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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Jovem que sofreu abusos e tortura na infância relata superação: ‘Perdoei e me senti livre’



Samantha Orr sofreu diversos tipos de violência na infância e chegou a ser reconhecida como o pior caso de abuso já registrado em sua região.


Depois de anos sofrendo abusos e negligência durante a infância, uma jovem testemunhou como Jesus a ajudou a superar seus traumas e lhe deu um novo propósito de vida.

Aos 8 anos, Samantha Orr foi retirada de sua casa em Missouri, Estados Unidos, após sofrer abusos considerados pelas autoridades o pior caso já registrado no Condado de Greene. 

Samantha sofreu queimaduras de 3º grau na cabeça, no ombro direito e nas costas. Passou dias sem ser alimentada, sofria diariamente com a agressão física da mãe e repetidos estupros pelo pai e, mais tarde, pelo padrasto — que apontou uma arma para sua cabeça e ameaçou matá-la se ela contasse a alguém.

Após ser resgatada pelas autoridades, Samantha passou a frequentar o jardim de infância, pois nunca havia ido à escola. 

Tempos depois, se formou na Evangel University, onde concluiu bacharelado, mestrado em Liderança Educacional e, neste ano, doutorado em Liderança Educacional, currículo e instrução. Recentemente, ela assumiu o cargo de vice-diretora do ensino fundamental na universidade.

Superação 

A situação de Samantha começou a mudar graças à sua participação em um acampamento infantil que permite que crianças em lares adotivos vivenciem uma semana de ensinamentos bíblicos, atividades divertidas e desfrutem da vida ao ar livre.

Por meio de sua igreja, Evangel Temple, em Springfield, a psicóloga licenciada Jean Orr, voluntária no ministério, conheceu Samantha.

Ela tinha cicatrizes por causa de enxertos de pele de queimaduras. Meu coração se compadeceu. Eu vi potencial nela”, disse Jean à AG News.

Tempos depois, Jean e seu marido, Daryle — que têm outros quatro filhos biológicos — adotaram Samantha aos 11 anos. 

Agora, com 31 anos, Samantha contou que participar do acampamento infantil transformou sua vida.

Percebi que outras crianças tinham histórias semelhantes de serem machucadas pela mãe ou pelo pai. Percebi que não estava sozinha no mundo. Não me sentia mais estranha”, explicou ela.

Uma professora disse aos pais adotivos que Samantha, que teve um problema de fala quando criança, nunca passaria de uma aluna mediana. Mas Samantha superou os atrasos causados pelos abusos e se destacou como oradora da turma e presidente do grêmio estudantil.

Deus tinha um plano muito maior. Não há outra explicação para o sucesso a não ser a intervenção de Deus na vida dela”, destacou Jean.

Perdão 

Apesar de experimentar um novo começo, Samantha sabia que precisava perdoar seus pais biológicos.

Quando perdoei meus pais e pedi a Jesus que entrasse em meu coração, um peso foi tirado de mim. Eu sabia que Deus cuidaria deles e de mim. Eu me senti livre”, contou Samantha.

Em maio, Samantha se tornou a primeira ex-campista eleita para o conselho do acampamento. Wendy McMahan, presidente da organização, afirmou que Samantha provou ser “uma escolha natural devido à forma como superou suas experiências, à sua maneira talentosa de relatar seu testemunho e à forma como sua formação se encaixa na missão”. 

Samantha é um exemplo de resiliência e restauração”, declarou Wendy, que atua na prevenção de abuso infantil, assistência social, reunificação familiar e adoção há 23 anos. 

E continuou: “Quando ela descobriu que era feita à imagem de Deus e que Ele a amava — e que era digna do amor de outras pessoas — ela simplesmente floresceu”.

‘Deus usará a minha história’

Wendy, de 49 anos, também informou que Samantha é uma instrutora incrível que ensina voluntários a entender a mente de uma criança traumatizada. 

Ela chegou ao acampamento desconfiada dos adultos e sem amigos de infância. No final, ela se sentiu valorizada e amada pela primeira vez.

No ensino médio, eu sabia que queria ser professora para poder ser uma pessoa segura para as crianças”, declarou Samantha, que consegue reconhecer potenciais sinais de alerta de negligência e abuso.

Wendy diz que, embora Samantha se lembre do abuso, ela conseguiu superá-lo.

Muitas pessoas que se recuperam de uma experiência traumática só querem se afastar o máximo possível, e isso é compreensível. Mas Samantha optou por voltar e continuar ajudando crianças que se encontram nas mesmas circunstâncias que ela”, contou Wendy.

