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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

CHINA: Autoridades invadem igreja subterrânea e removem pastor do púlpito durante culto




A Igreja Bíblica Reformada foi invadida por mais de uma dúzia de representantes de agências governamentais do Partido Comunista.


Em uma operação surpresa, autoridades chinesas interromperam um culto de domingo na filial de Tianhe da Igreja Reformada Bíblica de Guangzhou.

A pregação, que estava sendo ministrada para cerca de 20 a 30 cristãos, foi abruptamente interrompida quando agentes invadiram o local e removeram à força o pastor do púlpito.

Segundo testemunhas, mais de uma dúzia de representantes de agências governamentais – incluindo assuntos religiosos, segurança pública e segurança nacional – cercaram o espaço.

Eles exigiram documentos de identidade de todos os presentes, proibiram qualquer tipo de filmagem e declararam que a reunião era ilegal por não estar registrada conforme as novas regulamentações impostas pelo Estado.

Segundo a ChinaAid – organização dedicada à promoção da liberdade religiosa e dos direitos humanos – a ação reflete a crescente pressão sobre igrejas domésticas independentes, que não se submetem ao controle oficial do Partido Comunista.

Perseguições diversas

A Igreja Reformada Bíblica de Guangzhou, liderada pelo influente pastor Huang Xiaoning, já havia enfrentado diversas restrições e perseguições desde 2018, sendo alvo de monitoramento constante.

Em meio ao caos, os membros tentaram manter a calma, clamando por serenidade e oração, informou a ChinaAid.

Para muitos, o incidente simboliza não apenas a repressão estatal, mas também a resiliência de comunidades cristãs que insistem em se reunir livremente, apesar do risco de sanções.

Especialistas destacam que esse tipo de operação revela o endurecimento das autoridades diante do crescimento de grupos cristãos independentes, que optam por permanecer fora das estruturas controladas pelo governo.

Essa postura desafia a narrativa oficial de “liberdade religiosa com características chinesas”, promovida pelo regime.

O episódio em Guangzhou expõe, mais uma vez, as tensões entre fé e política na China contemporânea, opina a ChinaAid.

Enquanto o Estado reforça seu controle sobre práticas religiosas, cristãos não registrados continuam a buscar alternativas para viver e expressar sua fé, mesmo sob crescente vigilância e intimidação, afirma a organização cristã fundada pelo pastor Bob Fu.

Fonte: Guiame


domingo, 7 de julho de 2024

Chefe de tráfico manda fechar igrejas católicas no Rio



Bandidos armados teriam ido até as paróquias comunicar a decisão do traficante.


Após uma ordem do chefão do tráfico de drogas do Complexo de Israel, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, ao menos três igrejas católicas do Rio de Janeiro (RJ) suspenderam as atividades nesse sábado, 7.

Moradores relataram que bandidos armados foram até as paróquias comunicar a decisão do traficante. As informações são do jornal O Dia.

As paróquias Santa Edwiges, em Parada de Lucas, Nossa Senhora da Conceição e São Justino, e Santa Cecília, localizadas em Brás de Pina, publicaram comunicados em suas redes sociais sobre o cancelamentos de atividades.

A Paróquia Santa Cecília informou que todos os compromissos estariam temporariamente cancelados. Já a Santa Edwiges suspendeu uma festa julina que ocorreria neste fim de semana.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Justino pontuou que as missas, reuniões e demais atividades ficarão suspensas "até segunda ordem". Os motivo dos fechamentos não foram informados nas publicações.

Chefão do tráfico seria evangélico

O traficante Peixão é procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de comandar a distribuição de drogas na região da Cidade Alta e Vigário Geral.

Segundo o portal G1, o traficante foi criado pela mãe, que é umbandista, mas atualmente é evangélico e tem promovido atos de intolerância religiosa nas regiões sob seu comando.

A informação acima é no mínimo controversa, uma vez que, em sendo o referido, um cristão evangélico verdadeiro, não condiz com a contraventora condição de "traficante" e nem a de praticar a "intolerância religiosa"

A Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou um inquérito para apurar se Peixão, chefe do tráfico de drogas do Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, ordenou o fechamento das igrejas católicas.

