domingo, 6 de dezembro de 2020

JESUS, O SERVO SOFREDOR - Por Pr. Carlos Roberto Silva


Isaías 53 mais que uma profecia cumprida, é um cântico atual de esperança


Isaías é considerado o profeta messiânico, justamente por ter previsto com precisão ímpar as características da vida e obra terrena de Jesus Cristo, a ponto de tornar a profecia, praticamente um ”retrato falado” com cerca de 700 anos antes do seu acontecimento.

Em especial, o capítulo 53 pode ser considerado uma súmula da obra e, em que pese já estarmos há mais de 2.000 do cumprimento da profecia, sua precisão e sensibilidade, mais do que nunca continuam soando como um verdadeiro cântico de esperança e solução para a humanidade, tanto que Policarpo, bispo da Igreja de Esmirna a qualificou como “a passagem dourada do Antigo Testamento".

Todos os sofrimentos aos quais o ser humano foi submetido em decorrência do pecado, sejam eles diretos ou indiretos, físicos ou psicológicos, estão descritos de forma minuciosa e cirúrgica pelo profeta Isaías.

O profeta preconiza que Ele seria “experimentado nos trabalhos”, sentença exarada em Gênesis 3:19: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás”.

Vejamos que o trabalho é o ponto de partida para a sobrevivência material do homem (Pv 6:6-11; 24:30-34; 2Ts 3:10-12); enquanto uns se fadigam pelo excesso, outros se angustiam pela ausência de oportunidades, sendo isso um verdadeiro “calcanhar de Aquiles” para os governantes e das nações.

As dores, enfermidades e ferimentos que Jesus sofreu, fez com que Ele tivesse sobre si os mesmos sofrimentos físicos pelo quais um ser humano passa, como fruto do pecado de Adão, mesmo sem ter Ele pecado (Rm 8:3; 2Co 5:21; Hb 4:15; 1Pe 2:22; 1Jo 3:5).

Descaso, desprezo, aflição, opressão e rejeição, são sofrimentos que atingem em potencial o espírito e a alma das pessoas, e quando isso é motivado pela falta de formosura, beleza física e ou aparência, é considerado discriminação e preconceito social, e até mesmo uma espécie de bullying, problemas que atacam no primeiro momento o sistema psicológico, porém com consequências psicossomáticas que findam descarregando no corpo físico.

Em suma, Ele recebeu sobre si, todos e os mais variados tipos de problemas, única e exclusivamente para nos redimir, para nos curar, para nos salvar (Is 53:4; Mt 8:17; 1Pe 2:24).

É interessante observar que alguns tentam atribuir a satanás todo esse sofrimento, mas isso é um ledo engano, pois tudo o que o inimigo queria era dissuadí-lo de passar por isso, isentando-O da morte na cruz (Mt 16:21-23).

Satanás já sabia que isso seria a nossa redenção e vitória completa (Cl 2:14-15).

Lembremo-nos do plano demoníaco engendrado por Herodes para tirar Sua vida, ainda recém nascido, justamente para que não fosse à cruz (Mt 2:16). Mais tarde na tentação no deserto, usou a própria Palavra para tentar fazê-lo fugir do plano estabelecido pelo Pai (Lc 4:1-13).

Estando Jesus já na cruz, o diabo usou populares, soldados, os príncipes dos sacerdotes, escribas, anciãos, e fariseus para também tentarem dissuadi-lo daquele sofrimento, descendo da cruz (Mt 27:39-41), e finalmente “quando foi contado com os transgressores” (Is 53:12; Mc 15:28; Lc 22:37), um dos ladrões que estavam ao seu lado, também o afrontou com a velha máxima “se tu és o Filho de Deus, desce da cruz". (Lc 23:39).

Afinal de contas, esse era o seu objetivo do diabo, se opor ao plano de Deus, que Isaías tão bem explicitou: “mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53:6) e ainda mais: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar” (Is 53:10).

Para quem despojou-se da Sua glória, recebida do próprio Pai, antes da fundação do mundo (Jo 17:5), não era coisa simples e fácil passar por tudo isso, mas ELE VENCEU, e cumpriu-se a profecia: “Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca” (Is 53:7).

É perfeitamente inteligível e de fácil compreensão o plano de resgate, salvação e esperança estabelecido por Deus para o homem (1Tm 2:3-6), em se considerando que uma profecia proferida há sete séculos, pudesse dar detalhes tão minuciosos, até mesmo quanto a forma de sepultamento do corpo de Jesus, quando disse: “E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte” (Is 53:9), antecipando assim até mesmo a atitude de José de Arimatéia, que ofereceu o túmulo novo e ainda sem uso de sua propriedade particular, para o sepultamento de Jesus. (Lc 23,50-53).

Uma vez que tudo isso foi profetizado e se cumpriu à risca, cumprindo Ele assim o plano do Pai (Jo 19:30), incluindo a sua ressurreição, agora tem todo o poder no céu e na terra (Mt 28:18), “para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado” (Is 61:1-3).

E cumpre-se ainda:

verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si". (Is 53:10-11).

Creia em Jesus Cristo, a partir do que foi profetizado, pois, se cumpriu à risca, tomando posse da salvação que já está garantida para a sua vida (Jo 3:16-18).

Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Rm 10:9).


Pr. Carlos Roberto Silva
- Líder da AD Ministério de Cubatão (SP)
- Presidente da COMADESPE - Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros




O artigo acima foi publicado originalmente no Jornal Mensageiro da Paz (CPAD) - Pg. 22 - Dezembro/2020



Um comentário:

elias.scarvalho@hotmail.com disse...

A Palavra de Deus é fiel ,parece que o profeta Isaías estava junto com Cristo, para escrever cada palavra ,com tantos detalhes , mesmo a pós 700 ANOS DEPOIS . ATE sobre o sepultamento, meus Deus eu amo a sua PALAVRA.


PB ELIAS CARVALHO

AD CULBÃTAO JD IPORÃ SAO PAULO SP

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