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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Filha de pastores sobrevive a síndrome rara e diz: “Deus tem um propósito na minha vida”



Raquel Soares Folly foi diagnosticada com síndrome de Steven Johnson e quase perdeu a vida.


Raquel Soares Folly passou 34 dias internada e quase perdeu a vida após ser diagnosticada com síndrome de Steven Johnson, em dezembro de 2023. Hoje, ela está curada e desfruta da bondade de Deus.

A jovem, de 26 anos, mora em Macaé, no Rio de Janeiro. No dia 16 de novembro, Raquel se sentiu mal no trabalho e percebeu manchas vermelhas pelo corpo.

No dia seguinte, seu rosto estava inchado e as manchas pioraram. Seus pais, Marcos Antônio Folly e Simone Soares da Silva Folly — pastores da Igreja Sara Nossa Terra da região — a acompanharam até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Lá, os médicos desconfiaram de uma doença chamada “Steven Johnson”. Dois dias depois, começaram a aparecer bolhas no corpo de Raquel e ela foi levada para o “Hospital Público Municipal Dr. Fernando Pereira da Silva” (HPM), de Macaé. 

A partir deste momento, o quadro da jovem piorou. Ela tinha feridas por todo o corpo, que também eram internas.

Como ela não conseguia falar e se alimentar, os médicos lhe colocaram uma sonda. No entanto, Raquel começou a vomitar sangue porque as bolhas internas estavam estourando.

Depois de quase sufocar em duas ocasiões, os médicos decidiram entubá-la para liberar as vias aéreas e ela foi transferida para o CTI.


Raquel Soares Folly. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Em entrevista ao Guiame, Raquel disse: “Fiquei assustada. Eu não podia falar e tentava me comunicar com gestos, às vezes era difícil as pessoas entenderem”.

Segundo a mãe, Raquel contraiu a alergia após fazer uso de uma medicação para TDAH, durante 23 dias.

Durante estes dias, essa foi a única coisa nova que entrou em sua vida. E geralmente, esta alergia é causada por medicação”, explicou Simone.

E continuou: “À princípio, eu e meu esposo não sabíamos o que era. Procuramos na Internet e vimos que eram erupções na pele. Ver na Internet é uma coisa, olhar minha filha daquela forma me fez chorar. Mas, sequei as lágrimas para dar forças a ela. O médico de plantão me disse: ‘É grave e pode piorar’”.

Corrente de oração 

Enquanto a filha estava na enfermaria, Simone mobilizou a igreja para interceder por ela:

Quando o médico disse que era grave e poderia piorar, eu e meu esposo recebemos a direção de Deus de fazer uma corrente de oração. Compartilhamos a situação de Raquel e pedimos orações por ela. Todos os dias, enviamos notícias da Raquel especificando qual a necessidade de oração daquele dia”. 

Diariamente, mesmo ela estando sedada, orávamos e cantávamos louvores. A nossa igreja fez dois momentos de oração no hospital onde recebemos pessoas de outras denominações”, acrescentou. 


Cristãos orando no hospital. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Os médicos informaram que eles estavam fazendo tudo que era possível. Raquel ficou entubada até o dia 23 de novembro e no dia seguinte, começou o processo de “troca de pele”: 

As lesões são como uma queimadura de segundo grau por todo corpo. Foi feito um tratamento a laser e uma dentista também fazia o tratamento a laser por toda parte bucal”, relatou a mãe.

No dia 2 de dezembro, as feridas começaram a cicatrizar. Segundo a equipe médica, o processo de cicatrização foi rápido. “Foi surpreendente. Milagre, é o que ouvíamos”, disse Simone.

Complicações no hospital 

Os pais pensaram que o quadro de Raquel estava melhorando. No entanto, ela desenvolveu uma anemia e precisou fazer três transfusões de sangue.

No dia 4 de dezembro, quando eles chegaram para visita, encontraram Raquel novamente entubada com pneumonia nos dois pulmões.

