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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pastor David Filho deixa a IPDA para fundar seu próprio Ministério


O anúncio da saída do Pastor David Miranda Filho da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), surpreendeu a comunidade evangélica pentecostal brasileira.

Nas redes sociais, evangélicos de várias denominações não comentam outra coisa se não a decisão inédita do homem que até alguns anos atrás era favorito a suceder o missionário David Miranda na presidência da IPDA, mas que agora pretende fundar a "Igreja Pentecostal Santidade no Senhor".

Saiba mais sôbre esse assunto e suas implicâncias eclesiásticas e familiares acessando no link abaixo:

domingo, 15 de maio de 2016

Pastora declara não acreditar em Deus, mas quer continuar à frente da igreja

Numa manhã de frio típica do clima canadense, 90 moradores de Toronto vencem a chuva e o vento cortante para assistir a mais um culto evangélico.

Todos os domingos, o prédio de interior austero é palco de 1h30 de culto, durante o qual o público ouve sermões sobre os dilemas da vida moderna, canta e promove ações comunitárias.
Apesar da rotina comum a qualquer congregação, o local esconde uma improvável rebelião, que pode alterar para sempre a forma como os canadenses lidam com a espiritualidade.
Durante todo o culto, ouve-se a palavra amor 43 vezes. Mas não há qualquer menção a Deus. Isso é assim desde que Gretta Vosper, pastora responsável pela comunidade, assumiu ser ateia.
Todos os objetos religiosos foram removidos dali. A única cruz em seu interior foi escondida por uma série de feixes de pano coloridos, que formam uma espécie de arco-íris suspenso. Também não há mais orações ou citações bíblicas. Apenas uma conversa em que Vosper faz perguntas e convoca seu público a dividir experiências.
"Não vejo qualquer evidência de que Deus exista, especialmente aquela figura benevolente que tem tudo sob seu controle", diz ela à BBC Brasil.
Para ela, Deus é apenas uma metáfora sobre as relações que estabelecemos com o mundo. "Com tantas coisas ruins à nossa volta, não posso aceitar o argumento de que qualquer acontecimento é parte da vontade de Deus", afirma.

Não usarás o nome de Deus em vão

As afirmações de Gretta têm provocado polêmica no país. Isso porque, até o fim de maio, ela deve enfrentar um processo que pode resultar no fim de sua carreira.
A conversão da pastora ao ateísmo começou há 15 anos, de forma gradativa. Primeiro, removeu menções bíblicas de suas falas. Em seguida, deixou de citar todas as entidades sobrenaturais, incluindo Jesus Cristo.
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Na sequência, removeu as orações que tradicionalmente iniciam e finalizam o culto protestante. No lugar, uma conversa coletiva discute soluções para problemas que afligem a comunidade.
Em 2013, veio a decisão mais radical. Ao saber que 84 blogueiros de Bangladesh estavam sob ameaça de morte feitas por extremistas islâmicos, Vosper veio a público declarar-se ateia.
Desde então, representantes da comunidade protestante acusam-na de distorcer a função da religião. Também questionam sua legitimidade como líder da chamada Igreja Unida do Canadá.
"Não esperava tamanho impacto, mas não me arrependo de nada do que disse. Tanto Deus quanto a religião são hoje usados por grupos privilegiados, interessados apenas em manter seu status opressor. Eu não quero fazer parte disso", diz.

