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sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Câmara do Rio rejeita abrir processo de impeachment contra Crivella

Gabriel Sabóia
Do UOL, no Rio
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro rejeitou por maioria simples a abertura de um processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) por um placar apertado de 25 votos a 23, na tarde desta quinta-feira, 3 de setembro.
Com isso, a denúncia foi arquivada após cerca de 4 horas de discussões com participações presenciais e remotas por conta da pandemia de covid-19.
O pedido de impeachment contra o prefeito foi motivado pela denúncia de que servidores comissionados atuavam para impedir o trabalho de jornalistas e demandas da população em unidades de saúde do Rio, segundo revelou reportagem da TV Globo.
Investigada em diferentes frentes, a ação seria coordenada por meio de grupos em aplicativos de mensagens —o maior deles batizado de "Guardiões do Crivella".
Apesar da rejeição, Crivella ainda pode ser investigado por uma CPI na Câmara dos Vereadores por esse esquema. Em sua maioria, os vereadores da base do prefeito argumentaram que o mandato encontra-se em sua reta final e que admitir a abertura de um processo de impeachment poderia "tumultuar" a disputa à Prefeitura do Rio, na qual ele é candidato à reeleição.
O vereador Marcelo Siciliano (PP) foi um dos poucos que disse acreditar que Crivella não tinha responsabilidade sobre as atitudes dos seus "guardiões". "Não podemos culpar uma pessoa pelos atos de terceiros, nós nem sequer temos a certeza da ingerência do prefeito nesse esquema. Não podemos ser levianos", afirmou.
De acordo com a reportagem da TV Globo, contudo, o próprio prefeito participava das trocas de mensagens e parabenizava os integrantes do grupo por intimidações aos jornalistas que faziam reportagens sobre a crise na saúde municipal.
A fala dele foi contestada pelo vereador Brizola Neto (PSOL): "[Os guardiões] São jagunços do prefeito pagos com dinheiro público. Em nome da democracia, precisamos afastar o bispo Crivella da Prefeitura já, agora".
Apesar de não responder a um processo de impeachment, Crivella enfrenta investigações em outras frentes. Na última segunda (31), o MP-RJ (Ministério Público do Rio) decidiu abrir investigação no âmbito criminal para apurar a possível prática de uma série de crimes.
Após uma decisão favorável do plantão judiciário, a Polícia Civil também iniciou uma apuração sobre o caso e realizou uma operação na terça.
Homens da Draco (Delegacia de Repressão a Crimes Organizados) cumpriram mandados de busca e apreensão contra integrantes do Guardiões de Crivella. Um dos alvos foi Marcos Luciano. Os policiais apreenderam celulares, anotações, documentos e R$ 10 mil em espécie em seu apartamento, em Olaria, na zona norte do Rio.
A Procuradoria Regional Eleitoral pediu que promotores eleitorais do MP-RJ avaliem se Crivella cometeu ilícitos eleitorais como abuso de poder político e conduta vedada.
Outro lado
Em nota divulgada após o encerramento da votação, a Prefeitura do Rio negou que o grupo "Guardiões do Crivella" seja institucional ou que se preste a "organizar servidores para coibir a imprensa" e diz que reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para "melhor informar a população e evitar riscos à saúde pública".
Leia a íntegra do texto:
"A Prefeitura do Rio segue trabalhando, tendo o interesse público como foco — e, por isso mesmo, debatendo as iniciativas com transparência junto à Câmara Municipal e seus vereadores, representantes diretos da população. A Prefeitura reitera que é necessário levar ao público a informação correta de que o grupo de WhatsApp "Guardiões do Crivella" NÃO é institucional, NÃO se presta a organizar servidores para coibir a imprensa — e, para uma simples confirmação, basta a imprensa interessada verificar o conteúdo do grupo.

