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sábado, 11 de julho de 2026

PL em Porto Alegre quer punir apoio espiritual a pessoas que querem deixar homossexualidade




Porto Alegre (RS) - Vereadores cristãos alertaram que o PL353/25 pode abrir brechas para que oração e aconselhamento pastoral a homossexuais sejam proibidos.


Um Projeto de Lei (PL) que prevê a punição a quem oferecer “terapia de conversão” a homossexuais está em tramitação na Câmara Municipal de Porto Alegre.

O PL 353/25 estabelece punição administrativa para indivíduos e instituições que promoverem tratamento ou atendimento para alterar a orientação sexual ou a identidade de gênero.

“Constitui infração administrativa: ofertar ou anunciar publicamente ‘terapia de conversão’ em consultórios médicos, psicológicos ou psicanalíticos, clínicas médicas ou psicológicas, comunidades terapêuticas, ambientes religiosos ou locais de espiritualidade”, afirma o texto.

E continua: “Submeter pessoa, ainda que com seu consentimento, a tratamento, cirurgia, internação ou administração de medicação com objetivo de fazer “terapia de conversão”; promover chantagem, ameaça, castigos físicos ou penitências com objetivo de submeter alguém à ‘terapia de conversão’”.

A proposta também proíbe eventos que abordem o abandono da homossexualidade: “Ministrar palestras, cursos, seminários ou eventos similares com o objetivo de promover ou incentivar a prática de ‘terapia de conversão’”.

O Projeto de Lei, de autoria do vereador Giovani Culau e Coletivo (PCdoB), estabelece as seguintes punições para pessoas ou instituições que infringirem a norma: advertência, multa no valor de 250 a 2.500 reais, suspensão das atividades por 30 dias, cassação do alvará de funcionamento e proibição de ocupar cargos públicos em Porto Alegre.

Impacto para as igrejas

A proposta ainda passará por votação na Câmara Municipal de Porto Alegre. Vereadores cristãos expressaram preocupação com o PL.

Segundo Tanise Sabino (MDB) e Hamilton Sossmeier (Podemos), a lei abre brechas para que oração e aconselhamento pastoral a pessoas que querem deixar homossexualidade sejam classificadas como “terapias de conversão”.

“Como psicóloga e cristã, sou categórica: qualquer prática coercitiva, abusiva e humilhante deve ser rejeitada. O problema é a brecha intencional do texto. Ao não separar o que é prática abusiva do que é aconselhamento espiritual, o projeto abre margem para transformar ambientes religiosos em alvos de infração administrativa”, afirmou a vereadora Tanise, no Instagram.

“O texto tira o foco exclusivo dos profissionais de saúde e abre margem para criminalizar um pastor, um conselheiro ou um líder de jovens da igreja. Pela redação vaga, quem vai decidir o que é oração e o que é infração é um fiscal da prefeitura”, alertou.

Em publicação no Instagram, o vereador Hamilton observou: “O PL pode impactar diretamente a liberdade das igrejas em Porto Alegre”.

“O texto responsabiliza quem realizar aconselhamento relacionado à orientação sexual, inclusive quando esse aconselhamento é procurado voluntariamente pela própria pessoa. Isso atingirá atividades próprias da missão pastoral”, ressaltou.

Tanise Sabino afirmou que já existem regulamentos que proíbem práticas abusivas e que a punição é prevista pelo Código Penal.

O Conselho Federal de Psicologia proíbe qualquer prática de reversão da orientação sexual, assim como o Conselho Federal de Medicina.

“Então, o que essa lei municipal acrescenta, além de insegurança jurídica para pastores, líderes e igrejas?”, questionou Tanise.

Emendas para garantir a liberdade religiosa

Em junho, um grupo de vereadores apresentou emendas ao Projeto de Lei para garantir a liberdade religiosa de igrejas e líderes cristãos.

As emendas propõem que aconselhamento pastoral, direção espiritual, ensino religioso, proselitismo e atos de conversão religiosa, quando voluntários e sem coação ou violência, não sejam considerados infração administrativa.

Além disso, retira do texto referências a ambientes religiosos, locais de espiritualidade e outras expressões que podem gerar interpretações incompatíveis com a liberdade religiosa.

As emendas também garantem que manifestações religiosas, litúrgicas, pastorais e doutrinárias realizadas por igrejas e organizações religiosas não sejam incluídas no PL 353/25.

Projeto semelhante na Bahia

Na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um PL que prevê a proibição das “terapias de conversão” também está em tramitação.

O PL./25862/2025, de autoria do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), quer punir indivíduos ou instituições que derem apoio espiritual para pessoas LGBT que querem deixar a homossexualidade, no estado.

Se aprovado, o projeto vai proibir aconselhamento pastoral, cultos, retiros, orações e outras práticas religiosas voltadas para ajudar homossexuais a retornarem ao gênero biológico e viverem a sexualidade bíblica, como os casos de pessoas destransicionadas.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Pastora é morta a facadas por ex-preso que estava aconselhando, nos EUA


Marita Harrell, de 57 anos, amava ajudar os perdidos de sua comunidade em Atlanta.


Na última quarta-feira (18), uma pastora em Atlanta, nos Estados Unidos, foi morta a facadas por um homem que ela estava dando aconselhamento espiritual. Marita Harrell, de 57 anos, liderava o Connections at Metropolitan United Methodist Church.

O suspeito do assassinato é um ex-presidiário de 27 anos, Christopher Griggs, que foi preso e acusado pelas autoridades.

