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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

STF derruba lei que previa Bíblias em escolas no MS e juristas veem ataque à liberdade religiosa

Uma lei estadual do Mato Grosso do Sul, que previa a presença de Bíblias em bibliotecas públicas e escolas, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Especialistas em Direito afirmam que a decisão viola a liberdade religiosa.

A lei previa obrigatoriedade da presença de exemplares da Bíblia em suas versões católica e evangélica nas escolas e bibliotecas públicas do estado, sem proibir a presença de livros canônicos de outras crenças.

A relatora da ação, ministra Rosa Weber, considerou que havia “desprestígio” às demais religiões e às pessoas “que não professam nenhuma crença”, e votou por considerar a legislação inconstitucional. Ela foi acompanhada pelos outros nove ministros, já que há uma vaga aberta.

De acordo com o portal R7, juristas entendem que a decisão unânime do STF vai contra o direito à liberdade religiosa, garantido pela Constituição Federal.

O advogado Alfredo Scaff Filho avaliou que o entendimento do STF contraria um dos artigos da Carta Magna: “A decisão é equivocada. Se existe uma liberdade religiosa e o Estado é laico, uma coisa não se confunde com a outra. A liberdade religiosa faz com que toda e qualquer escola possa escolher seu símbolo religioso e sua forma religiosa de ver”.

“Obviamente, aqueles que não se contentam com a posição religiosa da entidade educacional, que procurem outra. Mas não se pode dizer que o fato de ser escolhido a religião em uma determinada escola discrimina as demais. Isso é um absurdo”, criticou Scaff Filho.

Em sua avaliação, o STF atropelou o âmbito de ação do Poder Legislativo estadual: “A decisão deveria ser do legislador do Mato Grosso do Sul. Essa ação que foi proposta é um equívoco, pois ela inventa uma norma, inventa uma discriminação. O que está na Constituição é a ampla liberdade de pensamento, de religião e de culto”, acrescentou Scaff Filho.

Hanna Gomes, também advogada, entende que a decisão preservou a autonomia das famílias para ensinar as crianças e adolescentes de acordo com a religião a ser professada, mas ponderou que a Constituição não proíbe a presença da Bíblia em locais de ensino.

“Ao adotar a obrigatoriedade, percebe-se o estímulo ao acesso e ao conhecimento e a promoção de crenças pacíficas, sem prejuízo das demais manifestações religiosas. Caberá ao indivíduo incorporar ou não a vertente cristã, respeitando a própria liberdade de escolha e a laicidade do Estado”, ponderou.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A importância de um boa biblioteca - Mensageiro da Paz - Junho/2018


O Jornal MENSAGEIRO DA PAZ de Junho/2018 - na seção de Reportagem, traz excelente matéria sôbre A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA BIBLIOTECA. Nela Pastores falam sobre seus acervos, amor pela literatura de dão ótimas dicas.

Confira aqui:

O conselho dado pelo apóstolo Paulo ao seu lho na fé, Timóteo, para que este persistisse em ler, assim como tantas outras orientações sobre o tema nas Escrituras, é seguido por milhões de abnegados servos de Deus pelo mundo. 

Muitos deles se dedicam com tanto esmero à leitura, e têm tanto apreço por livros, que suas bibliotecas possuem milhares de exemplares.

Como exemplos, aqui no Brasil, vários pastores relacionam obras nacionais e estrangeiras (incluindo as línguas hebraica, grega e latina) em suas prateleiras, seja pelo desejo de conhecer mais profundamente a cultura bíblica e o pensamento pentecostal; como também movidos pela fome de aprender e conhecer teologia, e pela vontade não só de aprender, mas também de pregar e ensinar com excelência pela unção do Espírito Santo.

Pastor José Gonçalves, comentarista de Lições Bíblicas da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) e líder da AD em Água Branca (PI), despertou-se para a leitura e aquisição de livros a partir dos anos oitenta, nos primeiros anos de conversão. Hoje, com cerca de 7,5 mil obras, entre elas grandes clássicos da literatura mundial e clássicos da literatura judaico-cristã, José Gonçalves dedica-se também a aquisição e leitura de obras na área de línguas bíblicas, cujo número chega a 200 volumes, na esfera gramatical e léxica.

Outro ministro assembleiano brasileiro com vida dedicada à literatura é o pastor Esequias Soares. O líder da AD em Jundiaí (SP) e da Comissão de Apologética Cristã da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), e também comentarista de Lições Bíblicas, tem mais de seis mil volumes cadastrados, sem contar as obras primárias, publicações dos grupos religiosos heterodoxos, livros e periódicos. Embora as obras estejam à disposição de toda a família, sua filha, Daniele tem uma pequena biblioteca, sua esposa Rute e o Filipe, seu filho, também têm suas coleções.

