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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Coreia do Norte lança míssil mais potente em 5 anos com capacidade de atingir EUA


Arma é a mesma com a qual o líder norte-coreano, Kim Jong Un, ameaçou atingir o território americano de Guam.

Pyongyang confirmou nesta segunda-feira (31) que testou um míssil balístico de alcance intermediário (IRBM, na sigla em inglês) Hwasong-12, conforme a mídia estatal. 

Em sua potência máxima, o míssil é capaz de viajar milhares de quilômetros, colocando áreas como o território americano de Guam ao seu alcance. Esse foi o sétimo teste realizado pela Coreia do Norte, só no mês de janeiro. 

Em cinco anos, essa é a primeira vez que um míssil com capacidade nuclear desse tamanho foi lançado. Enquanto isso, as autoridades norte-americanas, sul-coreanas e japonesas alertaram que o lançamento de domingo pode levar à retomada dos testes de armas de longo alcance e bombas nucleares.

Ameaça à segurança regional

O que a Coreia do Norte diz? Conforme a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o país alega que “o teste de disparo de inspeção foi realizado com o objetivo de inspecionar seletivamente o míssil balístico de longo alcance Hwasong-12 de médio alcance”. 

Além disso, a liderança norte-coreana diz que “está verificando a precisão geral deste sistema de armas, que pode carregar uma “ogiva nuclear pesada de grande porte”.

A KCNA defende que o lançamento do míssil foi realizado de forma a “garantir a segurança dos países vizinhos” e que a ogiva de teste foi equipada com uma câmera que tirou fotos enquanto estava no espaço.

As fotos divulgadas pela mídia estatal mostraram imagens espaciais da Coreia do Norte e áreas vizinhas através de uma lente de câmera redonda. A Coreia do Norte tirou essas fotos pela primeira vez em 2017, disseram analistas.

Vale lembrar que a Coreia do Norte já havia afirmado que iria reiniciar essas atividades de teste porque os Estados Unidos e seus aliados não mostraram sinais de abandonar suas “políticas hostis”.


Coreia do Norte costuma exibir suas armas nucleares em desfiles para o povo. Dia da Vitória da Coreia do Norte, em 2013

(Foto: Wikimedia Commons)

Resposta dos Estados Unidos

“Eles estão procurando tomar ações, que acreditamos serem fundamentalmente desestabilizadoras, como forma de aumentar a pressão”, disse um alto funcionário dos EUA em entrevista a jornalistas em Washington. 

“Acho que provavelmente há um componente que também serve para validar os sistemas que eles desenvolveram e refiná-los ainda mais”, continuou. 

O Hwasong-12 tem um alcance estimado de 4.500 quilômetros, o que colocaria o território norte-americano de Guam e o extremo oeste da cadeia das Ilhas Aleutas do Alasca ao alcance, de acordo com o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington.

Representação gráfica de mísseis de longo alcance da Coreia do Norte. (Ilustração: BBN News)

Em comparação, o maior e mais poderoso míssil que a Coreia do Norte testou até hoje é o Hwasong-15 ICBM, com um alcance estimado de 8.500 a 13.000 km, que pode ameaçar qualquer lugar nos Estados Unidos, disse o CSIS. O Hwasong-15 foi testado uma única vez, em novembro de 2017.

“Não é apenas o que eles fizeram ontem, é o fato de que isso está ocorrendo após um número bastante significativo de testes neste mês [janeiro], disse ainda o alto funcionário americano, fazendo um apelo para Pyongyang participar de negociações diretas sem pré-condições.

‘O mundo está distraído’

Analistas especializados na Coreia do Norte disseram que os testes parecem ter como objetivo garantir a aceitação global de seus programas de armas, seja por meio de concessões ou simplesmente conquistando a “aprovação já cansada” de um mundo distraído.

“A distração do mundo em outras questões realmente parece estar funcionando em benefício da Coreia do Norte agora”, afirmou Markus Garlauskas, membro sênior do think tank Atlantic Council e ex-autoridade de inteligência nacional dos EUA para a Coreia do Norte.