Não posso mudar o meu passado, mas posso ajudar a mudar o futuro de algumas dessas crianças. Confio que Deus usará a minha história para ajudar outras pessoas”, concluiu Samantha.

Fonte: Guiame

sábado, 16 de abril de 2022

Jovem abandona uma década de drogas para servir a Deus: ‘Ele me tirou da escuridão’



Nicolas Davis mudou quando ele teve a chance de trocar uma pena de 8 anos de prisão pela reconstrução de sua vida no programa cristão “Desafio Jovem”.

Ainda na adolescência, Nicolas Kahleel Lamar Davis começou a consumir drogas. Ele tinha 13 anos, e o resultado provocado pelas substâncias em seu organismo foram dependência química e depressão.

Ao receber uma sentença de 8 anos de prisão, Davis pôde trocar o tempo atrás das grades por uma oportunidade de reconstruir sua vida no Teen Challenge (Desafio Jovem) do Arizona.

A partir de então, sua vida mudou. Davi encontrou a redenção em Jesus e hoje serve na equipe do Tucson Men's Center.

Eu brincava com a morte e não me importava, mas agora quero viver”, diz Davis, que agora está com 24 anos. “Tive muitos amigos que morreram ou foram presos. Sinto uma imensa gratidão de Deus porque Ele escolheu me tirar da escuridão”.

Nascido em Cleveland, Tennessee, Davi cresceu com pais cristãos, mas o vício em opioides o laçou em sua adolescência e fez com que ele perdesse um futuro promissor na primeira divisão de basquete.

O uso de drogas fez Davis abandonar os estudos e começar a roubar, levando-o a uma série de problemas pessoais. As relações familiares se romperam e menino entrou e saiu dos tribunais juvenis. Ele abandonou a faculdade e, finalmente, perdeu a esperança no futuro.

Às vezes eu orava para Deus tirar minha vida porque não via uma saída”, lembra ele. Davis tentou vários programas de reabilitação de drogas juvenis, mas continuava sendo um usuário.

Segunda chance

O fundo do poço chegou com vício em heroína e potencialmente vários anos de prisão. Mas um caminho para uma vida nova se abriu quando um juiz perdoou a sentença de Davis se ele concordasse em ser internado no Tucson Teen Challenge para um programa de recuperação de 13 meses.

Lá, Davis passou horas em oração e estudo bíblico, apegando-se especialmente a Isaías 55:7-8 e Salmo 120:1 – versículos de correção e esperança.

Nos primeiros meses, eu ainda tinha dúvidas de que poderia mudar”, diz ele. “Eu sabia o certo do errado, mas ainda assim era como se eu estivesse lendo a Palavra pela primeira vez. Minhas orações ficaram tão pessoais e comecei a ganhar esse relacionamento inexplicável com Deus. Comecei a mudar e depois de um tempo, pensei, talvez eu possa fazer isso.”

Davis começou a restaurar seus relacionamentos danificados e voltou para a faculdade. Sua vida deu uma reviravolta tão grande que velhos amigos passaram a ver Davis como uma referência para também mudar de vida.

Desde 9 de abril de 2020, Davis está livre de drogas e frequentando o Pima Community College.

Vida com propósito

Diretor do Tucson Men's Center, Klayton Forrest Kirkwood fez amizade com Davis durante seu programa e mais tarde o contratou como diretor de relações públicas, pois estava “maravilhado com o serviço generoso do homem”.

Nick é um excelente exemplo de alguém que conheceu o Senhor de uma maneira mais profunda, e suas ações de amor excedem suas palavras”, diz Kirkwood, de 33 anos, que também tem um incrível testemunho do Desafio Jovem. “Ele diz aos alunos que ama e se importa e quer o melhor para eles o tempo todo. Mas se ele nunca dissesse isso, os homens saberiam que ele faz por suas ações.

Davis também compartilha seu testemunho nas igrejas locais e oferece ajuda aos que estão nas ruas, por uma eterna gratidão pela misericórdia de Deus em sua vida e uma esperança sincera de que outros descubram essa liberdade.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Policial militar evangélico impede jovem de tirar a própria vida saltando de ponte

A ação de um policial militar evangélico foi decisiva para impedir que uma mulher tirasse a própria vida saltando de uma ponte na cidade de Volta Redonda (RJ).

