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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Dilma Roussef diz que a esquerda precisa “olhar para os evangélicos” para retomar o poder

A chefe do governo que mais radicalizou as pautas progressistas e que distanciou o público evangélico do PT afirmou que a esquerda brasileira deve seguir a sugestão de Lula e tentar se reaproximar dos evangélicos. Dilma Rousseff abordou o assunto em uma viagem à Colômbia.
Segundo a ex-presidente, a reaproximação com os evangélicos é crucial para que a esquerda volte ao Palácio do Planalto. Surpreendentemente, no entanto, Dilma não vê as questões associadas aos valores morais como a principal identificação do segmento com a plataforma de Jair Bolsonaro, e sim, a segurança, outra bandeira do presidente.
"Nós temos de olhar para os evangélicos, que votaram no Bolsonaro. Nós temos de discutir com aqueles que o defenderam porque acham e acreditam que a questão da segurança no Brasil é a questão central. E nós temos de tratar essa questão", declarou à emissora alemã DW.
Seguindo a cartilha da esquerda, Dilma não admite erros e se vale de bordões para retratar o governo Bolsonaro com críticas vazias: "No Brasil o que você constata é a existência de um governo neofascista executando um programa neoliberal", disse. "As organizações de direita, de extrema direita, pela primeira vez apareceram claramente no cenário nacional. Além disso, você teve, naquele momento [protestos de 2013], a visão por parte de alguns, de que seria possível começar a manipular as coisas", acrescentou.
O desespero do PT para recuperar credibilidade junto ao segmento evangélico tem explicações que vão além da vitória de Jair Bolsonaro em 2018, como por exemplo, o crescimento exponencial dos fiéis ao longo dos últimos 30 anos – e com projeções de superar o número de católicos em 2032.
Numa carta aberta, divulgada em janeiro último, o PT não esconde a arrogância ao dizer que se esforçará a ensinar os evangélicos a interpretarem a Bíblia Sagrada. O documento foi redigido pelos filiados à legenda que dizem formar "núcleos evangélicos" na organização.
Fonte: Gospel+

sábado, 13 de julho de 2019

Morre Dilma Jane da Silva, mãe de Dilma Rousseff

Dilma Jane Coimbra Silva, aposentada tinha 95 anos e enfrentava problemas de saúde

Neste sábado (13), faleceu a mãe da ex-presidente Dilma Rousseff, Dilma Jane Coimbra Silva. Ela tinha 95 anos e enfrentava problemas de saúde consequentes de um AVC isquêmico.
Dilma Jane estava em Belo Horizonte, Minas Gerais, e a presidente destituída está em Londres, no Reino Unido. De acordo com a assessoria da petista, ela volta ao Brasil para participar do velório.
Fonte: Pleno News

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Dilma Roussef diz na Argentina: PT vai fazer “aliança até com o Diabo” para combater Bolsonaro - ASSISTA AQUI


Ex-presidente diz que seu partido não sofreu "derrota estratégica"


A ex-presidente Dilma Rousseff participou do Fórum do Pensamento Crítico, em Buenos Aires, Argentina, nesta segunda-feira (19).
Em discurso inflamado, transmitido pela rádio Jovem Pan, Dilma Roussef falou sobre a formação de uma frente de oposição liderada pelo Partido dos Trabalhadores.
"Uma frente democrática, que seja a mais ampla possível. Para sermos capaz de fazer todas as alianças necessárias, com todos os segmentos. A gente fará aliança até com o diabo para combatê-los", insistiu Dilma na cerimônia de abertura do evento que reuniu dirigentes da esquerda de vários países.
Dilma criticou ainda o fim do programa Mais Médicos, assinado com Cuba durante o seu primeiro mandato. "Isso significa que milhões de brasileiros não terão acesso ao atendimento básico de saúde. E essa sistemática alteração dos direitos vai provocar uma reação popular", segundo sua previsão.

