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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Pastores assinam nota de repúdio contra inclusão de Silas Malafaia em inquérito da PF; veja os nomes



Na nota, os líderes religiosos afirmam que não aceitam o que consideram “perseguição”


O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou, neste fim de semana, uma nota pública de repúdio contra a inclusão do pastor Silas Malafaia como investigado em inquérito da Polícia Federal. O documento foi assinado por 25 pastores de diferentes denominações, que classificaram a medida como "imprópria e injusta".

Segundo a PF, o inquérito apura suposta obstrução de justiça, coação no curso do processo, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. A inclusão do nome de Malafaia provocou forte reação no meio evangélico, especialmente entre lideranças ligadas ao Cimeb.

Na nota, os líderes religiosos afirmam que não aceitam o que consideram "perseguição" e destacam a relevância de Malafaia como uma das principais vozes do evangelismo brasileiro. "Não podemos aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa", diz um trecho do comunicado.

O documento também apela aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), senadores e deputados, ressaltando que a liberdade de expressão e a liberdade religiosa são garantias constitucionais que não podem ser negociadas.

"O Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito", afirma a nota, datada de 17 de agosto de 2025, no Rio de Janeiro.

Lista dos pastores que assinam a nota

Ao todo, 25 líderes evangélicos assinaram a nota em defesa de Silas Malafaia. São eles:

  • César Augusto
  • Abner Ferreira
  • Robson Rodovalho
  • Renê Terra Nova
  • Samuel Câmara
  • Estevam Hernandes
  • Agenor Duque
  • Cláudio Duarte
  • Jorge Linhares
  • Jabes de Alencar
  • Ezequiel Teixeira
  • Abe Huber
  • Silmar Coelho
  • Marcos Gregório
  • Flamarion Rolando
  • Galdino Júnior
  • Luiz Hermínio
  • Simonton Araújo
  • Paulo Roberto
  • Estevam Fernandes
  • Gidalte Alencar
  • Antônio Antunes
  • Michael Aboud
  • Josué Valandro
  • Fábio Santos
  • Wilton Costa

Na publicação, os signatários afirmam estar "orando por um país livre e justo" e reforçam que permanecerão em defesa da liberdade de fé e de opinião.

A nota foi compartilhada nas redes sociais de Silas Malafaia e repercutiu entre apoiadores do pastor, que vem se manifestando com frequência contra as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo andamento do inquérito.



Fonte: Folha Gospel

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Pastor Otoni de Paula é condenado a pagar indenização para ministro do STF, Alexandre de Moraes


O pastor e deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ), foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ofendê-lo nas redes sociais, chamando-o de “cabeça de ovo”, “cabeça de p***ca”, “lixo” e “esgoto”.

A decisão é da 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve a condenação anterior, da 44ª Vara Cível de São Paulo, mas reduziu o valor da reparação que antes era de R$ 70 mil.

Na ação, o ministro Alexandre de Moraes alegou que Otoni de Paula propagou conteúdo ofensivo nas mídias sociais que causaram graves danos à sua honra e imagem.

Para o magistrado da 44ª Vara Cível de São Paulo, o comportamento ofensivo de Otoni de Paula ultrapassou os limites da manifestação. Como resultado, fixou uma indenização de R$ 70 mil reais.

Otoni de Paula recorreu da sentença alegando que publicou os vídeos fora do Congresso, mas que estaria abrangido pela imunidade parlamentar.

O desembargador da 5ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação anterior mas reduziu o valor da reparação para R$ 50 mil.

O alegado exercício do direito de manifestação encontra limites do âmbito de proteção de outro direito individual, em outras palavras, não se pode admitir que a liberdade de expressão legitime ataques ao princípio constitucional da dignidade da pessoa humana, como é o caso dos autos”, diz a decisão do desembargador Mônaco da Silva, relator do caso.

E mais, a liberdade de expressão deve ser exercida com consciência e responsabilidade, em respeito a outros valores igualmente importantes e protegidos pelo texto constitucional, quais sejam, a dignidade da pessoa humana, a intimidade, a vida privada e, sobretudo, a honra e a imagem, que, uma vez expostas de forma vexatória, reclamam a devida reparação.

Em agosto o parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal ordenada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Folha Gospel com informações de Portal do Trono e Gazeta do Povo


quinta-feira, 11 de março de 2021

Farpas no STF: Marco Aurélio chama Moraes de ‘xerife’ e Fux de ‘autoritário’


Troca de farpas entre Marco Aurélio e seus pares aconteceu durante sessão que discutiu caso de Daniel Silveira

O ministro Marco Aurélio Mello não poupou seus pares de críticas na sessão desta quinta (11), no Supremo Tribunal Federal, ao discutirem o caso Daniel Silveira (PSL-RJ). O decano quis trazer ao plenário uma proposta para discutir a substituição da prisão do parlamentar por medidas cautelares – a proposta foi criticada por Moraes e rejeitada por Fux, provocando a troca de farpas entre ministros.