A Prefeitura do Rio reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais para melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como quando a TV Globo veiculou que o Hospital Albert Schweitzer estava fechado, mas ele estava aberto para atendimento. A Prefeitura do Rio é contra todo tipo de violência."
Crivella já foi alvo de um processo de impeachment
No ano passado, Crivella acabou absolvido após ter sido alvo de um processo de impeachment. Na ocasião, era a primeira vez, desde a redemocratização, que um chefe do Executivo municipal do Rio passava por um processo de cassação.
De acordo com a denúncia apresentada por um servidor municipal à época, Crivella teria infringido três incisos do artigo 4º do decreto-lei 201 — legislação federal que trata das responsabilidades dos prefeitos — ao renovar contratos de publicidade no mobiliário da cidade.
Por um placar de 35 a 13 com uma abstenção, o prefeito foi inocentado. A votação ocorreu após a conversão de votos de vereadores que haviam votado inicialmente pela abertura do processo de impeachment.
Na ocasião, chegou a ser ventilada a possibilidade de "compra" de apoios em troca de cargos no governo municipal. Crivella sempre negou a possibilidade. No entanto, na data em que foi absolvido, postou um vídeo em suas redes sociais agradecendo pela absolvição antes mesmo do fim da sessão que o manteve no cargo.
Fonte: UOL via Folha Gospel

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Deputado Gil Diniz vai pedir impeachment de Moraes


Dono do perfil Carteiro Reaça foi alvo de busca e apreensão do STF

O deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) afirma que vai protocolar no Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não tem como ver o que está acontecendo e ficar inerte – diz Diniz, referindo-se à operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (27) com 29 mandados de busca e apreensão cujas ordens foram expedidas por Moraes, relator do inquérito que apura ataques contra o STF.
O parlamentar disse ainda que Moraes está atentando contra a democracia.
Quem defende o Estado de Direito e a democracia tem que repudiar o que o Alexandre de Moraes está fazendo – segue o deputado, que considera o inquérito “inconstitucional”.
Oito parlamentares são investigados. Entre eles está Diniz, conhecido como Carteiro Reaça. Mas não houve mandados para recolhimento de material em seus endereços. Moraes determinou que eles sejam ouvidos em dez dias e proibiu que suas postagens em redes sociais sejam apagadas.
Hoje somos nós, mas amanhã pode ser a galera da esquerda. Não podemos aceitar isso com naturalidade – afirma o deputado.
*Mônica Bergamo/Folhapress
Fonte: Pleno News

sábado, 14 de julho de 2018

Câmara do Rio rejeita abertura de impeachment contra prefeito Crivella


A Câmara Municipal do Rio de Janeiro rejeitou, por 29 votos a 16, o pedido de abertura de impeachment do prefeito, Marcelo Crivella, por crime de responsabilidade e improbidade administrativa. Foram protocolados dois pedidos, pelo vereador Átila Nunes (MDB) e pelo diretório municipal do PSOL.
Em ambos foi citada uma reunião promovida pelo prefeito no Palácio da Cidade, sede oficial da prefeitura, no último dia 4, a um grupo de fiéis evangélicos, quando foram feitas promessas de atendimentos de saúde e isenção de IPTU para igrejas.
Desde antes do início da sessão, marcada para as 14h, grupos de manifestantes de ambos os lados já se colocavam nos arredores da Câmara do Rio, na Cinelândia. A troca de provocações seguiu nas galerias.
No plenário, Átila Nunes ressaltou, em seu discurso da tribuna, que Crivella não poderia governar apenas para uma parcela da população. "Não podemos ser omissos neste momento. Diversas denúncias aconteceram neste ano e meio de mandato. Ele não pode governar para uma parcela da sociedade. Os áudios gravados são do próprio Crivella, fazendo promessas indevidas. O que decidirmos aqui vai sinalizar para as futuras administrações que se deve governar para todos", disse o vereador.
Já o líder do governo na Câmara, vereador Doutor Jairinho (MDB), considerou que o país passa por problemas muito mais graves para serem resolvidos e que a reunião de Crivella não é motivo para impeachment. "O país passa por tantos problemas e vai se falar em reunião secreta? Quem vai dizer se ele deve governar a cidade é lá em 2020 [nas próximas eleições] e não através de golpe", disse Jairinho.
Com a rejeição do pedido de impeachment, Crivella ainda poderá enfrentar denúncia por violar o princípio do estado laico na administração municipal e privilegiar apenas um segmento religioso em diversos atos. A ação Civil Pública foi ajuizada ontem (11) pelo Ministério Público Estadual. Se condenado, o prefeito pode perder o cargo e pagar multa equivalente a R$ 500 mil.
Nas redes sociais, o prefeito Marcelo Crivella agradeceu a Deus e aos políticos da base aliada pelo resultado, em post no Twitter.
"Quero agradecer a Deus por mais uma vitória e aos vereadores da base pela determinação ao rejeitarem um pedido de impeachment sem base jurídica. A verdade e a justiça sempre prevalecerão. Não esmoreceremos, seguiremos firmes no propósito de governar para todos", escreveu.
Fonte: Agência Brasil via Verdade Gospel