O policial militar evangélico Leandro Lessa da Silva Melo passeava com a família em seu dia de folga pelo bairro Aterrado no último sábado, 20 de novembro, quando se deparou com o incidente de uma mulher que ameaçava se atirar da Ponte Pequetito Amorim.

Ela gritava que iria se jogar”, relatou uma testemunha da ação de Silva Melo, que é terceiro sargento da PM, de acordo com informações do portal Tribuna Sul Fluminense.

Quando vi aquela mulher pendurada, não pensei duas vezes. Na hora, Deus falou comigo: salva aquela alma que está aflita”, declarou Silva Melo, segundo a rádio 93 FM.

O policial militar evangélico iniciou um diálogo com a jovem, enquanto se mantinha em oração pedindo a Deus que não permitisse o suicídio. Quando teve oportunidade, ele imobilizou a jovem de 22 anos, que teve sua identidade preservada, e a retirou do passadiço, oferecendo amparo.

Em seguida, uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestou os primeiros atendimentos e a levou ao Pronto Socorro do bairro para acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Silva Melo reiterou seu compromisso assumido quando se tornou policial: “Estava indo para um evento com minha família, mas a vida prevalece a qualquer coisa. Quando entrei na Polícia há 15 anos, fiz um juramento em defender a sociedade, mesmo que com o sacrifício da minha própria vida. É assim que faço até hoje, saio de casa, mesmo de folga, com a intenção de, se possível, ajudar alguém”, explicou.

Fonte: Gospel+

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Pastor e esposa são mortos pelo filho; jovem deixou mensagens satânicas e se matou


O estudante de Medicina, Guilherme Heringer Cesar, de 22 anos, esfaqueou os pais no apartamento da família, em Vila Velha (ES).


O pastor e médico urologista Paulo Oliveira Cesar, de 68 anos, e a esposa Raquel Heringer Cesar, de 61, foram mortos a facadas pelo próprio filho no apartamento da família na madrugada desta quarta-feira (4), em Vila Velha (ES). Segundo a Polícia Civil, o estudante de Medicina, Guilherme Heringer Cesar, de 22 anos, assassinou os pais e cometeu suicídio em seguida.

Conforme a cena do crime, a perícia acredita que o casal estava dormindo em quartos separados e a mãe foi atacada primeiro enquanto dormia, com uma facada no pescoço. O pai teria ouvido o barulho e tentou correr para o banheiro, mas foi golpeado várias vezes e morreu.

Segundo as investigações, depois disso, Guilherme telefonou para um parente e afirmou que havia cometido uma “besteira”. Por volta das 4h, o estudante teria se matado.

Durante a perícia de mais de 2 horas no apartamento da família, os policiais encontraram uma série de mensagens satânicas escritas, em vermelho, numa Bíblia e nas paredes. Em uma página do livro de Apocalipse havia uma mensagem escrita “ele me obrigou”. Em duas portas e numa parede foram desenhados os números 666.

Também foram encontrados o desenho de um crucifixo, um pentagrama e o versículo de Apocalipse 12.12: “Festejai ó céus, o diabo desceu até vós, pouco tempo lhes resta”.

Na cena do crime, a polícia encontrou uma série de mensagens satânicas (Foto: Reprodução/TV Gazeta).

Guilherme cresceu na igreja

Simonton Araújo, líder da Igreja Missão Praia da Costa, onde a família congregava e Paulo atuava como pastor, contou que o jovem suspeito de assassinar os pais cresceu na igreja junto com a irmã e costumava frequentar a congregação.

O pastor Simonton afirmou que conhecia Paulo Oliveira há 40 anos e que além de serem companheiros de ministério, eram muito amigos.

Na igreja ele era muito ativo e tão querido. Não só pelos evangélicos, mas também pelos católicos, pelos pacientes, por todos os que conheciam. Estamos todos sem chão”, relatou à A Gazeta.

Ao ser questionado sobre ter notado algum comportamento suspeito na família, que indicasse uma possível tragédia, o pastor assegura que não. "Na semana passada, nós conversamos durante duas horas e não havia nada de incomum. Estava tudo bem. Se tivesse algo, ele teria me contado", disse Simonton

E a respeito de um possível envolvimento de Guilherme com uma seita, o líder também afirmou que o pai em nenhum momento falou sobre o assunto.

"Ele (pastor Paulo) nunca comentou sobre o filho participar de uma seita. Se ele soubesse, teria me falado. Tenho plena certeza de que ele não sabia de nada, pois conversávamos sobre tudo", explicou à Folha Vitória.

