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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Militares cristãos do Rio clamam por mudanças: ‘Só Deus pode curar o Brasil’



Militares cristãos que ofereceram tanto uma análise técnica da operação mais letal do Estado quanto uma reflexão espiritual.


Na última terça-feira (28), uma megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha levou o Rio de Janeiro a decretar estado de emergência. Após a reação da facção, que lançou bombas por meio de drones, o Rio se transformou em um cenário de guerra.

A Operação Contenção, que foi a mais letal da história do Estado, deixou 121 mortos, sendo 4 policiais (dois civis e dois militares do Bope).

As vias da cidade também sofreram um grande impacto, como a Avenida Brasil e a Linha Amarela. Escolas municipais e estaduais foram fechadas, unidades de saúde suspenderam o atendimento, igrejas cancelaram suas atividades e diversas linhas de ônibus tiveram seus trajetos desviados. 

Nas redes sociais, muitos chegaram a comparar as imagens das bombas com a guerra na Ucrânia e na Faixa de Gaza. 

Em meio à tensão que tomou conta do Rio de Janeiro, foram ouvidos militares da segurança pública que também compartilham da fé cristã, ressaltando a importância de unir fé e responsabilidade diante da crise.

Para um subtenente aposentado do BOPE, a operação foi "sangrenta, porém necessária". Ele avaliou que o cenário de violência é resultado de um "sistema corrompido e da falta de continuidade nas políticas públicas".

"É um momento de reflexão sobre o país que queremos deixar para nossos filhos. Isso exige fé em Deus, coragem e oração, mas também responsabilidade e ação", afirmou.

E continuou: "Homens são mais amantes de si mesmos do que de Deus e buscam associações para alcançar poder absoluto; com isso, pisam sobre a Constituição, sobre princípios e valores cristãos. Hoje não se vê o país com seus poderes Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando em harmonia; estão corrompidos".

"Hoje, talvez o remédio para o tratamento tenha que vir de fora. Porém, se o país se unir nas urnas, poderemos eleger novos políticos com capacidade de conter o avanço da corrupção nos poderes da União. É preciso, nós como cristãos, orar a Deus pelo nosso país", acrescentou.

Para outro subtenente da Polícia Militar, a megaoperação foi "extremamente necessária e positiva, uma vez que o Rio de Janeiro tem sido local de reuniões de traficantes de todo Brasil". 

"Positiva para que não haja um encorajamento dos novos jovens que pretendem entrar ou se deixam seduzir pelo crime", explicou ele.

Para o militar, a crise na segurança pública está ligada ao aparelhamento em todas as esferas do poder público. 

"No judiciário com vendas de sentença, e habeas corpus para criminosos. No legislativo, onde estão infiltrados para dar sustentação às ações criminosas através de influência e associação a outros órgãos do poder público. No executivo, que como administrador, não exerce o papel como deveria na área de segurança pública em prol do cidadão cumpridor das leis vigentes", disse ele.

No campo espiritual, ele destaca a importância da oração para resistir aos desafios e permanecer firme, citando a passagem bíblica de João 16:33: 

"'Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo. Jesus Cristo não aboliu a lei estabelecida. Como cristão devemos obedecer às autoridades constituídas e zelar pelo bem Espiritual e material do nosso próximo'".

Já um pastor, que atua como 3° sargento da Polícia Militar, declarou: "Com base no que disse o nosso Governador em Entrevista: 'A operação foi muito boa, apesar do ponto negativo de haver 04 dos nossos vindo a óbito'. Isso nos deixa muito tristes, apesar do resultado positivo".

E continuou: "Na minha visão, o cumprimento de promessas, a Bíblia está repleta de textos que falam da corrupção, Lucas 17 e Mateus 18. Temos as pedras do tropeço, que podem ser interpretadas como corrupção moral e espiritual. Creio que a corrupção, ligada ao 'ser amante de si mesmo', é algo tanto moral quanto espiritual, sendo o nosso maior problema".

