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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Japão elege Primeiro-ministro protestante; país tem predominância xintoísta e budista




Shigeru Ishiba é casado, pai de duas filhas e foi batizado aos 18 anos na Igreja Unida de Cristo do Japão.


O ex-ministro da Defesa, Shigeru Ishiba, de 67 anos, será o novo primeiro-ministro do Japão após vencer a eleição pela liderança de seu partido nesta sexta-feira (27), em uma acirrada disputa que foi decidida no segundo turno.

Casado e pai de duas filhas, Ishiba é cristão protestante e foi batizado aos 18 anos na Igreja Unida de Cristo do Japão, na cidade de Tottori.

Nos últimos anos, Ishiba tem participado do Café da Manhã Nacional de Oração promovido pelo CBMC (Christian Business Men's Connection), uma organização internacional de empresários e profissionais cristãos que tem como objetivo promover o Evangelho no ambiente de negócios e no mercado de trabalho.

Shigeru Ishiba faz parte da pequena população cristã do país, representando uma minoria religiosa, estimada em 1%, em meio a tradições dominantes, como o xintoísmo e o budismo, que influenciam a vida e a cultura da maioria dos cidadãos e políticos.

Cristianismo no Japão

O Cristianismo chegou ao Japão em 1549, quando jesuítas desembarcaram em Kagoshima.

Inicialmente, suas tentativas de espalhar a fé cristã enfrentaram confusão, mas, com o tempo, começaram a obter sucesso.

No entanto, em 1650, a religião desapareceu da sociedade japonesa, principalmente devido a perseguições e mudanças políticas.

Atualmente, a comunidade cristã no Japão é pequena, mas ainda ativa, especialmente na parte ocidental do país, onde as atividades missionárias foram mais intensas durante o século XVI.

A Prefeitura de Nagasaki possui a maior porcentagem de cristãos no Japão, atingindo cerca de 5,1% em 1996. Apesar dessa pequena proporção, a comunidade cristã de Nagasaki permanece como uma das maiores do país.

Vitória no segundo turno

Na disputa para a liderança do Partido Liberal Democrata (LDP, sigla em inglês), Ishiba foi um dos nove candidatos, o maior número já registrado em uma eleição.

Ele derrotou a ministra da Segurança Econômica, Sanae Takaichi – que concorria para se tornar a primeira mulher a liderar o Japão. A disputa foi decidida no segundo turno, com Ishiba que obteve 215 votos contra 194 de Takaichi.

Em um breve discurso após a sua vitória, ele disse: "Farei o meu melhor para acreditar nas pessoas, para falar a verdade com coragem e sinceridade e para tornar este país um lugar seguro onde todos possam viver com um sorriso novamente".

Na coletiva, realizada na sede do LDP em Tóquio, Ishiba também disse que "é importante que a nova administração seja julgada pelo povo o mais rápido possível".

Novas eleições

Nesta segunda-feira (30), o novo premiê começou a escolher autoridades do governo.

Takeshi Iwaya, ex-chefe da defesa e aliado próximo de Ishiba, assumirá o posto de ministro das Relações Exteriores, enquanto o general Nakatani retornará ao Ministério da Defesa, função que ocupou em 2016, de acordo com fontes anônimas.

Ainda nesta segunda-feira, Ishiba informou a convocação de eleições para 27 de outubro com o objetivo de unificar partido.

Ishiba defende que o Japão deve ter armas nucleares e abandonar a política pacifista que rege o país desde o final da 2ª Guerra Mundial.

Fonte: Guiame

sábado, 1 de abril de 2023

Tentativa de reforma no Judiciário, governo causa crise sem precedentes em Israel


“É uma tentativa do Executivo e do Legislativo de neutralizar completamente a independência do Judiciário”, dizem analistas do país.


Nas últimas semanas, o Estado de Israel viveu seus protestos mais massivos desde sua fundação em 1948. Nas últimas horas, mais de 600.000 pessoas foram às ruas para protestar contra o projeto de reforma judicial que o governo de Benjamin Netanyahu pretende  promover e implementar, apoiado por seu próprio partido, os Sionistas Religiosos, o Shas, o Judaísmo Unido da Torá e a direitista Força Judaica.

