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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Pastor perseguido no Paquistão encoraja cristãos do Brasil: ‘Usem sua liberdade para Deus’



Shamshad Masih sobreviveu a diversas tentativas de assassinatos no Paquistão. Em meio à perseguição, ele segue pregando o Evangelho.


Espancado nas ruas de Karachi, ameaçado de ter as pernas amputadas e preso por pregar o Evangelho, um pastor e missionário paquistanês testemunha como a mão de Deus o livrou da morte e o manteve firme em seu chamado, mesmo sob intensa perseguição religiosa.

Shamshad Masih* nasceu na década de 1980 em uma vila no Paquistão. Apesar de se considerarem cristãos, seus pais ainda seguiam muitos costumes e tradições islâmicas. Por isso, aos cinco anos, ele foi enviado a uma mesquita para começar a educação religiosa. 

"À medida que fui crescendo, comecei a buscar a verdade e o amor genuíno. Durante essa busca, um pastor visitou nossa vila e compartilhou a Palavra de Deus, com foco em João 3:16. Sua mensagem me tocou profundamente. Eu desejava intensamente receber Jesus Cristo como meu Salvador pessoal, mas não sabia como — não havia igreja em nossa vila, apenas mesquitas", disse ele ao Guiame.

Nessa época ele permaneceu orando em segredo e ansiando por conhecer Jesus. Então, no dia 14 de outubro de 1992, ele testemunhou:

"Aceitei Jesus Cristo como meu Senhor e Salvador pessoal e fui batizado. Iniciei minha jornada compartilhando o Evangelho com minha família e depois estendi minha missão para a comunidade em geral", contou ele.

Em 1996, Shamshad se juntou à equipe da Operação Mobilização (OM), se dedicando a pregar o Evangelho por todo o país. 

Livramentos

No ano seguinte, enquanto seguia seu chamado evangelístico, Shamshad testemunhou que a decisão de seguir a Cristo no país quase lhe custou a vida. 

Ele se tornou alvo de extremistas religiosos e sobreviveu a diversas tentativas de assassinato:

"Enquanto pregava nas ruas de Karachi, fui violentamente atacado por uma multidão. Fui severamente espancado e colocado em uma tábua de madeira, enquanto se preparavam para amputar minhas pernas. Naquele momento, testemunhei a mão milagrosa de Deus me livrar. Apesar da intensa perseguição, permaneci firme em meu chamado".

Em outra ocasião, ele contou: "Enquanto ministrava em Faisalabad, fui trancado dentro de uma loja por extremistas locais. Mais uma vez, Deus interveio e me resgatou".

"Em todas as provações, Deus tem sido fiel. Continuo a servi-lo com paixão e compromisso, lutando para levar a mensagem da salvação a todas as pessoas que posso alcançar", acrescentou.

Em 1998, enquanto ministrava em Abbottabad, Shamshad foi abordado por um grupo de pessoas que pareciam curiosas e acolhedoras. Porém, era uma armadilha:

"Eles me entregaram às autoridades e fui jogado na prisão, onde permaneci por vários dias sem comida, nem água. Foi um tempo escuro e doloroso, mas a presença de Deus nunca me deixou. Esse incidente foi apenas uma das muitas perseguições que sofri por causa do Evangelho — tantas que seria impossível contar todas aqui".

'Continuamos a servi-Lo com ousadia'

Em 2002, Shamshad se casou com Rubina* e juntos, abraçaram o chamado evangelístico no Paquistão. O casal tem três filhos e uma filha, que também ajudam no ministério enquanto continuam seus estudos.

"Viver neste país traz desafios diários. Não é fácil seguir a Cristo aqui. Ataques a igrejas cristãs, lojas e casas não são novidade — são uma realidade diária", destacou ele. 

E continuou: "Vivemos em um ambiente onde simplesmente falar ou escrever sobre nossa fé pode colocar nossas vidas em risco. E, mesmo assim, pela graça de Deus, continuamos a servi-Lo com ousadia".

Em 2010, a família começou a servir em parceria com a Missão Doulos, fortalecendo ainda mais seu ministério e ampliando o alcance do Evangelho no país.