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, disse que a recente enxurrada de testes de mísseis norte-coreanos lembra o aumento das tensões em 2017, quando a Coreia do Norte realizou vários testes nucleares, lançou seus maiores mísseis e atraiu ameaças de “fogo e fúria” dos Estados Unidos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) proíbe a Coreia do Norte de realizar testes de armas balísticas e nucleares — e impõe sanções severas. Mas o país desafia regularmente a proibição.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Coreia do Norte proíbe comemoração do Natal


A um mês do Natal, muitas pessoas pelo mundo já estão esperando e se preparando para essa grande celebração cristã. Mas essa não é uma realidade na Coreia do Norte, onde as autoridades proibiram qualquer tipo de celebração do Natal.

O povo norte-coreano enfrenta a opressão, ao invés de ter qualquer esperança que remeta ao Natal. Na Coreia do Norte, os lideres criaram a própria comemoração, que acontece na véspera de Natal. A data não celebra Jesus, e sim o aniversário de Kim Jong-suk, a esposa do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung. Nesse dia, acontecem reuniões públicas e festividades nas escolas, fábricas e universidades como alternativa às celebrações natalinas.

Em mais de sete décadas, a Coreia do Norte rouba as celebrações de Natal e as substitui por celebrações da família Kim, fazendo de tudo para que se pareçam com o Natal dos cristãos. Na Coreia do Norte, a família que segue no controle do país obriga as pessoas a se curvarem diante dos milhares de monumentos da família Kim e celebrarem seus aniversários.

As mulheres cristãs enfrentam violência sexual no interrogatório e na prisão. Fora da prisão, o abuso sexual é normalizado contra elas. Os homens ficam sob controle extremo do regime, seus empregos são definidos pelo governo e não podem ser trocados.

Na Coreia do Norte, qualquer pessoa que tenha ligação cristã em sua descendência é excluída de promoções no emprego, de prestígio ou serviço militar preferencial.

A Coreia do Norte é o país onde os cristãos são mais perseguidos, sendo o número 1 na Lista Mundial da Perseguição desde 2002.

Cristãos em qualquer parte do país são extremamente vulneráveis à perseguição extrema. Por lá, qualquer ato que não demonstre lealdade completa à família Kim leva à punição que, na maioria das vezes, é a morte.

Leve esperança

Existe uma forma muito prática de contribuir para que nossos irmãos norte-coreanos tenham um Natal feliz. Muitos deles que fogem encontram refúgio em casas seguras na China, onde recebem alimento físico e espiritual. Com uma doação, você ajuda a suprir as necessidades de refugiados norte-coreanos na China.

Fonte: Portas Abertas via Folha Gospel

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Ditador da Coreia do Norte admite crise alimentar no país


Kim Jong-un culpou fenômenos climáticos e COVID-19 pela falta de comida

O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, admitiu durante a reunião do partido, em 14 de junho, que há escassez de alimento no país. “A situação alimentar das pessoas está ficando tensa", reconheceu aos principais líderes. O ditador culpou os tufões, que passaram pelo território em 2020, pela insuficiente colheita de grãos.

Mas a realidade é que o bloqueio completo nas fronteiras para impedir a entrada da COVID-19 impediu o acesso a suprimentos agrícolas como fertilizantes, pesticidas e outros produtos importados, principalmente da China. Além disso, Kim argumentou que o mundo todo está em crise e por isso a Coreia do Norte também foi atingida.

Quantos norte-coreanos foram atingidos pela crise alimentar atual?

A vigilância acirrada nas fronteiras também dificultou que ONGs enviassem comida para socorrer a população norte-coreana. De acordo com a ONU, estima-se que 10 milhões de pessoas, ou seja, 40% da população, precisem de ajuda alimentar urgente. Uma das consequências da escassez de alimentos é o aumento dos valores dos itens disponíveis. Um quilo de banana, por exemplo, está custando 225 reais.

Segundo o portal de notícias DailyNK, muitas famílias venderam as próprias casas para comprar comida. Isso fez com que o número de desabrigados aumentasse. Eles agora vivem nas ruas ou estações de trem. “É muito incomum para Kim Jong-un expressar publicamente as dificuldades da situação alimentar em uma reunião oficial e relatá-la à mídia central — os integrantes da família Kim são tratados como deuses na Coreia do Norte e raramente admitem problemas ou erros. É um sinal da gravidade da situação dentro da Coreia do Norte que o líder do país admita a crise que está enfrentando”, explica Timothy Cho*, cristão norte-coreano refugiado e colaborador da Portas Abertas.

