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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Cultura negra (CEAP) acusa Paes de favorecer o gospel


Centro de Articulação de Populações Marginalizadas apresentou uma ação ao Ministério Público Federal


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de evangélicos no Brasil cresceu cerca de 61,5 % em dez anos, com 16 milhões de novos fiéis.

Mas isso não impediu que o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), uma instituição que diz ter como missão promover a Cultura Negra e atuar no combate à intolerância religiosa, apresentasse uma ação ao Ministério Público Federal contra o prefeito Eduardo Paes (PSD).

O grupo acusa o gestor da cidade do Rio de Janeiro de favorecer a música gospel no Réveillon de Copacabana. Pela primeira vez na história, a festa teve um palco dedicado à música evangélica. De acordo com o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, o babalaô Ivanir dos Santos, criticou a falta de representatividade de religiões de matrizes africanas.

Fernanda Brum Foto: Marco Terranova | Riotur

Os críticos apontaram a exclusividade do palco da música gospel em comparação com um único grupo de matriz africana que se apresentou num único palco.

Vale destacar ainda que de acordo com dados do Spotify, a música gospel teve em 2023 um aumento de 46% no número de ouvintes.

Fonte: Pleno News

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Juristas evangélicos repudiam cancelamento de curso com temática cristã na USP


Com aulas previstas para fevereiro, o curso “Parto e Espiritualidade Cristã” teria 4 encontros promovidos pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades.


A Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) emitiu uma Manifestação Pública sobre o cancelamento do curso de extensão "Parto e Espiritualidade Cristã", que seria oferecido a enfermeiros e outros profissionais e estudantes de obstetrícia da Universidade de São Paulo (USP).

Em 16 de janeiro, a universidade cancelou o curso coordenado pela Dra. Joyce da Costa Silveira de Camargo (PhD em Ciências de Enfermagem pela Universidade do Porto), cujas aulas estavam previstas para fevereiro, com quatro encontros promovidos pela EACH (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).

O curso propunha reflexões sobre a junção entre a espiritualidade cristã e o processo de parto em suas diferentes fases, com aulas ministradas para a atualização de profissionais da área obstétrica e enfermagem, tendo em vista a humanização do atendimento através de uma abordagem holística que busca compreender a integralidade do paciente.

Segundo comunicado, a USP declarou que o cancelamento teve como propósito "preservar a natureza pública e laica da Universidade de São Paulo". A nota ressalta que a decisão foi tomada pela Comissão de Cultura e Extensão da Escola, entidade responsável pelas atividades de extensão na USP.

Para a ANAJURE, "tal afirmação, além de violar a carga valorativa do princípio constitucional da laicidade (art. 5º, VI, da Constituição Federal) e desrespeitar o pluralismo de ideias (art. 206, da Constituição Federal), também contradiz a conduta anterior da Universidade, que promoveu múltiplos cursos dedicados a temas de outras confissões religiosas."

Violação à laicidade

"A proteção dos direitos fundamentais é a característica basilar do Estado Democrático de Direito, sendo as instituições do Estado e o sistema jurídico projetados para assegurar o exercício pleno e efetivo das liberdades individuais e coletivas", diz a ANAJURE.

"No que se refere à laicidade, em termos doutrinários, esta não se concretiza, por si própria, enquanto um direito fundamental; antes, ela atua como um princípio garantidor que possibilita a devida proteção a outros direitos fundamentais, como a liberdade religiosa, a liberdade de expressão, a liberdade de cátedra, etc.", continua.

A entidade diz que é preciso distinguir entre o modelo de laicidade adotado pela Constituição da República, também denominado de laicidade positiva ou aberta, e o laicismo restritivo vigente em países como a França.

"Este último se caracteriza pela hostilidade e perseguição às manifestações do fenômeno religioso no espaço público, buscando restringi-lo à esfera privada dos indivíduos, independentemente da confissão religiosa", afirma.