Um dos grandes pilares do projeto de reforma do governo é modificar a comissão de seleção de juízes, que é composta por nove membros e que, com a legislação atual, exige um acordo entre os poderes judiciário e político para nomear os magistrados do STF e do resto das instituições judiciais de Israel.

Por outro lado, o gabinete executivo de Netanyahu também busca rever, a diminuição das atribuições da Suprema Corte. Por exemplo, proibindo-o de invalidar as chamadas "leis básicas", que são as normas fundamentais na ausência de uma Constituição, ou apenas permitindo-lhe impugnar as leis ordinárias, embora com o apoio de 12 dos 15 juízes que fazem o Supremo Tribunal Federal, em vez da atual maioria simples.

Além disso, a coalizão governista também quer aprovar uma cláusula de nulidade com a qual possa voltar a debater e aprovar leis que já foram contestadas pelo STF. “Não é uma reforma judiciária, mas uma tentativa do poder executivo e do poder legislativo de neutralizar completamente a independência do judiciário como entidade que também pode controlar e criticar as ações do governo”, observa Arie Kacowicz, professor da International Relações na Universidade Hebraica de Jerusalém. “Na verdade, não é diferente do 'autogolpe' de Fujimori, ou da candidatura de Castillo ao poder legislativo no Peru, ou da tentativa, às vezes bem-sucedida ou malsucedida, de governos populistas na Turquia, Índia, Hungria ou Polônia, de corroer ao judiciário", acrescenta.

Divisão no governo

Embora o governo tenha uma maioria de 64 assentos no Knesset (parlamento israelense), não é um apoio totalmente garantido. À rejeição que a norma suscitou, somam-se críticas dentro de suas próprias fileiras. Netanyahu demitiu seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, depois de pedir publicamente a suspensão do projeto de reforma. Algo que marcou uma virada na tensão popular.

Além das fogueiras nas ruas e do escrache em frente à residência de Netanyahu em Jerusalém, a Federação Geral do Trabalho de Israel (o maior sindicato do país) convocou uma greve geral, o sindicato dos médicos também anunciou fechamentos em o sistema nacional de saúde e a liderança do exército começaram a mostrar sua preocupação. “Nossos inimigos veem Israel como limitado e fraco”, disse um oficial do exército ao All Israel News.

Enquanto o procurador-geral, Gali Baharav-Miara, lembrou a Netanyahu que ele não pode votar porque seria "ilegal" e levaria a um "conflito de interesses", devido ao seu status de impeachment acusado de corrupção e abuso de influência, o presidente de Israel, Isaac Herzog, pediu ao primeiro-ministro e seu governo para corrigir. "Pelo bem da unidade do povo de Israel, peço que pare o processo legislativo imediatamente", disse ele.

"É em parte uma questão de vingança pessoal e também da necessidade privada de Netanyahu e seus associados de fugir da justiça", diz Kacowicz.

Uma crise sem precedentes

A crise em Israel não tem paralelo na história de 75 anos do estado proclamada por David Ben-Gurion. Após o pedido de Herzog para interromper a reforma, Netanyahu ficou em silêncio por algumas horas. Algumas vozes apontaram que a coalizão governista estava em perigo, já que a reforma é um projeto não só do Likud, mas de outras formações executivas.

Do partido Sionismo Religioso, eles indicaram que “deter a legislação será uma capitulação à violência, à ilegalidade, à rejeição e à tirania da minoria e comprometerá os resultados eleitorais”. Os parceiros do governo da Força Judaica, que controla o Ministério da Segurança Nacional (Interior), também garantiram que interromper o processo "poderia levar à dissolução do governo".

