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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Japoneses podem ser classificados como grupo de povos não alcançados, dizem missionários


As Olimpíadas no Japão têm o potencial de começar a mudar essa condição, ao abrir oportunidade de evangelismo no país

Ao compartilhar o Evangelho com uma pessoa japonesa, há 99% de chances de que essa seja a primeira vez que ela ouve a mensagem da Palavra de Deus, dizem missionário da IMB.
Segundo o grupo missionário americano, com essa estatística, o povo japonês pode ser classificado como um grupo de pessoas não alcançadas.
Eles dizem que esse fato pode ser uma surpresa para os que pensam em "grupos de pessoas não alcançados" como homens e mulheres vivendo em lugares remotos, como selvas ou desertos.
Em vez disso, dizem, os japoneses não alcançados costumam ser empresários trabalhando em arranha-céus e jovens adultos com conexão digital incomparável.
Com a proximidade das Olimpíadas do Japão, que acontecem em meados de 2020, os missionários veem uma “oportunidade sem precedentes de alcançar os japoneses com o Evangelho”. Eles dizem que o evento esportivo internacional pode deixar “o povo japonês cada vez mais aberto a ouvir sobre esperança e vida eterna”.
Essa possibilidade, está entusiasmando os cristãos e missionários japoneses que podem ver a história cristã no país ser mudada. Daniel e Tara Rice, missionários do IMB em Tóquio, esperam que as porcentagens daqueles que não ouviram o evangelho diminuam.
Resistência
Por que não há mais seguidores japoneses de Jesus? E por que tem sido tão difícil alcançar o japonês com o Evangelho?
Carlton Walker, que trabalha no Japão há 40 anos, diz que o Japão é um país e uma cultura de homogeneidade. O isolamento geográfico do Japão manteve muitas influências externas. Isso não quer dizer que não houve influências externas. Parte do alfabeto japonês, o Kanji, veio da China, assim como o budismo.
No entanto, o domínio imperial japonês trouxe isolamento político por mais de 200 anos. A tradição ditava que as classes sociais mais baixas, como os pescadores, eram respeitadoras das mais altas, e as classes não se misturavam. As mudanças na sociedade foram mínimas.
Os japoneses têm um ditado famoso: "A unha que sobressai é martelada". Esse medo de ser derrotado manteve o status quo. Manter a unidade e a uniformidade da cultura tem sido mais importante para eles.
Walker diz que os japoneses ouvirão apresentações sobre o Evangelho e, como muitas pessoas em culturas de honra / vergonha, não querem envergonhar a pessoa que compartilha o Evangelho, discordando delas. Isso pode fazer parecer que a pessoa que está ouvindo o Evangelho está interessada quando o oposto pode ser verdadeiro.
Walker explica que o método evangelístico ocidental de compartilhar que pecamos e precisamos nos arrepender não é eficaz no Japão. Mais eficaz é enquadrar o Evangelho como a vergonha de um relacionamento quebrado que precisa ser restaurado.
Embora a história e a cultura tenham sido obstáculos para o avanço do Evangelho, os missionários do IMB dizem que, sob o verniz da tradição e a cultura de honra e vergonha, um zelo religioso está esperando para ser revelado.
Era de restauração
Como na maioria das sociedades, o zelo e o fervor podem ser facilmente encontrados em festivais e eventos esportivos no Japão. Os Rices e Walker dizem que a atmosfera permite liberdade de expressão. Nessas ocasiões, os missionários dizem que os japoneses têm maior probabilidade de ouvir as apresentações do Evangelho.
Os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio proporcionarão que missionários, crentes japoneses e voluntários cristãos falem sobre Jesus no Japão.
Nos últimos seis meses e nos meses que antecederam os Jogos Olímpicos de Verão de 2020, as igrejas dos Rices e do Japão estão realizando festivais comunitários. Os festivais contarão com jogos para a família, atividades, comida e apresentações do Evangelho. Voluntários das igrejas batistas do sul dos EUA são os principais parceiros nos festivais.
"Os festivais são vistos como um primeiro passo no discipulado", disse Daniel. "Eles estão sempre conectados a uma igreja local, e nós encorajamos fortemente que a igreja local tenha algo planejado a seguir".
Durante as Olimpíadas, as equipes missionárias se concentrarão no evangelismo através de coisas como uma cafeteria pop-up e troca de pinos olímpicos. O objetivo de cada esforço será compartilhar o Evangelho com japoneses e visitantes que possam ser mais receptivos à mensagem.
Após as Olimpíadas, as igrejas japonesas acompanharão as pessoas interessadas em ouvir mais sobre o cristianismo. O envolvimento de cristãos japoneses garante que o Evangelho não saia com os voluntários de curto prazo ou com os missionários do IMB quando os termos de serviço terminarem.
Fonte: CPAD News

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Japoneses criam a “deusa da compaixão” para ensinar budismo aos devotos

