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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Número de igrejas evangélicas dobra em uma década e chega a 4.800 na Espanha



Crescimento evangélico ganha força na Espanha, impulsionado por imigrantes e por ações evangelísticas, como o Festival Esperança.


A Espanha vive um crescimento visível do movimento evangélico, impulsionado principalmente pela chegada de imigrantes latino‑americanos e pela maior presença pública de grandes eventos.

O avanço, que já vinha se consolidando ao longo da última década, ganhou novo destaque com a realização do Festival da Esperança em Madri.

Milhares de pessoas cantaram, ergueram as mãos e acompanharam o evento realizado nos dias 30 e 31 de maio no Palácio Vistalegre, dirigido pelo evangelista Franklin Graham, presidente da Associação Evangelística Billy Graham.

A Espanha precisa de esperança, e essa esperança encontra-se em Jesus Cristo”, afirmou Graham perante o público.

Quase 4.800 igrejas

Segundo a Euronews, a Espanha registrou 4.763 templos evangélicos em 2025, quase o dobro do número existente em 2011.

A Catalunha concentra atualmente 1.010 igrejas evangélicas, seguida da capital, Madri, com 855, da Andaluzia com 744 e da Comunidade Valenciana com 510.

O crescimento tem sido especialmente visível na região de Madri. Dados do Observatório indicam que o número de igrejas evangélicas passou de cerca de 662 para 855 em apenas uma década, mostrando a força da expansão no principal centro urbano do país.

O que durante décadas esteve associado a pequenas congregações de bairro hoje é capaz de lotar alguns dos maiores espaços da Espanha.

Aumento de templos

Embora a Igreja Católica siga amplamente majoritária, com 22.922 locais de culto registrados, as igrejas evangélicas já representam mais da metade de todos os centros religiosos pertencentes a confissões não católicas.

Organizações evangélicas estimam que a comunidade no país reúna cerca de 1,5 milhão de pessoas, embora não existam estatísticas oficiais precisas sobre o número de fiéis.

O avanço não aparece apenas no aumento de templos.

Segundo várias organizações evangélicas, a presença das igrejas também cresceu em universidades, associações de moradores, meios de comunicação, eventos públicos e redes sociais – um salto de visibilidade muito maior do que o observado há apenas duas décadas.

O Festival Esperança, liderado por Franklin Graham em Madri, reuniu milhares de pessoas em meio ao crescimento evangélico na Espanha. (Foto: Franklin_Graham/X)

Eventos públicos

O festival liderado por Graham reuniu quase 19 mil pessoas e mobilizou 840 igrejas de diferentes regiões. Cerca de 9.800 pessoas participaram ainda em atividades de formação e evangelização realizadas nos meses anteriores.

A preparação incluiu meses ainda a formação de voluntários, evidenciando a capacidade organizativa e o alcance do movimento.

O evento não foi isolado. Semanas antes, outro o The Change Madrid havia reunido 35 mil pessoas, reforçando a presença crescente dos evangélicos no espaço público espanhol.

Recentemente, outro evento público em ruas de diversas cidades espanholas também mobilizou os evangélicos.

Milhares de pessoas participaram de 45 encontros de oração em locais públicos e templo de diferentes cidades.

A iniciativa España Oramos por Ti realizou um dia nacional de oração que mobilizou o país. Segundo os organizadores, 45 encontros simultâneos ocorreram em diversas cidades da Espanha, configurando uma das maiores mobilizações de oração dos evangélicos espanhóis nos últimos anos.

Latino-americanos

Por trás dessa expansão aparece, de forma recorrente, o mesmo fator: a imigração latino‑americana.

Dados recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a Espanha continua registrando máximos históricos de população, impulsionados sobretudo pela chegada de residentes nascidos no exterior.

Entre as nacionalidades que mais cresceram nos últimos anos figuram a colombiana e a venezuelana.

Muitos vêm de países onde as igrejas evangélicas têm uma presença muito mais ampla do que na Europa.