No entanto, no início da tarde deste domingo (7/7), a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro enviou nota para o Portal Metrópoles afirmando que as paróquias Santa Edwiges e Santa Cecília estavam abertas e que a ação dos traficantes seria boato.


Com informações Portal Metrópoles via Folha Gospel

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Justiça multa igrejas por culto em frente a terreiro de candomblé, no Maranhão




A Justiça impôs, ainda, multa de R$2.000 por qualquer nova tentativa de perturbação.


A Justiça do Maranhão condenou os líderes religiosos das igrejas evangélicas Pentecostal Jeová Nissi e Igreja Ministério de Gideões a pagarem uma multa de R$ 5 mil por danos morais coletivos.

Além disso, a decisão também determina que os religiosos se abstenham de promover manifestações que ameacem ou perturbem a prática de religiões de matriz africana no Maranhão. A Justiça impôs, ainda, multa de R$2.000 por qualquer nova tentativa de perturbação.

A decisão da Justiça, divulgada nesta sexta-feira (28), veio após os membros das igrejas, sob liderança de Flávia Maria Ferreira dos Santos, Charles Douglas Santos Lima e Marco Antônio Ferreira, realizarem um "protesto", em abril de 2022, em frente à Casa Fanti Ashanti, terreiro de matriz africana, em São Luís. O ato tinha como tentativa a evangelização dos praticantes do candomblé, que faziam parte da comunidade .

Durante o ato, os membros das igrejas faziam uma marcha pelos 12 anos de aniversário da comunidade. A programação previa caminhada com orações ao ar livre pelo bairro, com parada final em frente a Igreja Pentecostal Jeová Nissi, na Rua Militar.

Entretanto, no mesmo dia, os integrantes do terreiro estavam se preparando para uma festividade tradicional dedicada ao orixá Ogum, quando foram surpreendidos pelos protestos.

Versão do envolvidos

Os membros da Casa Fanti Ashanti, que fica no bairro Cruzeiro do Anil e funciona há mais de 64 anos, afirmam que os membros das igrejas cometeram o crime de intolerância religiosa. No ato evangelístico, os evangélicos levaram caixas de sons, faixas com dizeres bíblicos e distribuíram panfletos com palavras de ordem contra a religião de matriz africana.

De acordo com uma Ação Civil Pública ajuizada pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão, os manifestantes gritavam palavras como "vamos expulsar os demônios" e "a palavra de Deus não pode parar", em referência às práticas religiosas da Casa. Alguns evangélicos chegaram a subir na calçada do terreiro para distribuir panfletos com mensagens que diziam "Jesus te ama".

Na época, a Casa Fanti-Ashanti emitiu uma nota de repúdio pelo ato das igrejas. A casa afirma ainda que sentiu sua liberdade de culto ser desrespeitada.

O pastor do Ministério Gideões, Charles Douglas, contrapôs a versão da comunidade do terreiro, alegando que não houve ofensas em nenhum momento à Casa Fanti-Ashanti, mas somente os membros da igreja participando do culto ao ar livre, em frente a outra igreja, também pentecostal, voltado a eles mesmos.

"Nós completamos 12 anos de ministério e todo ano fazemos uma marcha para Cristo declarando que o Senhor é a nossa bandeira. Nós percorremos todos os bairros, Cruzeiro do Anil, Isabel Cafeteira. Em locais estratégicos, nós parávamos, evangelizávamos, pregávamos o evangelho de Deus, e o último ponto que paramos foi em frente a uma igreja evangélica. Era o último ponto de parada para fazer o último clamor voltado para o nosso ministério, para encerrar a marcha!", afirmou.

Com informações do site Elias Lacerda via Folha Gospel

sábado, 9 de setembro de 2023

Terroristas sequestram dois cristãos e matam pastor batista na Nigéria




Líderes cristãos na Nigéria  acreditam que os ataques dos pastores às comunidades cristãs são inspirados pelo seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã



Dois cristãos foram sequestrados na última sexta-feira (25 de agosto) no estado de Kaduna, na Nigéria, dois dias depois que homens armados descritos como terroristas mataram um pastor batista em outra área do estado, segundo fontes.

