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quinta-feira, 13 de março de 2025

Justiça condena pastor da Assembleia de Deus por vilipendiar oferenda da Umbanda


O pastor disse que apenas orou sobre os objetos deixados na via pública, exercendo seu "direito à liberdade de crença religiosa".


A Justiça de São Paulo condenou um pastor, da Assembleia de Deus, por discriminação e preconceito religioso. De acordo com a acusação do Ministério Público, em fevereiro de 2024, o pastor foi chamado para "desfazer" uma oferenda que havia sido deixada próximo à casa de fiéis de sua igreja, em Mauá, no ABC paulista.

Segundo a Promotoria, ao se deparar com a oferenda, o pastor utilizou expressões de intolerância religiosa e discurso de ódio, referindo-se ao ato como "obra do Diabo", "imundice", "sujeira do inferno", "mal" e "desgraça". O episódio foi gravado e motivou uma denúncia ao Disque 100, serviço do governo federal que recebe reclamações sobre violações de direitos humanos.

O autor da denúncia afirmou à polícia que "a intolerância religiosa gera preconceito e malefícios para a sociedade". Já o pastor se defendeu no processo alegando que apenas orou sobre os objetos deixados na via pública, exercendo seu "direito à liberdade de crença religiosa". Ele afirmou ainda que, em nenhum momento, ofendeu qualquer pessoa ou proferiu palavras pejorativas ou preconceituosas contra outras religiões, pois sua única intenção era afastar qualquer possibilidade de que a oferenda fosse destinada a causar mal a alguém. No processo, o pastor também declarou que "a liberdade de expressão é um direito fundamental assegurado pela Constituição".

O juiz Paulo Campanella, no entanto, concluiu que o réu não se limitou a manifestar sua crença, mas sim "vilipendiou" um símbolo religioso da Umbanda, no caso, o alguidar, recipiente de barro utilizado para oferendas. Para o magistrado, o pastor ultrapassou os limites da liberdade religiosa e proferiu ofensas à outra religião ao se referir à oferenda como "lixo", "sujeira do inferno", "desgraça", "obra do Diabo" e "imundice".

O juiz ressaltou que o simples descarte de uma oferenda religiosa deixada na rua não configura crime, mas que a manifestação de desrespeito, desprezo e humilhação à religião de outrem constitui um ato discriminatório.

Como consequência, o pastor foi condenado a um ano de reclusão em regime aberto, pena que foi substituída pela prestação de serviços comunitários pelo mesmo período. O pastor ainda pode recorrer da decisão.


Folha Gospel com informações de Folha de S. Paulo


MEU COMENTÁRIO:

Todo obra feita e até orações contrárias a quem quer que seja, deve ser repreendida em nome de Jesus, aquele que tem todo o poder no céu e na terra.

Segundo a sentença, as palavras pejorativas ou preconceituosas vilipendiaram um símbolo da umbanda, o que é crime. O ato foi filmado involuntariamente por alguma câmera, ou por quem tinha interesse, gerando a prova do crime.

Fica o exemplo a ser considerado por quem exercita trabalhos de libertação, ou exorcismo, como queiram, que sejam observados os termos da legislação vigente. Devemos seguir à risca o que é determinado pela Palavra de Deus, sem nos deixarmos extrapolar pelos nossos próprios sentimentos.

Agora, quanto a prática feitiçaria, a Bíblia é clara: 

2"Acabarei com a sua feitiçariae vocês não farão mais adivinhações". - Miquéias 5:12

"Quando entrarem na terra que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. Não permitam que se ache alguém no meio de vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês. Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus. - Deuteronômio 18:9-13

"Não recorram aos médiuns nem bus­quem a quem consulta espíritos, pois vocês serão contamina­dos por eles. Eu sou o Senhor, o Deus de vo­cês". Levítico 19:31

"Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus". - Gálatas 5:19-21

"Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira". - Apocalipse 22:15

"Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra". Salmos 91:10-12

"Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca". - 1 João 5:18


ESTRANHO FATO

O que causa estranheza, é o fato de que a internet está repleta de vídeos, onde irmãos que pregam o evangelho em ruas e praças, são alvos de xingamentos, desacatos, humilhações, ameaças, e em alguns casos     à frente de policiais e viaturas sem qualquer repreensão ou consequência, ou memo manifestação do Ministério Público e da Justiça.

Não seria isso também uma manifestação de desrespeito, desprezo e humilhação à religião de outrem, constituindo-se um ato discriminatório? Não seria isso, a prática de "Dois pesos e duas medidas?"

Sabemos que tudo isso é prenúncio da eminente volta de Jesus Cristo, no entanto, como cristãos e cidadãos brasileiros, cabe a nós, não somente o dever de cumprir as leis, como o também o direito de reivindicar e denunciar todo ato de abuso, desrespeito e discriminação religiosa contra o cristianismo.