Colômbia, Venezuela, Honduras, Guatemala, Brasil e República Dominicana registraram, durante décadas, um forte crescimento das igrejas evangélicas e pentecostais.

Para muitos imigrantes, especialmente latino‑americanos, as igrejas funcionam como rede de apoio social, oferecendo acolhimento, comunidade e assistência prática, além da dimensão espiritual.

Essa combinação tem contribuído para a expansão contínua do movimento e para a multiplicação de templos em todo o país.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Venezuela: Nicolas Maduro se aproxima dos pentecostais em meio à ameaça dos EUA



Venezuela - Avanço pentecostal no país é visto por especialistas como parte da estratégia chavista para ampliar influência religiosa.


Enquanto lideranças cristãs nos Estados Unidos têm chamado atenção para a perseguição religiosa na Nigéria, uma declaração recente de Nicolás Maduro passou praticamente despercebida por esse mesmo grupo. Na semana passada, o presidente venezuelano afirmou que Jesus é "dono e senhor" da Venezuela, além de declarar que o palácio presidencial se tornará "um altar para glorificar a Deus".

A ausência de reação levantou questionamentos sobre o motivo de os evangélicos norte-americanos terem evitado comentar os gestos do líder socialista, que enfrenta crescente pressão internacional.

Crescimento evangélico na Venezuela

Dados recentes mostram que o crescimento das igrejas evangélicas na Venezuela foi muito mais rápido do que no Brasil. Enquanto os evangélicos brasileiros levaram cinco décadas para chegar de 6% a 26,9% da população, o país vizinho saltou de 2,1% em 2010 para 30,9% em pouco mais de uma década.

Analistas destacam que o avanço está diretamente ligado a decisões políticas. Quando Hugo Chávez assumiu o governo, em 1999, líderes pentecostais passaram a receber espaço e benefícios antes exclusivos da Igreja Católica, incluindo influência no ensino religioso das escolas públicas.

O governo adotou uma estratégia clara: aproximar-se das igrejas pentecostais e manter maior distância das denominações historicamente mais críticas, como os batistas.

Movimento aliado ao chavismo cresce e reúne 17 mil igrejas

Desde 2017, o Movimento Cristão Evangélico pela Venezuela (Mocev) atua como elo entre o chavismo e líderes pentecostais. O grupo afirma reunir atualmente 17 mil igrejas, além de cerca de 5 mil pastores associados em todos os estados venezuelanos.

Nos últimos anos, Maduro ampliou incentivos ao segmento. Entre os programas criados, estão:

  • Minha Igreja Bem Equipada, que financia reformas e estrutura para templos;
  • Bônus do Bom Pastor, que transfere recursos diretamente a líderes religiosos;
  • Redução de impostos para organizações religiosas;
  • Instituição do Dia do Pastor, celebrado em 15 de janeiro.

Denominações internacionais, como a brasileira Igreja Universal do Reino de Deus, também apoiam iniciativas ligadas ao governo venezuelano.

Acenos religiosos em meio à tensão com os EUA

Em meio à presença recente de navios americanos próximos ao território venezuelano, Maduro intensificou discursos voltados ao público cristão, inclusive nos Estados Unidos. No início do mês, pediu que "os cristãos dos Estados Unidos" o ajudassem a "carreguemos a bandeira da paz, da harmonia, do perdão e da grande misericórdia do Senhor".

Apesar dos apelos, a relação segue tensa. No sábado (29), Donald Trump alertou companhias aéreas de que o espaço aéreo venezuelano estava fechado, indicando que a escalada diplomática continua.

Laboratório político para a esquerda latino-americana

A Venezuela tem sido observada como um caso de aproximação inédita entre um governo de esquerda e o pentecostalismo, algo que contrasta com o distanciamento tradicional desse segmento em países como Chile, Argentina e Brasil.

Especialistas avaliam que o pentecostalismo, por muito tempo considerado um "primo pobre" no campo religioso, abriu novas possibilidades para movimentos de esquerda que buscam alianças fora das estruturas tradicionais da Igreja Católica — especialmente setores que evitam debates mais acalorados sobre costumes.