 
Mais de 132 pessoas morreram na operação. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

Por fim, o pastor observou como acredita que a Igreja brasileira deve agir diante deste cenário:

"Orar seria a resposta mais comum, porém Jesus nos ensinou mais sobre comportamento do que sobre oração — isso deve nos dizer alguma coisa. Creio que a igreja precisa ser igreja: ser honesta sobre o dinheiro, desde a propina até a caneta não devolvida. A igreja não faz a diferença que poderia fazer porque a luz não brilha (Mt 5.16). O mundo precisa ver as boas obras; atos e ações devem falar por aqueles que representam. Vamos aos montes orar, participar de congressos de ativação espiritual em busca de algo extraordinário, mas isso deveria se refletir quando nos relacionamos com os outros — no ordinário do dia a dia. Não damos de comer, nem de beber, nem doamos agasalhos, nem visitamos presídios, etc. É necessário cuidar também dos elementos pessoais, e não apenas do coletivo".

"Precisamos ser igreja e dar lugar às ações ordinárias da vida, nas quais o Espírito Santo deseja nos conduzir", concluiu.

A megaoperação no Rio

Na manhã desta quarta-feira (29), a Praça da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, amanheceu com uma fila de corpos cobertos por lonas.

Segundo a CNN Brasil, mais de 60 corpos teriam sido retirados por moradores da área de mata do Complexo da Penha durante a madrugada.

No entanto, até o momento, os órgãos oficiais não confirmaram se esses corpos já estão incluídos no balanço final da operação.

 
Mesa com autoridades do Estado do Rio de Janeiro durante coletiva de imprensa sobre a Operação Contenção na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

A megaoperação foi uma ação conjunta das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança, foi resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

Conforme a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, a operação teve como principal objetivo conter a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes e líderes da facção.

Entre os alvos, 30 seriam criminosos vindos de outros estados — especialmente do Pará — que estariam escondidos nas comunidades alvo da ação.

Além das mortes registradas, a operação resultou na prisão de 81 pessoas, entre elas Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho (CV) no Complexo da Penha e braço direito do chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, o "Doca" ou "Urso".

Os militares também apreenderam 93 fuzis, número que supera o total mensal de apreensões dessa arma em quase todos os meses do ano, aproximando-se de um recorde histórico.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Filha de pastores sobrevive a síndrome rara e diz: “Deus tem um propósito na minha vida”



Raquel Soares Folly foi diagnosticada com síndrome de Steven Johnson e quase perdeu a vida.


Raquel Soares Folly passou 34 dias internada e quase perdeu a vida após ser diagnosticada com síndrome de Steven Johnson, em dezembro de 2023. Hoje, ela está curada e desfruta da bondade de Deus.

A jovem, de 26 anos, mora em Macaé, no Rio de Janeiro. No dia 16 de novembro, Raquel se sentiu mal no trabalho e percebeu manchas vermelhas pelo corpo.

No dia seguinte, seu rosto estava inchado e as manchas pioraram. Seus pais, Marcos Antônio Folly e Simone Soares da Silva Folly — pastores da Igreja Sara Nossa Terra da região — a acompanharam até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Lá, os médicos desconfiaram de uma doença chamada “Steven Johnson”. Dois dias depois, começaram a aparecer bolhas no corpo de Raquel e ela foi levada para o “Hospital Público Municipal Dr. Fernando Pereira da Silva” (HPM), de Macaé. 

A partir deste momento, o quadro da jovem piorou. Ela tinha feridas por todo o corpo, que também eram internas.

Como ela não conseguia falar e se alimentar, os médicos lhe colocaram uma sonda. No entanto, Raquel começou a vomitar sangue porque as bolhas internas estavam estourando.

Depois de quase sufocar em duas ocasiões, os médicos decidiram entubá-la para liberar as vias aéreas e ela foi transferida para o CTI.