Em abril, Kim advertiu os líderes que deveriam travar outra difícil “Marcha Árdua”. A expressão se refere ao período da Grande Fome que assolou o país na década de 1990. Estima-se que 3 milhões de pessoas morreram de desnutrição na época e muitos norte-coreanos fugiram para os países vizinhos em busca de melhores condições de vida. Porém, com as fronteiras completamente fechadas atualmente, a fuga do país número um na Lista Mundial da Perseguição 2021 fica mais difícil.

Por que a Coreia do Norte não aceita ajuda internacional?

O país comunista valoriza a autossuficiência e por isso não cede a acordos com outras nações que oferecem ajuda. Porém, os mais afetados pelas consequências do orgulho nacionalista é a população. “Se Kim continuar a rejeitar todo o apoio internacional disponível, e continuar se concentrando em armas nucleares, milhões de norte-coreanos comuns pagarão o preço”, reconhece Cho.

A Portas Abertas apoia norte-coreanos refugiados na China com alimentação, vestimenta, cuidados médicos e discipulado. “Esses suprimentos vitais ajudarão a manter vivos os irmãos e irmãs que os recebem. Também sabemos que muitos cristãos norte-coreanos continuam uma prática conhecida como ‘arroz sagrado’, compartilhando o que eles têm, mesmo que não seja muito, com os necessitados. Suas orações e apoio significam a diferença entre a vida e a morte para aqueles que recebem essa ajuda”, conclui o cristão.

*Nome alterado por segurança.

Apoie cristãos norte-coreanos na China

Você pode fazer a diferença agora na vida de cristãos norte-coreanos refugiados na China. Com uma doação é possível fornecer alimentos remédios e roupas para nossos irmãos e irmãs que enfrentam a fome. Ajude agora!

Pedidos de oração

- Interceda para que Kim Jong-un reconheça a humanidade dele e tenha um encontro real com Jesus. Que ele governe para o bem da população, com justiça, liberdade e responsabilidade.
- Clame pelos cristãos norte-coreanos que estão passando fome nesse instante. Que o Senhor os sustente de maneira sobrenatural, para que compartilhem o que têm com os outros e testemunhem sobre Cristo.
- Ore pelas organizações que trabalham enviando comida para o país. Que elas tenham sabedoria e recursos para encontrar novas maneiras de socorrer os norte-coreanos.

 

Fonte: Portas Abertas (21.06.21) via CPAD News

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Pastor conhecido como 'Schindler asiático' se arrisca para salvar escravas sexuais na China

O pastor Chun ajuda mulheres norte-coreanas que se tornam vítimas do tráfico humano ao tentarem fugir da ditadura de Kim Jong Un.


Várias mulheres norte-coreanas traficadas como escravas no mercado ilegal e multimilionário da prostituição virtual na China encontraram liberdade e cura graças aos esforços de um pastor sul-coreano conhecido como "Schindler asiático".

Em entrevista à CNN, uma desertora da Coreia do Norte chamada "Lee" contou como ela permaneceu presa por cinco anos com diversas outras outras garotas em um minúsculo apartamento no nordeste da China, depois que uma pessoa em quem confiou para ajudar-lhe em sua fuga da ditadura de norte-coreana se revelou como parte de uma quadrilha de tráfico humano, que a vendeu por 30.000 yuan (cerca de US$ 4.500).

"Quando descobri, me senti tão humilhada", disse ela à CNN. "Comecei a chorar e pedi para sair de lá, mas o chefe da casa disse que pagou muito dinheiro por mim e agora eu tinha uma dívida com ele".

Durante anos, Lee foi forçada a realizar vários atos sexuais em uma sala de bate-papo e só era autorizada a deixar o minúsculo apartamento uma vez a cada seis meses. Seu captor, um sul-coreano, confiscava o dinheiro de todas as garotas e também abusava delas fisicamente se ousassem pedir indenização.

Em 2015, Lee tentou escapar por uma janela, descendo por um dreno de metal, mas ela caiu e acabou machucando as costas e pernas. Após a queda, ela também ficou com um problema permanente na perna que a faz mancar até hoje.

"Eu senti vontade de morrer 1.000 vezes, mas eu não podia nem me matar, pois o chefe sempre estava nos observando", disse ela. "Durante esses passeios, ele sempre ficava ao nosso lado, então nunca conversávamos com ninguém".