domingo, 21 de maio de 2017

OAB decide pedir cassação de Temer - Brasil sangrando outra vez

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Entidade quer impeachment por considerar que presidente cometeu crime de responsabilidade. Fachin determina realização de perícia nos áudios de delator e envia decisão sobre suspensão de inquérito ao plenário do STF.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu apoiar o impeachment do presidente Michel Temer. O Conselho aprovou o pedido de abertura do processo de impeachment por considerar que Temer cometeu crime de responsabilidade. A solicitação será protocolada nos próximos dias na Câmara dos Deputados.

Após mais de sete horas de reunião extraordinária, que adentrou a madrugada deste domingo (21/05), em Brasília, os representantes dos 26 estados do país e o Distrito Federal decidiram por 25 votos contra 1 aprovar o relatório favorável à cassação do presidente. Somente o representante do Amapá votou contra. O Acre não enviou representante.

O relatório foi elaborado por um colegiado formado por seis conselheiros federais e concluiu que as "condutas supostamente praticadas pelo presidente da República do Brasil e investigadas perante inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), é possível afirmar que essas condutas atentam contra o Artigo 85 da Constituição Federal e podem, sim, constituir e dar ensejo a um pedido de abertura de um processo de impeachment".

Os conselheiros entenderam que Temer se omitiu de denunciar os crimes que ouviu na reunião com o dono da JBS, Joesley Batista. O delator disse ao presidente ter sob seu controle um juiz, um juiz substituto e um procurador da Operação Lava Jato, além de afirmar que recebeu informações vazadas da força tarefa e pedir favores econômicos ao governo federal. Segundo o relatório, Temer teria, assim sendo, prevaricado. O texto explicou que é crime de responsabilidade "omitir-se do dever legal de agir diante de um crime".

"Estamos pedindo o impeachment de mais um presidente da República", disse o presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia. "Tenho honra e orgulho de ver a OAB cumprindo seu papel, mesmo que com tristeza, porque atuamos em defesa do cidadão, pelo cidadão e em respeito ao cidadão. Esta é a OAB que tem sua história confundida com a democracia brasileira e mais uma vez cumprimos nosso papel."

Temer, que sucedeu há um ano a Dilma Rousseff, voltou a afirmar no sábado que não vai renunciar, após a divulgação do áudio da conversa entre ele e Joesley. O presidente pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão das investigações por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa de que é alvo e afirmou que as gravações são fraudulentas.

O Conselho aprovou o pedido de abertura do processo de impeachment por considerar que Temer cometeu crime de responsabilidade. A solicitação será protocolada nos próximos dias na Câmara dos Deputados.

