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quarta-feira, 21 de junho de 2023

Quase 300 igrejas na Pensilvânia deixam a Igreja Metodista Unida

Debate interno sobre a homossexualidade cria onda de desfiliações na Igreja Metodista Unida


No último dia 14.06, a UMC Western Pennsylvania Conference  aprovou a desfiliação de duzentas e noventa e oito congregações no estado da Pensilvânia (EUA), em uma sessão especial realizada em Erie.


Essas e outras milhares de desfiliações de igrejas nos Estados Unidos estão ocorrendo devido ao seu debate interno sobre a homossexualidade.


A sessão especial foi presidida pela bispa do oeste da Pensilvânia, Cynthia Moore-Koikoi, que agradeceu ao Conselho de Curadores do órgão regional por seu trabalho na supervisão do processo, observando que era “um trabalho difícil de fazer”.


Moore-Koikoi ressaltou aos reunidos que há opções de como lidar com a divisão do órgão regional, citando que eles podem escolher entre a amargura ou a sabedoria, “que é pura e pacífica”.


Estou implorando para que mostremos ao mundo quem é Deus por meio das ações daqueles que permanecem na conferência e das ações daqueles que se desfiliaram. Implorando-nos para mostrar ao mundo quem é Deus através de como nos amamos e escolhemos o melhor caminho”, apelou Moore-Koikoi.


O Christian Post destaca que ultimamente o UMC tem experimentado “um debate divisivo sobre se deveria mudar sua posição oficial proibindo a ordenação de homossexuais não celibatários e a bênção de relacionamentos românticos entre pessoas do mesmo sexo”. Essas questões têm gerado frustrações em inúmeras congregações que decidiram deixar a denominação protestante principal.


No dia 12 de Junho , o CPAD News já havia anunciado cerca de 700 desfiliações da última semana. 286 igrejas na Conferência Anual de Kentucky, 113 igrejas na Conferência da Carolina do Sul e 237 igrejas na Conferência de East Ohio. No entanto, ainda no início desta semana, a UMC Indiana Conference divulgou ter aceitado os votos de desfiliação de 174 congregações, em uma reunião realizada na Ball State University.


Em uma entrevista postada no Facebook logo após a decisão, o bispo de Indiana, Julius C. Trimble, afirmou que, pode ser que no futuro surjam oportunidades de todos trabalharem próximo novamente, “mesmo com algumas igrejas que se desfiliaram”, mas que no momento, é necessário que todos se concentrarem no principal, de “fazer discípulos de Jesus Cristo para a transformação do mundo”, disse Trimble.


Segundo o recente gráfico divulgado pela UM News, cerca de 3.800 igrejas se desfiliaram só em 2023.

 

Com informações Christian Post e UM News via CPAD News

sábado, 3 de junho de 2023

4 mil igrejas já abandonaram a convenção Metodista por rejeitarem a teologia inclusiva

Um cisma histórico envolvendo o zelo pela doutrina bíblica está abalando a Igreja Metodista Unida (UMC) nos Estados Unidos, e até agora, mais de 4 mil congregações decidiram se desfiliar da denominação.

As igrejas que mais recentemente confirmaram a desfiliação formam um grupo da região de Baltimore, no estado de Maryland, e da região de Washington, DC.

Ao todo, 23 igrejas submeteram o assunto a votação e a decisão da ampla maioria dos membros foi abandonar a UMC, se juntando a milhares de outras congregações que seguiram o mesmo caminho.

A discórdia

No papel, a Igreja Metodista Unida se mantém conservadora na doutrina, rejeitando a homossexualidade por considera-la "incompatível com o ensino cristão".

O Livro de Disciplina da UMC proíbe a união entre pessoas do mesmo sexo, assim como a ordenação de homossexuais ao ministério pastoral se estes não forem celibatários.

Na prática, gays e lésbicas celebram suas uniões afetivas nos templos e até mesmo sacerdotes assumidamente homossexuais têm sido ordenados ao ministério.