ASSISTA AQUI

domingo, 28 de outubro de 2018

Bolsonaro morreu pela boca, diz Dilma Rousseff ao votar


A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) votou cedo neste domingo (28) em Belo Horizonte e disse acreditar em uma virada de Fernando Haddad (PT).
"Bolsonaro morreu pela boca", disse à reportagem, mencionando a fala do candidato do PSL sobre acabar com opositores e a fala do filho dele sobre fechar o STF.
A respeito de sua derrota em Minas, onde foi candidata ao Senado, Dilma disse que ficou estarrecida e que foi uma surpresa.
As pesquisas indicavam que a ex-presidente seria eleita. Dilma afirmou que é preciso investigar "o que aconteceu no WhatsApp", referindo-se à reportagem da Folha de S.Paulo sobre disparos contra o PT pagos por empresários.
Dilma entrou por uma porta lateral do colégio onde vota na região da Pampulha. Veio sozinha e não houve tumulto.
A ex-presidente votou por volta de 8h05, logo que a escola abriu.
No primeiro turno, ela chegou a pé pela porta principal, acompanhada de deputados petistas por volta das 10h. Houve vaias e gritos de apoio.
A ex-presidente viaja ainda neste domingo para São Paulo, para acompanhar a apuração. Com informações da Folhapress.
Fonte: MSN

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Pr. Silas Malafaia chama discurso de Dilma de imbecil - Comento a notícia


O pastor Silas Malafaia resolveu responder ao discurso de Dilma Rousseff, que ao ser impedida de continuar seu mandato, afirmou ser vítima de um golpe onde as suas propostas progressistas seriam substituídas por visões “reacionárias”, fazendo com que os mais pobres e as minorias perdessem também seus direitos.
Exercendo sua cidadania, Malafaia resolveu se posicionar contra o discurso que ele caracterizou como “imbecil”.
O pastor assembleiano tentou esclarecer para a ex-presidente que ela perdeu o mandato por ter cometido crime de responsabilidade fiscal e não por conta dos defensores da família que se posicionaram contra suas propostas em relação ao movimento LGBT.
“Não vem com essa banca de honesta, não, porque tem denúncia na Lava Jato que suas campanhas têm dinheiro de corrupção. Tu tem moral para falar alguma coisa, Dilma?”, disse ele.
Malafaia fez questão de frisar que foram os governos mais corruptos da história e que não há condições de falar em honestidade.
Ele ainda mostrou ao seu público que Dilma mostrou seu real discurso ao falar sobre homofobia e ideologia de gênero, temas abordados pela presidente afastada.
“Graças a Deus que você tomou um impeachment. Chega!”, afirmou ele.

MEU COMENTÁRIO

Não quero entrar no mérito do conteúdo politico e ou ideológico da matéria, mas como em outras ocasiões, discordo do linguajar e da tonalidade do discurso do pastor Silas Malafaia. 

Também gosto de política, porém, sabendo da minha principal atividade que é ser pastor, preciso dar exemplo ao rebanho, tenho que agir com ética e responsabilidade.

Um líder deve ser o exemplo para os fiéis, de modo que possam reproduzir nossas atitudes. Às vezes  nosso conteúdo é o melhor, porém, colocamos em risco a credibilidade do que falamos, única e exclusivamente pela maneira como falamos, portanto vigiemos.
Assista:

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Magno Malta cita a Bíblia para justificar impeachment de Dilma: “Tudo que é feito no escuro virá à luz”