Pr. Carlos Roberto Silva  

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Pastor que criticou imagens de entidades da umbanda e candomblé em PE não cometeu crimes, diz ANAJURE


“No vídeo gravado pelo líder religioso não é possível identificar um incentivo à agressão de adeptos de outros credos”, diz a associação de juristas

Um pastor evangélico está sendo processado em Recife (PE) por ter criticado  painéis culturais com grafitagens para homenagear as entidades cultuadas pelas religiões de matrizes africanas no Túnel da Abolição, na Zona Oeste da capital pernambucana.

O caso aconteceu em julho deste ano, quando o pastor Aijalon Berto, da Igreja Evangélica Ministério Dúnamis, de Cruz de Rebouças, distrito de Igarassu, no Grande Recife, gravou um vídeo dizendo que os desenhos estão ligados à feitiçaria.

Esse painel, na verdade, representa um ponto de contato com forças místicas, intrinsecamente ligadas à feitiçaria”, diz ele. 

Os representantes de religiões afrobrasileiras prestaram queixa criminal contra o religioso  Secretaria de Defesa Social (SDS). Eles acusam o pastor de praticar o crime de ódio.

Além disso, o líder evangélico também foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O caso foi parar na Justiça e a juíza responsável pelo caso determinou que o pastor retire o vídeo com a crítica de seu Instagram por “prática de incitação à discriminação religiosa”.

Diante disto, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu um parecer para dizer que, juridicamente, a fala do pastor não foi criminosa.

No vídeo gravado pelo líder religioso não é possível identificar um incentivo à agressão de adeptos de outros credos. A fala do pastor é imbuída de teor religioso e se dirige a denunciar, dentro de sua concepção, a falsidade e o engano presentes na manifestação religiosa expressa nos painéis do Túnel da Abolição”, diz a entidade de juristas.

O texto da ANAJURE analisa que ao se posicionar contra uma religião, o pastor não está cometendo abusos, mas sim exercendo sua liberdade religiosa. “Situação diversa seria se essa discordância fosse acompanhada de incentivos à agressão e práticas violentas. Nesse último caso, haveria de se reconhecer a conduta discriminatória. Não é, contudo, o que se identifica na fala do pastor Aijalon”, completa.

Fonte: JM Notícia

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Evangélico investe em escola de samba no Rio e veta enredos sobre umbanda ou candomblé


Por Tiago Chagas
Um empresário evangélico é um dos filiados e principais apoiadores financeiros da escola de samba Império Serrano, e tem investido altas quantias para ajudar a agremiação a voltar ao Grupo Especial no Rio de Janeiro.
O estatuto da escola de samba não permite que existam patronos entre seus dirigentes, mas aceita que apaixonados por carnaval façam suas contribuições. E assim é que o empresário Rildo Seixas, que atua com exportação e importação, tem ajudado a escola de samba.
O curioso – e próximo da contradição, afinal o carnaval é uma festa pagã – é que Seixas se diz evangélico, membro de uma congregação Batista, e não esconde sua paixão pela festa de momo de ninguém.
Antes de sua chegada à Império Serrano, tentou ser um apoiador na Viradouro, mas considerou “traumática” a experiência, segundo informações do jornalista Léo Dias, do jornal O Dia. Segundo Seixas, o atual presidente da Viradouro ainda o deve dinheiro.
Rildo chegou ao Império para ser o ‘braço direito e esquerdo’ da presidente Vera Lúcia Correa”, comentou Léo Dias.
O próprio empresário confirma a versão: “A escola tem um problema crasso: quem está lá acha que quem chega para ajudar quer tomar a escola para si. Isso não existe. A escola tem um conselho, uma eleição… Não estamos mais no tempo da pedra lascada”, disse Rildo. Uma das maiores curiosidades sobre Rildo é sua religião.
Em meio à sua dedicação à escola de samba, o evangélico encontrou sua maneira, muito particular, de mostrar sua fé, recusando que a escolha produzisse um enredo ligado a umbanda ou ao candomblé: “Quando eu cheguei ao Império deixei clara a minha religião. Já fui espírita e não tenho nada contra, mas me encontrei na palavra do Deus vivo. O dia que o Império Serrano quiser falar sobre o espiritismo, cabe a mim querer ficar ou não. Mas certamente, eu não ficarei”, afirmou.
O editor do Holofote.Net, Paulo Teixeira, comentou a notícia em seu blog: “Dizer que pertence a uma denominação evangélica, é fácil. Estar, ou não, no Corpo de Cristo é a questão”, afirmou, apontando a passagem de Tiago 3:11: “Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte?”.
Fonte: Gospel+
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