"A maioria dos livros de casa ainda não foi cadastrada", comenta pastor Esequias.

"Tudo começou no dia seguinte de quando voltei para Jesus, pois eu estava afastado, em 1977, comprei uma Bíblia, uma Harpa Cristã, e o livro Esforça-te para ganhar almas, de Orlando Boyer. Inspirei-me em meu pai (in memorian), que tinha uma pequena coleção, cujos livros, alguns, encontram-se comigo", lembra.

Sobre a importância da CPAD na montagem de suas bibliotecas, os pastores são unânimes: a editora desempenhou e tem desempenhado um importante papel. 

Pastor Osiel Gomes, líder da AD Campo de Tirirical em São Luís (MA), cujo acervo conta com mais de cinco mil obras, lembra-se de sua primeira coleção de escritos juntados, e de quando e como foi despertado:

"A princípio, comecei lendo, estudando e juntando revistas de Escola Dominical, jornal Mensageiro da Paz e revista Seara. Eu tinha uns 12 anos. Admirava pessoas que liam muito, admirava as pessoas que faziam citações de livros, e isso despertou em mim este sentimento".

Pastor José Gonçalves diz também que seus primeiros livros foram da editora, e sua identidade cristã foi formada a partir da produção literária da CPAD, especialmente as Lições Bíblicas.

Em seus primeiros anos como amante de literatura, pastor Esequias Soares diz que inicialmente a maioria dos livros que tinha era de autoria dos escritores mais conhecidos da época. Ele destaca que "até hoje a Casa não somente publica os livros mais incentiva a apoia a busca do conhecimento bíblico e promove diversos eventos voltados para a cultura cristã".

Os mais de 13 mil volumes da biblioteca do pastor Elienai Cabral, 1o secretário da CGADB, escritor e comentarista de Lições Bíblicas, começaram a ser captados a partir de 1974, quando ele foi para o Instituto Bíblico de Pindamonhangaba. Desta época, ele lembra: "Toda a minha base de crescimento de aprendizado foi buscar na CPAD os livros que ela podia me oferecer". Hoje, segundo pastor Elienai, sua biblioteca é composta também por obras de outras editoras do mundo inteiro, como dos Estados Unidos, da Europa e daqui do Brasil.

Quanto aos autores internacionais e nacionais que não podem faltar em uma boa biblioteca, pastor Esequias Soares diz que "isso vai depender muito da área de atuação de cada um, como a área acadêmica, a área de liderança cristã, área da família, de comentários bíblicos, e assim por diante [...] Lembrando que vale a pena o investimento em dicionários, enciclopédias e concordâncias, pois são obras de referências para consulta e precisam estar à mão", sugere pastor Esequias.

Pastor José Gonçalves, por sua vez, diz que "é bom que os leitores dosem suas práticas de leitura entre aqueles de natureza teológica e os de natureza devocional".

Mesclando os nomes de autores internacionais e nacionais citados pelos pastores como importantes de se ter obras, entre outros, estão:

  • A. W. Tozer,
  • Martin Lloyd Jhones,
  • Lawrence Olson,
  • Stanley M. Horton,
  • Gordon Fee,
  • Charles Finey,
  • Robert Menzies,
  • Roy B. Zuck,
  • William Menzies,
  • Rodmans Williams,
  • Estevam Ângelo de Souza,
  • Alcebíades Pereira Vasconcelos,
  • João Pereira de Andrade e Silva,
  • Emílio Conde,
  • Raimundo de Oliveira,
  • Eurico Bergstén,
  • João de Oliveira,
  • Orlando Boyer,
  • Antonio Gilberto,
  • Esequias Soares,
  • Elienai Cabral,
  • José Gonçalves e
  • Elinaldo Renovato.


Entre as obras pentecostais que não podem faltar na biblioteca de um cristão, os pastores listam, depois da Bíblia Sagrada [se possível, de Estudos]: 

  • Declaração de Fé das Assembleias de Deus;
  • Manual da Escola Dominical;
  • Batismo no Espírito Santo,
  • Pentecostes,
  • Depois do Pentecostes (de Donald Gee);
  • David Wilkerson Exorta a Igreja,
  • Heróis da Fé,
  • Doutrinas Bíblicas na Perspectiva Pentecostal;
  • Conhecendo as Doutrinas da Bíblia (de Myer Pearlman).


