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quinta-feira, 8 de abril de 2021

Pastores brasileiros da Igreja Universal são deportados de Angola

Os Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) em Angola, procederam nesta terça-feira, 6 de abril, a entrega de notificações a missionários brasileiros, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), para que, no intervalo de 7 a 15 dias, deixarem o território nacional.

Segundo informações do site Angola 24 Horas, são no total seis missionários notificados pelo SME, dos 40 na lista, para no prazo de quinze dias deixarem definitivamente o país.

O porta-voz da referida instituição religiosa em Angola, Jimi Inácio, confirmou a informação. 

Nós enquanto Igreja, terminamos o vínculo com os Missionários, o Serviço de Migração, no cumprimento do dever, notifica e dá as instruções de como se procederão os expatriados”, disse Jimi Inácio, acrescentando que é um assunto público e de competência dos Serviços de Migração e Estrangeiros.

Afirmou igualmente que, além do vínculo dos missionários brasileiros com a IURD Angola ter terminado, segundo consta, alguns estão com os vistos expirados já há algum tempo. “Creio ser verdade uma vez que já foram notificados”.

Folha Gospel com informações de Angola 24 Horas

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Evangélicos e muçulmanos se juntam em oração na fronteira dos EUA com o México

O conflito envolvendo a entrada ilegal de imigrantes nos Estados Unidos, vindos do México, continua rendendo novos capítulos diariamente. Enquanto isso, um grupo de evangélicos e muçulmanos acredita que poderá contribuir para a solução do impasse fazendo orações conjuntas na fronteira entre os dois países.
A cerimônia de oração ocorre uma vês por mês, aos domingos, no Friendship Park, um ponto de encontro histórico na fronteira EUA-México com vista para o Oceano Pacífico entre San Diego e Tijuana.
"Não há barreira entre nós e os céus hoje", disse o líder muçulmano Omar Suleiman, que conduziu a oração binacional no último domingo (27).
O encontro entre muçulmanos e evangélicos ocorre porque os dois grupos decidiram fazer reuniões no mesmo local, há cerca de seis meses, resultando assim na "Mesquita da Fronteira" e a Igreja da Fronteira, ou "La Iglesia Fronteriza", liderada pelo Rev. John Fanestil, um ministro da Igreja Metodista.
Fanestil é diretor de ministérios de justiça e compaixão da Conferência da Califórnia no Pacífico da Igreja Metodista. Ele acredita que a presença de ambos os segmentos religiosos na fronteira dos EUA com o México poderá trazer consciência sobre a justiça social.
"Acho que é uma maneira de dizer não vamos embora. Não vamos desistir", disse ele. "Esta é uma testemunha para sempre até que a justiça chegue… acho que é uma coisa muito valiosa estar sempre presente.", disse ele, segundo informações da Religio News.
A restrição dos Estados Unidos à entrada ilegal de imigrantes está amparada na lei de imigração que rege o país, a qual visa proteger os note-americanos. Regras semelhantes são adotadas em todo mundo, inclusive no Brasil, tendo em vista que a entrada desenfreada de estrangeiros poderá acarretar prejuízos econômicos e sociais ao país de destino.
O evangélicos metodistas e muçulmanos que oram na fronteira México-EUA, no entanto, fazem parecer que o problema migratório na região é fruto de injustiça e discriminação, e não da aplicação correta da lei.
Para Guillermo Navarrete, um dos líderes da Igreja Metodista do México, a oração inter-religiosa, por outro lado, poderá trazer paz ao conflito, devido a sua mensagem de união e superação das diferenças.
"Isso abre uma perspectiva de unidade. Somos todos filhos de Deus", acredita Navarrete. "Um dos objetivos deste local é oferecer paz, esperança e fé àqueles que não a têm – àquele que foi deportado, ao migrante que não sabe para onde ir e que está sendo oprimido pelas leis de imigração", conclui.
Fonte: Gospel+

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Imigração de judeus brasileiros para Israel bate recordes históricos em 2017


A crise financeira é apenas um dos motivos que fazem judeus brasileiros imigrarem para Israel