Esperança

Mas em 2018 tudo mudou.
"Um dos meus clientes percebeu que eu era norte-coreana e estava sendo mantido em cativeiro", disse Lee. "Então ele comprou um laptop e me deixou controlar a tela remotamente para que eu pudesse enviar mensagens sem que meu chefe percebesse".

O homem também deu a ela o número de telefone de Chun Ki-Won, um empresário sul-coreano que se tornou pastor e resgatou centenas de vítimas traficadas da Coreia do Norte nas últimas décadas.

Chun foi apelidado de "Schindler ásiatico" na mídia coreana por causa de seus esforços, comparado a Oskar Schindler, o empresário alemão e membro do Partido Nazista que salvou a vida de 1.200 judeus.

Em setembro de 2018, Lee entrou em contato com o pastor Chun por meio de um serviço coreano de mensagens e escreveu: "Oi, eu quero ir para a Coreia do Sul. Você pode me ajudar?"

Nas semanas seguintes, Lee explicou ao pastor como ela havia caído em um golpe e acabou em um quarto onde era mantida como escrava para pornografia virtual, além de revelar a localização de seu apartamento e as rotina de seu chefe.

Durante o chat, o pastor disse a Lee: "Não se preocupe, nós vamos resgatá-lo". E ela respondeu enquanto chorava: "Obrigada. Estou com medo".

O resgate
Em outubro do ano passado, Chun enviou uma equipe para Yanji, com o objetivo de resgatar Lee e outra garota chamada Kwang. As duas foram retiradas do apartamento pela do quarto andar, usando diversos lençóis amarrados como uma "corda" improvisada. Em poucos minutos, elas já estavam dentro de um carro, a caminho da Coreia do Sul.

Depois de quase uma semana de viagem, elas chegaram à Coreia do Sul e passaram vários meses em um centro de recuperação, onde receberam apoio e também aprenderam sobre o cotidiano do país, como usar o metrô, tirar dinheiro em um caixa eletrônico e comprar alimentos em um supermercado. Em seguida, elas receberam um passaporte sul-coreano, foram encaminhadas a um apartamento subsidiado e receberam o direito de se matricular em uma universidade gratuitamente.

Hoje, Lee espera se tornar professora, enquanto Kwang, que deixou a escola aos 12 anos, quer concluir seus estudos e se formar.
"Eu nunca tive o luxo de me perguntar o que fazer com a minha vida", disse Kwang.

Contexto
Embora o número exato de desertores norte-coreanos que são forçados ao tráfico de seres humanos na China e em outros países asiáticos não seja claro, especialistas dizem que um número crescente de mulheres está fugindo da Coreia do Norte para a Coreia do Sul.

A Coreia do Sul diz que recebeu mais de 32 mil 'desertores' desde 1998. Só no ano passado, o país recebeu 1.137 pessoas que fugiram da ditadura de Kim Jong Un - e 85% dessas pessoas eram mulheres.

Anteriormente, Chun disse à NBC News que cerca de 99% dos desertores da China entram no país através do tráfico de seres humanos.

"Como há uma grande demanda por mulheres na China, os chineses pagarão à patrulha de fronteira para trazer mulheres", disse ele. "As norte-coreanas só sabem que estão sendo vendidas quando elas escapam de seu país, então elas naturalmente fogem para cair no tráfico humano".

A organização de ajuda cristã de Chun, Durihana ajudou mais de 1.000 desertores a chegarem a Seul desde 1999. A missão do grupo é unir as Coreias do Norte e do Sul, usando o Evangelho.

O chamado
O site da organização observa que Chun fundou a Durihana depois de encontrar o corpo de uma mulher norte-coreana que congelou até a morte, enquanto tentava escapar de seu país, atravessando o rio que fica na fronteira entre a Coreia do Norte e a China.

Ao ver isso, Chun deixou uma lucrativa carreira de empresário, foi para o seminário e se tornou pastor, dedicando sua vida a proclamar o Evangelho de Jesus ao povo norte-coreano.

Em 2001, Chun foi preso na fronteira da China com Mongólia, enquanto ajudava um grupo de desertores norte-coreanos a escaparem. Ele foi mantido em uma prisão chinesa por nove meses e finalmente libertado em agosto de 2002.