A jovem passou oito dias entubada até que surpreendeu os médicos — que mais uma vez afirmaram ter acontecido um milagre — pois no dia 11, Raquel já estava com os pulmões limpos.

A jovem, que aceitou Jesus aos 12 anos, afirmou que apesar das circunstâncias, não perdeu a fé.

Teve momentos que fiquei triste querendo ir logo para casa e voltar para minha rotina. Mas, mesmo triste, eu confiava em Deus e sabia que no fim iria sair dessa situação”, declarou ela.

A equipe médica precisou baixar a imunidade da jovem para que o corpo dela parasse de reagir a alergia. Com isso, Raquel pegou uma bactéria no hospital que gerou uma pneumonia. 

Depois de superar diversas complicações e passar 29 dias no CTI, Raquel recebeu alta do hospital no dia 21 de dezembro.

Foi um momento de alegria pois estava ansiosa para ir para casa e ficar no meio das pessoas que amo. Tenho testemunhado o quanto Deus me ama. Ele tem um propósito na minha vida e eu vou cumprir”, contou Raquel.

Raquel Soares Folly. (Foto: Arquivo pessoal concedido ao Guiame)

Recuperação 

Hoje, Raquel está fazendo uma série de tratamentos em casa e continua apresentando melhoras. 

Ainda estou com muitas lesões na pele, a dermatologista pediu para evitar o toque de pessoas por risco de infecção na pele, principalmente no rosto, costas e mãos. Estou com dificuldades para movimentar a mão e o braço direito, dói muito. Também estou fazendo um tratamento na vista esquerda, pois a alergia deu uma conjuntivite”. 

E continuou: “Faço fisioterapia porque perdi massa muscular e fui encaminhada para cardiologista por estar com o batimento cardíaco alto. Porém, a cada dia estou me fortalecendo”.

Ter ela hoje conosco é maravilhoso porque vimos a resposta de Deus em cada necessidade que colocamos diante dele”, relatou Simone.

A mãe agradeceu a equipe do hospital onde “viram a mão de Deus”, cuidando de sua filha.

Depois desse milagre, sinto mais o amor do Senhor. Não tem como ser a mesma pessoa depois dessa experiência. Meu desejo é ser cada vez mais um instrumento nas mãos de Deus”, disse Raquel.

A jovem concluiu com uma mensagem para todos que enfrentam dificuldades: “Nunca deixem de confiar em Deus independente da situação. Ele tem um tempo e uma missão para cada pessoa. E ainda que não conseguimos entender o porquê, lá na frente eu creio que veremos o propósito”.


Fonte: Guiame

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Tema de 2024 - AD Cubatão SP - Propósito, Santificação e Posicionamento


AD Cubatão SP - Tema 2024 - Propósito, Santificação e Posicionamento.

sábado, 16 de julho de 2022

Casal cristão dá o primeiro beijo no altar e incentiva: “Tudo cooperou para o bem”

Se manter fiel aos propósitos de Deus para a vida amorosa não é algo fácil na geração atual, considerando a grande banalização da sexualidade e do próprio significado espiritual do casamento. Porém, para o casal cristão Wagner de Souza, de 25 anos, e Kelly Queiroz, de 29 anos, essa realidade não os impediu de agir diferente.

Isso porque, os noivos, desde que assumiram o namoro na igreja onde congregam, em Campo Grande, resolveram não ter qualquer tipo de intimidade antes do casamento, nem mesmo o beijo.

Antes do relacionamento, Kelly nem chegou a imaginar algo do tipo com Wagner. Ela contou como ambos se conheceram. "Ele foi para a minha igreja, começou a frequentar e ficamos no mesmo círculo de amigos. Ele demonstrava interesse em mim, mas para mim era sem chance", contou.

Professora de arte e dança, Kelly se converteu a Cristo há seis anos. A sua nova vida lhe fez elaborar uma lista de requisitos para um novo relacionamento, incluindo a opção da pureza sexual até o casamento.

