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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

‘Não é hora de ser isentão’, diz pastor Ciro Zibordi ao declarar voto



O pastor Ciro Sanches Zibordi, um dos mais respeitados teólogos pentecostais do Brasil, afirmou que o momento que o Brasil atravessa exige um posicionamento firme dos evangélicos e que não é hora de ser "isentão".

Zibordi, que é escritor e produz materiais de estudo para Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), gravou um vídeo em seu perfil nas redes sociais para reiterar seu apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"O momento agora não é para ser isentão. É momento para tomar uma posição, o que está em jogo é muito sério. Nós temos duas posições: luz e trevas. Céu e inferno. Direita ou esquerda. Dois patinhos na lagoa, ou… a escolha é sua. Eu já fiz a minha, e vou votar de novo nos dois patinhos na lagoa", declarou o pastor.

Conhecido como um dos pentecostais mais conservadores dentre os pastores de renome nas Assembleias de Deus, Zibordi há anos se posiciona contra a influência mundana no meio evangélico, denunciando o uso de "eufemismos" para disfarçar essas pautas.

Em 2016, ao lado de pastores de diferentes denominações, assinou a chamada "Carta de Campina Grande", que rejeitou distorções da doutrina bíblica: "Fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamos que rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo", diz trecho do documento.

No ano seguinte, usou as redes sociais para protestar contra a crescente presença da ideologia de gênero na mídia: "Olhe, observe, note, Veja que desgraça! #VejaLixo e #GloboLixo de mãos dadas defendendo essa aberração da Ideologia de Gênero!", protestou.


Fonte: Gospel+

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Igreja emergente tem tornado as "casas de oração" parecidas com boates

"Líderes influenciados pelo movimento 'igreja emergente' não gostam do termo 'igreja'. Preferem 'comunidade', 'projeto' ou, mesmo estando no Brasil, 'church'", diz Ciro Sanches

É visível que muitos líderes evangélicos têm investido para que suas igrejas ganhem os holofotes e arrebanhem cada vez mais pessoas, tudo isso em detrimento da Palavra de Deus e da santidade que convém aos santos. Para este fato, o pastor e teólogo Ciro Sanches faz um alerta em artigo publicado no site CPAD News.
"(…) Muitas igrejas não parecerem mais com igrejas! Seus líderes adotam uma abordagem pragmática: priorizam as preferências das pessoas, fazendo com que o culto não seja culto, e sim uma grande festa dançante e cheia de novidades", critica o pastor.
O movimento emergente atingiu a igreja, cujo produto deste, a "igreja emergente", é um movimento que, no afã de atender ao ser humano de acordo com as suas necessidades pós-modernas, tem procurado desconstruir doutrinas, valores e costumes, explica o pastor. 
"Por que os lugares de culto (também conhecidos como igrejas, na atualidade) estão cada vez mais parecidos com boates, bares ou casas de eventos?", questiona Zibordi. E o próprio aponta que tudo isso é "por influência da 'igreja emergente' — que tem como gurus os famosos líderes Brian McLaren, Dan Kimball e Rick Warren —, muitas igrejas se mostram 'inclusivas', progressistas, relativistas, apresentando ao mundo mensagens que atendem aos anseios do homem pós-moderno".
Como consequência dessas mudanças, o pastor diz que "o 'evangelho' está se tornando tão mundano, e o mundo tão 'evangélico', que já não se sabe mais onde começa um e termina o outro".
"Aliás, líderes influenciados pelo movimento 'igreja emergente' não gostam do termo 'igreja'. Preferem 'comunidade', 'projeto' ou, mesmo estando no Brasil, 'church'. Mas o primeiro a empregar esse termo, que hoje muitos evitam — 'igreja' (gr. ekklesía) —, foi ninguém menos que o Senhor Jesus (Mt 16.18)!", pontua o pastor.
Ciro ainda relata algumas das características presentes nestes tipos de "igrejas emergentes", como a troca dos simples púlpitos por algo mais descolado como tambores, pranchas. Pintar as paredes de preto, a presença de som e luz que parecem de salões de festas, efeitos de sonoplastia nas pregações, entre outras "modernidades".
Ele finaliza dizendo que "quando criticados, os proponentes da 'igreja emergente' dizem que tudo é válido para 'ganhar almas'. Não por acaso, há blocos de carnaval gospel, festa 'jesuína' (imitação da festa junina), Halloween gospel, que chamam, irrefletidamente, de 'Elohim'".
Meu comentário:
Originalmente a Bíblia retrata a vida transformada, redimida com a cor branca, sinônimo de limpeza, castidade, pureza, santidade, vestes brancas (Apocalipse 7:14), ao mesmo tempo que Jesus disse: "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas." João 12:46
Veja ainda:
"E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas." Gênesis 1:4
"O povo que andava em trevas viu uma grande luz; e sobre os que habitavam na terra de profunda escuridão resplandeceu a luz." Isaías 9:2
"E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más." João 3:19
"Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida." João 8:12
O apóstolo Paulo usando uma linguagem metafórica disse: "E que comunhão tem a luz com as trevas?" - 2 Coríntios 6:14
Acrescento ainda que, mesmo que fosse no campo da representatividade, das artes cênicas, do teatro, da plástica, do cinema ou da televisão, nem o próprio mundo representaria o evangelho de Cristo e a sua obra com as trevas, ausência de luz, escuridão, cores negras ou coisa semelhante.
Essa plástica nefasta sempre representou o reino das trevas, de satanás, seus demônios, o inferno, etc...
Portanto, compartilho completamente com o autor o artigo.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Natal: celebre-o com alegria! Saiba 10 grandes Motivos



