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sábado, 1 de abril de 2023

Tentativa de reforma no Judiciário, governo causa crise sem precedentes em Israel


“É uma tentativa do Executivo e do Legislativo de neutralizar completamente a independência do Judiciário”, dizem analistas do país.


Nas últimas semanas, o Estado de Israel viveu seus protestos mais massivos desde sua fundação em 1948. Nas últimas horas, mais de 600.000 pessoas foram às ruas para protestar contra o projeto de reforma judicial que o governo de Benjamin Netanyahu pretende  promover e implementar, apoiado por seu próprio partido, os Sionistas Religiosos, o Shas, o Judaísmo Unido da Torá e a direitista Força Judaica.

Um dos grandes pilares do projeto de reforma do governo é modificar a comissão de seleção de juízes, que é composta por nove membros e que, com a legislação atual, exige um acordo entre os poderes judiciário e político para nomear os magistrados do STF e do resto das instituições judiciais de Israel.

Por outro lado, o gabinete executivo de Netanyahu também busca rever, a diminuição das atribuições da Suprema Corte. Por exemplo, proibindo-o de invalidar as chamadas "leis básicas", que são as normas fundamentais na ausência de uma Constituição, ou apenas permitindo-lhe impugnar as leis ordinárias, embora com o apoio de 12 dos 15 juízes que fazem o Supremo Tribunal Federal, em vez da atual maioria simples.

Além disso, a coalizão governista também quer aprovar uma cláusula de nulidade com a qual possa voltar a debater e aprovar leis que já foram contestadas pelo STF. “Não é uma reforma judiciária, mas uma tentativa do poder executivo e do poder legislativo de neutralizar completamente a independência do judiciário como entidade que também pode controlar e criticar as ações do governo”, observa Arie Kacowicz, professor da International Relações na Universidade Hebraica de Jerusalém. “Na verdade, não é diferente do 'autogolpe' de Fujimori, ou da candidatura de Castillo ao poder legislativo no Peru, ou da tentativa, às vezes bem-sucedida ou malsucedida, de governos populistas na Turquia, Índia, Hungria ou Polônia, de corroer ao judiciário", acrescenta.

Divisão no governo

Embora o governo tenha uma maioria de 64 assentos no Knesset (parlamento israelense), não é um apoio totalmente garantido. À rejeição que a norma suscitou, somam-se críticas dentro de suas próprias fileiras. Netanyahu demitiu seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, depois de pedir publicamente a suspensão do projeto de reforma. Algo que marcou uma virada na tensão popular.

Além das fogueiras nas ruas e do escrache em frente à residência de Netanyahu em Jerusalém, a Federação Geral do Trabalho de Israel (o maior sindicato do país) convocou uma greve geral, o sindicato dos médicos também anunciou fechamentos em o sistema nacional de saúde e a liderança do exército começaram a mostrar sua preocupação. “Nossos inimigos veem Israel como limitado e fraco”, disse um oficial do exército ao All Israel News.

Enquanto o procurador-geral, Gali Baharav-Miara, lembrou a Netanyahu que ele não pode votar porque seria "ilegal" e levaria a um "conflito de interesses", devido ao seu status de impeachment acusado de corrupção e abuso de influência, o presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu ao primeiro-ministro e seu governo para corrigir. "Pelo bem da unidade do povo de Israel, peço que pare o processo legislativo imediatamente", disse ele.

"É em parte uma questão de vingança pessoal e também da necessidade privada de Netanyahu e seus associados de fugir da justiça", diz Kacowicz.

Uma crise sem precedentes

A crise em Israel não tem paralelo na história de 75 anos do estado proclamada por David Ben-Gurion. Após o pedido de Herzog para interromper a reforma, Netanyahu ficou em silêncio por algumas horas. Algumas vozes apontaram que a coalizão governista estava em perigo, já que a reforma é um projeto não só do Likud, mas de outras formações executivas.

Do partido Sionismo Religioso, eles indicaram que “deter a legislação será uma capitulação à violência, à ilegalidade, à rejeição e à tirania da minoria e comprometerá os resultados eleitorais”. Os parceiros do governo da Força Judaica, que controla o Ministério da Segurança Nacional (Interior), também garantiram que interromper o processo "poderia levar à dissolução do governo".

No entanto, há vários analistas nacionais que não veem outra opção. “Se as seis ou sete leis planejadas fossem aprovadas no parlamento, haveria um apelo à Suprema Corte, que, examinando o conteúdo das leis, quase certamente derrubaria essas leis como inconstitucionais e ameaçadoras à razão de ser de Israel. como um estado democrático e judeu”, diz Kacowicz. “Isso levaria a uma grave crise constitucional e institucional de magnitude inédita na história do país”, acrescenta.