Hoje, os resgates são mais perigosos do que nunca, disse o pastor, especialmente com o avanço da tecnologia. Além disso, o ditador norte-coreano Kim Jong Un classificou Chun como um "câncer que deveria ser erradicado".

"A Coreia do Norte anuncia que vai me matar uma ou duas vezes por ano", disse ele à NBC News. "A China também já enfatizou que quer me capturar".

Mas, apesar dos riscos, Chun disse que continuará ajudando a resgatar os norte-coreanos do "reino físico e espiritual das trevas sob o qual eles vivem, para proclamar ao povo norte-coreano a redenção que está em Cristo Jesus, e para servi-los e fortalecê-los com compaixão ao reconstruírem suas vidas ... não importando o custo".

Fonte: Guiame

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Casal da Coreia do Norte conhece Jesus na Coreia do Sul e tem vida transformada


Kijoo Song e sua esposa viajaram a Seul, onde foram pela primeira vez à igreja e se tornaram cristãos.


Kijoo Song e sua esposa vivem em Kangdong, um dos quatro condados suburbanos de Pyongyang na Coreia do Norte. Eles são cristãos há 15 anos e contam que conheceram Jesus quando visitaram o filho em Seul, capital do país irmão, Coreia do Sul.

O casal conta que desde então a vida deles foi transformada em todos os sentidos. "Nosso casamento mudou depois que ele começou a ir à igreja", conta  a esposa.

Tudo começou em maio de 2004, quando Kijoo Song e sua esposa foram a Seul para ajudar seu filho que administrava um restaurante na cidade. A convite da nora Kyeong Hee Jeon, eles participaram da reunião da Igreja Manmin Central pela primeira vez.

Kijoo conta que as pregações dp pastor sênior, Rev. Jaerock Lee, eram fáceis de entender. Ele foi tão impactado pela Palavra de Deus que "enquanto ouvia a pregação, pedia desculpas à minha esposa pelo meu jeito raivoso de ser".

A primeira mudança, além do comportamento, foi que ele parou de fumar e de beber e diz que "procurou ser um bom marido".

Ele conta que tinha dificuldades financeiras, e seu coração ficava cada vez mais endurecido. "Eu duvidava da minha esposa em tudo, ficava bêbado e violento com ela; começava a quebrar pratos quando não gostava de algo", conta.

A esposa tinha problemas de saúde. E por causa do comportamento do marido sofria de depressão, mas ela conta que ficou completamente curada através da oração. Além disso, ela foi curada de uma doença de pele com a qual conviveu 10 anos.

Outro milagre na área da saúde aconteceu na vida de Kijoo, que foi curado milagrosamente de peritonite por meio da oração.

Voltando pra casa com milagres
Quando o casal retornou a Kangdong, eles tentaram compartilhar sua felicidade com os membros do Santuário local de Kangdong. "Quando nossos sorrisos foram colocados de volta em nossos rostos quisemos ajudar a obra de Deus", disse o homem.

Kijoo Song passou a servir à igreja local, ele dirigia a van da igreja para os idosos ou aqueles que tinham problemas físicos. Sua esposa preparava pratos todos os domingos para os membros da igreja.

No final de 2016, Kinjoo começou a trabalhar como carpinteiro. Ele contou que Deus o salvou de cair do quinto andar.

"Eu estava trabalhando do lado de fora do edifício, no quinto andar e a pilha de madeira caiu na minha cabeça e me derrubou. Eu segurei a armação de aço na parede, e com minhas pernas que estavam soltas em uma prancha, tentei apoiar meu peso corporal, mas não consegui", disse.

Kinjoo disse que para sua surpresa, outra pilha de madeira caiu sobre suas pernas e sustentou seu peso corporal. "Eu fui milagrosamente resgatado pelos meus colegas. O exame médico mostrou que eu não tinha nenhum ferimento na cabeça ou nas pernas", testemunha.

"Um de meus colegas deu glória a Deus dizendo: ‘Você sempre recebe oração do pastor todas as manhãs antes do trabalho, e Deus realmente protegeu você!'", contou Kinjoo sobre o milagre que viveu.

Em 2018, o casal foi abençoado com uma nova casa. Neste ano de 2019, Kijoo Song, que tem 75 anos, conseguiu um novo emprego.

"São as grandes e poderosas coisas que acontecem em minha vida desde que conheci o Deus vivo. Agradeço e agradeço a Deus Pai por me dar a esperança do céu nesta vida", conclui.