De acordo com a polícia local, o criminoso esfaqueou a pastora com uma faca de cozinha grande e levou o corpo para uma área isolada, onde o incendiou dentro de uma van.

“Em um nível espiritual, você está perguntando a Deus: ‘Por quê? Por que ela? Ela estava fazendo o seu trabalho”, confessou Vincente Scott, amigo de Marita.

E acrescentou: “Se você a conhecia, ela estava oferecendo conselhos, encorajando. O mundo perdeu um grande contribuinte para o processo civilizador. Sobretudo, Marita ajudava a melhorar os indivíduos e melhorar a sociedade”.

A filha da pastora, Alyse, disse a repórteres que sabia que sua mãe estava orientando Griggs e que ele era um ex-presidiário.

“Ela tinha um coração aberto, maravilhoso e receptivo, e estava sempre disposta a aprender sobre novas pessoas e amava as pessoas”, declarou Alyse.

O reverendo Michael T. McQueen, um funcionário local da United Methodist Church (UMC), afirmou: “Ela era apaixonada pelo que fazia, que era ajudar aqueles que estão perdidos e deixados de fora. Ela estava fazendo o que gostava de fazer. É isso que torna isso tão trágico”.

Marita Harrell era casada e tinha dois filhos. A líder possuía mestrado em Divindade pela Emory University e foi comissionada como anciã provisória da UMC em 2019.

A congregação da Connections at Metropolitan realizou um culto de ação de graças à pastora no último fim de semana.

“Ficamos zangados, feridos, fizemos perguntas. Mas como crentes, como filhos de Deus, sabemos o que Ele é e apenas olhamos para Ele”, disse Dorris Bolden, membro da igreja.

Fonte: Guia-me com informações de Christian Headlines via Folha Gospel

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Sarah Sheeva alerta cristãos sobre perigo de ter amizade com pessoas mundanas

 

Sarah Sheeva, é escritora e cantora brasileira. que ficou famosa por sua pregação a respeito de abstinência sexual antes do casamento, tendo aumentado muito sua visibilidade após a profecia sobre a morte da cantora Marilia Mendonça 1 mês antes do ocorrido.

Sarah Sheeva que se apresenta como pastora, é  um caso diferenciado de artista que se converteu, não nascida em um lar cristão, também filha dos conhecidos cantores brasileiros, Reta Lee e Pepeu Goes, mas que tem dado um excelente testemunho cristão no dias atuais.

Veja  que ela diz sôbre a amizade dos cristãos com pessoas mundanas, publicada no Canal "Cristão também pensa"

ASSISTA AQUI

terça-feira, 9 de março de 2021

Pastor buscará aconselhamento após dizer às fiéis que fiquem magras para seus maridos

Um pastor evangélico entrou em uma enorme polêmica após dizer às mulheres de sua congregação que se mantivessem magras, usassem maquiagem e ficassem sexualmente disponíveis para seus maridos, como forma de manterem seus casamentos saudáveis.

“Por que existem tantas mulheres que, após se casarem, ficam desleixadas? Não estou dizendo que todas precisam ser aquele tipo de ‘mulher troféu’, como Melania Trump, pois nem todas conseguem ser assim. Porém, vocês não precisam se transformar em machonas”, declarou o pastor no polêmico sermão.

O pastor Stewart-Allen Clark, da Primeira Igreja Batista Geral em Malden, no Missouri (EUA), foi amplamente criticado na imprensa e também nas redes sociais. Com a repercussão, o líder evangélico “tirou uma licença” de sua função para fazer uma requalificação.

A diretoria da igreja divulgou uma nota afirmando que “o sermão incluiu comentários não condizentes com os valores da congregação”, conforme informações do portal The Christian Post.

“Em 2 de março de 2021, o pastor Stewart-Allen Clark tirou uma licença e está procurando aconselhamento profissional”, acrescentou o comunicado da igreja, divulgado em seu próprio site.

A Primeira Igreja Batista Geral é membro da denominação Batista Geral, que também publicou um comunicado no dia 01 de março pontuando que o sermão de Clarke não era consistente com seus valores.

“O Comitê Executivo do Conselho Geral Batista de Associações se reuniu hoje, 1º de março de 2021, para tratar de questões relacionadas a um sermão de Stewart-Allen Clark na Primeira Igreja Batista Geral de Malden que recebeu exposição significativa. O sermão incluiu comentários que não são consistentes com as posições e valores dos batistas gerais”, enfatizou o conselho.

“De acordo com nossa estrutura, o Comitê Executivo recomendou que o Conselho de Associações e o Presbitério de MoArk pesquisassem as declarações e tomassem as medidas apropriadas”, acrescentou o comunicado, que também observou que o pastor, que seria moderador da reunião da Associação Geral de Batistas Gerais agendada para julho de 2022.

“Ele renunciou ao cargo. Os batistas gerais acreditam que toda mulher foi criada à imagem de Deus e que devem ser valorizadas por esse motivo. Além disso, acreditamos que todos os indivíduos, independentemente de quaisquer outros fatores, são tão amados por Deus que Cristo morreu por eles”, conceituou o Conselho Geral Batista.

Apesar do afastamento do pastor, não há uma recomendação para que Clark não volte a seu cargo: “Cada igreja Batista Geral tem autonomia da organização nacional e, como resultado, os ministérios batistas gerais não têm autoridade relacionada ao emprego de qualquer pastor ou líder de igreja em uma congregação local”.

