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domingo, 12 de outubro de 2025

Pode vir alguma coisa boa da atual Nazaré?


Corrupção local, gangues de criminosos e a guerra entre Israel e o Hamas deixaram a cidade natal de Jesus em dificuldades.



Quem caminhar hoje pelas ruas de Nazaré, a famosa cidade natal de Jesus, sentirá o cheiro de lixo empesteando o ar. Ao longo das ruas, há pilhas de lixo em cada esquina; a prefeitura não consegue mais pagar os caminhões para recolherem o lixo descartado pela população. As lojas de souvenirs que vendem colares com cruz e esculturas em madeira da cena do presépio estão fechadas, e as ruas da Cidade Velha de Nazaré estão vazias, uma vez que a guerra entre Israel e o Hamas interrompeu o fluxo de turistas cristãos que visitavam a cidade.

No passado, os moradores cristãos costumavam usar o lema "Venha e veja" para atrair visitantes de fora, inspirado na resposta de Filipe a seu irmão Natanael, quando, em João 1.46, este perguntou: "Nazaré? Pode vir alguma coisa boa de lá?".

Hoje, muitos moradores relutam em deixar que as pessoas de fora vejam a cidade em seu estado atual.

O aumento da criminalidade nos últimos anos levou multidões de moradores, muitos deles cristãos, a se mudarem para a cidade judaica vizinha de Nof HaGalil (anteriormente chamada de "Nazaré Illit"), que recebe generoso subsídio do governo. (Cidades predominantemente árabes, como Nazaré, têm padrões de vida mais baixos e recebem menos recursos do governo do que cidades predominantemente judaicas). Outros estão se mudando para Haifa, que tem uma população mista, composta de árabes e judeus, com um número substancial de cristãos.

"As pessoas em Nazaré estão psicologicamente desgastadas pela pressão", disse Azar Ajaj, presidente da Faculdade Evangélica de Nazaré e pastor da Igreja Batista Local. Grupos cristãos também estão enfrentando altos impostos. Mesmo assim, Ajaj e os cristãos restantes em Nazaré se sentem chamados a continuar ministrando e buscando por avivamento na cidade que Jesus um dia chamou de lar.

Localizada no norte de Israel, Nazaré é a maior cidade árabe do país e, ao mesmo tempo, a cidade mais cristã do país, pois um quarto de seus 80.800 habitantes são cristãos. Durante décadas, Nazaré foi considerada a capital dos árabes em Israel, com mercados prósperos, um bom sistema escolar, vários hospitais cristãos e atrações famosas com passeios turísticos pela Terra Santa. Centenas de milhares de turistas cristãos visitavam a Basílica Católica Romana da Anunciação — que abriga ruínas (supostamente) da casa da Sagrada Família —; a Igreja da Sinagoga, onde se acredita que Jesus leu a passagem do livro de Isaías, conforme registrado em Lucas 4; e a Vila de Nazaré, uma réplica de como a cidade teria sido no primeiro século.

No entanto, nos últimos anos, a criminalidade na comunidade árabe tem aumentado, ceifando a vida de mais de 150 pessoas neste ano. Isso inclui guerras entre gangues, bem como membros de gangues atirando em proprietários de comércios locais que se recusam a pagar as tarifas de proteção cobradas por essas gangues. Uma pesquisa feita pelo Taub Center descobriu que a taxa de homicídios na comunidade árabe-israelense é a terceira maior do mundo entre países em desenvolvimento.

Enquanto isso, apenas cerca de 11% das ocorrências criminais são resolvidas pela polícia.

Muitos culpam o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que é de extrema direita, de não pôr fim à violência generalizada entre árabes em Israel. Ben-Gvir já fez comentários antiárabes, entre os quais quando disse, em 2023, que seu direito individual à vida supera o direito dos palestinos de transitar livremente pela Cisjordânia.

Nizar Touma, pastor da Igreja do Nazareno em Nazaré, observou que um de seus fiéis, que trabalhava como empreiteiro de construção, mudou-se dali, depois que uma gangue de criminosos lhe pediu que pagasse tarifas de proteção, caso contrário, eles danificariam seus equipamentos. Esse homem e sua família estão tentando se mudar para os EUA. Eles já são a segunda família a deixar o local em 2024, uma perda significativa para uma igreja de 150 membros.

