastores são homens dignos de respeito - enquanto mantiverem essa condição - à parte disso, obviamente, abandonaram o seu ministério.

Todo pastor é servo de Deus, que zela pelo rebanho do Senhor, independentemente do ponto de vista teológico.

A origem e o uso da palavra antecede à Reforma Protestante, pois já era usada pela Igreja Católica, em deferência aos padres.
O pronome de tratamento correspondente é Vossa Reverendíssima (quando a pessoa fala "com" o pastor) e Sua Reverendíssima (quando a pessoa fala "do" pastor).
Não titubeie em chamar o seu pastor - ou o seu colega - de Reverendo; isso é sinal de ovelha ou de companheiro que o distingue com respeito e honra. Na Carta aos Hebreus, 13.7, há essa orientação.


"Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver". - Hebreus 13:7




Servo do Senhor Jesus Cristo, bacharel e pós-graduado em Teologia; especialista em Ciência da Religião. Consagrado ao Santo Ministério, como Evangelista, na Igreja Assembleia de Deus Bereana, em São Paulo, em 2013, e, ao pastorado, em 2018, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Pentecostal Russa do Brasil. Pastor Vice-Presidente da mesma igreja e membro do Conselho de Doutrina da COMADESPE/CGADB.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Augustus Nicodemus critica fechamento de templos, lockdown e neopentecostais


Em um momento em que o fechamento de templos voltou a ser uma pauta de debate, inclusive no Supremo Tribunal Federal (STF), o pastor Augustus Nicodemus Lopes, da Primeira Igreja Presbiteriana de Recife, lembra que o direito de culto é garantido pela Constituição.

O pastor e ex-chanceler da Universidade Mackenzie, de 66 anos, deu uma entrevista à Folha de S. Paulo, que foi publicada na terça-feira (6). Nela, ele abordou sobre lockdown, dízimo, política e a Teologia da Prosperidade, considerada por ele um falso ensino.

“Quando a gente briga para manter igreja aberta dentro das regras sanitárias, é pelo direito de culto garantido pela Constituição”, destacou o pastor, quando foi questionado sobre o fechamento de templos.

“A única maneira de revogá-lo é o estado de sítio, e só o presidente pode declarar um, o Congresso tem que aprovar. Do jeito que está não está bom, é uma coisa que está saindo da cabeça de governadores e prefeitos. Fechar de forma arbitrária é a Constituição sendo violada. O que vem depois?”, questionou.

Nicodemus também tem ressalvas a respeito da eficácia do lockdown como única medida para amenizar o impacto da pandemia.

“Minha igreja é de classe média. Quem tem sofrido muito é o pessoal de classes mais baixas”, explicou. “O lockdown fere muito o trabalhador, a diarista. O pessoal das classes média e alta não sentem tanto. Vão fazer como você e eu: home office.”

Ele sugeriu: “Lockdown's causaram o desastre na economia, não vejo como podem ser a cura dela. Talvez se tivéssemos usado desde o início lockdowns verticais e localizados, medidas sanitárias já comprovadas e educado a população para usá-las, quem sabe salvaríamos o mesmo número de pessoas sem destruir seus empregos e sanidade mental no processo”.

Bíblia e Dinheiro

O pastor, que recentemente lançou, pela editora Mundo Cristão, o livro “O Que a Bíblia Fala Sobre Dinheiro”, também abordou o tema do dízimo. Ele afirmou que, por conta dos excessos da Teologia da Prosperidade, a Igreja Presbiteriana acabou indo para o outro extremo, por causa do medo de falar sobre finanças — o que “também é errado”.

“A Bíblia fala mais de dinheiro do que de amor. Tem muita coisa sobre gestão financeira. Evangélicos dependem muitas vezes de recursos contadinhos para viver”, disse ele. “O dinheiro em si não é bom nem mau — depende da nossa atitude para com ele.”

“Não devemos fazer do dinheiro o deus da nossa vida. Jesus prega que a gente não viva ansioso com o que vai comer, beber, vestir. Deus cuida dos passarinhos, veste o lírio dos campos, não cai nenhum fio da nossa cabeça. Diz que os pagãos ficam ansiosos porque não têm um Pai. E é um alerta contra os mercadores da fé”, continuou.