Diante da pressão, finalmente, Netanyahu optou por não renunciar à implementação da reforma, mas adiá-la: "Dou tempo à negociação para evitar um conflito civil [...] buscar uma visão mais ampla", assegurou. Também exigiu "parar imediatamente os apelos por insubordinação". "Aqueles que promovem a anarquia e a violência procuram dividir o país", disse ele.

A economia e as relações internacionais estão em perigo

O setor de tecnologia é muito importante para a economia israelense. Especificamente, representa 15% do PIB, 10% de sua força de trabalho, metade de suas exportações e um quarto dos impostos de renda. No entanto, algumas das empresas sediadas no país expressaram sua preocupação de que Israel adquira um caráter mais autocrático com a nova reforma judicial e colocaram seu futuro no ar, esperando o que acontece.

Tudo o que construímos nos últimos 20 ou 30 anos está desmoronando”, disse Dror Salee, um empresário. "Ainda não há dados sobre a queda do investimento estrangeiro, que representa de 85% a 90% do investimento em alta tecnologia, mas não conheço nenhuma empresa que consiga levantar investimento neste momento", comentou, segundo França 24.

Banqueiros, economistas, empresários emergentes, comerciantes, todos alertaram o governo sobre as terríveis consequências de aceitar a reforma”, explica Kacowicz. “Também já existem consequências terríveis em relação à segurança do país. É praticamente uma lei científica nas relações internacionais que os países democráticos liberais têm melhor desempenho em termos de guerra e paz, e também em termos de desenvolvimento econômico”, acrescenta.

No plano internacional, os Estados Unidos, principal parceiro de Israel, manifestaram preocupação com a situação do país. O embaixador dos EUA em Israel, Tom Nides, instou o governo de Netanyahu a "pôr freios" na reforma judicial, e um porta-voz da Casa Branca garantiu que "eles estão profundamente preocupados com os acontecimentos em Israel, que enfatizam ainda mais a necessidade urgente de um compromisso". “Como o presidente [Biden] discutiu recentemente com o primeiro-ministro Netanyahu, os valores democráticos sempre foram e devem continuar sendo uma marca registrada do relacionamento entre os Estados Unidos e Israel”, acrescentou, segundo o The Times of Israel.


Publicado em: DIGITAL EVANGÉLICO - MUNDO

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Trump ou Netanyahu? Evangélicos americanos apoiam Israel, mas há sinais de mudança

Treze especialistas avaliam nova pesquisa, posterior ao conflito de Gaza, que mostra solidariedade para com o Estado judeu, mas um aumento da preferência por palestinos entre evangélicos mais jovens e que não são brancos.


A discussão pública entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, quem os evangélicos americanos apoiariam? Uma nova pesquisa sugere que pode ser o israelense.

E, coincidentemente, os resultados da pesquisa foram lançados logo após os comentários explosivos de Trump.Realizada logo após o conflito de Gaza, em maio do ano passado, a pesquisa também revela uma lacuna geracional substancial no nível de apoio a Israel e uma falta de impacto dos pastores em seus púlpitos.

Em trechos de uma entrevista divulgada recentemente, o ex-presidente criticou o ex-primeiro-ministro [de Israel] por sua declaração parabenizando Joe Biden, após as eleições de 2020.

"Ninguém fez mais por Bibi. E eu gostava de Bibi. Ainda gosto de Bibi", afirmou Trump em uma crítica severa repleta de palavras de baixo calão, na qual usou o apelido de Netanyahu. "Mas eu também gosto de lealdade [...] Bibi poderia ter ficado quieto. Ele cometeu um erro terrível."

Netanyahu respondeu com elogios a Trump. Mas, ao sinalizar uma amizade com Joe Biden, ele também honrou a parceria de longa data entre Estados Unidos e Israel.

Durante sua presidência, Trump transferiu a embaixada americana para Jerusalém, reconheceu a soberania israelense sobre as Colinas de Golan e negociou com cinco nações de maioria muçulmana para normalizar as relações com o Estado judeu.

Evangélicos americanos juntaram-se a Netanyahu em agradecimento. Segundo um questionário online, que pesquisou um painel multiétnico de aproximadamente 1 mil cristãos que se identificam como evangélicos ou "nascidos de novo", 35% deles dizem que se tornaram mais favoráveis a Israel por causa das políticas de Trump. Apenas 11% apoiaram mais os palestinos, enquanto 53% não tiveram nenhuma mudança.