No texto anterior (VEJA AQUI), o Pr. Ciro Sanches Zibordi refutou dez falsos motivos para não celebrar o Natal. Neste novo texto, apresenta aos leitores dez razões para celebrarmo-lo.





1. O glorioso Natal do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?

2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pelo romanismo. Este apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16).

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.8). Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego koiné). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a pax romana. Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).

8. A obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Cristo, em público, por sua obra completa.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. A mensagem do Menino Jesus é tão importante, que no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) ela é mencionada: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino, aqui, alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

Merry Chistmas!

Por Pr. Ciro Sanches Zibordi

Fonte: CPAD News

sábado, 13 de maio de 2017

Pastor pede cuidado com uso do humor na pregação do evangelho


"O legítimo pregador do Evangelho não deve aparecer mais que Jesus Cristo”, assevera Ciro Zibordi.


O pastor Ciro Sanches Zibordi, ligado a Assembleia de Deus, fez uma publicação em seu blog na quarta (10), pedindo mais reverência aos youtubers cristãos, em destaque aos que usam o humor como ferramenta de trabalho.
Recentemente alguns youtubers, como Vinícius Rodrigues, do canal "Tô Solto", foram entrevistados no programa "Conversa com Bial", da Rede Globo.
Aproveitando esta participação, pastor Sanches republicou uma entrevista feita com ele para a revista Geração JC, ano XIII, número 106 (CPAD, 2015), tratando do bom senso no uso do humor cristão.
Zibordi citou o exemplo do apóstolo Paulo, que fez uso da comédia em suas cartas. Em 2Coríntios 11.5, ele ironizou os falsos pregadores chamando-os de "excelentes apóstolos".
Não é errado usar o humor na divulgação e defesa do evangelho, mas sim, usá-lo como meio de autopromoção. "E aí está o grande desvio do alvo, visto que a palavra de Deus ensina: ‘fazei tudo para a glória de Deus’ (1Co 10.31)", explicou pastor Ciro.
O pastor da Assembleia de Deus de Niterói (RJ), relatou que nas Escrituras não se encontra uma proibição clara ao uso do humor, mas advertiu que "embora não haja proibição expressa na Bíblia, quando o empregamos devemos perguntar a nós mesmos: Isso glorifica a Deus, convém aos cristãos e os edifica?".
Ainda em relação aos produtores de vídeos evangélicos, Ciro concluiu que é necessário respeito com a palavra de Deus, com Jesus Cristo. Todos podem e devem levar a mensagem de salvação, porém, "o legítimo pregador do Evangelho não deve aparecer mais que Jesus Cristo. Seu alvo é apresentar o Evangelho". O destaque é a mensagem, não o mensageiro.
Encerrando, pastor Zibordi orientou ao jovem cristão que está conectado nas redes sociais, mídias e internet de forma geral. É preciso fazer um uso benéfico das ferramentas virtuais e ter consciência nas atitudes. "Em outras palavras, ele pode fazer tudo o que pensa na internet, desde que pense somente no que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável".
Fonte: Gospel Prime

MEU SINGELO COMENTÁRIO:
Antes que alguém pergunte o que acho da matéria, registro desde já que, só reverberei porque concordo com o Pastor Ciro Sanches Zibordi, em "gênero número e grau".
Pronto, falei... rsrsrs

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Dízimo é uma obrigação, um ato de amor ou ambas as coisas?