Por Tiago Chagas
O senador Magno Malta (PR-ES) discursou na noite da última terça-feira, 30 de agosto, no julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade, e afirmou que a reeleição da mandatária foi permitida por Deus para que os malfeitos fossem revelados.
Ao longo de seu discurso, o político capixaba fez referências à Bíblia Sagrada, o rei Salomão e o próprio Deus para justificar seu voto a favor do impeachment: “A presidente Dilma não está sendo caçada por mim ou nenhum desses outros senadores, mas ela será caçada por Salomão. Salomão é senador? Tem assento nessa casa? Não, mas Salomão escreveu que a arrogância precede a ruína”, afirmou.
Em novembro de 2014, Malta fez um discurso no Senado e disse ao colega Aécio Neves (PSDB-MG) que sua derrota nas eleições havia sido um livramento divino, devido à crise econômica que se revelou após o pleito. Ontem, o senador reiterou esse pensamento, dizendo que a vitória de Dilma há quase dois anos foi permitida por Deus.
“[A eleição], de fato, é fruto da vontade permissiva de Deus. As lambanças que fizeram no escuro — aliás, a Bíblia diz que tudo que é feito no escuro um dia virá a luz — precisavam vir à luz. Foi a eleição dela que permitiu que as lambanças viessem à luz, e tomamos conhecimento de todas elas”, asseverou.
Magno Malta ressaltou que as conquistas sociais alcançadas durante os governos do PT se devem à estruturação do país na área econômica realizada no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
“Eles [petistas] evocam o conjunto da obra para falar dos bons governos, se esquecendo que a Bíblia diz que um semeia e o outro ceifa”, contextualizou. “Quando falam sobre o conjunto da obra eles falam como se Lula tivesse descoberto o Brasil […] No conjunto da obra houve inclusão social? Houve. Mas houve porque os fundamentos da economia foram estabelecidos no governo Fernando Henrique”, acrescentou.
Na conclusão dessa linha de raciocínio sobre a permissão divina, Malta relembrou o pronunciamento no final de 2014, quando disse a Aécio que sua derrota teria um significado maior no futuro: “O então candidato derrotado — para sua própria felicidade — fez um discurso aqui. Daquela cadeira eu disse: ‘Vossa excelência não perdeu as eleições, e sim recebeu um livramento da parte de Deus’”.
Malta encerrou sua argumentação sobre o cenário do impeachment dizendo que, para os petistas e aliados, o golpe é se opor à corrupção: “O que é não ser golpista? É bater palmas para essa lambança que fizeram com o dinheiro público? As pedaladas fiscais foram feitas não por amor aos pobres, por amor à Minha Casa, Minha Vida ou por amor ao Bolsa Família. Não! Foram para tapar o rombo do BNDES”.
Fonte: Gospel+
Assista, na íntegra, o discurso do senador Magno Malta:

Pronunciamento da presidenta Dilma Roussef após aprovação do impeachment


Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.
Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.
Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.
É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.
É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.
Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.
O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.
Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.
Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.
O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.
O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.
Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.
A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.
Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.
Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.
Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.
Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.
Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.
Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.
Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.
Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.
Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:
"Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta."

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.
Fonte: UOL

Dilma Roussef consegue votos e mantém direito a ocupar cargos públicos


O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.

A decisão de afastar Dilma definitivamente do comando do Palácio do Planalto foi tomada na primeira votação do julgamento final do processo de impeachment. A pedido de senadores aliados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu realizar duas votações no plenário.
A primeira, analisou apenas se a petista deveria perder o mandato de presidente da República.
Na sequência, os senadores apreciaram se Dilma devia ficar inelegível por oito anos a partir de 1º de janeiro de 2019 e impedida de exercer qualquer função pública.
Na votação, 42 senadores se posicionaram favoravelmente à inabilitação para funções públicas e 36 contrariamente. Outros 3 senadores se abstiveram. Para que ela ficasse impedida de exercer cargos públicos, eram necessários 54 votos favoráveis.
Fonte: G1