Desde que o prefeito Ali Sallam assumiu o cargo, em 2014, o déficit da cidade aumentou para 300 milhões de shekels (88 milhões de dólares), devido a má gestão, corrupção e má conduta, de acordo com Sharif Zoabi, líder da oposição na Câmara Municipal. Ele disse que muitos departamentos não tinham administradores e que a cidade mantinha centenas de pessoas em sua folha de pagamento, embora estas ficassem em casa ou trabalhassem em outros lugares.

Sem verbas, o pagamento dos salários dos funcionários da cidade, dos motoristas de caminhão de lixo e dos seguranças foi interrompido em fevereiro; com isso, há meses o lixo se acumula nas laterais das ruas. Os moradores alugam caminhões particulares para transportar o lixo ou queimam o lixo no quintal.

Em consequência disso, o ministro do Interior de Israel destituiu o prefeito eleito de Nazaré, desmantelou o conselho municipal, em junho, e nomeou um comitê de funcionários do governo, liderado por Yaakov Efrati, um funcionário judeu aposentado que serviu como diretor-geral do município de Jerusalém.

Para encher os cofres vazios da cidade, o comitê exigiu que moradores, empresas e até mesmo hospitais e escolas cristãs pagassem altos impostos. Anteriormente, organizações religiosas eram isentas de impostos. Uma escola afirmou que teve de pagar cerca de 250.000 dólares por ano, enquanto um hospital cristão afirmou que seus impostos, que incluem pagamentos retroativos referentes aos últimos sete anos, chegam a milhões. Os impostos colocariam em risco a subsistência da instituição. Além disso, várias escolas católicas resolveram processar o comitê na justiça.

"A recente tentativa da prefeitura de Nazaré de impor impostos municipais a escolas cristãs, que há muito tempo eram isentas, é motivo de grande preocupação", disse à CT Farid Jubran, diretor-geral do Secretariado de Escolas Cristãs em Israel. "Essa medida mina os próprios alicerces da educação cristã na cidade. Essas escolas não são isentas apenas do ponto de vista legal; elas são vitais para a identidade e o futuro de Nazaré, pois atendem milhares de alunos em todas as comunidades."

Touma chegou a receber uma notificação de que sua igreja tinha que pagar impostos. Ao contatar o contador do comitê municipal, este pediu a Touma que apresentasse provas de que sua igreja era um local de culto, apesar de a igreja ter ali mais de um século de existência.

Além disso, como Nazaré fica no norte de Israel, a cidade foi alvo de mísseis em setembro e outubro de 2024, quando os combates entre Israel e o Hezbollah, no Líbano, se intensificaram. Então, em meados de junho, quando Israel atacou o Irã, os moradores de Nazaré novamente temeram retaliações, correndo para abrigos e quartos fortificados sempre que soavam os alarmes.

"Ouvir sirenes de ataque aéreo, o som estrondoso de explosões e perceber que não tenho controle sobre a situação me fez sentir uma espécie de medo", disse Ajaj. "Mas esse mesmo medo me levou a confiar em Deus, com fé, lembrando que ele está acima de tudo e que nem um único fio de cabelo de nossas cabeças cai sem a sua permissão."

A guerra levou cada vez mais nazarenos a se mudarem para o exterior, sendo que a Grécia e Chipre são os destinos dessa população. Um cristão árabe recém-chegado ao Chipre disse ao Haaretz que quase 800 outras famílias se mudaram para o país, onde reconstruíram a vida administrando aluguéis de temporada, abrindo empresas de construção, fábricas e restaurantes.

No entanto, os cristãos que permanecem em Nazaré continuam a servir. Ajaj observou que, desde o início da guerra, as aulas em sua faculdade passaram a ser totalmente online. Por conta disso, agora é possível que estudantes de todo Israel e também do mundo inteiro assistam às aulas. "Se ouvimos sirenes, os alunos deixam o computador e correm com suas famílias para cômodos reforçados", observou Ajaj.

"Muitos de nossos alunos são pastores que estão sobrecarregados com responsabilidades pastorais para com os membros das suas igrejas, e o trabalho de nossos professores se transformou em encorajar esses alunos/pastores", acrescentou.

Touma diz que, embora pastorear em tempos de guerra seja difícil, ele vê a atitude de compartilhar a esperança de Jesus com sua cidade natal como uma obrigação premente. E incentiva os membros da igreja a permanecerem em Nazaré e a continuarem caminhando na fé, visitando membros da igreja e moradores locais, e distribuindo cupons de alimentação aos necessitados.

"Aprendi a sentar-me aos pés do Mestre e receber consolo e força para continuar", disse Touma. "Espero inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo."

