quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pr. Ricardo Gondim admite que não acredita no poder de Deus

Pastor Ricardo Gondim admite que não acredita no poder de Deus: "Acredito nas iniciativas humanas"



Ricardo Gondim é um pastor que, ao longo das duas últimas décadas, apresentou à comunidade evangélica sua metamorfose interpretativa da Bíblia e da teologia: foi do pentecostalismo (quando ainda mantinha a igreja que lidera ligada às Assembleias de Deus) ao "progressismo" que defende a união civil homossexual e uma visão heterodoxa do cristianismo.

Em um artigo publicado em seu blog, Gondim revelou que não acredita mais que Deus intervenha nos destinos da humanidade, e frisou que agora considera-se, provisoriamente, um “humanista apofático”.

"Não creio mais na promessa religiosa de que livramentos sobrenaturais nos alcançarão, vindos de um Deus que se senta em um trono. Acredito nas iniciativas humanas, nos movimentos solidários, na busca incessante da justiça, na ação profética de instituições que defendem a dignidade humana. Sou irmão de quem arregaça as mangas e luta pelos desvalidos", escreveu, transparecendo grande parte da influência de filosofias de esquerda que abraçou e, com frequência, compartilha nas redes sociais.

O humanismo, movimento filosófico surgido na Europa durante a Renascença e inspirado na civilização greco-romana, valoriza a busca pelo saber com o propósito de que a humanidade desenvolva uma cultura capaz de explorar o potencial da sociedade para o bem. Entre estudiosos cristãos, essa é uma filosofia controversa, pois para alguns seria uma espécie de mensagem do Evangelho "intelectualizada", enquanto para outros, é uma distorção dos ensinamentos de Cristo que termina por negar a Deus.

"Sou humanista. Com isso, quero dizer que não espero milagres sobrenaturais para minha vida, família, cidade, país ou mundo. Descartei há muito tempo o Deus maquinista, o soberano que conduz a história nos trilhos da providência. O grave e tenebroso sofrimento que condena homens e mulheres esbofeteou a minha cara. Sofri na carne o impensável", acrescentou Gondim.

Em seu artigo, o pastor da Igreja Betesda resume a visão apofática, à qual atualmente está alinhado: "A teologia apofática é, em termos bem simples, aquela que se recusa a fazer afirmações propositivas sobre Deus. Os apofáticos se contentam com o que se pode negar a respeito de Deus. Explico melhor. Não há como afirmar nada sobre Deus que seja conclusivo, taxativo, descritivo. Podemos dizer apenas o que ele não pode ser. Deus não pode ser mau, discriminatório, injusto, estúpido, dissimulado", descreveu.

Gondim afirma que, em sua visão, "não há como ajustar a vida para resgatar a teologia”, e que a opção restante seria "ajustar a teologia para encontrar algum sentido em nossa vida banal".

"Se minha espiritualidade desceu do altar do teísmo, ela pousou no chão das fábricas, nos cortiços malcheirosos das periferias urbanas, nos acampamentos de refugiados. Creio na religião como espaço de resistência. Sou defensor da religião que promove a compaixão, a sensibilidade e a gentileza. Afasto-me da que se alimenta do delírio metafísico de esperar por Deus, como uma ‘Mulher-maravilha’ ou um ‘Super-homem'”, asseverou, resumindo de forma simplista a fé no sobrenatural.

Na sequência de seu parágrafo conclusivo nas delineações de seu raciocínio, Gondim reitera que não crê no Deus que opera milagres: "Essa divindade que tira ônibus do barranco, cura, esporadicamente crianças condenadas pela leucemia ou faz com que o estuprador fique impotente na hora em que violenta a menina não existe. A bola está com a humanidade. Se não tomarmos vergonha na cara, destruiremos o planeta. Se não procurarmos criar uma cultura de acolhimento e cuidado, cultivaremos a intolerância. Se não fizermos valer o bem, o mal se alastrará e seremos os demônios de nosso próprio inferno".

"Sou um humanista apofático. Amo tanto a Deus como o mundo em que vivo", concluiu.

Texto: Site gospel+
Fonte: Ricardo Gondim via Gospel+



MEU COMENTÁRIO:

Quem viu Ricardo Gondim em bons tempos como bom teólogo, ensinador, pregador pentecostal e intérprete de grandes conferencistas, jamais acreditaria que chegasse a esse ponto.

Tudo isso começou bem devagar, com o livro "É proibido proibir", sucesso entre os jovens obreiros, mentes "abertas", novas mentalidades, uma nova maneira de ver o cristianismo, etc....

Onde chegou... Simplesmente lamentável.

Gondim não conseguiu sustentar nem seu próprio rebanho original, a Betesda de Fortaleza, hoje reduzida após várias divisões.

O relativismo desconstrói princípios pouco a pouco, desmonta a construção do que é espiritual, e por fim mata completamente a própria fé.

No meu entender ainda há esperança, afinal de contas o Ricardo Gondim está vivo.

Oro por isso!

2 comentários:

Gilberto Diniz disse...

Não é isso que estão fazendo esses novos líderes, ícones da AD, novas Convenções que estão criando por aí, dizendo ser defensores dos valores das ADs, mais ao mesmo tempo flertando com o relativismo religioso e Ministerial??? Vamos pra frente como dito pelo blog, começou com um livro revolucionário e como me lembro, trabalhava em uma livraria Evangélica, fui muito criticado, por ser contrário a onda de muitos obreiros novos que viam no livro " E proibido proibir" um movimento libertário do sistema, aí está o resultado, vejo hoje divisão de Convenção com idéias e ideais libertários do Sistema, trazendo liberdade Ministerial, relativismo em termo de consagrações, ministério Pastoral femininos e outros assuntos, me chamarão prisioneiro do sistema, vamos ver lá na frente o resultado!!!! Pr. Gilberto Diniz

Marcio Eugenio Silva disse...

Paz do Senhor! Irmãos infelizmente esse poderá ser o destino daqueles cristãos que acham que é possível conciliar cristianismo e esquerdismo com a desculpa de amor aos menos afortunados.
O Evangelho de Cristo e o marxismo são incompatíveis.

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