Terroristas invadiram a comunidade predominantemente cristã de Wusasa, Zaria, e sequestraram os dois cristãos, os irmãos Yusha'u Peter e Joshua Peter, funcionários do Hospital Anglicano St. área disse.

Isiyaku Ibrahim disse que os irmãos foram sequestrados por volta das 21h. por "terroristas".

"Isto acontece pouco depois de o pai das duas vítimas também ter sido raptado e levado em cativeiro pelos terroristas", disse Ibrahim ao Morning Star News numa mensagem de texto.

"Os terroristas fizeram muitas vezes da nossa região alvo de ataques e raptos do nosso povo. Na verdade, recentemente dois cristãos da nossa comunidade foram mortos em ataques semelhantes."

Os dois irmãos fugiram de Ikara, no estado de Kaduna, para Zaria, depois que seu pai foi sequestrado lá, segundo relatos locais.

Os sequestros ocorreram depois que o reverendo Jeremiah Mayau, pastor de 61 anos da Igreja Batista Tawaliu na Missão Ungwan, Kujama, no condado de Chikun, foi morto a tiros em 23 de agosto.

"Rev. Jeremiah Mayau foi atacado e morto a tiros pelos terroristas enquanto trabalhava em sua fazenda", disse o morador da área, Matthew Audu, ao Morning Star News em uma mensagem de texto. "Ele foi morto por volta das 14h. e foi baleado na cabeça."

O Rev. Joseph John Hayab, presidente da Associação Cristã da Nigéria (CAN), Capítulo do Estado de Kaduna, também descreveu os assassinos como terroristas.

"Terroristas invadiram uma comunidade na área do governo local de Chikun, em Kaduna, e mataram a tiros o Rev. Jeremiah Mayau, pastor da Igreja Batista Tawaliu, Kujama", enquanto o pastor trabalhava em sua fazenda em Kujama, disse Hayab em um comunicado à imprensa. "O incidente ocorreu quando o clérigo estava em sua fazenda. Foi bárbaro."

Ele apelou às agências de segurança para exercerem maior vigilância para deter a atividade criminosa no estado.

"É muito doloroso que homens armados se movam livremente em plena luz do dia para executar o seu ato maligno e escapar impune numa sociedade civilizada como a nossa, onde constituímos uma autoridade que deverá dar xeque-mate a estes elementos criminosos na sociedade", disse Hayab.

"Também é doloroso que, quando você levanta uma sobrancelha, já seja visto como um alguém que está procurando problemas, enquanto as autoridades se recusam trilhar o procedimento legal para garantir a coexistência harmoniosa entre os cidadãos."

O residente da área, Audo, disse que em 9 de agosto, terroristas mataram uma mulher cristã, Gloria Isa, enquanto ela dormia em sua casa na área de Ungwan Rana, em Kujama.

A Nigéria liderou o mundo em número de cristãos mortos por causa de sua fé em 2022, com 5.014, de acordo com o relatório da Lista Mundial de Observação de 2023 (WWL) da Portas Abertas.

Também liderou o mundo em cristãos raptados (4.726), agredidos ou assediados sexualmente, casados à força ou abusados física ou mentalmente, e teve o maior número de casas e empresas atacadas por motivos religiosos.

Tal como no ano anterior, a Nigéria teve o segundo maior número de ataques á igrejas e de pessoas deslocadas internamente.

Na Lista Mundial de Observação de 2023, dos países onde é mais difícil ser cristão, a Nigéria saltou para o sexto lugar, a classificação mais alta de sempre, do 7º lugar do ano anterior.

"Militantes dos Fulani, Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP) e outros realizam ataques a comunidades cristãs, matando, mutilando, violando e raptando para obter resgate ou escravatura sexual", observou o relatório da WWL.

"Este ano também assistimos essa violência alastrar-se à maioria cristã do sul do país… O governo da Nigéria continua a negar que se trata de perseguição religiosa, pelo que as violações dos direitos dos cristãos são cometidas, e seus autores ficam impunes."