O ministro do STF Edson Fachin decidiu no sábado enviar para perícia da Polícia Federal (PF) o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista durante uma conversa com o presidente Michel Temer. A perícia foi solicitada pela defesa do presidente.

Na mesma decisão, Fachin determinou o envio para julgamento pelo plenário da Corte, na próxima quarta-feira, do pedido feito pela defesa do presidente Temer para suspender as investigações até a finalização da perícia.

Antes da decisão do ministro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a continuidade da investigação e disse que não contém qualquer "mácula que comprometa a essência do diálogo", mas informou não se opõe ao pedido de perícia feito pelo presidente.

Mais cedo, em novo pronunciamento à nação, Temer anunciou um recurso ao Supremo, questionou a legalidade da gravação e disse que há muitas contradições no depoimento de Joesley Batista, como a informação de que o presidente teria dado aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba.

Fonte: Terra

MEU COMENTÁRIO

O Brasil inicia mais um processo de "sangramento social e econômico" a partir de agora.

As instituições começam a parar de novo, uma vez que somente agora, desde o início do pedido de impeachment de Dilma Roussef, uma pequena luz começava a brilhar no final do túnel.

Coma essa nova "tsunami" anunciada, envolvendo diretamente o ocupante da cadeira da função de Presidente da República, até que ponto a nação vai suportar mais um "sangramento em câmara lenta", diante de uma economia já tão debilitada?

Muito embora muitos já tenham dito isso, e a declarada resistência de Michel Temer em renunciar, reitero também que seria essa a mais honrosa atitude em benefício da nação.

Caso Michel Temer não tenha essa patriótica dignidade, então que o Superior Tribunal Eleitoral antecipe o julgamento do processo em andamento, que pode vir a cassar a chapa Dilma-Temer, no sentido de que aconteça logo a posse do Presidente da Câmara dos Deputados, independente de quem seja ele, para que o Brasil pelo menos não fique parado outra vez, e convoque eleições indiretas em 30 dias, já que Diretas já, só com alterações na Constituição, o que também não seria coisa tão rápida assim.

O Brasil todo está sendo passado a limpo, e o mundo inteiro assistindo para ver no que vai dar.

A Igreja do Senhor tem um grande papel a cumprir, orando e apresentando-se como "Sal da terra e Luz do mundo", mas para tanto não deve e nem pode estar envolvida com as mesmas atitudes mundanas e espúrias.

Oremos!   

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Impeachment: como um cachorro revelou o caso de corrupção na Coreia do Sul



O escândalo político que culminou no impeachment da presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, parece ter começado com uma discussão sobre um cachorro. Nesta semana, Ko Young-tae, responsável por levar as irregularidades à imprensa, contou em depoimento que decidiu abrir o caso depois de uma briga com Choi Soon-sil, a amiga da presidente envolvida com tráfico de influências.
O desenvolver do episódio começou em 2012, logo após a eleição de Park, de acordo com o jornal The New York Times. Sem laços diretos no meio político, Ko, um ex-esgrimista de 40 anos, era dono de uma marca de roupas e sapatos na Coreia quando foi apresentado a Choi. Ao longo de anos, o homem lhe vendeu centenas de acessórios que custaram a ela milhares de dólares.
As peças de Ko fizeram sucesso na imprensa quando acabaram no guarda-roupa da presidente Park, como “presentes” de sua amiga de infância. Cada vez mais próximo de Choi, o empresário começou a notar sua estranha relação com Park, de acordo com a imprensa local. Segundo investigações posteriores do governo, Choi exercia extrema influência sobre a presidente, escrevia seus discursos e usava a amizade para fazer negócios que lhe favoreciam financeiramente.
O caso de corrupção poderia ter se mantido na esfera privada, mas estranhamentos entre Choi e Ko culminaram em uma vingança pessoal. Em 2014, o empresário se ofereceu para cuidar do cachorro da filha de Choi, mas foi xingado por ela quando deixou o animal sozinho. “Ela me tratava com um escravo, me ofendendo diversas vezes”, disse ele à Justiça.
Depois da briga acerca do animal, Ko decidiu reunir evidências para denunciar Choi por seu envolvimento ilegal no governo de Park. Vídeos gravados por ele e entregues a TV locais mostram funcionários federais recebendo ordens de Choi e tratando-a como soberana. Desde então, o ex-atleta virou um herói da oposição sul-coreana. Sohn Hye-won, deputado de oposição, chegou a comentar em audiência que Ko “abriu a caixa de Pandora” da corrupção no país, ao mostrar que a presidente favorecia uma amiga sem cargos políticos.
Fonte: Veja via Verdade Gospel