E lembra que "a laicidade não significa descrença ou extermínio do religioso da esfera pública; antes, simboliza a abertura do espaço público para a diversidade de crenças da comunidade."

ANAJURE afirma que o caso viola o princípio da laicidade, tal como constitucionalmente previsto.

"Ao adotar uma compreensão distorcida e excludente do conceito de laicidade, a administração da USP impediu a exploração acadêmica de uma dimensão do fenômeno religioso – a interseção entre a espiritualidade cristã e o processo de parto – fundamentada tão somente em sua rejeição à presença do discurso religioso no espaço público da Universidade de São Paulo. Desse modo, é evidente a violação à neutralidade religiosa do Estado em face da manifesta hostilidade que busca excluir o fenômeno religioso do espaço da universidade."

Conduta discriminatória

Para os juristas evangélicos, a conduta da Universidade de São Paulo foi discriminatória.

"Questiona-se sobre a existência de possível caráter discriminatório do cancelamento do curso de extensão em 'Espiritualidade Cristã e o Parto'. Deve-se ressaltar que esta não é a primeira ocorrência de cancelamento de eventos acadêmicos que abordam a interseção entre a fé cristã e áreas do conhecimento. Em 2014, a USP cancelou o Curso Faraday-Kuyper de Ciência, Tecnologia e Religião, que ocorreria na Escola Politécnica da USP, sob o argumento de que sua realização feriria a laicidade do Estado", lembrou.

E continuou: "Poder-se-ia considerar o cancelamento do curso de extensão universitária, com base em objeções ideológicas laicistas, como uma ofensa à laicidade e à liberdade religiosa em sua hostilidade ao fenômeno religioso em geral. Contudo, uma consulta ao histórico da Universidade de São Paulo mostra que a promoção de cursos e atividades acerca da intersecção de áreas do conhecimento com outras religiosidades não foi vista como problemática em outras ocasiões."

E exemplifica:

"Apenas no ano de 2023, a USP ofertou os seguintes cursos: '270400296 – A costura do sagrado: trajes de umbanda, candomblé e de folguedos derivados de ritos afro-brasileiros' e '80402270 – Cursos de Inverno da FFLCH 2023 – Mitologia dos orixás femininos na poesia', e No Caminho do Alabê, que aborda as manifestações musicais relacionadas ao culto dos orixás".

A ANAJURE menciona outros cursos ofertados pela universidade que incluem as religiões budista e xintoísta.

"Ora, se o suposto caráter 'laico' da instituição a impede de ofertar um curso de extensão sobre espiritualidade cristã e parto, a mesma compreensão deveria ser posta em prática no que tange a outros cursos com propostas diversas de intersecção entre o ensino e a religiosidade", questiona.

E chama o cancelamento do atual curso com referência ao cristianismo de discriminação religiosa.

A ANUJURE declarou que repudia a discriminação religiosa.

A ANUJURE declarou que repudia a discriminação religiosa manifesta no cancelamento do referido curso e que "enviará ofício à USP, repudiando a medida adotada e requerendo explicações e a apuração da devida responsabilidade, bem como adotará outras medidas cabíveis diante do caso."

Fonte: Guia-me com informações de ANAJURE via Folha Gospel

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Líder pró-família é condenado por chamar congressista “trans” de “homem”, no México



Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família, deve pagar uma quantia em dinheiro e publicar diariamente um pedido de desculpas durante um mês.


A Câmara Superior do Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF) do México ratificou a sentença contra Rodrigo Iván Cortés, presidente da Frente Nacional pela Família (FNF), por dizer que Salma Luévano, deputada pelo partido governista Morena, é "um homem que se identifica como mulher".

Esta é a última instância judicial mexicana a que pode recorrer Cortés, que no passado avisou que levaria seu caso perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com assistência jurídica da organização ADF International.