Senado aprova impeachment, sela saída definitiva de Dilma


O Senado Federal condenou por 61 votos a 20 a presidente Dilma Rousseff (PT) pelo crime de responsabilidade devido às chamadas “pedaladas fiscais” e selou a saída definitiva da petista do Palácio do Planalto nesta quarta-feira (31).
A decisão sobre os direitos políticos da petista, porém, serão objeto de outra votação na sequência ainda hoje. A aprovação do impeachment de Dilma encerra um período de 13 anos e cinco meses do PT no Palácio do Planalto.
Com a decisão, o presidente interino Michel Temer torna-se efetivo na Presidência da República e governará o Brasil até o final de 2018. Ele assumirá o País oficialmente ainda hoje.
A efetivação de Temer significa ainda a volta do PMDB ao Planalto de forma indireta, assim como ocorreu em 1985, quando o presidente eleito Tancredo Neves morreu e José Sarney assumiu a República.
Futuro político de Dilma   
A decisão sobre o futuro político da agora ex-presidente da República Dilma Rousseff será definido em uma segunda votação. A petista poderá ficar impedida de assumir cargos públicos pelos próximos oito anos — a legislação, porém, não é clara se ela pode ou não exercer cargo de confiança de outra pessoa eleita.
Para determinar a perda de mandato de Dilma, eram necessários dois terços dos votos do total de senadores — o que corresponde a 54 dos 81 parlamentares da Casa — para que a petista deixasse o posto em definitivo. Portanto, a petista recebeu 7 votos a mais que o necessário.

Fonte G1

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pr. Silas Malafaia refuta afirmações de golpe e desafia Dilma

Silas Malafaia quer saber se a presidente afastada e seus aliados no Senado têm coragem de chamar Lewandowski de golpista

O pastor Silas Malafaia questionou as tentativas da presidente afastada Dilma Rousseff de afirmar que o processo de impeachment é golpe.
O religioso citou alguns fatos que confrontam tal afirmação usada também pelos aliados da presidente, inclusive o Partido dos Trabalhadores tem mantido uma equipe no Senado filmando um documentário para mostrar o tal “golpe”.
Para Malafaia, que nunca escondeu seu desafeto com o governo Dilma, é impossível afirmar que há golpe no processo de impedimento contra a presidente.
Quando se tem golpe ou o presidente é preso ou tem que ir embora do país”, diz ele que faz algumas perguntas: “Que golpe é esse que o Supremo Tribunal Federal dita o rito do processo? Que golpe é esse onde a presidenta constitui o advogado e tem direito a ampla defesa?
O líder evangélico também lembra que mais de 300 deputados votaram pelo afastamento de Dilma e que no Senado o advogado da presidente, José Eduardo Cardoso teve todo o direito de defendê-la das acusações.
A última parte do rito é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal”, afirma Malafaia dizendo que, por estes motivos, é uma farsa do governo afastado dizer que está sendo vítima de um golpe.
Eu vou dizer onde foi o golpe: golpe foram os governos Dilma e Lula, os mais corruptos da história do Brasil e uma das maiores roubalheiras do mundo”, diz o pastor assembleiano.
Silas Malafaia também falou que a campanha eleitoral de 2014 foi um golpe, citando inclusive a diminuição no valor da conta de luz só para ganhar o voto dos eleitores.
Para ele, Dilma não tem condições psicológicas e nem morais de presidir o país. Ele também desafia os senadores aliados à presidente afastada que se unam para dizer na cara do presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que ele é um golpista.
Assista:

“Deus iniciou o impeachment”, declara Janaína Paschoal ao Senado


Uma das principais figuras no processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a advogada Janaína Paschoal foi a primeira a falar na sessão de debate na manhã desta terça-feira (30).
Ao rebater os argumentos de que houvesse algum tipo orquestração para o início do processo, Paschoal, que assinou o pedido original junto com o dr. Hélio Bicudo, desabafou. “Eu acho que se tiver alguém fazendo algum tipo de composição neste processo é Deus”, afirmou.
“Foi Deus que fez com que várias pessoas, ao mesmo tempo, cada uma na sua competência, percebessem o que estava acontecendo com nosso país e conferisse a essas pessoas coragem para se levantarem e fazerem alguma coisa a respeito”, assegurou na tribuna do Senado.
Seu discurso durou cerca de uma hora. Ela também questionou a honestidade da acusada.
“Não me parece honesto dizer para um povo que existe dinheiro para continuar com programas que para esse povo são essenciais, quando já se sabe que eles não existem”, disparou.