Um número cada vez maior de judeus brasileiros decidiu fazer a imigração para Israel. Entre os motivos estão as crises financeira e política, bem como o aumento da criminalidade das grandes cidades do Brasil.
Nos primeiros 4 meses deste ano, cerca de 300 brasileiros foram registrados pelo governo em Israel. Trata-se de um aumento de 40% em comparação com o mesmo período de 2016.
Estima-se que até o final do ano, serão cerca de 1.000 brasileiros. Trata-se do maior número desde a criação do Israel moderno, em 1948.
O cenário é um pouco diferente de 2016, que estabeleceu o recorde anterior, com 760 imigrantes registrados. Na verdade, a média anual de judeus brasileiros “voltando para casa” era de cerca de 150, até sete anos atrás.
O ritmo só aumenta nos últimos anos, a exemplo do que acontece em vários países como França e Ucrânia.
Atualmente, o Brasil ocupa o quinto lugar entre 85 países em número de imigrantes que fazem a aliá, termo hebraico que significa subida, procedimento que tem apoio do governo de Israel e garante a cidadania imediata. As maiores populações judaicas ainda saem de países como Rússia (7 mil imigrantes), Ucrânia (6 mil), França (4.700) e Estados Unidos (3 mil).
Os imigrantes, recebem apoio do governo israelense, incluindo aulas de hebraico, ajuda financeira, descontos na compra de carros e imóveis e um tipo de seguro desemprego.
A decisão é muito mais que a busca por uma “vida melhor”. Revital Poleg, representante da Agência Judaica no Brasil, explicou anteriormente que, entre os principais fatores estão a questão religiosa e o desejo de oferecer uma vida mais tranquila para suas famílias.
“Acho que muitos tinham essa ideia e a situação econômica apenas os empurrou a tomar essa decisão”, acredita Poleg. Contudo, muitos compreendem que existe uma motivação espiritual para que os judeus voltem para sua terra, relatadas nas profecias de Isaías (11:11-12) e Ezequiel (11:17)
Apesar da fama de Israel como país que enfrenta guerras e terrorismo, a violência urbana é mínima. Assaltos, roubos, sequestros ou casos de bala perdida são raros.
O número cada vez maior de brasileiros no país estimulou a criação da OlimMe Brasil, uma ONG de judeus brasileiros que já moram em Israel há alguns anos e que visa ajudar os recém-chegados na adaptação ao novo país.
A previsão da ONG é que o número de brasileiros fazendo a aliá cresça ainda mais nos próximos anos. No Brasil existem cerca de 120 mil judeus, a segunda maior comunidade da América Latina, logo atrás da Argentina.
Fonte: CPAD News

sábado, 14 de maio de 2016

Agência Judaica revela Recorde de imigração de brasileiros para Israel


Representante da Agência Judaica no Brasil exalta valores democráticos em entrevista ao R7.

O atual momento político e econômico vivido pelo Brasil tem contribuído de forma decisiva para o grande aumento de imigração de brasileiros judeus para Israel. Até 2013, o máximo de brasileiros que iam morar no país judaico foi de 220 por ano. Já em 2014, a quantidade aumentou 40%, chegando a 290 imigrantes e atingiu um pico, inédito nas últimas décadas, de 77% em 2015, quando 496 brasileiros se mudaram para Israel. Em 2016 o ritmo segue o mesmo e não será surpresa se novo recorde for batido no fim do ano, atingindo o número de mil imigrantes.

Em entrevista exclusiva para o R7, Revital Poleg, representante da Agência Judaica no Brasil, órgão do Estado de Israel, fala sobre esses números e sobre o papel da entidade, tão ou mais importante para as comunidades judaicas do mundo inteiro como consulados ou embaixadas.

Tendo sido assessora do ex-primeiro-ministro Shimon Peres e ex-chefe de gabinete do presidente do Parlamento (Knesset), Revital também ressalta a importância dos valores democráticos para qualquer país.

Berço do Estado de Israel, a Agência Judaica foi fundada em 1929, quando o país estava sob o mandato britânico e, na ocasião, já que ainda não havia um Estado, tinha o papel de administradora de questões judaicas, inclusive as políticas e econômicas. Vários líderes de Israel já a chefiaram, como o ex-primeiro-ministro David Ben-Gurion. Com a proclamação do Estado de Israel, que completa 68 anos no sábado (14), a Agência passou a ter um papel essencialmente comunitário. 

R7 – Qual é o papel da Agência Judaica junto a Israel e às comunidades judaicas do mundo inteiro?