A sentença inclui multa de 19.244 pesos mexicanos (cerca de US$ 1.135 ) e a obrigatoriedade de Cortés publicar diariamente, por 30 dias, a decisão e o pedido de desculpas que vem sendo elaborado pelo TEPJF.

O líder da defesa da vida, família e liberdades fundamentais no México também é obrigado a fazer um curso sobre "violência política de gênero" e seu nome será registrado no Registro Nacional de Pessoas Sancionadas em Matéria Política contra Mulheres por Razão de Gênero.

Salma Luévano, de 55 anos, ingressou na Câmara dos Deputados do Congresso da União, órgão legislativo federal do México, pelas mãos do partido Morena, liderado pelo presidente do México Andrés Manuel López Obrador, após as eleições de meio de mandato de 2021.

Luévano promoveu a denúncia contra Rodrigo Iván Cortés e a FNF após receber críticas por comparecer, em 21 de setembro de 2022, com trajes semelhantes aos de um bispo na Câmara dos Deputados, para apresentar um projeto legislativo que, segundo indicou, busca fazer com que líderes religiosos, incluindo bispos e padres, "vejam a razão" para conter o que chamou de "discurso de ódio".

Em resposta, a Frente Nacional pela Família e a plataforma Iniciativa Ciudadana denunciaram através das redes sociais que "a deputada transexual Salma Luévano" com seu ato "insulta não só os crentes de uma religião, mas insulta todo o cristianismo".

Por sua vez, Rodrigo Iván Cortés afirmou, em um vídeo, que Luévano é "um homem que se descreve como mulher, que exige respeito, mas exatamente o que pede, não dá; pede o que não dá, com tremendo desrespeito".

Não é a primeira vez que a Câmara Superior do TEPJF falha dessa forma. Em meses anteriores, sentença semelhante recaiu sobre o deputado federal Gabriel Quadri, do opositor Partido Ação Nacional (PAN), que criticou em suas redes sociais que pessoas "trans" ocupam os espaços reservados às mulheres no Congresso da União, o órgão federal legislativo do México.

Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Porsche pede desculpas por remover estátua de Jesus de propaganda de carro



Os usuários do "X" acusaram a marca de carros de luxo (Porsche) de ser anticristã.


A Porsche se desculpou depois de ser acusada de retocar uma estátua de Jesus do fundo de um de seus anúncios de carros.

Um anúncio celebrando o 60º aniversário de seu clássico modelo 911 foi filmado em Lisboa, Portugal, onde a estátua do Cristo Rei é um marco local.

No anúncio, um 911 vermelho veloz às margens do rio Tejo e o pedestal da estátua pode ser visto claramente ao fundo, mas a estátua em si está faltando.

A omissão levou os usuários do X – anteriormente conhecido como Twitter – a questionar por que a estátua havia sumido do anúncio.

Ei, @Porsche, por que você apagou a estátua de Jesus Cristo do seu vídeo filmado em Lisboa?” disse o usuário do X, Alex B, ao lado de uma captura de tela do vídeo ao lado de uma foto da estátua.

Os usuários do X acusaram a marca de carros de luxo de ser anticristã.

Parece que a Porsche não quer que os cristãos comprem seus carros”, disse um deles.

Outro disse: “Bem, adivinhe se a Porsche pode editar Jesus em seu vídeo ‘comemorando’ 60 anos – todos nós podemos editá-los em nossas memórias. Aparentemente, a Porsche não se importa com os cristãos.”

Outro usuário twittou: “A falta de autoconsciência, uma empresa nascida na Europa com suas raízes e valores judaico-cristãos, fingindo valorizar suas origens enquanto apaga um de seus símbolos mais importantes. Até eu, como ateu, acho isso desconcertante.

Desde então, a Porsche se desculpou “por qualquer ofensa causada” em um comentário em sua página do YouTube, embora não tenha dado nenhuma explicação sobre por que a estátua foi retirada do vídeo.