Segundo o jornal New York Post, esta não foi a primeira vez que o pastor fez declarações consideradas polêmicas. Em outra oportunidade, ele teria dito que o “controle de peso” era uma ferramenta eficaz para manter um casamento feliz e que toda mulher deveria usar perfume e maquiagem para ficar “menos feia e fedida”.

Fonte: Gospel+

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Juntos podemos mudar a cultura sexual de uma nação, diz pastor do ‘Eu Escolhi Esperar’


Apesar de ter sua eficiência questionada, pastor Nelson Jr. se mostrou a favor da abstinência sexual como prevenção à DST e gravidez precoce.


No último domingo (2), o Fantástico (rede Globo) veiculou uma matéria, questionando a eficácia da campanha do governo Bolsonaro de retardamento da iniciação sexual de adolescentes, para prevenir as DST e a gravidez precoce. Com o slogan "Adolescência primeiro, gravidez depois" e a hashtag #tudotemseutempo para ser usada nas redes sociais, a campanha deve ser lançada pelo ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos (comandado pela ministra Damares Alves) nesta segunda-feira (3).

Na matéria, o programa chamou duas mães e suas respectivas filhas adolescentes para conversar. Uma das garotas afirmou que esperaria pelo casamento para ter relações sexuais, enquanto a outra disse que identificaria o momento em que "estivesse segura para perder a virgindade". Porém, as duas mães se mostraram contrárias à proposta de "abstinência sexual".

A tônica da matéria do Fantástico focou-se em destacar que os adolescentes brasileiros não aceitarão a campanha que propõe o retardamento da iniciação sexual.

Porém, o pastor e idealizador do conhecido movimento "Eu Escolhi Esperar", Nelson Jr. destaca uma outra visão sobre o assunto. Segundo ele, há pelo menos cinco milhões de adolescentes que estão dispostos a esperar pelo casamento para terem sua iniciação sexual.

Em entrevista exclusiva ao Guiame, Nelson Jr. falou sobre como iniciativas semelhantes à dele têm inspirado a campanha do governo Bolsonaro.

Portal Guiame: Já se falou sobre a possibilidade do "Eu Escolhi Esperar" vir a se tornar um programa do governo, porém você mesmo tem desmentido tal informação. Como o "Escolhi Esperar" irá contribuir com a atual campanha de retardamento da iniciação sexual de adolescentes?

Pastor Nelson Junior: Em dezembro, participei de uma audiência pública promovida pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos e deixaram bem claro que o projeto do governo ainda não tinha nome. Em declarações recentes na imprensa, a ministra já explicou que os programas do governo estão em desenvolvimento envolvendo outros ministérios como a saúde e educação. Querem associar o nome do nosso movimento ao do governo em uma tentativa de enfraquecer o debate e desgastar a inciativa para alegarem que a motivação é religiosa e assim a sociedade não abraçar a ideia. Imagino que o nome do programa do ministério não será o "Eu Escolhi Esperar" e terá meu total apoio seja qual nome for.

Guiame: Há anos liderando iniciativas como o "Eu Escolhi Esperar", você viu milhares de adolescentes e jovens optando por um estilo de vida que vai na contramão da pós-modernidade (sobretudo com relação à sexualidade). Quais frutos desse movimento você conseguiu ver a curto prazo?

Pastor Nelson: A curto prazo, A primeira coisa que nós percebemos 10 anos atrás, quando iniciamos, foi que o 'Eu Escolhi Esperar' veio como um grande machado, quebrando muitos tabus. O Escolhi Esperar conseguiu conseguiu trazer à superfície um tema que era obscuro, não era tratado.Talvez por isso o Escolhi Esperar tenha se multiplicado tanto. .Havia uma demanda reprimida o tema não era tratado e a gente começou a falar abertamente, à luz da Bíblia, com equilíbrio, de forma saudável e sem rodeios. Sem vulgaridade, mas de uma forma bem clara, na linguagem do jovem.

A segunda coisa que nós percebemos a curto prazo foi o que nós chamamos de cultura do pertencimento. O que é isso? O que fez o 'Eu Escolhi Esperar' viralizar rapidamente nas redes sociais, logo após ter sido criado foi o fato das pessoas irem se identificando ao grupo e à mensagem. Então, [como resposta ao surgimento do ministério] as pessoas postavam coisas do tipo: 'Até que enfim encontrei um grupo que fala o que eu acredito'. Porque durante muito tempo houve o tabu que "quase ninguém se guarda", que "quase ninguém é virgem". A virgindade, a castidade, se preservar, principalmente até o casamento, ainda que não seja mais virgem, pareciam ser escolhas de um pequeno grupo. E o 'Eu Escolhi Esperar' é a resposta mais clara para a sociedade, para o poder público, para a Igreja, para especialistas. É a evidência de que existem milhões que fazem essa escolha.

Guiame: E a médio e longo prazo?

Pastor Nelson: A médio prazo, podemos perceber a evidência do que é um trabalho de conscientização. São quase 10 anos rodando todo o Brasil, com seminários; são aproximadamente 5 milhões de seguidores em todas as redes sociais - a soma total daria mais que isso, mas há pessoas que seguem em mais de uma rede social, então descontamos essas repetições - Milhões de visualizações no nosso canal no Youtube, milhares de livros vendidos e chegamos a ter três mil convites por ano para realizar conferências.