O grande ponto de interrogação é o futuro: se outros governos progressistas da região buscarão estratégias semelhantes ou manterão distância das igrejas e da crescente influência evangélica.

Fonte: Folha Gospelbaseado no texto "Maduro entrega Venezuela a Jesus diante de ameaça dos EUA" da coluna de Juliano Spyer, da Folha de S.Paulo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Igrejas vazias viram restaurantes, academias e até casas de festas na Alemanha





Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões.


A perda de fiéis na Alemanha tem levado igrejas católicas e protestantes a se reinventarem. Muitos templos, sobretudo os mais antigos, enfrentam custos anuais de manutenção que giram em torno de 26,5 mil euros, e como a frequência aos cultos despenca, parte deles passou a ser reaproveitada para atividades seculares – de centros esportivos a espaços culturais e até baladas.

A Igreja Evangélica na Alemanha Central (EKM) admite que grande parte dos templos já não é necessária apenas para o culto.

"Já não precisamos mais de metade das igrejas, e temos que encontrar outras possibilidades", afirmou a entidade, que atua em regiões da Saxônia-Anhalt, Turíngia e Brandemburgo.

Segundo a pesquisadora Stefanie Lieb, do Instituto de História da Arte da Universidade de Colônia, a tendência é que "de cada dez igrejas, quatro ou cinco não sejam usadas exclusivamente para a prática religiosa".

As mudanças são diversas. Em Bad Orb, perto de Frankfurt, uma igreja católica desativada virou centro de escalada para crianças e jovens, a "Boulder Church", com investimento de 500 mil euros. Em Limburg, uma capela foi transformada em restaurante e espaço de eventos.

Na Renânia do Norte-Vestfália, a antiga Igreja Martini de Bielefeld passou a receber festas e jantares. Em Berlim, a Heilig-Kreuz, no bairro de Kreuzberg, abriga café, shows, espetáculos de dança e até noites de DJ. A vizinha St. Thomas já sediou raves.

A tendência também aparece em outros países: na Espanha, a antiga igreja de Santa Bárbara, em Llanera, virou o Kaos Temple, reduto de skatistas.

Caminhos para reduzir custos

Nem sempre a saída é secularizar os espaços. Em algumas regiões, como Oberpfalz (sudeste da Alemanha), católicos e protestantes dividem o mesmo templo em 51 casos já registrados. Há também o repasse de igrejas para comunidades ortodoxas.

Ainda assim, vender ou reformar prédios antigos não é simples. Muitos são tombados como patrimônio histórico e não podem ser demolidos ou modificados, o que limita compradores em potencial.

Queda de fiéis e impacto financeiro

Nos anos 1990, católicos e protestantes somavam 57 milhões de fiéis na Alemanha. Hoje, são pouco mais de 37 milhões (23,7% católicos e 21,5% protestantes). Projeções apontam que esse número pode cair para 23 milhões até 2060.

O encolhimento da base de fiéis pesa diretamente nas finanças. Isso porque a filiação religiosa no país está vinculada ao sistema tributário: quem declara oficialmente pertencer a uma religião reconhecida tem parte da renda (entre 8% e 9%) descontada em favor da denominação.

Enquanto igrejas protestante e católica dependem desse imposto, religiões como o Islã e a Ortodoxa prescindem dessa forma de arrecadação.

Fonte: Folha Gospel

segunda-feira, 30 de junho de 2025

O Entendimento do STF sobre a Regulação das Redes Sociais e seus Impactos à Igreja


O ENTENDIMENTO DO S.T.F. SOBRE A REGULAÇÃO DAS REDES SOCIAIS E SEUS IMPACTOS À IGREJA!






