Mostrando postagens com marcador Ditador. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ditador. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Venezuela: Nicolas Maduro se aproxima dos pentecostais em meio à ameaça dos EUA



Venezuela - Avanço pentecostal no país é visto por especialistas como parte da estratégia chavista para ampliar influência religiosa.


Enquanto lideranças cristãs nos Estados Unidos têm chamado atenção para a perseguição religiosa na Nigéria, uma declaração recente de Nicolás Maduro passou praticamente despercebida por esse mesmo grupo. Na semana passada, o presidente venezuelano afirmou que Jesus é "dono e senhor" da Venezuela, além de declarar que o palácio presidencial se tornará "um altar para glorificar a Deus".

A ausência de reação levantou questionamentos sobre o motivo de os evangélicos norte-americanos terem evitado comentar os gestos do líder socialista, que enfrenta crescente pressão internacional.

Crescimento evangélico na Venezuela

Dados recentes mostram que o crescimento das igrejas evangélicas na Venezuela foi muito mais rápido do que no Brasil. Enquanto os evangélicos brasileiros levaram cinco décadas para chegar de 6% a 26,9% da população, o país vizinho saltou de 2,1% em 2010 para 30,9% em pouco mais de uma década.

Analistas destacam que o avanço está diretamente ligado a decisões políticas. Quando Hugo Chávez assumiu o governo, em 1999, líderes pentecostais passaram a receber espaço e benefícios antes exclusivos da Igreja Católica, incluindo influência no ensino religioso das escolas públicas.

O governo adotou uma estratégia clara: aproximar-se das igrejas pentecostais e manter maior distância das denominações historicamente mais críticas, como os batistas.

Movimento aliado ao chavismo cresce e reúne 17 mil igrejas

Desde 2017, o Movimento Cristão Evangélico pela Venezuela (Mocev) atua como elo entre o chavismo e líderes pentecostais. O grupo afirma reunir atualmente 17 mil igrejas, além de cerca de 5 mil pastores associados em todos os estados venezuelanos.

Nos últimos anos, Maduro ampliou incentivos ao segmento. Entre os programas criados, estão:

  • Minha Igreja Bem Equipada, que financia reformas e estrutura para templos;
  • Bônus do Bom Pastor, que transfere recursos diretamente a líderes religiosos;
  • Redução de impostos para organizações religiosas;
  • Instituição do Dia do Pastor, celebrado em 15 de janeiro.

Denominações internacionais, como a brasileira Igreja Universal do Reino de Deus, também apoiam iniciativas ligadas ao governo venezuelano.

Acenos religiosos em meio à tensão com os EUA

Em meio à presença recente de navios americanos próximos ao território venezuelano, Maduro intensificou discursos voltados ao público cristão, inclusive nos Estados Unidos. No início do mês, pediu que "os cristãos dos Estados Unidos" o ajudassem a "carreguemos a bandeira da paz, da harmonia, do perdão e da grande misericórdia do Senhor".

Apesar dos apelos, a relação segue tensa. No sábado (29), Donald Trump alertou companhias aéreas de que o espaço aéreo venezuelano estava fechado, indicando que a escalada diplomática continua.

Laboratório político para a esquerda latino-americana

A Venezuela tem sido observada como um caso de aproximação inédita entre um governo de esquerda e o pentecostalismo, algo que contrasta com o distanciamento tradicional desse segmento em países como Chile, Argentina e Brasil.

Especialistas avaliam que o pentecostalismo, por muito tempo considerado um "primo pobre" no campo religioso, abriu novas possibilidades para movimentos de esquerda que buscam alianças fora das estruturas tradicionais da Igreja Católica — especialmente setores que evitam debates mais acalorados sobre costumes.

O grande ponto de interrogação é o futuro: se outros governos progressistas da região buscarão estratégias semelhantes ou manterão distância das igrejas e da crescente influência evangélica.