Então, percebemos a médio prazo, que o trabalho de conscientização proporcionou excelentes resultados. Isso nós vemos nos testemunhos, na quantidade de pessoas que já nos escreveram, contando suas histórias, suas realidades, como foram impactadas por essa realidade, encorajadas, fortalecidas, levantadas, impulsionadas, animadas pelo trabalho feito pelo Escolhi Esperar e também por outros movimentos semelhantes, que eu gostaria de honrar aqui.

Outros perfis, outros líderes, algumas denominações específicas desenvolveram projetos e programas para o seu público. Nós temos o caso da Igreja Videira, por exemplo, que trabalhou muito com a corte; temos as igrejas da visão celular, as igrejas da visão MDA, a Renascer em Cristo, também foram igrejas que desenvolveram projetos que fortaleceram esse discurso, porque o fruto não é do Escolhi Esperar sozinho, o fruto é quando a gente tem um conjunto de ações juntas, pode mudar a cultura sexual de toda uma nação. Acredito que esse pode ser o resultado a longo prazo, que é poder realmente transformar a visão cultural em relação ao sexo, principalmente entre crianças e adolescentes. Você podendo alterar isso, a mentalidade sobre o sexo, trazendo ele na sua essência, com o propósito correto, a conscientização com relação ao tempo certo… essa perspectiva saudável produzirá os resultados que ficarão por gerações.

Talvez, esse seja o grande medo das pessoas, que por pura ideologia, interesses políticos e principalmente econômicos, querem fazer sangrar a iniciativa do governo, desgastando a ministra Damares. Eles sabem que projetos e iniciativas como esses (seja o Eu Escolhi Esperar ou qualquer outro de conscientização) significam uma ameaça à ideologia deles. E sabem que o Brasil é um país conservador e que a população abraçando isso, um grupo pequeno e privilegiado vai perder muito, ideologicamente falando e um outro grupo vai perder muito, economicamente falando. Se os adolescentes do Brasil esperarem, quantos preservativos deixarão de ser comprados?

Fonte: Guiame

domingo, 1 de julho de 2018

“O jovem que permanece firme em Deus é relevante para a sociedade”, diz Nívea Soares


A cantora disse que os jovens precisam guardar a Palavra de Deus para não se deixarem levar por outras doutrinas.


A cantora Nívea Soares disse em uma ministração no programa "Amplificador" da Rede Super de Televisão que os jovens que permanecem em Deus e guardam Sua Palavra são relevantes para a sociedade. Ela inicia sua fala esclarecendo que Deus chama os seus de "filhinhos".

"Interessante Como Deus nos chama de filhinhos. 'Filhinhos, escrevi para que conheceis o pai'. Jesus veio nos apresentar a Deus como um pai. Não Deus como alguém distante ou apenas o Senhor a qual servimos, mas como pai, a quem nós amamos e que nos ama de volta", disse ela.

Ela continua:

"Pai que cuida de nós, pai que zela por nós. Que supre as nossas necessidades, pai que a gente tem comunhão, com quem a gente pode dizer a verdade sem medo sem ser jogado fora. A gente pode ser a gente mesmo, sem performance. Esse é o pai e Ele vem nos apresentar a pessoa de Deus", ressaltou.

Nívea aproveitou para falar da responsabilidade que a geração anterior tem de apresentar Deus a nova geração. "Eu creio que existe uma responsabilidade de uma velha geração, de apresentar Deus de uma forma certa. Quantas vezes nos confundimos o nosso relacionamento com Deus?", questiona.

"Quantas vezes a gente não consegue ver Deus como pai porque alguém representou mal a pessoa de Deus a nós? Alguém, símbolo de autoridade para nos, representou Deus de uma forma tão deturpada, que não conhecemos ou não conseguimos enxergar Deus como pai, que para nós é sinônimo de abuso", explicou.

A cantora coloca que para muitas pessoas, a figura de um pai pode ser sinônimo de desprezo ou até mesmo de solidão.

"Deus pai é alguém que não é como o homem que falha. Não é como as pessoas que vão até com figuras de autoridade, como nosso próprio pai. Pais que não foram homens perfeitos nas nossas vidas. Mas Deus é um pai perfeito que nos surpreende em todos os sentidos", salientou.

A força do jovem
Nívea ressalta que o jovem tem uma força característica dessa idade e faz menção ao tempo de sua juventude.

"Eu lembro quando eu era jovem, quando eu tinha meus 20 e poucos anos, como eu tinha aquela garra, aquela impetuosidade. Eu dizia aquilo que eu gostaria de dizer e as pessoas ouviam", disse.

"O jovem tem isso, naturalmente. E João disse, eu escrevi para vocês porque vocês são fortes. Escrevi para vocês porque vocês são relevantes, vocês tem uma voz, vocês têm uma identidade", disse.

"Se vocês permanecerem no meu amor eu vou permanecer em vocês. Permaneça em mim e eu permanecerei em vocês. Aquilo que vocês pedirem, suas orações serão atendidas. O jovem cuja característica é a impetuosidade, que permanece na Palavra, que tem dentro de si arraigada a Palavra de Deus, ele é um jovem que vence o maligno, que vence as setas do inferno", alertou a cantora.

Ela ainda diz que o jovem que permanece obedecendo a Bíblia não se deixa levar "por uma sociedade corrupta dos nossos dias, mas que vence aquilo que tem visto".

Ela continua:

"Há muitos que vencem o sistema do maligno. Aquele que é realmente relevante. Quem escolhe permanecer na Palavra do Senhor é relevante na sociedade. Ele não é levado por todo e qualquer vento. Ele é firme e referência".

