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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Pastores do Brasil se reúnem com presidente de Israel e declaram apoio: “Orando pela paz”



Um grupo de líderes e influenciadores cristãos, incluindo Teo Hayashi, se reuniu com Isaac Herzog, nesta segunda-feira (6), em Israel.


Um grupo de líderes e influenciadores cristãos do Brasil se reuniu com o presidente de Israel, Isaac Herzog, na manhã desta segunda-feira (6).

Os líderes brasileiros, incluindo o pastor Teófilo Hayashi, falaram sobre sua preocupação com a guerra entre judeus e palestinos e declararam apoio a Israel.

Eles também conversaram sobre a situação atual da Guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas e sobre o Brasil.

Os pastores puderam fazer perguntas e tirar suas dúvidas com o presidente israelense e reafirmaram o compromisso de oração pela nação de Israel.

"Como representantes de uma parte da Igreja brasileira, tivemos a honra de estar com o presidente de Israel, Isaac Herzog e a primeira-dama, Michal Herzog. Viemos como pastores, comunicadores, intercessores e embaixadores da fé, trazendo no coração da Igreja brasileira uma mensagem: estamos com Israel", relatou Teo Hayashi, em publicação no Instagram.

"Nos solidarizamos com o povo israelense e com todos impactados neste tempo de guerra, sofrimento e ataques. Cremos na importância profética de Israel, e reafirmamos nosso compromisso espiritual de orar pela sua paz, sua proteção e seu destino entre as nações".

O grupo de líderes e influenciadores cristãos se reuniu com Isaac Herzog.

(Foto: Instagram/Teofilo Hayashi).

A reunião também contou com um momento de oração e louvor, onde os participantes cantaram a música "A Bênção", da cantora Kari Jobe.

Paz para todos os povos

Os líderes brasileiros também declararam sua defesa da vida humana de todos os povos como um valor cristão inegociável.

"A Bíblia que seguimos nos ensina que justiça e misericórdia caminham juntas, e é por isso que também oramos por paz para os palestinos que são vítimas do terrorismo, oramos para as famílias quebradas pela guerra, e para que cessem as hostilidades", afirmou Teofilo.

"Ouvimos o presidente Herzog, que compartilhou conosco o mesmo desejo: que Israel possa viver em segurança, em paz, e com respeito entre as nações. Viemos para declarar o que o nosso povo crê e ora: Paz sobre Jerusalém, paz sobre Israel, paz sobre todos os povos da Terra. E seguimos firmes como Igreja: sendo voz, sendo ponte, sendo intercessores", finalizou.

Raphael Abdalla, pastor da 1ª Igreja Batista em Guarapari, contou que os líderes apresentaram o sentimento sincero de clamor pela paz no encontro com o presidente.

"Expressamos nossa oração por Israel e também pelo povo palestino, pois, à luz da Bíblia, reconhecemos o valor inegociável de toda vida humana", afirmou Abdalla.

André Ito Gonçalves, pastor da Zion Miami, que também esteve na reunião, afirmou: "Questionamos ele sobre os atuais conflitos que a nação passa e expressamos a vontade da igreja brasileira de ver a paz para palestinos, judeus e todas as nações da Terra. Uma honra ser recebido pelo presidente de uma terra tão especial para nós cristãos".

Krigner, comentarista político cristão, destacou a importância da reunião com Isaac Herzog: "O Presidente israelense não conduz as decisões de guerra (isso é trabalho do Primeiro Ministro), mas sua voz tem sido uma das mais firmes em favor da paz e da dignidade humana".

E acrescentou: "A Bíblia nos lembra que toda vida tem igual valor diante de Deus. Israel luta por sua sobrevivência e pelos valores que sustentam o Ocidente — inclusive o Brasil. Que a paz reine sobre o Oriente Médio, sem que inocentes sejam vitimados, e que a verdade e a justiça sempre caminhem juntas".


O grupo de líderes e influenciadores cristãos se reuniu com Isaac Herzog.

(Foto: Instagram/Teofilo Hayashi).

O grupo de líderes e influenciadores cristãos do Brasil – incluindo Felipe Vilela, Davi Rodovalho, Eric Patelli e Lucas Teodoro – está em uma tour por Israel conhecendo locais bíblicos, em parceria com o ministério Eagles’ Wings.

Eles também participaram de um culto de intercessão na Cidade Velha de Jerusalém que marcou o Dia Mundial de Oração pela Paz de Jerusalém, no domingo (5).