Antes de qualquer consideração sobre a contribuição financeira para a obra de Deus, é importante ter em mente que quaisquer ofertas, dízimos ou outro tipo de contribuição devem ter como motivação o amor, e não a barganha. Muitos, geralmente com más intenções, têm coagido o povo de Deus a dar o que têm e o que não têm, mediante chantagem emocional.

Ofertar livremente ou contribuir com o dízimo (10% dos rendimentos) são práticas cristãs históricas, ligadas a mandamentos e a princípios contidos nos dois Testamentos (Ml 3.8-10; Mt 23.23; 2 Co 9.6-15). Mas elas são também voluntárias, e não compulsórias. Deus, como Supremo Arquiteto, criou o Tabernáculo, mas a obra-prima para as suas formação e feitura estava com o povo. Moisés não precisou propor desafios de semeadura, pois “veio todo homem, a quem o seu coração moveu, e todo aquele cujo espírito voluntariamente o impeliu, e trouxeram a oferta alçada ao SENHOR” (Êx 35.21).

Tudo o que temos, nesta vida, pertence ao Senhor (1 Co 4.7; Tg 1.17; Sl 24.1; Êx 13.2), inclusive o dinheiro (Ag 2.8,9). A Ele pertence não apenas 10% do que possuímos, e sim tudo (100%). Nesse caso, o Senhor permite que nós administremos o que nos tem dado, como bons despenseiros ou mordomos (1 Co 4.1; 6.19,20). E devemos destinar uma parte de nossa renda à sua obra. Uns dão mais, outros menos, conforme cada um se move, voluntariamente, “segundo propôs no seu coração” (2 Co 9.7).

Conquanto não devamos contribuir por obrigação, e sim espontaneamente (Êx 25.2; Ml 3.8-10), isso não quer dizer que tenhamos o direito de não contribuir com dízimos e ofertas para a obra do Senhor. A motivação da evangelização, por exemplo, deve ser o amor (Rm 10.1; Jd v.23). Ao mesmo tempo, ela é uma obrigação dos cristãos (1 Co 9.16; Ez 33.8). Quanto ao dízimo — que não é uma prática restrita ao Antigo Testamento, como muitos pensam —, deve ser entregue, a priori, por amor, em retribuição a tudo que temos recebido do Senhor. Mas temos, também, a obrigação, o dever, de contribuir para a obra do Senhor.
Alguns oponentes do dízimo alegam que ele se refere exclusivamente a Israel, haja vista o sustento aos levitas, que serviam no Templo. Segundo os tais, com a inauguração da Nova Aliança, depois do brado na cruz (Jo 19.30), o dízimo teria sido anulado juntamente com a lei mosaica (Hb 9.16,17). Ora, assim como no Templo, na Antiga Aliança, os levitas precisavam do dízimo e das ofertas alçadas para manterem o lugar de culto ao Senhor, os templos de hoje (e a obra de Deus, de maneira geral), a exemplo daquele, precisam de recursos para a sua manutenção.

De acordo com as Lições Bíblicas (CPAD) do próximo domingo, “Os que supõem estar a prática do dízimo restrita ao Antigo Testamento precisam entender que a natureza e os fundamentos do culto não mudaram. […] O dízimo levítico pertencia à ordem de Arão, que era transitória. Todavia, o dízimo cristão pertence à ordem de Melquisedeque […] Paulo faz referência ao dízimo levítico para extrair dele o princípio de que o obreiro é digno do seu salário (1 Co 9.9-14. Lv 6.16,26; Dt 18.1). Se o apóstolo não reconhecesse a legitimidade da prática do dízimo, jamais teria usado esses textos do Antigo Testamento”.

O Senhor Jesus inaugurou o tempo da graça (Jo 1.17), mas isso não significa que Ele “jogou fora” ou aboliu tudo o que foi dado a Moisés, nos tempos veterotestamentários. A obra vicária do Senhor foi eficaz no que tange a não mais dependermos da lei mosaica quanto à salvação da nossa alma, a qual se dá mediante a graça de Deus, pela fé (Ef 2.8-10; Tt 2.11). Entretanto, boa parte dos mandamentos dados a Moisés são atemporais e aplicam-se à Igreja do Senhor (cf. Mt 5-7).