"Antes de conhecer Jesus tive outros relacionamentos e quando terminei o último decidi me guardar", disse ela, lembrando de quando a visão sobre Wagner começou a mudar, aos poucos. Era Deus começando a trabalhar na vida do casal cristão.

"Comecei a enxergar umas coisas, porque eu tenho uma lista de marido pelo qual eu orava: um homem de Deus que cuidasse de mim, gostasse de artes e que tivesse disposto a dar a vida por mim", disse ela.

"Quando comecei a enxergar isso não falei para ninguém. Só para minha líder e orei alguns meses sem ele saber", completou. A troca de interesses virou namoro em setembro de 2021, até que ambos se casaram no último dia 9 desse mês, segundo o Campo Grande News.

Agora casada, Kelly comentou sobre a decisão do casal de dar o primeiro beijo apenas no altar.

"É a parte mais trabalhosa, porque é um novo jeito, é a disponibilidade para o diferente e se adaptar. Não é difícil ficar sem beijar e tudo cooperou para o bem, porque estávamos no mesmo propósito", observou.

Fonte: Gospel+

domingo, 2 de janeiro de 2022

Relacionamento com Deus está entre os propósitos para 2022, revela pesquisa


Saúde, fé e finanças são os três tópicos mais comuns dos propósitos de ano novo, de acordo com uma nova pesquisa da Lifeway Research.


Um relacionamento com Deus está entre os três assuntos mais comuns nos propósitos de Ano Novo, além de saúde e finanças, especialmente entre os americanos mais jovens, de acordo com uma nova pesquisa da Lifeway Research.

A pesquisa online, questionou 1.005 americanos sobre os tópicos que eles "abordaram com um propósito de ano novo no passado". A pesquisa, realizada entre 3 e 14 de setembro, teve margem de erro de mais ou menos 3,3 pontos percentuais.

A pesquisa Lifeway Research descobriu que 44% dos entrevistados disseram que já fizeram um propósito sobre sua saúde no passado. Além disso, 29% disseram que fizeram um propósito sobre seu relacionamento com Deus, e outros 29% fizeram um propósito sobre suas finanças.

Aqueles com idades entre 18-34 (35%) e 35-49 (35%) eram mais propensos a fazer da fé o assunto de seus propósitos de Ano Novo do que aqueles com 50-64 (25%) e 65 anos ou mais (17%).

Cerca de metade (48%) dos cristãos que assistem a um culto de adoração pelo menos quatro vezes por mês disseram que fizeram um propósito sobre seu relacionamento com Deus. Em contraste, apenas 20% dos que frequentam menos de uma vez por mês o fazem.

Os americanos negros (41%) são mais propensos a ter feito um propósito sobre Deus do que os americanos brancos (27%), e os não afiliados religiosamente eram muito mais propensos a ter feito um propósito sobre dinheiro (36%), tempo (29%) ou trabalho (22%) do que sobre Deus (14%).

"Os propósitos de ano novo refletem as mudanças que as pessoas aspiram fazer", afirmou o diretor executivo da Lifeway Research, Scott McConnell, em um comunicado. "A pandemia de Covid-19 pode ter forçado ou encorajado mais pessoas a fazer mudanças fora do lembrete anual que um novo ano traz. Mas um propósito de Ano Novo ainda é algo que a maioria dos americanos fez em algum momento de suas vidas."

"Fazer um propósito de Ano Novo não revela quem ou o que uma pessoa está contando para fazer essa mudança em sua vida, nem o quão bem-sucedidas esses propósitos são" acrescentou McConnell. "Mas os números mais altos vistos entre os adultos mais jovens, aqueles que frequentaram pelo menos alguma faculdade e cristãos que frequentam a igreja indicam que eles têm maior motivação para fazer essas mudanças, pelo menos na forma dos propósitos de Ano Novo."