"Hoje, alcançamos quase 1.000 crianças todos os meses por meio de nossos programas de evangelismo — levando esperança, amor e a verdade de Cristo. Também atuamos ativamente no plantio de igrejas (plantamos 10 igrejas nos últimos anos) e formação de discípulos, viajando para diferentes cidades para espalhar o Evangelho", contou o pastor.

Crianças na escola fundada pela missão.

(Foto: Arquivo pessoal cedido ao Guiame)

Inspirado pela rejeição que enfrentou na infância, ele teve a ideia de fundar uma escola onde crianças da comunidade pudessem aprender em um ambiente seguro, amoroso e centrado em Cristo. 

"Esse sonho se tornou realidade em 2005, quando registramos nossa própria escola. Hoje, mais de 300 crianças carentes recebem uma educação de qualidade lá. Nos últimos 20 anos, mais de 3.000 crianças pobres se formaram na escola", afirmou ele.

'Essa é a realidade de inúmeras famílias'

Apesar do avanço do ministério, o pastor destacou: "Ainda há inúmeras vidas esperando para serem tocadas pelo Evangelho e estamos comprometidos em alcançá-las. Todos os dias enfrentamos incertezas, mas seguimos em frente, porque fomos chamados, porque fomos escolhidos e porque a graça de Deus nos basta".

Segundo Shamshad, no Paquistão, a grande maioria dos cristãos trabalha em condições extremamente difíceis — servindo como faxineiros de clínicas, trabalhadores de olarias, operários de fábricas e trabalhadores braçais. 

"Pouquíssimos têm oportunidade ou recursos para abrir seus próprios negócios. E para os que conseguem, seus esforços estão constantemente sob ameaça. Multidões frequentemente atacam lojas de cristãos e até vender comida se torna impossível. Muitas pessoas se recusam a comprar deles apenas por serem cristãos, considerados ‘impuros’ pelo preconceito social. Essa é a realidade diária de inúmeras famílias em nossa comunidade", explicou ele.

Contraste com a Igreja Brasileira

Sobre os cristãos no Brasil, Shamshad disse: "Vocês, por outro lado, são incrivelmente privilegiados por viverem em um lugar onde podem adorar livremente, servir a Deus abertamente e ajudar os necessitados sem medo. Vocês estão posicionados não apenas para desfrutar dessas liberdades, mas para usá-las para a glória de Deus — e para o bem daqueles que sofrem em silêncio".

E continuou: "Suas orações, sua compaixão e seu apoio financeiro podem trazer luz e esperança àqueles que vivem nas trevas. Vocês podem ajudar a transformar vidas, elevar comunidades e avançar o Reino de Deus em lugares onde é mais difícil fazê-lo".

O pastor destacou que tem orgulho de que o Brasil é uma das nações que mais envia missionários no mundo: 

Igreja no Paquistão. (Foto: Arquivo pessoal cedido ao Guiame)

"De seu solo, Deus levantou inúmeros homens e mulheres que têm levado o Evangelho até os confins da terra — muitas vezes aos lugares mais difíceis e sombrios. O coração missionário de vocês, sua ousadia na fé e sua disposição para ir onde outros não vão, são um testemunho do poder vivo de Cristo em seu meio".

"Estar com vocês, compartilhar comunhão com vocês e caminhar juntos na obra de Deus não é apenas uma honra — é um momento sagrado para nossa igreja. A presença de vocês entre nós não é algo comum. É um lembrete de que a igreja global é um só corpo, unida por um só Espírito, com um só propósito: glorificar a Jesus e alcançar os perdidos. Vocês não são apenas visitantes. São vasos — enviados por Deus, ungidos para um tempo como este", acrescentou. 

Por fim, ele encorajou a Igreja brasileira e os abençoou: "Sejam encorajados, amados irmãos e irmãs. Sua obediência está dando frutos, mesmo em lugares que talvez nunca vejam com seus olhos. E seu sacrifício não é esquecido pelo céu. Continuem firmes, pois grande é a sua recompensa — e grande é o impacto de uma igreja que escolhe ir".

*Nomes alterados por motivo de segurança.