Uma mensagem para nossa comunidade: em uma versão carregada anteriormente do filme de lançamento do 911 S/T, um ponto de referência foi removido. Isso foi um erro e pedimos desculpas por qualquer ofensa causada. Seus comentários sobre este vídeo foram apreciados”, disse. disse.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Cristão perde emprego por não aceitar promover a homossexualidade



“Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: ‘Isso não está certo’. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema”, disse Felix Ngole.


O cristão Felix Ngole nasceu em Camarões, país africano que faz fronteira com a Nigéria, mas mudou-se para o Reino Unido para seguir sua carreira de assistente social.

Ele disse que sempre pensou no Reino Unido e América como lugares onde a liberdade de expressão e religião eram protegidas, até que foi recusado por uma empresa por “não aceitar promover a homossexualidade”.

"Eu poderia ter ido embora discretamente, como muitas pessoas fazem. Isso me pouparia muito estresse", disse em entrevista à Fox News. Mas Ngole disse que o entristeceu ver que sua fé estava sendo atacada.

Como tudo aconteceu

Em 2019, Ngole já havia sofrido com o mesmo tipo de situação na universidade em que estudou. Ele foi expulso de um programa de assistência social por ter citado a Bíblia em comentários sobre homossexualidade em sua conta no Facebook.

Ele ficou surpreso ao descobrir que, novamente, esses mesmos comentários o colocaram em apuros depois que ele se candidatou a um emprego no NHS — sistema público de saúde do Reino Unido.

A organização de recrutamento descobriu suas convicções sobre homossexualidade e casamento. Depois de receber a oferta de emprego, Ngole foi informado pelo recrutador Touchstone Leeds que ele deveria "promover a homossexualidade" para poder ingressar no novo trabalho.

"Isso está indo longe demais", disse ao revelar que levou o caso a um tribunal trabalhista, alegando discriminação religiosa.

Sobre a discriminação religiosa

Ngole disse que "realmente queria o emprego", então antes de apelar ao tribunal, ainda tentou conversar com o recrutador.

Durante essa reunião, ele assegurou-lhes que não discriminaria ninguém. No entanto, percebeu que a discussão se transformou num verdadeiro interrogatório sobre sua fé, que durou cerca de duas horas.

"Tenho fortes crenças cristãs, é claro, não posso me desculpar por isso. E, da mesma forma, não vou discriminar seus clientes. Já trabalhei com esse mesmo grupo de clientes antes e ninguém nunca reclamou sobre minha prática. Sou qualificado. Faço bem o meu trabalho e é injusto que você retire esta oferta de emprego", Ngole argumentou à Touchstone.

Mas a empresa de saúde mental reafirmou sua decisão de retirar a oferta de emprego dada a Ngole.

'Precisamos desafiar o sistema'

Agora Ngole disse que segue em frente com o processo, não apenas por ele, mas para as gerações futuras: "Acredito que, como cristão, uma das coisas que Deus nos deu quando nos criou, foi o senso de justiça, porque ele é um Deus justo".

"Isso não é sobre mim, apenas. É sobre meus filhos e os filhos dos meus filhos, e os filhos do meu vizinho também. Temos que começar a desafiar [essa ideologia] agora. E se não o fizermos, essas pessoas continuarão fazendo isso", frisou.

"Eles só vão parar quando alguém se levantar e dizer: 'Isso não está certo'. As coisas mudam quando as pessoas desafiam o sistema. Quando as pessoas não o fazem, o sistema continuará funcionando normalmente e voltará para nos atacar", continuou.

'Não vou promover o estilo de vida deles'

O caso de Ngole deveria ser ouvido no Leeds Employment Tribunal, na semana passada. No entanto, conforme a Fox News, o tribunal adiou o caso para que a Touchstone pudesse apresentar mais provas sobre a 'teoria do estresse minoritário' em sua defesa.