Fonte: Guiame

ASSISTA AQUI

Para uma boa audição desligue o áudio do Stúdio Rhema no canto superior esquerdo do blog.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Entendendo o suicídio a luz da Biblia e da analise do comportamento

ENTENDENDO O SUICÍDIO À LUZ DA BIBLIA E DA ANÁLISE DO COMPORTAMENTO. O que leva uma pessoa a Suicidar? Muitos Buscam essa resposta!

Considerando que houve um aumento significativo de casos de suicídio nos tempos da pós-modernidade, sobre tudo nos últimos anos, muitas pessoas me perguntaram, pastor o que leva uma pessoa a cometer suicídio?

  • Será uma maldição?
  • Será uma força satânica?
  • Um problema psicológico ou de personalidade?

Vamos procurar entender, primeiro que estamos diante de fatos complexos, altamente complexos.

O Que é Suicídio?

É o ato de tirar a própria vida intencionalmente. O comportamento suicida é muito complexo, mas podemos entender sobre a luz da bíblia de das teorias comportamentais. Devemos sempre levar a sério as tentativas e ameaças e tentativas de suicídio. Provavelmente cerca de um terço das pessoas que tentam suicídio tentará novamente dentro de um ano. Aproximadamente, 10% das pessoas que ameaçam ou tentam cometer suicídio terminam se matando.

1. As Possíveis Causas

O comportamento suicida pode ocorrer por diversos problemas entre eles os clínicos patológicos, neurológicos, inerente à química cerebral: transtorno bipolar; depressão crônica; alcoólatra, esquizos e outros transtornos inerentes que tira o indivíduo da realidade e o prazer pela vida. Geralmente os indivíduos que suicidam estão fugindo de uma situação difícil que foi imposta pela vida e que lhes parece impossível vencer; e pensam que através do suicídio encontrarão o alivio.

Pensamento de culpa: São normais que comportamento suicida sente-se envergonhados culpados por pensarem ser pesados aos outros; outro fator é sentimentos de rejeição, perda ou solidão. Outros componentes que aceleram o gatilho do comportamento suicida são: desemprego e fortes problemas financeiros, patologia incurável, traumas psicoemocionais na dimensão profunda e impactantes, morte de um ente querido, até mesmo o envelhecimento (segundo pesquisa recente entre os idosos estão a maior taxa de suicídio) outro fator que deve ser observado no comportamento suicida é psicanalítico acesso à arma na infância, membro da família que cometeu suicídio, autoflagelamento, abuso, violência ou negligencia na infância. O que provavelmente ocorre no pensamento das pessoas que tentam cometer suicídio é acreditarem erroneamente que, ao deixar o mundo, estão fazendo um favor a seus amigos e parentes.

2. Comportamentos Suicidas

Em muitos casos os indivíduos apresentam comportamentos, mas, nem sempre, apresentam determinados sintomas comportamentais antes de uma tentativa de suicídio, como por exemplo, mudança radical na rotina alimentar, perturbação do sono, sentimento de culpa diz que este desolado e muito culpado; gosta muito de falar sobre suicídio, alguns chegam a dizer que quer experimentar, de forma inesperada começa a ter problemas na escola, família e trabalho (problemas de pensamento) isolar-se afastar de amigos íntimos, apresenta comportamento autodestrutivo, perda rapidamente interesse por sexo, perda de interesse por divertimento principalmente os que eram de rotina; gosta muito de falar em ir embora, "vou organizar as minhas coisas" doar pertences, dificuldade na organização do pensamento. (pensamento automutilastes constante)

2.1. Buscando ajuda

Se você esta tendo pensamento suicida procure ajuda o mais rápido possível, desajuste do pensamento, ou desejo, busque ajuda rápido.

2.1.1. Médica:

O médico é o profissional da saúde, ele fará uma avaliação para detectar se as alterações do pensamento são orgânicas, ou se existe uma patologia orgânica, que esta levando ao pensamento suicida. Uma pessoa com pensamento suicida pode estar precisando de tratamento de emergência ou após uma tentativa de suicídio. As tentativas de suicídio podem ser de ordem patológica, inclui: Transtorno bipolar Transtorno de personalidade limítrofe dependência de drogas ou álcool depressão profunda, etc. Problemas de saúde mental, relacionadas aos neurotransmissores podem geral pensamento suicida.

2.1.2. Ajuda Psicológica:

Procure o profissional da psicologia, a terapia psicológica é fundamental; "Psicoterapia" porque ela ajuda na organização do pensamento e das estruturas psicoemocionais, ajustando o comportamento do indivíduo ao meio social; este será um momento de abrir-se para o novo de reconstrução, e de eliminação dos pensamentos automáticos autodestrutivo.

2.1.3. Ajuda Pastoral:

Os suicídios também podem ter origem demoníaca, uma pessoa sobre influência maligna podem se suicidar; cf. Lc.5.1-20; outras por terem cometidos pecados e entraram em declínio espiritual tornaram escravas de sentimentos de culpa profundos; podem vir também a ter pensamentos suicidas; neste caso a terapia e espiritual, e a ajuda e pastoral.

3. A Visão bíblica-teológica a respeito do suicídio.

A Bíblia menciona algumas pessoas que cometeram suicídio, entre eles citam: Judas; Aitofel; Abimeleque; Zinri; Saul; o escudeiro de Saul; cf. Jz.9.54; 1Sm.31.4; 1Sm.l 31.4-6; 2Sm.17.23; 1Rs.16.18; Mt. 27.5.