Entre todos os americanos, outros tópicos de propósitos populares incluem aqueles sobre relacionamentos com um membro da família (26%), uso do tempo (22%), trabalho (18%) e relacionamentos com um amigo (15%).

A Lifeway Survey vem na esteira de um estudo anterior conduzido este ano pelo pesquisador evangélico George Barna e o Family Research Council, que descobriu que apenas 6% dos americanos têm uma “visão de mundo bíblica”.

Um estudo anterior realizado no ano passado revelou que a identidade religiosa mais comum entre os jovens adultos nos Estados Unidos é "nenhuma", e que a maioria dos americanos não vê a fé em Deus como necessária para que alguém seja moral e tenha bons valores.

No entanto, em meio à pandemia, mais americanos provavelmente diriam que o surto "reforçou" sua fé religiosa, descobriu a Pew Research . Quase três em cada 10 americanos (28%) relataram uma fé pessoal mais forte por causa da pandemia. As vendas da Bíblia também aumentaram durante a pandemia COVID-19, de acordo com a Lifeway Christian Resources.

David Jeremiah, pastor sênior da Shadow Mountain Community Church em El Cajon, Califórnia, e apresentador do programa de rádio "Turning Point", disse ao The Christian Post em uma entrevista anterior que, em meio à pandemia, a Igreja está "mais responsiva agora do que eu. lembre-se sempre, exceto para a possível exceção de 11 de setembro."

"O que aprendemos com tudo isso é que Deus não precisa de um prédio para haver uma igreja", disse ele.

"Quando tudo em que confiamos é tirado e ficamos com nós mesmos, temos que fazer as perguntas difíceis. 'Se é isso, o que acontece comigo agora?' Há um interesse renovado no Evangelho e um desejo de saber o que a Bíblia tem a dizer."

Folha Gospel com informações de The Christian Post

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

“Pandemia nos fez entender os propósitos do Senhor”, diz pastor sobre ajuda a necessitados

A igreja local é o plano A de Deus para a mudança de vida em qualquer comunidade”. Com essas palavras Eddie Bevill, pastor líder e professor da Igreja Parkridge em Coral Springs, na Flórida, começa a contar seu testemunho de como a igreja se mobilizou em favor dos necessitados durante os tempos mais difíceis: a pandemia.

É sempre certo assumirmos esse manto de liderança, mas especialmente quando há necessidades críticas a serem atendidas. Os desafios do ano passado trouxeram muitas necessidades à tona. Tem sido um trabalho árduo, mas também maravilhoso, pois o Senhor tem usado muitas igrejas, assim como a nossa, para ver alguns deles se encontrarem”, relata.

Eddie diz que “nossa igreja foi maravilhosamente ampliada ao ver o Senhor nos usar para alcançar outras pessoas”.

Ele diz que a pobreza sempre foi um problema, tanto internacionalmente quanto nos Estados Unidos, mas as consequências econômicas da Covid-19 tiveram um impacto devastador e desproporcional nas pessoas de baixa renda que já estavam lutando com essas questões. E que é ainda pior para muitos outros países em todo o mundo.

Vimos em primeira mão o impacto econômico da pandemia. Vimos isso como uma oportunidade de dar um passo à frente, fazer uma diferença positiva e mostrar a igreja em ação”, testemunha.

Fazendo a diferença

Eddie diz que a escala do problema parecia esmagadora. “Sabíamos que precisávamos trabalhar com uma organização que pudesse nos apoiar no fornecimento de socorro à nossa congregação e comunidade”, diz ele, sobre atender às necessidades das pessoas durante a pandemia.

Fizemos parceria com a Food For The Poor (FFTP), uma das maiores organizações cristãs internacionais de desenvolvimento e assistência, para fornecer alimentos, água e produtos domésticos essenciais para aqueles em nossa comunidade que ainda lutam durante a pandemia.