De acordo com o Christian Legal Center, que está apoiando Ngole, esta teoria está sendo testada no tribunal do Reino Unido pela primeira vez. A teoria afirma que se um cliente minoritário, como alguém que é LGBT, se deparar com as declarações do assistente social condenando a homossexualidade, ele enfrentaria estresse indevido e danos potenciais.

Ngole negou as acusações de "discriminação e ódio" contra qualquer membro da comunidade LGBT. Ele disse que, embora possa discordar de seu estilo de vida, ele ainda pode mostrar-lhes amor por meio de seu papel como assistente social.

"Não há nada que sugira que eu tenha discriminado alguém. Eu apenas acredito no amor de Deus e acredito na Bíblia quando ela diz que 'Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha vida eterna'. E Deus não enviou Seu filho para condenar o mundo, mas para que por meio dele o mundo fosse salvo", resumiu.

"Esse é o princípio da minha fé, por isso não posso concordar com o estilo de vida deles. E eu não tenho que concordar com isso, pois eu sei que é errado, mas, ao mesmo tempo, eu os amo como alguém que está na minha frente", disse ainda.

"Não vou promover o estilo de vida deles, mas ainda posso mostrar-lhes amor. E é contra isso que eles realmente lutam", concluiu.

Fonte: Guia-me com informações de Fox News via Folha Gospel

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Marco Feliciano tem saldo bancário penhorado pela Justiça, após condenação



Decisão ocorre após condenação em processo movido por ONG por incentivar discriminação contra LGBTs


A Justiça de São Paulo confirmou penhora de R$ 254.240,75 de uma conta do deputado federal Marco Feliciano (PL-SP).

A decisão ocorre após condenação em processo movido por ONG por incentivar discriminação contra LGBTs, segundo a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo.

O caso teve início em 2015, quando uma atriz desfilou crucificada na Parada Gay de São Paulo, em protesto contra a elevada quantidade de mortes entre essa população.

Feliciano classificou o protesto como "blasfêmia", afirmou que a organização do evento teria cometido "crime de profanação contra símbolo religioso" e defendeu a proibição da Parada Gay.

Ele foi inicialmente condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos, e o valor vem sendo corrigido desde então, até alcançar o patamar atual.

A decisão de penhora ocorreu no último dia 5 de maio e o caso está sendo julgado na 33ª Vara Cível.

Até o momento, o deputado não se manifestou sobre a decisão.


Fonte: UOL e O Globo via Folha Gospel

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Restaurante se recusa a atender grupo cristão por se sentir “desconfortável”


A reserva do grupo “Family Foundation of Virginia” foi cancelada horas antes do evento, nos EUA.

Um restaurante na Virgínia, nos Estados Unidos, se recusou a atender um grupo cristão, no mês passado. 

O Metzger Bar & Butchery, na cidade de Richmond, alegou que receber os cristãos faria a equipe se sentir "desconfortável ou insegura".

A organização “Family Foundation of Virginia”, que defende valores cristãos na família e no governo, havia feito uma reserva de uma sala privada no restaurante, para se reunir e confraternizar com seus colaboradores, no dia 29 de novembro.

"Ficamos certamente chocados com o que aconteceu. É impressionante e parece um pouco como 'nenhum cristão pode comer aqui'", afirmou Victoria Cobb, presidente do grupo, ao "The Faulkner Focus".

Cerca de um hora e meia antes do evento, o restaurante ligou para o grupo informando que a reserva havia sido cancelada.

"Felizmente, conseguimos mudar para outro restaurante que gentilmente nos hospedou. Desde então, recebemos muitas ofertas de pessoas", contou Victoria.

Em uma declaração, o restaurante, da famosa chef de TV Brittanny Anderson, defendeu sua decisão de cancelar a reserva do grupo cristão, afirmando que valoriza a "dignidade" e um "ambiente de trabalho seguro" para os funcionários.

