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sábado, 7 de setembro de 2019

Entidades religiosas pedem suspensão de livro de Edir Macedo

Representantes de sete entidades ligadas aos direitos das religiões afro-brasileiras entregaram ao Ministério Público, uma petição com 25 mil assinaturas que pede a suspensão do livro "Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios?", escrito pelo líder da Igreja Universal, Edir Macedo.
Segundo o MP, o procurador regional Rafael Ribeiro Nogueira Filho anexou o documento a um pedido de preferência, para que o caso seja julgado com maior rapidez pelo Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1).
Uma ação civil pública contra a circulação do livro já tinha sido submetida em 2005 pelo MP na Bahia.
Após uma decisão provisória que determinou a retirada de circulação de todos os exemplares do livro devido ao seu "teor preconceituoso contra as religiões afro-brasileiras", uma sentença da Justiça Federal julgou improcedente a suspensão da circulação da obra em todo o território brasileiro, de acordo com o MP.
Contra essa deliberação, o MP apelou agora ao TRF1 para reformular a decisão, alegando que a sentença "se manteve inerte diante do discurso de ódio veiculado na obra".
"O livro traz uma mensagem preconceituosa e discriminatória para com outras religiões, em especial aquelas de matriz africana, funcionando como veículo de disseminação de verdadeiro discurso de ódio e intolerância religiosa, o que afronta a liberdade de credo e de religião enquanto direitos fundamentais", argumenta o MP, no apelo lançado ao tribunal.
"A obra representa as religiões de matriz africana como 'seitas demoníacas'", verdadeiro "modo pelo qual o demônio age na Terra" ou mesmo "canais de atuação dos demônios", entre outras expressões similares, acrescenta o MP.
Para o procurador regional Leonardo Cardoso de Freitas, o líder da IURD, Edir Macedo, e a Editora Gráfica Universal (editora da obra) ultrapassaram os limites individuais do direito à liberdade e à crença.
"A liberdade de crença não é absoluta pois não engloba, obviamente, a liberdade de embaraçar o exercício de qualquer religião, muito menos, o direito de se produzir, a pretexto de pregar a sua fé, discurso de ódio contra qualquer credo ou pessoa", disse o procurador.
Freitas aponta ainda que, no caso de o leitor da obra pertencer à religião evangélica ou concordar com os dogmas e preceitos cristãos, o livro incita à intolerância religiosa contra praticantes das religiões "Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Kardecismo, Bezerra de Menezes, Esoterismo", entre outras, assim como à destruição dessas crenças.
O livro em causa foi lançado pela primeira vez em 1995 e já vendeu mais de três milhões de exemplares, tendo sido relançado no último dia 2 de agosto.
Fonte: Notícias ao Minuto via Folha Gospel

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pastor que quebrou imagens é denunciado por intolerância religiosa pelo MPF


O procurador José Godoy Bezerra de Souza denunciou um pastor evangélico da Paraíba por intolerância religiosa. O acusado usou seu perfil no Orkut em 2012 para mostrar imagens onde ele destrói imagens de entidades sagradas para religiões de matrizes africanas.
O pastor teria retirado a imagem de um terreiro de umbanda e afirmou que a quebrou para que pudesse “acomodá-la” melhor dentro de seu carro.
As fotos mostradas na extinta rede social mostravam uma sequência de ações, começando por uma foto do acusado com um machado na mão ameaçando destruir a imagem.
O Ministério Público Federal resolveu abrir a denúncia por entender que o religioso não apenas praticou intolerância religiosa, como também incitou atos parecidos. “Ele não só pratica como também incita a discriminação religiosa aos adeptos das religiões de matrizes africanas”, disse o procurador.
Em sua defesa o homem, que não teve sua identidade revelada, garantiu que publicou as imagens apenas para o público da igreja, mas as imagens não foram restringidas e acabaram se espalhando.
Para o MPF a atitude do pastor violou a Constituição Federal no artigo 5º que versa sobre liberdade de consciência e crença. “Ora, esta garantia fundamental foi explicitamente violada pelo denunciado, na medida em que este, em local, que já foi espaço para culto da religião umbanda, praticou atos discriminatórios, proferindo insultos às entidades sagradas da religião profanada”, argumenta José Godoy.
Fonte: Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO

Todo extremismo é perigoso. O pastor acima, ainda que tenha feito de acordo a sua fé, abolindo e destruindo as imagens de escultura, e isso é bíblico, extrapolou na maneira, foi imprudente quanto ao local, afinal qualquer templo é aberto ao público, e não vigiou quanto a exposição em tempos de internet, quando qualquer aparelho de celular produz prova e publica para o mundo inteiro através da grande rede. Fez a coisa certa de maneira errada, afrontou a fé de outros, e agora vai pagar o preço da própria imprudência, e Deus nada tem a ver com isso.
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