Raquel Soares Folly. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Em entrevista ao Guiame, Raquel disse: “Fiquei assustada. Eu não podia falar e tentava me comunicar com gestos, às vezes era difícil as pessoas entenderem”.

Segundo a mãe, Raquel contraiu a alergia após fazer uso de uma medicação para TDAH, durante 23 dias.

Durante estes dias, essa foi a única coisa nova que entrou em sua vida. E geralmente, esta alergia é causada por medicação”, explicou Simone.

E continuou: “À princípio, eu e meu esposo não sabíamos o que era. Procuramos na Internet e vimos que eram erupções na pele. Ver na Internet é uma coisa, olhar minha filha daquela forma me fez chorar. Mas, sequei as lágrimas para dar forças a ela. O médico de plantão me disse: ‘É grave e pode piorar’”.

Corrente de oração 

Enquanto a filha estava na enfermaria, Simone mobilizou a igreja para interceder por ela:

Quando o médico disse que era grave e poderia piorar, eu e meu esposo recebemos a direção de Deus de fazer uma corrente de oração. Compartilhamos a situação de Raquel e pedimos orações por ela. Todos os dias, enviamos notícias da Raquel especificando qual a necessidade de oração daquele dia”. 

Diariamente, mesmo ela estando sedada, orávamos e cantávamos louvores. A nossa igreja fez dois momentos de oração no hospital onde recebemos pessoas de outras denominações”, acrescentou. 


Cristãos orando no hospital. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Os médicos informaram que eles estavam fazendo tudo que era possível. Raquel ficou entubada até o dia 23 de novembro e no dia seguinte, começou o processo de “troca de pele”: 

As lesões são como uma queimadura de segundo grau por todo corpo. Foi feito um tratamento a laser e uma dentista também fazia o tratamento a laser por toda parte bucal”, relatou a mãe.

No dia 2 de dezembro, as feridas começaram a cicatrizar. Segundo a equipe médica, o processo de cicatrização foi rápido. “Foi surpreendente. Milagre, é o que ouvíamos”, disse Simone.

Complicações no hospital 

Os pais pensaram que o quadro de Raquel estava melhorando. No entanto, ela desenvolveu uma anemia e precisou fazer três transfusões de sangue.

No dia 4 de dezembro, quando eles chegaram para visita, encontraram Raquel novamente entubada com pneumonia nos dois pulmões.

A jovem passou oito dias entubada até que surpreendeu os médicos — que mais uma vez afirmaram ter acontecido um milagre — pois no dia 11, Raquel já estava com os pulmões limpos.

A jovem, que aceitou Jesus aos 12 anos, afirmou que apesar das circunstâncias, não perdeu a fé.

Teve momentos que fiquei triste querendo ir logo para casa e voltar para minha rotina. Mas, mesmo triste, eu confiava em Deus e sabia que no fim iria sair dessa situação”, declarou ela.

A equipe médica precisou baixar a imunidade da jovem para que o corpo dela parasse de reagir a alergia. Com isso, Raquel pegou uma bactéria no hospital que gerou uma pneumonia. 

Depois de superar diversas complicações e passar 29 dias no CTI, Raquel recebeu alta do hospital no dia 21 de dezembro.

Foi um momento de alegria pois estava ansiosa para ir para casa e ficar no meio das pessoas que amo. Tenho testemunhado o quanto Deus me ama. Ele tem um propósito na minha vida e eu vou cumprir”, contou Raquel.

Raquel Soares Folly. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Recuperação 

Hoje, Raquel está fazendo uma série de tratamentos em casa e continua apresentando melhoras. 

Ainda estou com muitas lesões na pele, a dermatologista pediu para evitar o toque de pessoas por risco de infecção na pele, principalmente no rosto, costas e mãos. Estou com dificuldades para movimentar a mão e o braço direito, dói muito. Também estou fazendo um tratamento na vista esquerda, pois a alergia deu uma conjuntivite”. 