Fonte: Guiame


quarta-feira, 22 de maio de 2024

Evangélicos são um dos principais grupos afetados pela Rússia na Ucrânia




Desde a invasão russa, 600 locais de culto foram destruídos, mais de 30 líderes religiosos foram mortos ou sequestrados


Mais de dois anos após o início da invasão russa na Ucrânia, as consequências em todos os níveis são devastadoras.

Um dos grupos mais visados pela Rússia na Ucrânia ocupada são os evangélicos, perdendo apenas para os membros da Igreja Ortodoxa Ucraniana.

A revista Time informou que 34% das perseguições religiosas registradas tinham como alvo os protestantes, 48% deles na região de Zaporizhzhia.

Há mais de 600 locais de culto destruídos, mais de trinta casos de religiosos mortos e sequestrados, 109 casos conhecidos de interrogatório forçado, bem como expulsões, prisões, detenções e, às vezes, até tortura.

A denominação evangélica mais afetada durante a invasão russa foi a dos batistas (13%), a terceira maior denominação da Ucrânia. Sob o controle russo, 400 congregações batistas desapareceram, 17% do total na Ucrânia, observa o relatório da revista Time.

Petro Dudnyk, pastor da Good News Church em Sloviansk, uma cidade na região de Donbas, disse à rádio Svoboda que o motivo da perseguição é que as forças de ocupação "acham que os protestantes são a fé americana, e os americanos são nossos inimigos, portanto, os inimigos devem ser destruídos", relata a Time.

Para Azat Azatyan, pastor batista de crianças e fundador do centro infantil Garne Misce em Zaporizhzhia, que passou 43 dias em cativeiro e foi torturado, "o que o Kremlin teme dos protestantes é que sigamos a lei de Deus, não a deles, e eles querem ter tudo sob seu controle".

Relatório sobre liberdade religiosa

Em fevereiro passado, a International Religious Freedom or Belief Alliance (IRFBA) publicou um relatório denunciando que "líderes e denominações religiosas considerados desleais são perseguidos por meio de acusações infundadas de espionagem, sectarismo, extremismo ou atividades missionárias ilegais".

"Os fiéis ucranianos são coagidos pelas autoridades de ocupação a se registrarem novamente, aceitarem a cidadania russa e apresentarem listas de membros da comunidade. No entanto, mesmo o cumprimento dessas exigências não garante o novo registro", acrescenta o relatório.

O IRFBA conclamou a comunidade internacional a "se solidarizar com a Ucrânia, abordar as repercussões da agressão russa e responsabilizar a Federação Russa pelas violações flagrantes do direito internacional, incluindo crimes contra a humanidade e crimes de guerra".

Conflito na Igreja Ortodoxa

Após dois anos de guerra, apenas 4% dos ortodoxos ucranianos permanecem leais ao Patriarcado de Moscou e ao seu líder, o Patriarca Kirill. A maioria mudou sua filiação para a Igreja Ortodoxa sob o Patriarcado de Kiev.

Kirill apóia abertamente o governo na guerra e prometeu a "purificação dos pecados" dos soldados russos que morrem no campo de batalha. Entretanto, alguns clérigos ortodoxos também foram acusados de questionar a guerra.

De acordo com o IRFBA, "o envolvimento do Patriarcado de Moscou, muitas vezes chamado de Igreja Ortodoxa Russa, na tentativa de legitimar a agressão russa e corroer a soberania ucraniana é inequívoco".

O parlamento ucraniano está trabalhando em um projeto de lei que proibiria as organizações religiosas controladas por um país que esteja praticando agressão armada contra a Ucrânia.

Perseguição dentro da Rússia

A pressão de Putin sobre grupos religiosos minoritários também continuou dentro da Rússia.

Em agosto passado, um tribunal proibiu a atividade do principal grupo de vigilância da liberdade de religião e crença, o SOVA, por "violações graves e irreparáveis".

Em março de 2023, várias pessoas foram multadas por citarem a Bíblia para "desacreditar as forças armadas" e, um mês depois, um pastor batista russo em Bryansk foi condenado por "trabalho missionário ilegal".

Fora da Rússia, Yury Sipko, um conhecido pastor batista russo que serviu no passado como líder da União Evangélica Batista Russa, foi forçado a fugir para o exílio na Alemanha e não se espera que tenha permissão para voltar para casa.