A tolerância como mandamento

Nascida em 1925, a Igreja Unida do Canadá resulta da junção de quatro correntes protestantes, incluindo a presbiteriana e a metodista. Conta com 2,5 milhões de seguidores, cerca de 7% da população total do país, e perde apenas para o catolicismo em número de fiéis.
Trata-se de uma doutrina reconhecida no país por suas posições progressistas. Admite, por exemplo, pastores homens e mulheres. Na direção oposta às igrejas evangélicas brasileiras, possui líderes declaradamente homossexuais e a união entre casais gays é aceita desde os anos 80.
Mas, ao acreditar no ambiente de total tolerância de ideias da instituição, Gretta talvez tenha ido longe demais.
Instaurado em 2015, o processo de avaliação vai decidir até o próximo mês se ela pode permanecer como membro da entidade. Será uma batalha desgastante, em que 40 membros da Igreja Unida vão interrogá-la e julgar seus conceitos sobre Deus.
Trata-se de um procedimento raríssimo na instituição, que só acontece quando algum de seus membros é alvo de graves acusações.
"O objetivo é investigar a situação, já que os conceitos defendidos por Vosper são alvo de preocupação por parte de nossos membros", diz o reverendo David Allen, secretário-executivo responsável pela região de Toronto.
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"Após ouvi-la, a comissão vai decidir se ela é adequada para continuar a exercer o cargo. Caso não seja, será afastada definitivamente", diz.
Até o momento, Gretta já gastou 60 mil dólares canadenses (R$ 180 mil) na batalha para provar que sua definição de Deus merece ser considerada pelo júri religioso.
Gretta diz acreditar que a crescente polêmica em torno de sua personalidade se deve a uma onda conservadora. Os ataques mais duros começaram somente em 2015, uma década depois de suas primeiras declarações nada ortodoxas.
Um apresentador de uma rádio popular de London, cidade próxima a Toronto, chegou a defender que Gretta permaneça no cargo apenas para manter seu salário e o auxílio-moradia, ambos pagos pela congregação.
Num país em que entidades religiosas exercem pouca influência na sociedade, membros mais progressistas deixaram de frequentar a igreja, restando um público mais resistente a mudanças.
Mas, se o suposto conservadorismo cresceu em outras congregações, a comunidade de West Hill promete unir-se para salvar a pastora da crucificação.
Durante o culto, todos usam um broche em que se lê "minha igreja inclui Gretta Vosper". E já organizam protestos para serem realizados durante o julgamento.
"Já passei pelas por todas as religiões, mas não havia me identificado com nada até conhecer a pastora Gretta", diz Joan Grace, uma aposentada que se tornou fervorosa defensora do ateísmo há sete anos.
"Não poderia mesmo acreditar que o filho de Deus nasceu na Terra e sua mãe era virgem. É um absurdo que isso não possa ser contestado, o que estão fazendo é uma inquisição", dispara.

O milagre de Gretta

Se a Idade Média é evocada como forma de protesto à tentativa de expulsão de Gretta, a pastora defende que sua inclinação nada mais é do que uma tentativa de atualizar a religião para a vida contemporânea.
"Quando se começa a estudar teologia, é normal acreditar naquela mitologia sobrenatural, que é passada de geração para geração. Mas, ao se aprofundar no assunto, é inevitável não questionar como aquilo, nos dias de hoje, ainda é encarado como verdade absoluta", defende.
Gretta acredita que as religiões permanecem estacionadas no passado. Por isso, a tentativa de renovar o discurso é evidente em todos os cultos.
No mais recente, usou o Facebook e o Google para discutir intolerância. Ela explica para a plateia que, ao selecionarmos notícias e atualizações que somente seguem nosso posicionamento, estaríamos mais estridentes e avessos ao debate.
"É muito grave que nossa religião continue a ser usada mais como motivo de divisão do que de união. Hoje, temos disponíveis armas com tecnologia do século 21, mas uma mentalidade ainda presa à Idade Média. É uma mistura explosiva."
Mesmo com a iminente destituição do cargo, Gretta mantém a rotina de trabalhos voluntários, palestras e cultos. A sabatina de entrevistas a que será submetida deve se estender por cerca de um mês. E, se não acredita no poder das orações para salvá-la da demissão, ainda tem fé na generosidade dos homens.
"Não posso crer que uma entidade tão inclusiva, que sempre lutou pelas mulheres, indígenas, homossexuais, pobres e oprimidos vá se tornar um espaço de intolerância", afirma. "Minha vida se passou aqui dentro, não saberia exercer qualquer outra profissão", completa.
Por enquanto, alterar a definição do que é Deus para a igreja se mostra tarefa tão hercúlea quanto a abertura do Mar Vermelho.
Fonte: BBC
MEU COMENTÁRIO:
Episódio lamentável, na verdade uma pessoa que jamais se converteu ao Senhor Jesus, muito pelo contrário, como muitos apenas foi convencida intelectualmente, e com o passar dos anos foi mudando seu pensamento, se tornando liberal e relativista através da onda da "IGREJA INCLUSIVA".
Se tornou refém do sustento e da moradia, assim como muitos, e agora ainda está gastando dinheiro para se manter à frente da congregação.
Com certeza a denominação vai afasta-la, mas haverá mais uma divisão, afinal, pelos anos que tal pastora defende essa tese, já existem muitos na congregação que dirige, que pensam como ela, afinal de contas foram discipulados por ela.
Penso que o ministério da igreja falhou, quando em nome da tolerância, permitiu que ficasse tanto tempo à frente da congregação, o suficiente para criar uma cisão na membresia.
Vamos orar e aguardar os fatos!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Rebelião - Padre expulso cria Igreja Católica Independente em Alfenas MG