E, no geral, 68% dos evangélicos americanos acreditam que o povo judeu hoje tem direito ao território de Israel, em virtude da aliança que Deus fez com Abraão, que "permanece intacta hoje". (Cerca de 23% dizem que não sabem.)

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domingo, 3 de janeiro de 2021

Orações de cristãos pela paz em Israel ‘estão sendo atendidas’, diz Benjamin Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou uma mensagem direcionada aos cristãos e agradeceu as orações pela paz no país. Segundo ele, a intercessão a Deus para que haja paz está sendo respondida.

A mensagem, gravada por ocasião do Natal, tem como contexto os recentes entendimentos de paz entre Israel e alguns países árabes no contexto do “Acordo de Abraão”, assinado com intermediação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Desejo aos muitos amigos cristãos de Israel em todo o mundo um feliz Natal. Em nome do povo de Israel, agradeço a cada um de vocês por suas orações e apoio”, disse o primeiro-ministro.

Em outro trecho, Netanyahu lembrou enquanto o mundo sofre com a pandemia de Covid-19 e outros conflitos, Israel tem feito avanços para cumprir a “profecia bíblica” da paz: “Aqui no Oriente Médio, temos feito progressos ativamente na realização da profecia bíblica da ‘paz na Terra’, ou pelo menos nesta parte da Terra”, declarou.

No vídeo, gravado em inglês, o primeiro-ministro reiterou sua gratidão ao presidente Trump, dizendo que a ajuda do mandatário foi essencial para normalizar as relações entre Israel e o mundo árabe.

“Paz com os Emirados Árabes Unidos. Paz com o Reino do Bahrein. Paz com a República do Sudão. Paz com o Reino do Marrocos. Após 26 anos sem um novo tratado de paz, tivemos quatro novos acordos em menos de quatro meses. E isso é só o começo”, disse ele.

“Mais e mais países árabes estão repensando as tradicionais atitudes hostis em relação a Israel e buscam a reconciliação com o Estado judeu. Em vez de considerar Israel como seu inimigo, eles cada vez mais nos consideram um amigo, um aliado”, acrescentou o líder israelense.

Toda essa contextualização feita por Benjamin Netanyahu foi arrematada com o agradecimento pela intercessão feita pelos cristãos para que haja paz na Terra Santa: “Neste Natal, quando você orar por Israel e pela paz, saiba que suas orações estão realmente sendo atendidas”, concluiu.

Fonte: Gospel+

sábado, 28 de março de 2020

“Vencemos faraó e, com a ajuda de Deus, venceremos o coronavírus”, diz Netanyahu


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou sobre a pandemia de Covid-19 que tem assolado o mundo.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira (25) que o fechamento completo do país pode ser introduzido em poucos dias para conter a pandemia de coronavírus.

"O número de infectados dobra a cada três dias". Nesse ritmo, "em duas semanas teremos milhares", disse Netanyahu a partir de seu escritório em Jerusalém.

"Se não virmos uma melhoria imediata nesta tendência, não teremos escolha a não ser declarar um fechamento total, exceto para compras de alimentos e medicamentos", acrescentou.

Citando o número crescente de mortos na Itália e na Espanha, o primeiro-ministro pediu aos israelenses que seguissem as regras e ficassem em casa, citando Deuteronômio 4:15, que diz: "Portanto, tenham muito cuidado".

Mesmo dentro de suas casas, o primeiro-ministro disse que as pessoas devem manter distância umas das outras e lavar as mãos. "Eu sei que com crianças pequenas é difícil ficar em casa, mas não há escolha", afirmou.

Netanyahu disse que o governo de Israel divulgará em breve medidas de apoio para empresas e autônomos. "Nós ajudaremos vocês, cuidaremos de vocês. Temos uma economia forte, temos meios", enfatizou.

Embora enfatize que ninguém sabe quando a pandemia terminará, Netanyahu disse que o governo israelense já criou uma força-tarefa para lidar com a retomada da atividade econômica no país.

"O mês [hebraico] de Nissan, que começa hoje à noite, o mês da primavera e do êxodo do Egito, nos lembra que nosso povo suportou tempestades violentas. Isso dá força. Isso dá esperança. Sobrevivemos a faraó e, embora a batalha seja difícil e intransigente, também sobreviveremos ao corona, com a ajuda de Deus e de vocês, cidadãos de Israel", finalizou.