O ministério feminino da igreja de Ajaj realizou uma reunião de oração para todas as mulheres cristãs da cidade no Dia da Anunciação, 25 de março, conhecido localmente como Dia de Nazaré. Elas se concentraram em Jeremias 29.7: "Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela."

Um otimismo temperado com cautela paira no ar, com o novo comitê que agora administra o município.

"Acredito que, no tempo certo, o Senhor trará restauração e um avivamento para a sua cidade natal, por meio da dedicação de homens e mulheres, de todas as idades, que amam a Jesus; que são bem treinados; e que têm uma visão para evangelizar, construir pontes e expandir o reino", disse Ajaj.

Fonte: Christianity Today

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Israel e Hamas assinam acordo de paz; presidente israelense cita profecia de Jeremias



Após 2 anos de conflito, Israel e Hamas firmam a 1ª fase do acordo de paz que cessar-fogo prevê libertação de reféns.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (8) que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do acordo de paz para a Faixa de Gaza, que pode representar um passo decisivo rumo ao fim do conflito na região.

Segundo Trump, após intensas negociações no Egito, Israel e o Hamas concordaram com a primeira fase de um plano de paz proposto pelos EUA.

"Isso significa que todos os reféns serão libertados muito em breve, e Israel vai retirar suas tropas até uma linha acordada", informou Trump ao anunciar o acordo nas redes sociais.

Ele também destacou que "todas as partes" seriam tratadas de forma justa e descreveu o pacto como "os primeiros passos rumo à paz duradoura".

Para Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, o momento foi "um grande dia para Israel". Ele observou que seu governo se reunirá nesta quinta-feira (9) para aprovar o acordo e "trazer todos os nossos queridos reféns de volta para casa".

Já o Hamas, ao confirmar o anúncio, afirmou que o pacto "encerra a guerra em Gaza, garante a retirada completa das forças de ocupação, permite a entrada de ajuda humanitária e estabelece uma troca de prisioneiros".

Após a divulgação da notícia, Isaac Herzog, presidente de Israel, compartilhou no X: “Neste momento, o coração de Israel bate em uníssono com o dos reféns e suas famílias”.

Em seguida, o presidente citou a passagem bíblica descrita no livro de ‭‭Jeremias‬ ‭31‬:‭16‬-‭17‬, que diz: “Assim diz o Senhor: ‘Reprima a sua voz de choro e enxugue as lágrimas de seus olhos, porque o seu trabalho será recompensado’, diz o Senhor; ‘pois os seus filhos voltarão da terra do inimigo. Há esperança para o seu futuro’, diz o Senhor, ‘porque os seus filhos voltarão para a sua própria terra.’”

E destacou: “Eles retornarão da terra do inimigo e os filhos retornarão às suas fronteiras”.

O anúncio ocorre dois anos e dois dias após o ataque de 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas invadiram o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 251 reféns. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva militar contra o grupo na Faixa de Gaza.

Entenda o acordado

Conforme a BBC News, o que foi firmado corresponde à primeira fase de um plano de paz anunciado pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, na última semana, ao lado do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.

Desta vez, Trump teria demonstrado forte determinação em avançar com o acordo, utilizando a influência dos Estados Unidos para impulsionar o processo e garantir o envolvimento de todas as partes.

O Hamas também enfrentou intensa pressão internacional. Países árabes e muçulmanos manifestaram apoio à proposta americana, e as negociações contaram com a participação ativa do Egito, Catar e Turquia.

Como Israel e o Hamas não mantêm contato direto, as tratativas foram mediadas pelo enviado de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, pelo genro de Trump, Jared Kushner, e por representantes dos países envolvidos.

Próximos passos

Nesta quinta-feira (9), o governo de Israel deve votar o acordo. Caso seja aprovado, Israel iniciará a retirada gradual de suas tropas da Faixa de Gaza até a área definida no entendimento, segundo informou um alto funcionário da Casa Branca à emissora CBS News.

Ainda conforme a fonte, a retirada militar deve ocorrer em até 24 horas. Após essa etapa, começará uma contagem de 72 horas para que os terroristas do Hamas liberte os reféns que permanecem em cativeiro.

A expectativa é que a libertação dos primeiros reféns comece já na próxima segunda-feira (13).

Segundo o Canal 12 de Israel, em publicação no X (antigo Twitter), o presidente Donald Trump deve desembarcar em Israel no próximo domingo (12), a convite do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para realizar um discurso no Parlamento israelense (Knesset).