A distribuição foi um sucesso e fornecemos a centenas de famílias o necessário e o apoio espiritual de nossa tenda de oração. Não apenas fizemos a diferença na vida de cada um, mas ajudar e servir aos outros nos renovou como congregação.

Parceiros com coração e propósito

Parkridge adora qualquer projeto como esse porque nos permite colocar a cabeça, o coração e as mãos para trabalhar simultaneamente. Em parceria com o FFTP, nossa igreja cresce em nossa compreensão da graça e dos propósitos do Senhor.

Desde o início do FFTP em 1982, eles têm se concentrado na construção de relacionamentos com pastores e igrejas, bem como com doadores, agências governamentais e as pessoas que estão apoiando.

Minha viagem ao Haiti com FFTP me fez apreciar seu foco intencional em necessidades específicas e áreas específicas. A ênfase deles em pontos de distribuição para socorro local é uma bênção, e a Igreja de Parkridge tem o prazer de fazer parceria com eles para ajudar a atender às necessidades cruciais.

Juntos em Cristo

O FFTP permitiu que nos reuníssemos depois de um ano difícil para fazer o que Cristo nos desafiou a fazer em Mateus 25 - servir ao “menor destes”. Eles agora estão ampliando seu envolvimento em parcerias evangélicas tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente.

Eles têm sido um ótimo grupo para trabalhar com o objetivo de atender às necessidades físicas e, ao mesmo tempo, atender às necessidades espirituais maiores que somente o evangelho de Jesus Cristo pode prover.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Por “propósito de Deus”, juíza abre mão de salário de R$ 57 mil


Dayana Martins optou por abdicar do cargo para se dedicar inteiramente à sua família

Uma juíza de Goiás decidiu repensar as prioridades de sua vida e abrir mão de sua carreira, de 16 anos na magistratura, por um “propósito de Deus”. Casada e com filhos de 5 e 7 anos, Dayana Moreira Guimarães Martins optou por dedicar-se completamente à sua família. Ao deixar seu cargo, ela abdicou um salário mensal de R$ 57,5 mil.

Realmente, entendi qual o propósito que Deus tem para minha vida. Nesta descoberta, tive de colocar minha vida na balança. Quantas vidas coloquei na balança? Desta vez, foi a minha – disse ela, em entrevista ao portal Metrópoles.

A trajetória de Dayana no Judiciário começou cedo. Aos 19 anos, ela começou a trabalhar como escrevente; aos 23, foi empossada juíza e, desde então, trabalhou em sete comarcas do Judiciário estadual.

De acordo com ela, em determinado momento de sua vida sua dedicação à magistratura fez com que ela passasse por um “momento assoberbado”.

São muitos processos, muitas demandas, e o Judiciário respira o que a sociedade está vivendo. A gente vive esse momento muito tumultuado, de tantas desavenças, de tantas ofensas, e isso respinga diretamente no nosso labor, no Judiciário – avaliou.

Pressionada pelas responsabilidades profissionais, Dayana chegou à conclusão de que não queria mais delegar a outro a construção de sua família.

A situação me deixava cada vez mais acelerada, porque [eu] achava que tinha de produzir mais em menos tempo. Muitas mulheres estão sob pressão, tomando remédios. Não posso delegar mais o que já vinha delegando, que é a construção da minha família, dos meus filhos, o que hoje reputo que, na balança, pesou mais esse propósito de Deus na minha vida.

A ex-juíza conta que começou a pensar na carta de exoneração em junho deste ano e, no mês seguinte, saiu de férias. Ela tinha de retornar no dia 23 de agosto, e, durante este período, orou e ponderou bastante sobre a questão.

Como no Judiciário não dá para ficar mais ou menos, e não aprendi a fazer entrega mais ou menos, meus pais sempre me ensinaram a entregar o melhor e, então, vi que começou a pesar essa entrega. Tive que tomar essa dura decisão após muito refletir, muita oração – explicou.

Dayana acredita que Deus usou a funcionária de sua casa para ajudá-la a decidir.