Fonte Guiame

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Benjamin Netanyahu renuncia ao cargo de primeiro-ministro de Israel

Netanyahu renunciou por não ter conseguido formar um novo governo com cadeiras suficientes no Knesset

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que não poderia formar um novo governo e devolveu o mandato ao presidente Reuven Rivlin na noite da última segunda-feira (21).
Netanyahu não conseguiu reunir uma coalizão antes do prazo final na quarta-feira, deixando o futuro político de Israel cada vez mais incerto. Agora, pela primeira vez desde que Netanyahu foi eleito em 2009, Israel tem a possibilidade de escolher outro líder.
Rivlin tem três dias por lei para dar o mandato de formar um governo para o líder rival de Netanyahu, o azul e branco Benny Gantz.
O anúncio de Netanyahu na segunda-feira marca a segunda vez este ano que ele não conseguiu formar um governo. Ele não conseguiu ganhar cadeiras suficientes para garantir uma maioria de 61 assentos no Knesset (parlamento israelense). Ele falhou novamente durante a eleição nacional sem precedentes do mês passado. Independentemente disso, Rivlin convocou Netanyahu para formar um governo primeiro, porque ele tinha 55 cadeiras, mais do que as 54 de Gantz.
Em comunicado, Netanyahu disse que trabalhou "incansavelmente" para estabelecer um governo de unidade com o líder rival azul e branco Benny Gantz, mas disse que Gantz se recusou a negociar com ele.
"Nas últimas semanas, fiz todos os esforços para trazer Benny Gantz às negociações. Todo esforço para estabelecer um amplo governo de unidade nacional, todo esforço para impedir outra eleição", afirmou. "Para meu arrependimento, várias vezes ele recusou. Ele simplesmente recusou".
Netanyahu queria formar um governo de unidade com Gantz, que também incluísse seus aliados de sempre - os partidos ortodoxos Shas e Judaísmo da Torá Unida. Gantz, um centrista, não concordaria com um governo contendo "ultra-religioso de direita", nem Yisrael Beitenu, da Avigdor Liberman, que mantém o equilíbrio de poder entre Netanyahu e Gantz.
O partido de Liberman tem oito cadeiras e ele está pedindo um governo de unidade secular com Likud, Azul e Branco e Yisrael Beitenu. No entanto, Netanyahu se recusa a abandonar seus parceiros ultra-religiosos.
Agora, Gantz tem a chance de formar um governo.
O partido Azul e Branco disse na segunda-feira que construirá o "governo de unidade liberal, liderado por Benny Gantz, pelo qual o povo de Israel votou". No entanto, não será fácil.
Gantz manifestou vontade de formar um governo com Netanyahu, mas não se Netanyahu continuar liderando o Likud enquanto enfrenta sérias acusações de corrupção.
O Likud não mostra sinais de abandonar Netanyahu.
Gantz terá dificuldade em formar uma coalizão governamental sem o Likud e, se ele falhar, a maioria dos legisladores votará para endossar um terceiro candidato. Se isso der certo, Israel será forçado a uma terceira eleição.
Fonte: CPAD News

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Inspirado em Salmos, Netanyahu quer enviar Bíblia à Lua em missão espacial


O primeiro-ministro de Israel quer enviar uma nova espaçonave à Lua com uma cópia impressa da Bíblia.


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (9) que pretende que a Bíblia impressa seja levada à Lua pela próxima espaçonave israelense para o espaço.

Em discurso no Quiz Bíblico Internacional para a Juventude, realizado todos os anos no Dia da Independência, Netanyahu prometeu enviar uma segunda espaçonave depois que a primeira, apelidada de “Beresheet" (Gênesis), colidiu com a superfície lunar em 11 de abril devido a complicações mecânicas.

"No mês passado, sentimos um tremendo entusiasmo: a espaçonave Beresheet estava a uma mão de distância da Lua", disse o premiê no evento em Jerusalém.

Observando que a espaçonave carregava uma cópia digital da Bíblia, ele anunciou: "Isso não é suficiente. Nós vamos mandar a espaçonave novamente e, provavelmente, estará levando uma pequena Bíblia [impressa]. Eu quero que a Bíblia aterrisse na Lua, porque está escrito em Salmos 8:3: 'Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, a Lua e as estrelas que ali firmaste'. O Estado de Israel alcançará a Lua".

Israel é, de longe, a menor nação que pretende pousar uma espaçonave na Lua, observou Netanyahu.