A reação do público a primeira fase do acordo de paz

Parentes de reféns israelenses receberam o anúncio do acordo com esperança e aprovação. Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos no conflito e ainda aguarda a devolução do corpo de seu irmão, Yossi, retido pelo Hamas, compartilhou: “Alegria imensa, mal posso esperar para ver todos em casa”.

A mãe do refém Nimrod Cohen também expressou emoção nas redes sociais: “Meu filho, você está voltando para casa”.

Na Faixa de Gaza, houve comemorações após o anúncio. "Graças a Deus pelo cessar-fogo, pelo fim do derramamento de sangue e das mortes", disse Abdul Majeed abd Rabbo, morador da cidade de Khan Younis, no sul do território, à agência de notícias Reuters.

E acrescentou: “Não sou o único feliz; toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue”.

Líderes internacionais também manifestaram apoio. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, classificou o acordo como “um passo muito necessário rumo à paz” e pediu que todas as partes “respeitem os termos do plano”.

No Congresso dos Estados Unidos, parlamentares demonstraram cauteloso otimismo. “O primeiro passo foi dado, e todas as partes precisam garantir que isso leve a um fim duradouro da guerra”, declarou o senador Chris Coons, do Partido Democrata, em publicação no X.

O senador James Risch, do Partido Republicano e presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, considerou o acordo bem-vindo e afirmou que aguarda conhecer os detalhes do plano.

Fonte: Guiame

Palestinos e israelenses celebram nas ruas a paz entre Hamas e Israel: ‘Grande alegria’




Líderes do Hamas e o primeiro-ministro israelense confirmaram a assinatura da primeira fase do acordo de paz.


O grupo palestino Hamas e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmaram, nesta quarta-feira (08), que aceitaram a primeira fase de um acordo para encerrar a guerra em Gaza.

O gesto reacendeu a esperança de dias mais tranquilos em uma região profundamente marcada por uma guerra que já dura dois anos.

Durante a noite, as ruas da Faixa de Gaza, especialmente em cidades como Khan Younis, foram tomadas por celebrações após o anúncio de que Israel e o Hamas "assinaram" o acordo de paz.

"Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e da morte. Eu não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue. Obrigado e todo o amor àqueles que ficaram conosco", declarou o palestino Abdul Majeed Rabbo.

Familiares de reféns e ex-reféns reagiram nas redes sociais após o anúncio de um acordo facilitando o retorno de reféns.

Na Praça dos Reféns, em Tel Aviv, centenas de israelenses se reuniram para celebrar o anúncio do acordo. O local, que se tornou símbolo da luta pelas vítimas sequestradas, foi tomado por bandeiras nacionais com fitas amarelas, representando os reféns ainda em cativeiro.

Moradores saíram às ruas com sorrisos, aplausos e cânticos. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram pessoas dançando e cantando, expressando alívio e alegria diante da possibilidade de um novo começo.

Visivelmente emocionada, a influenciadora brasileira Aline Szewkies registrou as celebrações durante a Festa dos Tabernáculos nas ruas de Jerusalém:

Eli Sharabi, que perdeu a esposa e os filhos, e cujo irmão Yossi continua sob custódia do Hamas, expressou sua emoção nas redes sociais: "Grande alegria, mal posso esperar para ver todos em casa".

A mãe de Matan Zangauker disse no X: "Matan volta para casa para mim... para você, para o país. Por essas lágrimas, eu orei".

Da mesma forma, a mãe do refém Nimrod Cohen postou: "Meu filho, você está voltando para casa", informou a BBC.

A ex-refém britânico-israelense Emily Damari comemorou com a ex-refém Romi Gonen, recitando orações de gratidão antes de brindar "L’chaim", que significa "à vida".

Damari tem feito campanha para a libertação de seus amigos, os gêmeos Gali e Ziv Berman. Seu irmão Liran Berman postou: "Meus Gali e Ziv, eu te amo muito. Você está voltando para casa."

A primeira fase do acordo prevê a suspensão imediata das hostilidades por meio de um cessar-fogo, a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza para posições previamente acordadas, a troca de prisioneiros e reféns, além do aumento da entrada de ajuda humanitária no território palestino.

Reações 

Netanyahu chamou o acordo de vitória diplomática e enfatizou que continuará zelando pela segurança do país.

O Hamas celebrou o pacto como uma "conquista da resistência", dizendo que conseguiram "colocar Israel em uma posição de recuo" e agradeceu a países mediadores como Qatar, Egito e Turquia.

