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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Gondim rejeita “pecado original” para abraçar causa LGBTQ+





O religioso enviou uma mensagem positiva para homossexuais nas redes sociais


Ricardo Gondim, líder da Igreja Betesda, fez uma publicação para apoiar a causa LGBTQ+ rejeitando pontos importantes do cristianismo.

Para ele, a compreensão de que o homem é herdeiro do pecado de Adão é “invencionice” de santo Agostinho.

O teólogo de viés liberal escreveu que o entendimento do pecado original é “como dogma de seita” e que também está errado.

O recado focado nos grupos do movimento LGBTQ+ enfatiza não apenas a aceitação das pessoas, mas em dizer que não há pecado em ser homossexual, nem tão pouco condenação.

As diferentes identidades sexuais são peculiaridades humanas e não têm em si nada de pecaminoso. O seu corpo foi criado por Deus e ele não errou com você e acertou comigo – afirmou Gondim.

A mensagem de autoajuda para o grupo pede ainda para que os homossexuais levantem a cabeça e sejam altivos, não tendo medo de xingamentos.

LEIA NA ÍNTEGRA:

Querido e querida LGBT+,

Como já sabemos existe uma homofobia, estrutural, sistêmica e com um transfundo religioso. A discriminação contra LGBT+ está entranhada na sociedade, isso é fato.

Escrevo-lhe porque talvez você ainda estranhe cristãos lhe atribuírem uma condição de desviante. Para muitos você é sim uma aberração, uma deturpação pecaminosa do propósito original da criação.

Não se abata.
Você não é uma deformidade.

De onde vem isso? Desde Santo Agostinho entendeu-se que somos solidários e herdeiros do pecado de Adão. João Calvino acrescentou que somos também culpados e, à priori, condenados em Adão. Aceita-se, quase como dogma de seita, que nossa natureza é, desde o nascimento torta ou caída.

Esse é a vaca sagrada dos evangélicos: Pecado Original. A maioria das igrejas subscreve a ele e vai lhe colocar na mesma tortuosidade que gera alcoólatras, ladrões, mentirosos. Alguns se atrevem a dizer que “infelizmente, você nasceu gay”, pois para muitas famílias melhor seria se nascesse bandido.

Tenho boas novas. Essa doutrina do pecado original é invencionice de Agostinho. Jesus jamais considerou que as pessoas estão “caídas e amaldiçoadas” desde o dia em que nascem.

Você não é esquisito por ter trejeitos afeminados ou masculinizados. Vivemos numa sociedade heteronormativa e patriarcal. O problema, portanto, em achar você esquisito não está em você, mas naqueles que tentam adequar os diferentes a padrões culturais. Ser gay não é pecado, não é exdrúxulo, não é monstruoso.

As diferentes identidades sexuais são peculiaridades humanas e não têm em si nada de pecaminoso.
O seu corpo foi criado por Deus e ele não errou com você e acertou comigo.

Não se sinta anormal. A humanidade já foi ricamente abençoada por Leonardo da Vinci, Michelângelo, Oscar Wilde, Tchaikovsky e aqui no Brasil com o Senador Fabiano Contarato; todos gays e nenhum foi e é uma vergonha.

Levante a cabeça, você é amada por Deus.
Seja altivo, você é filho de Deus.

Por último: não tenha medo de xingamento.
Chamaram Jesus de Belzebu e de deus das moscas.

Até amanhã.

Ricardo Gondim

Com informações: Pleno News


MEU COMENTÁRIO:

Para não dizer somente LAMENTÁVEL para o pensamento ideológico de quem já admirei e fui edificado em tantas de suas mensagens e escritos, além de orar para que venha ao pleno reconhecimento da sua lastimável situação, prefiro citar a Bíblia Sagrada, nossa única regra de fé e prática, 

"Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. Deste modo, sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada, ao espojadouro de lama" - 2 Pedro 2:19-22

Que sirva de exemplo para todos nós - Vigiemos!

quinta-feira, 16 de março de 2023

Pastora Gerusa Gondim conta que se desviou na faculdade e é refutada por apologeta



A pastora Geruza Gondim, esposa do famoso pastor Ricardo Gondim, deu uma entrevista onde conta que deixou de crer na literalidade dos textos bíblico quando ingressou em uma faculdade.

"Eu era fundamentalista, eu acreditava na literalidade da Bíblia, eu ainda acreditava em 2003 nestes versículos literalmente (…) e foi ai (em 2023 quando entrou na especialização) eu me converti ao antiliteralismo".