Muitos defendem a total anulação do dízimo no tempo da graça, alegando que estamos libertos da lei mosaica. Mas quais são as implicações de sua observância quanto à salvação pela graça de Deus? É pecaminoso contribuir com 10% dos rendimentos para a obra do Senhor? O ato de entregar o dízimo na igreja local implica crer que a salvação é pelas obras, e não pela graça? É óbvio que não!

Outros alegam que o Novo Testamento fala muito pouco — quase nada — acerca do dízimo. De fato, não há muita ênfase direta ao dízimo nas páginas neotestamentárias. Por outro lado, não existe uma passagem sequer desaprovando essa forma de contribuição.

Mas observe que o Senhor Jesus referiu-se ao dízimo como sendo um dever, ao dizer aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas” (Mt 23.23).

O que está registrado em Mateus 23.23 já seria suficiente para nos fazer crer que a prática do dízimo é neotestamentária, apesar de os seus destinatários terem sido os fariseus. A passagem de Mateus 23.13-33 também apresenta princípios e mandamentos universais, aplicáveis à igreja hodierna. Por exemplo, no versículo 28 está escrito: “exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e iniquidade”. Não temos aqui o ensinamento de que não devemos ser hipócritas? Essa verdade aplica-se a todos.

Indubitavelmente, ao lermos Mateus 23.23, estamos diante de uma grande verdade para os dias atuais. Qual? A verdade de que devemos, ao contrário dos fariseus, ser justos, misericordiosos, bem como ter fé e contribuir para a obra de Deus, em retribuição a tudo que dEle temos recebido. Nesse caso, o dízimo, que é uma instituição para manutenção da obra de Deus, pode sim ser baseado na passagem em apreço e em outras correlatas (Hb 7.1-10 com Rm 4.11,12,16; Gl 3.9; Jo 8.39), inclusive as que não contenham, propriamente, a palavra “dízimo” (cf. At 4.32; 2 Co 8.1-9; 9.6ss; Fp 4.10-19).

Muitos argumentam que Jesus falou do dízimo antes da inauguração da Igreja e que os apóstolos nada falaram acerca dessa prática. Ora, há muitos mandamentos da parte de nosso Senhor que foram transmitidos antes de a Igreja ter sido inaugurada no dia de Pentecostes. Ou abriremos mão das grandes verdades contidas em passagens como Mateus 5 a 9 e João 14 a 17, em razão de o Senhor as ter apresentado antes de sua obra expiatória? Se não podemos receber como verdade neotestamentária o que o Senhor disse antes de a Igreja ter sido inaugurada (At 2), isto é, antes de sua morte e ressurreição, em quê a igreja de Atos dos Apóstolos baseava os seus ensinamentos?

O fato de um crente ser dizimista, em gratidão a Deus e pensando no bem da sua obra, não deve, de modo algum, ser confundido com a prática da barganha. Contribuir para a obra do Senhor não é buscar riquezas nem deixar de se acomodar às coisas humildes. Mas o Senhor, sem dúvida, abençoa a quem contribui generosamente para a sua obra (2 Co 9.6-15; Ml 3.8-10). E isso não deve ser confundido com a barganha da teologia da prosperidade, condenada pelas Escrituras (2 Pe 2.3; 2 Co 2.17).

No Novo Testamento, vemos que o princípio veterotestamentário de que o trabalhador é digno de seu alimento (ou salário) é aplicado aos servos do Senhor (Mt 10.10; Lc 10.7; 1 Co 9.7-14; 1 Tm 5.17,18). Por quê? Porque a graça não anula todos os princípios e mandamentos divinos contidos na lei mosaica. E o dízimo pode, perfeitamente, ser visto como uma prática atemporal, que visa à manutenção da obra de Deus pelos seus servos. Uma análise do assunto, sem preconceito, não deixa dúvidas quanto à atemporalidade do dízimo, que antecede o período da lei mosaica (Gn 14.20) e é mencionado no Novo Testamento, direta e indiretamente (Mt 23.23; Lc 11.42; Hb 7.4-10).

Graças a Deus, nem todos os crentes foram influenciados pela perigosa conduta de demonizar o dízimo, atrelando-o à tentativa de salvar-se pelas obras da lei. Caso contrário, algumas igrejas já teriam fechado as portas, haja vista ser tal prática necessária para a manutenção da obra do Senhor na terra, assim como o era nos tempos do Antigo Testamento (Ml 3.10).