Percebe-se que eram homens pecadores, perversos carregados de maldades, e com comportamento atípico, cheios de rancores ciúmes e inveja; a Bíblia enxerga o suicídio da mesma forma que assassinato, pois isso é exatamente o que se chama de auto-assassinato; á pessoa mesma se matar; o dono da vida é Deus, e cabe a Ele única e exclusivamente decidir quando e como uma pessoa deva morrer; o desejo de Jesus é que tenhamos vida e vida em abundância, cf. Jo.10.10.

3.1. A Principal causa do suicídio é a desesperança.

Estas pessoas se sentem sozinhas, sem esperança, sem perspectiva do futuro. A desesperança é um processo psicoemocional, "um luto sem causa" isto é, acontece dentro do ser humano e independente, mas fatores externos, psicológico, neural também podem contribui e influenciar. Na experiência pastoral e psicológica tenho atendido muitas pessoas frustradas, amarguradas, tristes e sem esperança; estão vendo a vida de maneira e forma errada, como se viver para elas não tem mais sentido, "solidão profunda". Nesta perspectiva teológica a pessoa está prestes a cometer suicídio; mas a bíblia tem a solução, Paulo disse "Jesus Cristo esperança nossa" cf. 1Tm.1.1-2.

3.2. Problemas espirituais:

Conflitos espirituais, e a questão do pecado. O pecado e a transgressão às leis divinas são causas teologicamente geradoras de todas as mazelas e ações demoníacas surgidas no mundo hodierno, entre elas o "suicídio".

A Bíblia fala de "angustia profunda e cordel de morte" cf. Sl.116; neste caso a angustia profunda e o desejo suicida (cordel de morte) eram problemas de origem espirituais, que poderá levar ao suicídio. Mas o salmista encontrou a solução "Então invoquei o nome do Senhor" problemas espirituais não resolve com medicamentos, mas, com oração, cf. Sl. 116.4, "O Senhor livra minha alma" e o Senhor atendeu a suplica do salmista, o qual ele mesmo confessa dizendo: "Estava abatido, mas, ele me livrou" "Tu Senhor livraste a minha alma da morte" por meio da fé em Deus o salmista cantou o hino da vitória sobre o pensamento suicida, "Cri, por isto falei: estive muito aflito" estive (tempo passado) hoje não estou mais, o Senhor me libertou, curou a minha alma. Cf. 116.1-19.

3.3. O Diabo é o principal autor do suicido.

Cristo veio para trazer vida, e vida com abundância, cf. Jo.10.10; O ladrão (diabo) vem para matar, roubar e destruir a vida das pessoas; ele é homicida desde o principio e nunca falou a verdade, cf. Jo.8.44; portanto, tudo que descaracteriza a vida com abundância e que desvalorize a vida é condenável. O suicídio é um assunto extremamente delicado, mas sem dúvida tem uma forte ligação com as forças malignas. Até mesmo os filósofos ateus, como Sartre, por exemplo, afirmam que o suicídio é errado por ser uma atitude que destrói todos os atos futuros de liberdade; para Agostinho, "O suicídio é o fracasso da coragem".

Conclusão:

O aconselhamento pastoral faz com que a esperança brota no fim do túnel; ele é um processo terapêutico espiritual de ajuda. Jesus Cristo é a nossa viva esperança; "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos" cf. 2Co.4.8-9. Mude o foco de seus pensamentos, cf. Sl 139:17-18 "E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos!"

A Bíblia convida você a estar sempre ao lado de Jesus cf. Mt. 11.28-30. Deus é o nosso refugio e fortaleza socorro bem presente, cf. Sl. 46.1; Deus é misericordioso, cf. Lt.3.22-23 "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã e grandes é a tua fidelidade que se estende de gerações a gerações".

Com a ajuda de Deus, podemos ter o controle sobre os nosso pensamentos; a Bíblia diz em Filipenses 4.8 "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

Pr. Mauricio Brito
Pastor, membro da AD Jaru (RO), Secretario do Conselho de Educação e Cultura da CEMADERON, Graduado em Pedagogia, Filosofia, Teologia, e Psicologia, Professor Universitário e escritor.

Contatos: 
Telefone: 69-92244161

sábado, 16 de dezembro de 2017

SUICÍDIO DE PASTORES - Motivações, reflexos, distorções e atitudes


Os últimos acontecimentos chocaram todo o mundo, em especial o mundo evangélico brasileiro, quando foi registrado o suicídio de dois pastores assembleianos na mesma semana, no Brasil, trazem uma série de interpretações e indagações que nos levam à necessidade de uma profunda reflexão sôbre o caso.

Primeiro entendo que o fato em sí é por demais desagradável, lamentável e funesto, uma verdadeira tragédia.

Do ponto de vista criminal, cabe agora às autoridades policiais confirmar, através das perícias técnicas o suicídio, e em se confirmando, creio que existe algum motivo oculto que, quem sabe ainda venha ser revelado, ou ficará no mesmo no obscurantismo, agora que algo deu errado, não hà a menor dúvida.

De qualquer maneira, por mais que os índices estatísticos de suicídios entre pastores tenham aumentado, isso ainda é um estranho acidente de percurso na vida de um líder, portanto não pode ser tido como a regra, mas uma excessão.