Uso recorrente do nome de Deus

Não é a primeira vez que o nome do Senhor é usado nesse processo político que se desenrola no país desde o ano passado. Possivelmente foi a palavra mais usada durante as justificativas de votos dos deputados favoráveis à continuação do processo naquela Casa dia 17 de abril.
No dia em que assumiu interinamente, o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) afirmou: “Deus me deu uma missão, que eu ajude a tirar o Brasil da crise”.
Embora já tenho declarado em outras ocasiões não crer em Deus, Dilma já apelou pela intervenção divina. Recentemente tentou (em vão) conseguir apoio do papa Francisco e pediu que os evangélicos orassem “contra o golpe”.

Janaína Paschoal: “Deus iniciou o impeachment

Assista aqui

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Planalto divulga nota para dizer que governo não reduzirá direitos


Nota foi divulgada nesta segunda durante depoimento de Dilma no Senado.Governo Temer foi criticado pela petista e por senadores da oposição.


Em nota divulgada na noite desta segunda-feira (29), o Palácio do Planalto afirmou que o governo do presidente em exercício Michel Temer não reduzirá direitos sociais, previdenciários e trabalhistas.
A nota foi divulgada durante o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado no julgamento que ela enfrenta no processo de impeachment.
A Secretaria de Comunicação da Presidência informou que a nota é uma resposta aos 'ataques' de senadores e da presidente afastada ao governo Temer durante a sessão de julgamento do impeachment e não se refere à ninguém especificamente.
"O debate no Senado Federal sobre o processo de impeachment gerou falsas acusações de retirada de direitos sociais, previdenciários e trabalhistas pelo Governo Federal aos cidadãos brasileiros", diz a nota.
"Não é verdade que se debata a estipulação de idade mínima de 70 ou 75 anos aos aposentados; não será extinto o auxílio-doença; não será regulamentado o trabalho escravo; não há privatização do pré-sal e não se cogita revogar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essas e outras inverdades foram atribuídas de forma irresponsável e leviana ao governo interino", afirma o governo.
Nesta segunda, em meio ao depoimento, Dilma criticou, entre outros pontos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos, apresentada pela equipe econômica de Temer. Outros senadores contrários ao impeachment de Dilma também criticaram o governo do peemedebista e apontaram supostas tentativas de reduzir direitos.
"Quem paga o pato, ou seja, quem fornece os recursos para que o país saia da crise? Alguns acreditam que sejam apenas os trabalhadores, os mais pobres, a classe média, os profissionais liberais, os pequenos empresários. Isso não é possível. Diante da crise, não se pode implantar um programa ultraliberal em economia e um programa ultraconservador que tira direitos pessoais e coletivos e adota uma pauta extremamente reacionária, é a palavra, contra as mulheres, os negros, a população LGBT", disse Dilma, durante seu depoimento.
Veja a íntegra da nota divulgada pelo Palácio do Planalto nesta segunda:
NOTA À IMPRENSA
O debate no Senado Federal sobre o processo de impeachment gerou falsas acusações de retirada de direitos sociais, previdenciários e trabalhistas pelo Governo Federal aos cidadãos brasileiros.
Não é verdade que se debata a estipulação de idade mínima de 70 ou 75 anos aos aposentados; não será extinto o auxílio-doença; não será regulamentado o trabalho escravo; não há privatização do pré-sal e não se cogita revogar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Essas e outras inverdades foram atribuídas de forma irresponsável e leviana ao governo interino.
Todas as propostas do governo Michel Temer são para assegurar a geração de emprego, garantir a viabilidade do sistema previdenciário e buscar o equilíbrio das contas públicas. E todas elas respeitarão os direitos e garantias constitucionais.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Dilma Roussef vai ao senado e mantém discurso de que impeachment é golpe