Em Cristo,

Por Pr.Ciro Sanches Zibordi

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Expoentes assembleianos estarão na 18ª Consciência Cristã


Evento acontecerá de 04 a 09 de fevereiro de 2016 em Campina Grande (PB)

O 18º Encontro para a Consciência Cristã acontecerá de 04 a 09 de fevereiro de 2016, no Complexo do Parque do Povo, em Campina Grande (PB), e promete reunir cristãos de várias partes do país, tanto tradicionais quanto pentecostais. O mesmo pode-se dizer dos preletores: entre os 32 palestrantes convidados, estarão representantes de algumas das principais denominações evangélicas do país. Entre os assembleianos, estarão presentes os pastores Ciro Sanches Zibordi, Geremias Couto e Elinaldo Renovato.
Bacharelando em Relações Internacionais (Universidade La Salle-RJ) e licenciando em Português/Francês (UFF-RJ), Ciro Sanches Zibordi é pastor na Assembleia de Deus em Niterói-RJ. Ele também é membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Casa de Letras Emílio Conde. Colunista do CPAD News desde 2010. Articulista do Mensageiro da Paz (CPAD) desde 1993, e autor dos livros “Erros que os Pregadores Devem Evitar”, “Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar”, “Evangelhos que Paulo Jamais Pregaria”, “Erros que os Adoradores Devem Evitar”, “Mais Erros que os Pregadores Devem Evitar”, “Perguntas Intrigantes que os Jovens Costumam Fazer”, “Adolescentes S/A”, além de coautor de Teologia Sistemática Pentecostal, todos da CPAD.
Ciro é preletor em escolas bíblicas no Brasil e no exterior, e professor de Hermenêutica, Exegese, Homilética, Teologia Sistemática e várias outras matérias durante dez anos na Faculdade Evangélica de São Paulo (Faesp), onde se formou em Teologia, em 1992. Ciro Sanches Zibordi já pastoreou congregações na AD do Ministério do Belém-SP e foi copastor da AD Cordovil-RJ. Atuou na CPAD (RJ) como gerente de TI e editor (2001-2008).
Geremias Couto, por sua vez, é pastor, conferencista, jornalista, e escritor vinculado ao My Hope Project da Associação Evangelística Billy Graham. Autor do livro A Transparência da Vida Cristã- (um estudo teológico-devocional sobre o Sermão do Monte),  Geremias também escreveu o capítulo sobre Eclesiologia da Teologia Sistemática Pentecostal, publicada pela CPAD. Ele é também comentarista da revista Lições Bíblicas para a Escola Dominical, publicada pela CPAD; presidente da organização Geremias Couto Ministry, Inc, membro da Casa de Letras Emílio Conde; editor pela CPAD da Bíblia de Estudo Pentecostal- verbete do Dicionário do Movimento Pentecostal; e é Coordenador Nacional do projeto Minha Esperança, realizado no Brasil pela Associação Evangelística Billy Graham em parceria com igrejas evangélicas, além de continuar mantendo vínculos de parceria com o My Hope Project, da mesma organização.
Por fim, Elinaldo Renovato de Lima tem bacharelado em Economia e mestrado em Administração, ambos pela UFRN, além de curso teológico pela Escola Teológica das Assembleias de Deus no Brasil (ESTEADEB) e mestrado em Ciências da Religião pela FAETEL. Foi consagrado pastor em 1993, e atualmente é pastor-presidente da Assembleia de Deus em Parnamirim-RN. É autor de mais de vários livros, entre eles “A família cristã nos dias atuais”, “Ética cristã: confrontando as questões morais do nosso tempo” e “As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais”, publicados pela CPAD. Elinaldo Renovato ainda é autor de diversos artigos e comentarista na Revista da Escola Dominical editada pela CPAD.
Além deles, outros 29 preletores já foram confirmados para a 18ª Consciência Cristã. Entre eles, estão Hernandes Dias Lopes, Russell Shedd, Augustus Nicodemus, Aurivan Marinho, Heber Campos Jr., Jonas Madureira, Solano Portela Neto, Franklin Ferreira, Renato Vargens, Sillas Campos e Conrad Mbewe, pastor africano que estará no evento pela primeira vez.
A programação da Consciência Cristã 2016 será diversificada, com plenárias, pela manhã e à noite, e eventos paralelos à tarde. A participação nas plenárias matutinas e nos eventos paralelos depende de inscrição prévia, que pode ser feita gratuitamente no site do evento. As plenárias noturnas serão abertas ao público.
Além das palestras e plenárias, a 18ª Consciência Cristã terá, ainda, a 4ª Feira do Livro da Consciência Cristã, a FELICC. Participarão da feira algumas das principais editoras evangélicas do país, como as editoras Vida, Vida Nova, Hagnos, Pão Diário, Cultura Cristã, Fiel, Sociedade Bíblica do Brasil, CPAD, Mundo Cristão, AD Santos e Esperança, além da Visão Cristã, selo editorial oficial do evento. Milhares de títulos estarão disponíveis para venda, com preços e condições de pagamento especiais.
Várias caravanas já estão sendo formadas para a 18ª Consciência Cristã, e os organizadores do evento oferecem apoio a grupos interessados em hospedagem alternativa. O suporte é disponibilizado a caravanas, de no mínimo 15 pessoas, interessadas em se hospedar em locais como escolas e igrejas. Os interessados devem preencher um formulário, disponível no site oficial da Consciência Cristã: www.conscienciacrista.org.br.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Filho de Deus deusinho é?