Numerados na casa dos milhões em toda a Nigéria e no Sahel, os Fulani predominantemente muçulmanos compreendem centenas de clãs de muitas linhagens diferentes que não têm opiniões extremistas, mas alguns Fulani aderem à ideologia islâmica radical, o Grupo Parlamentar de Todos os Partidos do Reino Unido para a Liberdade Internacional ou Crença (APPG) observada em um relatório de 2020.

"Eles adoptam uma estratégia comparável à do Boko Haram e do ISWAP e demonstram uma intenção clara de atingir os cristãos e símbolos potentes da identidade cristã", afirma o relatório da APPG.

Os líderes cristãos na Nigéria disseram acreditar que os ataques dos pastores às comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria, são inspirados pelo seu desejo de tomar à força as terras dos cristãos e impor o Islã, uma vez que a desertificação, tornou difícil para eles conseguirem sustentarem os seus rebanhos.



Published in: Evangelical Focus - world - Terrorists kidnap two Christians, kill Baptist pastor in Nigeria


segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Chefe da ONU: cristãos que não aceitarem ideologia esquerdista serão excluídos da sociedade






Em uma nova declaração perturbadora, o especialista da ONU Victor Madrigal-Borloz diz que a liberdade religiosa só pode ser tolerada se as pessoas religiosas abraçarem totalmente a agenda globalista, incluindo a ideologia radical LGBTQ+.

A ideologia LGBTQ+ que a ONU está promovendo se origina de um relatório divulgado no início deste ano que pede a descriminalização do sexo entre adultos e menores.

Prestar atenção às vozes e práticas de comunidades inclusivas pode ajudar a mudar as narrativas que afirmam que o exercício da liberdade de religião ou crença é incompatível com o gozo igualitário dos direitos humanos por pessoas LGBT”, disse Madrigal-Borloz à ONU.

Em alguns casos, as narrativas religiosas foram usadas deliberadamente para justificar a violência e a discriminação – muitas vezes em desafio à doutrina dessas fés e também além do escopo da liberdade de religião ou crença”, reclamou.

O Stand explicou que aderir às ideias de Madrigal-Borloz significaria abandonar as crenças religiosas centrais.

Então, agora, se nos apegamos à verdade bíblica, aparentemente estamos apenas interpretando mal nossas próprias doutrinas”, observa a saída.

Ele insinua que os crentes religiosos que não abraçam a ideologia LGBT estão interpretando mal sua própria religião.

Madrigal-Borloz continuou:

“O conceito de uma ordem ‘natural’ como princípio orientador da existência humana e social também está presente na doutrina conservadora”.

No que parece ser um ataque aberto à liberdade religiosa, o relatório de Madrigal-Borloz critica “isenções” para organizações como lares adotivos e agências de adoção que permitem que eles sigam sua fé bíblica em suas decisões de custódia.

Ele acusou o mundo de “obrigações” de se submeter ao sistema de crenças LGBT.

“[Não] é permitido que indivíduos ou grupos invoquem ‘liberdade religiosa’ para perpetuar a discriminação contra… lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais quando se trata do fornecimento de bens ou serviços na esfera pública”, Madrigal – Disse o relatório de Borloz.

Ele apontou vários casos nos Estados Unidos em que fornecedores de casamento recusaram exigências para violar sua fé promovendo uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Madrigal-Borloz também insiste que as pessoas LGBT devem ter permissão para participar de comunidades religiosas, apesar de suas “práticas de exclusão”.

É inapropriado para um especialista da ONU sugerir que as comunidades religiosas devam mudar suas crenças e práticas para beneficiar aqueles que desejam violar princípios religiosos e ainda se identificar com uma determinada fé”, argumenta o Stand.

Fonte:  A Trombeta News 



terça-feira, 1 de agosto de 2023

Aluna denuncia intolerância religiosa de professor, que teria a proibido de levar Bíblia para a aula





Estudante de colégio da Zona Sul do Rio acha que foi repreendida por ser a única negra de sua turma no dia do fato; Secretaria estadual de Educação abriu sindicância para apurar o ocorrido e informa que o docente será afastado




Uma aluna do Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, Zona Sul do Rio, relata ter sido proibida de ler a bíblia por um professor de geografia da unidade, no início desta semana.