"Poucas nações orbitaram a Lua e, até agora, apenas três superpotências desembarcaram . Queremos ser a quarta nação a fazer isso. Afinal, as outras nações eram um pouco maiores que nós — os Estados Unidos, a China, a Rússia — e há uma boa chance de que dentro de dois ou três anos seremos a quarta potência", visualiza o premiê.

"Como faremos isso?", questionou. "Nós faremos isso por iniciativa, determinação e ousadia — dados a nós pelo nosso espírito, e nosso espírito vem da Bíblia. Não são só palavras. Esse espírito vem da Bíblia, porque não faria sentido essa enorme jornada que fizemos para retornar à nossa terra, ao nosso local de nascimento, se não tivéssemos levado conosco nossa fé, nossa tradição e nosso anseio pela pátria".



O esforço de Beresheet foi homenageado nas celebrações dos 71 anos da independência de Israel. Na noite de quarta-feira (8), o bilionário Morris Kahn, presidente da SpaceIL, organização sem fins lucrativos que lançou a iniciativa, anunciou que voltará a contribuir com fundos para uma segunda tentativa de pousar uma espaçonave israelense na Lua.

Kahn contribuiu com cerca de US$ 30 milhões do custo total de US$ 100 milhões do primeiro lançamento.

O projeto era um empreendimento conjunto entre a SpaceIL e a Israel Aerospace Industries, financiada quase inteiramente por doações privadas de conhecidos filantropos judeus, incluindo Kahn, Miriam e Sheldon Adelson, Lynn Schusterman e outros.

Kahn já havia anunciado, poucos dias após a tentativa frustrada, que estava lançando o projeto Beresheet 2, dizendo: "Começamos algo e precisamos terminar. Colocaremos nossa bandeira na Lua".

Fonte: Guiame

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Benjamin Netanyahu comemora vitória em Israel


Netanyahu aplaudiu seus apoiadores por garantir sua vitória diante de uma ‘mídia tendenciosa’

Alguns jornais noticiaram que as eleições em Israel foram um plebiscito sobre Benjamin Netanyahu permanecer ou não.  A verdade é que foi uma eleição bem apertada. O Azul e branco de Gantz declarou vitória antes do tempo.
Netanyahu passou parte do dia pessimista, mas depois o ânimo mudou. Escreveu em seu perfil do Twitter:
"O bloco de direita liderado pelo Likud obteve uma vitória clara. Agradeço aos cidadãos de Israel por sua confiança. Eu vou começar a formar um governo de direita com nossos parceiros naturais hoje à noite" (tradução livre).
Com 228.367 votos contados, o partido de Netanyahu (Likud), tinha 29% dos votos, comparado a 24% da Blue and White.  Com 820.000 cédulas computadas, o Likud esteva com 29% à frente do Blue and White que tinha 25%.
Quase duas horas da manhã em Israel as manchetes eram: Sondagens atualizadas mostram que Netanyahu se dirige para a vitória eleitoral; Netanyahu triunfante chega ao evento pós-eleitoral do Likud. Até que de fato veio o resultado: Vence o partido Likud, Netanyahu será mais uma vez o primeiro-ministro de Israel, como já havia anunciado o presidente Reuven Rivlin.
Netanyahu dirige-se à sua base do Likud em Tel Aviv, onde foi aplaudindo descontroladamente e com gente assobiando muito. Netanyahu aplaudiu seus apoiadores por garantir sua vitória diante de uma ‘mídia tendenciosa’. Netanyahu disse que vai formar um governo de direita, mas governará para todos.
(Com Conexão Política)

Fonte: JM Notícia

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Bolsonaro assina documento em apoio à construção do Terceiro Templo em Jerusalém