"Certamente, eles podem adiar isso para sua equipe, mas o proprietário fez o telefonema, eles divulgaram uma declaração oficial e o resultado final é que a responsabilidade termina com o proprietário do restaurante", contestou Victoria.

Para ela, o estabelecimento cometeu discriminação religiosa. “Os restaurantes não podem discriminar, mesmo que seus funcionários sejam discriminatórios. Eles podem ser odiosos, podem ser fanáticos, mas não é direito de um restaurante simplesmente dizer: 'Não vamos deixar você comer aqui'".

Fonte: Guiame

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Capelão anglicano denunciado ao programa de combate ao terrorismo por não ceder à doutrinação LGBT

Ele foi denunciado ao programa antiterrorismo do governo britânico como um extremista violento em potencial


Um capelão anglicano que foi demitido e denunciado a um programa antiterrorismo por pregar doutrina cristã sobre ética sexual durante um culto na capela, por estar alertando sobre as ideologias totalitárias em ação ativamente no Ocidente.

Em uma sessão de discussão na Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa, um painel sobre "perseguição educada" – reunido pela The Heritage Foundation, uma instituição conservadora, descreveu como o aborto secular e ativistas de gênero estão destruindo as liberdades estimadas nos países que historicamente defenderam a liberdade religiosa. Muitas vezes, a perseguição religiosa é sancionada pelo Estado.

Esse chamado tipo de hostilidade educada é frequentemente experimentado por praticantes de religiões que aderem a visões mais tradicionais sobre a vida humana, o casamento e a realidade material do sexo biológico.

Em suas observações, o Rev. Bernard Randall contou como, há pouco mais de três anos, ele, como capelão ordenado, foi denunciado às autoridades e investigado como parte de uma investigação antiterrorismo do governo por defender a ética sexual cristã durante um culto na capela em uma escola da Igreja da Inglaterra.

A escola convidou a ativista LGBT Elly Barnes, fundadora da Educate & Celebrate, uma instituição de caridade educacional LGBT, para uma sessão de treinamento de funcionários para apresentar um novo currículo sob o pretexto de educação anti-bullying, disse ele, observando que ninguém se opõe à proteção dos alunos. No entanto, ele logo descobriu que havia aspectos desse treinamento que não eram sobre bullying, mas a doutrinação da ideologia LGBT. Foi tão longe que, a certa altura, os treinadores fizeram a equipe gritar sobre a necessidade de "esmagar a heteronormatividade".

"Isso é algo muito além de não intimidar as pessoas", disse Randall.

O grupo LGBT também ensinou aos funcionários que existem nove características protegidas pela lei britânica, entre elas "gênero" e "identidade de gênero". Mas isso não é verdade, enfatizou Randall, observando que o movimento trans coagiu o público a acreditar em tais alegações.

Como o objetivo do material curricular Educar e Celebrar é "incorporar gênero, identidade de gênero e orientação sexual na estrutura de sua organização", os alunos pediram a Randall que abordasse o assunto em um culto na capela.

Depois de fazer isso, ele foi sumariamente demitido da escola por má conduta grave e denunciado ao programa de combate ao terrorismo depois de dizer aos alunos, de 11 a 17 anos, que eles não eram obrigados a "aceitar uma ideologia da qual discordam". Ele também disse aos alunos que eles poderiam se decidir sobre identidade de gênero e sexualidade.

Randall acrescentou que os alunos podem optar por adotar o pensamento dos ativistas LGBT ou aderir à ética sexual cristã – que o casamento é apenas entre um homem e uma mulher e que o sexo está confinado a esse contexto. Mais importante ainda, ele aconselhou os alunos a mostrar respeito por aqueles que discordam.

"Fui convocado para o que só posso descrever como um interrogatório pela liderança sênior", disse ele. "Fui suspenso. E fui demitido por má conduta grave por fazer meu trabalho de acordo com a descrição do trabalho."