Além disso, um membro de uma igreja evangélica livre em Vladivostok, perto da fronteira entre a China e a Coreia do Norte, foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por se recusar a lutar pela Rússia na Ucrânia.


Folha Gospel com informações de Evangélico Digital

sábado, 9 de março de 2024

A perseguição contra as mulheres em locais hostis ao cristianismo


Violências psicológica, física e sexual são usadas como arma para fazer as cristãs desistirem de sua fé


A valorização e respeito à mulheres é praticamente inexistente quando se trata de mulheres cristãs em locais onde há perseguição religiosa. De acordo com a Portas Abertas, mulheres e meninas cristãs que vivem em um dos países elencados na Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2024, são perseguidas duplamente, tanto por ser mulher, como por ser cristã.


Em algumas culturas, pessoas do gênero feminino são tratadas como objetos que pertencem aos homens da família, sejam pai, marido, irmão, tio ou primo. Eles têm o direito legal sobre a menina ou mulher, inclusive o de castigá-las ou matá-la. Quando essas mulheres decidem deixar a fé dos antepassados para seguir a Jesus, a situação pode ficar ainda pior e na maioria dos casos, elas não têm a quem recorrer.


A violência contra as mulheres cristãs costuma ser por meio de sua desonra sexual e familiar. Elas costumas ser forçadas a se casar ou divorciar, são agredidas sexual, física e psicologicamente e raptadas.


De acordo com os dados da LMP 2024, em 84% dos paises onde há perseguição religiosa, as mulheres e meninas cristãs têm maior risco de serem obrigadas a se casar com homens da religião predominante no local. Em diversos casos, elas são coagidas a se casar com muçulmanos mais velhos que tenham algum tipo de autoridade religiosa ou sejam comprometidos com a fé, forçando-as a abandonar o cristianismo.


Quando casadas, muitas são obrigadas a se divorciar, a deixar sua casa e família e perdem a guarda dos filhos. O objetivo é que elas percam o respeito social, e sem o apoio e a proteção de um homem da família ficam mais sujeitas à violência física e sexual por parte de vizinhos, criminosos e fanáticos religiosos.


As mulheres casadas com cristãos também não estão isentas de todos esses ataques, algumas são atacadas física e sexualmente justamente para atingir os homens cristãos. Há inúmeros relatos de casos de sequestros de esposas e filhas de pastores ou líderes de igrejas que se tornam escravas sexuais e muitas vezes são obrigadas a se casar com integrantes de grupos extremistas.


A situação de meninas e mulheres cristãs que vivem em regiões de guerras, como no Sudão e Síria e conflitos armados no México, Colômbia e África Subsaariana, é ainda mais crítica. A violência sexual é uma tática de guerra que busca dominar, submeter, oprimir e espalhar o terror. Nesse contexto, a falta de um Estado para coibir os crimes e punir os agressores pode criar uma cultura de impunidade, que normaliza a violência e inibe as denúncias.


 

Com informações Portas Abertas via CPAD News

terça-feira, 11 de julho de 2023

‘Me alegro mesmo na perseguição’, diz André Valadão em carta após ‘cancelamento’

O pastor André Valadão divulgou um comunicado reiterando seu posicionamento sobre seu sermão que foi amplamente distorcido pela mídia, e acrescentando que se alegra mesmo na perseguição que vem sofrendo.

No texto, André Valadão enfatiza que nunca incentivou qualquer tipo de hostilidade ou mesmo violência contra homossexuais em sua pregação que anunciava a necessidade de arrependimento, e que desde então, sua família tem sido atacada como parte da retaliação contra ele.

Na legenda da publicação, André Valadão diz que "o nível da deturpação, ataque e cancelamento tem sido indizível", e que "isso tem causado em mim e minha família um dano terrível".

Ao final, o pastor acrescenta: "Porém minha justiça vem de Deus e minha paz n’Ele está. Avanço e prossigo com minha fé em Jesus e Sua sagrada Palavra. Deus é justo, fiel e poderoso".