Fonte: Guiame

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

Pastores assinam nota de repúdio contra inclusão de Silas Malafaia em inquérito da PF; veja os nomes



Na nota, os líderes religiosos afirmam que não aceitam o que consideram “perseguição”


O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou, neste fim de semana, uma nota pública de repúdio contra a inclusão do pastor Silas Malafaia como investigado em inquérito da Polícia Federal. O documento foi assinado por 25 pastores de diferentes denominações, que classificaram a medida como "imprópria e injusta".

Segundo a PF, o inquérito apura suposta obstrução de justiça, coação no curso do processo, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa. A inclusão do nome de Malafaia provocou forte reação no meio evangélico, especialmente entre lideranças ligadas ao Cimeb.

Na nota, os líderes religiosos afirmam que não aceitam o que consideram "perseguição" e destacam a relevância de Malafaia como uma das principais vozes do evangelismo brasileiro. "Não podemos aceitar tamanha perseguição, que ultrapassa o âmbito político e atinge também a esfera religiosa", diz um trecho do comunicado.

O documento também apela aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), senadores e deputados, ressaltando que a liberdade de expressão e a liberdade religiosa são garantias constitucionais que não podem ser negociadas.

"O Brasil está caminhando para algo perigoso e inaceitável. A liberdade de expressão e a liberdade religiosa são inegociáveis no Estado Democrático de Direito", afirma a nota, datada de 17 de agosto de 2025, no Rio de Janeiro.

Lista dos pastores que assinam a nota

Ao todo, 25 líderes evangélicos assinaram a nota em defesa de Silas Malafaia. São eles:

  • César Augusto
  • Abner Ferreira
  • Robson Rodovalho
  • Renê Terra Nova
  • Samuel Câmara
  • Estevam Hernandes
  • Agenor Duque
  • Cláudio Duarte
  • Jorge Linhares
  • Jabes de Alencar
  • Ezequiel Teixeira
  • Abe Huber
  • Silmar Coelho
  • Marcos Gregório
  • Flamarion Rolando
  • Galdino Júnior
  • Luiz Hermínio
  • Simonton Araújo
  • Paulo Roberto
  • Estevam Fernandes
  • Gidalte Alencar
  • Antônio Antunes
  • Michael Aboud
  • Josué Valandro
  • Fábio Santos
  • Wilton Costa

Na publicação, os signatários afirmam estar "orando por um país livre e justo" e reforçam que permanecerão em defesa da liberdade de fé e de opinião.

A nota foi compartilhada nas redes sociais de Silas Malafaia e repercutiu entre apoiadores do pastor, que vem se manifestando com frequência contra as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo andamento do inquérito.



Fonte: Folha Gospel

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Pastores da AD Ministério de São Paulo e esposas morrem após grave acidente na BR-135



Entre as vítimas está o presidente da Assembleia de Deus de Ministério São Paulo


Quatro pessoas faleceram nesta quinta-feira (26) após um acidente de carro na BR-135, em João Felício, Minas Gerais. Entre as vítimas estavam os pastores José Alves de Oliveira, presidente da Assembleia de Deus Ministério São Paulo, sua esposa, a missionária Elizete Neres; além do pastor Marcos Olinto Barbosa, presidente da Convenção Interestadual das Assembleias de Deus Ministério de São Paulo (CONIADMISP), e sua esposa, a missionária Sandra Mara Vieira.

De acordo com informações da Polícia Militar, o pneu do carro onde estavam os casais de líderes religiosos teria estourado, fazendo com que o veículo rodasse na pista, colidindo lateralmente com um ônibus.

José Alves, Elizete Neves, Marcos Olinto e Sandra Mara

O carro ficou completamente destruído e todos os quatro faleceram no local. O SAMU foi chamado para prestar socorro, mas já era tarde. No ônibus estavam apenas dois motoristas que saíram de Monte Santo (BA), com destino a São Paulo (SP). Eles não se feriram.

A Assembleia de Deus São Paulo e a CONIADMISP emitiram nota de pesar pelas mortes.

Os quatro corpos serão velados na sede da Igreja, localizada na Barra Funda, nesta sexta (27), às 9h.


Fonte: Pleno News

quarta-feira, 10 de julho de 2024

O evangelho segundo o Instagram: influencers cristãos disputam com os pastores pela atenção dos crentes


Líderes evangélicos alertam contra a imaturidade espiritual e as motivações econômicas no espaço das redes sociais.