Comunicado de bispo de Guaxupé - (MG) tem orientado católicos a não frequentarem local. Missas estão sendo celebradas em galpão uma vez por semana.

Um padre que foi excomungado pela Igreja Católica em Alfenas (MG) tem causado polêmica com a criação de uma igreja independente. Um comunicado do bispo de Guaxupé (MG), Dom José Lanza Neto, tem orientado os católicos da cidade a não frequentarem a "Igreja Católica Independente".

A igreja, fundada pelo reverendo padre André Aparecido da Silva, funciona improvisada em um galpão. As missas são celebradas duas vezes por semana e sempre fica lotada. A igreja segue os mesmos ritos do catolicismo, mas não tem nenhuma ligação com as dioceses.

Padre André ficou à frente da Paróquia de São Sebastião e São Cristóvão, em Alfenas, por cerca de seis anos. Nesse tempo, ele comprou em nome da igreja um terreno de 26 mil metros quadrados. Algum tempo depois, ele vendeu parte dele.

O dinheiro foi usado para construir um estacionamento, reformar a igreja e comprar a casa paroquial. As negociações conduzidas pelo padre foram denunciadas ao bispo de Guaxupé, com a suspeita de que os valores apresentados à Diocese eram diferentes do que haviam sido recebidos.

"O bispo alegou que eu não fiz uma devida prestação de contas dos valores, mas isso depois que ele pediu nós fizemos. Desse valor todo, tiramos boa parte para cobrir o todo dos terrenos, fizemos a aquisição desta casa (paroquial), fizemos ainda a reforma de imóveis como igrejas da zona rural e urbana e também a reforma de casas de famílias carentes, o que não foi aceito. A maior crítica que ficou nas entrelinhas foi essa reforma de casas de famílias carentes, que não foi aceita", disse o padre André Aparecido da Silva.

A situação tem dividido moradores em Alfenas. "Pra mim, tendo um pastor que mostre o Jesus que eu tenho no meu coração, pra mim é suficiente", disse a comerciante Vânia Maria de Souza Figueiredo. "Em um ponto ele está errado, pois ele abandonou a batina para ir para outra religião", disse o servidor público Luiz dos Santos.

Em um decreto do bispo, de setembro do ano passado, a Diocese afirma que não teve as questões administrativas bem explicadas e que o próprio padre teria dito em uma celebração que estava deixando a paróquia, momento em que teria ofendido o bispo. A solução, segundo um outro documento, seria o que a Igreja chama de ato de humilhação diante de Deus, com pedido de perdão à Santa Igreja e ao bispo. O padre ainda teria que ficar um ano afastado das funções, o que não aconteceu. Diante da criação da nova igreja, o bispo decidiu excomungar o padre.

Por telefone, o bispo da Diocese de Guaxupé, Dom José Lanza Neto, disse que não vai se pronunciar sobre o caso.


Meu comentário:

Igreja Católica mineira, amarga com esse fato, uma síndrome que sempre criticou, e da qual acusava, a cisão  dentro das igrejas evangélicas.

Invariavelmente, a motivação das rebeliões, divisões e ou cisões, como queiram, são sempre as mesmas, as de ordem administrativas e financeiras ou em protesto a disciplinas e punições de líderes auxiliares. Vejamos que a repostas dos fiéis são também bem parecidas, inclusive na divisão das opiniões.

Se  a moda pegar, cuide-se o Vaticano, o Brasil será campeão. 

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