Nesse dia, ela não apareceu. Então, entendi que eu tinha de fazer escolha de cuidar da minha casa, organizar as crianças, comida, tudo que ela faz, ou dos meus processos. Eram 8 horas da manhã e me vi naquele dilema de cuidar dos afazeres dela [da funcionária] ou da decisão que tinha para tomar. Pedi muito a Deus que me desse sabedoria e [eu] tomasse a decisão certa para mim e minha família. Passei o dia, sentei, escrevi uma carta de exoneração de três linhas – relata.

De início, sua família achou que ela não estivesse bem e chegou a imaginar que ela estivesse enfrentando uma crise depressiva.

Não tenho nenhum sinal de depressão, mas tive, talvez um ano atrás, antes de entender o propósito de Deus – explica.

Atualmente, Dayana se dedica ao lar com auxílio de sua funcionária e sente-se feliz com sua escolha. Ela realiza estudos bíblicos com a família e os amigos e leva seus filhos para lugares onde eles possam estar em contato com a natureza.

Eu passo roupa, lavo vasilhas. Falava antes que lavar vasilha, para mim, está sendo terapia. Hoje estou vendo prazer nas pequenas coisas. Falo isso com orgulho, não como vergonha. Tenho esse privilégio de fazer almoço para meus filhos, janta, o que eu nunca tinha feito na vida. Nem sabia que eu conseguia cozinhar – brincou.

Dayana afirma ser grata por sua trajetória no Direto e por todos os seus colegas de trabalho, servidores, juízes, desembargadores e advogados. Mas ela chegou à conclusão de que sua missão na magistratura se encerrou.

A paz que as pessoas procuram não está na justiça dos homens. Está na Justiça de Deus. A justiça dos homens resolve os conflitos do direito, mas a paz e a tranquilidade vêm do alto.

Fonte: Pleno News

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Muitas igrejas focaram no entretenimento e esqueceram o seu propósito, diz pastor


David Jeremiah fez um alerta à igreja para que mantenha a verdade.


pastor David Jeremiah advertiu que muitas igrejas hoje "esqueceram" seu propósito, tornando-se organizações sociais movidas a entretenimento, ansiosas por se misturar com a cultura secular, em vez de se concentrarem no discipulado bíblico.

"A Igreja está sendo atacada; esquecemos o que a Igreja deveria ser", disse o fundador do Turning Point Radio and Television Ministries, ao The Christian Post.


"Não somos um serviço de entretenimento; nós não estamos aqui para ver o quão perto podemos chegar do que o mundo faz. Mas há muito do mundo na Igreja e vice-versa que não podemos sequer ver a diferença. Nós temos que manter a verdade. Nós temos que nos alimentar. Se isso não está acontecendo, você é uma organização social e não uma igreja", alertou.

Jeremiah, que é pastor da Igreja da Comunidade de Shadow Mountain, na Califórnia, explicou que, em meio a um declínio nacional na frequência à igreja, muitas igrejas se tornaram "obcecadas" em permanecer relevantes.

"Há uma incrível motivação por parte de todos para ter sucesso, e muitas vezes as pessoas programam suas igrejas para ver quantas pessoas vão sentar nos bancos no domingo", disse ele. "Não há nada de errado em levar as pessoas para lá, contanto que você compartilhe o evangelho. Mas não há glória em números".


"Não adore no altar de presença", Jeremiah aconselhou. "Muitas coisas boas acontecem nas igrejas quando não há números enormes, mas o pastor preparou uma boa mensagem e há adoração. Nós saímos nessa coisa que temos que ser maior do que o cara da rua e como conseguir mais pessoas no prédio. Quando você está focado nisso, nunca pregará nada que seja polêmico e sempre estará tentando descobrir como conseguir mais pessoas para a igreja", explicou.