Randall também foi denunciado ao Serviços de Proteção Infantil e a um programa antiterrorismo do governo britânico como um extremista violento em potencial.

"Gostaria de pensar que sou um tipo razoavelmente moderado de sujeito", disse ele, reiterando como deixou em aberto a questão de acreditar nas reivindicações dos ativistas LGBT em seus comentários na capela.

Mas sua demissão e ser denunciado à força-tarefa antiterrorista do governo foi um momento revelador que mostra até que ponto a administração da escola chegou ao outro extremo.

Ele agora está processando a escola por discriminação religiosa, mas observou o quão surpreendente é que ele tenha que tomar uma ação legal contra uma instituição da Igreja da Inglaterra, por proclamar crenças cristãs em um sermão durante um culto na capela. Desde então, o Christian Legal Center o representa.

Falando da relevância da cimeira internacional sobre liberdade religiosa, o capelão anglicano salientou que a liberdade de religião inclui a liberdade da religião. A ideologia progressista marxista no trabalho funciona muito como uma religião e as pessoas deveriam estar livres disso se assim o desejarem.

"Se os países ocidentais não podem proteger seus próprios grupos religiosos da discriminação, não há absolutamente nenhuma razão para que possamos apontar o dedo para os outros países" que estão violando a liberdade religiosa, pois eles podem dizer ao Ocidente: "Você não está levando isso a sério, então por que deveríamos?" ele disse.

Quando perguntado pelo The Christian Post por que os ideólogos de gênero nem mesmo permitem um desacordo, Randall apontou para suas raízes filosóficas.

"Parece-me que se você olhar para as origens marxistas desse tipo de coisa, o que está acontecendo é que eles estão se opondo ao que consideram religião – o ópio das massas – esse tipo de falsa consciência, e que só temos que nos educar para a verdadeira consciência", disse ele.

"Mas qualquer um que diga 'Ah, não, estou muito feliz com minhas ideias religiosas, estou muito feliz com essa consciência que já tenho' é uma ameaça real a todo o conjunto de conceitos. Eles são uma ameaça à ideia de que o que todo mundo acredita é falso e os marxistas nos levarão a essa nova e maravilhosa utopia esclarecida".

"E eles não podem tolerar esse tipo de ameaça. É um sistema muito totalitário", acrescentou.

O que Randall experimentou três anos atrás na Inglaterra é o que ele e outros chamam de "totalitarismo brando", enquanto o que as pessoas sofrem na China é "totalitarismo duro".

"Mas a diferença entre eles não é tanto quanto gostaríamos de pensar", enfatizou.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

sexta-feira, 20 de maio de 2022

Projeto que veda ridicularização de religiões avança em Santa Catarina


Santa Catarina pode ser o primeiro estado a vedar a ridicularização religiosa no país.


Foi aprovado, nesta terça (17), pela Comissão de Educação de Santa Catarina, o Projeto de Lei que proíbe o desprezo de dogmas e crenças relativas a qualquer religião. O estado pode ser o primeiro a vedar a ridicularização religiosa no país. O PL é de autoria da deputada Ana Campagnolo e prevê uma multa de até R$ 500 mil por descumprimento da Lei.

O projeto veda qualquer desrespeito praticado sob a forma de sátira, ridicularização e menosprezo. O PL original também proíbe a liberação de verbas públicas para a contratação ou financiamento de eventos como desfiles carnavalescos, espetáculos, passeatas e marchas que praticam a intolerância religiosa.

Originalmente o documento se referia somente à religião cristã, porém a emenda apresentada pelo deputado Dr. Vicente Caropreso proíbe a satirização de qualquer religião existente no Estado. De acordo com o parlamentar, a ideia é que o substitutivo englobe não apenas a fé cristã, mas todas as correntes religiosas, como forma de combater o fanatismo religioso.

"Estamos vivendo um momento em que há uma falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças ou crenças religiosas de terceiros. Não se pode tolerar que a fé seja desrespeitada sem sofrer qualquer punição", diz.