O pai, Paulo Oliveira César, atuava como pastor na Igreja Missão Praia da Costa, onde a família congregava. (TV Gazeta).

O pastor Simonton relatou que ligou para a filha do casal, Renata Heringer, que mora no Canadá, nesta quarta-feira (04), para oferecer sua assistência. "Falei com a filha, e ela, assim como todos nós, ficou sem chão com a notícia. Ela vai tentar chegar aqui no Brasil a tempo para o velório", contou.

O caso foi um choque para os fiéis da Igreja Missão Praia da Costa. Simonton destacou que em nenhum momento percebeu indícios de que algo trágico poderia acontecer.

"Existem coisas que não podem ser explicadas. Foi uma fatalidade que eu, ainda há pouco, estava pensando: a nossa tendência é procurar uma explicação, mas chega uma hora que não há. Não houve nada na nossa caminhada que levasse a isso", afirmou.

Diante da tragédia, o pastor Simonton diz que tem encontrado consolo em sua fé em Cristo Jesus.

Nós cremos em Jesus, na ressurreição. A saudade dói muito, mas não dura para sempre, ela tem um fim. É hora de chorar, mas é um choro com esperança porque cremos que vamos nos reencontrar. Estamos todos consternados, mas ao mesmo tempo, segurando na cruz de Cristo para podermos ter força”, disse à A Gazeta.

De acordo com A Gazeta, uma pessoa próxima da família, que preferiu não ser identificada, disse que Guilherme passou por distúrbios mentais sérios durante a pandemia e fazia tratamento com profissionais. Ela pediu que o momento de dor que estão passando seja respeitado por todos.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Jovem se casa com cristão perseguido e após 35 horas ele é fuzilado: ‘Jesus nos conforta’


Durante um trabalho ministerial em prisão na Indonésia, Feby conheceu seu marido Andrew, um cristão perseguido no corredor da morte.

Feby cresceu num lar cristão na Indonésia, seus pais eram pastores de uma igreja doméstica no país asiático. Desde cedo, a jovem desejava servir integralmente no ministério.

Mais tarde, já adulta, Feby conseguiu um emprego de intercessora numa igreja em Yogyakarta. “Éramos quatro, todos empregados para orar, 24 horas por dia, na torre de oração. Oramos pela cidade, pela nossa igreja e anotamos tudo. Vimos tantas respostas a orações e milagres naqueles anos!”, explicou a cristã.

No início de 2012, Feby recebeu um convite para trabalhar no ministério na prisão de Kerobokan. Lá, a jovem conheceu Andrew Chan, um cristão perseguido que estava no corredor da morte, e foi muito edificada com sua fé corajosa em uma situação extrema.

Ele era tão amigável. Eu sei que muitas pessoas carregam fardos na vida, mas Andrew não carregava fardos. Era divertido estar com ele. Começamos a enviar e-mails e compartilhar pontos de oração todos os dias. Sempre fui encorajada por sua fé e pelo que Deus estava fazendo na prisão”, contou Feby.

Andrew estava pregando o Evangelho na prisão e muitos presos estavam recebendo Jesus. Feby continuou visitando ele e depois de dois anos, a amizade se tornou amor.

Eu sabia que ele estava no corredor da morte, mas nunca pensei que ele fosse morrer. Estávamos sempre orando por um milagre. Tínhamos visto tantos milagres! No início de 2015, muitas pessoas estavam orando por ele, talvez um milhão de pessoas”, contou Feby.

No dia 27 de abril daquele ano, Andrew e Feby se casaram e 35 horas depois, o marido da jovem for executado por um pelotão de fuzilamento. Feby ficou devastada e questionou Deus, enfraquecendo na fé.

Eu me senti tão zangada e confusa. Parei de orar e adorar a Deus. Eu estava desesperada. Por que Deus não respondeu às nossas orações? Por muito tempo, não consegui ler a Bíblia ou louvar a Deus. Não pude assistir ao noticiário. Continuei tendo sonhos da execução”, disse.

Encontrando cura na Palavra

A jovem viúva permaneceu assim durante anos. Seus amigos tentaram a consolar e ela recebeu aconselhamento, mas não era o suficiente. Feby sabia que precisava voltar a ler a Palavra e adorar a Deus.