No entanto, há vários analistas nacionais que não veem outra opção. “Se as seis ou sete leis planejadas fossem aprovadas no parlamento, haveria um apelo à Suprema Corte, que, examinando o conteúdo das leis, quase certamente derrubaria essas leis como inconstitucionais e ameaçadoras à razão de ser de Israel. como um estado democrático e judeu”, diz Kacowicz. “Isso levaria a uma grave crise constitucional e institucional de magnitude inédita na história do país”, acrescenta.

Diante da pressão, finalmente, Netanyahu optou por não renunciar à implementação da reforma, mas adiá-la: "Dou tempo à negociação para evitar um conflito civil [...] buscar uma visão mais ampla", assegurou. Também exigiu "parar imediatamente os apelos por insubordinação". "Aqueles que promovem a anarquia e a violência procuram dividir o país", disse ele.

A economia e as relações internacionais estão em perigo

O setor de tecnologia é muito importante para a economia israelense. Especificamente, representa 15% do PIB, 10% de sua força de trabalho, metade de suas exportações e um quarto dos impostos de renda. No entanto, algumas das empresas sediadas no país expressaram sua preocupação de que Israel adquira um caráter mais autocrático com a nova reforma judicial e colocaram seu futuro no ar, esperando o que acontece.

“Tudo o que construímos nos últimos 20 ou 30 anos está desmoronando”, disse Dror Salee, um empresário. "Ainda não há dados sobre a queda do investimento estrangeiro, que representa de 85% a 90% do investimento em alta tecnologia, mas não conheço nenhuma empresa que consiga levantar investimento neste momento", comentou, segundo França 24.

“Banqueiros, economistas, empresários emergentes, comerciantes, todos alertaram o governo sobre as terríveis consequências de aceitar a reforma”, explica Kacowicz. “Também já existem consequências terríveis em relação à segurança do país. É praticamente uma lei científica nas relações internacionais que os países democráticos liberais têm melhor desempenho em termos de guerra e paz, e também em termos de desenvolvimento econômico”, acrescenta.

No plano internacional, os Estados Unidos, principal parceiro de Israel, manifestaram preocupação com a situação do país. O embaixador dos EUA em Israel, Tom Nides, instou o governo de Netanyahu a "pôr freios" na reforma judicial, e um porta-voz da Casa Branca garantiu que "eles estão profundamente preocupados com os acontecimentos em Israel, que enfatizam ainda mais a necessidade urgente de um compromisso". “Como o presidente [Biden] discutiu recentemente com o primeiro-ministro Netanyahu, os valores democráticos sempre foram e devem continuar sendo uma marca registrada do relacionamento entre os Estados Unidos e Israel”, acrescentou, segundo o The Times of Israel.


Publicado em: DIGITAL EVANGÉLICO - MUNDO

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Boris Johnson renuncia ao cargo de premiê britânico


Premiê deve permanecer à frente do governo até a escolha do sucessor

Nesta quinta-feira (7), o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, renunciou ao cargo e à liderança do Partido Conservador.   De acordo com a Reuters, a decisão atende aos pedidos de ministros e parlamentares do partido.

Boris ficará como interino até que um novo premiê seja escolhido. “E hoje eu nomeei um gabinete, como farei, até que um novo líder esteja no cargo”, anunciou ele em frente à Downing Street, residência oficial do governo.


O premiê britânico estava sendo pressionado a deixar seu posto, e enfrentava mais uma crise em seu governo, desde a última sexta-feira (1).


Em seu último discurso, Johnson afirmou saber que sua renúncia desaponta algumas pessoas, e se declarou “triste por abrir mão do melhor emprego do mundo”.


“Então, quero dizer aos milhões de pessoas que votaram em nós em 2019 — muitos deles votaram nos conservadores pela primeira vez — obrigado por esse mandato incrível. A maior maioria conservadora, desde 1987”, disse ele.

 

Com informações Reuters e G1 via CPAD News

domingo, 3 de janeiro de 2021

Orações de cristãos pela paz em Israel ‘estão sendo atendidas’, diz Benjamin Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou uma mensagem direcionada aos cristãos e agradeceu as orações pela paz no país. Segundo ele, a intercessão a Deus para que haja paz está sendo respondida.