A iniciativa prevê uma multa de R$ 5 mil a R$ 500 mil para quem descumprir a norma, bem como a impossibilidade de realizar eventos que dependam de autorização do poder público Estadual ou de seus órgãos, pelo prazo de cinco anos.

O texto segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e ainda deve ser analisado pela Comissão de Direitos Humanos antes de ir ao plenário.

Fonte: Sul inFoco via Folha Gospel

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Ministério Público denuncia líder de célula da Igreja Sara Nossa Terra por preconceito e discriminação


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Nova Friburgo, denunciou, nesta sexta-feira, 20/8, Karla Cordeiro dos Santos Tedim, líder de célula da Igreja Sara Nossa Terra, por praticar, induzir e incitar o preconceito e a discriminação contra as pessoas de cor preta e aquelas pertencentes à comunidade LGBTQIA+.

A Promotoria de Justiça deixou de propor acordo de não persecução penal – instituto de caráter pré-processual, negociável entre acusado e representante do Ministério Público, e sujeito à homologação judicial – por entender que a denunciada praticou crime violador da dignidade da pessoa humana, princípio fundamental da Constituição da República.

No dia 31 de julho, durante a transmissão de uma live na Igreja Sara Nossa Terra, em Nova Friburgo, Karla criticou fiéis que defendem causas políticas, raciais e LGBTQIA+. (Veja vídeo abaixo)

É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová Nissi. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira. Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”, disse Karla.

De acordo com a denúncia, “a pretexto de enaltecer sua “bandeira”, a denunciada induziu e incitou menosprezo pelas pessoas de cor preta e por aquelas integrantes da comunidade LGBTQIA+, praticando discriminação e preconceito contra aquelas e suas causas ao enfatizar a “vergonha” que tais “bandeiras” importariam se fizessem parte das manifestações sociais dos seus ouvintes.

Karla agiu com menoscabo e preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis, queers, intersexuais, assexuais, não binários e pessoas com orientação sexual e identidade de gênero diversas, ao zombar da sigla representativa da comunidade que os agrega”, diz o documento.

A Promotoria de Justiça ressalta, ainda, que a prática criminosa se deu através de discurso endereçado a jovens, destilando intolerância a pautas sociais de inclusão e cidadania com alcance presencial e remoto, potencializando o alcance da mensagem e, assim, o desvalor do resultado e as consequências do delito.

Inquérito policial e pedido de desculpas

Após a publicação do vídeo abaixo, um inquérito foi instaurado, pois, de acordo com o delegado Henrique Pessoa, há um “teor claramente racista e homofóbico, o que configura transgressão típica na forma do artigo 20 da Lei 7716/87. De tal modo que a pena é de 3 a 5 anos com circunstâncias qualificadoras por ter sido feita em mídias sociais e através da imprensa”.

Já foi instaurado inquérito policial pelo crime de intolerância racial e homofóbica, de acordo com a recente previsão do STF”, completou ele.

Após a repercussão do vídeo, Karla emitiu uma nota e disse que foi “infeliz nas palavras”.

Eu, na verdade, fui infeliz nas palavras escolhidas e quero afirmar que não possuo nenhum tipo de preconceito contra pessoas de outras raças, inclusive meu próprio pastor é negro, e nem contra pessoas com orientações sexuais diferentes da minha, pois sou próxima de várias pessoas que fazem parte do movimento LGBTQIA+”, disse.

A minha intenção era de afirmar a necessidade de focarmos em Jesus Cristo e reproduzirmos seus ensinamentos, amando os necessitados e os carentes. Principalmente as pessoas que estão sofrendo tanto na pandemia. Fui descuidada na forma que falei e estou aqui pedindo desculpas”, completou.

Veja o polêmico vídeo abaixo:

Fonte: Nova Friburgo Em Foco, G1 e T5 via Folha Gospel

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