Mostrando postagens com marcador homossexuaidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homossexuaidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de julho de 2026

PL em Porto Alegre quer punir apoio espiritual a pessoas que querem deixar homossexualidade




Porto Alegre (RS) - Vereadores cristãos alertaram que o PL353/25 pode abrir brechas para que oração e aconselhamento pastoral a homossexuais sejam proibidos.


Um Projeto de Lei (PL) que prevê a punição a quem oferecer “terapia de conversão” a homossexuais está em tramitação na Câmara Municipal de Porto Alegre.

O PL 353/25 estabelece punição administrativa para indivíduos e instituições que promoverem tratamento ou atendimento para alterar a orientação sexual ou a identidade de gênero.

Constitui infração administrativa: ofertar ou anunciar publicamente ‘terapia de conversão’ em consultórios médicos, psicológicos ou psicanalíticos, clínicas médicas ou psicológicas, comunidades terapêuticas, ambientes religiosos ou locais de espiritualidade”, afirma o texto.

E continua: “Submeter pessoa, ainda que com seu consentimento, a tratamento, cirurgia, internação ou administração de medicação com objetivo de fazer “terapia de conversão”; promover chantagem, ameaça, castigos físicos ou penitências com objetivo de submeter alguém à ‘terapia de conversão’”.

A proposta também proíbe eventos que abordem o abandono da homossexualidade: “Ministrar palestras, cursos, seminários ou eventos similares com o objetivo de promover ou incentivar a prática de ‘terapia de conversão’”.

O Projeto de Lei, de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB), estabelece as seguintes punições para pessoas ou instituições que infringirem a norma: advertência, multa no valor de 250 a 2.500 reais, suspensão das atividades por 30 dias, cassação do alvará de funcionamento e proibição de ocupar cargos públicos em Porto Alegre.

Impacto para as igrejas

A proposta ainda passará por votação na Câmara Municipal de Porto Alegre. Vereadores cristãos expressaram preocupação com o PL.

Segundo Tanise Sabino (MDB) e Hamilton Sossmeier (Podemos), a lei abre brechas para que oração e aconselhamento pastoral a pessoas que querem deixar homossexualidade sejam classificadas como “terapias de conversão”.

Como psicóloga e cristã, sou categórica: qualquer prática coercitiva, abusiva e humilhante deve ser rejeitada. O problema é a brecha intencional do texto. Ao não separar o que é prática abusiva do que é aconselhamento espiritual, o projeto abre margem para transformar ambientes religiosos em alvos de infração administrativa”, afirmou a vereadora Tanise, no Instagram.

O texto tira o foco exclusivo dos profissionais de saúde e abre margem para criminalizar um pastor, um conselheiro ou um líder de jovens da igreja. Pela redação vaga, quem vai decidir o que é oração e o que é infração é um fiscal da prefeitura”, alertou.

Em publicação no Instagram, o vereador Hamilton observou: “O PL pode impactar diretamente a liberdade das igrejas em Porto Alegre”.

O texto responsabiliza quem realizar aconselhamento relacionado à orientação sexual, inclusive quando esse aconselhamento é procurado voluntariamente pela própria pessoa. Isso atingirá atividades próprias da missão pastoral”, ressaltou.

Tanise Sabino afirmou que já existem regulamentos que proíbem práticas abusivas e que a punição é prevista pelo Código Penal.

O Conselho Federal de Psicologia proíbe qualquer prática de reversão da orientação sexual, assim como o Conselho Federal de Medicina.

Então, o que essa lei municipal acrescenta, além de insegurança jurídica para pastores, líderes e igrejas?”, questionou Tanise.

Emendas para garantir a liberdade religiosa

Em junho, um grupo de vereadores apresentou emendas ao Projeto de Lei para garantir a liberdade religiosa de igrejas e líderes cristãos.

As emendas propõem que aconselhamento pastoral, direção espiritual, ensino religioso, proselitismo e atos de conversão religiosa, quando voluntários e sem coação ou violência, não sejam considerados infração administrativa.

Além disso, retira do texto referências a ambientes religiosos, locais de espiritualidade e outras expressões que podem gerar interpretações incompatíveis com a liberdade religiosa.

As emendas também garantem que manifestações religiosas, litúrgicas, pastorais e doutrinárias realizadas por igrejas e organizações religiosas não sejam incluídas no PL 353/25.

Projeto semelhante na Bahia

Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um PL que prevê a proibição das “terapias de conversão” também está em tramitação.

O PL./25862/2025, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), quer punir indivíduos ou instituições que derem apoio espiritual para pessoas LGBT que querem deixar a homossexualidade, no estado.

Se aprovado, o projeto vai proibir aconselhamento pastoral, cultos, retiros, orações e outras práticas religiosas voltadas para ajudar homossexuais a retornarem ao gênero biológico e viverem a sexualidade bíblica, como os casos de pessoas destransicionadas.