Comecei a ler os Salmos e as histórias da Bíblia que eu sabia que me consolariam. Li sobre Maria, a mãe de Jesus. Era tão difícil para ela ser encontrada grávida naquela sociedade. E ainda assim eles chamaram de 'favor'. Quando o anjo veio falar com Maria, disse-lhe: "Não tenha medo, Maria, você achou graça diante de Deus”, afirmou Feby.

Meditando na história de Maria, a cristã compreendeu que Deus não confia apenas coisas boas a seus filhos, mas também coisas difíceis. “Foi muito difícil para Maria. Mesmo depois que Jesus nasceu, eles tiveram que viajar de um lugar para outro, para evitar serem mortos. E então ela viu seu filho executado em uma cruz na frente de seus olhos. E eles chamaram de 'favor'”, refletiu.

E, aos poucos, Feby começou a orar, louvar e a confiar em Jesus novamente.

A vontade de Deus não é igual à minha. Às vezes, ele nos diz: Não tenha medo de passar pelos momentos mais difíceis, se você tiver Jesus com você. Ele vai te confortar. Ele estará com você, sempre. Isso tem sido verdade para mim”, testemunhou a cristã.

Fonte: Guiame


domingo, 25 de abril de 2021

Jovem adota homeschooling e é proibida de iniciar curso na USP

Elisa de Oliveira Flemer tem 17 anos

A Justiça proibiu que uma estudante de Sorocaba (SP) ingresse no curso de Engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) porque ela trocou o Ensino Médio na escola para estudar por conta própria em casa.

Elisa de Oliveira Flemer, de 17 anos, não frequenta a escola desde 2018. Ela estuda seis horas por dia em casa, seguindo um método próprio.

Quando decidiu estudar por conta própria, Elisa estava no primeiro ano do Ensino Médio.

Ao portal G1, ela disse que aprendia a matéria lendo a apostila minutos antes da aula.

Fazia a lição ali em 20 minutos e ficava o resto da aula lendo, divagando, escrevendo, desenhando – contou a estudante.

A jovem começou a prestar vestibulares com 16 anos e foi aprovada em várias provas. Ela conquistou o 5º lugar no curso de engenharia civil da Escola Politécnica da USP, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Como não tem um diploma, visto que não completou o Ensino Médio em uma escola tradicional, Elisa não consegue ingressar em uma faculdade.

Em outubro do ano passado, o Ministério Público foi favorável a conceder a liminar para que ela seja aceita em um curso de Ensino Superior. Mas o pedido de liminar acabou sendo negado.

Segundo a juíza Erna Tecla Maria, o homeschooling não está previsto na legislação e não foi admitido como ensino apto para certificar o estudante.

Uma opção seria Elisa fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), que só pode ser realizado por pessoas maiores de idade.

No Brasil, a educação domiciliar (homeschooling) não é permitida. Um projeto do Governo Federal para permitir essa modalidade está em andamento no congresso.

Fonte: Pleno News

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Após morte cerebral, jovem surpreende médicos e volta a respirar: “Um milagre”


Lewis Roberts, 18 anos, foi socorrido e levado para o hospital em uma ambulância aérea após ter sido atropelado por uma van na tarde de sábado, 13 de março, em Leek, Staffordshire, um condado da Inglaterra.

"Em 13 de março, Lewis sofreu ferimentos catastróficos na cabeça quando foi atropelado por uma van em sua cidade natal, Leek, e foi levado ao hospital, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência”, informou a organizadora do Gofundme, Chloe Roberts.

Apesar de todos os esforços, Lewis acabou tendo a morte cerebral declarada à família, contou a irmão do rapaz.

“Quatro dias depois, os médicos deram a notícia à nossa família de que nada mais poderia ser feito, pois ele infelizmente havia sofrido uma 'morte do tronco encefálico' e infelizmente falecido”.

Jade Roberts postou um vídeo ao lado da cama do irmão no hospital em 18 de março - onde o adolescente começa a respirar sozinho, como um sinal de esperança. Gravando a máquina monitorando sua respiração, ela disse: "Você está pronto Lew, um, dois, três respire."

O dispositivo então mostrou uma linha marrom e ela gritou: "Dê um tempo, garoto inteligente." Outra pessoa fora da câmera acrescentou em meio às lágrimas: "Ele apenas se contraiu".

Doação de órgãos

"Depois de nos despedirmos de Lewis, uma família próxima corajosamente concordou que seus órgãos fossem doados para ajudar a vida de outras sete pessoas”, explicou.

Após a família ter concordado com a doação e horas antes de ser submetido a uma operação para a retirada dos órgãos, Lewis começou a acordar e piscar. Isso aconteceu quatro dias após o trágico acidente e de o jovem ter recebido o diagnóstico de morte cerebral.

