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sábado, 11 de março de 2023

CHINA: Governo obriga registro em app para cristãos terem autorização de ir à igreja


Aplicativo de Governa na China decide de cristãos podem ir á Igreja

Em uma província chinesa, os cristãos estão sendo obrigados a realizar um registro em um aplicativo do governo para receber a permissão de participar dos cultos em suas congregações.

A situação dos cristãos na China vem se deteriorando em níveis sem precedentes nos últimos anos, e a mais nova denúncia se refere à província de Henan, onde o Departamento Religioso – uma espécie de secretaria de governo – impôs a nova regra.

Essa é a mesma província onde um pregador foi preso ano passado por comprar livros cristãos pela internet.

De acordo com a entidade ChinaAid, não há base legal para a nova exigência das autoridades da província. Os cristãos que quiserem o direito de ir a um culto precisam baixar o aplicativo “Smart Religion”. A medida se estende também a muçulmanos e budistas.

O cadastro no aplicativo exige informações como nome, número de telefone, documento de identificação (equivalente ao RG), comprovante de residência, ocupação profissional e data de nascimento. Depois de preencher todas os campos, os fiéis precisam aguardar para saber se foram aprovados para receber a permissão de ir aos cultos.

Os que são aprovados, precisam ter sua temperatura corporal medida antes de entrar no templo e apresentar um código do registro feito no aplicativo. Dessa forma, o governo controla até quantas vezes uma pessoa compareceu a um culto.

Há informações de que houve questionamentos ao governo da província sobre como cristãos idosos, que não têm familiaridade com a tecnologia dos smartphones, poderiam frequentar os cultos. O governo respondeu dizendo que equipes iriam auxilia-los a se registrarem.

O impacto da medida já pode ser notado pelos líderes das igrejas na região: houve queda no número de frequentadores dos cultos. Há tensão entre os fiéis, já que o governo comunista vem usando tecnologia de vigilância como Big Data, mapas e inteligência artificial no aplicativo.

A Missão Portas Abertas relatou uma degradação na situação dos cristãos que vivem na China. Em comparação com 2022, o país se tornou mais hostil, ocupando agora o 16° lugar na lista de 50 países que mais perseguem os seguidores de Jesus Cristo.

Fonte: Gospel+

sexta-feira, 12 de março de 2021

‘Os evangélicos são um grande problema’, diz ministro francês


Cristãos evangélicos na França estão expressando preocupação ao ver como o governo inflama a retórica contra suas igrejas.

As igrejas evangélicas estão cada vez mais preocupadas com os ataques injustos que vêm sofrendo por integrantes do governo francês. Recentemente, parlamentares aprovaram uma legislação para aumentar o controle religioso no país.

De acordo com a liderança evangélica, integrantes do governo “não devem lançar suspeitas sobre grupos religiosos e crentes”.

O último episódio preocupante se deu com a fala do ministro do Interior, Gérald Darmanin. Em entrevista à emissora C News, ele disse que “os evangélicos são um grande problema”. No entanto, ele minimizou dizendo que “obviamente não [um problema] da mesma natureza que o islamismo que faz ataques terroristas e mortes”.

Um dia antes, falando sobre a polêmica lei anti-separatismo que deve ser aprovada em breve, o ministro disse à emissora de rádio France Inter: “Não podemos discutir com as pessoas que se recusam a escrever no papel que a lei da República é superior à lei de Deus".

Ambas as declarações do chefe da segurança nacional da França causaram consternação entre os líderes evangélicos. “Estamos esperando ansiosamente para saber quais são esses ‘grandes problemas’”, escreveu Tim Kyle, membro do conselho da Youth For Christ na França.

Romain Choisnet, diretor de comunicação do Conselho Nacional dos Evangélicos na França (CNEF) também reagiu lembrando que “os evangélicos respeitam a lei e as autoridades republicanas”. Mas as igrejas evangélicas “não podem ser usadas como argumento para defender o projeto de liberticídio”, protestou ele em referência ao projeto de lei para acabar com o islamismo radical.