Líderes regionais e a ONU saudaram o momento como um passo necessário, embora ressaltando que o verdadeiro desafio será transformar o cessar-fogo numa paz duradoura.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Pastores do Brasil se reúnem com presidente de Israel e declaram apoio: “Orando pela paz”



Um grupo de líderes e influenciadores cristãos, incluindo Teo Hayashi, se reuniu com Isaac Herzog, nesta segunda-feira (6), em Israel.


Um grupo de líderes e influenciadores cristãos do Brasil se reuniu com o presidente de Israel, Isaac Herzog, na manhã desta segunda-feira (6).

Os líderes brasileiros, incluindo o pastor Teófilo Hayashi, falaram sobre sua preocupação com a guerra entre judeus e palestinos e declararam apoio a Israel.

Eles também conversaram sobre a situação atual da Guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas e sobre o Brasil.

Os pastores puderam fazer perguntas e tirar suas dúvidas com o presidente israelense e reafirmaram o compromisso de oração pela nação de Israel.

"Como representantes de uma parte da Igreja brasileira, tivemos a honra de estar com o presidente de Israel, Isaac Herzog e a primeira-dama, Michal Herzog. Viemos como pastores, comunicadores, intercessores e embaixadores da fé, trazendo no coração da Igreja brasileira uma mensagem: estamos com Israel", relatou Teo Hayashi, em publicação no Instagram.

"Nos solidarizamos com o povo israelense e com todos impactados neste tempo de guerra, sofrimento e ataques. Cremos na importância profética de Israel, e reafirmamos nosso compromisso espiritual de orar pela sua paz, sua proteção e seu destino entre as nações".

O grupo de líderes e influenciadores cristãos se reuniu com Isaac Herzog.

(Foto: Instagram/Teofilo Hayashi).

A reunião também contou com um momento de oração e louvor, onde os participantes cantaram a música "A Bênção", da cantora Kari Jobe.

Paz para todos os povos

Os líderes brasileiros também declararam sua defesa da vida humana de todos os povos como um valor cristão inegociável.

"A Bíblia que seguimos nos ensina que justiça e misericórdia caminham juntas, e é por isso que também oramos por paz para os palestinos que são vítimas do terrorismo, oramos para as famílias quebradas pela guerra, e para que cessem as hostilidades", afirmou Teofilo.

"Ouvimos o presidente Herzog, que compartilhou conosco o mesmo desejo: que Israel possa viver em segurança, em paz, e com respeito entre as nações. Viemos para declarar o que o nosso povo crê e ora: Paz sobre Jerusalém, paz sobre Israel, paz sobre todos os povos da Terra. E seguimos firmes como Igreja: sendo voz, sendo ponte, sendo intercessores", finalizou.

Raphael Abdalla, pastor da 1ª Igreja Batista em Guarapari, contou que os líderes apresentaram o sentimento sincero de clamor pela paz no encontro com o presidente.

"Expressamos nossa oração por Israel e também pelo povo palestino, pois, à luz da Bíblia, reconhecemos o valor inegociável de toda vida humana", afirmou Abdalla.

André Ito Gonçalves, pastor da Zion Miami, que também esteve na reunião, afirmou: "Questionamos ele sobre os atuais conflitos que a nação passa e expressamos a vontade da igreja brasileira de ver a paz para palestinos, judeus e todas as nações da Terra. Uma honra ser recebido pelo presidente de uma terra tão especial para nós cristãos".

Krigner, comentarista político cristão, destacou a importância da reunião com Isaac Herzog: "O Presidente israelense não conduz as decisões de guerra (isso é trabalho do Primeiro Ministro), mas sua voz tem sido uma das mais firmes em favor da paz e da dignidade humana".

E acrescentou: "A Bíblia nos lembra que toda vida tem igual valor diante de Deus. Israel luta por sua sobrevivência e pelos valores que sustentam o Ocidente — inclusive o Brasil. Que a paz reine sobre o Oriente Médio, sem que inocentes sejam vitimados, e que a verdade e a justiça sempre caminhem juntas".


O grupo de líderes e influenciadores cristãos se reuniu com Isaac Herzog.

(Foto: Instagram/Teofilo Hayashi).

O grupo de líderes e influenciadores cristãos do Brasil – incluindo Felipe Vilela, Davi Rodovalho, Eric Patelli e Lucas Teodoro – está em uma tour por Israel conhecendo locais bíblicos, em parceria com o ministério Eagles’ Wings.

Eles também participaram de um culto de intercessão na Cidade Velha de Jerusalém que marcou o Dia Mundial de Oração pela Paz de Jerusalém, no domingo (5).

Fonte: Guiame
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