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pastor cubano diz que a perseguição é boa, pois fortalece a igreja

Cresce número de igreja demolidas pelo governo de Cuba

Assim que foi oficializado o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência do Brasil, o governo de Cuba condenou “energicamente” o que chama de “golpe de Estado”. Anunciou também que está fazendo uma campanha internacional, procurando dezenas de altos funcionários de entidades internacionais e diplomatas.
Enviou um comunicado em inglês e espanhol para a ONU, Unicef, Organização Mundial da Saúde, Organização Mundial do Comércio, Organização Internacional do Trabalho e dezenas de outras. O presidente cubano Raul Castro afirmaque a cassação de Dilma foi um ato contra a democracia.
Ao mesmo tempo, o governo dos irmãos Castro não permite a liberdade de imprensa no seu país e por isso pouco se sabe sobre o aumento da perseguição religiosa na ilha. Patrick Klein, da missão Visão Além das Fronteiras, explica que o sistema de político cubano não tem intenções de deixar o comunismo. Isso inclui um tratamento severo das instituições que defendem a liberdade, como as igrejas.
Um relatório da Christian Solidarity Worldwide mostra que as demolições da igreja estão se tornando mais frequentes em 2016. A organização registrou 1.606 violações da liberdade religiosamente no primeiro semestre deste ano. Em comparação, foram 220 em 2014, pulando para 2300 em 2015.

“A perseguição é boa para a igreja”

Klein relata que recentemente conversou com um pastor que viu o pequeno templo onde costumava pregar ser demolido. As autoridades o acusaram de estar fazendo algo “ilegal”.
Em meio às lágrimas, o pastor que não poder ser identificado por questões de segurança, desabafou: “Quer saber? Não importa que eles derrubem, a perseguição é boa para a Igreja, pois nos fortalece”. Acrescentou que já estava procurando um outro lugar para reunir as pessoas.
O missionário Klein explica que “A Igreja é muito vibrante em Cuba. Eles evangelizam muito, estão plantando muitas igrejas. É simplesmente incrível como a Igreja está crescendo tão rapidamente. Eles estão determinados a servir a Deus, não importa o que aconteça. Se a perseguição fica muito intensa, continuam louvando a Deus e vão achar uma maneira de se reunir, seja na praia, numa casa ou até na selva”.
A Visão Além das Fronteiras, que dá apoio a cristãos perseguidos em vários países, compara as demolições na ilha caribenha com os relatos que vem da China, onde o sistema de governo é muito parecido com o cubano.
Em ambos os casos o ideal comunista, inerentemente ateísta, é usado para justificar o controle das organizações religiosas. As que se negam a obedecer ao Estado são destruídas. Klein ressalta que existem situações semelhantes acontecendo no Laos e Vietnã, onde o regime também é baseado nos ideais marxistas, onde existe um partido único que controla o país e restringe a liberdade.
Fonte: Gospel Prime

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Magno Malta cita a Bíblia para justificar impeachment de Dilma: “Tudo que é feito no escuro virá à luz”