O pastor apontou que, ironicamente, as igrejas que se concentram no entretenimento e não apresentam todo o Evangelho estão realmente afastando a geração do milênio e a Geração Z. Ele citou uma pesquisa do Barna Group e da Cornerstone Knowledge Network, que descobriu que 67% dos millennials preferem uma igreja "clássica" a uma "moderna".

"Aqui na Califórnia, vemos interesse por parte dos millennials e mais jovens pela Bíblia e pela verdade", disse o pastor. "Na maioria das vezes, vemos estatísticas sobre como as pessoas estão deixando a Igreja, mas, em muitos aspectos, os jovens estão exigindo mais verdade, mais ensino e menos entretenimento. Eles não estão interessados ​​em expressões superficiais de religião."

Jeremiah disse ainda que muitos cristãos se sentem inseguros quando se trata de viver cada dia como seguidores de Cristo - embora Deus capacite todos os crentes com tudo que eles precisam para andar com confiança como membros de Seu reino. "Isto", ele disse, "é frequentemente um fracasso da parte da liderança da igreja".

"Os cristãos têm dois marcadores importantes em suas vidas: quando se tornam cristãos e quando vão para o céu. Mas a maioria deles não sabe o que fazer entre esses dois marcadores, e isso é porque as igrejas não os ensinam", disse Jeremiah.

"Toda a ideia de que Deus espera que construamos um caráter em nossas vidas é uma coisa estranha para tantas pessoas, porque isso não foi ensinado e explicado em nossos púlpitos."

Bíblia
O pastor está se preparando para o lançamento de seu último livro "Everything You Need: 8 Essential Steps to a Life of Confidence in the Promises of God" (Tudo que você precisa: 8 passos essenciais para uma vida de confiança nas promessas de Deus). Nele, ele descompacta 2 Pedro 1, delineando os sete passos essenciais para viver uma vida de confiança nas promessas de Deus.

"2 Pedro 1 diz que Deus nos deu tudo o que precisamos para uma vida piedosa; não 'algumas coisas', mas 'tudo'", disse Jeremiah.

"Eu vejo pessoas correndo por aí tentando encontrar as coisas que supostamente precisam como crentes, e aqui está Deus nos dizendo: 'Eu já dei tudo de que você precisa'".

Ainda citando a Bíblia, o pastor mostra que, em Romanos, Deus descreve as qualidades do caráter que Ele quer que Seu povo cresça e se desenvolva: virtude, conhecimento, autocontrole, perseverança, piedade, bondade fraternal e amor.

"O que eu tentei fazer é pegar cada uma dessas características e não apenas explicá-las, mas dar maneiras práticas de os leitores poderem usá-las", disse Jeremiah.

"Encorajo os leitores a tomarem essas preciosas promessas de Deus e memorizá-las, mantendo-as em seu disco rígido espiritual. Então verbalize-os. Quando compartilhamos essas verdades com outras pessoas, isso as ajudará e nos encorajará, aprofundando nosso compromisso com as Escrituras", afirmou.

Jeremiah também aconselha os cristãos: "Pegue um diário e, quando encontrar as Escrituras que falam a sua vida, escreva-as e construa seu inventário espiritual para que, quando enfrentar os problemas, esteja equipado com as promessas de Deus".

Em uma época de incertezas, Jeremiah disse que espera que seu livro encoraje os leitores a viver uma vida de confiança nas promessas de Deus e se apropriarem de sua salvação.

"Eu já passei por duas rodadas de câncer, e uma coisa que aprendi com isso é que Deus realmente é tudo o que Ele promete ser", ele compartilhou.

"E onde quer que eu vá, uma das coisas sobre as quais conversamos é como estamos todos vivendo sob pressões hoje, mas isso pode ser mitigado quando usamos o poder que Deus nos dá através da Bíblia".

"Precisamos memorizá-la e praticá-la. Quando fazemos isso, obtemos o benefício das promessas de Deus que Ele claramente estabelece para nós em Sua palavra", declarou.

Fonte: Guiame
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