terça-feira, 28 de junho de 2016

Pastor Ronaldo Fonseca irá relatar recurso contra cassação de Eduardo Cunha


Eduardo Cunha (PMDB/RJ) foi afastado da presidência da Câmara dos Deputados e enfrenta um processo de cassação. Quando foi julgado pelo Conselho de Ética, especulou-se à exaustão que ele seria absolvido por que o relator, Marcos Rogério (DEM/RO) que, assim como Cunha, é da Assembleia de Deus, iria defender o colegaNão foi o que aconteceu.
Quando a questão foi levada para votação, novamente a imprensa apostava que a parlamentar evangélica Tia Eron (PRB/BA), iria defende-lo. Errado de novo.
Agora, o recurso de Cunha na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), está a cargo do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), que é pastor da Assembleia de Deus de Taguatinga, a mesma denominação de Cunha. Começou a especulação de que será absolvido pois os dois teriam uma ‘ligação’ de cunho religioso.
O presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), escolheu Fonseca nesta segunda-feira (27) como relator do recurso que pede a anulação dos principais pontos do processo de cassação de Eduardo Cunha.
Segundo a Folha de São Paulo, Fonseca é aliado do presidente afastado da Câmara e teria procurado integrantes do Conselho de Ética no ano passado para criticar o primeiro relatório favorável à cassação.
Segundo cronograma da Casa de Leis, Fonseca apresentará seu parecer sobre o recurso no próximo dia 5. A defesa de Cunha aponta um total de 16 vícios no processo contra ele. Serraglio saiu em defesa de Fonseca. Em nota, afirmou que o deputado do Pros tem “competência e experiência como advogado” e que fará um relatório “cuja juridicidade centralizará a abordagem”.
A CCJ é considerada a principal da Câmara, reunindo 66 deputados. Serraglio foi categórico: “A CCJ é uma comissão muito crítica, não é ‘maria vai com as outras’, tenho comigo que a CCJ não é uma comissão que se impressiona com pareceres.”
Caso a Comissão aceite o recurso de Cunha, o processo voltaria algumas etapas. Contudo, se rejeitar o recurso, a votação da cassação pelo plenário deve ocorrer antes do final do mês de julho. Nesse caso, Cunha perderia o mandato se tiver o voto de pelo menos 257 dos 512 possíveis.
Com informações Gospel Prime

Um comentário:

WESLEI ROCHA disse...

Não concordo com a difundida sigla BBB (Boi, Bala e Bíblia). A bancada evangélica muito mais envergonha o evangelho do que o estima. Dizer que a mencionada bancada é a bancada da Bíblia é forçar muito a barra.

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