O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, nesta quinta-feira (26), que é parcialmente inconstitucional o Art. 19 do Marco Civil da Internet (Lei nº Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014), que limitava a remoção de conteúdo apenas após ordem judicial.
A questão foi debatida no Recurso Extraordinário (RE) 1037396 (Tema 987 da repercussão geral), relatado pelo ministro Dias Toffoli, e no RE 1057258 (Temas 533), relatado pelo ministro Luiz Fux.

Firmou-se o entendimento que agora, as plataformas devem retirar imediatamente publicações que contenham: Discursos antidemocráticos; Terrorismo; Discurso de ódio (raça, religião, gênero…); Pornografia infantil, suicídio e outros crimes graves.


Mas porque essa decisão pode impactar diretamente as igrejas?

Pois bem, evidentemente o Evangelho não compactua com práticas realizadas por algumas minorias, fato que para determinadas pessoas pode ser considerado discriminação, ataque ou até discurso de ódio.
  
Assim, com a recente decisão, caso o usuário da plataforma se "sentir atacado" por alguma publicação, basta notificar a plataforma que terá obrigação de remover o conteúdo publicado imediatamente, além de outras possíveis sanções ao usuário e à plataforma.

Ou seja, agora não se fará mais necessário obter uma decisão judicial para a remoção de conteúdo, basta que o usuário faça a notificação extrajudicial à plataforma. Para tanto, as plataformas serão obrigadas a criar um sistema de notificação instantânea.

Notório que a decisão do STF impacta diretamente o conteúdo compartilhado por igrejas em redes sociais, especialmente porque para muitos, a fé que professamos, o conteúdo que pregamos pode ser considerado discriminação, ataque ou discurso de ódio, além de questões que envolvam honra ou imagem.

Por outro lado, a Constituição Brasileira de 1988, em seu Art. 5º, inciso VI, garante a liberdade religiosa como um direito fundamental, quando prevê: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias".

Em termos de liberdade religiosa, as igrejas têm o direito de adotar suas próprias crenças, doutrinas e práticas. Entretanto, apesar da proteção constitucional, a liberdade religiosa no Brasil enfrenta desafios significativos, tanto de ordem sociocultural quanto institucional, a exemplo da recente decisão do STF.

É bem verdade que a referida decisão não impedirá a igreja de crer em suas verdades, mas sim de propagá-las por intermédio das plataformas digitais.

Como autênticos Cristãos, compreendemos as implicações dessa decisão, bem como a real motivação. Todavia, isso não pode ser motivo para a igreja retroceder ou reduzir suas atividades midiáticas, pelo contrário, a igreja deve criar mecanismos para evitar problemas, sem, contudo, deixar de pregar a verdade genuína.

Afinal, a igreja chegou até aos dias de hoje debaixo de muitas perseguições, afrontas e levantes, mas esses desafios sempre motivaram a igreja a avançar, pois sabemos que a cada dia perto está o Senhor!

É necessário, porém, em meio às incertezas jurídicas, as igrejas seguirem algumas recomendações:

1- Revisar conteúdo antes de publicar, evitando incitação ou discriminação;

2- Estabelecer políticas internas de publicação, com monitoramento e retirada rápida de publicações "inadequadas";

3- Ter assessoria jurídica pronta, caso receba notificações e precise agir para evitar responsabilização;

4- Treinar responsáveis por redes sociais sobre limites e tipos de conteúdo problemático;

5- Comunicar membros sobre as regras e implicações;

No mais, seguiremos firmes anunciando a Cristo e seu Evangelho, custe o que custar, pois cremos na palavra liberada em Mateus 16:18: "as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de Cristo"!