De acordo com os estudantes, o docente havia liberado que os alunos ficassem livres ao fim de uma atividade e teria até tirado fotos com outras adolescentes, sem repreendê-las. Revoltada, a mãe da estudante conta ter procurado a escola, e ter ouvido de uma professora que a atitude do colega "foi nada demais".

A Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) informa que abriu sindicância para apurar o fato e que o professor será afastado; já a mãe da adolescente será convidada para uma nova reunião na unidade. O caso foi registrado na 9ª DP (Catete) como intolerância religiosa.

A auxiliar de serviços gerais, de 41 anos, conta que soube do ocorrido por um grupo de WhatsApp, em que estão os colegas de sua filha, de 15 anos. Segundo a mãe da estudante, os próprios colegas de classe ficaram envergonhados pelo que aconteceu e, ao perguntar o nome da vítima, descobriu que era a sua filha.

Fui na escola para ouvir a direção. Fui atendida por uma professora, que pediu desculpas, mas disse que não foi nada demais, que isso deve ter sido sem querer. Ainda falei: "Preciso conversar com o professor, para saber o porquê" — lembra a responsável, que recebeu uma resposta negativa quanto ao pedido de contato com o professor.

Ele estava tirando selfie com outras alunas, por que constrangeu minha filha de levar a bíblia para a escola? Minha filha acha que isso foi pela cor dela — completa a mãe da estudante, que diz que a filha era a única negra em sala naquele dia. — As outras meninas são claras e ele não chamou a atenção, e minha filha, por ser negra e só estar lendo a bíblia, foi humilhada pelo professor.

No registro de ocorrência, foi sinalizado que o docente teria dito: "Se quer ler a bíblia, vá à igreja, e não à escola", fala acompanhada da proibição de levar o objeto para a unidade escolar.

De acordo com a auxiliar de serviços gerais, a filha chegou em casa chateada e disse que não quer mais frequentar as aulas com esse professor, que leciona para a turma do Colégio Amaro Cavalcanti às segundas-feiras.

A aluna é considerada comportada e, nos horários livres, como na ida para a escola de ônibus, aproveita para ler a bíblia, já que é evangélica.

Moradora da Zona Norte do Rio, a adolescente se desloca até a Zona Sul diariamente, pois foi onde sua mãe conseguiu vaga para matriculá-la, no início do ano. Sonhando em se tornar advogada ao fim do Ensino Médio, a menina vê na mãe, com essa situação, o desejo de Justiça.

Quero que ele seja afastado da escola, já que, assim como minha filha, muitos alunos não querem mais ter aula com ele. Os alunos falam que não é a primeira vez que acontece, que ele chama os meninos até de burro. É repugnante e revoltante, já que isso vem de alguém que está ali para dar o exemplo — desabafa a mãe da menina.

Caso registrado na delegacia

A situação ocorreu na última segunda-feira, depois de uma atividade ter terminado e os alunos terem sido liberados para "cada um fazer o que queria", conforme explica uma estudante da mesma turma.

Tinha uns alunos conversando, outras mexendo no telefone, que é uma coisa errada, e ele pegou e proibiu ela de levar a bíblia? A gente não acreditou no que ele falou e ela (estudante) disse que ia ficar calada, para não dar mais problema — relata uma colega.

Apoiada pelos estudantes da unidade, a promessa, antes da informação que o docente seria afastado, era de que os demais alunos também estariam com a bíblia em mãos:

O que ele fez com ela, vai ter que fazer com todo mundo.

O caso foi registrado na 9ª DP (Catete), como "preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional", com intolerância religiosa apontada como o motivo presumido.

No registro de ocorrência, é citado que o esse "não foi um fato isolado", já que o professor sempre cria "polêmicas com outros estudantes", segundo os colegas de turma.

Em nota, a Secretaria de Educação informa que "a responsável pela estudante foi recebida e ouvida pela direção da escola" na última quarta-feira, mas convidada para uma nova reunião.

"A Seeduc reitera seu compromisso no combate ao preconceito e a discriminação em suas 1.232 unidades, assim como o bom relacionamento entre servidores e alunos."