E continuou: “Faço fisioterapia porque perdi massa muscular e fui encaminhada para cardiologista por estar com o batimento cardíaco alto. Porém, a cada dia estou me fortalecendo”.

Ter ela hoje conosco é maravilhoso porque vimos a resposta de Deus em cada necessidade que colocamos diante dele”, relatou Simone.

A mãe agradeceu a equipe do hospital onde “viram a mão de Deus”, cuidando de sua filha.

Depois desse milagre, sinto mais o amor do Senhor. Não tem como ser a mesma pessoa depois dessa experiência. Meu desejo é ser cada vez mais um instrumento nas mãos de Deus”, disse Raquel.

A jovem concluiu com uma mensagem para todos que enfrentam dificuldades: “Nunca deixem de confiar em Deus independente da situação. Ele tem um tempo e uma missão para cada pessoa. E ainda que não conseguimos entender o porquê, lá na frente eu creio que veremos o propósito”.


Fonte: Guiame

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Atriz de ‘Quarto de Guerra’ fala sobre o caráter de Deus: “Ele é imutável”



Karen Abercrombie orientou a todos a buscar um aprofundamento na identidade de Deus enquanto falou sobre sua nova série cristã "Eleanor's Bench".


Desde o sucesso do filme cristão "Quarto de Guerra" em 2015, a atriz Karen Abercrombie, que interpretou Clara, está em uma missão para realizar projetos que honram a Deus.

Sua última série, "Eleanor’s Bench", não é exceção.

A produção conta a história de Eleanor, uma advogada que retorna ao seu bairro de origem e se dedica a lutar por uma causa infantil.

À medida que a advogada enfrenta novos desafios, seu relacionamento com Deus evolui. A série oferece uma narrativa poderosa sobre a fé, a esperança e os desafios da vida.

"Eleanor’s Bench" estreou no dia 30 de junho e é transmitida na plataforma de streaming Pure Flix, nos Estados Unidos.

O caráter de Deus

Em uma entrevista ao Christian Post, Karen contou que a série aborda questões que muitas pessoas enfrentam atualmente, incluindo uma crise de fé e um senso de distância de Deus durante tempos difíceis.

"Há pessoas que se afastaram de sua fé quando as coisas estão ficando difíceis. Tudo tem sido difícil e está ficando mais difícil, e as pessoas estão apenas sentindo que Deus está distante ou que Ele não se importa mais quando de fato Ele se importa", disse ela.

"Mas vivemos na Terra, é um lugar caído, e vamos ter nossas lutas. À medida que eles assistem a Eleanor se voltar para esse amor e essa direção, esse relacionamento com Deus, acho que vai impactar muitas pessoas", acrescentou Karen.

A atriz compartilhou alguns de seus momentos de dúvida onde questionou a bondade de Deus. Contudo, ela informou que aprendeu que o amor do Senhor permanece constante, apesar da fragilidade humana.

"Deus é um Deus imutável. Ele é o mesmo ontem, hoje e amanhã. Ele sempre nos olha com um amor que nunca muda. Ele não poderia amar nenhum de nós uma gota a mais. Então é por isso que Ele deu livremente seu único Filho, o Cordeiro puro e imperfeito, por nós", declarou ela.

"Estamos indo e voltando. Somos falhos. Mas Ele é sempre constante", acrescentou ela.

Aprendendo mais sobre Jesus

De acordo com o Christian Post, Karen explicou que a partir do momento que abriu sua casa para acolher crianças adotivas, aprendeu mais sobre Jesus:

"Haverá altos e baixos, e você tem que ter a paciência que só Deus pode lhe dar. Especialmente quando é alguém fora da sua unidade, você quer que o Senhor lhe ajude a moldar seu coração para que você ame e vá além. Não teríamos aprendido essas coisas se não tivéssemos aberto nossa porta para ser uma família adotiva".

A atriz tem esperança de que o público também abra o coração para a adoção de crianças. Segundo ela, a prevalência de crianças no sistema de adoção é provocada por fatores como abuso de substâncias, abandono parental e instabilidade financeira.