Confira a íntegra da nota publicada por André Valadão:

Queridos irmãos e amigos,

Estive introspectivo e em oração para entender a avalanche de acontecimentos desses últimos dias. Minha vida e da minha família foram expostas, mentiras e interpretações distorcidas se espalharam. Mas hoje encontrei paz e quero colocar as coisas nos devidos lugares.

Primeiro: não admito, nunca admiti e jamais incitei qualquer dos fiéis que me escutam a agredir, f3rir ofender ou causar qualquer tipo de dano, físico ou emocional, a qualquer pessoa que seja. Repudio qualquer ataque e uso de violência física ou verbal a pessoas por conta da orientação sexual. Sou contra qualquer crime de ódio e incitação à violência.

Como cristão, defendo que Deus ama o pecador. E pecadores somos todos, como diz o apóstolo Paulo em Romanos 3:23. Dependemos, sem exceção, do perdão, da misericórdia e da graça de Deus por meio de Jesus Cristo.

Apesar de toda a repercussão na mídia do que falei no culto do dia 2 de julho até agora, preciso dizer que nenhum dos nossos fiéis interpretou o que eu disse da forma como a imprensa divulgou. Não há qualquer relato de agressão ou ameaça.

Não fiz nada além do que repetir o que está escrito na Bíblia.

Ademais, minha pregação como pastor foi dirigida apenas a fiéis e está protegida pela liberdade de culto, seja no Brasil, seja nos Estados Unidos. Aproveitadores de plantão estão usando o episódio de maneira distorcida para destilar seu ódio contra cristãos.

Também jamais saiu da minha boca a expressão ”Deus deixou o trabalho sujo para nós”, que maldosamente inúmeras pessoas espalharam por aí. Essas responderão judicialmente. Basta assistir ao vídeo do culto para ver que essa frase nunca foi dita.

Ao me referir à história do dilúvio e de Noé, quis lembrar das consequências que o pecado pode ter sobre todos nós. "Porque o salário do pecado é a morte", diz Romanos 6:23. Hoje, a mOrte é espiritual, é a separação completa de Deus. Cabe a nós cuidarmos para que nossos filhos não caiam em armadilhas que os distanciem de Deus.

Foi isso o que quis dizer por tomar as cordas de novo, "resetar a máquina" e recomeçar.

Precisamos ser mais firmes no nosso ensinamento da fé e da Palavra.

Acaso não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis; nem fornicários, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”, diz o apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios.

No mais, me alegro mesmo na perseguição.

Todavia, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos escusos ou nobres, Cristo está sendo proclamado e, por isso me alegro” (Filipenses 1:18).


Fonte: Gospel+ 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Médico pode ser removido de lista da rede pública por orar por pacientes



O Dr. Richard Scott tem sido alvo de investigações pelo NHS por orar por seus pacientes, no Reino Unido.

Um médico cristão foi alvo de medidas disciplinares e ameaçado de ser retirado da lista de médicos do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (NHS), por ter orado por alguns de seus pacientes no Reino Unido.

Dr. Richard Scott, de 62 anos, irá contestar sua possível remoção da Lista Nacional de Profissionais do NHS, em uma audiência de seis dias que começa nesta segunda-feira (26), no Centro de Audiências do Tribunal de Ashford, no condado de Kent, a 90 km de Londres.

O NHS abriu um processo contra o Dr. Scott, apesar do Conselho Médico Geral da Inglaterra ter decidido duas vezes, em 2019 e 2020, que ele não violou nenhuma de suas diretrizes e que “discutir a fé em consultas não é proibido”.

Após uma série de investigações ao longo de 2020 e 2021, o Dr. Scott recebeu uma lista de “condições” do NHS, que inclui um curso de “limites profissionais” que custa 1.800 libras (equivalente a mais de 10.300 reais) e deveria ser pago por ele.

Scott disse que ficou “horrorizado” quando descobriu que o curso geralmente é reservado para médicos que tocam um paciente de forma inadequada ou cruzam os limites sexuais.

Quando o Dr. Scott contestou a participação no curso, foi-lhe dito que, por se recusar a cumprir, ele também precisaria realizar uma avaliação psicológica para 'redefinir' sua abordagem ao oferecer orações aos pacientes.