A mensagem, gravada por ocasião do Natal, tem como contexto os recentes entendimentos de paz entre Israel e alguns países árabes no contexto do “Acordo de Abraão”, assinado com intermediação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Desejo aos muitos amigos cristãos de Israel em todo o mundo um feliz Natal. Em nome do povo de Israel, agradeço a cada um de vocês por suas orações e apoio”, disse o primeiro-ministro.

Em outro trecho, Netanyahu lembrou enquanto o mundo sofre com a pandemia de Covid-19 e outros conflitos, Israel tem feito avanços para cumprir a “profecia bíblica” da paz: “Aqui no Oriente Médio, temos feito progressos ativamente na realização da profecia bíblica da ‘paz na Terra’, ou pelo menos nesta parte da Terra”, declarou.

No vídeo, gravado em inglês, o primeiro-ministro reiterou sua gratidão ao presidente Trump, dizendo que a ajuda do mandatário foi essencial para normalizar as relações entre Israel e o mundo árabe.

“Paz com os Emirados Árabes Unidos. Paz com o Reino do Bahrein. Paz com a República do Sudão. Paz com o Reino do Marrocos. Após 26 anos sem um novo tratado de paz, tivemos quatro novos acordos em menos de quatro meses. E isso é só o começo”, disse ele.

“Mais e mais países árabes estão repensando as tradicionais atitudes hostis em relação a Israel e buscam a reconciliação com o Estado judeu. Em vez de considerar Israel como seu inimigo, eles cada vez mais nos consideram um amigo, um aliado”, acrescentou o líder israelense.

Toda essa contextualização feita por Benjamin Netanyahu foi arrematada com o agradecimento pela intercessão feita pelos cristãos para que haja paz na Terra Santa: “Neste Natal, quando você orar por Israel e pela paz, saiba que suas orações estão realmente sendo atendidas”, concluiu.

Fonte: Gospel+

domingo, 3 de novembro de 2019

Primeiro-ministro da Hungria publica foto orando com o Ev. Nick Vujicic

O primeiro-ministro da Hungria, que é o chefe de governo do país, postou uma foto onde ele está ajoelhado orando com o evangelista Nick Vujicic.
Vujicic voltou recentemente a Budapeste para uma série de palestras. Suas conversas são muito populares entre os húngaros. Realizado na arena local, Vujicic falou com 12.000 pessoas, de acordo com o Hungary Today .
Vujicic também postou a imagem do primeiro-ministro Viktor Orban e de si mesmo orando juntos em 26 de outubro. Orban fez uma visita ao motivador cristão na casa onde ele estava hospedado.
"Obrigado, Sr. Primeiro Ministro @orbanviktor, por se encontrar comigo hoje e orar juntos pela Hungria! Obrigado por sua recepção e estou impressionado com sua coragem e fé em Deus. Estou empolgado em ver o que Deus tem planejado para a Hungria! Ansioso para pregar hoje à noite diante de 12.000 pessoas em Budapeste, além da audiência on-line! Deus te abençoe e Deus abençoe a Hungria!", disse Vujicic no seu instagram.
Orban também postou um vídeo em sua página no Facebook de sua visita a Vujicic. (vídeo abaixo)
Em entrevista à CBN News no ano passado, o ministro das Relações Exteriores da Hungria Péter Szijjártó disse que o povo da Hungria queria manter sua herança como nação cristã. 
"Queremos manter a Hungria como um país húngaro; queremos manter a Hungria como um país cristão, de acordo com as raízes e a herança", disse ele.
Szijjártó também falou sobre como a definição tradicional de família e casamento é importante para os húngaros.
"Somos uma nação muito orientada para a família", explicou. "Você sabe, mesmo na Constituição, falamos muito claramente que o casamento é uma instituição entre um homem e uma mulher. Recebemos ataques enormes sobre isso, dizendo que somos retrógrados, que não entendemos os desenvolvimentos modernos, mas nós cumprimos a definição tradicional de família e a definição tradicional de casamento". 
O primeiro-ministro Orban disse que a Hungria precisa de um governo dedicado aos valores cristãos, chamando-o de "última esperança da Europa".
Nos últimos anos, Orban alertou fortemente contra a imigração islâmica na Europa, chamando-a de ameaça à cultura cristã européia.
"Nunca permitiremos que a Hungria se torne um país alvo de imigrantes", disse ele à TV húngara, segundo a BBC News. "Queremos manter a Hungria como Hungria."
ASSISTA AQUI