A presidente afastada, Dilma Rousseff, assegurou que "resistirá", como há 46 anos, quando foi julgada na ditadura, e pediu ao Senado que impeça o seu impeachment, mencionando os 54 milhões de votos que a levaram ao poder.
Em seu discurso de mais de 40 minutos, Dilma definiu o presidente interino Michel Temer como "usurpador" e falou de covardia, deslealdade, injustiça e honestidade.
"Não esperem de mim o silêncio dos covardes", enfatizou.
- Governo usurpador -
Dilma, 68 anos, afirmou que sua destituição definitiva é um "pretexto" para dar lugar ao "governo usurpador" de seu vice, Michel Temer.
"São pretextos para viabilizar um golpe na Constituição. Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador.
A eleição indireta de um governo que, já na sua interinidade, não tem mulheres comandando seus ministérios, quando o povo, nas urnas, escolheu uma mulher para comandar o país. Um governo que dispensa os negros na sua composição ministerial e já revelou um profundo desprezo pelo programa escolhido pelo povo em 2014. (...) Fui eleita presidenta por 54 milhões e meio de votos para cumprir um programa cuja síntese está gravada nas palavras 'nenhum direito a menos'.
O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição".
Aproveitou para novamente promover um referendo sobre o futuro político do país.
"Chego à última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso País. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia".
- Sem crime -
A presidente afastada negou enfaticamente os crimes pelos quais é acusada.
"Venho para olhar diretamente nos olhos de Vossas Excelências, e dizer, com a serenidade dos que nada tem a esconder que não cometi nenhum crime de responsabilidade. Não cometi os crimes dos quais sou acusada injusta e arbitrariamente".
"(...) diante das acusações que contra mim são dirigidas neste processo, não posso deixar de sentir, na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça".
- Tortura -
Dilma disse que respeita quem a julga, os senadores, e indicou que não guardará rancor em relação a quem votar a favor do impeachment.
"Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão".
"Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia (...) Disso tenho orgulho. Quem acredita, luta. Aos quase 70 anos de idade, não seria agora, após ser mãe e avó, que abdicaria dos princípios que sempre me guiaram", assegurou.
Fonte: Yahoo