Sobre a importância de um obreiro ter uma boa biblioteca e estudar, comenta pastor Elienai Cabral: "É ponto fundamental. Ninguém cresce na Palavra e na comunicação da Palavra sem estudar. Então, para estudar ele precisa adquirir uma boa biblioteca. Não só com obras cristãs, evangélicas, mas também com obras seculares que possam contribuir, de algum modo, para melhorar, aprimorar a capacidade de falar".

Na visão do pastor Esequias Soares, "é responsabilidade de o obreiro estar preparado tanto na evangelização, no trato com os descrentes, como também na instrução do rebanho. Esse preparo não vem apenas 'por obra e graça do Espírito Santo', isso exige estudo pessoal e dedicação".

Pastor Osiel Gomes também considera importante adquirir obras e estudá-las, mas, segundo ele, "o leitor não pode se deixar levar apenas pelos tratados de obras, pois a base de tudo isso, a prioridade maior que deve estar em nossas vidas é a Palavra de Deus". "Precisamos ter cuidado para que não sejamos só homens de livros, de citações, mas que sejamos homens da Palavra. Precisamos entender que todos os livros cristãos jogam para a Bíblia, mas a Bíblia não joga para nenhum livro, porque ela é superior", acrescenta.

Fonte: Jornal Mensageiro da Paz - Junho 2018 - Página 14



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Muçulmana visita Biblioteca Billy Graham, descobre quem é Jesus e se converte ao Evangelho


A visita de uma família à Biblioteca Billy Graham foi marcada por duas conversões, incluindo a de uma mulher muçulmana, que foi ao local para compreender que é Jesus.
A história começa com a visita da adolescente Elizabeth, de 15 anos, à biblioteca inaugurada em 2007, em Charlotte, no estado da Carolina do Norte (EUA). Para a ocasião, ela preparou um desenho que reproduz o prédio da biblioteca e a grande cruz em uma das paredes, característica principal do edifício.
A família da jovem desenhista chegou ao local, e Elizabeth apresentou a imagem aos funcionários da biblioteca, antes de fazerem o tour indicado a quem visita o espaço. Apesar de ter apenas 10 anos de existência, a Biblioteca Billy Graham reúne livros e documentos que registram o ministério do veterano evangelista, e recebeu três ex-presidentes dos Estados Unidos na cerimônia de inauguração.
Durante o passeio pelos espaços da biblioteca, a jovem Elizabeth conheceu mais sobre a história do evangelista e assistiu a vídeos de pregações de Billy Graham. Percebendo que, apesar de ter sido criada em um lar cristão, ela nunca havia vivido a fé de forma verdadeira, disse ter sentido um toque especial de Deus.
Encorajada, ela e a família foram à sala de oração do espaço e foram recebidos por um dos voluntários do local, Jim. Elizabeth afirmou que queria entregar sua vida a Jesus Cristo, e Jim a conduziu na oração de conversão.
No entanto, uma muçulmana que visitava o local discretamente, acompanhou à distância o tour da família de Elizabeth pela biblioteca, assim como também, viu os vídeos das pregações do evangelista BIlly Graham.
Quando a família se dirigiu à sala de oração, a mulher muçulmana recuou, e preferiu ficar do lado de fora. Ela foi abordada por outra voluntária da biblioteca, chamada Beth, de 70 anos, a quem confidenciou que estava ali com um único propósito: descobrir quem é Jesus.
Durante a conversa, a mulher revelou que se chamava Amy e que foi criada em um país onde os cristãos são rejeitados e perseguidos, sendo que muitos terminam assassinados por não aceitarem abandonar a fé em Jesus.
Amy decidiu não revelar seu país de origem, mas Beth entendeu que aquela era uma oportunidade de fazer um apelo, e convidou a muçulmana a entregar sua vida a Jesus. Ouvindo as palavras da voluntária, Amy decidiu que, depois de tudo que havia descoberto durante aquela visita, estava diante de uma oportunidade única para mudar sua vida e se converteu ao Evangelho.
A conversão de duas pessoas em uma mesma tarde é apenas uma das histórias que a Biblioteca Billy Graham coleciona. Ao sair, a jovem Elizabeth comentou a experiência de sua visita, e sem saber da conversão de Amy, terminou por fazer um resumo que poderia, muito bem, ser a história do encontro da ex-muçulmana com Jesus.
“Minha visita à Biblioteca Billy Graham me fez entender mais a caminhada do pastor Graham. Muitas vidas e almas foram transformadas por causa de sua dedicação a Deus. A Biblioteca é o lugar onde as almas podem ser tocadas e salvas se elas vierem através da cruz”, disse Elizabeth, de acordo com informações do portal da biblioteca.
Fonte: Gospel+
Cerimônia de inauguração da Biblioteca Billy Graham, em 2007
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