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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Gleisi Hoffmann cobra explicações de Jair Bolsonaro sobre 'segredo' com o General Villas Bôas



Durante cerimônia de posse do novo ministro da Defesa, o general Fernando Azevedo e Silva, nesta quarta-feira, 02, o presidente da República Jair Bolsonaro deu a entender que guardará em segredo o teor de uma conversa que teria tido com o comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas.

Na ocasião, Bolsonaro se dirigiu ao general dizendo: "General Villas Bôas, o que já conversamos ficará entre nós. O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui". A declaração de Bolsonaro intrigou a presidente nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann (RS).

Por meio do Twitter, a senadora questionou qual teria sido o assunto da conversa e de que forma o general teria ajudado Bolsonaro a conquistar o cargo mais alto do Executivo. "O que será que Bolsonaro e Villas Bôas conversaram e vai 'morrer' entre eles? O que o general fez para garantir essa eleição? O que mais falta confessar sem o ataque a Lula e à democracia? Uma fala pública assim, entre o presidente e o comando do Exército, não pode ficar sem explicações", escreveu Hoffmann.

Imprensa Viva via Blog da Rô

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Procurador pede manifestação do ministro da Defesa sobre declaração do general Villas Bôas


O procurador da República no Distrito Federal, Ivan Cláudio Marx, pediu nesta quarta-feira (4) que o ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, se manifeste sobre as declarações do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, divulgadas na noite de terça-feira (3) no Twitter “em repúdio à impunidade”. Em duas mensagens postadas na rede social, o general diz que a Constituição deve ser respeitada e que o Exército compartilha dos anseios da sociedade.
O procurador pede que o ministro da Defesa tenha “ciência e manifestação sobre eventual risco de função interventora das Forças Armadas”.
A reportagem entrou em contato com o Ministério da Defesa e aguarda posicionamento.
Na rede social, o comandante do Exército disse: “Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”.
As declarações de Villas Bôas tiveram repercussão por terem sido feitas um dia antes do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na manhã desta quarta, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que as declarações do comandante são de defesa do papel institucional das Forças Armadas, da legalidade e da serenidade. “As palavras do general Villas Bôas representam basicamente a defesa da institucionalidade, a defesa da Constituição e, sobretudo, a noção de que a regra do jogo é para ser cumprida e de que tem que ser aceita”, disse Jungmann.
O Comando da Aeronáutica divulgou uma nota – assinada pelo comandante da Força, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato – na qual afirma que integrantes das Forças Armadas devem acreditar nos poderes instituídos, não se deixando empolgar “a ponto de colocar convicções pessoais acima daquelas das instituições”.
A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional condenou as declarações do comandante do Exército. Para a ONG, foi uma grave afronta à democracia.
Fonte: Agência Brasil via Verdade Gospel
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