Nick Vujicic
Sem nenhuma explicação ou aviso médico, Nick Vujicic nasceu sem braços e pernas na Austrália em 1982. Por causa de sua condição, muitas pessoas desistiram dele, mas ele está constantemente viajando pelo mundo e dando palestras falando sobre sua fé cristã. Ele se abriu sobre sua depressão e sua tentativa de suicídio aos 10 anos por causa de bullying na escola. Desde sua primeira palestra aos 19 anos, Vujicic, pai de quatro filhos, viaja pelo mundo, compartilhando sua história com milhões, enchendo estádios e motivando pessoas. Segundo analistas, sua vida e carreira podem ser exemplos para muitos, e seus pensamentos encorajadores dão força a milhões todos os dias.
Folha Gospel com informações de CBN News

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Benjamin Netanyahu renuncia ao cargo de primeiro-ministro de Israel

Netanyahu renunciou por não ter conseguido formar um novo governo com cadeiras suficientes no Knesset

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que não poderia formar um novo governo e devolveu o mandato ao presidente Reuven Rivlin na noite da última segunda-feira (21).
Netanyahu não conseguiu reunir uma coalizão antes do prazo final na quarta-feira, deixando o futuro político de Israel cada vez mais incerto. Agora, pela primeira vez desde que Netanyahu foi eleito em 2009, Israel tem a possibilidade de escolher outro líder.
Rivlin tem três dias por lei para dar o mandato de formar um governo para o líder rival de Netanyahu, o azul e branco Benny Gantz.
O anúncio de Netanyahu na segunda-feira marca a segunda vez este ano que ele não conseguiu formar um governo. Ele não conseguiu ganhar cadeiras suficientes para garantir uma maioria de 61 assentos no Knesset (parlamento israelense). Ele falhou novamente durante a eleição nacional sem precedentes do mês passado. Independentemente disso, Rivlin convocou Netanyahu para formar um governo primeiro, porque ele tinha 55 cadeiras, mais do que as 54 de Gantz.
Em comunicado, Netanyahu disse que trabalhou "incansavelmente" para estabelecer um governo de unidade com o líder rival azul e branco Benny Gantz, mas disse que Gantz se recusou a negociar com ele.
"Nas últimas semanas, fiz todos os esforços para trazer Benny Gantz às negociações. Todo esforço para estabelecer um amplo governo de unidade nacional, todo esforço para impedir outra eleição", afirmou. "Para meu arrependimento, várias vezes ele recusou. Ele simplesmente recusou".
Netanyahu queria formar um governo de unidade com Gantz, que também incluísse seus aliados de sempre - os partidos ortodoxos Shas e Judaísmo da Torá Unida. Gantz, um centrista, não concordaria com um governo contendo "ultra-religioso de direita", nem Yisrael Beitenu, da Avigdor Liberman, que mantém o equilíbrio de poder entre Netanyahu e Gantz.
O partido de Liberman tem oito cadeiras e ele está pedindo um governo de unidade secular com Likud, Azul e Branco e Yisrael Beitenu. No entanto, Netanyahu se recusa a abandonar seus parceiros ultra-religiosos.
Agora, Gantz tem a chance de formar um governo.
O partido Azul e Branco disse na segunda-feira que construirá o "governo de unidade liberal, liderado por Benny Gantz, pelo qual o povo de Israel votou". No entanto, não será fácil.
Gantz manifestou vontade de formar um governo com Netanyahu, mas não se Netanyahu continuar liderando o Likud enquanto enfrenta sérias acusações de corrupção.
O Likud não mostra sinais de abandonar Netanyahu.
Gantz terá dificuldade em formar uma coalizão governamental sem o Likud e, se ele falhar, a maioria dos legisladores votará para endossar um terceiro candidato. Se isso der certo, Israel será forçado a uma terceira eleição.
Fonte: CPAD News