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) manifestou uma posição favorável à construção do Terceiro Templo judaico em Jerusalém durante sua viagem a Israel. A iniciativa reforça a compreensão de que a abertura do escritório comercial na capital israelense é apenas um primeiro passo para a transferência da embaixada brasileira para a cidade.
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, integrou a delegação brasileira na viagem e revelou que foi assinado um livro de apoio à construção do templo judaico no Monte Moriá, onde atualmente ficam o Domo da Rocha e a mesquita al-Aqsa.
"Quando se assina um livro em que há um projeto de construção de um templo onde hoje é uma mesquita, é uma sinalização de qual é o elemento político-ideológico do presidente Bolsonaro", afirmou o senador, indiretamente enviando um recado aos analistas políticos que sugerem um recuo no que se refere à transferência da embaixada.
A mudança para Jerusalém, segundo Flávio Bolsonaro, depende de uma revisão profunda do assunto internamente no governo federal. "Eu acho que deve ser uma coisa de cada vez. O Brasil já dá uma demonstração radical de sua linha no relacionamento com os países estrangeiros. Só esse gesto já é um passo importante e progressivo", explicou o senador, de acordo com informações do portal Metrópoles.
"O presidente e seus ministros vão dar o momento certo de fazer isso [a transferência]. Não tem prazo. Só o gesto que demos agora é tão importante quanto. Essa é a sinalização do elemento político-ideológico do presidente Bolsonaro", completou.
O "momento histórico" que se tornou a viagem de Bolsonaro a Israel (foi ao Muro das Lamentações acompanhado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um gesto inédito da parte israelense) foi comemorado por Flávio: "Sinaliza que o Brasil quer estar próximo de Israel, numa linha antagônica. A política externa brasileira vai se reorganizando e vamos mostrando que vamos negociar com democracias consolidadas e que tem muito a oferecer ao Brasil".
Fonte: Gospel+

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Netanyahu elogia evangélicos e diz que fará “aliança de irmandade” com o Brasil

Se depender do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, novos e bons ventos vindos do Oriente Médio soprarão sobre o Brasil nos próximos anos, carregando com ele tecnologia para combater a seca no Nordeste brasileiro e parcerias nas diferentes áreas de interesse entre os dois países.
Em um encontro com líderes cristãos neste domingo (30), onde está hospedado no Rio de Janeiro, Benjamin Netanyahu fez questão de ressaltar a boa relação dos cristãos evangélicos com Israel, e como essa comunidade religiosa é valorizada na terra em que nasceu o Senhor Jesus Cristo.
"Não temos melhores amigos no mundo do que a comunidade evangélica. E a comunidade evangélica não tem melhor amigo do que Israel", disse Netanyahu, segundo informações do portal Guiame.

"Jair é o nome do nosso filho mais velho"

Um fato curioso revelado pelo premiê israelense foi a associação do nome do Presidente Jair Bolsonaro com o seu próprio filho. Não apenas isso, Netanyahu destacou o significado do nome "Jair", algo bem oportuno para o atual contexto político e cultural vivenciado pelo Brasil nos últimos anos.
"Jair é o nome do nosso filho mais velho, e significa ‘trazer a luz’. Acho que teremos a oportunidade de fazer isso juntos, trazer muita luz. É uma aliança de irmandade", disse o primeiro-ministro.
Marcelo Crivella, atual prefeito (PRB) do Rio de Janeiro, destacou a importância da visita de Netanyahu ao Brasil, associando a oportunidade ao contexto espiritual que envolve Israel e seus aliados, segundo os relatos da Bíblia Sagrada.
"Não tenho palavras para descrever o que Israel representa para nós. Oramos pelo seu país todos os dias", disse Crivella no encontro.

"Nosso apoio a Bolsonaro é resultado de ele apoiar Israel"

O pastor Silas Malafaia, que também estava presente no encontro, lembrou que parte do apoio dos evangélicos ao Presidente eleito foi uma consequência da sua consideração à Israel, como a nação originalmente escolhida por Deus.
"Nosso apoio a Bolsonaro é resultado de ele apoiar Israel. Jerusalém é a eterna e indivisível capital de Israel", disse Malafaia, apontando para o compromisso já declarado do Governo brasileiro de transferir a embaixada do Brasil de Tel-Aviv para Jerusalém, indicando o reconhecimento oficial desta cidade como a capital do país.
Via Gospel+

domingo, 30 de dezembro de 2018

Líderes evangélicos se reúnem com premiê de Israel

Encontro aconteceu em um hotel de Copacabana, Rio de Janeiro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniu com diversos líderes religiosos neste domingo (30). Em um evento no hotel Hilton em Copacabana, Rio de Janeiro, ele falou da aproximação de judeus de Israel com cristãos.
Não temos melhores amigos no mundo do que o Brasil e os cristãos brasileiros não têm melhor amigo no mundo do que Jerusalém. Se você é um cristão no Oriente Médio, só há um lugar no qual você estará seguro, que é o Estado de Israel – declarou.
Ele também falou sobre a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.
Bolsonaro me disse que era questão de “quando, não de se” ele vai transferir a embaixada para Jerusalém – contou.
LÍDERES PRESENTES

Os pastores Silas Malafaia, bispa Sônia, apóstolo Estevam, bispa Fernanda estavam entre os convidados. Os políticos eleitos Wilson Witzel, futuro governador do Rio de Janeiro, e Joice Hasselmann, futura deputada federal, também participaram do encontro.