O pastor e apologeta Martines gravou um vídeo analisando a fala da pastora e combatendo sua fala dentro de um estudo profundo sobre a religião e o ambiente acadêmico.

Para ele, Geruza foi para a batalha na universidade sem as armas necessárias, ou seja, sem conhecimento bíblico e preparo teológico abraçou o ceticismo e a teologia liberal.

Pensando ter crescido na fé e no amadurecimento bíblico, Geruza, na verdade, abandonou a fé genuína e caiu da graça.

Fonte: BG


Assista aqui:


quinta-feira, 21 de julho de 2022

Igreja Betesda liderada pelo pastor Ricardo Gondim se adapta ao movimento LGBTQIA+


Ricardo Gondim declara a Igreja Betesda uma denominação afirmativa e inclusiva


O pastor e Teólogo Ricardo Gondim, 68, líder há 40 anos da Igreja Betesda em São Paulo, veio a público declarar que a sua denominação agora será afirmativa e inclusiva.

Na prática, isso significa que a igreja agora passa a receber e aceitar a condição sexual de integrantes do grupo LGBTQIA+.

A atitude do pastor causou críticas e discordância dentro da própria comunidade, assim como de parte de líderes evangélicos e de internautas.

Em maio deste ano, o ex-pastor assembleiano deu indícios de sua teologia inclusiva quando resolveu divulgar uma nova interpretação dos textos bíblicos, dizendo que a "homossexualidade não é pecado".

Ricardo Gondim Rodrigues é conhecido como um pastor progressista, que além de presidente nacional da Igreja Betesda, sediada em São Paulo, preside também o Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos.

Um vídeo publicado na página do Instagram Hugo Gospel, mostra o momento em que Gondim revela a nova visão adotada pela igreja.



quarta-feira, 10 de março de 2021

Ricardo Gondim critica igrejas que mantém cultos: ‘Vida é mais importante que doutrina’

Ricardo Gondim, escritor e teólogo que reiteradas vezes declarou seu rompimento com o movimento evangélico, está tecendo críticas às igrejas que continuam atuando como congregação dos fiéis e realizando cultos a Deus em meio à pandemia.

O líder da Igreja Betesda explicitou seu discurso antropocêntrico ao afirmar que a “centralidade da vida” é o que norteia a mensagem que pregada por ele, e que a “relativização de ritos e doutrinas” se faz necessária para vencer a virose originária da China.

Militante político de esquerda, Gondim afirmou em julho passado que “não existe doutrina vinda do céu” e que não acredita na “inerrância da Bíblia”.

A partir desse contexto, o teólogo entende que toda a leitura da Bíblia Sagrada deve ser feita sob a ótica de valores humanos, e por isso, é inaceitável que igrejas, por qualquer que seja o motivo, tenham decidido realizar cultos presenciais durante a pandemia.

O templo da Betesda, com capacidade para aproximadamente 2.300 pessoas simultaneamente, está fechado para cultos há um ano. Desde então, as celebrações são feitas online, com exceção para a distribuição de alimentos e cestas básicas. Localizada na zona sul da capital paulista, a igreja tem um perfil socioeconômico dos membros diferente do resto do país.

Em entrevista ao portal Uol, Gondim acusou as igrejas que não fecharam seus templos de tomar essa decisão para não entrar em contradição: “Há igrejas que prometeram, por muito tempo, que os seus membros iam ser protegidos, que há uma bênção especial de Deus para os crentes, que aquele que serve a Deus tem uma certa ‘imunidade’ na vida, que Deus é salvamento, libertação e grande milagres. Diante de uma pandemia como essa, admitir que as pessoas estão vulneráveis e podem morrer seria negar todo o discurso de vários anos”, disse, em tom simplista.

Com a falta de leitos nos hospitais e aumento de mortes por covid-19 nas últimas semanas, Gondim acredita que “estamos diante do mesmo dilema da peste bubônica na Europa da Idade Média”, e que as igrejas podem ser responsáveis pelo prolongamento da pandemia: “Acreditava-se que os mosteiros eram santuários de proteção, mas eles se tornaram vetores de transmissão da peste, com padres e monges expostos à praga. Agora, a história se repete”.