O CNEF frequentemente denuncia que o cristianismo evangélico é injustamente culpado por conflitos sociopolíticos que nada têm a ver com as crenças e ações das igrejas evangélicas. “A França nada ganhará em sua luta contra o separatismo islâmico ao igualar o cristianismo ao islamismo. O primeiro deu forma a esta nação que a República herdou, o segundo quer substitui-la”, disse o porta-voz do CNEF.

Não é mais hora de “laicité acalmada”?

Logo após se tornar presidente da França em 2017, Emmanuel Macron disse que “a expressão religiosa não deve ser reprimida na esfera privada”, apresentando uma visão do secularismo que os evangélicos então qualificaram de positiva e “laicité acalmada”.

Na verdade, pesquisas mostraram que Macron e seu recém-criado partido En Marche! foi o mais votado entre os cristãos protestantes.

O diretor de Serviços Pastorais aos Membros do Parlamento do CENF, Thierry Le Gall, advertiu que a luta em curso contra o islamismo radical não deveria “tentar” o governo a restringir a liberdade religiosa na França.

Um novo cenário após os ataques islâmicos em 2020

Depois do ataque terrorista em outubro contra um professor de escola secundária por mostrar desenhos animados de Maomé, a França dobrou seus esforços para acabar com o islamismo radical. A principal medida da lei anti-separatismo (oficialmente, “Lei que reforça o respeito pelos princípios da República”) foi analisada de perto por vários grupos religiosos.

Em janeiro, a Aliança Evangélica Francesa expressou novamente sua crescente preocupação de que tal lei seja usada para restringir a presença de todos os grupos religiosos na esfera pública, independentemente de suas ideias representarem uma ameaça à coexistência ou não.

A lei proposta pode definir “novas restrições” à “liberdade de culto e ao princípio da livre associação de culto”, afirma o CNEF. Pedem ao governo que busque “as soluções mais construtivas possíveis no interesse comum, sem lançar nenhuma suspeita particular sobre grupos religiosos e crentes”.

Entre as demandas do corpo evangélico está que a lei “vise com mais precisão as situações preocupantes relacionadas aos recursos vindos do exterior” sem colocar “obstáculos” à “sobrevivência das pequenas e médias” igrejas.

Gérald Darmanin não é o único ministro do governo francês que atacou publicamente os evangélicos sem evidências nas últimas semanas.

No dia 10 de janeiro, a ministra da Cidadania, Marlène Schiappa, afirmou no canal France 3 que “há cada vez mais famílias influenciadas pelas tendências evangélicas dos Estados Unidos, que pedem, como nos Estados Unidos, certificados de virgindade”.

Os evangélicos negaram veementemente a acusação e chamaram a ministra Schiappa para se desculpar por suas palavras.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Dinamarca pode exigir que igrejas apresentem sermões ao governo


Líderes religiosos dizem que o projeto de lei de tradução dos sermões pode afetar a liberdade religiosa em toda a Europa.

Igrejas expressaram profunda preocupação com um projeto de lei proposto na Dinamarca, que exige que sermões de todas as religiões sejam traduzidos para o dinamarquês e apresentados ao governo.

A proposta será debatida ainda em fevereiro pelo Folketing, o Parlamento Dinamarquês. O governo disse que o objetivo é “aumentar a transparência dos eventos religiosos e sermões na Dinamarca, quando são proferidos em um idioma diferente do dinamarquês”.

O projeto visa especialmente os grupos islâmicos radicais, já que a maioria dos sermões pregados nas mesquitas é em árabe. Há uma preocupação crescente do governo com o aumento do extremismo islâmico entre os 270 mil muçulmanos que vivem na Dinamarca. 

O bispo da Igreja da Inglaterra na Europa, no entanto, acredita que o projeto de lei pode ameaçar a liberdade religiosa também entre cristãos. Ele teme que a lei seja reproduzida em outros lugares da Europa, minando a liberdade das minorias religiosas.