A pasta observa que o professor tem autonomia para permitir ou não o uso de smartphones durante as aulas, mas salienta que "o horário de aula é destinado exclusivamente ao programa da aula, com foco no processo de aprendizagem do aluno", objetivo que "pode ser comprometido com uso inadequado de celulares para outros meios ou mesmo com a leitura de conteúdos alheios ao programa pedagógico das aulas"..


Fonte: O GLOBO



MEU COMENTÁRIO:

A intolerância religiosa está clara e manifesta de todas as formas. Não é novidade, pois já era de se esperar tais atitudes, afinal de contas é o fim dos tempos, o que Paulo chama de "Tempos trabalhosos", no entanto, é preciso resistência o quanto sem puder, uma vez que não somos minoria. A lei ainda existe neste país, em que pese seu cumprimento esteja em total insegurança e conveniência. É preciso lutar e exigir o direito do cidadão.

A mãe da aluna fez muito bem em denunciar o fato à direção da escola, bem como registrar a ocorrência na Delegacia de Polícia, para que as autoridades competentes tomem as devidas providências.

Oremos e pratiquemos a resistência!

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Suécia autoriza protesto com queima de Bíblia, mas ativista muçulmano desiste




O muçulmano Ahmad Alush disse que só queria chamar a atenção das pessoas para os limites da liberdade de expressão.


O ativista muçulmano Ahmad Alush, de 32 anos, que recebeu permissão para queimar uma Bíblia do lado de fora da embaixada israelense, na Suécia, disse que recuou de seu plano, já que a intenção era somente chamar a atenção para a recente queima do Alcorão no país.

Quando Alush teve a permissão das autoridades suecas para realizar o ato, ele atraiu ampla condenação e protesto de Israel e de vários grupos judeus. O ativista disse que nunca foi sua intenção queimar livros sagrados judeus ou cristãos, conforme o The Times of Israel.

"Ninguém deveria fazer isso", disse ao reforçar que apenas queria dar uma resposta às pessoas que queimam o Alcorão. "Quero mostrar que a liberdade de expressão tem limites que devem ser levados em conta", comentou com os repórteres reunidos no local.

'Temos que nos respeitar'

Depois da permissão que Alush conseguiu das autoridades suecas, as autoridades israelenses protestaram na Suécia. Grupos judeus se mostraram indignados. O presidente israelense, Isaac Herzog, chegou a dizer que o ato seria uma expressão de "puro ódio".

Mas o ativista muçulmano explicou: "Quero mostrar que temos que nos respeitar, vivemos na mesma sociedade. Se eu queimar a Torá, outro a Bíblia, outro o Alcorão, haverá guerra aqui. O que eu queria mostrar é que não é certo fazer isso", enfatizou.

A emissora pública sueca SVT disse que Alush jogou o isqueiro no chão e disse que não precisava daquilo. A polícia local confirmou que havia aprovado o pedido do muçulmano para realizar a manifestação em frente à embaixada de Israel, em Estocolmo, onde a Torá judaica e a Bíblia cristã seriam queimadas.

'Existem outras maneiras de expressar a liberdade'

Em entrevista ao The Times of Israel, a historiadora americana e professora de Judaísmo Moderno, Deborah Lipstadt, disse que a queima "criaria um ambiente de medo" e que os EUA estavam preocupados.

Ela também disse que os americanos condenam a queima de qualquer livro sagrado: "Existem maneiras melhores de manifestar a liberdade de expressão do que profanar textos sagrados".

A Associação Judaica Europeia em um comunicado conjunto com a Coalizão Europeia para Israel, um grupo sionista cristão, também se manifestou: "Está claro que o ato de queimar uma Bíblia em frente à embaixada israelense é tudo menos pacífico. Em vez disso, é provocativo, grosseiramente inapropriado e projetado apenas para ofender".

"Atos provocativos, racistas e repugnantes como esses não têm lugar em nenhuma sociedade civilizada", concluiu o presidente da EJC, Ariel Muzicant.

Fonte: Guia-me com informações de Time Of Israel via Folha Gospel

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