Recentemente, Karen participou do filme "Guardiões da Galáxia" ao lado de Chris Pratt. Ela também está por trás da produtora "Earth Mother Entertainment".

Karen afirmou que independente do papel que interprete em uma produção cinematográfica, ela se esforça para honrar a Deus com seus dons e revelou que "em oração" considera todos os projetos.

"A vida é real, a vida é corajosa, é suja, é bagunçada, mas não vou promover nada que não honre a Deus", declarou ela.

Karen encorajou o público que luta com questões de fé e dúvida a se aprofundar na Bíblia e na oração, alertando que um relacionamento mais sólido com Deus levará a uma compreensão mais consciente de seu propósito e identidade.

"Se apenas nos abrirmos e permitirmos que Ele trabalhe através de nós, se lhe dermos o manto de nossos corações, entenderemos melhor quem somos porque nossa verdadeira identidade está Nele", concluiu ela.




Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post via Folha Gospel

terça-feira, 25 de abril de 2023

Preocupado, Elon Musk diz que fundador do Google quer criar um ‘deus digital’

O empresário Elon Musk afirmou que , um dos fundadores do Google, queria aprimorar a inteligência artificial ao ponto que essa tecnologia se tornasse um "deus digital".

Elon Musk é atualmente uma das figuras mais influentes do mundo. Bilionário, fundador e dono de empresas inovadoras como a montadora de carros Tesla e da exploradora espacial SpaceX, é também o atual proprietário do Twitter e forte defensor da liberdade de expressão.

Durante uma entrevista ao principal programa de TV dos Estados Unidos, ele afirmou ao apresentador Tucker Carlson que Larry Page contou a ele que trabalhava com o objetivo de construir uma inteligência artificial (IA) que extrapolasse todos os parâmetros. Musk definiu o projeto como um "deus digital".

A conversa teria ocorrido durante uma visita feita pelo próprio Musk à casa de Larry Page em Palo Alto, Califórnia, quando os dois eram "amigos íntimos": "Eu falava com ele tarde da noite sobre segurança de IA, e pelo menos minha percepção era que Larry não estava levando a segurança de IA a sério o suficiente", relembrou.

A descrição de Elon Musk sobre o projeto de Page bate com o relato de Mo Gawdat, que foi líder da divisão de IA do Google. Logo após deixar a empresa, ele afirmou que estava assustado com os projetos que já estavam sendo desenvolvidos: "A realidade dos fatos é: nós estamos criando deus", enfatizou.

De acordo com informações do portal The Christian Post, Elon Musk relembrou na entrevista a Carlson que existe uma série de declarações públicas feitas por Larry Page ao longo dos anos, mostrando que "todo o objetivo do Google é o que é chamado de AGI, inteligência artificial geral ou super inteligência artificial".

Durante o diálogo com Musk, Page teria reagido de forma negativa, afirmando que o dono da Tesla seria um "especista", termo usado de forma pejorativa para definir pessoas que entendem que a humanidade tem supremacia sobre outras espécies animais.

"Havia testemunhas, eu não era o único lá quando ele me chamou de 'especista'. E então, eu fiquei tipo, 'OK, é isso, sim, eu sou um 'especista', OK? Você me pegou'", acrescentou Musk, descrevendo sua reação.

"Concordo com ele que há um grande potencial [na inteligência artificial] para o bem, mas também para o mal. E então, se você tem alguma nova tecnologia radical, você quer tentar tomar um conjunto de ações que maximizem a probabilidade de que ela faça coisas boas e minimizem a probabilidade de que ela faça coisas ruins", insistiu Musk, explicando os motivos de sua preocupação com o assunto.

"Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: 'Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra'" –Gênesis 1:27,28.

Fonte: Gospel+

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Cristão bilionário abre mão da sua empresa: ‘Deus era o verdadeiro dono’

O empresário David Green, 80 anos, é um cristão que se tornou bilionário com a empresa que fundou, Hobby Lobby, uma rede varejista de decoração e artesanatos que é bastante popular nos Estados Unidos.