Feito pelas mãos humanas, a "deusa da compaixão" é um robô androide, munido com inteligência artificial, que tem como objetivo ensinar os preceitos doutrinários e filosóficos do budismo aos seguidores de Siddhartha Gautama, mais conhecido popularmente como "Buda".
A nova "Kannon" ou "ser iluminado" inventado pelos japoneses possui 1,95 cm de altura, pesa 60 quilos, e pode interagir com pessoas, movendo os braços e tronco, além de ensinar sermões budistas nos idiomas chinês e inglês.
O início das atividades religiosas do robô está previsto para março, mas a máquina já foi apresentada para a imprensa no último sábado (23), onde apareceu sendo reverenciada por monges budistas.
"O budismo viu uma expansão fenomenal no mundo com o surgimento de imagens budistas”, disse Tensho Goto, um sacerdote no templo da Ala Higashiyama de Kyoto, segundo informações do site Asahi Shimbum.
"Esperamos que o Android Kannon ajude os ensinamentos budistas a alcançar o coração das pessoas hoje", acrescenta o sacerdote, surpreendentemente se referindo a uma máquina.
A nova "deusa da compaixão" japonesa foi desenvolvida graças a uma parceria entre o templo zen e Hiroshi Ishiguro, professor de robótica inteligente na Universidade de Osaka, considerado um dos maiores especialistas do segmento no mundo.
No total, foram investidos o equivalente a R$ 3.373.725. Os budistas japoneses realmente acreditam que o ser "Kannon" pode assumir formas diferentes, para ensinar às pessoas acerca do budismo. Assim, o Android seria apenas mais uma dessas formas.
O budismo é considerado a quinta maior religião do mundo em número de seguidores, estimados em 500 milhões, estando a maioria no Japão, China, Tibete e Tailândia.
Fonte: Gospel+

sábado, 26 de maio de 2018

Japoneses são mais receptivos ao evangelho quando abordados por Brasileiros

Imigrantes brasileiros estão sendo treinados para evangelizar japoneses. Missionários que atuam no país perceberam que há uma maior aceitação dos nativos quando um brasileiro fala de Jesus que um próprio japonês.

Estima-se que apenas 2,3% da população japonesa seja cristã. A maioria afirma não ter religião, superando apenas o budismo, que corresponde à 34,9% dos japoneses. Apesar disso, os cristãos não encontram maiores problemas em falar sobre Jesus Cristo entre os japoneses, por isso um dos objetivos é expandir o evangelismo no país.
Um fato curioso observado pelos missionários que atuam no país é que os japoneses aceitam melhor ouvir o evangelho através de estrangeiros do que dos próprios nativos. Com base nisso, foi criado em 2017 na cidade de Kakegawa o Centro Cristão Tokai.
O projeto, na verdade, é uma igreja construída por brasileiros que pretendem oferecer aos japoneses um espaço de compartilhamento do evangelho e culto a Deus, mas com características estrangeiras. “Primeiro, queremos alcançar os imigrantes brasileiros e, então, através deles, alcançar os japoneses”, disse Guenji Imayhuki, que é o presidente da congregação.
Guenji saiu de São Paulo para atuar como missionário no Japão. Há três anos no país, ele se mostra otimista com a iniciativa: “Temos muitos outros lugares potenciais para plantar igrejas”, disse ele, empolgado com o fato de que novos imigrantes brasileiros, mais experientes e com facilidade de comunicação, serão fundamentais na expansão do projeto missionário entre os japoneses.
A diferença no estilo de culto e maneira de se relacionar entre os membros é algo marcante para os japoneses. Guenji contou que os imigrantes percebem a diferença, por exemplo, ao identificar às igrejas japonesas como “muito sérias”, “escuras” e “pesadas”.
Essa diferença é notada pelos nativos, o que pode explicar a preferência deles pelas igrejas estrangeiras, consideradas mais alegres, descontraídas e acolhedoras. Por isso, “às vezes é mais fácil para um estrangeiro se aproximar de um japonês com o Evangelho do que para um japonês se aproximar de outro japonês”, afirma Guenji.
O calor humano presente nas igrejas brasileiras no Japão, de fato, parece oferecer um espaço acolhedor para muitos que nessa geração enfrentam os efeitos colaterais de uma sociedade cada vez mais agitada, exigente e sem Deus.
Apesar do Japão ser um país de primeiro mundo e com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a taxa de suicídio no país cresce assustadoramente. 25 mil pessoas cometeram suicídio no Japão apenas em um ano, segundo a BBC. Isso equivale à 70 mortes por dia.
Outro fenômeno que já é considerado problema de saúde pública no país são os chamados “hikikomoris“, jovens que se isolam completamente em seus quartos, deixando o contato com a vida social, incluindo pessoas da própria casa. O único contato que possuem com o mundo é através dos computadores e outros acessórios tecnológicos.
A presença do evangelho em um país como o Japão, portanto, não apenas irá anunciar a salvação em Jesus Cristo, como poderá também mudar a realidade social no lugar que é considerado a “Terra do Sol”.
Fonte: Gospel+
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