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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Igrejas vazias viram restaurantes, academias e até casas de festas na Alemanha





Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões.


A perda de fiéis na Alemanha tem levado igrejas católicas e protestantes a se reinventarem. Muitos templos, sobretudo os mais antigos, enfrentam custos anuais de manutenção que giram em torno de 26,5 mil euros, e como a frequência aos cultos despenca, parte deles passou a ser reaproveitada para atividades seculares – de centros esportivos a espaços culturais e até baladas.

A Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM) admite que grande parte dos templos já não é necessária apenas para o culto.

"Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades", afirmou a entidade, que atua em regiões da Saxônia-Anhalt, Turíngia e Brandemburgo.

Segundo a pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, a tendência é que "de cada dez igrejas, quatro ou cinco não sejam usadas exclusivamente para a prática religiosa".

As mudanças são diversas. Em Bad Orb, perto de Frankfurt, uma igreja católica desativada virou centro de escalada para crianças e jovens, a "Boulder Church", com investimento de 500 mil euros. Em Limburg, uma capela foi transformada em restaurante e espaço de eventos.

Na Renânia do Norte-Vestfália, a antiga Igreja Martini de Bielefeld passou a receber festas e jantares. Em Berlim, a Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg, abriga café, shows, espetáculos de dança e até noites de DJ. A vizinha St. Thomas já sediou raves.

A tendência também aparece em outros países: na Espanha, a antiga igreja de Santa Bárbara, em Llanera, virou o Kaos Temple, reduto de skatistas.

Caminhos para reduzir custos

Nem sempre a saída é secularizar os espaços. Em algumas regiões, como Oberpfalz (sudeste da Alemanha), católicos e protestantes dividem o mesmo templo em 51 casos já registrados. Há também o repasse de igrejas para comunidades ortodoxas.

Ainda assim, vender ou reformar prédios antigos não é simples. Muitos são tombados como patrimônio histórico e não podem ser demolidos ou modificados, o que limita compradores em potencial.

Queda de fiéis e impacto financeiro

Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões (23,7% católicos e 21,5% protestantes). Projeções apontam que esse número pode cair para 23 milhões até 2060.

O encolhimento da base de fiéis pesa diretamente nas finanças. Isso porque a filiação religiosa no país está vinculada ao sistema tributário: quem declara oficialmente pertencer a uma religião reconhecida tem parte da renda (entre 8% e 9%) descontada em favor da denominação.

Enquanto igrejas protestante e católica dependem desse imposto, religiões como o Islã e a Ortodoxa prescindem dessa forma de arrecadação.

Fonte: Folha Gospel

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Mais da metade dos adolescentes estão “muito motivados” a conhecer mais sobre Jesus, revela pesquisa



Mesmo com a queda na frequência às igrejas, adolescentes demonstram interesse por espiritualidade e buscam respostas na fé cristã


Embora a filiação religiosa e a frequência à igreja estejam em declínio, mais da metade dos adolescentes americanos, 52%, afirmam estar "muito motivados" a aprender mais sobre Jesus.

Outra parte desses jovens, pouco mais de 75%, dizem estar pelo menos "um pouco motivados" a conhecer a figura central do cristianismo,

Esses resultados estão no relatório "The Open Generation: United States", da Barna Research, divulgado em 30 de janeiro.

Menos de um em cada cinco se declara desmotivado, o que significa 6% um pouco desmotivados e 10% nem um pouco motivados, enquanto outros 7% estão incertos.

Citando dados da pesquisa Gen Z Vol. 3 da Barna, que também destaca uma crescente abertura e curiosidade sobre questões espirituais entre adolescentes e jovens adultos, os pesquisadores observaram que essas descobertas representam uma oportunidade para os líderes cristãos se envolverem com esse público.

"Esta geração tende a acreditar que há algo mais poderoso do que eles. Ainda assim, muitos permanecem hesitantes em abraçar a religião ou frequentar a igreja. Líderes da igreja devem reconhecer que a abertura dos adolescentes para aprender sobre Jesus representa uma oportunidade significativa para um engajamento significativo", disseram pesquisadores.