O problema vem se arrastando ao longo dos últimos anos, já que uma ala da UMC quer impor uma mudança da postura oficial.

Em 2020, um grupo de metodistas com diferentes visões teológicas propôs um acordo em que a UMC repassaria fundos para que eles pudessem criar uma nova denominação conservadora sobre o tema da sexualidade, enquanto os progressistas ficariam livres para mudar o Livro de Disciplina e abraçar a teologia LGBT de vez.

Entretanto, por causa da pandemia, essa discussão foi adiada para março de 2022, mas a UMC novamente adiou o debate para 2024, o que causou irritação em muitas congregações, que passaram a romper com a denominação e fundaram a Igreja Metodista Global (GMC).

Em 2022, algumas congregações enfrentaram oposição da UMC para se desfiliar. Em vários estados dos EUA, centenas de outras igrejas levaram adiante suas decisões de se desligar da denominação por não compactuarem com o relativismo diante do liberalismo teológico.

Debandada

Uma das igrejas que optou por abandonar a UMC é a Asbury United Methodist Church, que se tornou conhecida no mundo inteiro por conta de um avivamento iniciado na capela da faculdade, episódio que ficou conhecido como o "Avivamento de Asbury".

Nesse ambiente de divisão, a lista de igrejas que decidiram sair da UMC vem crescendo, mesmo com o risco de essas congregações enfrentarem processos longos e custosos. Por isso, estão optando por se afastar da UMC para defenderem a doutrina bíblica.

Segundo informações do portal The Christian Post, é esse o caso das igrejas que votaram pela saída da Conferência UMC Baltimore-Washington e deverão pagar quase US$ 11 milhões de indenização, valor correspondente a 50% das propriedades onde estão os templos. Há divergências sobre a forma e o prazo para essa quitação, o que deve levar as igrejas aos tribunais.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Igreja do Bispo Macedo processa ex-aliado por uso de símbolos e até pela 'marca' Jesus Cristo


A Igreja Universal do Reino de Deus, comandada pelo líder religioso Edir Macedo, decidiu brigar na Justiça com o ex-número dois da instituição, o bispo Romualdo Panceiro, pelo uso de marcas e símbolos supostamente pertencentes à denominação, inclusive "Jesus Cristo" e "Pomba".

Apontado por Macedo como o seu sucessor, Panceiro rompeu com o antigo chefe e lançou, no início de junho, a sua própria igreja.
O nome é praticamente idêntico ao da Universal: Igreja das Nações do Reino de Deus. A nova denominação usa como um de seus símbolos uma pomba branca, semelhante à utilizada pelo grupo de Macedo, embora esteja junto de uma cruz.
No caso de Jesus Cristo, o questionamento é motivado pela representação gráfica do nome, que segundo a Universal seria muito similar à sua.
A Universal entrou, então, com uma ação na 1ª. Vara Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem do Fórum Cível de São Paulo reivindicando o direito de imagem.
A igreja de Macedo afirmou ter o registro das marcas "Universal", "Universal Igreja do Reino de Deus", "Universal Jesus Cristo é o Senhor" e "Reino de Deus".
Também disse que Panceiro utilizou "indevidamente" as marcas e outros símbolos da Universal, como "Jesus Cristo" e "Pomba", segundo o texto da ação judicial, para "solicitar doações de fiéis por meio de depósitos bancários, induzindo-os a erro".
A Universal requereu a concessão de tutela de urgência para que Romualdo e a Igreja das Nações "se abstenham imediatamente de utilizarem indevidamente e de maneira não autorizada o nome, imagem e marcas registrada da entidade religiosa", a fim "de obter vantagem econômica indevida ao induzir fiéis".