A deputada eleita publicou algumas imagens do encontro em suas redes sociais e afirmou que trocou algumas palavras com o premiê.
Depois do evento no Rio com a Comunidade Judaica e o primeiro-ministro de Israel, uma pausa para uma conversa olho no olho com Benjamin Netanyahu! Falamos de parcerias entre os países, do amor que temos por Israel e ele, gentil como sempre, me parabenizou pelo número de votos que fiz no Brasil. Um lorde! Faremos grandes coisas juntos! – relatou.
O cantor Marcelo Aguiar Hernandes também esteve presente e registrou o aperto de mãos entre Netanyahu e o prefeito da cidade, Marcelo Crivella. O israelense arriscou uma saudação em português.
Fonte: Pleno News

sábado, 29 de dezembro de 2018

Benjamim Netanyahu diz que Israel é a "terra prometida", mas vê Brasil como a “terra da promessa”

A primeira visita de um premiê israelense ao Brasil foi contextualizada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) em uma publicação nas redes sociais em que ele destaca o importante papel que o Brasil exerceu em 1948, costurando apoio político na Organização das Nações Unidas (ONU) para a formação do Estado de Israel.
Benjamin Netanyahu chegou ao Brasil na última sexta-feira, 28 de dezembro, sob um forte esquema de segurança. Logo após a aterrissagem, primeiro-ministro israelense usou o Twitter para dizer que sua visita tinha o propósito de "estreitar laços" com o Brasil, país que descreveu como uma "grande potência".
"Vamos discutir os laços de Israel com o maior país da América Latina, o quinto mais populoso do mundo. O Brasil é um país enorme, com enorme potencial para o Estado de Israel, economicamente, diplomaticamente e tête-à-tête segurança", escreveu Bibi, como é popularmente chamado o primeiro-ministro em Israel.
Netanyahu e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) se encontraram na Sinagoga de Copacabana e participaram de uma cerimônia pela passagem do shabat, o dia de descanso semanal no judaísmo. Mais tarde, após a reunião, o primeiro-ministro de Israel agradeceu a "gentilíssima recepção" e elogiou o potencial do país: "Israel é a Terra Prometida. E o Brasil é terra da promessa".
Em seguida, o premiê israelense gastou seu português para referir-se a Bolsonaro como "amigo" e tornou público uma oferta feita durante a reunião: "Convidei o presidente Bolsonaro para visitar Israel, e ele aceitou, e ele será bem-vindo como um grande amigo, um grande aliado, um irmão".
Bolsonaro também discursou e afirmou que "mais do que parcerias, seremos irmãos no futuro, na economia, tecnologia, e tudo aquilo que possa trazer benefício para os dois países", e acrescentou que o Brasil irá se aliar a países com visão democrática e conservadora:

"Como os Estados Unidos, entre tantos outros que pensam e têm uma ideologia parecida com a nossa, temos tudo para nos ajudar e fazer o bem para os nossos povos. Senhor ministro, obrigado pela oportunidade e que Deus nos abençoe", afirmou o presidente eleito, agradecendo a visita, de acordo com informações de O Globo.

Importância do Brasil

Eduardo Bolsonaro fez uma publicação em que agradeceu ao futuro ministro das Relações Exteriores por tê-lo permitido ser o primeiro da fila de cumprimentos a Netanyahu no desembarque, e lembrou que há 70 anos o Brasil exerceu um papel fundamental para que Israel conquistasse uma importante vitória na ONU.
Após Hitler perseguir judeus por toda a Europa a Alemanha nazista se viu derrotada em 1945. No entanto, os judeus seguiam sem um território, sem um país. Em 1947 na ONU iria provavelmente rejeitar uma resolução para a criação do estado de Israel. Porém, o Diplomata brasileiro Osvaldo Aranha fez uma costura por apoios de outros países e presidiu a sessão da ONU que finalmente aprovou a resolução pela criação de Israel. Depois de 2.000 anos de exílio enfim os judeus retornavam para suas terras em 14/MAI/1948. Hoje, 28/DEZ/2018, marca outra data especial: é a primeira vez que um Chefe de Estado de Israel pisa em solo brasileiro desde que o estado de Israel foi criado! O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu @b.netanyahu – conhecido carinhosamente como ‘Bibi’ pelos judeus – chegou sorridente ao lado de sua esposa, Sara Netanyahu @sara.netanyahu . Agradeço ao futuro MRE Embaixador Ernesto Araújo e ao Embaixador de Israel no Brasil Yossi Shelley por terem me dado a honra de ser a primeira pessoa da fila de autoridades a cumprimentar o Premier israelense. Um momento inesquecível para mim. Em 2016 na ONU ‘Bibi’ praticamente profetizou que mais rápido do que se imagina haverá mudanças na ONU da maneira como os países votam, pois mais e mais países enxergam em Israel um parceiro ( https://youtu.be/LRNfsYjYgps ). Jair Bolsonaro disse hoje que espera que as relações entre Brasil e Israel sejam mais amistosas e próximas até mesmo do que quando Osvaldo Aranha presidiu a criação de Israel. Eis o Brasil de 2019. Shalom! 🇧🇷🤝🇮🇱”.
Fonte: Gospel+
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Bolsonaro e Netanyahu visitam sinagoga no Rio