Acende-se então um "sinal amarelo", que sugere a urgência de uma maior atenção sôbre os motivos que fazem com que esses índices aumentem e quais ações precisam ser tomadas, tanto no campo institucional, como no individual e pessoal.

Quanto ao áudio viralizado como sendo do Pr. Júlio César, em sua Igreja dias antes do suicídio, já está claro e bem declarado não ser dele, afinal de contas não é a sua voz, mas de outra pessoa, que até prova em contrário, fez um desabafo mas não se suicidou, menos mal.

Porém, é de bom alvitre assumir, que para questão de análise, o áudio trouxe certa consternação, gerando um sentimento misto de pena e dó, fazendo com que a maior parte dos comentários emitidos nas redes sociais, justificassem a ação do suicídio, trazendo a culpa para o "sistema", para a atitude dos membros da Igreja, entre outras alegações, sendo que, caso o áudio fosse mesmo do pastor que se suicidou, isso só já era o suficiente para o transformar numa espécie de "mártir" da causa perante a opinião pública, ficando aberta a porta para a justificativa de uma série de outros suicídios acontecidos ou ainda possíveis de acontecer, o que julgo simplesmente lamentável.

Ainda que haja qualquer motivação, o suicídio será sempre injustificável. Não matarás, isso é mandamento. Não se destrói o templo do Espírito. Isso será sempre considerado como a fraqueza do ser humano em enfrentar seus problemas, uma espécie de antecipação do fim de uma insuportável dor, ainda que custe a vida terrena e coloque em risco a salvação eterna.  


A Bíblia menciona algumas pessoas que cometeram suicídio, ou suicídio assistido:
Tirando o caso de Sansão, que é bem particular, nenhum dos outros suicídios é abordado de forma favorável na Bíblia.
O intuito deste artigo, não é julgar quem tenha tirado a sua própria vida, aliás, nada mais por eles podemos fazer, a não ser orar para que o Espírito Santo console os familiares, mas tentar ajudar os vivos que passam por problemas e estão com o mesmo sentimento. Ainda que saibamos perfeitamente que esse julgamento só pertence a Deus, é uma posição no mínimo temerária e arriscada. Não se arrisca no quesito salvação.
"E, assim como aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo, depois disso o Juízo," Hebreus 9:27, portanto, na eternidade não há o que se remediar ou consertar.
Sôbre as falhas do sistema
Nosso sistema tem falhas, em especial o pentecostal, no entanto, não se muda um sistema centenário e o pior de tudo, descentralizado, com uma "canetada" de quem quer que seja. É preciso muita informação, reflexão e mudança de cultura, tanto na vida institucional como na pessoal.
Sôbre essas dificuldades deixo aqui três exemplos:
O primeiro: Na igreja que pela misericórdia de Deus hoje sou o pastor, a AD Cubatão, justamente por considerar o excesso de trabalho dos pastores, que por uma conjuntura cultural não tiravam férias, no último ano instituímos em reunião ministerial, que cada um deveria tirar quinze dias de descanso com a família, no ano e curso, pelo menos inicialmente, com a probabilidade de aumento gradual, provocando assim uma assimilação para a mudança cultural por parte das próprias congregações.
É preciso registrar que não foi fácil para nossa secretaria organizar a ordem cronológica desse descanso, pois muitos tiveram dificuldade de se manifestar para essa programação. Foi preciso procura-los e insistir para consignar a escala anual, espero que no novo exercício já flua com maior facilidade.
O segundo:  Da mesma maneira, instituímos a segunda-feira como dia semanal de descanso do pastores, assim como todo trabalhador tem direito, mas também não tem sido fácil, alguns arrumam alguma coisa para tratar justamente nesse dia, mas estamos insistindo para que essa mudança de cultura se consolide, e isso passa por todos nós e também pela própria igreja, ainda não acostumada com a idéia, afinal de contas, já está no imaginário que pastor está ligado 24 horas por dia, 365 dias por ano... (rsrs)
O terceiro: Na Comadespe, convenção que estou presidente, já a alguns anos, foi criado o Conselho de apoio e orientação psicológica, justamente para assessorar a Mesa Diretora e os convencionais com orientações pertinentes, visando o bem estar de todos, como também apoiar nos casos específicos, cujos pastores tenham a necessidade desse apoio, lembrando que no conselho, temos pessoas capacitadas espiritualmente e profissionalmente para esse atendimento, além de outros pastores também capacitados e preparados profissionalmente, já catalogados em nosso próprio rol de filiados,  para esse atendimento.
O estranho é que, fora as intervenções preventivas e coletivas, não temos conhecimento de qualquer filiado que tivesse procurado um membro do referido conselho para pedir ajuda, e isso já funciona hà pelos menos uns 8 anos. 
Recentemente o Conselho elaborou uma pesquisa a ser respondida de forma anônima, colocando na pasta de cada convencional impresso com perguntas, no sentido  de elaborar um perfil da nossa membresia,  com o objetivo de elaborar palestras com orientações.
Confesso que não foi fácil arregimentarmos a devolução com as respostas, em percentual aceitável para consolidação da pesquisa e avaliação dos resultados, tivemos que insistir muito para alcançarmos a meta do Conselho.
Aí vem a pergunta que não quer calar, vergonha, inibição, cultura, os pastores julgam esse atendimento desnecessário? Agora é um bom momento para essa reflexão.
Da ordenação ministerial
Vejo a ordenação pastoral, não como uma questão de profissionalismo ou de amadorismo, mas de vocação e chamado divino, ainda que os vocacionados e ou chamados, tenham a obrigação de se prepararem para que estejam aptos para a função, afinal de contas a Bíblia registra o conselho do apóstolo Paulo a Temóteo:
"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" - 2 Temóteo 2: 15, e ainda:
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." - 1 Timóteo 4:16
Vejamos que, antes de ter cuidado com a doutrina, o obreiro tem que ter cuidado dele mesmo, da sua saúde, do seu casamento, da sua família, da suas coisas pessoais, para que então tenha condições de cuidar das coisas da Igreja.
Em que pese não ter aqui a intenção julgar quem se suicida, quando se trata de um pastor, esse deixa uma ferida no seio da própria família, da Igreja onde serve ou dirige, presta um desserviço à pregação do evangelho, e ainda deixa um mal testemunho para a posteridade, atrelado eternamente à sua memória, motivo pelo qual, jamais poderemos ter como uma atitude normal e justificada. 
Será que todos os intitulados "pastores" são vocacionados mesmo por Deus, ou alguns apenas conseguiram a honra do título atrelados a motivações escusas, quaisquer que sejam elas. Esses por certo não aguentarão mesmo a pressão natural da função, independente das falhas do sistema.
Veja o que disse Paulo:
"Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas aflições, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte." - (II Cor 12.10)
"(…) em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? (…)" 2 Coríntios 11:23-29