O atrito começou após Moraes anunciar que adiaria o julgamento do recebimento da denúncia contra Silveira, pautado para hoje. O ministro relembrou que abriu prazo para a defesa se manifestar e, por isso, retiraria o caso da discussão do plenário. Moraes também destacou que, por conta disso, avaliaria o pedido de liberdade provisória, apresentado pela defesa do deputado, e a conversão da prisão por medidas cautelares, proposta pela Procuradoria-Geral da República.

Marco Aurélio, porém, quis levar a substituição da prisão para o plenário. Na opinião do decano, como a detenção de Silveira foi validada pelo colegiado, o mesmo deveria ser feito em relação à sua soltura.

Lembro-me [de] que esse ato (da prisão) deixou de ser individual para ser ato do colegiado. Prestei endosso do ato, numa situação excepcionalíssima, por isso creio que posso propor – e essa proposta não depende da aquiescência do relator. Posso propor que o tribunal afaste a prisão – disse.

Fux tentou intermediar, mas Moraes interrompeu e disse que a proposta era um “desrespeito ao relator”.

Presidente, me perdoe, com todo o respeito que tenho ao ministro Marco Aurélio, se assim for, amanhã trago uma lista que eu queira me manifestar e peço para apregoar, mesmo o relator não trazendo ao processo. Isso é um desrespeito ao relator – disparou.

Marco Aurélio rebateu Moraes e disse que não estava desrespeitando o relator, “ainda mais se o relator é um xerife”. Quando Fux anunciou que rejeitaria a proposta e adiaria o julgamento, o decano não poupou o presidente da Corte e disse que ele era um “autoritário”.

Já disse que Vossa Excelência é autoritário. Vossa Excelência tudo pode, Vossa Excelência não submete ao colegiado proposta de um colega. Muito bem, paciência, os tempos são estranhos e Vossa Excelência colabora para serem mais estranhos ainda. Não aceito mordaça – criticou Marco Aurélio.

*Estadão via Pleno News

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Moraes determina quebra de sigilo bancário de 10 deputados e 1 senador apoiadores de Bolsonaro

Inquérito busca encontrar se manifestações que pedem ditadura militar foram financiados pelos parlamentares apoiadores do presidente

Na noite desta terça-feira (16), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancários de dez deputados e um senador apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Eles são: deputado Alê Silva (PSL-MG), deputada Aline Sleutjes (PSL-PR), senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), deputada Bia Kicis (PSL-DF), deputada Carla Zambelli (PSL-SP), deputada Caroline de Toni (PSL-SC), deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e deputado General Girão (PSL-RN), deputado Guiga Peixoto (PSL-SP), deputado Junio Amaral (PSL-MG) e deputado Otoni de Paula (PSC-RJ).

O pedido da quebra de sigilo bancário foi feito pela Procuradoria Geral da República que investiga a organização de manifestações antidemocráticas que pediam fechamento do Supremo, do Congresso e intervenção militar.
O deputado Otoni de Paula se manifestou em suas redes sociais criticando a ação. "Os ministros do STF atuam para tentar atingir todos aqueles que defendem o presidente Jair Bolsonaro. Não cometi nenhuma irregularidade e nenhum ato antidemocrático", escreveu ele no Twitter.
"A quebra (INJUSTA) dos meus dados bancários vai mostrar aos ministros do STF que não tenho nada a esconder, minha vida é pautada pela legalidade", completou o parlamentar evangélico.
Carla Zambelli também se manifestou dizendo que queria que seus dados bancários fossem publicados nos jornais. "Eu não financio movimento nenhum porque não tenho dinheiro", disse ela falando que adquiriu dividas.
A deputada chegou a se emocionar dizendo que o ministro Alexandre de Moraes tem raiva dela, porque ela, ao defender a Lava Jato, ameaçou derrubar cada um dos ministros que não apoiassem a prisão de políticos corruptos.
A deputada Caroline de Toni também lamentou a decisão do ministro Alexandre de Moraes. "Tive conhecimento pela imprensa da quebra do meu sigilo bancário e de mais 10 deputados. Não há qualquer nenhum fato ou fundamento jurídico que a justifique. Não tenho mais dúvida de que estamos vivendo num estado de exceção", afirmou.
Pelo Twitter, ela declarou que o inquérito é ilegal e tem como objetivo calar a direita. "Se se pode quebrar sigilo e imunidade dos parlamentares, o que não farão aos cidadãos comuns? Quem está promovendo uma ruptura na democracia brasileira?", questionou.
Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Deputado Gil Diniz vai pedir impeachment de Moraes