Em um artigo recente, o CEO diz ter aberto mão de sua empresa por ter entendido que é o mordomo das bençãos que Deus deu a ele, e por isso, optou por colocar seu coração n’Ele: "Escolhi Deus".

Green fundou a Hobby Lobby em 1972, no estado americano de Oklahoma. Ao longo das décadas, a empresa se tornou uma das maiores nos EUA. No ano passado, por exemplo, teve uma receita de US$ 6,4 bilhões.

Em seu relato à Fox News, o empresário lembrou que no início da década de 1980, passou por um período em que ficou "orgulhoso" e quase perdeu seu negócio: "Deus tinha que me mostrar que era Ele quem garantia o sucesso. A Bíblia diz em Deuteronômio 8:18 que é Deus quem nos dá a capacidade de fazer riqueza", afirmou.

Em contraponto, ele contou que hoje entende a iniciativa de empresários que abrem mão de suas empresas, e citou o exemplo do fundador da marca de roupas "Patagonia", Yvon Chouinard, que doou seu negócio para usar os lucros em programas para minimizar a mudança climática.

"Eu experimentei um processo de tomada de decisão semelhante com minha propriedade da Hobby Lobby. Eu escolhi Deus", disse Green. "Minha fonte de verdade sempre foi a oração e a Bíblia. Eu realmente acredito que se os líderes orarem e buscarem a verdade na Bíblia, seus negócios serão revolucionados", acrescentou.

'Deus deu os resultados'

No artigo para a Fox News, ele contou que na prática não é mais proprietário da Hobby Lobby, já que 100% das ações com direito a voto da empresa foram transferidas para um fundo, e a "administração" pode ficar a cargo de pessoas contratadas.

"Como proprietário, existem certos direitos e responsabilidades, incluindo o direito de vender a empresa e manter os lucros para você e sua família. À medida que nossa empresa crescia, essa ideia começou a me incomodar cada vez mais", revelou.

Green percebeu que não deveria usar os lucros apenas para seu benefício e de sua família: "Advogados e contadores bem-intencionados me aconselharam a simplesmente passar a propriedade para os meus filhos e netos. Não me parecia justo que eu pudesse mudar ou mesmo arruinar o futuro de netos que ainda nem tinham nascido".

O empresário disse que enquanto pensava em sua decisão percebeu que todo o seu sucesso advém de Deus: "Trabalhamos muito e Deus deu os resultados. Como fomos abençoados por Deus, vimos como um grande privilégio poder retribuir. Temos conseguido levar esperança apoiando ministérios e plantação de igrejas em todo o mundo".

Toda essa reflexão o levou a um senso de propósito maior que o permitiu "perceber que eu era apenas um mordomo, um administrador do que Deus havia me confiado".

"Deus era o verdadeiro dono do meu negócio. Acredito que Deus é quem garante o sucesso, e com ele a responsabilidade de ser um bom gestor" concluiu o empresário.

Fonte: Gospel+

segunda-feira, 25 de julho de 2022

“Deus é glorificado mesmo no meio das horas mais sombrias da Ucrânia”, diz missionária

A missionária ucraniana Mariana Laskava fala sobre sua experiência de deixar Kiev e continuar servindo aos refugiados.


Mariana Laskava é ucraniana. Ela serve como missionária na Word of Life, uma missão com um instituto bíblico sediado perto de Kyiv.

Ela teve que fugir rapidamente, com uma pequena mala, por causa da ameaça de bombardeios que estavam prestes a começar na capital do país.

Depois de alguns meses servindo entre os refugiados ucranianos, Mariana conseguiu viajar para a Espanha, onde também participará de acampamentos neste verão.

Em setembro, ela espera retornar a Kiev, para servir na escola bíblica, onde acompanha os alunos à medida que crescem em sua jornada de fé e também trabalha como tradutora para vários professores de inglês e espanhol.

