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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Artista nu destrói imagem católica em “performance”



Antonio Obá diz que no ato “há uma crítica, há também uma exaltação. É uma celebração antagônica, um ritual”.

O artista visual Antonio Obá, 33 anos, é professor de artes em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele é um dos finalistas do prêmio Pipa, cobiçado prêmio de arte visual contemporânea. Se vencer, receberá R$ 130 mil e uma residência artística na Residency Unlimited, em Nova York.
Também irá participar juntamente com os outros três finalistas de uma exposição no MAM-Rio no final do mês, onde o público escolherá o seu preferido, que levará R$ 24 mil.
Obá diz que faz "pesquisa" com temas como o sincretismo religioso, a miscigenação, as raízes afro-brasileiras e o erotismo. Contudo, sua performance mais conhecida – Atos da Transfiguração: Desaparição ou Receita para Fazer um Santo – é simplesmente a destruição de uma imagem sacra.
Nu, o artista passar em um grande ralador uma imagem de gesso de Nossa Senhora Aparecida, reduzindo a santa católica a um pó branco com o qual cobre seu corpo. Segundo ele, isso produz "novos significados, que criticam o racismo velado da sociedade brasileira e remetem às tradições das religiões de matriz africana".
Ele realiza a tal performance desde 2015. Em entrevista ao site UOL, ele explica que escolheu a santa por que ela é "supostamente negra. Digo isso, porque vem de uma tradição histórico-religiosa que nada tem a ver com a religiosidade africana".
Usando conceitos religiosos da África, Obá diz que cobrir o corpo com pó branco é um ato que "diviniza o corpo" e, ao mesmo tempo, "faz referência ao rito de fazer a cabeça, fazer o santo, no Candomblé.  Ou seja, ao mesmo tempo em que há uma crítica, há também uma exaltação. É uma celebração antagônica, um ritual".
Até o momento, Antonio Obá não foi alvo de críticas formais de movimentos católicos, nem de políticos. Ao contrário, por exemplo, do apóstolo Agenor Duque, que gravou um vídeo comparando a imagem de Nossa Senhora de Aparecida com uma garrafa de Coca-Cola.
Acabou sendo atacado por padres e milhares de católicos enfurecidos nas redes sociais e ameaçado de processo por "vilipêndio de objeto de culto religioso", artigo 208 do Código Penal Brasileiro.
Ao que parece, a indignação seletiva dos movimentos de esquerda também se aplica em grande extensão a questões religiosas no país.

Fonte: Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO:
Na tentativa de explicação do artista, entre a "crítica" e a "exaltação", há uma confusão que, a meu ver nada explica e ainda causa e deixa mais polêmica.

Se fosse o caso de uma peça teatral contestadora contra a idolatria às imagens de escultura, ainda assim haveria outras maneiras com textos bíblicos apropriados, com uma discussão no campo da interpretação do texto sagrado, sem agravos com ares de provocação e ou intolerância religiosa.

Não sou católico e, na condição de cristão evangélico, sou contra a idolatria à imagens de escultura, no entanto, independente de qual seja a religião, essa é uma atitude criminosa:

"Art. 208 - Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa."

Simplesmente lamentável...
Assista (cenas explicitas):

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Pastor que quebrou imagens é denunciado por intolerância religiosa pelo MPF


O procurador José Godoy Bezerra de Souza denunciou um pastor evangélico da Paraíba por intolerância religiosa. O acusado usou seu perfil no Orkut em 2012 para mostrar imagens onde ele destrói imagens de entidades sagradas para religiões de matrizes africanas.
O pastor teria retirado a imagem de um terreiro de umbanda e afirmou que a quebrou para que pudesse “acomodá-la” melhor dentro de seu carro.
As fotos mostradas na extinta rede social mostravam uma sequência de ações, começando por uma foto do acusado com um machado na mão ameaçando destruir a imagem.
O Ministério Público Federal resolveu abrir a denúncia por entender que o religioso não apenas praticou intolerância religiosa, como também incitou atos parecidos. “Ele não só pratica como também incita a discriminação religiosa aos adeptos das religiões de matrizes africanas”, disse o procurador.
Em sua defesa o homem, que não teve sua identidade revelada, garantiu que publicou as imagens apenas para o público da igreja, mas as imagens não foram restringidas e acabaram se espalhando.
Para o MPF a atitude do pastor violou a Constituição Federal no artigo 5º que versa sobre liberdade de consciência e crença. “Ora, esta garantia fundamental foi explicitamente violada pelo denunciado, na medida em que este, em local, que já foi espaço para culto da religião umbanda, praticou atos discriminatórios, proferindo insultos às entidades sagradas da religião profanada”, argumenta José Godoy.
Fonte: Gospel Prime

MEU COMENTÁRIO

Todo extremismo é perigoso. O pastor acima, ainda que tenha feito de acordo a sua fé, abolindo e destruindo as imagens de escultura, e isso é bíblico, extrapolou na maneira, foi imprudente quanto ao local, afinal qualquer templo é aberto ao público, e não vigiou quanto a exposição em tempos de internet, quando qualquer aparelho de celular produz prova e publica para o mundo inteiro através da grande rede. Fez a coisa certa de maneira errada, afrontou a fé de outros, e agora vai pagar o preço da própria imprudência, e Deus nada tem a ver com isso.
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