Romualdo Panceiro em vídeo gravado em maioDireito de imagemFACEBOOK/REPRODUÇÃO
Image captionRomualdo Panceiro em vídeo gravado em maio, na sede em construção: igreja fica próxima ao Templo de Salomão

A juíza Paula da Rocha e Silva Formosa, no entanto, indeferiu a imediata suspensão do uso do nome. Panceiro disse na terça-feira (21), por meio de um porta-voz, não ter sido notificado oficialmente.
"Não sei do que se trata o processo, mas estou perplexo com essa atitude. Eu só quero fazer uma coisa: com base na Bíblia sagrada, ganhar almas falando da fé", declarou. Procurada, a Universal não retornou até o fechamento desta reportagem.
'Concorrência' próxima
O ex-número dois na hierarquia da Universal inaugurou a sua igreja na avenida Celso Garcia, no bairro do Brás, região central de São Paulo, nas proximidades do Templo de Salomão, o gigantesco centro religioso erguido por Edir Macedo.
Ex-responsável pela Universal no Brasil e em Portugal, Panceiro deixou a instituição em 2018. Estava na igreja havia mais de 30 anos. Sua saída foi atribuída oficialmente a "condutas inadequadas". Fora flagrado em adultério, segundo ex-colegas.
Em um vídeo divulgado no YouTube em 2018, Macedo confirmou o seu desligamento e o chamou de Sambalá — o personagem da Bíblia considerado traidor, que se opôs à obra de reconstrução do muro de Jerusalém.
Em uma gravação, disse que o ex-aliado estava "no inferno". Em um culto no Rio de Janeiro, no ano passado, atacou novamente Panceiro e outro ex-bispo da igreja, João Leite.
Disse que os dois eram "pastores apagados" e viviam "em pecado", "na rua da amargura". Panceiro, segundo Macedo, teria se envolvido "com mulheres da rua".
Macedo tinha uma avaliação de Panceiro completamente diferente até há alguns anos. Na biografia O Bispo, escrita em parceria com o jornalista Douglas Tavolaro e lançada em 2007 (Editora Larousse), apontou Panceiro como "o maior milagre da Igreja Universal".
E anunciou: "Se eu morrer hoje, o Romualdo assume tudo. E tenho certeza de que os demais bispos irão respeitá-lo como me respeitam hoje. A Igreja Universal não é um trabalho pessoal, mas uma obra espiritual", garantiu.
Além da falha comportamental apontada, o que mais pesou no afastamento de Panceiro foi a desistência de Macedo de alçá-lo ao posto de líder máximo da igreja no futuro. Macedo passou a dar maior espaço e visibilidade na igreja ao bispo e genro Renato Cardoso, casado com a sua filha Cristiane.
Cardoso foi consolidado como o herdeiro, o futuro comandante do império de Macedo, um conglomerado que abrange, além da igreja, a TV Record, o Banco Renner (agora Digimais) e dezenas de empresas nos mais diversos ramos, de hospitais e plano de saúde a seguradora e companhias de transporte e segurança.
Com o genro no comando, Macedo optou por deixar a igreja e os negócios com a família. A ascensão de Cardoso desagradou profundamente Panceiro, gerando atritos com o antigo líder.
Outros religiosos antigos e influentes na Universal têm feito oposição ao crescimento de Cardoso, gerando desgastes e riscos de novas rupturas.
Apesar de não ser ainda tão conhecido fora do mundo evangélico, Panceiro é visto como uma forte liderança da Universal, com ascendência sobre muitos bispos e pastores — pois ajudou a formar muitos deles —, e com poder e prestígio suficientes para arrebanhar uma leva significativa de fiéis. Internamente, tinha uma liderança maior do que, por exemplo, o bispo Valdemiro Santiago, que rompeu com Macedo e fundou, em 1998, a Igreja Mundial do Poder de Deus.
O outro concorrente da Universal mais conhecido é o missionário RR Soares, cunhado de Edir Macedo e fundador da denominação, hoje, à frente da Igreja Internacional da Graça. RR era o número um da Universal quando saiu, em 1980.