MATEUS CIDADE, comumente chamado, é casado, pai, pastor e servo. Atua como primeiro secretário da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Várzea Paulista/SP; advogado; assessor legislativo parlamentar; integrante do Conselho Jurídico da COMADESPE (Convenção dos Ministros das Assembleias De Deus no Estado de São Paulo E Outros); e, membro da ANAJURE (Associação Nacional de Juristas Evangélicos). Graduou-se em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (U.P.M.), com bolsa integral, concluindo com média geral 9.4, tendo o TCC aprovado com nota 10 e recomendação de "excelência". Especializou-se em: Direito civil e processual civil; Direito imobiliário e contratual; Direito eleitoral; Criação e regularização de associações religiosas.




domingo, 12 de janeiro de 2025

Cinco razões pelas quais 2025 será um ano crucial para muitas igrejas


 

Cerca de 15.000 igrejas serão fechadas nos EUA em 2025, segundo pesquisa


Nuvens de tempestade ou novas oportunidades para as igrejas americanas em 2025?


Parece haver uma convergência em questões que poderão ter um efeito profundo nas igrejas dos EUA em 2025.

Poderíamos citar pelo menos uma dúzia de questões, mas estas cinco parecem ser as mais prováveis. A sua magnitude também pode ser significativa.

Como podemos observar, o desenrolar dos fatos abaixo, não serão necessariamente nuvens de tempestade. Pelo contrário, existem algumas oportunidades potenciais dadas por Deus que os líderes sábios da igreja podem aproveitar.

  • Aproximadamente 15.000 igrejas na América não poderão mais pagar um pastor em tempo integral. Das 375.000 congregações existente atualmente nos EUA, estima-se que quatro por cento delas não terão mais recursos financeiros para remunerar um pastor em tempo integral. Essa mudança é grande e pode ser muito significativa. Considerando que mais de metade das igrejas hoje já não têm orçamento para remunerar pastores em tempo integral, podemos facilmente antever que o modelo de pastor em tempo parcial tornar-se-á modelo predominante.
  • O tempo médio que uma igreja terá entre a saída de um pastor e a chegada de outro, será superior a 18 meses. Na verdade, um número crescente de igrejas ficará sem pastor durante dois anos ou mais. O papel do pastor interino será ainda mais crítico em 2025.
  • As denominações e os ministérios devem estar preparados para fornecer recursos  e obreiros às igrejas do circuito e às congregações, para que sejam relevantes ao funcionamento à rede que pertencem. O dia das igrejas com um pastor em tempo integral servindo em igrejas de modelo tradicional acabará em breve.
  • Cerca de 15.000 igrejas serão fechadas. Muitas destas igrejas estão resistindo tenazmente, mas o número de congregações que enfrentarão um encerramento iminente, aumentou. Pela primeira vez na história da igreja moderna, 15.000 igrejas deixarão de existir no período de um ano. Observe que a pesquisa projeta que 15.000 igrejas fecharão e que 15.000 passarão de pastores de tempo integral para pastores de meio período. Essas 30.000 igrejas representam cerca de uma em cada doze igrejas existentes. A mudança é dramática.
  • Maior receptividade ao evangelho por parte da Geração Z. Os jovens adultos e adolescentes nascidos entre 1997 e 2012 compõem o grupo comumente conhecido como Geração Z. A pesquisa no Church Answers, bem como o trabalho realizado por Ryan Burge e outros, pelo menos implica que a Geração Z é mais receptiva ao evangelho. Sem qualquer exagero, a confirmação desse fato, será a grande oportunidade. Há mais de um ano, esse grupo a Iniciativa Esperança para ajudar as igrejas a deixarem de focar internamente, para focarem externamente. Mais de 1.500 congregações até agora abraçaram o desafio de 30 dias. Muitas das igrejas alcançaram jovens adultos e adolescentes mais velhos pela primeira vez em anos. As palavras de Jesus em Mateus 9:37-38 ainda são poderosamente relevantes hoje: "Quando viu as multidões, teve compaixão delas, porque estavam confusas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Ele disse aos seus discípulos: 'A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Então ore ao Senhor que está encarregado da colheita; peça-lhe que envie mais trabalhadores para os seus campos'" (NLT). 

Embora os desafios sejam significativos, o pesquisador Ryan Burge e outros associados, continuam grandes otimistas quanto ao futuro das congregações na América.

No Brasil, em que pese o ritmo seja ainda menos acelerado, porém a tendência já aponta na mesma direção. Oremos e trabalhemos. 