Revital Poleg - A Agência Judaica é um órgão do Estado de Israel e trabalha no mundo todo com as comunidades judaicas locais. Não procuramos pessoas para fazer a chamada aliá (imigração para Israel), facilitamos a quem quiser. O papel Agência Judaica, sempre em integração com outras entidades judaicas, é trabalhar com os judeus dentro e fora de Israel para garantir a continuidade do Estado e isso passa por alimentar a ligação com o Estado de Israel, ter experiências no país, ajudar os interessados a conhecerem Israel e que Israel, e seus jovens, conheçam as comunidades do mundo que são uma só coisa. 

R7 – Organizar a imigração de judeus para Israel é o principal objetivo da Agência?

RP - Não há um objetivo específico de imigração, você pode ser judeu no Brasil por toda a sua vida, ótimo para nós e para Israel: um bom brasileiro e judeu, um bom americano e judeu e assim por diante. A pessoa estar interessada em morar em Israel é uma decisão pessoal não estamos aqui para convencer ninguém. Mas se há o interesse, nosso papel é facilitar e dar a assistência necessária para que isso aconteça. 

R7 – Que tipo de apoio o Estado de Israel, por meio da Agência Judaica, dá àqueles que vão morar no país?

RP - O Estado dá uma ajuda básica para o começo do caminho, que não é para resolver todas as necessidades da pessoa. Israel é definido como a casa do povo judeu e por esse motivo ajudamos e facilitamos a chegada no começo, mas depois as pessoas têm de encontrar trabalho, emprego, estudar dependendo da idade. Se for opção da pessoa ela pode no começo ir para um centro de absorção com custo subsidiado por seis meses. 

R7 – Quais os critérios de ajuda para cada imigrante?

RP - Os critérios para cada um variam de acordo com a idade, número de pessoas, etc. Isto é definido lá em Israel. Em geral há uma assistência financeira modesta no começo e também há ajuda burocrática. Também damos apoio para o aprendizado do hebraico, até a pessoa começar a entender melhor a língua e o ambiente. Israel sempre diz: Bem-vindo, vamos facilitar os primeiros passos mas o resto é com você. Israel é um país de imigrantes, não é só de agora, e foi desta maneira que se constituiu. 

R7 – Como a Agência tem visto o crescimento do número de imigrantes brasileiros para Israel?

RP - A imigração de brasileiros é muito apreciada em Israel e contribui com o país devido à qualidade dos que chegam. Ultimamente houve um aumento de brasileiros indo para Israel, é fato. Temos de entender que é uma decisão pessoal e que há vários motivos para situações de imigração. Cada pessoa e família tem um motivo diferente. Às vezes surgem circunstâncias que ajudam a pessoa a tomar uma decisão que estava na cabeça há algum tempo. Claro que a atual crise brasileira acabou contribuindo de alguma maneira para isso. Estamos tendo mais trabalho, mas estamos aqui para isso. 

R7 – Qual a ligação do judaísmo e do Estado de Israel com a democracia?

RP - Para a Agência Judaica a democracia israelense é ligada a valores democráticos que são universais e buscamos passar isso aos jovens com atividades que simulam, por exemplo, uma sessão do Knesset (Parlamento). No judaísmo, sem que eu fale como autoridade religiosa, há muito de democracia. Na bíblia há passagens que falam de valores como “ama o teu próximo como a ti mesmo”. Não são valores somente judaicos, mas começaram com o judaísmo e valem para todo o ser humano. Também está escrito “não faça para os outros o que não queres que te façam”, nesta mesma linha. Na Guemará (livro de leis judaicas), se fala que a bíblia tem 70 caras, o que mostra muitas maneiras de analisar os temas, de praticar a vida religiosa e cultural do judaísmo, mostrando um pluralismo legítimo. Isso justamente é a democracia e são valores judaicos e democráticos. 

R7 – Qual a importância dos evangélicos para o Estado de Israel?

RP - Os evangélicos são amigos de Israel e como amigos são muito importantes. Ajudam a divulgar o nome de Israel de uma maneira positiva pelo mundo afora e apreciamos muito esta amizade, que nos ajuda em nosso objetivo de nos relacionar com o mundo de uma maneira respeitosa e democrática. 


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