Por Tiago Chagas
O senador Magno Malta (PR-ES) discursou na noite da última terça-feira, 30 de agosto, no julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade, e afirmou que a reeleição da mandatária foi permitida por Deus para que os malfeitos fossem revelados.
Ao longo de seu discurso, o político capixaba fez referências à Bíblia Sagrada, o rei Salomão e o próprio Deus para justificar seu voto a favor do impeachment: “A presidente Dilma não está sendo caçada por mim ou nenhum desses outros senadores, mas ela será caçada por Salomão. Salomão é senador? Tem assento nessa casa? Não, mas Salomão escreveu que a arrogância precede a ruína”, afirmou.
Em novembro de 2014, Malta fez um discurso no Senado e disse ao colega Aécio Neves (PSDB-MG) que sua derrota nas eleições havia sido um livramento divino, devido à crise econômica que se revelou após o pleito. Ontem, o senador reiterou esse pensamento, dizendo que a vitória de Dilma há quase dois anos foi permitida por Deus.
“[A eleição], de fato, é fruto da vontade permissiva de Deus. As lambanças que fizeram no escuro — aliás, a Bíblia diz que tudo que é feito no escuro um dia virá a luz — precisavam vir à luz. Foi a eleição dela que permitiu que as lambanças viessem à luz, e tomamos conhecimento de todas elas”, asseverou.
Magno Malta ressaltou que as conquistas sociais alcançadas durante os governos do PT se devem à estruturação do país na área econômica realizada no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
“Eles [petistas] evocam o conjunto da obra para falar dos bons governos, se esquecendo que a Bíblia diz que um semeia e o outro ceifa”, contextualizou. “Quando falam sobre o conjunto da obra eles falam como se Lula tivesse descoberto o Brasil […] No conjunto da obra houve inclusão social? Houve. Mas houve porque os fundamentos da economia foram estabelecidos no governo Fernando Henrique”, acrescentou.
Na conclusão dessa linha de raciocínio sobre a permissão divina, Malta relembrou o pronunciamento no final de 2014, quando disse a Aécio que sua derrota teria um significado maior no futuro: “O então candidato derrotado — para sua própria felicidade — fez um discurso aqui. Daquela cadeira eu disse: ‘Vossa excelência não perdeu as eleições, e sim recebeu um livramento da parte de Deus’”.
Malta encerrou sua argumentação sobre o cenário do impeachment dizendo que, para os petistas e aliados, o golpe é se opor à corrupção: “O que é não ser golpista? É bater palmas para essa lambança que fizeram com o dinheiro público? As pedaladas fiscais foram feitas não por amor aos pobres, por amor à Minha Casa, Minha Vida ou por amor ao Bolsa Família. Não! Foram para tapar o rombo do BNDES”.
Fonte: Gospel+
Assista, na íntegra, o discurso do senador Magno Malta:

Pronunciamento da presidenta Dilma Roussef após aprovação do impeachment


Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.
Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.
Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.
É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.
É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.
Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.
O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.
Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.
Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.
O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.
O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.
Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.
A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.
Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.
Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.
Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.
Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.
Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.
Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.
Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.
Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.
Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:
"Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta."

Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.
Fonte: UOL

Dilma Roussef consegue votos e mantém direito a ocupar cargos públicos


O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.

A decisão de afastar Dilma definitivamente do comando do Palácio do Planalto foi tomada na primeira votação do julgamento final do processo de impeachment. A pedido de senadores aliados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu realizar duas votações no plenário.
A primeira, analisou apenas se a petista deveria perder o mandato de presidente da República.
Na sequência, os senadores apreciaram se Dilma devia ficar inelegível por oito anos a partir de 1º de janeiro de 2019 e impedida de exercer qualquer função pública.
Na votação, 42 senadores se posicionaram favoravelmente à inabilitação para funções públicas e 36 contrariamente. Outros 3 senadores se abstiveram. Para que ela ficasse impedida de exercer cargos públicos, eram necessários 54 votos favoráveis.
Fonte: G1
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