O Dr. Scott, que está sendo apoiado pelo Christian Legal Centre, se recusou a fazer o curso. Por causa disso, ele foi informado que deveria passar por uma avaliação psicológica, o que também recusou. “Estou preparado para assumir as consequências e enfrentar esse assédio e intimidação arbitrária”, disse ele, segundo o site Christian Concern.

A oração é 'prejudicial'?

Como parte de sua investigação, o NHS enviou um consultor clínico para o Centro Médico Bethesda, onde trabalha o Dr. Scott, para avaliar o papel da religião em seus serviços aos pacientes.

Como resultado, Scott foi chamado para uma audiência disciplinar a portas fechadas em novembro de 2021 pelo painel de decisão das listas de profissionais do NHS. Ali, ele foi informado que cabia a ele provar que orar pelos pacientes não era “prejudicial”.

Os advogados do Dr. Scott dizem que “não há evidências de que a prática de orar com os pacientes seja um obstáculo em termos de prestação eficiente de serviços de saúde”. 

Eles argumentam também que o tratamento do Dr. Scott foi “desproporcional”, “humilhante” e representou assédio sob a lei de Direitos Humanos com base em sua crença cristã.

Médico perseguido por sua fé

Scott, que trabalhou como clínico geral por 35 anos, descreveu seu tratamento como uma “campanha implacável” para forçar suas crenças e abordagens cristãs a saírem do NHS. 

O médico repudiou a  “profunda intolerância do NHS em relação às crenças cristãs e a completa falta de compreensão do que é a oração e como ela impacta positivamente a vida das pessoas”. 

Andrea Williams, executiva-chefe do Christian Legal Center, diz que o Dr. Scott é um médico experiente, respeitado pela comunidade e dedicado a Deus. 

Richard Scott é um médico brilhante que ama Jesus e acredita apaixonadamente no impacto positivo que a oração e a esperança da fé cristã podem ter na vida de alguém. Ele é respeitado em sua comunidade e especialmente por seus pacientes”, ela afirma.

Ela também denuncia a insistência de ativistas do NHS em alvejar o médico cristão por causa de suas orações. “Há um amplo reconhecimento de que o apoio emocional e espiritual desempenha um papel significativo na cura física”, acrescentou.

Fonte: Guiame

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Cardeal de 90 anos é preso em Hong Kong por apoiar a democracia



Joseph Zen se tornou alvo de perseguição por criticar o governo comunista e defender a liberdade religiosa.

Um cardeal católico, de 90 anos, foi preso em Hong Kong, na China, por apoiar a democracia.

Joseph Zen, que atuou como bispo de Hong Kong anteriormente, foi detido pelas autoridades devido a seu trabalho como administrador do grupo pró-democracia “612 Humanitarian Relief Fund”, segundo o National Catholic Register.

A organização de Joseph pagou advogados para pessoas que foram presas por participarem dos protestos pró-democracia de 2019. O “612 Humanitarian” fechou em 2021.

O líder cristão foi detido junto com três ativistas da democracia na delegacia de Chai Wan, na quarta-feira (11). Após ser interrogado sobre seu envolvimento com o grupo pró-democracia, Zen foi libertado sob fiança.

O cardeal Zen é o primeiro cardeal católico preso em solo chinês nas últimas décadas. Ele nos lembra do heróico cardeal Kung de Xangai, que foi preso em 1955. Lamentamos muito que isso tenha acontecido e rezamos para que Deus lhe dê graça e força para continuar sua batalha pela liberdade religiosa e pela democracia”, declarou um líder cristão de Hong Kong, ao International Christian Concern (ICC).

O cardeal Joseph Zen é conhecido como um defensor da democracia e da liberdade religiosa na China. Frequentemente, ele critica a opressão do governo comunista contra o povo chinês, em especial à comunidade católica clandestina.

Seu apoio a ativistas pró-democracia e sua postura contra o Partido Comunista Chinês o tornaram alvo de perseguição. 

Em junho do ano passado, Zen recebeu ameaças, enquanto preparava uma missa em memória das vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial, quando o governo reprimiu de forma cruel um protesto por liberdade e democracia.

