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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

China restringe atividades religiosas online




Governo chinês anuncia novas regras restringindo atividades religiosas nas redes sociais, proibindo pregações na plataforma de mensagens WeChat



O Governo chinês acaba de anunciar novas regras que restringem as atividades religiosas nas redes sociais, proibindo as pregações na plataforma de mensagens WeChat e também o uso de inteligência artificial para proselitismo.

As medidas, divulgadas esta semana, foram definidas pela Administração Nacional de Assuntos Religiosos, um órgão governamental que regulamenta as práticas religiosas na China.

A generalidade das pessoas está agora proibida de pregar "por meio de transmissões ao vivo, vídeos curtos, reuniões online, grupos do WeChat ou momentos do WeChat", a aplicação de comunicação mais usada na China. E ficaram também interditas quaisquer iniciativas online envolvendo "meditação", "retiros espirituais" ou "terapia" que "contenham conteúdo religioso".

Apenas membros de organizações religiosas licenciadas pelo estado poderão ficar isentos dessas proibições, ressalva o documento do Governo.

As novas regras também proíbem o uso de "inteligência artificial generativa" para fins de proselitismo.

Estas regras têm por base as leis promulgadas no país desde a década de 2000, que têm progressivamente reforçado o controlo estatal sobre as religiões, especialmente em espaços digitais. Já em 2022, a China havia proibido todos os serviços religiosos online sem licenças oficiais.

O país tem  sido alvo de críticas internacionais regulares por restringir a liberdade religiosa, particularmente no Tibete, onde as práticas espirituais e as nomeações de líderes budistas são rigorosamente controladas.

Nesta terça-feira, 16 de setembro, um grupo de especialistas das Nações Unidas denunciou a interferência da China na sucessão do Dalai Lama e exigiu explicações sobre o paradeiro do Panchen Lama, desaparecido há três décadas. Os cinco especialistas expressaram "grave preocupação" com as leis chinesas que, desde 2007, conferem ao Estado o poder de autorizar ou vetar reencarnações de líderes budistas, considerando que tais normas "minam o direito à liberdade de religião e crença" e violam o direito internacional.

Várias organizações internacionais de defesa dos direitos humanos têm também denunciado que Governo chinês leva a cabo abusos massivos e sistemáticos contra pessoas de etnias predominantemente muçulmanas na Região Autónoma Uigur de Xinjiang.

[ver 7MARGENS]. (https://setemargens.com)

Foto Andrey Popov

sexta-feira, 24 de junho de 2022

Igreja com mais de 200 anos fecha as portas por falta de membros nos EUA


A Igreja Metodista Unida de Cristo, em Southwick, realizou seu último culto com os poucos membros idosos que restaram.

Uma igreja nos Estados Unidos fechou as portas por falta de membros, após 206 de existência.

Na manhã do último domingo (19), a Igreja Metodista Unida de Cristo, na cidade de Southwick, em Massachusetts, realizou seu último culto com os poucos membros que restaram.

Cerca de trinta pessoas se reuniram para se despedir da congregação, incluindo as anciãs que frequentavam a igreja toda a semana e participavam ativamente das atividades. 

O último culto também atraiu pessoas que foram membros no passado e queriam ir ao templo pela última vez.

O reverendo Ken Blanchard, que subiu no púlpito para pregar durante 10 anos, se dirigiu pela última vez à pequena membresia.

Chegou a hora desta congregação da santa igreja de Cristo se desfazer e deixar este edifício”, disse ele.

Serviu bem à nossa santa fé. Convém, portanto, que nos despedimos desta casa consagrada, elevando nossos corações em ação de graças por este depósito comum de memórias”.

O líder também escolheu o mesmo dia para se aposentar do serviço pastoral. “É bom ver todos os seus rostos nesta ocasião agridoce. Esta é a minha despedida”, declarou Ken.

Na ocasião, a reverenda Megan Stowe, superintendente distrital, anunciou uma Declaração de Desconsagração, liberando o templo de seu propósito sagrado para “qualquer uso honroso” e uma ordem para dissolver a congregação.

Foi um presente de Deus por uma temporada. Somos gratos pelas muitas maneiras pelas quais ela serviu à missão que lhe foi dada por Jesus Cristo. Cumpriu o seu propósito”, afirmou Megan.

A reverenda lembrou que muitos cristãos construíram grande parte de sua vida na igreja metodista.

Uma mulher disse que se casou nesta igreja há 47 anos. Há outra família que é membro há 77 anos. Há uma quantidade inacreditável de história aqui”, comentou.

Envelhecimento da congregação

Carol Locke, que foi membra durante 22 anos, contou que a congregação envelheceu e os jovens foram embora. Sobrando apenas idosos na igreja, que não conseguiram dar continuidade ao ministério.

Somos uma congregação muito antiga. A maioria de nós tem mais de 80 anos e não podemos fazer os jantares, as feiras de artesanato e todo esse tipo de coisa”, disse ela. “Foi (uma grande parte da minha vida), mas infelizmente, acho que chegou a hora”.

Outra membra, Mabel Johnson, que frequentou a igreja por 30 anos, lamentou o fechamento de sua congregação.

"Acho que quando você tem a minha idade, tudo o que você faz é dizer adeus às pessoas e às coisas", refletiu.

Declínio do cristianismo nos EUA

De acordo com estimativas apresentadas pela LifeWay Christian Resources em 2018, cerca de 6 mil a 10 mil igrejas são fechadas a cada ano nos EUA. A pesquisa identificou que as principais causas para o encerramento das atividades ministeriais são o declínio de membros e alto custo de manutenção.

A Pesquisa Nacional de Referência de Opinião Pública conduzida pelo Pew Research Center em 2021, nos EUA, registrou uma queda no número de cristãos no país. Apesar dos evangélicos ainda serem o maior grupo religioso, hoje representam apenas 63% da população adulta.

Fonte: Guiame

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Ministro do STF quer explicações sobre proibições de atividades religiosas

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, determinou que administrações estaduais e municipais apresentem explicações sobre decretos que vedaram a realização de atividades religiosas durante a pandemia.

A ordem do ministro atende pedido de suspensão dos dispositivos legais pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure). Devem responder ao STF as prefeituras de Macapá (AP), João Monlevade (MG), Serrinha (BA), Bebedouro (SP), Rio Brilhante (MS) e Armação dos Búzios (RJ), além dos governadores do Piauí e Roraima.

No pedido, a Anajure alega que os decretos são generalistas e não especificam as atividades que são consideradas de risco. Para os requerentes, as medidas são desproporcionais, porque vedariam qualquer atividade religiosa, mesmo aquelas que, segundo eles, não têm potencial de aglomeração como os serviços de capelinha ou ações filantrópicas.

Sendo assim, é argumentado que os dispositivos legais ferem a Constituição Federal no que diz respeito à liberdade de locomoção e à laicidade do Estado.

Há situações que violam a liberdade religiosa e elas precisam de atenção. A Anajure pede que as atividades possam ocorrer dentro das normas recomendadas pelos órgãos de saúde e que os decretos abusivos sejam suspensos ou revistos”, diz a nota do órgão.

O ministro entendeu que o assunto é de grande relevância e determinou que cada administração citada no processo justifique a publicação dos decretos dentro de cinco dias.

Após a manifestação de cada gestão, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverão ser notificadas para que também se manifestem sobre o tema em um prazo de cinco dias.

Fonte: Terra e Comunhão via Folha Gospel

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