Embora reconheça que igrejas pequenas sofrem para se manter funcionando, o teólogo repudia o exercício da liberdade religiosa: “Manter uma igreja num contexto urbano é caro, há o custo de manutenção dos pastores e dos funcionários. E não estou falando das megaigrejas, dos megaempreendimentos religiosos, que têm um estofo, uma garantia e querem manter a roda girando. Estou falando das pequenas igrejas”, admitiu.

Na Betesda, sempre tivemos um discurso de que a vida é mais importante do que doutrina. E chegamos num ponto de colocarmos à prova aquilo que sempre falamos, da centralidade da vida e da relativização de ritos, doutrinas, dogmas e tudo aquilo que mantém o exercício religioso. Pagando o preço de ser coerente e leal ao discurso”, concluiu, explicitando que em sua pregação, o ser humano é o centro.

Fonte: Gospel+

quinta-feira, 14 de março de 2019

Ricardo Gondim usa tragédia de Suzano para criticar pastores: “arminha do púlpito”

O teólogo Ricardo Gondim usou a tragédia ocorrida em uma escola em Suzano (SP) nesta quarta-feira (13) para criticar pastores que defenderam o estatuto do desarmamento em suas igrejas.
"Alguns pastores fizeram arminha do púlpito", disse Gondim em uma mensagem no Twitter.
As críticas foram seguidas da hastag , como uma espécie de culpabilizar alguns líderes que defendem a liberação do uso de armas.
Gondim apontou ainda que "em determinada igreja o coral todo fez sinal de arminha enquanto louvava a Jesus" e em outra, "o telão projetou clip em que uma criança era instruída a apontar o dedinho como revólver".
Nos comentários, Gondim recebeu apoio pela crítica e também foi repudiado por "politizar a tragédia".
"Putz!! o que será dessa nova geração...", disse uma internauta, concordando com o pastor.
"Politizando uma tragédia. Parabéns!!", atacou outra a postura de Gondim.
Alguns pastores fizeram arminha do púlpito. Em determinada igreja o coral todo fez sinal de arminha enquanto louvava a Jesus; em outra, o telão projetou clip em que uma criança era instruída a apontar o dedinho como revólver.
220 pessoas estão falando sobre isso

A tragédia
Oito pessoas, sendo ao menos seis alunos, morreram em um ataque a tiros na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira.
Segundo a Polícia Militar, quatro estudantes e dois funcionários foram mortos no local e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região.

Os disparos foram feitos quando dois homens encapuzados atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram. Eles foram identificados como Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17.
Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Pastor Ricardo Gondim sôbre Jair Bolsonaro: “Fascista e burro”

O pastor Ricardo Gondim voltou a atacar o candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) através das redes sociais, após a entrevista da última segunda-feira, 30 de julho, ao Roda Viva, da TV Cultura.
"Preocupa, mas preocupa de verdade, saber que largos segmentos cristãos validam o tal candidato fascista e burro", disparou Gondim, que milita ativamente pela ideologia de esquerda e se coloca, há anos, como opositor das principais lideranças evangélicas.
A publicação no Twitter não foi a primeira vez que Gondim teceu críticas a Bolsonaro. Em maio último, referiu-se ao então pré-candidato como um "político de quinta": "Bolsonaro, mesmo mais parecido com um Bateau Mouche que um Titanic, pode produzir um naufrágio épico para o Brasil", escreveu o pastor da Igreja Betesda.
A novidade nas últimas críticas de Gondim a Bolsonaro foi a opção por usar um dos rótulos comuns aos militantes mais aficcionados pela esquerda: "fascista". Até então, o pastor – dono de um dos vocabulários mais ricos no meio evangélico – se valia de análises mais profundas a partir de seu prisma ideológico.
"Tomo conhecimento de uma forte mobilização de igrejas evangélicas históricas para comporem a tripulação da nau fascista capitaneada por Bolsonaro – com comitês eleitorais e tudo. Eles querem um crente na presidência a qualquer custo. Insisto: por aqui, a tragédia de um Trump meia boca seria tenebrosa; e o custo de vidas, incalculável. – mais que do Titanic e do Bateau Mouche somados", escreveu o pastor meses atrás, associando o político brasileiro ao presidente norte-americano.
Fonte: Gospel+

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Disparando contra evangélicos, Pr. Ricardo Gondim critica Bolsonaro: “Político de quinta”