Dilma fala nesta segunda no plenário do Senado com Lula na plateia


Diante de uma plateia formada por 81 senadores, quatro presidentes e ex-presidentes de partidos, 18 ex-ministros e pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente afastada Dilma Rousseff apresentará na manhã desta segunda-feira (29) ao plenário do Senado sua defesa no processo de impeachment.
Na semana passada, entre quinta (25) e sábado (27), os senadores ouviram as testemunhas de defesa e de acusação no processo. Ao longo de três dias, os parlamentares fizeram inúmeros questionamentos aos depoentes, colheram informações e pediram esclarecimentos sobre as denúncias contra Dilma.
Conforme a Secretaria-Geral da Mesa, Dilma chegará ao Congresso nesta segunda pela chapelaria, entrada principal dos parlamentares, e se dirigirá à sala de audiências da presidência do Senado, onde o presidente da Casa comanda as reuniões da Mesa Diretora, do colégio de líderes e recebe autoridades.
No local, Dilma poderá estar acompanhada de quem desejar e terá à sua disposição lanches como pão de queijo e misto quente, além dos pratos do cardápio dos restaurantes do Senado, como salada, peixe, carne, arroz e feijão.
Pela programação, o depoimento da presidente afastada começará às 9h e ela terá direito a 30 minutos de fala, prorrogáveis a critério do presidente da sessão, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após o pronunciamento de Dilma, os 81 senadores poderão se inscrever para formular perguntas à presidente afastada, assim como a acusação – representada pelos autores do pedido de impeachment Janaina Paschoal e Miguel Reale Jr. – e a própria defesa de Dilma – comandada pelo advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.
'Marco político'
Para o líder do bloco que faz oposição ao governo do presidente em exercício Michel Temer, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), a presença de Dilma será o “grande marco político” que a presidente afastada precisa para reverter votos e garantir que não haja o impeachment.
“O grande dia será esta segunda-feira. Dilma vai provar a injustiça que está sofrendo porque não houve crime de responsabilidade. Ela quer olhar para cada um dos seis ex-ministros que vão votar a favor do impeachment e vai responder [a perguntas] com dureza. Isso pode ter um impacto gigantesco e pode virar o jogo”, declarou o parlamentar.
Dos 81 senadores que julgarão Dilma, nove são ex-ministros e a tendência é que seis deles votem pela cassação do mandato da petista: Eduardo Braga (PMDB-AM), Edison Lobão (PMDB-MA), Garibaldi Alves (PMDB-RN), Marta Suplicy (PMDB-SP), Eduardo Lopes (PRB-RJ) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Devem se manter contra o impeachment Kátia Abreu (PMDB-TO), Armando Monteiro (PTB-PE) e Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Já o líder do PSDB, Cássio Cunha Lima (PB) acredita que “não há a menor hipótese” de a petista reverter votos com sua ida ao plenário.
“O PT está fazendo filmetes, documentários, peças de propaganda, e a presença dela é só uma cena para esses filmes. Infelizmente, o plenário do Senado foi transformado em set de filmagens e os 'dilmistas' não estão mais preocupados com a defesa, mas, sim, com a encenação de um discurso político”, disse.
O pronunciamento da presidente afastada é uma das últimas fases do processo. Após ela falar aos senadores e responder aos questionamentos, os 81 parlamentares terão direito a dez minutos cada para expressar sua posição sobre o impeachment.
Na sequência, ocorrerá a votação final, que poderá resultar na cassação do mandato de Dilma – o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estima que a votação deverá ocorrer somente nesta terça (30) ou até mesmo na quarta (31), conforme o andamento da sessão desta segunda.
Tom do discurso
Afastada do mandato há 110 dias, Dilma passou o último fim de semana no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, preparando o discurso que irá ler aos senadores nesta segunda.
Ao G1, senadores aliados dela passaram a defender desde os últimos dias que, em seu discurso ao plenário, Dilma utilize um tom “duro” e “firme”, enfatizando que não cometeu crime de responsabilidade e, portanto, não deve sofrer o impeachment.
Esse grupo de aliados de Dilma, porém, até o fim de semana, mostrava divergências sobre se a presidente afastada deve ou não acusar de “golpistas” os senadores que defendem o impeachment.
Lula
Principal conselheiro de Dilma e responsável por viabilizar a primeira candidatura dela à Presidência, em 2010, o ex-presidente Lula assistirá ao depoimento da presidente afastada no Senado.
Na sexta-feira passada (26), Lula esteve em Brasília e, segundo relatos de assessores e senadores petistas, se reuniu com Dilma no Alvorada.
No encontro, disse ao G1 o senador Humberto Costa (PT-PE), o ex-presidente e a presidente afastada “trocaram avaliações políticas” sobre o processo de impeachment. Lula retornou no mesmo dia a São Paulo e desembarcou em Brasília neste domingo (28).
Conforme o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), o petista não entrará no plenário, mas acompanhará da galeria, uma espécie de mezanino, ao lado de outros aliados de Dilma, como os ex-ministros Jaques Wagner (Casa Civil), Aloizio Mercadante (Educação), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral).
Para o advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, a presença de Lula “ajudará” Dilma na sessão. O senador Álvaro Dias (PV-PR), por outro lado, adversário do PT, acredita que a ida do ex-presidente ao Senado “não altera em nada a convicção dos senadores ou o processo de impeachment”.
Fonte: CPADNews
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