Os dois líderes estiveram no templo que fica em Copacabana, na Zona Sul carioca

O encontro entre Jair Bolsonaro e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contou com uma visita à sinagoga Kehilat Yaacov, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira (28). O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acompanhou o pai.
Embora não tenha acontecido nenhuma cerimônia litúrgica na sinagoga, ao fim da visita houve a Bracha, quando uma vela é acesa e um brinde é feito com cálices de vinho.
Embora não seja judeu, Jair Bolsonaro usou o kipá na cabeça, como um símbolo de respeito a Deus.
Segundo o advogado e economista Boris Sender, um dos convidados da visita do primeiro-ministro de Israel e do presidente eleito à Sinagoga Kehilat Yaacov, o encontro foi de clima harmônico e de carinho recíproco.
Isso é muito bom para os dois países. Somente agora é que essa oportunidade se cristaliza em nível governamental – declarou Sender.
Fonte: Pleno News

Premiê de Israel aproveita folga para ir à praia no Rio de Janeiro

Benjamin Netanyahu passeou por Copacabana e Leme e jogou futebol com banhistas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, carinhosamente chamado pelo apelido de "Bibi" pelos israelenses,  já está se sentindo praticamente em casa. Ele aproveitou o sábado ensolarado para ir às praias de Copacabana e do Leme.
Enturmado, ele se arriscou no futebol com banhistas e foi até a pedra do Leme. Neste momento, seguranças que acompanhavam Netanyahu tentaram bloquear o acesso à pedra com grades de um dos quiosques, mas o dono do comércio não permitiu. Houve uma pequena confusão e banhistas reclamaram que ali era um local público.
Depois disso, o premiê e a esposa pararam em um quiosque da praia para beber e comer. Eles pediram batata frita, espetinho de frango e salada caprese.
Fonte: Pleno News

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

“Muito bem encaminhada”, diz Bolsonaro sobre parceria do Brasil com Israel

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) voltou a falar sobre a construção de uma parceria entre Brasil e Israel ao longo de seu governo, e revelou que o foco será "saúde, desenvolvimento social, economia, tecnologia e ciência".
Bolsonaro se encontrará com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no próximo dia 28 de dezembro, sexta-feira. Os dois líderes falarão sobre detalhes iniciais da parceria entre os dois países, marcando um nível de estreitamento de relações inédito entre Brasil e Israel.
"Em janeiro, o futuro ministro Marcos Pontes [Ciência e Tecnologia] visitará instalações de dessalinização, plantações e escritório de patentes em Israel, acompanhado pelo ministro israelense de Ciência e Tecnologia", declarou Bolsonaro em seu Twitter.
Segundo o presidente eleito, o Brasil irá "construir uma instalação piloto para retirar água salobra de poço, dessalinizar, armazenar e distribuir para agricultura familiar, estendendo o projeto para mais localidades após testes e ajustes" logo nos primeiros meses de 2019.
"Também estudamos junto ao embaixador de Israel e empresa especializada, testar tecnologia que produz água a partir da umidade do ar em escolas e hospitais da região [Nordeste]", revelou Bolsonaro. "Poderemos, inclusive, negociar a instalação de fábrica no Nordeste para venda desses equipamentos [no] nosso mercado", acrescentou.
O presidente acredita que, "livre das amarras ideológicas", o país terá outra dinâmica de crescimento e solução dos problemas: "O Brasil pode dar os primeiros passos para fora do buraco em que foi colocado pelos últimos governos. Seguimos fortes na missão de fazer deste país uma nação cada vez maior!", finalizou.
Fonte: Gospel+

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