Ameaça à liberdade

A erosão da liberdade em todos os aspectos em Hong Kong é muito preocupante, pois um número crescente de combatentes da liberdade é preso e encarcerado por acusações fabricadas”, afirmou Gina Goh, Gerente Regional do ICC no Sudeste Asiático.

E alertou: “Se um reverenciado cardeal de 90 anos não puder ser poupado, isso indica que o sistema legal continuará a ser abusado pelo governo para prender qualquer pessoa em Hong Kong que considere uma ameaça à cidade. O Vaticano e o mundo precisam falar e apoiar o Cardeal Zen”.

O Vaticano não se manifestou sobre a prisão de Joseph e muitas pessoas foram às redes sociais pedir para que líderes católicos se manifestem em defesa do cardeal chinês. 

Esperamos que o Vaticano não apenas condene a prisão do Cardeal Zen e peça sua libertação ao lado dos outros ativistas, mas também reconsidere seu silêncio em relação à prisão em curso, violações dos direitos humanos em Hong Kong e na China”, afirmou Sam Goodman, diretor de política e advocacia da Hong Kong Watch, ao The Globe and Mail.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Ex-guerrilheiro diz que Igreja precisa se preparar para perseguição: ‘Tempo de discipular’



“Devemos avisar os cristãos sobre o tempo que estamos vivendo e a Igreja precisa aprender a sobreviver quando vier as dificuldades”, disse enquanto esteve no Brasil.

O ex-guerrilheiro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conhecido por Jasar (nome fictício por questões de segurança), esteve no Brasil entre janeiro e fevereiro, dando seu testemunho em várias igrejas, onde contou sobre sua antiga vida na guerrilha e deu detalhes sobre sua conversão.

Em entrevista, falou das experiências mais marcantes que teve com Deus. Entre elas, quando ouviu a voz do Espírito Santo. “Ele disse que estava me tirando da guerrilha para que eu pudesse servi-lo”, contou.

Ele destaca a proteção de Deus em todo o tempo, principalmente quando esteve na polícia para resolver questões relacionadas a seus documentos. Mesmo sendo reconhecido por um tenente, ele não teve problemas. “Me disseram que eu não tinha antecedentes criminais”, lembrou.

“O Senhor me tornou invisível”

Em outra ocasião, Jasar conta que policiais estavam parando todos os carros. “Eles pediram documentos para todos os motoristas, menos para mim. O Senhor me tornou invisível naquele momento”, disse ao se referir à ocasião em que poderia ser preso.

Segundo Jasar, há outros guerrilheiros se convertendo a Cristo. “Tenho visto homens que andaram comigo na guerrilha se tornando cristãos e outros que faziam parte de outros grupos também. Alguns se tornaram pastores, outros evangelistas e muitos frequentam a igreja onde eu prego a Palavra”, destacou.

‘Encontrei familiares de um pastor que persegui’

Ao longo de sua trajetória como guerrilheiro, Jasar perseguiu muitos cristãos. Ele conta que se lembra do irmão de um pastor que foi morto e que era alguém muito próximo. 

Eu persegui aquele pastor e hoje tenho contato com seus familiares. Eu pedi perdão a eles e reconheci meus erros”, compartilhou.

“Todos os dias eu enfrentava a morte”

Ao ser questionado se também corria riscos de vida enquanto guerrilheiro, Jasar exclamou: “Todos os dias eu enfrentava a morte. Um guerrilheiro está sempre pronto para morrer”. 

Um dia, fui capturado pelas forças militares e tinha certeza que iria morrer. Em outra ocasião, num ataque nas montanhas que durou sete dias, também enfrentei a morte de perto. 27 guerrilheiros morreram, muitos ficaram feridos, mas Deus me guardou”, reconheceu.

'A perseguição aos cristãos é bíblica e vai aumentar'

Ao citar que a perseguição aos cristãos é uma profecia e que a tendência é aumentar no mundo todo, Jasar se posiciona para trabalhar ainda mais pela Igreja.

Como pastor, creio que devemos ensinar a Igreja a sobreviver em tempos difíceis. Precisamos ensinar o Evangelho e alertar a todos os cristãos sobre o tempo que estamos vivendo”, disse.