Fonte: Guiame

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Cristão perde emprego por não aceitar promover a homossexualidade



“Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: ‘Isso não está certo’. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema”, disse Felix Ngole.


O cristão Felix Ngole nasceu em Camarões, país africano que faz fronteira com a Nigéria, mas mudou-se para o Reino Unido para seguir sua carreira de assistente social.

Ele disse que sempre pensou no Reino Unido e América como lugares onde a liberdade de expressão e religião eram protegidas, até que foi recusado por uma empresa por “não aceitar promover a homossexualidade”.

"Eu poderia ter ido embora discretamente, como muitas pessoas fazem. Isso me pouparia muito estresse", disse em entrevista à Fox News. Mas Ngole disse que o entristeceu ver que sua fé estava sendo atacada.

Como tudo aconteceu

Em 2019, Ngole já havia sofrido com o mesmo tipo de situação na universidade em que estudou. Ele foi expulso de um programa de assistência social por ter citado a Bíblia em comentários sobre homossexualidade em sua conta no Facebook.

Ele ficou surpreso ao descobrir que, novamente, esses mesmos comentários o colocaram em apuros depois que ele se candidatou a um emprego no NHS — sistema público de saúde do Reino Unido.

A organização de recrutamento descobriu suas convicções sobre homossexualidade e casamento. Depois de receber a oferta de emprego, Ngole foi informado pelo recrutador Touchstone Leeds que ele deveria "promover a homossexualidade" para poder ingressar no novo trabalho.

"Isso está indo longe demais", disse ao revelar que levou o caso a um tribunal trabalhista, alegando discriminação religiosa.

Sobre a discriminação religiosa

Ngole disse que "realmente queria o emprego", então antes de apelar ao tribunal, ainda tentou conversar com o recrutador.

Durante essa reunião, ele assegurou-lhes que não discriminaria ninguém. No entanto, percebeu que a discussão se transformou num verdadeiro interrogatório sobre sua fé, que durou cerca de duas horas.

"Tenho fortes crenças cristãs, é claro, não posso me desculpar por isso. E, da mesma forma, não vou discriminar seus clientes. Já trabalhei com esse mesmo grupo de clientes antes e ninguém nunca reclamou sobre minha prática. Sou qualificado. Faço bem o meu trabalho e é injusto que você retire esta oferta de emprego", Ngole argumentou à Touchstone.

Mas a empresa de saúde mental reafirmou sua decisão de retirar a oferta de emprego dada a Ngole.

'Precisamos desafiar o sistema'

Agora Ngole disse que segue em frente com o processo, não apenas por ele, mas para as gerações futuras: "Acredito que, como cristão, uma das coisas que Deus nos deu quando nos criou, foi o senso de justiça, porque ele é um Deus justo".

"Isso não é sobre mim, apenas. É sobre meus filhos e os filhos dos meus filhos, e os filhos do meu vizinho também. Temos que começar a desafiar [essa ideologia] agora. E se não o fizermos, essas pessoas continuarão fazendo isso", frisou.

"Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: 'Isso não está certo'. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema. Quando as pessoas não o fazem, o sistema continuará funcionando normalmente e voltará para nos atacar", continuou.

'Não vou promover o estilo de vida deles'

O caso de Ngole deveria ser ouvido no Leeds Employment Tribunal, na semana passada. No entanto, conforme a Fox News, o tribunal adiou o caso para que a Touchstone pudesse apresentar mais provas sobre a 'teoria do estresse minoritário' em sua defesa.

De acordo com o Christian Legal Center, que está apoiando Ngole, esta teoria está sendo testada no tribunal do Reino Unido pela primeira vez. A teoria afirma que se um cliente minoritário, como alguém que é LGBT, se deparar com as declarações do assistente social condenando a homossexualidade, ele enfrentaria estresse indevido e danos potenciais.

Ngole negou as acusações de "discriminação e ódio" contra qualquer membro da comunidade LGBT. Ele disse que, embora possa discordar de seu estilo de vida, ele ainda pode mostrar-lhes amor por meio de seu papel como assistente social.

"Não há nada que sugira que eu tenha discriminado alguém. Eu apenas acredito no amor de Deus e acredito na Bíblia quando ela diz que 'Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna'. E Deus não enviou Seu filho para condenar o mundo, mas para que por meio dele o mundo fosse salvo", resumiu.

"Esse é o princípio da minha fé, por isso não posso concordar com o estilo de vida deles. E eu não tenho que concordar com isso, pois eu sei que é errado, mas, ao mesmo tempo, eu os amo como alguém que está na minha frente", disse ainda.

"Não vou promover o estilo de vida deles, mas ainda posso mostrar-lhes amor. E é contra isso que eles realmente lutam", concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News via Folha Gospel

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...