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Benjamin Netanyahu comemora vitória em Israel


Netanyahu aplaudiu seus apoiadores por garantir sua vitória diante de uma ‘mídia tendenciosa’

Alguns jornais noticiaram que as eleições em Israel foram um plebiscito sobre Benjamin Netanyahu permanecer ou não.  A verdade é que foi uma eleição bem apertada. O Azul e branco de Gantz declarou vitória antes do tempo.
Netanyahu passou parte do dia pessimista, mas depois o ânimo mudou. Escreveu em seu perfil do Twitter:
"O bloco de direita liderado pelo Likud obteve uma vitória clara. Agradeço aos cidadãos de Israel por sua confiança. Eu vou começar a formar um governo de direita com nossos parceiros naturais hoje à noite" (tradução livre).
Com 228.367 votos contados, o partido de Netanyahu (Likud), tinha 29% dos votos, comparado a 24% da Blue and White.  Com 820.000 cédulas computadas, o Likud esteva com 29% à frente do Blue and White que tinha 25%.
Quase duas horas da manhã em Israel as manchetes eram: Sondagens atualizadas mostram que Netanyahu se dirige para a vitória eleitoral; Netanyahu triunfante chega ao evento pós-eleitoral do Likud. Até que de fato veio o resultado: Vence o partido Likud, Netanyahu será mais uma vez o primeiro-ministro de Israel, como já havia anunciado o presidente Reuven Rivlin.
Netanyahu dirige-se à sua base do Likud em Tel Aviv, onde foi aplaudindo descontroladamente e com gente assobiando muito. Netanyahu aplaudiu seus apoiadores por garantir sua vitória diante de uma ‘mídia tendenciosa’. Netanyahu disse que vai formar um governo de direita, mas governará para todos.
(Com Conexão Política)

Fonte: JM Notícia

sábado, 29 de dezembro de 2018

Premiê de Israel aproveita folga para ir à praia no Rio de Janeiro

Benjamin Netanyahu passeou por Copacabana e Leme e jogou futebol com banhistas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, carinhosamente chamado pelo apelido de "Bibi" pelos israelenses,  já está se sentindo praticamente em casa. Ele aproveitou o sábado ensolarado para ir às praias de Copacabana e do Leme.
Enturmado, ele se arriscou no futebol com banhistas e foi até a pedra do Leme. Neste momento, seguranças que acompanhavam Netanyahu tentaram bloquear o acesso à pedra com grades de um dos quiosques, mas o dono do comércio não permitiu. Houve uma pequena confusão e banhistas reclamaram que ali era um local público.
Depois disso, o premiê e a esposa pararam em um quiosque da praia para beber e comer. Eles pediram batata frita, espetinho de frango e salada caprese.
Fonte: Pleno News

domingo, 10 de junho de 2018

Premiê espanhol é ateu e deseja “integrar muçulmanos” e remover o catolicismo das escolas

Pedro Sánchez negou-se a fazer o juramento de posse diante de um crucifixo ou uma Bíblia