Devido a isso, tivemos que esperar até as 7h da manhã seguinte. Se tivéssemos dito 'não', eles teriam desligado o suporte de vida de Lewis naquele momento".

"Tínhamos ido para casa descansar um pouco, mas voltamos ao hospital à meia-noite. "Eu estava falando com Lewis e foi quando notei as quatro linhas marrons que esperávamos dias no monitor”, descreveu Jade.

Milagre

O adolescente começou a respirar sozinho, apesar de ter "chance zero" de sobreviver, conta a irmã.

Lewis foi salvo e está ficando mais forte a cada dia após o "milagre" que deixou sua família mais esperançosa do que nunca.

Em um vídeo, sua irmã escreveu: "Ele foi oficialmente certificado como morto ontem, e sua morte foi até mesmo relatada ao legista. Ficamos muitos dias esperando uma linha marrom aparecer, para mostrar que ele respirava, mas não tínhamos nada”.

Disseram-nos que não, deve ser um erro, impossível. Voltei para casa para um telefonema ... 'Lewis está respirando agora'. Seus olhos estão dilatando, o que antes não tínhamos nada", contou.

Segunda vida

Jade contou que aquela reação deu a Lewis mais tempo antes de sua máquina de suporte de vida ser desligada. Poucas horas antes da cirurgia de Lewis, ele começou a respirar novamente por conta própria.

"Um milagre que qualquer família poderia desejar depois de ouvir que ele não tinha chance de sobreviver”, declarou Jade.

Depois disso, Lewis continuou a progredir. Ele começou a reagir aos testes de dor, movendo seus membros por conta própria, e também movendo sua cabeça de um lado para o outro, piscando e também movendo sua boca”.

"A cada dia, esse menino está ficando mais forte. Gostaríamos apenas de dizer, como família, muito obrigado e estamos muito gratos pelas orações de todos e pelos melhores votos para Lewis", disse a irmã, que pediu mais orações até que o jovem esteja completamente recuperado.

Fonte: Guiame

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Jovem que deixou família para servir ao Estado Islâmico quer retornar para a Inglaterra

Uma jovem britânica que em 2015 abandonou sua família para servir ao Estado Islâmico, agora deseja retornar ao seu país de origem, após perder dois dos seus três filhos, com apenas 19 anos de idade.
Shamima Begum deixou a Inglaterra junto com outras duas adolescentes, em fevereiro de 2015, para se juntarem ao grupo terrorista Estado Islâmico. Autoridades britânicas estimam que pelo menos 550 adolescentes, todas mulheres, foram aliciadas através da internet.
Às adolescentes venderam as joias dos seus pais para comprar passagens de avião, e voaram através da Turkish Airlines do Aeroporto de Gatwick, em Londres, para Istambul. Os familiares ainda tentaram buscar informações das filhas, mas já era tarde demais.
Begum tinha 15 anos na época e até os 19 teve três filhos. Dois deles morreram e agora ela enviou uma carta ao governo da Inglaterra solicitando autorização para o seu retorno. "Após a morte do meu (outro) filho, percebi que é necessário que eu saia, por causa dos meus filhos", escreveu ela.

Rejeição

A população da Inglaterra, no entanto, já se manifestou contrária ao retorno de Shamima Begum, especialmente às vítimas do atentado que ocorreu na Arena de Manchester em 22 de maio de 2017, que deixou 22 pessoas mortas.
Isso porque, na ocasião, Shamima Begum emitiu uma declaração dizendo que o atentado foi "justo", legitimando a ação terrorista reivindicada pelo Estado Islâmico.
"Essa menina (Begum) foi criada em nossas ruas em nossa sociedade democrática. Ela virou as costas ao seu país para lutar por essas pessoas nojentas. Para ela agora dizer que o ataque de Manchester foi uma retaliação justa é absolutamente revoltante", declarou Natalie Senior, mãe de uma das vítimas.
"O que ela disse é extremamente doloroso. O bombardeio afetou a todos e todos foram prejudicados por isso", disse outra mãe de vítima, segundo informações do The Sun.
Begum, no entanto, acredita que pode obter o perdão dos britânicos, apesar das suas ações e declarações anteriores em apoio ao terrorismo. "Eu só quero perdão realmente, do Reino Unido. Tudo pelo que passei não esperava que passasse por isso", disse ela.
Fonte: Gospel+
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