O pastor Ricardo Gondim assumiu há anos uma militância de esquerda nas redes sociais e em artigos publicados em seu site, e agora, às vésperas da campanha eleitoral que culminará com um novo presidente, o veterano líder evangélico fez críticas agudas ao movimento conservador e o principal ícone que surge como representante desse grupo da sociedade: Jair Bolsonaro.
As críticas de militantes de esquerda aos representantes do conservadorismo, agrupados sob o espectro da "direita", sempre vêm carregadas de rótulos como "retrocesso", "fascismo", "opressão", etc., enquanto a resposta de quem discorda aponta a corrupção, como principal característica da esquerda, acompanhada de desvalorização da família, apologia ao aborto e à "liberdade" sexual.
Gondim, no entanto, foge aos rótulos comuns na construção de sua crítica, embora repita os argumentos. O artigo A caricatura evangélica traz, novamente, a exposição da visão extremamente aguda do pastor da Igreja Betesda ao segmento do qual ele diz ter se divorciado há anos.
A construção do argumento de Ricardo Gondim se vale da reciclagem de críticas ao presidente norte-americano Donald Trump, afim de comparar Bolsonaro com os escândalos do passado do bilionário que ascendeu à Casa Branca.
"Com o avanço da direita religiosa dos Estados Unidos, a era Trump expõe os exageros do movimento evangélico. Hipocrisia, venalidade e vassalagem tornam, a cada dia, a caricatura mais evidente. Teólogos, sociólogos e filósofos de todas as tendências se perguntam: o quê os crentes conservadores viram em Donald Trump? Como embarcaram com malas e cuias no Titanic de um maluco bilionário, dono de cassino? A pergunta feita lá tem implicações diretas aqui, em terras tupiniquins. Bolsonaro, mesmo mais parecido com um Bateau Mouche que um Titanic, pode produzir um naufrágio épico para o Brasil", afirma Gondim.
As críticas a Trump, em muitos casos, são justas. Assim como a Bolsonaro. Ambos são verborrágicos, afeitos ao confronto e causam dúvida em quem os analisa friamente. Porém, a análise fria também requer a exposição das conquistas do presidente dos EUA em quase 1 ano e meio de mandato, como recuperação da economia e emprego, corte de impostos e novos acordos comerciais favoráveis à nação com quem tem responsabilidade, assim como o combate à perseguição religiosa a cristãos no mundo, corte de verbas às clínicas que incentivam e praticam o aborto, entre outras iniciativas de cunho conservador.
Se Bolsonaro repetirá, caso eleito, o mesmo desempenho de Trump, não se sabe. Mas, segundo Gondim, a ascensão de alguém como o capitão do Exército é culpa das igrejas, e não dos desmandos da esquerda.
"Tomo conhecimento de uma forte mobilização de igrejas evangélicas históricas para comporem a tripulação da nau fascista capitaneada por Bolsonaro – com comitês eleitorais e tudo. Eles querem um crente na presidência a qualquer custo. Insisto: por aqui, a tragédia de um Trump meia boca seria tenebrosa; e o custo de vidas, incalculável. – mais que do Titanic e do Bateau Mouche somados", alarmiza o pastor.
"Os crentes acreditam que o mundo está em guerra contra o reino de Deus. Existem sim inúmeras passagens bíblicas, principalmente nos textos atribuídos a Paulo, que descrevem uma guerra entre forças divinas e mundanas. Algumas epístolas se valem, inclusive, da linguagem militar. Os crentes partem daí e interpretam a palavra 'mundo' como a realidade toda. Mundo para eles é a vida (Nem entro nas minúcias linguísticas que distinguem mundo como pessoas, mundo como planeta e mundo como sistema injusto). Na teologia do movimento, mundo é a erudição, o saber acadêmico, as artes, o lazer, a ciência, a medicina, o prazer sexual. Tudo que não é 'espiritual'", afirma Gondim.
O tom adotado pelo pastor na crítica aos irmãos de denominações que não seguem a visão relativista e liberal que ele adotou para seu ministério – como por exemplo, a pormenorização da homossexualidade como pecado – expõe muito do que Gondim não enfatiza com suas palavras, levantando a dúvida se há preconceito contra quem pensa diferente.
"Tratam como herói quem se coloca como soldado no combate ao 'mundo'. A pessoa declara guerra ao mundo e passa a ser amiga de Deus. A teologia evangélica ainda faz 'cruzada'. O propósito dessa guerra santa é reconquistar os 'valores judaico-cristãos'; tirar das mãos de pessoas mundanas e devolver à igreja. E isso é tão absolutamente importante para a mentalidade evangélica que alguns se dispõe a fazer aliança com o diabo para salvar o mundo do mundo", argumenta.