Robert Innes disse ao jornal britânico The Guardian que concorda com “a pretensão do governo dinamarquês de garantir a segurança e proteção”, “mas exigir a tradução dos sermões para a língua nacional vai longe demais”.

Innes escreveu ao primeiro-ministro dinamarquês, Mette Frederiksen,  sugerindo que o governo atue em cooperação com as organizações religiosas, em vez de recorrer a leis que interfiram em suas liberdades. “Minha verdadeira preocupação é que, se os dinamarqueses fizerem isso, outros países poderão copiar”, afirmou.

Uma série de igrejas europeias também expressou preocupação, incluindo a Igreja Evangélica Luterana na Dinamarca, a Federação Luterana Mundial, a Comissão Católica Romana das Conferências Episcopais da União Europeia e a Conferência das Igrejas Europeias.

Este não é um incidente isolado. Acho que precisamos estar alertas à invasão de nossa liberdade de praticar nossas religiões. Aos poucos, grupos minoritários estão sendo tratados com suspeita crescente”, conclui Innes.

Fonte: Guiame

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Nova lei exige que igrejas sigam os ensinamentos do Partido Comunista na China


O novo regulamento entrou em vigor neste mês e exige que as igrejas apoiem a liderança comunista e sigam os princípios desta ideologia.


Os novos regulamentos que entraram em vigor na China este mês exigem que igrejas e outras organizações religiosas "apoiem a liderança" do Partido Comunista e "sigam" os ensinamentos do governo.

Além disso, todas as igrejas e organizações religiosas devem ser "examinadas e aprovadas" antes de poderem adorar legalmente.

Os novos regulamentos, apelidados de "Medidas Administrativas para Grupos Religiosos", foram aprovados em 2019 e entraram em vigor em 1º de fevereiro. 

A agência 'Bitter Winter', que relata violações da liberdade religiosa na China, lançou a primeira tradução em inglês das novas regras.

"Uma organização religiosa só pode ser reconhecida como tal quando examinada e aprovada pelo departamento de assuntos religiosos do governo do povo, e registrada no departamento de assuntos civis do governo do povo, de acordo com os regulamentos nacionais de administração de políticas sociais", afirma o artigo 3 do novo regulamento. "Sem a aprovação do departamento de assuntos religiosos do governo do povo, ou o registro no departamento de assuntos civis do governo do povo, nenhuma atividade religiosa em nome de organizações religiosas é permitida."

O artigo 5 diz que as igrejas e outras organizações religiosas "devem apoiar a liderança do Partido Comunista da China" e "aderir à direção da sinicização das religiões na China".

"Sinicização" é um termo que significa que todas as religiões devem refletir a cultura e tradições chinesas, conforme definido pelo governo. O artigo 5 também diz que as organizações religiosas devem "incorporar os valores centrais do comunismo".

Os novos regulamentos enfatizam que o objetivo das igrejas e outras organizações religiosas é apoiar o governo - e não necessariamente adorar a Deus. Por exemplo, o Artigo 17 diz que as organizações religiosas "devem divulgar as diretrizes e políticas do Partido Comunista da China" ao clero e aos cidadãos religiosos "a fim de instruir e direcionar o clero e os cidadãos religiosos a apoiarem o governo do Partido Comunista da China".

Enquanto isso, de acordo com o Artigo 22, a doutrina religiosa de igrejas e organizações deve refletir - e não entrar em conflito com - a sociedade chinesa.

"[As organizações religiosas] devem fornecer interpretações para doutrinas e cânones que atendam aos requisitos do desenvolvimento e progresso da China moderna e de acordo com a gloriosa cultura tradicional chinesa", diz o artigo 22.

Segundo a lista atualizada da Missão Portas Abertas sobre perseguição religiosa, a China está na posição 23 entre os 50 piores países para se viver como cristão. Porém a intolerância religiosa motivada pelo comunismo tem crescido a cada ano.

Fonte: Guiame
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