Fonte: Guiame

domingo, 23 de setembro de 2018

Coreia do Norte mantém cerca de 300 mil cristãos sob forte perseguição


Apesar das recentes reuniões entre líderes das Coreias do Sul e do Norte, a situação dos cristãos na ditadura comunista ainda é alarmante.


Na última terça-feira (18), ocorreu a terceira cúpula inter-coreana, dando continuidade a um momento histórico para as duas nações vizinhas, com o líder da Coreia do Sul, Moon Jae-in, sendo o primeiro presidente a cruzar a fronteira com a Coreia do Norte desde 2007.

Os líderes das duas Coreias estão se reunindo novamente cinco meses depois do primeiro encontro em abril, quando Kim Jong-un se tornou o primeiro líder norte-coreano a cruzar a fronteira com a Coreia do Sul desde o fim da guerra da Coreia, em 1953.

Segundo a CNBC, os dois estão se unindo para discutir o fortalecimento dos laços entre os dois países e a desnuclearização. Em abril, Kim Jong-un chamou a primeira cúpula de "ponto de partida" e prometeu uma "nova história" no relacionamento entre as Coreias.

A cúpula de três dias acontece após o recente anúncio do presidente Trump de um novo encontro com Kim Jong-un, depois que o líder norte-coreano enviou uma carta, em busca de uma reunião.

Expectativas
Essas reuniões não influenciam apenas no cenário político internacional, mas também gera expectativas à grande multidão de cristãos que vive sob repressão na Coreia do Norte. Atualmente, há cerca de 300 mil cristãos forçados a praticarem sua fé em segredo.

Estes encontros estão gerando uma série de questionamentos a eles, como:

"qual a influência que estes encontros podem ter sobre os avanços em direção à liberdade religiosa na Coreia do Norte?";

"O que as negociações de desnuclearização e paz farão para acelerar a libertação de mais de 50 mil cristãos que sofrem em campos de trabalho forçado porque acreditam em Jesus?";

"Será que veremos mais liberdade intelectual e religiosa no Norte em resposta a essas discussões em curso com o Sul e depois com os EUA?"

O que se viu até agora é que não há respostas imediatas a estes questionamentos. Muitos esperavam que as notícias dos primeiros encontros entre a Coreia do Sul e os EUA fossem anunciadas no início deste ano. Ainda é possível que essas visitas sejam o começo de décadas de orações respondidas para aliviar parte da pressão sobre os crentes perseguidos no Norte.

Fé e cautela
No entanto, o CEO da Portas Abertas nos EUA, David Curry, lembra que é preciso cautela com tantas expectativas.

"O mundo deve lembrar que nada mudou ainda para os estimados 300.000 cristãos norte-coreanos que precisam viver sua fé em segredo ou enfrentar a prisão e a morte. A missão Portas Abertas adverte que o homem sorridente nas fotos [Kim Jong-un] é o mesmo homem que ordenou inúmeros assassinatos e prisões em um lugar que a nossa Lista de Observação Mundial sobre perseguição religiosa classificou por 17 anos como o país mais perigoso do mundo para se viver como cristão", explicou.

"Continuo esperançoso de que o verdadeiro progresso será alcançado, não apenas em relação à desnuclearização — o que é bom para o mundo inteiro — mas também longe de um estado totalitário sob o qual muitos cristãos norte-coreanos sofreram por décadas, incluindo mais de 50.000, que ainda estão em campos de trabalho forçado. Deixemos que estes passos nos conduzam a um caminho de mudança duradoura para aqueles que sofreram o suficiente", acrescentou.

Com a longa história de perseguição ao cristianismo dentro do país, uma mudança concreta ainda parece um sonho distante. Nas duas cúpulas anteriores com a Coreia do Sul e desde as conversas de junho entre Trump e Kim em Cingapura até agora, nada de peso substancial foi mencionado sobre abrir o país a novas ideias, mudar o sistema político ou permitir que o pensamento livre cruze a fronteira.

"As discussões sobre a desnuclearização e a paz são bons pontos de partida, mas o futuro dos cristãos norte-coreanos é um assunto urgente", destaca um comunicado da missão Portas Abertas nos EUA.