Fonte: Church Answers - Tradução livre Point Rhema

domingo, 7 de julho de 2024

Chefe de tráfico manda fechar igrejas católicas no Rio



Bandidos armados teriam ido até as paróquias comunicar a decisão do traficante.


Após uma ordem do chefão do tráfico de drogas do Complexo de Israel, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, ao menos três igrejas católicas do Rio de Janeiro (RJ) suspenderam as atividades nesse sábado, 7.

Moradores relataram que bandidos armados foram até as paróquias comunicar a decisão do traficante. As informações são do jornal O Dia.

As paróquias Santa Edwiges, em Parada de Lucas, Nossa Senhora da Conceição e São Justino, e Santa Cecília, localizadas em Brás de Pina, publicaram comunicados em suas redes sociais sobre o cancelamentos de atividades.

A Paróquia Santa Cecília informou que todos os compromissos estariam temporariamente cancelados. Já a Santa Edwiges suspendeu uma festa julina que ocorreria neste fim de semana.

A Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Justino pontuou que as missas, reuniões e demais atividades ficarão suspensas "até segunda ordem". Os motivo dos fechamentos não foram informados nas publicações.

Chefão do tráfico seria evangélico

O traficante Peixão é procurado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, suspeito de comandar a distribuição de drogas na região da Cidade Alta e Vigário Geral.

Segundo o portal G1, o traficante foi criado pela mãe, que é umbandista, mas atualmente é evangélico e tem promovido atos de intolerância religiosa nas regiões sob seu comando.

A informação acima é no mínimo controversa, uma vez que, em sendo o referido, um cristão evangélico verdadeiro, não condiz com a contraventora condição de "traficante" e nem a de praticar a "intolerância religiosa"

A Delegacia de Combate aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou um inquérito para apurar se Peixão, chefe do tráfico de drogas do Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, ordenou o fechamento das igrejas católicas.

No entanto, no início da tarde deste domingo (7/7), a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro enviou nota para o Portal Metrópoles afirmando que as paróquias Santa Edwiges e Santa Cecília estavam abertas e que a ação dos traficantes seria boato.


Com informações Portal Metrópoles via Folha Gospel

segunda-feira, 25 de março de 2024

Ministro pede apoio da bancada evangélica ao governo Lula após acordo sobre PEC das igrejas




Aqui não tem pauta de costumes, declarou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em aceno aos evangélicos.


O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, pediu na quarta-feira, 20, que a Frente Parlamentar Evangélica, mais conhecida como bancada evangélica, apoie a agenda do governo Lula no Congresso. O articulador político do Palácio do Planalto se reuniu com integrantes da bancada religiosa um dia após anunciar um acordo para a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a imunidade tributária das igrejas.

Padilha disse a líderes da bancada evangélica que o Executivo quer apoio na pauta econômica e nos projetos sociais e de transição energética, mas não em temas de costumes. A reunião ocorreu na sala da liderança do PSD na Câmara, um dos partidos que fazem parte da base aliada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado um aumento de rejeição entre a população evangélica, que é muito mais identificada com a oposição, principalmente na figura do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Foi a continuidade de um diálogo que já começamos desde o ano passado. Mais de uma vez eu me reuni com a Frente Evangélica. É uma frente importante porque reúne parlamentares de vários partidos, tem uma extensão grande dentro da Câmara e do Senado", disse Padilha, ao sair da reunião.

"Foi para deixar claro que a pauta do presidente Lula, cara ao governo, tem um eixo muito importante que é o equilíbrio econômico, para consolidarmos o esforço de recuperação da saúde das contas públicas. Esse esforço tem tido impacto muito positivo na recuperação econômica do País", emendou, em um momento no qual o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenta aprovar novas medidas de aumento de arrecadação para tentar cumprir a meta de zerar o déficit fiscal este ano.