Os pastores brasileiros se preocupam com o fato de um sermão semanal não ser suficiente para competir com os influencers cristãos superpopulares nas mídias sociais, a quem os membros de suas igrejas ouvem no restante da semana.

Eles [os pastores] reconhecem que a Internet tem desempenhado um papel fundamental no crescimento do cristianismo evangélico no Brasil. No entanto, ela também tem ajudado a tornar os ensinamentos heréticos e a indústria de influencers cristãos mais difundidos do que nunca. Assim, como igrejas e instituições ortodoxas podem reagir a esse cenário?

Duas pesquisas recentes mostram que os YouTubers e podcasters cristãos brasileiros têm mais influência do que os líderes das denominações e os pastores de megaigrejas do país.

O Quaest, um instituto de pesquisa de opinião pública, descobriu que os principais líderes evangélicos foram superados por influencers cristãos em quesitos como fama, engajamento e mobilização.

Segundo a pesquisa, o JesusCopy, canal do YouTube, é mais popular do que Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, a quarta maior denominação do país. O podcast de teologia Bibotalk é mais popular do que o bispo Robson Rodovalho, fundador das igrejas Sara Nossa Terra, um movimento neopentecostal.

Outra pesquisa — realizada pelo Nosotros, um grupo de consultoria criado pelo antropólogo Juliano Spyer — constatou que as vozes evangélicas tradicionais tendem a ficar mais isoladas e a ser menos importantes para o debate on-line.

"Influenciadores como o deputado Marco Feliciano e o bispo Edir Macedo não se destacam em relação a outros evangélicos que têm um papel central nesta rede", disse Spyer. "Nomes como o da cantora e pastora Eyshila, o da pastora Camila Barros, o do cantor e compositor Anderson Freire e o da pastora e cantora Midian Lima podem ser menos conhecidos por quem não é evangélico, mas estão entre os principais influencers neste campo".

Na melhor das hipóteses, as mídias sociais ajudaram a alçar o cristianismo evangélico a um lugar de relevância e aceitação na sociedade contemporânea. Em vez de serem conhecidos por suas posições antiquadas contra o Carnaval, a TV, as novelas e o futebol, os evangélicos nas mídias sociais romperam estereótipos e se apresentaram como comunicadores descolados e conectados.

No entanto, junto com esse entusiasmo por uma nova forma de comunicar o evangelho surgiram alguns líderes abusivos e ensinamentos nada ortodoxos.

O Movimento Galpão — cujo nome faz referência ao prédio em que funcionava — foi fundado em 2021, em Alphaville, rico subúrbio da cidade de São Paulo. O movimento realizava cultos semanais para jovens e os transmitia para milhares de espectadores nas mídias sociais. A cara do movimento era Victor Bonato, um influencer com 145 mil seguidores no Instagram.

A história do Galpão terminou em escândalo, em setembro do ano passado, quando Bonato — pseudônimo usado por Victor de Paula Gonçalves, um profissional de marketing digital de 27 anos — foi preso sob acusação de ter cometido crimes sexuais contra três mulheres. O Galpão, então, declarou que Bonato não fazia mais parte do movimento. Uma semana depois, o espaço fechou para "reforma".

"Essa reforma significa um novo tempo, tempo de conexão, de acessar novos níveis em Deus, tempo de alinhamento", diz um comunicado postado no Instagram, "e nós convidamos vocês a fazerem o mesmo no seu secreto; em breve estaremos retornando com nossa nova agenda". O movimento não postou mais nada desde então.

Os líderes evangélicos anseiam por ver os jovens se unirem e crescerem na fé, mas alertam sobre líderes sem preparo teológico adequado, sem experiência pastoral ou sem supervisão.

Uma das razões para o problema, segundo o teólogo pentecostal Gutierres Fernandes Siqueira, é a falta de preparo teológico adequado e de experiência pastoral.

"O apóstolo Paulo alertou sobre o perigo de neófitos na fé se tornarem líderes ou mestres", disse Gutierres, lembrando que um presbítero "não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o Diabo" (1Timóteo 3.6).

"Como consequência do rápido crescimento do cristianismo evangélico no Brasil, há pessoas que acabaram de se converter e agora estão assumindo o papel de influenciador".

Historicamente, para ser líder era preciso ter uma formação em estudos teológicos ou anos de serviço em uma igreja local, antes de ter a oportunidade de pregar para uma congregação. Assim, ainda que os cristãos busquem ensino para além dos próprios púlpitos, eles devem fazer certas perguntas sobre os criadores de conteúdo e sobre o conteúdo em si.