Dono do perfil Carteiro Reaça foi alvo de busca e apreensão do STF

O deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) afirma que vai protocolar no Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Não tem como ver o que está acontecendo e ficar inerte – diz Diniz, referindo-se à operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira (27) com 29 mandados de busca e apreensão cujas ordens foram expedidas por Moraes, relator do inquérito que apura ataques contra o STF.
O parlamentar disse ainda que Moraes está atentando contra a democracia.
Quem defende o Estado de Direito e a democracia tem que repudiar o que o Alexandre de Moraes está fazendo – segue o deputado, que considera o inquérito “inconstitucional”.
Oito parlamentares são investigados. Entre eles está Diniz, conhecido como Carteiro Reaça. Mas não houve mandados para recolhimento de material em seus endereços. Moraes determinou que eles sejam ouvidos em dez dias e proibiu que suas postagens em redes sociais sejam apagadas.
Hoje somos nós, mas amanhã pode ser a galera da esquerda. Não podemos aceitar isso com naturalidade – afirma o deputado.
*Mônica Bergamo/Folhapress
Fonte: Pleno News

quarta-feira, 29 de abril de 2020

‘O STF quer governar no lugar de Bolsonaro?’, questiona Malafaia

"Eu não acredito no que está acontecendo. O STF quer agora nomear no nome do presidente?", questionou

O pastor Silas Malafaia criticou a intervenção feita pelo STF no Executivo ao suspender a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal.
O pastor fez uma breve chamada em um vídeo no Twitter e diz que vai falar mais sobre o assunto em outro vídeo.
"Eu não acredito no que está acontecendo. O STF quer agora nomear no nome do presidente?", questionou.
A suspensão
Moraes é o relator de ação protocolada pelo PDT. O partido questionou a nomeação feita pelo presidente Jair Bolsonaro na esteira de uma série de acusações do ex-juiz Sergio Moro de tentativas de interferência política na Polícia Federal. 

Na decisão, o ministro relata acusações feitas por Moro e trocas de mensagens entre o ex-juiz e o presidente da República que indicam um embate em torno do comando da Polícia Federal.
Fonte: JM Notícia

Alexandre de Moraes suspende nomeação de Ramagem para PF

Ministro do STF deferiu pedido do PDT alegando que nomeação poderia não observar os critérios de impessoalidade, moralidade e interesse público


O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a nomeação e a posse de Alexandre Ramagem Rodrigues para o cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal.


Uma das alegações que constam do mandado de segurança é a declaração do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de poderia haver interferência política na PF.
Na decisão, Moraes argumenta provável desvio de finalidade do ato da nomeação. "Analisando os fatos narrados, verifico a probabilidade do direito alegado, pois, em tese, apresenta-se viável a ocorrência de desvio de finalidade do ato presidencial de nomeação do diretor da Polícia Federal, em inobservância aos princípios da impessoalidade, da moralidade e do interesse público", escreveu o ministro.

Moraes cita ainda a entrevista do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, na qual, segundo o ministro, "afirmou expressa e textualmente que o Presidente da República informou-lhe da futura nomeação do delegado federal Alexandre Ramagem para a Diretoria da Polícia Federal, para que pudesse ter 'interferência política' na Instituição, no sentido de “ter uma pessoa do contato pessoal dele', 'que pudesse ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência'."

O pedido do PDT foi feito por Ramagem ter se aproximado dos filhos do presidente após ter sido coordenador da segurança de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018. A posse de Ramagem e do ministro da Justiça, André Mendonça, estava marcada para às 15h desta quarta-feira (29).

Agora, a AGU (Advocacia-Geral da União) deverá recorrer da decisão do ministro Alexandre de Moraes e o caso será julgado no plenário do STF, com todos os ministros presentes à sessão. Não há data prevista para o julgamento do caso no plenário do Supremo.
Fonte: R7

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Ministro Alexandre de Moraes revoga sua decisão sobre censura

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) revogar a decisão dele mesmo que havia censurado a revista digital "Crusoé" e o "Antagonista".

Segundo o ministro, "comprovou-se que o documento sigiloso citado na matéria realmente existe, apesar de não corresponder à verdade o fato que teria sido enviado anteriormente à PGR para investigação".

"Na matéria jornalística, ou seus autores anteciparam o que seria feito pelo MPF do Paraná, em verdadeiro exercício de futurologia, ou induziram a conduta posterior do Parquet; tudo, porém, em relação a um documento sigiloso somente acessível às partes no processo, que acabou sendo irregularmente divulgado e merecerá a regular investigação dessa ilicitude".

"A existência desses fatos supervenientes – envio do documento à PGR e integralidade dos autos ao STF – torna, porém, desnecessária a manutenção da medida determinada cautelarmente, pois inexistente qualquer apontamento no documento sigiloso obtido mediante suposta colaboração premiada, cuja eventual manipulação de conteúdo pudesse gerar irreversível dano a dignidade e honra do envolvido e da própria Corte, pela clareza de seus termos", escreveu.

A decisão foi divulgada depois de o decano do STF, ministro Celso de Mello, divulgar mensagem em que reafirma que qualquer tipo de censura – mesmo aquela ordenada pelo Poder Judiciário – é "prática ilegítima" e, além de intolerável, "constitui verdadeira perversão da ética do Direito".

Na última quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello havia chamado de "censura" e "retrocesso" a decisão anterior de Moraes que havia determinado a remoção do conteúdo jornalístico.

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