Fonte: Folha Gospelbaseado no texto "Maduro entrega Venezuela a Jesus diante de ameaça dos EUA" da coluna de Juliano Spyer, da Folha de S.Paulo.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Ditador da Coreia do Norte admite crise alimentar no país


Kim Jong-un culpou fenômenos climáticos e COVID-19 pela falta de comida

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu durante a reunião do partido, em 14 de junho, que há escassez de alimento no país. “A situação alimentar das pessoas está ficando tensa", reconheceu aos principais líderes. O ditador culpou os tufões, que passaram pelo território em 2020, pela insuficiente colheita de grãos.

Mas a realidade é que o bloqueio completo nas fronteiras para impedir a entrada da COVID-19 impediu o acesso a suprimentos agrícolas como fertilizantes, pesticidas e outros produtos importados, principalmente da China. Além disso, Kim argumentou que o mundo todo está em crise e por isso a Coreia do Norte também foi atingida.

Quantos norte-coreanos foram atingidos pela crise alimentar atual?

A vigilância acirrada nas fronteiras também dificultou que ONGs enviassem comida para socorrer a população norte-coreana. De acordo com a ONU, estima-se que 10 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população, precisem de ajuda alimentar urgente. Uma das consequências da escassez de alimentos é o aumento dos valores dos itens disponíveis. Um quilo de banana, por exemplo, está custando 225 reais.

Segundo o portal de notícias DailyNK, muitas famílias venderam as próprias casas para comprar comida. Isso fez com que o número de desabrigados aumentasse. Eles agora vivem nas ruas ou estações de trem. “É muito incomum para Kim Jong-un expressar publicamente as dificuldades da situação alimentar em uma reunião oficial e relatá-la à mídia central — os integrantes da família Kim são tratados como deuses na Coreia do Norte e raramente admitem problemas ou erros. É um sinal da gravidade da situação dentro da Coreia do Norte que o líder do país admita a crise que está enfrentando”, explica Timothy Cho*, cristão norte-coreano refugiado e colaborador da Portas Abertas.

Em abril, Kim advertiu os líderes que deveriam travar outra difícil “Marcha Árdua”. A expressão se refere ao período da Grande Fome que assolou o país na década de 1990. Estima-se que 3 milhões de pessoas morreram de desnutrição na época e muitos norte-coreanos fugiram para os países vizinhos em busca de melhores condições de vida. Porém, com as fronteiras completamente fechadas atualmente, a fuga do país número um na Lista Mundial da Perseguição 2021 fica mais difícil.

Por que a Coreia do Norte não aceita ajuda internacional?

O país comunista valoriza a autossuficiência e por isso não cede a acordos com outras nações que oferecem ajuda. Porém, os mais afetados pelas consequências do orgulho nacionalista é a população. “Se Kim continuar a rejeitar todo o apoio internacional disponível, e continuar se concentrando em armas nucleares, milhões de norte-coreanos comuns pagarão o preço”, reconhece Cho.

A Portas Abertas apoia norte-coreanos refugiados na China com alimentação, vestimenta, cuidados médicos e discipulado. “Esses suprimentos vitais ajudarão a manter vivos os irmãos e irmãs que os recebem. Também sabemos que muitos cristãos norte-coreanos continuam uma prática conhecida como ‘arroz sagrado’, compartilhando o que eles têm, mesmo que não seja muito, com os necessitados. Suas orações e apoio significam a diferença entre a vida e a morte para aqueles que recebem essa ajuda”, conclui o cristão.

*Nome alterado por segurança.

Apoie cristãos norte-coreanos na China

Você pode fazer a diferença agora na vida de cristãos norte-coreanos refugiados na China. Com uma doação é possível fornecer alimentos remédios e roupas para nossos irmãos e irmãs que enfrentam a fome. Ajude agora!

Pedidos de oração

- Interceda para que Kim Jong-un reconheça a humanidade dele e tenha um encontro real com Jesus. Que ele governe para o bem da população, com justiça, liberdade e responsabilidade.
- Clame pelos cristãos norte-coreanos que estão passando fome nesse instante. Que o Senhor os sustente de maneira sobrenatural, para que compartilhem o que têm com os outros e testemunhem sobre Cristo.
- Ore pelas organizações que trabalham enviando comida para o país. Que elas tenham sabedoria e recursos para encontrar novas maneiras de socorrer os norte-coreanos.

 

Fonte: Portas Abertas (21.06.21) via CPAD News

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...