O pastor Sérgio Queiroz, fundador da Cidade Viva, uma igreja batista de João Pessoa, recomenda que os cristãos levem em conta a formação espiritual, as qualificações e as motivações de um influenciador.

"O influenciador hoje vive um verdadeiro dilema entre produzir um conteúdo mais aprofundado e cuidadoso e produzir um vídeo curto, de fácil consumo e com maior chance de viralizar", disse Queiroz, que também é professor da Faculdade Internacional Cidade Viva. "Um produtor de conteúdo respeitável deve sempre preferir a profundidade à viralidade."

Para os recém-chegados à fé, as tentações são muitas. As mídias sociais cristãs no Brasil constituem um ecossistema de negócios que se retroalimenta em larga escala.

Com a crescente popularidade dos influenciadores, as mídias sociais se tornaram uma tentadora oportunidade de negócios para os cristãos brasileiros.

O número de aspirantes a esse posto é tão grande que deu origem a movimentos como O Retiro, que se apresenta como "o maior encontro de influenciadores cristãos do mundo" e cuja "missão é espelhar o evangelho por toda terra através das redes sociais".

Criado pelo pastor e evangelista Guilherme Batista, O Retiro realiza eventos para centenas de influenciadores cristãos, e chega a cobrar até R$ 600 (US$ 150) por ingresso.

Mas as contas virtuais desses influenciadores tendem a oferecer um conteúdo do tipo autoajuda — com menos evangelismo e mais frases motivacionais. Segundo o relatório da pesquisa da Nosotros, 30% dos influenciadores cristãos podem ser rotulados primordialmente como palestrantes motivacionais. (Do restante, 25% compartilham conteúdo político e 45% produzem conteúdo devocional).

"Onde quer que haja uma teologia propensa ao estímulo da autoestima dos fiéis, ao individualismo como doutrina ética e ao empreendedorismo como racionalidade econômica, lá estará o coaching como um instrumento ou como uma possibilidade eclesiológica", disse Taylor de Aguiar, antropólogo cuja tese de doutorado trata das práticas de coaching no meio evangélico.

"[...] no Instagram, as pessoas parecem sempre felizes e dispostas a compartilhar tudo o que convier como bom a si mesmas e, por extensão, aos outros", disse ele. "Quem seria capaz de ser crítico ao receber um vídeo com palavras bem ditas, sensatas e emotivas, sobre vencer a procrastinação, superar o luto ou crescer na vida profissional, deixando os obstáculos para trás?"

Mensagens como essas têm seu lugar no ensino cristão, mas os críticos se preocupam que as motivações econômicas e os algoritmos das mídias sociais estejam enfatizando essas mensagens em demasia, e que a igreja esteja ficando muito dependente desse tipo de conteúdo de autoajuda.

Além disso, esse conteúdo reforça uma inclinação de parte da igreja em favor da ideia de que é possível pregar on-line sem ter estudo teológico. "A tradição evangélica no Brasil tem esse lado anti-intelectual", disse Gutierres. A presença desse ativismo digital, conclui ele, é uma espécie de herança dessa tradição.

"Esses influenciadores podem até pensar que não precisam de preparo, e que apenas retórica e um bom slogan bastam. Mas igreja é muito mais do que isso."

Fonte: Christianity Today

domingo, 28 de abril de 2024

Por medo de críticas, pastores brasileiros escondem burnout



Pastores evangélicos citam o versículo "Seduziste-me, Senhor, e eu me deixei seduzir. Foste mais forte do que eu e me venceste no teu amor", do livro de Jeremias (20,7), para descrever as dificuldades do sacerdócio. Deus precisaria seduzir, enganar, persuadir ou iludir —dependendo da tradução— a pessoa chamada ao trabalho religioso para ela abdicar de interesses pessoais e confortos em nome do serviço ao próximo.

Pastores brasileiros, entretanto, são vistos mais como sedutores financeiros do que como pessoas seduzidas pela fé. Na semana passada, um leitor desta coluna (Juliano Spyer, colunista do jornal Folha de São Paulo) ironizou a ideia de que pastores poderiam sofrer de burnout. Para isso acontecer, ele defendeu, pastores precisariam trabalhar. "E é muito mais fácil viver de dízimos que, em seus bolsos, se transformam em mansões, carrões, jatinhos e vida nababesca." 