O site de notícias espanhol Protestante Digital conversou com ela sobre como ela está enfrentando esse conflito e a situação atual de seu país.

Leia a entrevista abaixo:

Pergunta. Que tipo de trabalho você faz e como era o dia-a-dia no colégio bíblico antes da guerra?

Resposta.. Sou missionária em tempo integral na Word of Life Ucrânia, uma missão que trabalha com jovens com foco em evangelismo, mas também temos um instituto bíblico.

Todos os anos, em setembro, um grupo de 30-50 jovens vem de diferentes países, tanto da Ucrânia como de países vizinhos, para estudar a Bíblia e viver no instituto por um ou dois anos.

Nós os orientamos em seus estudos, ajudando-os a aprender a desenvolver seus ministérios, encorajando-os no evangelismo – fazemos muito evangelismo de rua nas ruas de Kyiv – e ajudando-os a crescer em sua vida cristã, tanto por meio de treinamento quanto por o exemplo que eles podem ter de nós.

Passamos tempo com nossos alunos e construímos um relacionamento profundo com eles.


Uma propriedade Ucrânia tornou-se um ponto chave para a distribuição de ajuda e alimentos.

P. Você trabalha principalmente com jovens?

R. Os alunos geralmente ingressam no instituto bíblico depois de terminar o ensino médio, antes de ingressar na universidade, então geralmente têm entre 17 e 19 anos.

Em dois anos eles são treinados na Bíblia e na vida cristã no centro que temos lá, para que possam então desenvolver seu trabalho ou missão futura.

P. Todo este trabalho foi interrompido em fevereiro com a invasão russa . Como você experimentou isso?

R. Em dezembro, quando a Rússia começou a montar tropas na fronteira, os noticiários da TV já falavam sobre a possível invasão.

Nós, como missão, estávamos orando para que isso não acontecesse. Mas duas semanas antes do início da guerra, pedimos aos alunos que saíssem. Mudamos o feriado que costumavam ter em março para o início de fevereiro, pois a situação estava ficando tensa.

A liderança da missão nos Estados Unidos nos pediu para fazer as malas caso tivéssemos que evacuar.

No dia anterior à invasão nos chamaram para sairmos com urgência, que tínhamos 40 minutos para nos prepararmos para a evacuação de emergência.

Muitas pessoas na equipe não esperavam que isso acontecesse. Achei que poderia acontecer, por causa do acúmulo de soldados na fronteira.

P. Como você fugiu?

R. Foi tudo muito traumático, o que vivenciamos naquele dia e o que muitos vivenciaram nos dias seguintes.

Saímos rapidamente porque fomos avisados ​​de que o bombardeio de Kyiv começaria naquela noite, mas só podíamos levar uma pequena mala.

É difícil, porque você não pode colocar sua vida em uma mala, e você sai de casa correndo o risco de ser bombardeado. Você também deixa sua família lá, pessoas que você ama, que não saem do país, mas confiando que estão nas mãos do Senhor.

Foi um choque, algo que testou muito nossa fé. Foi traumático.

P. Você está agora na Espanha, mas qual foi sua viagem durante esses meses?

R. Estou agora na Espanha e muitas pessoas cuidam de mim. Mas quando a guerra começou fomos para a Hungria, para a propriedade que a missão tem lá.

Então, uma semana depois, parte da equipe foi para a Romênia, onde a missão começou a receber refugiados vindos da Ucrânia.

Em dois meses recebemos cerca de uma centena de pessoas que estávamos ajudando e servindo.

P. Quais são seus planos para o futuro, você acha que poderá retornar à Ucrânia?

R. A maioria de nossos missionários já retornou à Ucrânia. Os homens ficaram e durante esses meses prestaram tanto serviço, distribuindo alimentos e ajudando, até arriscando a vida.

As mulheres e crianças partiram, e algumas ainda estão em outras partes da Europa. Estou planejando ir para um acampamento na República Tcheca em agosto, e depois talvez voltar para a Ucrânia para continuar o trabalho na missão.