Mulher com as mãos entrelaçadas reza sobre uma BíbliaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionUniversal está entre as agremiações neopentecostais, que enfatizam a cura e o milagre e se identificam com a Teologia da Prosperidade

Romualdo Panceiro tem um histórico parecido com o de outros líderes da igreja. Ex-cortador de cana, foi viciado em drogas.
"Eu passava os finais de semana me drogando. Meu pai era louco. Eu não tinha o que comer. Não havia futuro para mim", contou o então aliado de Edir Macedo, na obra O Bispo.
De mero frequentador da igreja, tornou-se evangelista, depois obreiro e pastor. Dirigiu uma igreja em Copacabana, no Rio. Chegou a bispo e acumulou poder na hierarquia. Mas a relação entre ele e Macedo estremeceu. Chegaram a ter discussões ásperas, segundo ex-colegas.
No início do mês, Panceiro utilizou a sua conta no Instagram para responder a ataques que teria sofrido de Macedo.
Segundo ele, Macedo teria, em uma reunião de pastores, lhe chamado de "endemoniado" e rotulado a sua igreja de "botequim".
O ataque teria sido motivado pelo telefonema de um fiel que denunciara um suposto aliciamento de Panceiro a pastores da Universal, a fim de fortalecer a sua igreja.
"É um desrespeito chamar a casa de Deus de botequim. Eu cometi erros, mas falei dos meus erros ao senhor (Macedo), e pedi perdão. E o senhor disse que eu iria morrer. Essa é a palavra que se deve dar a uma pessoa que cometeu erros, dizer que ela vai morrer? Ou é dar uma palavra de fé para que ela possa se levantar?", questionou o antigo aliado.
Panceiro considerou que Macedo deveria ser grato a ele por ter devolvido à igreja tudo o que mantinha em seu nome, até sua saída. Entre outros bens, havia emissoras de rádio e TV em Campos, no Rio de Janeiro.
"O endemoniado aqui que o senhor chama assinou os documentos e passou uma procuração para a igreja, tirando todos os bens do seu nome. Eu poderia ficar com tudo e estar muito bem, mas eu não achei justo", afirmou Panceiro.
"Com uma procuração, entraram na minha conta. E para validar a situação movimentaram mais de R$ 12 milhões. Fizeram doações para instituições da igreja ou para a própria igreja. Eu tenho provas disso. Tudo isso está declarado no meu imposto de renda. Inclusive, foi feito pela contabilidade da igreja. Eu não fiquei com um tostão", garantiu o ex-integrante da Universal, na rede social.

Outras disputas

Além de Romualdo Panceiro, outros nove bispos deixaram a Universal nos últimos quatro anos. No ano passado, Rogério Formigoni, ex-apresentador do programa religioso Nação dos 318 (ex-Congresso para o Sucesso), dirigido a empresários e transmitido pela TV Record, foi afastado.
Formigoni abriu recentemente, em Belo Horizonte, a Igreja Hospital da Alma. O ex-bispo da Universal João Leite fundou, também em 2019, no Rio, a Igreja do Tratamento Espiritual.
Vários outros antigos bispos da Universal foram removidos por Macedo nos últimos anos, estrategicamente, para outros países. A ideia era deixar o terreno livre no Brasil para o crescimento de seu genro, Renato Cardoso.
Criticado por atuais e ex-colegas, Cardoso é visto como "inexperiente", alguém que "não ralou" e não teria contribuído "para o crescimento da instituição".
As maiores igrejas evangélicas hoje no Brasil são a Assembleia de Deus (12,3 milhões de fiéis), a Igreja Batista (3,7 milhões) e a Congregação Cristã do Brasil (2,2 milhões).
A Universal (1,87 milhão) é a quarta, e a maior entre as chamadas neopentecostais, aquelas igrejas que enfatizam a cura e o milagre e se identificam com a Teologia da Prosperidade, doutrina que considera a riqueza material uma benção de Deus.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Bispo Samuel Ferreira explica divisão histórica das Assembleias de Deus e desabafa: “Eles nos expulsaram de lá”

Bispo Samuel Ferreira é o presidente executivo das Assembleias de Deus Madureira no Brasil e líder da AD Brás.
Bispo Samuel Ferreira, Presidente Executivo das Assembleias de Deus Madureira explicou como aconteceu a divisão histórica das Assembleias de Deus e como eles foram expulsos da CGADB.
A fala foi em julho deste ano de 2019, durante congresso da CIBEN.