Poder da oração
"Essas conversas entre as Coreias e os EUA devem levar-nos a uma crescente sensibilização para como nossos irmãos e irmãs em Cristo, que se esforçam para seguir a Jesus atrás da fronteira e encorajar orações persistentes e intensas por sua liberdade intelectual e religiosa que está em jogo", destacou o comunicado da Portas Abertas.

"Nossas orações devem ser tão corajosas quanto pedir liberdade religiosa total e o rápido crescimento da igreja na Coreia do Norte. Podemos orar para que essas reuniões históricas entre líderes mundiais produzam oportunidades sem precedentes para evangelizar e promover o Reino", acrescentou o texto.

Fonte: Guiame

terça-feira, 19 de junho de 2018

Quando uma igreja nasce dentro da prisão

As palavras a seguir são de Hea-Woo, uma cristã norte-coreana perseguida que quase morreu; mas Deus permitiu que ela enfrentasse a morte para contar seu testemunho.


Hea-Woo é uma cristã secreta que fugiu da Coreia do Norte para a China, foi capturada pela polícia e levada a um campo de trabalhos forçados na Coreia do Norte. Atualmente, ela vive na Coreia do Sul e seu testemunho é fonte de inspiração para cristãos do mundo inteiro. Quando ela esteve no Brasil, em 2015, se mostrou impressionada com a liberdade que os brasileiros têm de adorar a Deus sem nenhuma restrição.
Enquanto esteve presa, ela meditava no Salmo 23: "O salmo da minha vida. Meditei nele todos os dias no campo de trabalhos forçados. Não importava se eu estivesse presa. A situação que eu tinha na minha mente não impactou quem Jesus é para mim. Ele é o meu pastor", declarou e comentou que se sentia tranquila apesar das circunstâncias.
    "Mesmo que eu estivesse no vale da sombra da morte, eu não tinha medo de nada. Deus me confortou a cada dia. Algumas vezes, de uma maneira muito especial, quando Deus literalmente falou comigo e me disse que eu era sua amada filha. Eu só sabia que Deus estava preparando uma mesa para mim. Ele iria me abençoar e me honrar", conta.
    A cristã que adoeceu, ficou desnutrida e enfrentou o frio intenso por causa das condições deploráveis da cela onde se encontrava, disse que não esperava estar viva para ser usada por Deus. "Eu senti Deus acender um fogo em meu coração para compartilhar o evangelho com outros da prisão", lembrou.
    Embora ela soubesse que aquilo era impossível por muitas razões, já que os guardas na prisão seriam capazes de matar alguém que compartilhasse sobre o cristianismo, mesmo assim ela decidiu obedecer ao que ela entendia ser a voz de Deus. "Compartilhe sua farinha de milho com outro preso". Quando ela ofereceu sua própria comida a um companheiro de cela, ela literalmente deu-lhe a vida.
    "Eu percebi que aquele era meu chamado – trazer vida àqueles que estão morrendo. Dando minha própria comida, eu pude dar a eles vida e sacrificar a mim mesma. Isso me abriu muitas possibilidades para compartilhar sobre Cristo", explicou. Assim, um pequeno grupo de cristãos foi formado.
    "Deus colocou isso em meu coração: o anexo da prisão era o único lugar que podíamos adorar. Éramos cinco pessoas. Eu não tinha a Bíblia, então só conseguia ensinar a eles os versículos que sabia de cor. Aos domingos e no Natal, nos reuníamos em locais privados (banheiro). Então fazíamos um breve culto. Ensinei a eles alguns hinos, que cantávamos nessas reuniões", complementa.
    Depois de muitos anos, ela conseguiu fugir e tem sido uma referência para muitos que ainda não tiveram um encontro com Cristo, mesmo estando inseridos num contexto livre de perseguição religiosa. "Todos nós sobrevivemos ao campo porque cuidávamos uns dos outros. Não tivemos problemas, apesar de nossos cultos secretos", disse.
    A Igreja Perseguida tem produzido cristãos capazes de "libertar" muitas pessoas que, literalmente, vivem em cárceres religiosos. Atualmente, estima-se que entre 50 e 70 mil cristãos estejam presos em campos de trabalho forçado na Coreia do Norte.
    Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-Um para tratar de alguns assuntos importantes, entre eles a possibilidade de libertar os cristãos que vivem sob o regime do ditador.
    Hea-Woo comentou: "A família Kim não vai mudar de uma hora para outra. Mas Deus transforma as pessoas pelo seu poder. Vamos orar para que se a Coreia do Norte tem algum plano escuro, que seja revelado", conclui a cristã.

