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sábado, 9 de março de 2019

Pastor queima bandeira do Corinthians em protesto contra o desfile da Gaviões da Fiel

O desfile da escola de samba Gaviões da Fiel, no último domingo em São Paulo, despertou a indignação de muitos cristãos que também são torcedores do time Corinthians, entre eles o pastor Efraim Ferreira.
Morador da cidade de Munhuaçu, leste de Minas Gerais, Ferreira resolveu gravar um vídeo onde aparece fazendo um desabafo contra a direção do time pelo qual torce desde 1970, mas que agora deseja a sua derrota em todos os jogos.
"Vocês zombaram do meu Salvador que é Jesus", disse o pastor. "Então a partir de hoje eu torço para o Corinthians perder todos os jogos. Não foi torcer para nenhum time de São Paulo".
"Vocês não podem mexer com a minha fé, eu não dou direito de vocês brincar com a minha fé, zombar da minha fé, então está aqui o meu repúdio contra esse time contra essa diretoria", disse ele, que em seguida ateou fogo na bandeira do seu ex-time.
A revolta do pastor Ferreira foi motivada porque a escola de samba Gaviões da Fiel apresentou um enredo, onde a figura de Jesus Cristo aparece sendo derrotada pelo diabo e seus demônios.
A Bancada Evangélica no Congresso, por exemplo, disse que iria tomar "todas as medidas cabíveis" contra a Gaviões, alegando que o enredo da escola não foi arte, mas sim "um crime" contra a população cristã.

Posição da ANAJURE

A Associação Nacional de Juristas Evangélicos, no entanto, emitiu uma nota à imprensa nesta quinta-feira (7), onde se posiciona a respeito da polêmica envolvendo a Gaviões da Fiel. Para os juristas, a escola de samba não cometeu qualquer ilegalidade.
"Por todo o exposto, após análise minuciosa do desfile da ‘Gaviões da Fiel’ no carnaval 2019 em São Paulo, a assessoria jurídica da ANAJURE conclui que, data máxima vênia, a nosso juízo, não houve atos ilícitos por parte da comissão de frente daquela agremiação", diz o texto.
Os juristas ainda explicam que não houve crime "nem mesmo aqueles tipificados nos art. 20, da Lei n. 7.716/89[1] e no art. 208, do Código Penal[2], do mesmo modo que a apresentação não enseja danos morais ou materiais".
A ANAJURE justifica que o enredo da gaviões está, de fato, dentro dos limites da liberdade de expressão artística, mas fez ponderações quanto ao bom senso e formas mais respeitosas de exercer esse direito.
"Destarte, inobstante o fato de alguns terem considerado afrontosa e agressiva a exibição – e, nessa senda, concordamos que há maneiras mais ponderadas e respeitosas, dentro de critérios mínimos de convivência pacífica e tolerância, de trazer questões religiosas ao debate público, mesmo quando se pretende criticar", conclui a nota.
Fonte: Gospel+
Assista o vídeo do pastor Ferreira abaixo:

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Pastor compartilha vídeo de culto com jogadores do Corinthians no CT

Um vídeo de um culto organizado no Centro de Treinamentos do Corinthians, em São Paulo, mostra os jogadores do clube em um momento de louvor, acompanhados do pastor Vagner Lopes, que é ex-atleta e costuma visitar o local de treinamento do alvinegro.
O vídeo foi compartilhado pelo pastor na última quinta-feira, 14 de fevereiro, com alguns dos jogadores do elenco do Corinthians cantando um louvor.
As imagens mostram apenas um trecho da reunião que o líder evangélico realiza regularmente com os jogadores, no Centro de Treinamento Joaquim Grava. "Foi bom demais estar com vocês, porém sentimos a falta do restante dos brothers. Sabadão nos vemos novamente. Deus os abençoe", escreveu o pastor nas redes sociais.
Ex-jogador, Lopes tem um testemunho de superação do vício em drogas e é fundador da igreja Comunidade Cristã Aprisco da Família e começou a se relacionar com os atletas do time e frequentar o CT devido a sua amizade com o atacante Jô, que deixou o clube no começo de 2018.
Entre os jogadores que normalmente participam dos cultos está o goleiro Cássio. No vídeo, apesar da ausência do titular do gol do Corinthians, é possível notar a presença do goleiro reserva, Walter, assim como do artilheiro da equipe em 2019, Gustavo, chamado de Gustagol pela torcida.
Fonte: Gospel+

Pastor costuma compartilhar fotos de suas visitas ao CT

sexta-feira, 9 de março de 2018

Atleta vence as drogas e evangeliza jogadores do Corinthians: "Falamos do Reino de Deus"



Atualmente pastor, Vagner Lopes conta que não vai ao CT do Corinthians para falar de religião, mas sim do amor de Deus.


Toda semana o pastor Vagner Lopes vai ao CT Joaquim Grava para se reunir com os jogadores do Corinthians em estudos bíblicos e falar sobre como eles podem exercitar a fé antes de cada jogo.