O socialista Pedro Sánchez, declaradamente ateu, foi empossado como novo Primeiro Ministro da Espanha no início desse mês. Na cerimônia de posse já deixou bem clara sua posição em prol do "Estado laico" e negou-se a fazer o juramento diante de um crucifixo ou uma Bíblia, colocando a mão sobre uma cópia da Constituição.
Em seu juramento não havia menção a Deus. "Prometo, pela minha consciência e honra cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do governo, com lealdade ao rei, e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado", afirmou Sánchez no sábado.
Agora, a publicação católica The Tablet apresentou várias propostas do Partido Socialista que ele representa, acusando-os de ser anticatólicos, mas pró-Islã.
A revista salientou que Sánchez prometeu remover os símbolos religiosos das instituições, bem como acabar com o financiamento público para a Igreja Católica, que congrega a maioria da população do país (67%). Além disso, pretende remover a religião do currículo escolar.
Por outro lado, está fazendo acenos aos muçulmanos da Espanha, dizendo que dedicaria atenção especial à "plena incorporação de comunidades islâmicas ao projeto europeu e ao reconhecimento da contribuição árabe para a cultura europeia".
Em outras declarações, afirmou que não permitirá que "qualquer denominação religiosa tenha tratamento preferencial", embora diga que apoiará leis onde "as convicções e expressões ideológicas, religiosas, culturais e de gênero sejam respeitadas".
Sánchez falou à revista espanhola El Plural: "Sou ateu e acredito que a religião não deve estar nas salas de aula, deve ficar só nas igrejas. Nas salas de aula você tem que formar cidadania, não pessoas com crenças religiosas, algo que é da esfera privada."
Os líderes abertamente ateus têm aumentado na Europa nos últimos anos. França, Croácia e Grécia também tiveram políticos "não religiosos" no poder recentemente.
Evangélicos na Espanha
Os evangélicos, que são poucos no país, têm lutado contra os avanços da agenda socialista, que atinge diretamente as pautas morais. Ano passado, a Aliança Evangélica Espanhola fez uma campanha contra um projeto de lei que impedia os pais de opor-se à decisão dos filhos em passar por tratamento hormonal e cirurgias de mudança de sexo.
Os líderes evangélicos argumentavam que a crença de que "gênero fluido" é prejudicial, advertindo que o tratamento hormonal em crianças leva a "traumas profundos e irreversíveis".
Eles ainda não se manifestaram sobre as propostas de Pedro Sánchez.
Com informações Christian Post via Gospel Prime

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Premiê socialista da Espanha se nega a jurar sobre Bíblia em sua posse


A Bíblia Sagrada não fez parte do juramento de posse do primeiro-ministro, pela primeira vez na história da democracia espanhola.

Em sua posse no último sábado (2), Pedro Sánchez, do partido Socialista, dispensou os símbolos cristãos e jurou lealdade apenas diante da Constituição da Espanha.

No Palácio da Zarzuela, residência oficial do rei nos arredores de Madri, o socialista rompeu o protocolo adotado por todos os primeiros-ministros que governaram o país após a restauração da democracia, em 1975.

"Prometo, por minha consciência e honra, cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do Governo, com lealdade ao rei, e guardar e fazer cumprir a Constituição como norma fundamental do Estado, assim como manter segredo das deliberações do Conselho de Ministros", leu Sánchez, enquanto apoiava a mão direita num exemplar da Constituição de 1978.

O novo presidente se define como ateu e defende o fim do ensino religioso nos colégios públicos. Sánchez acredita que o Estado deve ser laico e completamente desvinculado de qualquer religião.

Após uma mudança introduzida pela Casa del Rey em 2014, foi concedida ao primeiro-ministro a liberdade de fazer o juramento com ou sem presença de símbolos religiosos. No entanto, os últimos governantes haviam optado por manter a tradição de ter Bíblia e crucifixo ao alcance.

Contexto político
A cerimônia de posse ocorreu após o conservador Mariano Rajoy ser forçado a deixar o cargo, diante da aprovação de uma moção de censura (ou de desconfiança) pelo Parlamento.

O Partido Popular do ex-premiê é alvo de um escândalo de caixa dois de campanha, com irregularidades que teriam ocorrido entre 1999 e 2005. Os parlamentares passaram a questionar o governo e Sánchez, que é secretário-geral do Partido Socialista, articulou a moção.

De acordo com a legislação espanhola, o partido que pede a censura do governante deve propor, simultaneamente, um nome para substituí-lo. Sánchez foi indicado e entrou para a história como o primeiro a assumir o cargo sem ser deputado.

Fonte: Guiame
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