Nicodemus também fez uma crítica a igrejas que querem manter o templo aberto não por preocupação cívica, mas “porque têm um sistema de arrecadação que depende do [culto] presencial”. “Para não serem estranguladas financeiramente, vão dizer o que for necessário para defender igrejas abertas”, observou.

Ele ainda usou as palavras do apóstolo Paulo, sobre os que “pensam que religião é uma forma de enriquecer”, para justificar o falso ensino sobre prosperidade. “Na Idade Média vendiam indulgências, relíquias, pedaços da cruz etc. Hoje, vendem objetos ungidos e oferecem bênçãos materiais em troca de ofertas e dízimos. Eles enriquecem, e os fiéis ficam pobres”, disse.

Por outro lado, o pastor também reforça o ensino correto sobre o dízimo: “Entendemos que contribuir faz parte da gratidão que prestamos a Deus. Sabemos que tem falsos profetas, mercenários, que utilizam da crendice do povo para arrancar até o último centavo. Mas não tem como igrejas sérias se manterem e ajudarem os pobres [sem as ofertas]. De onde vem esse dinheiro? O Estado é laico, a igreja não recebe nada do governo. Precisa de recursos para manter instalações funcionários, os pastores são assalariados.”

Ainda sobre o universo financeiro, Nicodemus também ponderou a respeito do chamado “coaching evangélico”. Em sua visão, os princípios desta filosofia são ótimos se aplicados no meio secular, mas não servem para o contexto da igreja.

“A Bíblia nos ensina a confiar em Deus, não viver ansiosos, não fazer da prosperidade a meta maior da vida. Fica difícil colocar isso dentro da equação do coaching”, comentou.

Fonte: Guia-me via Folha Gospel

sábado, 22 de dezembro de 2018

“Tínhamos tudo para não dar certo“, revela Augustus Nicodemus em declaração para esposa

Considerado por muitos o principal representante da teologia reformada no Brasil, o reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes mostrou em uma publicação na sua rede social que nem só de vida acadêmica e pastoral é feito um bom ministro do Evangelho, mas também do cuidado com a sua esposa.
Nicodemus fez uma declaração pública para Minka Schalkwijk Lopes, pelo aniversário de 35 anos de casamento. A publicação ganhou bastante repercussão e chamou atenção pela franqueza sobre a vida do casal no início da relação.
"Tínhamos tudo para não dar certo", revelou Nicodemus. "Eu, nordestino, desviado do Evangelho até os 23 anos, vida devassa e dissoluta, acostumado a gastar com o que queria ter, com gostos totalmente diferentes dos dela: rock, cinema, velocidade e buchada de bode".
"Ela, holandesa, filha de missionários, criada em meio a 7 irmãos e irmãs, controlada nos gastos, nunca se desviou do Evangelho, chamada para ser missionária entre os índios", destaca o pastor.
Augustus Nicodemus também revelou que não tinha a intenção de casar. Segundo o ex-chanceler da Universidade Presbiteriana Marckenzie, o celibato parecia ser o seu "dom".
"Vê-la dissipou minha convicção de que eu tinha o dom do celibato e que não queria casar. Eu descobri que queria casar, sim, e com ela! Essa paixão com os anos foi virando amor, apaixonado, diga-se", explica Nicodemus.
Em seu texto o reverendo também detalha características que certamente foram determinantes para o sucesso da relação. Elementos comuns, mas cruciais na vida de qualquer casal.
"Sinceridade, sacrifício, vida de oração juntos, disposição para perdoar, reconhecimento dos próprios erros, paciência e humildade. Houve de tudo isso, e continua havendo", ressalta. "E só posso atribuir isso à Deus, que primeiro uniu meu coração àqueles lindos e brilhantes olhos azuis e mais tarde à dona desses olhos".
Finalmente, Nicodemus diz que seu relacionamento foi o resultado de um "amor à primeira vista", parabenizando sua esposa. "Continuo hoje tão apaixonado pelos olhos azuis quando eles me viram pela primeira vez. Feliz aniversário de casamento, amor!", conclui.
Fonte: Gospel+
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