O pastor Vagner Lopes vai ao CT Joaquim Grava toda semana. Ele se reúne com os jogadores do Corinthians para falar de Deus e exercitar a fé na véspera de cada jogo. O missionário acabou conquistando a confiança e admiração dos atletas, não só pelo jeito simples de transmitir a mensagem do Evangelho, mas também por ter uma história de vida parecida com a de muitos jogadores.

Fundador da igreja Comunidade Cristã Aprisco da Família, pastor Vagner começou a frequentar o clube por ser amigo do jogador Jô e acompanhou de perto a campanha do time, rumo ao título do Brasileirão de 2017. Hoje, mesmo após a mudança de Jô para a China, pastor Vagner continua a se reunir com jogadores do Clube.

As reuniões acontecem uma ou duas vezes por semana, geralmente antes das partidas, enquanto os jogadores estão em concentração. Até o ano passado, 15 jogadores participavam dos encontros, entre eles, Jô, Cássio, Fellipe Bastos, Giovanni Augusto, Guilherme Arana e Moisés. Já neste ano, alguns atletas deixaram o clube e o grupo está sendo reorganizado, mas o goleiro Cássio assumiu a liderança e Fagner e Pedrinho também estão sempre presentes.

Pastor Vagner explicou que o objetivo dos encontros não é valorizar uma religião, mas sim falar do amor de Deus e trazer conselhos aos jogadores, relacionados aos valores morais e a importância da família.

"Quem está ali, não está pregando a placa de igreja nenhuma. Está ali para falar do amor de Jesus. Senão é terrorismo, é o evangelismo do Bin Laden. 'Vem para mim, senão vai para o inferno'. Por isso chegamos com a ideia de não levar nenhuma placa, não falar nada além do reino de Deus. Pode ir um padre, quem quiser, a questão aí é o fato de ter criado essa confiança, mas eles são abertos para quem quiser ou um sacerdote de outro segmento. Temos que quebrar esses paradigmas que só nos afastam", explicou.

Vagner também acredita que os encontros tenham contribuído para fortalecer a união do grupo, o que acaba refletindo na relação deles dentro e fora de campo.
"Foi bem legal, que parte das conquistas que eles alcançaram dentro do campo eles tinham conquistado também fora de campo. Eles se tornaram muito amigos. É difícil isso na bola. Gente parceira, o cara que corre para você", contou.


Testemunho


A identificação dos jogadores com o pastor foi natural. Além de sua maneira simples e acessível de compartilhar a Palavra de Deus, Vagner também teve uma carreira no futebol e superou momentos de adversidades que muitos enfrentam, como o problema das drogas.

Ele saiu de casa ainda muito novo, com 12 anos, para atuar na categoria de base base do Guarani e tentar a vida nos gramados. Chegou a se profissionalizar no time de Campinas e ainda atuar em equipes como o Juventus, da Mooca, e o Ituano. Mas as drogas acabaram se tornando um grande obstáculo em sua vida.

"Meu pai faleceu eu tinha 3 anos, mas precisava comer, minha mãe saía e a gente ficava meio sozinho. Se a família não educa, o mundo educa e a educação do mundo é cruel. Com 11 anos de idade, eu tive esse contato com a droga. Não sei se herança genética porque o meu pai faleceu por uso de drogas. O Guarani me tirou do ambiente, mas o ambiente não saiu de mim. Fui dependente por dez anos e não conseguia superar, fui para casa de recuperação", relatou.

"Muitas oportunidades no futebol apareceram e elas foram embora porque eu não tinha competência mais. A gente trabalha com físico, vai ficando debilitado. Parece que está dentro daquela gaiola e que você é um hamster, só que você não enxerga", acrescentou.

Mesmo chegando ao fundo do poço, Vagner ainda tentava se manter no futebol. Chegou a jogar na quinta divisão do futebol paulista. Mas com a ajuda de um amigo, jogando no Primaveira de Indaiatuba que conseguiu retomar o caminho certo. Após ter uma experiência com Jesus, ele considera que sua recuperação foi um milagre.

"Eu estava com princípio de depressão, sem rumo, sem perspectiva. Olhava para mim e via qualidade, mas olhava para a situação e percebia que eu não conseguia ter sucesso. Esse amigo me apresentou esse propósito. Caiu a ficha: 'Peraí. O que eu estou fazendo com a minha vida? Vou decidir, vou treinar, vou vencer isso daí'. Foram seis meses de luta contra abstinência, desfazendo alianças com amizades, caiu a consciência em mim. Comecei a me aplicar, treinar forte de novo. Foi um milagre. Isso trouxe a libertação. Faz 25 anos que não sei o que é droga", disse.

Vagner relatou que conseguiu melhorar na carreira, voltando a jogar no Ituano e até mesmo tendo uma passagem pelo Real Madrid em 1994, mas uma lesão o fez voltar para o Brasil. Ele também jogou no XV de Piracicaba, no Banfield-ARG e passou pelo futebol dos Estados Unidos, mas o chamado ministerial falou mais alto. Trocou os gramados pelo campo missionário e depois fundou o ministério Aprisco da Família.

Fonte: Guiame
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