Essa visão generalizada, porém, não reflete a realidade de um grupo composto majoritariamente por pobres periféricos. "A maioria das igrejas evangélicas são pequenas, com 50 ou 100 pessoas", conta Gutierres Siqueira, jornalista e autor de "Quem Tem Medo dos Evangélicos". "Muitos pastores não recebem salário da igreja. Eles têm seus empregos e pagam o dízimo como os outros membros."

Homem rezando sobre a Bíblia
Patrick Fore na Unsplash

Conversei com profissionais da saúde para conhecer as queixas desses religiosos. O psicólogo e pastor Daniel Guanaes, que atende pastores há 17 anos, enfatiza que o esgotamento não é resultado da pregação nos cultos, mas da exposição diária ao sofrimento. "A rotina deles inclui atividades como sepultar, acompanhar vítimas de violência e aconselhar casais atravessando crises de relacionamento." Mas, para Daniel, é insuficiente apresentar pastores como heróis. "Tem uma beleza nesse altruísmo, mas isso tem um preço: abrir mão de cuidar de si e da própria família."

O teólogo e psicoterapeuta Zenon Lotufo Junior, autor de "Teologia e Plenitude Humana", observa que pastores também adoecem ao tentar conciliar as contradições na doutrina cristã. Enquanto pregam sobre um Deus de amor, também lidam com a ideia de um Deus rigoroso e vingativo, o que pode criar conflitos internos. E Zenon acrescenta que aqueles que se desencantam com sua atividade têm mais um motivo para angústia: eles continuam a pastorear quando já não creem, porque é a única coisa que sabem fazer.

Existem organizações que oferecem ajuda por meio de profissionais que têm a mesma crença. Os associados do Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos atendem em todos os estados cobrando honorários simbólicos ou gratuitamente. Mas muitos pastores dispensam o tratamento por acreditar que pedir ajuda é o mesmo que demonstrar fraqueza e ter pouca fé. "Mas quando eles têm azia, tomam remédio", brincou um interlocutor.

A matéria é de Juliano Spyer, colunista do jornal Folha de São Paulo e autor do livro: "O Povo de Deus: Quem são os evangélicos e por que eles importam", lançado em 2020.

OU www1.folha.uol.com.br/colunas/julian cc

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Pastores oram por Israel após ataque de drones e mísseis do Irã



Irã lançaram mais de 300 drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro contra Israel.


Líderes cristãos proeminentes em todo o mundo estão pedindo urgentemente orações pela paz e segurança em Israel depois que o Irã iniciou um ataque aéreo significativo contra Israel, lançando centenas de drones e mísseis no início deste domingo, 14, intensificando as tensões regionais existentes e empurrando o Oriente Médio para um conflito mais amplo.

As autoridades de segurança informaram que os lançamentos do Irã incluíram mais de 300 drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro, um ataque descrito pelas forças armadas de Israel como potencialmente escalando para níveis de conflito maiores, informou a Reuters. Apesar do grande número de lançamentos, os avançados sistemas de defesa de Israel interceptaram com sucesso a maioria dessas ameaças.

De Teerã, os Guardas Revolucionários Iranianos confirmaram os ataques, enquadrando-os como retaliação a um ataque em 1º de abril contra seu consulado em Damasco, que resultou na morte de dois oficiais de alto escalão. Embora Israel tenha mantido silêncio sobre as alegações de seu envolvimento, o incidente provocou uma resposta internacional considerável, com o presidente Joe Biden afirmando um forte apoio a Israel.

Orações por Israel

Líderes religiosos proeminentes expressaram suas preocupações e clamaram pela paz.

O pastor Greg Laurie, da Harvest Fellowship, na Califórnia e no Havaí, destacou o significado bíblico dos ataques.

"Como evangélicos americanos, queremos que nossos amigos judeus saibam que apoiamos a pátria judaica e seu povo", escreveu Laurie no X. "Esse ataque vem na esteira do terrível ataque do Hamas, que é um representante do Irã, contra Israel em 7 de outubro."

Ele acrescentou: "Oramos para que Deus todo-poderoso proteja Israel nesta hora e devemos 'orar pela paz de Jerusalém'" (Salmo 122:6). Um dos sinais do fim dos tempos é o aumento do antissemitismo e o crescente isolamento do Estado de Israel.

Da mesma forma, Jack Hibbs, um pastor sênior, também relacionou os eventos atuais com as profecias bíblicas.