    Fonte: Gospel Prime

    terça-feira, 12 de junho de 2018

    "Qualquer um pode fazer guerra, mas só corajosos fazem paz", diz Trump a Kim Jong-un


    O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, tiveram um encontro histórico em Cingapura, na manhã desta terça-feira, 12.


    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump fez história na manhã desta terça-feira, 12, com um aperto de mão em seu encontro face a face com o ditador norte-coreano Kim Jong Un em Cingapura.

    "O presidente Kim tem a chance de aproveitar um futuro incrível para o seu povo. Qualquer um pode fazer guerra, mas só os mais corajosos podem fazer paz", disse Trump.

    Os dois líderes estavam sorrindo antes de assinar um documento histórico.

    O ponto principal do acordo é que, em troca de garantias de segurança, Kim reafirma seu compromisso com a desnuclearização da península coreana.

    "Nós temos aqui uma reunião histórica e decidimos deixar o passado para trás e estamos prestes a assinar um documento histórico", disse Kim.

    O acordo estabelece novas relações entre os EUA e a Coreia do Norte, construindo uma paz duradoura e estável. Ele permite que os EUA recuperem restos mortais de prisioneiros norte-americanos, mortos na guerra Guerra da Coreia.

    Trump disse que os EUA reduzirão seus exercícios militares com a Coreia do Sul, mas não retirarão nenhuma força norte-americana.

    "Não estamos reduzindo nada", disse Trump. "Em algum momento quero tirar nossos soldados, levá-los de volta para casa, mas não agora".

    Trump também disse que os direitos humanos eram parte da discussão, incluindo o tratamento dos cristãos, que enfrentam uma perseguição brutal na Coréia do Norte.

    "Cristãos, sim", disse Trump. "Franklin Graham passa uma quantidade enorme de tempo na Coreia do Norte e as coisas vão acontecer".

    Trump falou comoventemente do estudante universitário americano Otto Warmbier, que passou um ano em uma prisão norte-coreana e morreu dias depois de voltar para os Estados Unidos.

    "Otto não morreu em vão. Ele tinha muito a ver conosco hoje", disse Trump.

    É difícil acreditar que meses atrás ambos os países estavam prontos para a guerra, com Trump ameaçando "fogo e fúria" contra o regime totalitário comunista da Coreia do Norte.

    As sanções contra a Coreia do Norte não serão suspensas até que o progresso em direção à desnuclearização seja verificado comprovado.

    "O mundo vai ver uma grande mudança", prometeu Kim. "Eu gostaria de expressar minha gratidão ao presidente Trump".

    Trump chamou Kim de negociador e planeja convidá-lo para a Casa Branca em um futuro próximo.

    Fonte: Guiame

    quinta-feira, 10 de maio de 2018

    Donald Trump recepciona missionários libertados pela Coreia do Norte


    Na madruga desta quinta-feira (10) três missionários coreanos com cidadania americana chegaram aos Estados Unidos depois de serem libertados pela Coreia do Norte. O presidente americano Donald Trump e sua esposa, Melania Trump, fizeram questão de recepcioná-los no aeroporto.

    Os missionários Kim Hak-song, Kim Sang-duk e Kim Dong-chul estavam presos na Coreia do Norte por pregarem o evangelho, atitude proibida pelo regime comunista que governa o país e considera o cristianismo como um ato de traição.
    O Secretário de Estado, Mike Pompeo, que foi buscá-los pessoalmente e se encontrou com líder norte-coreano, Kim Jong-un, para acertar também os detalhes da visita de Trump ao seu país.
    De volta para a América, os cristãos aterrissaram na base de Andrews da Força Aérea, perto da capital Washington onde também estava os esperando o vice-presidente Mike Pence.
    A agência de notícias norte-coreana KCNA divulgou que Kim aceitou o pedido dos Estados Unidos para libertar os presos que têm nacionalidade norte-americana e lhes concedeu anistia total.
    A libertação dos missionários faz surgir a esperança que a Coreia do Norte acabe com a perseguição religiosa, o país é o líder mundial de perseguição a cristãos, segundo o Mapa da Perseguição realizado anualmente pelo Ministério Portas Abertas.
    Fonte: JM Noticia
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