"(…) E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte. (…)" - 2 Coríntios 12:9-10



O que o apóstolo Paulo queria dizer isso? Porventura disse que permanecia satisfeito nas coisas que nos incomodam e afligem? Não seria isso não é coisa de masoquista, ou seja, de quem tem prazer em sofrer? Paulo não disse que tinha prazer no sofrimento propriamente dito, mas que continuava se sentindo satisfeito mesmo em meio a qualquer tipo de coisa que pudesse lhe causar aflição e sofrimentos.
Ele havia aprendido de Cristo que não é pela remoção das cousas que nos afligem que se pode sentir a verdadeira satisfação, alívio e alegria. Isso decorre de se sentir fortalecido pela graça do Senhor Jesus em meio a condições desagradáveis, especialmente daquelas que não podem ser removidas por nós, e que nem mesmo o próprio Deus está disposto a remover.
Na verdade o poder de Deus não precisa ser aperfeiçoado, em si. Deus é TODO-PODEROSO e já tem o poder absoluto e perfeito. O que o Paulo quer nos ensinar é que, este aperfeiçoamento somente irá se consolidar em nós, a partir do momento que o poder de Deus for cada vez mais presente em nossas vidas e ministério, agora, por outro lado, isso só acontecerá quando abrirmos mão do que consideramos ser as nossas "fortalezas".
Quando alguém envia currículo para se candidatar a qualquer vaga de emprego, após a aprovação da parte escrita, é encaminhado para os testes práticos e,  dependendo da função, os testes serão físicos ou psicotécnicos, ou seja, se atividade for física é necessário saúde física o suficiente para aguentar o trabalho, mas se a atividade requer esforço mental, é necessário saúde mental suficiente para tal função.
Existem pessoas que não são doentes, nem física nem mentalmente, mas sua constituição pessoal, não alcança o biotipo necessário para o desempenho de determinadas funções.
A função pastoral é uma função de pressão mental, espiritual e às vezes até mesmo física, pois a pressão mental e espiritual finda por debilitar também o físico.
Nos dias atuais, temos ainda outras questões que atormentam os obreiros, entre elas, a proliferação de igrejas, a concorrência desleal, a crise financeira, a banalização da doutrina com finalidades proselitistas, quando muitos para se firmarem no "mercado", transformam a Igreja em um "balcão de negócios" e o rebanho em "clientela". Infelizmente, alguns por não aguentarem a pressão, abrem mão de princípios inegociáveis, para atender a demanda. Coisa lamentável, mas as escrituras trazem o remédio:
A Bíblia diz: "No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes." Efésios 6:10-13
Para não me estender mais, até porque o assunto é complexo e não se esgota tão fácil assim, finalizo esta reflexão, entendendo que, precisamos avançar no "modus operandis" do nosso sistema eclesiástico pentecostal, porque na realidade não há como se comparar e equiparar como o sistema das Igrejas tradicionais reformadas "à essa altura do campeonato", se é que me entendem, afinal a cultura do povo é outra, a administrativa do ministério não dá nem para comentar e, do ponto de vista dos resultados uma distância oceânica. Todo sistema tem dois lados, o seu bônus e o seu ônus correspondente, um caminho sem volta, mas que entendo pode ser melhorado e aperfeiçoado.
Do ponto de vista das ordenações, aqueles que se afastaram, precisam voltar às bases bíblicas, tanto do ponto de vista da verdadeira vocação, chamado divino, preparação e abandono de quaisquer outras práticas que causam distúrbios e desconforto futuros, para a Igreja, para o Ministério e para o próprio obreiro.
Quanto a nós pastores, precisamos buscar o equilíbrio em nossas atividades, equalizando de forma saudável o nosso tempo que se divide entre pessoal, família, igreja e preparo, e acima de tudo vivermos o que pregamos, acreditando piamente na Palavra e no poder de Deus, buscando isso em oração.
Ao longo da história da Igreja cristã, sempre foi assim.
Como temor e tremor,
Pr. Carlos Roberto Silva
Vosso conservo em Cristo.
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