Desdém

A postura ácida de Gondim contra os evangélicos avança pelo campo teológico, e o pastor novamente ironiza, dessa vez com quem acredita que a Salvação é alcançada a partir da confissão: "Os evangélicos acreditam que todas as pessoas que ainda 'não aceitaram Jesus como único e suficiente salvador' já estão condenadas ao inferno. O lago de fogo e de enxofre, em processo de aquecimento, receberá todos os que ainda não declararam: 'Eu aceito Jesus'. Basta falar. A salvação fica garantida, automaticamente, a quem confessar com os lábios: 'Jesus é o Senhor'".
"Essa teologia preconiza que o pecado de Adão condenou toda a humanidade. Todas as pessoas, antes de nascerem, são alvos da ira de Deus. O sacrifício de Jesus, todavia, as salvou. Só quem aceitar o sacrifício vai para o céu. Há inclusive a discussão, com versículos e tudo, se essa salvação é eterna. Alguns insistem: 'uma vez salvo, para sempre salvo'. Exemplo: Trump pode ser um crápula, malvado, mulherengo, vil, frio. Contudo, se em alguma ocasião, ou em reunião com pastores, (ele nem frequenta igreja) balbuciou com os lábios a frase, está salvo para sempre. Nem que tente conseguiria revogar a salvação que recebeu pelos méritos de Jesus. Sendo assim, o mundo se divide entre salvos e perdidos", ironiza.
A partir do contexto no argumento, Gondim dispara acusações a fiéis e políticos: "É por isso que Bolsonaro fez questão de mostrar ao mundo evangélico que está salvo, já que se batizou no rio Jordão – o que não é pouca coisa. Mesmo que não mostre nenhum fruto de arrependimento, está salvo. Deus usa esses 'vasos de barro'. Trump e Bolsonaro, 'vasos' (mesmo trincados), salvarão mais pessoas".
Embora negue versar com o teísmo aberto (pensamento filosófico que nega a onipresença, onisciência e onipotência de Deus), Gondim explora as fronteiras dessa linha de raciocínio em seu penúltimo parágrafo:
"A teologia evangélica, mesmo arminiana, mesmo progressista, mesmo de esquerda, crê que Deus preestabeleceu a história. Ele tem tudo sob seu mais rigoroso controle. Portanto, Javé gerencia o desenrolar do tempo nos mínimos detalhes. Deus conduzirá a história a um fim glorioso. Assim como usou Ciro da Pérsia lá atrás para fazer bem a Israel, Deus usa quem escolhe", escreve Gondim, sem regular sarcasmo.
"Trump, Bolsonaro, Pinochet, Stalin, Hitler, são guiados, mesmo que não saibam, por uma vontade soberana. Deus põe cabresto em quem desejar, e usa quem assim decidir. Ele defende os interesses do seu reino e não tem satisfações a dar a ninguém. Secularização, ameaça de comunistas, gays, anarquistas, roqueiros, baladeiros, serão enfrentadas pelo Senhor e por pessoas que ele instrumentalizar. Ouvi diversas vezes: 'Deus usou um jumento, por que não pode levantar um Bolsonaro para cumprir a sua vontade?' O argumento é esdrúxulo. Ora, também as caricaturas. Porém, no exagero da tolice se evidencia o que a gente não queria, ou não conseguia, perceber", acrescenta.
Ao final, o pastor que admite não crer no poder de Deus, mas nas iniciativas humanas, diz que "o custo será um futuro pavoroso" se Bolsonaro chegar à presidência. "Ou não é ameaçador ver cristão aplaudindo político de quinta categoria?", encerra.
Fonte: Gospel+

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pr. Ricardo Gondim admite que não acredita no poder de Deus

Pastor Ricardo Gondim admite que não acredita no poder de Deus: "Acredito nas iniciativas humanas"



Ricardo Gondim é um pastor que, ao longo das duas últimas décadas, apresentou à comunidade evangélica sua metamorfose interpretativa da Bíblia e da teologia: foi do pentecostalismo (quando ainda mantinha a igreja que lidera ligada às Assembleias de Deus) ao "progressismo" que defende a união civil homossexual e uma visão heterodoxa do cristianismo.