Pr. Ciro Sanches Zibordi

Certo pregador (ou animador de auditório?) afirmou, recentemente, diante de milhares de pessoas, que nós, como filhos de Deus, somos deuses! Depois de citar alguns versículos fora de contexto, ele sugeriu que, assim como filho de peixe peixinho é, filho de Deus deusinho é!

Não é de hoje que ouço essa aberrante heresia de que os filhos de Deus são deuses. A frase “Somos deuses”, aliás, é muito usada pelos pregadores triunfalistas, os que abraçaram os falsos ensinamentos do movimento da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade. Eles costumam afirmar que os crentes são deuses andando na terra ou super-homens, com poderes especiais para determinar todas as coisas que desejarem. Um famoso expoente triunfalista chegou ao ponto de afirmar — de modo blasfemo — que o Senhor assumiu a natureza de Satanás na cruz para que os crentes pudessem ser maiores que o próprio Senhor Jesus (HAGIN, Kenneth. O Nome de Jesus. São Paulo: Graça Editorial).

A frase “Somos deuses” é uma falsificação de Salmos 82.6: “Vós sois deuses, e todos filhos do Altíssimo”. Estudando a afirmação de Asafe à luz de seus contextos imediato e remoto, vemos que ele se referiu, de modo irônico, aos magistrados injustos de sua época, os quais, embora nada soubessem e andassem em trevas, pensavam saber alguma coisa (vv. 4,5). Asafe, então, concluiu: “como homens morrereis, e como qualquer dos príncipes caireis” (v. 7). Interpretando o texto sagrado acima e outros de forma equivocada, os triunfalistas pensam que são deuses andando na terra.

Uma das suas maiores eisegeses — não as confunda com exegeses — é baseada em 2 Pedro 1.4. Falsificando essa passagem, eles dizem que somos participantes da natureza divina em sua plenitude. Mas, em 2 Pedro 1, o apóstolo não afirmou que somos deuses ou participantes de todos os atributos da divindade, e sim participantes da natureza divina quanto aos atributos comunicáveis de Deus: amor, santidade, bondade, fidelidade, etc. (vv. 5-9; cf. Gl 5.22; Cl 3.12,13).

O Diabo é um deus (2 Co 4.4). O dinheiro pode ser um deus (1 Tm 6.10; Ef 5.5). O ego pode ser um deus (Jo 3.30; Lc 9.23). Daí a egolatria. E assim por diante. Como o Deus Todo-poderoso é o único com "d" maiúsculo, todos os deuses com "d" minúsculo são inimigos de Deus. Entendeu por que o salvo jamais deve querer ser um deus? Percebeu como é uma blasfêmia dizer "Somos deuses"? Portanto, o título "Deus dos deuses", em Salmos 136.2, não denota que Ele é um Deus que comanda pequenos deuses. Na verdade, significa que todos os deuses deste mundo — com "d" minúsculo — são falsos diante do único Deus verdadeiro (Jo 17.3).

Portanto, os pregadores triunfalistas blasfemam quando dizem: “Ser um pequeno deus não é o mesmo que ser igual ao Deus Todo-poderoso. Somos, na verdade, semelhantes a Ele. Somos deuses com 'd' minúsculo”. Na verdade, o Senhor — que não dá sua glória a ninguém (Is 42.8) — pergunta, em sua Palavra: “A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?” (Is 46.5). Nenhum de nós pode igualar-se ou sequer assemelhar-se a Deus!

Ciro Sanches Zibordi
Fonte: CPADNews


Meu comentário:

Será que é tão difícil entender isso, ou é mais uma maneira de se ficar em evidência?
Meu Deus!
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