Barna aconselhou os líderes da igreja: "Embora os adolescentes expressem interesse em Jesus, eles podem abordar a fé de maneira diferente das gerações anteriores. Além disso, autenticidade e relevância são fundamentais. Esteja preparado para abordar questões difíceis honestamente e demonstrar como Jesus e a Bíblia se relacionam com o mundo em que vivemos hoje."

Resultados anteriores

Outra pesquisa com 2.000 adultos nos EUA, realizada em outubro de 2022 pela organização de pesquisas evangélicas, revelou que 77% dos participantes acreditam em um poder superior e 74% expressaram o desejo de crescer espiritualmente.

As descobertas são semelhantes aos dados da pesquisa do Pew Research publicados em 2018, que mostraram que, embora 80% dos americanos afirmem acreditar em Deus, apenas uma pequena maioria dos aproximadamente 327 milhões de habitantes do país acredita em Deus conforme descrito na Bíblia.

Na época, o CEO da Barna, David Kinnaman, afirmou que essa descoberta trazia uma mensagem esperançosa para os líderes cristãos.

"Embora a afiliação religiosa e a frequência à igreja continuem a declinar, a abertura espiritual e a curiosidade estão em ascensão. De fato, em todas as gerações, vemos um desejo sem precedentes de crescer espiritualmente, uma crença em uma dimensão espiritual/supernatural e uma crença em Deus ou em um poder superior", observou Kinnaman.

E continuou: "De forma esmagadora, os adolescentes cristãos de hoje dizem que Jesus ainda é importante para eles; 76% afirmam que ‘Jesus fala comigo de uma maneira que é relevante para a minha vida’. Em uma cultura que geralmente rebaixou a reputação dos cristãos e relegou o culto dominical e outras atividades relacionadas à igreja para as margens da sociedade, os adolescentes permanecem surpreendentemente abertos a Jesus como uma influência em suas vidas."

Kinnaman também ressaltou que, apesar dos adolescentes estarem receptivos ao testemunho cristão, eles também demonstram abertura para outras religiões. "Eles estão abertos a diferentes crenças, incluindo o cristianismo, e estão receptivos a amigos, causas e ideias. Embora pais, educadores e outros que orientam os jovens tenham a tarefa desafiadora de fornecer orientação sábia aos adultos em formação, os adolescentes de hoje estão apresentando à igreja algo que acredito que não vimos antes — uma espécie de página em branco; uma chance de imaginar um futuro diferente."


Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post via Folha Gospel

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Pentecostais continuam maioria e AD registra crescimento de 115% de templos abertos, em dez anos


Número de templos das Assembleias de Deus dobrou desde 2010 e já supera 100 mil locais de culto em todo o território brasileiro.


Entre 1940 e 2010, a população evangélica no Brasil saltou de 2,7% para 22,2% dos brasileiros – a expectativa é que os dados do Censo 2022, ainda a serem detalhados, apontem uma representação evangélica de mais de 30% da população.


As líderes de abertura de templos nas últimas décadas foram as pentecostais, estando a Assembleia de Deus que inaugurou mais de 9000 igrejas em todo o Brasil, entre 2010 e 2019. Os templos desempenham papéis fundamentais de assistência às comunidades, onde há pouca atuação do Estado.


Nesse grupo também estão a Congregação Cristã no Brasil, com 3445 igrejas abertas (alta de 92%) e a Igreja Cristã Maranata, com 1530 novos templos (avanço de 35%).


Em segundo lugar estão as igrejas neopentecostais, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus, que inauguraram 2515 e 2310 templos no mesmo período, respectivamente.


As igrejas missionárias como a Adventista, Metodista, Luterana, Batista, Anglicana, Menonita e Presbiteriana ficaram em terceiro lugar. Elas registraram crescimento de cerca de 53% de novos templos contra 76% dos neopentecostais e quase 98% dos pentecostais.

 

Com informações: Veja (24.07.23) via CPAD NEWS

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