O presidente da bancada evangélica, deputado Eli Borges (PL-TO), disse que o ministro foi à Câmara apresentar a visão do governo sobre o País e que a bancada também defendeu suas bandeiras.

"Não estamos, em nenhum momento, dispostos a abrir mão destas pautas. Por exemplo, lutamos contra o aborto e defendemos a vida; lutamos contra a descriminalização de drogas; lutamos a favor liberdade; lutamos muito contra a doutrinação ideológica nas escolas", disse Borges, a jornalistas.

"Aqui não tem pauta de costumes", declarou Padilha, em aceno aos evangélicos. O presidente da Frente Parlamentar, contudo, reclamou de decretos e portarias do governo que causaram polêmica. Uma delas, publicada e depois revogada pelo Ministério da Saúde, tratava de orientações sobre o aborto legal.

Também participaram da reunião o coordenador da bancada evangélica no Senado, Carlos Viana (PL-MG), e o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, que é evangélico. Além disso, estiveram presentes o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), e a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), também evangélica.

Padilha disse que os parlamentares apresentaram dúvidas, mas não discordâncias com relação ao texto de acordo sobre a PEC das Igrejas. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e líderes partidários da Casa decidiram votar a proposta na semana que vem no plenário. Para ser aprovada, precisa do apoio de três quintos da Câmara, ou seja, 308 deputados, em cada um de dois turnos de votação.

O relator da matéria, o deputado Dr. Fernando Máximo (União Brasil-RO), e o autor do texto, o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), acertaram nesta terça-feira, 19, com o Ministério da Fazenda um “meio-termo” para a PEC.

Segundo o relator, foram feitas duas principais mudanças para atender às demandas da equipe econômica. Uma delas foi a retirada da possibilidade de os templos religiosos terem benefícios tributários na aquisição de bens ou serviços necessários à geração de renda.

A outra foi a determinação de que apenas as empresas contempladas na PEC possam pedir "cashback" de imposto, impedindo que outras companhias usem CNPJ das beneficiadas para conseguir vantagens na recompensa de impostos pagos.

"Eles pediram para trocar (esse trecho) para dar mais segurança para a Receita (). Empresa que está vendendo material de construção para orfanato, que o orfanato consiga pegar 'cashback' quando for reformar, mas que outras empresas, de má-fé, não possam se utilizar disso utilizando CNPJ (da empresa beneficiada). O orfanato que vai ter de pedir para a Receita o 'cashback' do imposto", explicou Máximo, ao sair da Fazenda.

A PEC, já aprovada em comissão especial na Câmara, permite que a isenção dos templos religiosos, hoje garantida nas tributações diretas, passe a valer também para as tributações indiretas, como na compra de cimento para obras nas igrejas. Neste caso, seriam abrangidos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

O relator voltou a dizer que o impacto fiscal da proposta nas contas da União, por meio da redução no IPI, seria atualmente de algo em torno de R$ 1 bilhão.

Máximo alega que esse impacto será zerado devido à aprovação da reforma tributária. Isso porque, segundo ele, o IPI será extinto e o imposto seletivo que será criado – para sobretaxar produtos que fazem mal à saúde, como cigarros e bebidas alcoólicas – não atingirá igrejas. "O impacto é tão pequeno e o benefício é tão grande que a receita aprovou, o governo aprovou", disse o deputado.

No Senado, o tema também já está sendo discutido. Hoje, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recebeu os ministros do governo Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais), além de líderes no Congresso, para tratar do tema. Depois do encontro, Padilha anunciou um acordo para a proposta avançar.

Fonte: Estadão via Folha Gospel

sábado, 2 de setembro de 2023

Agenda de Eventos Setembro/2023 - Ministérios e Igrejas filiados á COMADESPE







Diversos eventos estarão acontecendo neste mês de Setembro/2023 nas Igrejas e Ministérios credenciados pela COMADESPE - Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros. Os endereços dos Templos Sede, bem como contatos para maiores detalhes, saiba acessando o site da COMADESPE - MINISTÉRIOS.






CONFIRA AQUI













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