"Esse pode ser [o] gancho que será colocado na mandíbula de Gogue… que seria a Rússia. … E se a Rússia se envolver, poderemos ver o desenrolar de Ezequiel 38. (…) Muitos grandes estudiosos acreditam que o Arrebatamento pode acontecer antes da batalha de Ezequiel", disse Hibbs, da Calvary Chapel Chino Hills, em um vídeo postado no X, pedindo a seus seguidores que espalhem a palavra e orem.

O apresentador de rádio, Pe. Calvin Robinson, escreveu: "Deus Todo-Poderoso, de quem procedem todos os pensamentos de verdade e paz; Kindle, nós te pedimos, em cada coração o verdadeiro amor pela paz; e guia com tua sabedoria pura e pacífica aqueles que tomam conselho para as nações da terra; para que em tranquilidade teu reino possa avançar, até que a terra esteja cheia do conhecimento do teu amor; por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém."

O reverendo Johnnie Moore, presidente do Congresso de Líderes Cristãos, escreveu que as congregações cristãs em todo o mundo estarão se dedicando à oração pela paz e segurança de Israel. "Haverá centenas de milhões de orações feitas".

A comunidade global também reagiu rapidamente. As Nações Unidas e vários países enviaram condenações, destacando a imprudência da ação do regime iraniano e seu potencial para provocar uma escalada ainda maior.

De Paris, o governo francês enfatizou o risco do ataque para a estabilidade regional, um sentimento compartilhado pelas autoridades da Grã-Bretanha e da Alemanha.

Em uma resposta detalhada à agressão, o Contra-Almirante Daniel Hagari, de Israel, observou o sucesso estratégico de seus sistemas de defesa, que conseguiram neutralizar a maioria das ameaças fora das fronteiras de Israel, conforme relatado pela AP. "Um ataque em larga escala do Irã é uma grande escalada", declarou Hagari durante uma coletiva de imprensa. Ele se absteve de delinear possíveis medidas de retaliação, mas confirmou as medidas defensivas em andamento.

Apoio dos EUA

Os EUA desempenharam um papel fundamental na situação atual, com Biden dirigindo o movimento de aeronaves e sistemas de defesa antimísseis para a região na semana passada. "Graças a esses deslocamentos e à extraordinária habilidade de nossos militares, ajudamos Israel a derrubar quase todos os drones e mísseis que se aproximavam", declarou Biden.

Além disso, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, confirmou que as forças americanas interceptaram vários mísseis e UAVs em direção a Israel, lançados não apenas do Irã, mas também de locais no Iraque, Síria e Iêmen.

Apesar da alta taxa de interceptação, vários mísseis romperam as defesas israelenses, causando pequenos danos a uma base aérea e ferindo uma menina de 7 anos no sul de Israel. As forças armadas israelenses aumentaram seu estado de alerta, fechando o espaço aéreo e aconselhando os civis nas áreas ameaçadas a buscar abrigo.

Tensões no Oriente Médio

Israel e Irã têm visto uma escalada de tensões nos últimos meses, especialmente com o conflito em andamento envolvendo o Hamas em Gaza, que atraiu vários participantes regionais e estendeu o campo de batalha para o Líbano, Síria e até mesmo para o Iêmen.

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, disse que um ataque mais severo seria lançado se Israel ou seus aliados retaliassem, informou a Al Jazeera, uma agência governamental do Catar.

"Se o regime sionista [Israel] ou seus apoiadores demonstrarem comportamento imprudente, eles receberão uma resposta decisiva e muito mais forte", disse Raisi em um comunicado no domingo.

O chefe militar do Irã, major-general Mohammad Bagheri, disse que o ataque iraniano a Israel "alcançou todos os seus objetivos e, em nossa opinião, a operação terminou e não pretendemos continuar". Ele também alertou sobre um ataque "muito maior" se Israel contra-atacar Teerã.

Netanyahu: "Com a ajuda de Deus venceremos"

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, gravou um vídeo para se pronunciar sobre o ataque iraniano contra seu país. No pronunciamento, Netanyahu enviou uma mensagem aos cidadãos, confiante de que vencerão mais este inimigo.

"Estamos preparados para qualquer cenário, tanto defensivamente como ofensivamente. O Estado de Israel é forte. As Forças de Defesa de Israel são fortes. O povo é forte. Juntos resistiremos e, com a ajuda de Deus, juntos venceremos todos os nossos inimigos", declarou.

Folha Gospel com informações de The Christian Post

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