P. Atualmente você tem família na Ucrânia?

R. Sim, minha mãe, meu irmão e sua esposa não queriam ir embora. Eles estavam em risco em Kyiv, mas Deus cuidou deles, orei muito por eles e ainda estamos em constante comunicação.

P. Quando você enfrenta uma situação tão inesperada e complicada, o que você aprende sobre Deus e seu relacionamento com Ele?

R. Quando você entra em uma tempestade como uma guerra, se você tem um relacionamento próximo com Deus, você atravessa a tempestade segurando algo estável.

As emoções, os traumas que você passa podem ser muito prejudiciais, mas se você se apegar a Deus, a verdadeira Torre Forte, você pode conhecer ainda mais o Senhor.

Trabalho em aconselhamento pessoal e agora minha compreensão de como ajudar aqueles que sofrem é maior. Já que passei por tanto sofrimento, agora posso entender melhor essa situação.

Deus está abrindo portas, quando você tem um bom relacionamento com Ele, você sai mais forte, mas se o relacionamento não for bom, a situação pode levar você a ser esmagado.

P. Novas oportunidades de ministério foram abertas?

R. Nesta tempestade, conseguimos levar o evangelho a muitas pessoas. Nos lugares onde ficaram sem casa, sem recursos, 90% dos voluntários que trabalham na Ucrânia são cristãos.

Um grande testemunho está sendo dado. Nós como missão ajudamos trazendo bens, comida, roupas, água, pão, evacuando pessoas… E todas as oportunidades foram aproveitadas para pregar o evangelho.

Estamos envolvidos em algo grande, porque neste tempo cerca de 5.000 pessoas ouviram o evangelho através de nossos missionários.


A equipe do Word of Life tem ajudado nas evacuações, e esse trabalho continuou na área de Donbas, onde o conflito armado continua.

P. Como você acha que o país está lidando com esse fardo? Como as pessoas reagem entre aqueles que ainda não conhecem a Deus?

R. Tanto quanto eu entendo daqueles que estão trabalhando nas igrejas dando comida e ajuda, as igrejas estão se enchendo de pessoas que não conhecem a Cristo.

Uma igreja em Kiev que eu conheço bem está realizando as reuniões do lado de fora do prédio da igreja, porque lá dentro há espaço para cerca de 80 pessoas e há cultos onde eles têm mais de 300 pessoas participando. Eles estão fazendo atividades para crianças, para mulheres.

Tenho visto igrejas celebrando batismos. Assim, Deus é glorificado mesmo no meio das horas mais sombrias do nosso país.

P. Por que é importante ter Deus em sua vida em uma crise como essa?

A. A vida flui de Deus e em Sua presença há plenitude de alegria.

Se alguém quer viver uma provação com a força e a alegria do Senhor, deve confiar nEle, porque mesmo permitindo essa provação, Ele está trabalhando em nossos corações, suprindo as necessidades, nos ensinando e nos colocando onde precisamos ser.

Quando você confia em Deus você pode ver tudo isso, mas se você não tem Deus, você só pode ver as coisas ruins. Se alguém está perto de Deus, pode ver a obra de Deus em meio a grande dificuldade.

P. Com o passar do tempo, parece que perdemos a sensibilidade em relação à Ucrânia. Como podemos ajudar você e seu país?

R. Existem várias maneiras. É muito importante orar. Nossos soldados testificam que Deus está guardando suas vidas. Você precisa orar para que a guerra termine, para que as bombas não caiam onde o povo está, e que Deus preserve nosso país.

Você pode orar para que o evangelho continue a ser pregado e que muitos se tornem filhos de Deus.

Também pode ajudar nas finanças, através de diferentes entidades.

E a terceira via seria, quando a guerra terminasse, a constituição de equipes de trabalho para ajudar na reconstrução das casas e das infraestruturas.

Fonte: Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

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