Em um artigo publicado em seu blog, Gondim revelou que não acredita mais que Deus intervenha nos destinos da humanidade, e frisou que agora considera-se, provisoriamente, um “humanista apofático”.

"Não creio mais na promessa religiosa de que livramentos sobrenaturais nos alcançarão, vindos de um Deus que se senta em um trono. Acredito nas iniciativas humanas, nos movimentos solidários, na busca incessante da justiça, na ação profética de instituições que defendem a dignidade humana. Sou irmão de quem arregaça as mangas e luta pelos desvalidos", escreveu, transparecendo grande parte da influência de filosofias de esquerda que abraçou e, com frequência, compartilha nas redes sociais.

O humanismo, movimento filosófico surgido na Europa durante a Renascença e inspirado na civilização greco-romana, valoriza a busca pelo saber com o propósito de que a humanidade desenvolva uma cultura capaz de explorar o potencial da sociedade para o bem. Entre estudiosos cristãos, essa é uma filosofia controversa, pois para alguns seria uma espécie de mensagem do Evangelho "intelectualizada", enquanto para outros, é uma distorção dos ensinamentos de Cristo que termina por negar a Deus.

"Sou humanista. Com isso, quero dizer que não espero milagres sobrenaturais para minha vida, família, cidade, país ou mundo. Descartei há muito tempo o Deus maquinista, o soberano que conduz a história nos trilhos da providência. O grave e tenebroso sofrimento que condena homens e mulheres esbofeteou a minha cara. Sofri na carne o impensável", acrescentou Gondim.

Em seu artigo, o pastor da Igreja Betesda resume a visão apofática, à qual atualmente está alinhado: "A teologia apofática é, em termos bem simples, aquela que se recusa a fazer afirmações propositivas sobre Deus. Os apofáticos se contentam com o que se pode negar a respeito de Deus. Explico melhor. Não há como afirmar nada sobre Deus que seja conclusivo, taxativo, descritivo. Podemos dizer apenas o que ele não pode ser. Deus não pode ser mau, discriminatório, injusto, estúpido, dissimulado", descreveu.

Gondim afirma que, em sua visão, "não há como ajustar a vida para resgatar a teologia”, e que a opção restante seria "ajustar a teologia para encontrar algum sentido em nossa vida banal".

"Se minha espiritualidade desceu do altar do teísmo, ela pousou no chão das fábricas, nos cortiços malcheirosos das periferias urbanas, nos acampamentos de refugiados. Creio na religião como espaço de resistência. Sou defensor da religião que promove a compaixão, a sensibilidade e a gentileza. Afasto-me da que se alimenta do delírio metafísico de esperar por Deus, como uma ‘Mulher-maravilha’ ou um ‘Super-homem'”, asseverou, resumindo de forma simplista a fé no sobrenatural.

Na sequência de seu parágrafo conclusivo nas delineações de seu raciocínio, Gondim reitera que não crê no Deus que opera milagres: "Essa divindade que tira ônibus do barranco, cura, esporadicamente crianças condenadas pela leucemia ou faz com que o estuprador fique impotente na hora em que violenta a menina não existe. A bola está com a humanidade. Se não tomarmos vergonha na cara, destruiremos o planeta. Se não procurarmos criar uma cultura de acolhimento e cuidado, cultivaremos a intolerância. Se não fizermos valer o bem, o mal se alastrará e seremos os demônios de nosso próprio inferno".

"Sou um humanista apofático. Amo tanto a Deus como o mundo em que vivo", concluiu.

Texto: Site gospel+
Fonte: Ricardo Gondim via Gospel+



MEU COMENTÁRIO:

Quem viu Ricardo Gondim em bons tempos como bom teólogo, ensinador, pregador pentecostal e intérprete de grandes conferencistas, jamais acreditaria que chegasse a esse ponto.

Tudo isso começou bem devagar, com o livro "É proibido proibir", sucesso entre os jovens obreiros, mentes "abertas", novas mentalidades, uma nova maneira de ver o cristianismo, etc....

Onde chegou... Simplesmente lamentável.

Gondim não conseguiu sustentar nem seu próprio rebanho original, a Betesda de Fortaleza, hoje reduzida após várias divisões.

O relativismo desconstrói princípios pouco a pouco, desmonta a construção do que é espiritual, e por fim mata completamente a própria fé.

No meu entender ainda há esperança, afinal de contas o Ricardo Gondim está vivo.

Oro por isso!
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