ASSISTA AQUI

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Revista Veja se reporta a cisão na CGADB, sucessão e assédio dos políticos


A Revista Veja, através da coluna de Maurício Lima, comentou nesta quinta-feira (12), a cisão  que houve recentemente dentro da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, que culminou com a saída do pastor Samuel Câmara, pastor e presidente da Igreja Mãe em Belém do Pará e da CIMADB, convenção regional sediada na mesma. 

Câmara deixou a CGADB e fundou no dia 02 de dezembro de 2017, a CADB com aproximadamente 10 mil pastores de todo o Brasil, segundo informações extra oficiais.

De acordo com a postagem, a "Assembleia de Deus rachou". Ele ressaltou que há décadas a CGADB era comanda pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa e que "quase que como regra, a sucessão no comando das igrejas evangélicas se dá dentro família", já que na última eleição foi eleito com sucesso na CGADB, o filho, pastor Wellington Júnior, ex-presidente do Conselho Adminisrtrativo da CPAD.

O tom nevrálgico que marcou a eleição de 2017, foram as várias ações judiciais que ocorreram em diversas partes do Brasil, envolvendo lideranças pró pastor Samuel Câmara e o grupo liderado pelo ex-presidente pastor José Wellington Bezerra da Costa.
Lima aproveitou o ensejo para abordar também a questão dos votos do segmento evangélico e afirmou que o pastor José Wellington Bezerra da Costa possui pelo menos dois filhos – ambos com mandato político, porém esqueceu de mencionar que o Pastor Samuel Câmara também tem um irmão e uma cunhada, ambos também com mandatos, e afirmou que há uma disputa pelos votos dos evangélicos, entre o ex-ministro Henrique Meirelles, Flávio Rocha e Jair Bolsonaro.
É claro que para o foco da Igreja não é uma exposição frutífera, mas é realista do ponto de vista jornalístico.


domingo, 3 de dezembro de 2017

AD Igreja Mãe em Belém (PA) rompeu pela primeira vez com a CGADB em 1978 - Veja aqui


Assembleia de Deus - A História esclarece fatos na AD Igreja Mãe em Belém (Pa)


Muito embora muitos entendam que os descontentamentos da AD Igreja Mãe em Belém do Pará para com a CGADB seja coisa dos últimos 30 anos, a história registra que é coisa muito mais antiga do que se imagina.

No ano de 1.978, mais precisamente em 11 de Abril, motivados por uma invasão em Campo Eclesiástico, algo proibido e muito combatido à época, provocada pelo Ministério de Madureira, que deu apoio ao irmão Geraldo Sebastião Coelho, oriundo de Goianésia - Go, e organizou uma Igreja AD na cidade de Marabá-Pa ao mudar-se para aquela cidade, a Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Pará e o Serviço de Evangelização dos Rios Tocantins e Araguaia, decidiram através de resolução conjunta, se desligarem da CGADB, após tentarem de forma pacífica resolverem o problema, sem a devida atenção e nem a solução por parte da instituição maior, conforme alegavam à época.

Abaixo cópia do referido documento, bem como das cartas enviados pelo Pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos aos dois signatários da resolução, os dois presidentes, a saber: Pr. Firmino da Anunciação Gouveia (AD Belém) e Luiz de França Moreira (SETA), onde são repreendidos a permanecerem no seu devido lugar, os quais pelo visto findaram por se conformar, não dando sequência ao rompimento comunicado, lembrando que naquele tempo, sem o advento da internet, onde todos ficam sabendo dos fatos e atitudes em tempo real, era muito mais fácil se voltar atrás de uma atitude assim.

Como os tempos e as coisas mudaram, tanto do ponto de vista das tratativas espirituais, ministeriais e jurídicas, ao que parece desta feita o caso foi muito longe, tornando as decisões irrevogáveis e irretratáveis, no entanto fica claro, que os descontentamentos com o órgão maior por parte da Igreja do Norte, já somavam praticamente 40 anos.