Para Jasar é importante ensinar, discipular e esclarecer tudo o que a Bíblia diz. “Os cristãos precisam saber que serão perseguidos e precisam se preparar para lidar com isso. A Igreja precisa aprender a sobreviver quando vier o tempo das dificuldades”, concluiu.

Assista aqui:


Fonte: Guiame

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Talibã detém aviões de resgate financiados por grupos cristãos; negociações estão travadas


“Estão matando, espancando mulheres e crianças”.

Seis aviões fretados que buscam resgatar pelo menos 1.000 pessoas — incluindo mais de 100 americanos — do Afeganistão foram paralisados ​​pelo Talibã em meio a negociações com o Departamento de Estado dos Estados Unidos.

De acordo com a revista Newsweek, os futuros passageiros ainda não embarcaram na cidade de Mazar-i-Sharif, nos aviões que foram fretados pela Mercury One, uma instituição de caridade fundada pelo conservador cristão Glenn Beck, que também é fundador da Nazarene Fund.

Três outros voos de evacuação — dois em um avião fretado pela organização internacional de desenvolvimento Sayara e um pela Goldbelt, Inc., uma corporação nativa do Alasca — também foram paralisados ​​pelo Talibã e estão aguardando liberação.

De acordo com um funcionário sênior de uma ONG, Sayara deve transportar 700 passageiros, pelo menos 19 deles são americanos.

Missão de resgate financiada por grupos cristãos

Dois oficiais de uma ONG que está ajudando na evacuação dessas pessoas que pretendem deixar o Afeganistão, disseram que o Talibã suspendeu os voos em meio a um colapso nas negociações com o Departamento de Estado. Um deles acredita que os terroristas podem estar tentando “negociar” algum valor em dinheiro em troca de liberação para decolagem.

Vale lembrar que a operação de resgate está sendo financiada inteiramente com dinheiro privado. A Mercury One fretou seis aviões — dois Airbus 340 e quatro Boeing 737 — da Kam Air, a maior companhia aérea privada afegã. Há informações de que, até agora, a Mercury One já tenha dispensado 750 mil dólares por voo.

Conforme informado anteriormente pelo Guiame, a instituição cristã já arrecadou mais de 28 milhões de dólares para ajudar a evacuar os cristãos e outras minorias religiosas vulneráveis ​​do Afeganistão.

Dentro do planejamento, há oito voos de evacuação para o estado do Golfo. Os outros três voos com Sayara e Goldbelt também foram fretados da Kam Air, mas seu destino pretendido ainda não está claro.

Sobre as negociações entre Talibã e EUA

As negociações entre o Talibã e o Departamento de Estado estão travadas há alguns dias. Enquanto isso, os desabrigados permanecem escondidos e os aviões estão vazios.

Relatórios anteriores indicaram que havia centenas de afegãos a bordo dos voos, muitos dos quais não tinham vistos ou passaportes. O representante Michael McCaul descreveu o incidente como uma “situação de reféns”. 

O chefe de gabinete da Casa Branca, Ron Klain, disse à CNN no domingo que “cerca de 100” cidadãos americanos ainda estavam no Afeganistão. O deputado americano Michael McCaul, disse à Fox News no domingo que os voos estão sendo retidos porque o Talibã quer que os EUA os reconheçam como governo legítimo do Afeganistão. 

Talibã acelera seu reinado de terror

De acordo com a CBN News, enquanto acontecem as negociações, o Talibã está acelerando seu reinado de terror no Afeganistão, “matando e atacando mulheres e até batendo em crianças”.

Uma mulher que escapou no último minuto com seus filhos foi abordada pela CBN e disse que os talibãs estão ainda mais ousados. “Eles estavam matando, batendo em mulheres e crianças diante dos meus olhos”, revelou.

Eu vi o mesmo Talibã de 20 anos atrás. Eles não mudaram. Desta vez, estão mais ousados, eles são mais experientes para encontrar as pessoas”, disse a mulher que preservou sua identidade por medo de retaliação.

É muito difícil acordar e perceber que perdemos tudo o que conquistamos em 20 anos. E não conquistamos facilmente, pagamos um alto preço, pagamos com nossas vidas”, concluiu.

Fonte: Guiame

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