O que muda é que, naquela época o rompimento se daria com todo o Estado do Pará, cuja convenção estadual era presidida também pelo Pastor Presidente da Igreja Mãe em Belém.

Veja os documentos abaixo, que constam como anexo da tese O AGGIORNAMENTO DO PENTECOSTALISMO: as Assembleias de Deus no Brasil e na cidade de Imperatriz-MA (1980-2010) de Moab César Carvalho Costa (veja aqui)    





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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Rebelião - Padre expulso cria Igreja Católica Independente em Alfenas MG


Comunicado de bispo de Guaxupé - (MG) tem orientado católicos a não frequentarem local. Missas estão sendo celebradas em galpão uma vez por semana.

Um padre que foi excomungado pela Igreja Católica em Alfenas (MG) tem causado polêmica com a criação de uma igreja independente. Um comunicado do bispo de Guaxupé (MG), Dom José Lanza Neto, tem orientado os católicos da cidade a não frequentarem a "Igreja Católica Independente".

A igreja, fundada pelo reverendo padre André Aparecido da Silva, funciona improvisada em um galpão. As missas são celebradas duas vezes por semana e sempre fica lotada. A igreja segue os mesmos ritos do catolicismo, mas não tem nenhuma ligação com as dioceses.

Padre André ficou à frente da Paróquia de São Sebastião e São Cristóvão, em Alfenas, por cerca de seis anos. Nesse tempo, ele comprou em nome da igreja um terreno de 26 mil metros quadrados. Algum tempo depois, ele vendeu parte dele.

O dinheiro foi usado para construir um estacionamento, reformar a igreja e comprar a casa paroquial. As negociações conduzidas pelo padre foram denunciadas ao bispo de Guaxupé, com a suspeita de que os valores apresentados à Diocese eram diferentes do que haviam sido recebidos.

"O bispo alegou que eu não fiz uma devida prestação de contas dos valores, mas isso depois que ele pediu nós fizemos. Desse valor todo, tiramos boa parte para cobrir o todo dos terrenos, fizemos a aquisição desta casa (paroquial), fizemos ainda a reforma de imóveis como igrejas da zona rural e urbana e também a reforma de casas de famílias carentes, o que não foi aceito. A maior crítica que ficou nas entrelinhas foi essa reforma de casas de famílias carentes, que não foi aceita", disse o padre André Aparecido da Silva.

A situação tem dividido moradores em Alfenas. "Pra mim, tendo um pastor que mostre o Jesus que eu tenho no meu coração, pra mim é suficiente", disse a comerciante Vânia Maria de Souza Figueiredo. "Em um ponto ele está errado, pois ele abandonou a batina para ir para outra religião", disse o servidor público Luiz dos Santos.

Em um decreto do bispo, de setembro do ano passado, a Diocese afirma que não teve as questões administrativas bem explicadas e que o próprio padre teria dito em uma celebração que estava deixando a paróquia, momento em que teria ofendido o bispo. A solução, segundo um outro documento, seria o que a Igreja chama de ato de humilhação diante de Deus, com pedido de perdão à Santa Igreja e ao bispo. O padre ainda teria que ficar um ano afastado das funções, o que não aconteceu. Diante da criação da nova igreja, o bispo decidiu excomungar o padre.

Por telefone, o bispo da Diocese de Guaxupé, Dom José Lanza Neto, disse que não vai se pronunciar sobre o caso.


Meu comentário:

Igreja Católica mineira, amarga com esse fato, uma síndrome que sempre criticou, e da qual acusava, a cisão  dentro das igrejas evangélicas.

Invariavelmente, a motivação das rebeliões, divisões e ou cisões, como queiram, são sempre as mesmas, as de ordem administrativas e financeiras ou em protesto a disciplinas e punições de líderes auxiliares. Vejamos que a repostas dos fiéis são também bem parecidas, inclusive na divisão das opiniões.

Se  a moda pegar, cuide-se o Vaticano, o Brasil será campeão. 

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